04 abril 2011

PÉ n'A TERRA: UM EVENTO NACIONAL

O projeto BioDiversity4All vai comemorar o dia da Terra (22 de Abril de 2011) organizando o evento "Pé n 'A Terra".

A ideia principal é desafiar os parceiros para dinamizarem iniciativas locais de observação da biodiversidade, de forma coordenada e associada ao evento nacional. Estas iniciativas irão decorrer entre 22 de Abril e 25 de Abril aproveitando o fim-de-semana prolongado.

Os eventos terão uma forte componente de educação ambiental com vista à partilha de experiências e a um melhor conhecimento da biodiversidade nacional. As atividades já programadas constam do respetivo calendário: http://www.biodiversity4all.org (Especial dia da Terra/Evento Pé n’A Terra, Calendário).

Enquadrada naquela iniciativa, terá lugar na localidade de Açor, na freguesia de Colmeal, a atividade “Flora autóctone na Ribeira”, conforme descrição que se segue.

Quando: Sáb, 23 de Abril, 09:00 – 13:30

Onde: Açor (freguesia de Colmeal, concelho de Góis)

Descrição: A atividade terá lugar no Açor e proximidades, com início às 9.00 horas do dia 23 de Abril e fim cerca das 13.30, com um refresco. Sem prejuízo de os participantes poderem permanecer na aldeia, observando a biodiversidade local nas suas potencialidades e vulnerabilidades.

A atividade consiste numa deslocação a pé à Ribeira, com o objetivo de proceder à identificação e levantamento da flora autóctone ali existente (azereiro, folhado, lentisca, gilbardeira, aderneira e outras espécies). A Ribeira fica a cerca de 1 km da aldeia, exatamente no local onde confluem dois pequenos cursos de água para formar a Ribeira de Ádela, que vai desaguar no Ceira, em Colmeal. É um sítio junto ao qual existiam terrenos cultivados e moinhos de água, e onde também se ia lavar a roupa no Verão. Encontrando-se abandonado haverá uns 12 a 15 anos, o local ilustra bem a impenetrabilidade do território que sucede à desertificação humana. Para que esta dimensão seja visível, os caminhos serão limpos o mínimo possível. Para além das referidas espécies autóctones, abundam as herbáceas (por ex., a scilla monophyllos, que está agora a florir), os líquenes e musgos. O acesso faz-se através da vereda íngreme e sinuosa que o constante passar das pessoas abriu, e que as crianças também usavam para ir à escola, em Cepos. À saída da povoação, a vereda passa ao lado de levadas e de um poço, sendo observáveis várias pequenas aves e uma miríade de plantas. No eucaliptal que se segue, será possível observar as “sortes” pequenas em que o terreno se encontra dividido, os marcos feitos de pedras ao alto que as “testemunhas” sustentam escondidas na terra, várias espécies de mato, vestígios de fungos de Inverno ou de animais que passaram …

Prevendo-se um número máximo de 15, as inscrições deverão ser feitas até ao dia 18 de Abril. Para evitar dificuldades com a inversão de marcha, os participantes deverão estacionar as viaturas antes de entrar na povoação. O ponto de encontro é o primeiro marco fontanário. Para além do habitual, ajudará se forem portadores de um bordão de apoio para a descida e subida. No blogue http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/ é possível encontrar referências à aldeia e pequenos artigos entre outros aspetos sobre a biodiversidade local.

Contactos: Lisete de Matos Tel: 235761374; 968418190; lisete.matos@sapo.pt

03 abril 2011

FIM-DE-SEMANA MEMORÁVEL

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Venha com a União Progressiva da Freguesia do Colmeal passar este fim-de-semana memorável que lhe propomos para os dias 25 e 26 de Junho. Um Cruzeiro na “Veneza Portuguesa” é um dos grandes aliciantes entre os muitos que este programa contempla.
São poucos os lugares que nos foram concedidos – máximo de 50.
Escusado será sugerir-lhe a conveniência de já hoje reservar o seu lugar para que não sinta a frustração de uma lista de espera.
QUINTA DOS LORIDOS, COIMBRA, AVEIRO, VISTA ALEGRE, BUÇACO, BARRAGEM DO CABRIL, TREM TURÍSTICO NA QUINTA DOS LORIDOS PASSEIOS DE BARCO NO RIO MONDEGO E RIA DE AVEIRO
1º DIA – LISBOA / QUINTA DOS LORIDOS / COIMBRA (PASSEIO NO RIO MONDEGO), AVEIRO (PASSEIO NA RIA DE AVEIRO)
Saída às 8 horas de Sete Rios (frente ao Jardim Zoológico) em autocarro de turismo em direcção ao Bombarral onde se localiza a maravilhosa Quinta dos Loridos. Um solar rodeado de um magnífico jardim Oriental Budista, com uma área de 35 hectares, 6 mil toneladas de estátuas e lagos artificiais, um espaço de calma e paz de espírito. Para maior comodidade, realizamos a visita à Quinta, através de Trem Turístico. Após a visita, partida para Coimbra. À chegada, realizamos um agradável passeio no rio Mondego no Barco de Turismo o "Basófias". Terminado o passeio, almoço em restaurante local, seguido de visita panorâmica à cidade, incluindo o Penedo da Saudade e o Convento de Santa Clara a Nova, igreja barroca onde se encontra o túmulo de prata (séc. XVII) da Rainha Santa Isabel. Partida depois para Aveiro, onde à chegada realizamos um passeio de Moliceiro na Ria de Aveiro.
Terminada a viagem, ingresso no hotel Imperial*** ou similar. Jantar e alojamento.
2º DIA – AVEIRO / ÍLHAVO / LUSO / BUÇACO / PEDRÓGÃO GRANDE / LISBOA
Deixamos o hotel após o pequeno-almoço buffet, em direcção a Ílhavo. Visita ao Museu da Fábrica Vista Alegre. Continuação pela Serra do Buçaco, passando no Luso (breve paragem junto à fonte termal), Buçaco. A floresta nacional do Buçaco é um lugar belo, mágico e relaxante onde se situa o Palace Hotel do Buçaco. Passeio pedonal admirando os belos jardins do Palácio, Vale dos Fetos e Fonte Fria. Partida depois por Pontão, para chegar à Barragem do Cabril, onde o almoço tem lugar em restaurante panorâmico. Subida ao belo Miradouro de Nossa Senhora da Confiança, para contemplar uma magnífica paisagem do Zêzere e Serra da Lousã e região envolvente. Iniciamos depois a viagem de regresso, com chegada ao final do dia a Lisboa.
As condições são as seguintes:
Preço por pessoa em quarto duplo....... 160,00 €
3ª pessoa em triplo......................... 155,00 €
Crianças até 11 anos com dois adultos... 100,00 €
Suplemento em quarto individual.......... 30,00 €
O preço inclui a viagem em autocarro de turismo, acompanhamento de guia, estadia de uma noite de hotel, todas as refeições desde o almoço do 1º dia, incluindo as bebidas (vinho, água mineral, refrigerante, café), passeio de Barco no rio Mondego e na Ria de Aveiro, entrada na Quinta dos Loridos com passeio em Trem Turístico, entrada na Mata do Buçaco, taxas de turismo e IVA.
O pagamento deverá ser de 50% com a inscrição e o restante até 10 de Junho. Para maior comodidade poderá optar pela transferência via Multibanco para a conta da União no Banco BPI com o NIB 0010 0000 3254 359 0001 54.
Os contactos são os habituais: Maria Lucília – 218122331 / 914815132 ou António Santos – 217153174 / 962372866 ou através do nosso e-mail upfcolmeal@netcabo.pt
E como dizemos no princípio,
NÃO SE ATRASE na inscrição,
porque não queremos partir sem a sua companhia.
UPFC

Fotos retiradas da Internet

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02 abril 2011

Assembleia-Geral da União foi participada

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Na passada quarta-feira, 30 de Março e conforme havia sido anunciado, realizou-se a Assembleia-Geral (AG) da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Desde Agosto de 1987, numa AG realizada no Colmeal, que não se registava um número de sócios tão elevado e onde os mais jovens marcaram assinalável presença.
Iniciada a sessão e depois de lida a acta da AG anterior que foi aprovada, o Presidente da Mesa, António Santos Almeida concedeu a palavra ao Presidente da Direcção para a leitura do Relatório e Contas do mandato.
António Domingos Santos, ladeado pelos elementos da Direcção, iniciou a leitura do documento onde se refere a linha orientadora que continua a focar-se em acções de carácter social, cultural e recreativo mas não deixando de acompanhar de perto o desenvolvimento que se verifica na freguesia.
A União tem procurado manter e reforçar o bom relacionamento que sempre existiu com a Câmara Municipal de Góis, Junta de Freguesia do Colmeal e com as restantes entidades que têm colaborado habitualmente nas variadas realizações levadas a cabo.
Canoagem no Ceira, uma aposta ganha na divulgação do concelho e da região, voltou a trazer ao Colmeal dezenas de praticantes para mais duas descidas realizadas com a preciosa ajuda dos sócios Mário Martins e Carlos Dias e da Kompanhia-das-águas.
As Caminhadas “Pelos Trilhos do Vento e da Solidão” e “Pelos Trilhos da Mimosa” mobilizaram participantes dos mais diferentes níveis etários que se aventuraram a redescobrir os caminhos antigos e onde destacamos as simpáticas colaborações dadas pela Liga de Amigos de Aldeia Velha e Casais, Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais, Comissão de Melhoramentos do Soito e do Grupo de Amigos de Sobral, Saião e Salgado. A Junta de Freguesia do Colmeal mais uma vez participou activamente na esforçada tarefa de limpeza dos caminhos.
Excursões a Santiago de Compostela (dois grupos), “À descoberta do Colmeal” (dois autocarros), ilha da Madeira (dois grupos) e Andaluzia (um grupo), proporcionaram à União um assinalável êxito. Procurou-se sempre conciliar a cultura com o lazer nestas deslocações que incluíram várias localidades, monumentos ou regiões consideradas Património da Humanidade.
A União Progressiva manteve nos dois anos do mandato a realização das Festas de Verão com os jogos tradicionais, futebol, ciclismo, atletismo, natação e tiro ao alvo. Os convívios realizados nas Seladas registaram sempre uma presença muito considerável de colmealenses. A Juventude em 2009 proporcionou uma noite diferente, com uma imaginativa e interessante passagem de modelos. Também o Rancho Folclórico Serra do Ceira teve participações muito aplaudidas.
Os magustos, por questões atmosféricas adversas, tiveram que ser recriados no Largo com a compreensão dos presentes.
Nas Festas de Natal no Centro Paroquial Padre Anselmo, todos, independentemente da sua idade, continuam a merecer a atenção e o carinho da União. Brinquedos para os mais novos e um lanche para todos os presentes proporcionam gratos momentos.
Os almoços comemorativos do aniversário da colectividade realizados em Fazendas de Almeirim e em Góis continuaram a ser grandes manifestações de um regionalismo que se pretende em mudança e a reunir um extraordinário número de colmealenses.
A Biblioteca da União, que também merece uma referência no presente Relatório, já comporta vinte estantes, sendo que quase todas foram oferecidas. Muitos livros ainda aguardam, no entanto, por uma criteriosa selecção antes de serem disponibilizados.
Para a requalificação do terreno que a União possui à Cova “foram dados durante o mandato passos importantes”. Há vontade política para ajudar a colectividade a levar por diante esta sua antiga aspiração. A Senhora Presidente da Câmara Municipal de Góis na alocução durante o piquenique realizado no Parque de Merendas das Seladas manifestou a sua disponibilidade para proporcionar à juventude e aos colmealenses a concretização deste projecto, porque será mais um pólo de atracção para os jovens e para quem visita a freguesia.
A comunicação social regional foi objecto de merecido elogio nas páginas do Relatório pela divulgação que tem feito das actividades da União, assim como o associado Francisco José Carreira da Silva, que desde 2007 tem sido o principal responsável pelo êxito do blogue que criou e vem mantendo com enorme interesse, não só pelas notícias que apresenta mas também pelas fotografias, algumas delas muito antigas.
A União Progressiva esteve representada em todas as realizações levadas a efeito pelas colectividades suas congéneres, quer em Lisboa quer na freguesia, sem que isso constituísse qualquer encargo para a associação.
De assinalar uma presença maciça na homenagem feita a título póstumo em 13 de Agosto de 2009 pela Câmara Municipal de Góis por proposta do Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, a António Santos Almeida (Fontes), Fernando Henriques da Costa e Manuel Martins Barata, ex-dirigentes da União.
Nos quadros apresentados foi realçada a admissão de 31 novos sócios e a melhoria de 26,2% verificada nos valores de quotização.
O Património registou uma subida de cerca de 6 mil euros, situando-se agora próximo dos vinte e sete mil euros, sem que existam quaisquer dívidas ou encargos.
As disponibilidades, fruto de uma criteriosa gestão, aumentaram 34% face ao período anterior. Os resultados sofreram um acréscimo de apenas 2%, o que mesmo assim se considerou como satisfatório tendo em atenção todo o movimento efectuado.
A finalizar o Relatório, a Direcção propôs vários votos de agradecimento e um minuto de silêncio pelos sócios falecidos.
O Parecer do Conselho Fiscal foi lido pela Presidente, Maria Lucília Carreira da Silva.
As intervenções que se seguiram, quer a do Presidente da Mesa quer as de alguns dos associados presentes, realçaram a qualidade e a transparência do Relatório e o desempenho verificado no mandato, o que conduziu à sua aprovação unânime.
No segundo ponto da Ordem de Trabalhos procedeu-se à eleição dos novos Corpos Gerentes para o período de 2011/2012, onde a grande novidade é o ressurgimento de uma Comissão de Juventude, fruto do trabalho desenvolvido pela Mariana Costa e Silva e que parece contrariar o que muito se tem dito e escrito sobre o alheamento dos nossos jovens face ao Regionalismo.
Antes da eleição já os jovens tinham sido merecedores de palavras de admiração e de encorajamento, tendo ficado bem evidente a disponibilidade para apoio e colaboração que lhes foi demonstrada pelos presentes entre os quais alguns familiares próximos.
Foram ainda apresentados alguns assuntos de carácter regionalista conforme previa o último ponto da Convocatória, tendo-se seguido a tomada de posse.
Os Corpos Gerentes eleitos para o biénio de 2011/2012 são os seguintes:
Mesa da Assembleia-Geral: Presidente, Fernando Pinto Caetano; Vice-Presidente, António Santos Almeida; Primeiro Secretário, Ana Sofia Ramos Teixeira Correia; Segundo Secretário, Maria Paula Gaspar de Almeida Ramos.
Direcção: Presidente, António Domingos Santos; Vice-Presidente, Manuel Martins dos Santos; Primeiro Secretário, Luísa Maria Canelas Costa; Segundo Secretário, Maria Lucília Domingos Pinto Carreira da Silva; Tesoureiro, Artur Domingos da Fonte; Primeiro Vogal, Anabela Cerejeira Almeida Domingos; Segundo Vogal, Joaquim Luís Pinto.
Conselho Fiscal: Presidente, António Manuel Henriques Mendes Domingos; Relator, José Manuel Costa Ramos; Vogal, Álvaro de Jesus Martins.
Delegação no Colmeal: Presidente, José Álvaro Almeida Domingos; Secretário, Catarina Alexandra C. Almeida Domingos; Tesoureiro, Belmira Fontes de Almeida.
Comissão de Juventude: Mariana Brás da Costa e Silva, André Alexandre Vilhena Santana, Daniel Costa Caetano, Diana de Almeida Ramos, Diogo Alexandre Vilhena Santana, Filipe Manuel Almeida Iria, Gonçalo Duarte Martins, Gonçalo Gil Costa da Fonseca, Inês Duarte Martins, Jorge Miguel Domingos da Fonte, Tiago José Cerejeira Domingos e Vanessa Filipa Ferreira Vicente.
Pela Direcção da UPFC
A. Domingos Santos
Fotos de Francisco Silva

01 abril 2011

Centro Paroquial

Finalmente abriu o Centro Paroquial.
As obras de reparação e adaptação, ao cuidado do Sr. Arménio Marques, terminaram. Da velha e carunchosa capela de S. Nicolau foi possível fazer uma sala de reuniões, instalações sanitárias, vestíbulo, bar, sala de arrecadações e ainda um terraço, cuja sombra, nas tardes de verão, é convidativa.
O Centro foi também dotado, por agora, com 40 cadeiras e cinco mesas de jogos. Bem sabemos que ainda não é tudo e mais alguma coisa se poderá fazer. Torna-se imperiosa a aquisição de mais algumas cadeiras. Não falta o espaço para as arrumar, mas alguma coisa falta…
No dia 19 de Junho, após uma reunião dos sacerdotes da Beira-Serra, levada a efeito aqui no Colmeal e presidida pelo Senhor Bispo Auxiliar de Coimbra, D. Alberto Cosme do Amaral, numeroso público se concentrou às portas do Centro, para a inauguração do mesmo, simples e informal, mas significativa pela presença do Senhor Bispo.
Feita a saudação pelo pároco da freguesia ao ilustre visitante e a todos os presentes, seguiu-se a distribuição de roupas novas às crianças da escola. Encarregou-se da tarefa a professora local, D. Maria Lurdes Primo Pereira da Silva. Por fim usou da palavra Sua Ex.ª Reverendíssima que se manifestou positivamente satisfeito pela realização desta obra, pequena no vulto, mas grande na finalidade. Terminou com um apelo aos colmealenses «não deixem agora que o Centro seja o que era: casa de teias de aranha, senão do vazio».
Aproveitemos pois, o melhor possível, esta casa que é de todos, sem descriminação de pessoas, para uma maior valorização intelectual, moral e familiar. …
in Boletim “O Colmeal”, Nº 105 de Julho de 1970
Arquivos da UPFC

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal tem utilizado com certa regularidade as instalações do Centro Paroquial em diversos eventos e permanentemente com a Biblioteca da União e o EspaçoArte.
No passado mês de Agosto por ocasião das Festas de Verão e durante a realização do campeonato da sueca, os vários dirigentes presentes constataram o elevado grau de deterioração das janelas do piso superior e o perigo que o seu manuseamento representava.
Apresentado o assunto em reunião de Direcção onde a Delegação no Colmeal esteve presente, foi consensual a oferta de janelas novas e a sua colocação no referido piso. E em Dezembro, aquando da Festa de Natal, mais uma vez levada a cabo pela União, o Centro já apresentava um melhor aspecto e um interior mais acolhedor.
O Senhor Padre Carlos Cardoso ao agradecer este gesto da União Progressiva dizia na sua carta “Temos muito gosto que o Centro Paroquial, até pela situação em que se encontra, se tenha prestado ao longo do tempo para fins válidos e assim esperamos que continue sempre.”
Como dizia a notícia do extinto “O Colmeal” de há quase quarenta anos “esta casa é de todos” e portanto todos devemos cuidar dela.
A. Domingos Santos
Fotos de Francisco Silva

O renascer de uma aldeia

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A aldeia do Loural, com cerca de 150 anos e totalmente abandonada desde o ano 2000 foi adquirida na sua totalidade para ser reconstruída renascendo naquilo que irá ser o Loural Village, um empreendimento turístico, virado de uma forma sustentável para a natureza e para a meditação. Depois de diversos obstáculos, administrativos e burocráticos, serem ultrapassados foi possível realizar a compra, processo que envolveu mais do que 120 propriedades urbanas e rústicas pertencentes a 14 proprietários, a aldeia de Loural foi finalmente comprada em Outubro de 2008.

A aldeia e o projecto
Mais informações sobre este empreendimento, que valorizará o concelho de Góis, pode ser encontrado no seguinte endereço: http://www.louralvillage.com/.
in http://www.portaldomovimento.com/

A Vila do Burel

A Vila do Burel é o título do livro que Adriano Pacheco acaba de publicar. Desta vez, a narrativa não acontece na diáspora, que lhe serviu de contexto e motivo em obras anteriores, mas no âmago da serra e na mítica vila do burel. A serra dificultava a vida, castigando e açoitando (p. 98), a vila estendia-se no frondoso vale verdejante, acompanhando a curvatura da ribeira … (p. 16), o burel era um pano encorpado, espesso e de cor acastanhada … (p. 49).
Tudo se passa à volta da fabricação do burel e da sua comercialização, que servem de pretexto ao autor para falar da vida então pujante naquela terra promissora. Por lá, uns sobreviviam da agricultura, outros de pequenas indústrias como a do burel ou da resina, a maior parte, do trabalho mal pago por conta dos primeiros. A propósito da atividade económica, Adriano Pacheco fala-nos da organização social e dos valores que lhe subjazem, dos percursos e feiras da serra, de partidas para Coimbra numa região onde quase todos vieram a partir para Lisboa, de inovação e mudança, da esperança no progresso que o êxodo da população veio a interromper.
Antecipando-se, Adriano Pacheco transporta para o livro, nomeadamente através das protagonistas femininas, posturas, convicções e preocupações sociais que só vieram a encetar caminho décadas mais tarde. Acontece isso em relação aos direitos dos mais vulneráveis, à família, à felicidade e ao amor, à necessidade da preservação do ambiente e do património edificado. Talvez porque na serra devemos estar sempre prevenidos contra os lobos e contra o mau tempo … (p. 100).
Vale a pena ler o livro, uns recordando, outros conhecendo! Pessoalmente, comovo-me e pasmo com o engenho e a determinação do autor, que já vai no seu décimo terceiro livro. Uma produção invejável! Como referi em outras ocasiões, a escrita é um poder que poucos continuam a exercer, sobretudo de alguns segmentos da população. Mas que Adriano Pacheco tem agarrado para intervir socialmente, para dizer ele próprio da sua experiência e realidade social, para registar e guardar memória. Cultivando a ficção que torna a leitura mais apetecível.
Citando, uma vez mais, Maria Irene Sousa Santos, escrever a vida da gente é um primeiro passo para a compreensão do mundo irrecusável em que vivemos e para a compreensão necessária à vontade de mudar a vida .
Lisete de Matos
Açor, Colmeal, Março de 2011
[1] Maria Irene Ramalho de Sousa Santos, “A Escrita na Vida da Gente: Sobre Autobiografias Operárias”, in Revista Crítica das Ciências Sociais nº 4/5, Coimbra, 1980, p. 126-127.

Liga de Campeões

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Os campeonatos de futebol em Portugal e Europa já estão todos decididos?!
Desengane-se, pois o campeonato mais emocionante vai ter início no próximo fim-de-semana!
É o torneio de Futsal 2011 da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, que irá contar com 14 equipas em representação das aldeias das nossas serras.
A Malhada e Casais, fonte de juventude, também estará presente com a sua equipa e grande ambição.
O torneio irá decorrer aos Sábados de 2 de Abril até 4 de Junho, e inclui até um período de férias a meio da época por ocasião da Páscoa. Confira o calendário dos encontros:
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Coube à nossa equipa a honra de abertura do torneio num jogo frente ao Vale Derradeiro a disputar já no próximo Sábado a partir das 13h, no Clube Futebol Varejense, na Av. Afonso III n.86, em Lisboa.
Venha apoiar-nos e traga os seus amigos consigo pois certamente irão encontrar velhos camaradas.
Saudamos a iniciativa de organização da CCPS, pois esta é uma agradável forma de trazer as nossas aldeias junto de uma grande parte das suas gentes que vivem nas cidades.
Contamos com um campeonato competitivo e com desportivismo, e que no final do dia possamos todos saudar e brindar, prestando a devida homenagem às nossas origens.
Saudações Malhadenses!

28 março 2011

Assembleia-Geral na 4ª feira

Será já na próxima quarta-feira, dia 30 de Março, que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai realizar a sua Assembleia-Geral e prestar contas aos seus associados conforme preceituam os Estatutos..
No princípio dos anos setenta do século passado a União Progressiva foi pioneira entre as associações regionalistas quando apresentou uma Comissão de Juventude. Agora, passadas que são quatro décadas, um grupo de jovens colmealenses animados de um grande entusiasmo pretende contrariar a ideia instalada de que os mais novos nada querem com o regionalismo..
Sabemos que os familiares mais próximos lhes manifestam todo o seu apoio e que irão estar junto deles na reunião magna de quarta-feira, na Casa do Concelho de Góis. Nenhuma Direcção ficará insensível a esta disponibilidade dos mais jovens e todos eles sabem que poderão sempre contar com os mais antigos, com todos aqueles que ao longo dos tempos ajudaram a colectividade a chegar aos oitenta anos de existência..
Desejamos muito sinceramente que a sala da nossa casa concelhia se encha na noite de quarta-feira. Não só para apoiar os mais novos que necessitam do incentivo e do carinho de todos os colmealenses mas também para dar ânimo e confiança àqueles que vão dirigir no próximo mandato os destinos da nossa colectividade.
O Colmeal e a União Progressiva precisam de si e da sua presença.
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UPFC
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25 março 2011

Monsenhor André de Almeida Freire

André Gaspar de Almeida Freire é natural do Colmeal, concelho de Góis. Filho de Miquelina Gaspar Freire e de António de Almeida Freire, já falecidos, havia recebido a Ordenação Sacerdotal em 15 de Agosto de 1961. O Sumo Pontífice Papa Bento XVI por proposta do Bispo de Coimbra concedeu recentemente o título de Monsenhor a este filho da aldeia do Colmeal, que desde a sua ordenação vinha desempenhando a função de Chanceler da Cúria Diocesana. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal congratula o seu associado e família por tão honrosa distinção agora recebida. UPFC Foto cedida por Fátima Freire

Labirinto

Foto de A. Domingos Santos

OS OBJECTOS CONTAM HISTÓRIAS

“Os Objectos contam Histórias” era o título da exposição que acompanhava a “II Mini Feira do Livro”, na Escola Básica do 1º Ciclo e Jardim de Infância de Sarzedo [1] Sobre a chita que enfeitava a mesa, os objectos trazidos pelas crianças eram muitos, muito bonitos e faladores. Eram objectos do tempo dos seus avós, alguns, do tempo dos bisavós e tetravós. Comparativamente com outros acervos, como os que integram os museus etnográficos da região ou o que se encontra registado fotograficamente no livro “Dos Objectos para as Pessoas” (Lisete de Matos, 2007), a exposição sugeria, desde logo, um menor peso do sector produtivo e, nomeadamente do primário, que estava representado apenas por cinco objectos oriundos da agricultura e da pastorícia. Em contrapartida e sintonia com a idade das crianças, e consequentemente com a dos avós, predominavam os objectos relacionados com o quotidiano doméstico das famílias. Indiscretos, uns e outros falavam assim das características sociais da época em que foram usados, primeiro a economia de matriz essencialmente agrária que perdurou na zona até aos anos sessenta do século passado, depois, a actual de pendor secundário e terciário mais ou menos tecnologizados. Pesem embora as sobreposições observáveis. [1] Fotografias gentilmente cedidas pela escola.
No âmbito da primeira forma económica, a esfera doméstica e a produtiva confundiam-se, e os que exploravam a terra também possuíam os meios de produção. Por isso abundavam nas casas as ferramentas e os utensílios de transformação e armazenagem, que uns guardaram e outros não. No âmbito da segunda, a esfera doméstica e a produtiva tendem para funcionar separadamente e em sítios distintos, o mesmo acontecendo com os meios de produção. Quando se trabalha por conta de outrem numa fábrica, loja ou outro serviço, só excepcionalmente é que se têm em casa máquinas ou outros apetrechos relacionados com a actividade profissional exercida. Mas o poder de compra entretanto alcançado tornou possível o acréscimo e a melhoria das utilidades caseiras.
Apostados em contar histórias, e sendo um excelente desafio e pretexto para a escrita, os objectos expostos falavam ainda de muitos outros assuntos, evocando, no silêncio eloquente dos contextos e memórias para que remetem, afectos e identidades; pessoas e classes sociais; processos migratórios e retorno; preocupações estéticas e decorativas que um certo desafogo económico tornou possíveis; tarefas que ainda hoje representam, para algumas mulheres, uma segunda ou terceira jornada de trabalho; profissões que já se transformaram ou desapareceram; aparelhos que a electrónica substituiu com admirável eficiência …
Entre os objectos sobressaia um livro trazido pela professora Anabela, a reflectir a sua paixão pelos livros e pela leitura, e a reenviar para a história do tempo em que algumas raparigas aprendiam artes enquanto outras trabalhavam arduamente, e poucas tinham os mesmos direitos e oportunidades que os rapazes. Tempos melhores os que vivemos, apesar das muitas dificuldades e desigualdades do presente! Há muito afastada das lides educativas, gostei de estar na Escola Básica do 1º Ciclo e Jardim de Infância de Sarzedo. Apreciei, muito especialmente, o ambiente de aprendizagem acolhedor e disciplinado, o bom relacionamento que envolvia as crianças, os professores, as educadoras e as auxiliares de acção educativa, a participação, a atenção e o semblante prazenteiro e feliz das meninas e meninos, a preparação prévia da sessão em que participei, as estratégias com que até eu aprendi matemática, o raminho de chá de tília! … Sendo o primeiro o mais importante dos ciclos de aprendizagem (e ensino), por proporcionar as competências de base que vão permitir e enraizar as aprendizagens subsequentes, felizes as crianças que têm o privilégio de fazer parte de um ambiente tão estimulante e potencialmente formativo!
Como se vê, os objectos contam histórias. Histórias de vidas e pessoas que outras pessoas podem escrever! Segundo Paulo Ramalho, no livro “Dos Objectos para as Pessoas”, (…) tudo quanto tem história ocupa o seu lugar no presente e pode iluminar o futuro. Lisete de Matos Açor, Colmeal, Março de 2011.
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Teatro no Colmeal

. A juventude do Colmeal, ensaiada pela professora primária Maria Helena Pinho, tem-se dedicado a fazer teatro, que tem sido do agrado da população, a qual acorre ao Centro Paroquial com todo o interesse. Recentemente, o grupo teve uma agradável actuação, que depois repetiu em Cepos, e consta que está em preparação uma nova festa. As receitas revertem em benefício da caixa escolar, que desde há tempos fornece uma refeição diárias aos alunos da escola. in Boletim “O Colmeal”, Nº 134 – Abril-Junho de 1976 Arquivos da UPFC

A. Simões Lopes

INTRODUÇÃO À ECONOMIA URBANA
Este novo livro de António Simões Lopes e de José Pedro Pontes dá continuidade aos trabalhos publicados sobre desenvolvimento regional, disponíveis na colecção Manuais Universitários, mas, desta vez, com um novo enfoque: o meio urbano. Partindo da emergência e da complexidade dos fenómenos actuais da urbe, os dois economistas centram-se fundamentalmente nos aspectos económicos da questão urbana. No entanto, como a problemática urbana não se limita somente aos centros urbanos, nem é de ordem exclusivamente económica, os autores adoptam uma perspectiva mais ampla, considerando também os aspectos sociais interligados e a sua inclusão numa rede mais vasta, que necessariamente vai relacionar-se com o desenvolvimento regional. Admitem os autores que, ao tratar o tema, não se limitaram às abordagens analíticas esperadas, mas que, por inerência da problemática, a questão política não fica de fora. Assim, o livro pode ser encarado como uma boa ajuda não só para os alunos que procuram aprofundar os seus estudos, mas para todos os que se preocupam como planeamento e as decisões que rodeiam hoje a temática urbana. in Newsletter Fundação Gulbenkian, Nº 121, Março 2011 Nasceu em 1934. Licenciou-se no Instituto Superior de Ciências Económicas e Financeiras. Doutorou-se em Economia na Universidade de Oxford. É docente do Instituto Superior de Economia e Gestão desde 1961. É professor catedrático de Economia desde 1977, agora aposentado. Foi professor convidado de várias universidades portuguesas e estrangeiras. Pertenceu aos quadros do Instituto Gulbenkian de Ciência. Foi director de investigação do Centro de Sistemas Urbanos e Regionais das Universidades de Lisboa e é membro do Centro de Investigação Regional e Urbana do ISEG. É membro fundador da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Regional. Foi Reitor da Universidade Técnica de Lisboa. Foi membro do Conselho Económico e Social. Publicou vários livros e artigos sobre Economia e Desenvolvimento Regional e Urbano, com destaque para Desenvolvimento Regional, editado pela Fundação Calouste Gulbenkian nos Manuais Universitários (5 edições). Na União Progressiva da Freguesia do Colmeal, iniciou a sua colaboração em 1 de Março de 1959, como Primeiro Secretário da Direcção. No período de 23 de Abril de 1967 a 9 de Março de 1969 presidiu à Direcção onde trabalhou com Armando Nunes dos Reis, José Alberto Barata Martins, António Ferreira Ramos, Manuel Martins Barata, António Santos Almeida (Fontes), Fernando Henriques da Costa, José Nunes de Almeida, Eduardo dos Santos Ferreira, Horácio Nunes dos Reis e João de Deus Duarte. É sócio honorário desta associação regionalista. A. Domingos Santos Arquivos da UPFC

Passado

Foto de A. Domingos Santos

17 março 2011

TORNEIO FUTSAL INTER-COLECTIVIDADES CCPS 2011

Pelo 5º ano consecutivo o desporto une e incentiva o regionalismo
A nova direcção da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra - CCPS, recentemente eleita, cumprindo o previsto no plano de actividades para o mandato 2011/2012, vai continuar a promover actividades desportivas e recreativas, com o objectivo de juntar a vasta comunidade pampilhosense e da beira serra, na região da grande Lisboa, proporcionando momentos de salutar convívio entre conterrâneos, familiares e amigos (as), através do desporto.
Neste sentido, tendo em conta o êxito das edições anteriores, a Casa concelhia pampilhosense vai, pelo 5º ano consecutivo, realizar um grande Torneio de Futsal Inter-Colectividades Filiadas.
À semelhança dos anos transactos, este torneio vai decorrer durante os meses de Abril e Maio, nos mesmos moldes dos anos anteriores, ou seja, durante os Sábados, em Lisboa. A direcção solicita às aldeias/colectividades interessadas em participar que informem a organização, até ao dia 18 de Março de 2011, afim de permitir a programação e calendarização atempada do evento
Para mais esclarecimentos contactar o pelouro do Desporto, Cultura e Recreio para Carlos Simões 919877607 ; António Pereira 969282008 ; José João 935034511; Henrique Dinis 960278144 ou por email para calossimoes@casapampilhosadaserra.pt
Até dia 12 de Março estavam inscritas as equipas de: Ádela (Góis), Camba, Ceiroco, Covanca, Ponte de Fajão, Malhada e Casais (Góis), C.F. Varejense (Lisboa), Maria Gomes e Trinhão.
Inscrevam-se já. Saudações Regionalistas
Carlos Simões Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra Vice.Presidente p/ Desporto, Cultura e Recreio Telm. 919877607
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Temporal

O temporal passou por aqui. E deixou marcas. Fotos de A. Domingos Santos
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16 março 2011

Feira Sustentável

A Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã, vai desenvolver no próximo dia 3 de Abril, uma Feira Sustentável em Vila Nova do Ceira, concelho de Góis. A Feira Sustentável com Recriação Etnográfica das Feiras Tradicionais, irá ter a presença e o contributo das várias freguesias do concelho de Góis. Vimos por este meio convidá-lo a participar no evento, e se possível a fazer a divulgação do mesmo.
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Fios

Foto de António D. Santos

Limpar Portugal 2011

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11 março 2011

Assembleia-Geral da União

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Exmo(a) Senhor(a) Associado(a), .
Levamos ao seu conhecimento a Convocação para a próxima Assembleia-Geral que se irá realizar no dia 30 deste mês na Casa do Concelho de Góis, onde prestaremos contas do que foi a nossa actividade neste último biénio. No ano em que a nossa colectividade, a mais antiga da freguesia do Colmeal, completa 80 anos ao serviço do Regionalismo, iremos assistir ao ressurgimento de uma Comissão de Juventude, o que muito nos apraz registar. Já nos idos anos de setenta a nossa União Progressiva fora pioneira na constituição de uma Comissão de Juventude, autêntica escola de futuros dirigentes, alguns dos quais ainda hoje fazem parte dos diversos órgãos sociais. A sua presença nesta assembleia é para todos nós muito importante. Esperamos por si. António Domingos Santos Presidente da Direcção .
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C O N V O C A Ç Ã O
Nos termos do Artigo 22º e pelos poderes que me confere o Artigo 25º do ESTATUTO, convoco a ASSEMBLEIA-GERAL da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, a reunir em sessão ordinária, na Casa do Concelho de Góis, Rua de Santa Marta, nº 47 R/C Dtº, em Lisboa, no dia 30 de Março de 2011, pelas 20h30m (vinte horas e trinta minutos) com a seguinte
ORDEM DE TRABALHOS
1. Discussão e votação do Relatório e Contas da Direcção dos anos de 2009 e 2010 e do Parecer do Conselho Fiscal; 2. Eleição dos Corpos Gerentes para os anos de 2011 e 2012, de acordo com o Artigo 37º; 3. Discussão de qualquer assunto de carácter regionalista. De acordo com o § único do Artigo 23º, se não houver o número mínimo de sócios para a Assembleia-Geral iniciar os seus trabalhos em primeira convocação, poderá esta começar a funcionar uma hora depois com qualquer número. Lisboa, 10 de Março de 2011
O PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA GERAL a) Fernando Pinto Caetano
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08 março 2011

"Ti Maria do Soito" - Uma referência

Maria de Almeida Bráz, mais conhecida por "Ti Maria do Soito", faria ontem, dia 7 de Março, 100 anos. Esta fotografia é uma das últimas que nós, família Bráz, temos dela. Foi e será sempre uma referência nas nossas vidas. Sempre que estamos juntos, inevitavelmente reportamo-nos a episódios passados, alguns divertidos, outros com determinadas características que só ela tinha... O tempo passa muito depressa... A Família Bráz
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Levada

Foto de A. Domingos Santos

06 março 2011

A pedra e as calçadas

O empreiteiro encarregado de executar as obras de calçadas da sede da freguesia, Sr. Cassiano Alves Bandeira, do Esporão, começou já a acarretar pedra para o efeito. Se não nos enganamos, seria conveniente ver bem de que pedra se trata, a fim de evitar erro dificilmente reparável. É que a pedra é boa, mas não parece ser a indicada para as ruas com grande elevação. Sendo de qualidade bastante sujeita a polimento, passado pouco tempo torna-se muito escorregadia, e ninguém se segura a subir ou a descer uma calçada. Tem-se já a experiência no pequeno troço do início da rua do Cimo do Lugar, onde, quando chove, só se passa agarrado às paredes. O caso é de ver urgentemente. Se para as ruas muito inclinadas se não puderem usar paralelepípedos de granito, muito mais caros, conviria entremear a pedra branca com pedra ferrenha da região. De outra forma, é impossível que faltem costelas partidas. in Boletim “O Colmeal”, Nº 121 – Novembro de 1973 Arquivos da UPFC

Moinho. Rio Ceira, Colmeal

Lisete de Matos em Junho de 2007, em edição própria do seu livro “DOS OBJECTOS PARA AS PESSOAS” apresentava na página 38 uma fotografia deste moinho e a seguinte legenda: “Reparado há uns anos mediante esforço popular, encontrava-se, à data (Junho 2006), em condições de funcionar. Voltou a ser destruído pelo temporal de finais de Outubro 2006. Comparativamente com a maioria, este moinho apresentava a particularidade da estrutura que o aloja ser circular.” Sabemos que os colmealenses não são indiferentes a esta situação e que um dia a recuperação se fará. O mais difícil será dar o primeiro passo. Fotos de Domingos Nunes

TERRAS DA BEIRA SERRA

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Sacerdote, artista plástico, poeta, historiador, folclorista e ensaísta, Monsenhor Augusto Nunes Pereira foi um dos mais notáveis intelectuais contemporâneos da Beira Serra. A sua obra é vasta e do melhor nível cultural.
Desenhador, gravador e pintor, realizou numerosas exposições de arte em Portugal, no Brasil e no Luxemburgo, ao mesmo tempo que foram divulgados dezenas de trabalhos em inúmeros periódicos, com relevo para “A Comarca de Arganil”, “Correio de Coimbra”, “Jornal de Arganil”, revistas “ Mensageiro de Santo António” e “Arganilia” (que lhe dedicou uma edição especial), etc. E, entre outras obras consagradas ao Padre-Artista de Mata de Fajão, assinalamos os volumes Monsenhor Nunes Pereira – o percurso de uma vida (por Maria da Conceição Oliveira e José Maria Pimentel), Encontro com Poetas e um Artista / Mons. Nunes Pereira (por Mário Simões Dias) e O vitral da Ressurreição da Igreja Paroquial de São José de Coimbra (por Marco Daniel Duarte).
Para lá das pessoas, o pintor fixou igualmente montes e vales, santos e anjos, rios e árvores dos lugarejos, aldeias e vilas, enfim tudo o que dá à Beira as suas características inconfundíveis que o artista não se cansou de desenhar e pintar, na pedra, na madeira, no cobre ou ferro. Não sabemos de ninguém que tenha ido tão longe, recriando as gentes e paisagens das nossas terras que parecem não ter fim. Tudo o interessou e continua a interessar-nos, quer estejamos perto ou aos milhares de pessoas que partem do país natal e que ainda vivem com as imagens da sua terra nos olhos e no coração: as imagens e os sentimentos são tão reais como se estivéssemos no meio dos pinhais, olivais e vinhedos, rios ou nos caminhos perdidos nos montes.
As paisagens cheias de vida de Nunes Pereira são aquelas que permanecem sempre dentro de nós – e por isso as fomos guardando e colecionando. Assim fiz eu e assim fez Nuno Mata que buscamos os traços do artista até que decidimos reuni-los e recordá-los num livro que poderemos reviver ao longo dos anos.
O álbum Terras da Beira Serra junta uma boa cinquentena de ilustrações e quem sabe poderá ser aumentado, um dia, se nos for possível descobrir mais algumas que permanecem dispersas, mas as que são agora reimpressas dão uma idéia segura da Beira voltada da Estrela para Coimbra e admitimos que se trata de uma perspectiva ampla. São visões humanas e da Natureza, redescobrindo a História da região através das obras de arte, dos templos e monumentos, os ricos solares e as casas rústicas da nossa terra. Os costumes e as lendas estão também presentes nos homens e mulheres. Redescobrem-se os Santuários do Montalto e da Senhora das Preces, a capelinha longínqua do Colcurinho e de outros lugares sacros, por todos amados e poetizados, relevando-se a beleza dos rios Alva e Ceira, assim como das ribeiras e dos ribeirinhos, dos matos indevassáveis e das múltiplas flores silvestres que enfeitam os caminhos, os chafarizes e fontenários, as igrejas e capelas quase escondidas nas montanhas, os frutos saborosos dos castanheiros, macieiras e pereiras, pessegueiros e figueiras, uvas, etc., etc.
O pintor A. Nunes Pereira faz-nos reviver as estações do ano, recorda as mulheres, os meninos e os homens, desenhando como se compusesse música, cantando-nos as modinhas simples e harmoniosas da nossa infância, reproduzindo o vento e a chuva, o frio e o sol beirão, as festas e romarias, as danças e os cantares que já não se vêem nem escutam. Mas o que pertence ao passado permanece vivo nos desenhos, gravuras e pinturas das terras da Beira Serra. É como se relêssemos as poesias de Brás Garcia Mascarenhas, D. Luís da Silveira, de Simões Dias, do Visconde Sanches de Frias ou de Vasco de Campos e do próprio Nunes Pereira.
Nos versos dos nossos Poetas e nas pinturas do sacerdote que veio da Mata de Fajão devem ser admiradas as vilas e aldeias da nossa Terra e é por isso que dizemos que nas Terras da Beira Serra estão as raízes e a eternidade do nosso passado, cada vez mais presente e na esperança do amanhã. Abrindo os olhos, ficaremos deslumbrados com as ilustrações que ele recriou para testemunhar a vida dos nossos ancestrais e dos que hoje a continuam e hão de perpetuar-nos no futuro.
(*) Escritor português há muitos anos radicado no Brasil, João Alves das Neves é co-autor (com Nuno Mata) do álbum Terras da Beira-Serra, que será lançado em breve.
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05 março 2011

Artesa

Peça da família Domingos da Fonte Foto de A. Domingos Santos
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ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE GÓIS

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Eventual encerramento do SAP preocupa deputados O eventual encerramento dos serviços de urgência nocturnos, no Centro de Saúde, foi o assunto que esteve em destaque na sessão ordinária da Assembleia Municipal, realizada na passada segunda-feira, na Biblioteca. Pelo grupo do Partido Socialista, liderado por Paulo Silva, foi presente à Assembleia uma proposta para ser enviada à Ministra da Saúde, com conhecimento a várias outras entidades ligadas ao sector, na qual manifestavam a sua preocupação sobre a possibilidade de poder vir a ser encerrado o serviço de urgência durante a noite, uma decisão que, segundo o documento, não podia ser precipitada sem que sejam criadas as alternativas que garantam o socorro às populações, já fragilizadas pelas assimetrias existentes. Esta proposta foi também aprovada pela maioria (com 18 votos a favor e um contra), com o líder do grupo do PSD, Pedro Agostinho, a referir que as distâncias são enormes e ficam ainda muito maiores com a deslocalização do helicóptero de Santa Comba Dão para Aguiar da Beira, piorando assim o socorro dos goienses em mais 45 minutos, interrogando: «agora deixamos que nos encerrem o SAP e não temos qualquer contrapartida, como um posto do INEM e uma ambulância?». Estranhando também «que durante todo este tempo tenha havido um movimento de surdez e nós perdemos algum tempo sabendo que era este o desfecho», o líder do grupo do PSD interrogou ainda: «se fechar o SAP, que é que irá acontecer aos utentes do hospital Rosa Maria?». «Não houve assim tanta surdez» Respondendo a esta preocupação, a presidente da Câmara Municipal, Maria de Lurdes Castanheira, esclareceu que na sequência de uma reunião havida sobre este assunto,«não houve assim tanta surdez», havendo também a possibilidade de contrapartidas como a criação de um posto de emergência médica pelo INEM. Para acompanhar este assunto do eventual encerramento dos serviços de urgência nocturnos no Centro de Saúde e depois de uma breve interrupção dos trabalhos para o efeito, acabou por ser constituída uma comissão de acompanhamento, pelos líderes dos três grupos que têm assento na Assembleia, respectivamente Paulo Silva, do Partido Socialista; Pedro Agostinho, do Partido Social Democrata; e Ana Cristina Santos, da CDU, que mereceu a unanimidade da Assembleia. Tomada de posse de novo deputado municipal E foi com a tomada de posse de Justino Geraldes (PSD), que vem substituir Graça Aleixo que pediu a exoneração, que se iniciaram os trabalhos da Assembleia, com o seu presidente José António Pereira Carvalho que cumprimentou o novo deputado, «seja bem-vindo a esta casa» e a quem desejou as maiores felicidades, como fizeram depois os líderes dos grupos do PS e PSD, este a acentuar que os compromissos eleitorais devem ser cumpridos até ao fim, preocupado que estava por ser este já o 11.º deputado a tomar posse naquele órgão autárquico. Respondendo, o líder do grupo do PSD, disse que a rotatividade das pessoas é normal, «não se preocupe, são pessoas de valor e em quem confio plenamente». Referiu-se depois Paulo Silva, homenageou a secção de judo da Associação Educativa de Góis, pela sua actividade e pelo seu contributo para dar a conhecer Góis e atrair pessoas, com as benéficas consequências para o comércio local, enquanto o deputado Jaime Garcia (PS), se congratulou pelo facto da comissão de acompanhamento que acabava de ser criada para promover a sua pressão no sentido de evitar o encerramento do SAP, teve palavras de apreço para com o novo provedor da Santa Casa da Misericórdia, José António Vitorino Serra, congratulando-se ainda pela criação do Balcão Único do Município e pelo Gabinete de Apoio ao Desenvolvimento Local, que pode vir a contribuir, facilitar e ajudar na melhoria das condições de vida das populações e das empresas. Descentralização da Assembleia Municipal Jaime Garcia questionou depois em que situação se encontram as obras da Estrada Nacional 342 e da Estrada Nacional 2 entre Portela de Góis e Portela do Vento, ao mesmo tempo que, recordando a Assembleia Municipal realizada no Colmeal, «com uma participação elevadíssima de pessoas», defendeu que continuasse a descentralização dos trabalhos deste órgão autárquico, agora pelas outras freguesias do concelho. Relativamente às obras, a presidente da Câmara esclareceu que em «momento algum nos foi dito que havia algum retrocesso. Continuo a acreditar que vão ser uma realidade». E depois do presidente da Junta de Vila Nova do Ceira se ter referido a algumas necessidades da freguesia, o deputado Antonino Antunes (PS), agradeceu à Câmara Municipal a compra do terreno em Cortes, «uma mais-valia» e agradeceu a limpeza das estradas feita pelos serviços camarários. No momento em que se debate a extinção de freguesias e até concelhos, também o presidente da Junta do Colmeal, Carlos de Jesus, deu conhecimento à Assembleia sobre as conclusões reunião da ANAFRE - Associação Nacional das Freguesias em que participou, dizendo que outras se irão realizar, considerando importante a participação de todas as freguesias. A apreciação das actividades económicas e financeiras do Município foi o primeiro ponto da ordem de trabalhos da Assembleia, seguindo-se o período dedicado ao público presente, com José Serra a agradecer as palavras que lhe foram dirigidas, exaltou o dr. José Cabeças, «provedor durante 19 anos» e a sua obra e relativamente à questão do possível encerramento do SAP disse acreditar nas pessoas, nas instituições e no Governo «que não vão tomar medidas de ânimo leve que alterem a vida dos goienses», até pelo facto do grande do grande investimento que foi feito no antigo Hospital Rosa Maria, como referiu. Satisfação pelo renascimento de A COMARCA E os trabalhos chegavam ao fim, com o presidente da Assembleia Municipal a congratular-se pela maneira elevada como decorreram, manifestando ainda a sua grande satisfação pelo renascimento de A COMARCA, a quem endereçou os seus cumprimentos, desejou felicidades e os votos dos maiores êxitos. Por estas palavras amigas e de incentivo, o nosso sincero e público bem-haja. .
in A Comarca de Arganil, 03/03/2011
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02 março 2011

Chanfana une concelhos na candidatura às “7 Maravilhas da Gastronomia”

Foto de Luís Carregã
Os municípios de Vila Nova de Poiares, Miranda do Corvo, Góis e Lousã vão apresentar uma candidatura conjunta da chanfana ao concurso “7 Maravilhas da Gastronomia Portuguesa”, revela a autarquia poiarense.
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“Para a excelência desta iguaria, absolutamente divinal, contribuem vários fatores, como a especificidade da alimentação do gado caprino desta região, que exerce grande influência na qualidade da carne de cabra, a par de outras propriedades específicas dos caçoilos de barro, do vinho de boa qualidade e do forno tradicional de lenha”, segundo uma nota divulgada pela Câmara Municipal de Vila Nova de Poiares.
A decisão de apresentar a candidatura foi tomada num jantar em Vila Nova de Poiares, no qual o município, em parceria com a Confraria da Chanfana, juntou à mesa os concelhos vizinhos. Foram ainda convidados a participar no projeto outros municípios.
in Diário as Beiras

Encantos da Serra

Fotos de A. Domingos Santos
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Comarca "pereceu, mas renasceu com mais responsabilidade"

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Fundação Memória da Beira Serra - A Comarca de Arganil apresentou corpos sociais, em cerimónia no Casino Estoril
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«Mais do que a organização, mais do que o engenho, foi o amor que nos mobilizou a todos, para não deixarmos cair a Comarca». A afirmação foi de José Dias Coimbra, fundador e vice-presidente do Conselho de Administração da “Fundação Memória da Beira Serra – A Comarca de Arganil”, aquando da apresentação dos corpos sociais daquela instituição, numa cerimónia que decorreu sábado no auditório do Casino Estoril. A Misericórdia, “motor de arranque” da Fundação, segundo Dias Coimbra, «não podia alhear-se da eventual perda da memória colectiva que radica na Comarca». Afinal, sustentou, «são 111 anos de acontecimentos, mais de um século». A cerimónia, que juntou muitas individualidades, deve ser entendida como «uma homenagem a todos quantos passaram pela Comarca e que a ela entregaram o seu melhor em prol do desenvolvimento das comunidades e a todas as ilustres personalidades que se dedicam a causas, dando ao Jornal A Comarca uma marca da região que perdura e que luta por melhores condições», afirmou. A Comarca, vincou o também provedor da Misericórdia de Arganil, «pereceu, mas renasceu, com mais responsabilidade e com um novo projecto, mas mantendo a sua matriz, dar valor à Beira Serra e alertar para as suas necessidades». Com efeito, sublinhou o dirigente, «sob o lema, cultura, cidadania e informação, a agora Fundação Memória da Beira Serra – A Comarca de Arganil é e deverá ser mais do que um título semanal, deverá ser também um agente mobilizador de vontades, dando origem a mudanças», explicando que será precisamente por esse motivo que a Fundação «procurará criar o Museu da Imprensa Regional e das Comunidades da Língua Portuguesa, como tributo à Imprensa Regional». Refira-se que este projecto será de dimensão nacional, procurando reunir o maior número de colecções de jornais que, ao longo dos tempos, fizeram parte do universo da Imprensa Regional, pretendendo igualmente agregar os títulos que marcaram e marcam presença nas comunidades portuguesas emigradas. Outro dos projectos da Fundação será o de «dinamizar a cidadania, realizando ciclos de conferências sobre temáticas actuais e essenciais para a promoção do desenvolvimento da região». Também deverá ser um «pólo capaz de congregar as instituições e as comunidades, tornando-se um agente de mudança positiva e de estímulo à reflexão sobre novos paradigmas da sociedade actual». Exemplo disso, disse Dias Coimbra, «são as várias instituições e autarquias que se associaram ao projecto», como é o caso da ADIBER, Misericórdia de Arganil e as câmaras municipais de Arganil, Góis, Tábua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo, Lousã, Penacova e Vila Nova de Poiares. Regresso de 111 anos de história
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Já para José Dinis dos Reis, presidente da Assembleia-Geral da Fundação, o renascimento da Comarca «está relacionado com a vontade de ganhar ânimo», e comentou que a Beira Serra tem «todas as razões para se considerar um lugar vítima de desatenção, mas também cheio de força», declarando que vê a Comarca, como «parte dessa força e como um valor colectivo que nos cabe fortalecer». Segundo Mário Assis Ferreira, presidente do Conselho de Administração, este projecto, «pelo seu sentido abrangente, tem todos os factores para representar uma força aglutinadora, em função da evocação da memória da Beira Serra». Com efeito, sustentou, uma Fundação «não se limita ao objectivo de relançar um Jornal que era a carta de família dos emigrantes, é todo um conjunto de actividades, de natureza cultural e filantrópica que representam o plasmar de um sentido regionalista que a todos deve entusiasmar». «A Comarca está de volta e com ela regressam 111 anos de história, contados nas linhas de um Jornal que sempre promoveu a Arganilidade e o regionalismo», declarou Ricardo Pereira Alves. Por isso, afirmou o presidente a Câmara de Arganil, «abre-se hoje uma janela para o futuro», mostrando «orgulho, enquanto autarca, não apenas pela constituição da Fundação que ficará sedeada em Arganil, mas sobretudo pelo renascer da A Comarca que, ao longo dos seus 110 anos, participou na construção das nossas comunidades, difundindo e ajudando a promover Arganil e toda a região da Beira Serra, pelos quatro cantos do mundo». Corpos sociais Assembleia-geral:
Presidente: José Dinis Reis Vice-presidentes: Regina Anacleto e António Ramos de Almeida 1.º Secretário: Susana Redondo;
2.º Secretário: Ernesto Coelho; Vogal: Victor Dias Conselho de Administração:
Presidente: Mário Assis Ferreira Vice-presidente: José Dias Coimbra 1.º Secretário: Miguel Ventura;
2.º Secretário: António Carvalhais Tesoureiro: Fernando Dias;
Vogais: Jorge Pereira, Mário Pereira Gonçalves, Mário Vale, Carlos Andrade, José Pereira, Sérgio Castanheira, Francisco Baptista, António Pedro, Filipa Maia e Nuno Gomes Conselho Fiscal:
Presidente: Pedro Pereira Alves Vice-presidentes: Adriano Lucas e Armando Dinis Cosme;
Secretário: Alberto Mateus;
Relator: Carlos Henriques Director Geral da Fundação Memoria da Beira Serra – A Comarca de Arganil: José António Castanheira; Director do Jornal A Comarca de Arganil: António Lopes Machado, coadjuvado por Nuno Gomes; Director do futuro Museu da Imprensa Regional e das Comunidades da Língua Portuguesa: João Alves das Neves Escrito Por Isabel Duarte
in Diário de Coimbra, 28/02/2010