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26 fevereiro 2024

Passeio ao Gerês de 8 a 10 junho







Caros Sócios e amigos,

Partilhamos convosco as condições do nosso passeio ao Gerês de 8 a 10 junho

Gerês

O Gerês sempre simbolizou a harmonia entre o Homem e a natureza, com o seu granito moldado pelo tempo. As águas correm cristalinas pelos ribeiros e o ar puro envolve a grande diversidade natural. O Parque Nacional da Peneda-Gerês é o único a nível nacional e foi decretado em 1971. As suas colinas acidentadas albergam veados, lobos e águias-reais entre outra fauna autóctone. Os trilhos incluem uma estrada romana repleta de marcos. A estância termal do Gerês data do século VII, tirando partido das qualidades das suas águas naturais.

Itinerário: 1º Dia – 08jun - Lisboa / Guimarães / Sameiro

(Inclui passagem por Coimbra para entrada e saída de passageiros)
Partida de Lisboa por Coimbra e Porto para a encantadora cidade de Guimarães.
Panorâmica do conjunto histórico constituído pelo castelo, igreja de São Miguel, Paço Ducal e estátua de D. Afonso Henriques e visita à igreja de Nª Sra. da Penha. Almoço. Partida para Braga. Breve panorâmica da cidade dos arcebispos, repleta de património, com destaque para a catedral, que é a mais antiga de Portugal. Ao fim da tarde, partida para o santuário do Bom Jesus, com subida no centenário elevador de água e tempo para visita da igreja e do imponente escadório. Chegada ao Sameiro, local de culto e calmo, para descanso e meditação. Jantar e alojamento.

2º Dia – 09jun - Sameiro / Caldas do Gerês / Sameiro

Pequeno-almoço. Partida por Póvoa de Lanhoso com o seu altivo castelo na terra de “Maria da Fonte” e com a frondosa paisagem do Gerês por Caniçada, chegada a Caldas do Gerês. Início do circuito em miniautocarro pelas estradas do Parque Nacional observando a sua biodiversidade e extraordinárias paisagens com nas Caldas do Gerês. Almoço. Tempo para passear no parque das termas e compra de produtos genuínos da região.
De tarde, visita ao santuário de São Bento da Porta Aberta, um dos mais concorridos do norte de Portugal em pleno Gerês. Continuação acompanhando a albufeira da barragem da Caniçada por Amares e regresso ao Sameiro. Jantar e alojamento.

3º Dia – 10jun - Sameiro / Viana do Castelo / Lisboa

Pequeno-almoço. Partida para Ponte de Lima. Visita desta típica vila minhota, onde se destaca o nível de preservação do património local e ainda para o comércio tradicional recheado de produtos regionais. Partida para visita a quinta de produção vinícola com prova de vinhos. continuação para Viana do Castelo. Visita ao centro até à praça da República, pelo seu conjunto monumental: Paços do Concelho, Misericórdia, o chafariz quinhentista e percorrer o comércio tradicional. Almoço.
De tarde, visita ao santuário de Santa Luzia e desfrutar da paisagem desde o seu miradouro. Partida por Póvoa de Varzim, Porto, Coimbra e regresso a Lisboa.

Hotel previsto (ou similar)

Hotéis do Bom Jesus 4 estrelas ( a informar mais perto da data da viagem)
Hotel do Parque
Hotel do Elevador
Hotel do Templo

Preço previsto por pessoa em duplo:
(Mínimo 45 participantes)
Preço por pessoa em Duplo € 428.00
Suplemento Single                € 113.00
3º pax em cama extra com desconto de 5%. A disponibilidade de camas extra é limitada.

Condições de pagamento:
Prazo para confirmação e pagamento de sinal de 40% (172.00 €) até 6 março
Valor remanescente (€ 256.00) até 03 maio

Informações e reservas através:
Sofia Ramos
T. 966472434
E-mail: sramos@wtsviagens.com


Serviços Incluídos

- Transporte em autocarro de turismo;
- Guia acompanhante;
- Alojamento e pequeno-almoço no hotel previsto ou similar;
- 3 Almoços com água e vinho (dias 1, 2, 3);
- 2 Jantares com água e vinho (dias 1, 2);
- Subida no Elevador do Bom Jesus;
- Visita em mini-autocarro no Parque do Gerês;
- Visita a quinta com prova de vinho;
- Taxas hoteleiras;
- Seguro de viagem;

Os preços não incluem
- Tudo o que não esteja incluído no programa

Nota importante: Máximo de lotação disponível no autocarro: 51 lugares

Condições Gerais
- O preço por pessoa inclui: tudo o que está descrito nos separadores “Serviços Incluídos”; despesas inerentes ao autocarro, portagens, motorista e guia; IVA à taxa correspondente;
- O preço por pessoa não inclui: despesas extra de carácter pessoal; outras refeições; outras entradas pagas a museus, monumentos ou outros locais de interesse, ao longo do percurso; quaisquer outras despesas não mencionadas como incluídas;
- Este orçamento reflecte a legislação de condução dos motoristas em vigor, no cumprimento das normas de horário de condução e tempos de descanso para os motoristas, nomeadamente máximo de 12 horas de trabalho desde que inicia o dia até que termina, máximo de 9 horas de condução diário, e mínimo de 11 horas de descanso nocturno;


16 maio 2019

Colmeal - União Progressiva - Natureza, Cultura e Gastronomia



Foi um fim-de-semana diferente, este de 4 e 5 de Maio, que nos levou a Arouca e aos Passadiços do Paiva. Natureza, cultura e gastronomia, no seu melhor.







O Mosteiro de Santa Maria de Arouca já surge documentado desde o século X. Exclusivamente feminino desde 1154, por ordem de S. Bento, afirma-se sobretudo a partir do séc. XIII, após Dona Mafalda, filha de D. Sancho I, ali ter ingressado. Doado por D. Sancho a sua filha, o convento recebeu muitas dádivas do monarca, que por sua vontade vem a transferir a comunidade monástica em 1226 para a Ordem de Cister. É a maior construção granítica do género, em Portugal. Ao longo dos tempos foi objecto de várias intervenções, datando o actual edifício dos séculos XVII e XVIII.




















Na visita guiada tivemos oportunidade de visitar e apreciar a Sala do Capítulo, a Cozinha, o Claustro, o Cadeiral, bem como parte considerável do Museu de Arte Sacra, considerado um dos mais ricos da Península Ibérica, com múltiplos objectos de culto, peças de mobiliário, manuscritos litúrgicos, paramentos e peças raríssimas de escultura, pintura, ourivesaria e tapeçaria. 







Em 1886, com a morte da última freira, o Mosteiro foi extinto e todos os seus bens transitaram para a Fazenda Pública. 

Após o almoço dirigimo-nos para a Casa das Pedras Parideiras. Uma paragem para nos deslumbrarmos com a imperdível Frecha da Mizarela, com o rio Caima a projectar-se de mais de sessenta metros, de altura. Um espectáculo natural que não podíamos deixar de contemplar. 








Em Castanheira deparamo-nos com um dos geossítios mais emblemáticos do Arouca Geopark. Fenómeno único no mundo, que levou os habitantes desta pequena aldeia a chamar a esta rocha de «Pedra Parideira», por ser «a pedra que pare pedra». Geologicamente, esta rocha é designada por «granito nodular da Castanheira». O granito, de cor clara, apresenta uma invulgar quantidade de nódulos, de forma discóide e biconvexa, que por acção da erosão se soltam da rocha mãe, deixando cavidades. As datações mais recentes apontam para idades de mais de 300 milhões de anos. 








Escutadas as explicações e visionado um interessante filme em 3D, melhor se ficou a compreender a origem e particularidades deste geossítio. O Centro de Interpretação tem por objectivo contribuir para a conservação, compreensão e valorização deste importante património geológico. 





Seguimos depois para uma visita ao Centro de Interpretação e Investigação Geológica de Canelas. O Museu das Trilobites Gigantes, de iniciativa particular, foi inaugurado em 1 de Julho de 2006, e é conhecido internacionalmente pela recolha, inventariação e exposição das maiores trilobites do mundo. Exemplo de extraordinária cooperação entre indústria extractiva, a ciência e a educação. Muitos fósseis ganharam nova vida neste Centro e contam-nos alguns dos capítulos mais longínquos da evolução da vida do planeta, mas são as trilobites que se destacam como os maiores exemplares do mundo da sua espécie. 









O jantar, tal como o almoço, foi servido no Hotel S. Pedro. Para além de tudo o mais, destacamos a excelente posta arouquesa e o bacalhau com broa. Bem situado, na avenida principal, ainda possibilitou um pequeno passeio nocturno. 

Na manhã de domingo, os passadiços esperavam-nos. Localizados na margem esquerda do rio Paiva e com cerca de oito km, proporcionam um passeio por um autêntico santuário natural, onde são ainda visíveis espécies em vias de extinção na Europa, rodeado de paisagens de beleza ímpar, perto de descidas de águas bravas tão apreciadas por canoístas. Iniciado o percurso perto da praia fluvial do Areinho, passando pela Garganta do Vau, Cascata das Aguieiras, praia fluvial do Vau, Gola do Salto, Falha de Espiunca e com o final na Espiunca. 





























Para retemperar as forças nada melhor que uma vitela assada em forno a lenha e bife à moda de Alvarenga para o almoço. 





Uma última passagem por Arouca e uma surpresa. Uma surpresa UNIK. 

A doçaria conventual é das mais requintadas doçarias monásticas. 
Confeccionada pelas freiras, a doçaria era o ex-libris do convento e com ela eram presenteadas entidades civis e eclesiásticas, merecedoras de proventos de tão reais monjas. 
A doce riqueza das freiras de Arouca perdurou para lá da extinção da vida religiosa no convento por intervenção da sua criadagem, que perpetuou as receitas e as transmitiram como herança familiar. 
A doçaria conventual continua a privilegiar as melhores matérias-primas e, na sua confecção, segue os métodos ancestrais, mantendo o cariz e as fórmulas primitivas. 



Foi na Casa dos Doces Conventuais de Arouca, situada no coração da vila de Arouca, mesmo em frente ao Mosteiro, que fomos obsequiados com uma degustação da variada doçaria conventual. Casa em que “cada um dos seus produtos é mais do que um pedaço de cultura arouquense, é uma lição de história nacional”. 

No regresso a Lisboa as pernas aproveitaram para descansar… 

Notas coligidas por A. Domingos Santos