UNIÃO PROGRESSIVA DA FREGUESIA DO COLMEAL
GÓIS - COIMBRA - PORTUGAL
12 março 2026
FESTA DA PÁSCOA
04 março 2026
10 fevereiro 2026
IX PASSEIO TURÍSTICO - ROTA DAS COLMEIAS - (Nova Data)
Caros amigos,
A data da Rota das Colmeias terá de ser mudada devido ao mau
tempo que se tem sentido no nosso país! A nova data será 29 de março!
Como já é habitual, os nossos participantes vão ser bem recebidos. Para além de um pequeno almoço farto, no meio do percurso iremos parar para um reforço alimentar e, no final do passeio, haverá almoço almoço e convívio. Para os mais destemidos, teremos também a Rampa do Presunto e a Pista de Obstáculos.
As inscrições poderão ser feitas até dia 24 de março com o valor prévio de 35 rodas. Já no dia do evento o valor será de 40 rodas. Inscrições através dos números de Tiago Domingos-965344190, Carlos Almeida-966249981 e Ricardo Pinto-917839763, também por e-mail - rotadascolmeias@gmail.com.
Vem participar na nossa rota, ou visitar, pois valerá a pena!
A Direção da UPFC
19 janeiro 2026
16 janeiro 2026
Mapa de actividades para o ano 2026 da UPFC
Caros associados e amigos da UPFC!
Apresentamos o nosso mapa de actividades para o ano 2026:
06 janeiro 2026
Festa de Natal UPFC
Dia
20 e 21 de dezembro a União Progressiva da Freguesia do Colmeal espalhou a
magia do Natal!
Agradecemos
ao Município de Góis, União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal, que nos
entregou um donativo de 350€, ao Góis Moto Clube, a todas as Associações
presentes, a todas as pessoas que doaram artigos para os cabazes, a todos os
que ajudaram a fazer da nossa mesa uma mesa repleta de doces, e claro a todos
os presentes!
A
Direção da UPFC
18 dezembro 2025
Manuel Mendes Domingos, faleceu
17 dezembro 2025
Mensagem de Natal
2025 passou e a União Progressiva da Freguesia do Colmeal
continuou a sua jornada cheia de regionalismo e atividades!
Começámos no dia 26 de março com o VIII Passeio Turístico
"Rota das Colmeias" e em abril tivemos a atuação do artista Cristiano
Cardoso Neves, no Centro de Cultura e Convívio.
No dia 3 de maio foi a altura de fazer a nossa Caminhada
"Rota das Colmeias", onde podemos contemplar a beleza das nossas
paisagens e no dia 6 de junho recebemos e demos apoio à passagem do Ultra-Trail
"Oh meu Deus".
Em junho, no dia 28, fizemos a nossa assembleia geral,
momento em que elegemos os novos corpos sociais.
Organizámos a festa de verão em honra do Senhor da Amargura,
que decorreu nos dias 2, 3 e 4 de Agosto.
No dia em que a UPFC celebrou 94 anos, respetivamente 20 de
setembro, fizemos o nosso almoço de aniversário, na Casa da Cultura de Góis.
No dia 1 de novembro, mantivemos a tradição e assamos as
castanhas na caruma, com um grande Magusto. No dia 30 de novembro tivemos os
nossos associados José Álvaro Domingos e José Santos a representar a UPFC no
torneio Intercoletividades no jogo da Malha, organizado pelo Município de Góis.
Ainda iremos ter a habitual Festa de Natal da UPFC, com a nossa ida à Unidade
Residencial da Sagrada Família, na Cabreira, no dia 20, com a entrega das
prendas e carinhos aos idosos residentes, e no 21, será o dia de entregar as
prendas aos mais jovens, e também aos nossos idosos, no Centro de Cultura e
Convívio do Colmeal.
Foi um ano cheio! Podemos dizer que as nossas atividades têm
bastante sucesso, trouxemos cerca de 300 pessoas ao Colmeal no VIII Passeio
Turístico "Rota das Colmeias", na Caminhada "Rota das
Colmeias" tivemos 120 pessoas, a Festa de Verão preencheu o nosso Largo
Dona Josefa das Neves Alves Caetano. Tivemos também uma participação no
Festival do Rancho Folclórico Serra do Ceira, pois também queremos e gostamos
de ter um bom relacionamento e cooperação com todas as coletividades e associações.
Continuaremos sempre a lutar por um Colmeal melhor, e por um grande
regionalismo!
2026 é já ao virar da esquina, logo no início do ano iremos
dar conhecimento das atividades previstas, com a promessa de muito trabalho e
empenho em prol do Regionalismo!
Um Feliz Natal, e um Próspero Ano Novo
UPFC
12 dezembro 2025
Aqui na Roça, o dia a dia (VI)
A loja do governo.
"Casa onde caibas e terrenos que não saibas". Num
passado longínquo, era voz corrente nos aldeões das nossas
serras.
Na época as aldeias fervilhavam de gente, as famílias eram
numerosas e havia que providenciar o seu sustento durante o rigoroso inverno.
"Terrenos que não saibas" . Demarcava o estado social de uma família, - quantos mais terrenos melhor. Dali vinha o sustento, milho, feijão, azeite, mel, castanha, àrea de pastorícia e florestal. Em regra todo o agregado familiar se dedicava ao plantio agrícola e pastorícia, havendo tarefas distintas entre homens e mulheres, cujo produto final refletia as boas e esperadas colheitas.
"Casa onde caibas" As casas, em regra geral, eram pequenas. Cozinha com fogueira de lenha no centro, um pátio geralmente a dar acesso ao curral do porco, pequenos quartos e por fim, a "Loja do Governo". Esta loja ampla, de piso terreno e paredes de pedra com largura de grande porte, se destinava a guardar o resultado das colheitas e dos bens alimentares, nomeadamente a salgadeira onde se guardava a carne de porco, o pote onde se acondicionava o azeite e demais produtos alimentares, nas arcas o milho e o feijão e na queijeira os queijos de produção caseira.
Se a área da loja o permitia, ainda se guardava o pipo do
vinho, a dorna e a aguardente.
Os tempos eram difíceis, considerando que na altura uma
sardinha era para três e todos queriam a cabeça, pelo que havia o gestor
dedicado à guarda e consumo racional dos bens armazenados.
Geralmente esta tarefa era do desempenho do cônjuge
feminino. O masculino tinha a responsabilidade de ir ganhar o dinheiro,
para a compra de bens cujos terrenos não produziam, como o petróleo, o açúcar,
conservas e umas guloseimas. Na altura da ceifa do trigo, lá partia para
o Alentejo, mas regressava um dia. Mais tarde começou a ir para a cidade e por
fim tornou-se emigrante e deixou de regressar e se o fizesse era de
passagem. A desertificação ocupou o seu lugar, - a serra os terrenos não
conseguiram garantir o seu sustento e da sua família.
A "Loja do governo" fechou, restam as arcas
e potes vazios, testemunhas silenciosas de um passado que desapareceu no tempo.
Fotos:
Obtidas na "loja do governo" do autor.
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| Parede da loja |
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| Arca do milho |
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| Pote do azeite e dos queijos (1) |
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| Salgadeira |
(1) O pote derivado ao seu desempenho à época, vai ser objeto de uma publicação própria, brevemente.
Colmeal, 10 de Dezembro de 2025
Domingos Nunes
04 dezembro 2025
NATAL '25 NO COLMEAL
Nos próximos dias 20 e 21 de dezembro a União Progressiva
da Freguesia do Colmeal irá proporcionar mais uma vez a grande Festa de Natal!
Dia 20, às 15h, iremos á Unidade Residencial da Sagrada
Família, na Cabreira, para entregar prendas aos idosos residentes, bem como
espalhar carinho e a magia do Natal.
No dia 21, 9h:30m,
será o dia da magia do Natal no Centro de Cultura e Convívio do Colmeal,
com a entrega de prendas aos idosos e às crianças.
Nesse dia também iremos receber o Góis Moto Clube, que
também irá entregar as prendas de Natal às crianças.
De seguida será feito o sorteio do cabaz de Natal.
A Direção da UPFC
28 novembro 2025
26 novembro 2025
Magusto no Colmeal - “Se o Inverno não erra o caminho, cá virá no São Martinho”
Embora na nossa aldeia os
castanheiros já não abundem, estes foram durante séculos uma das árvores mais
valiosas, no tempo em que as castanhas constituíam um alimento essencial no
outono e no inverno, antes da generalização da batata e do milho. O magusto
nasceu, assim, da reunião das gentes após a apanha da castanha, como um momento
de agradecimento pela boa colheita e de reforço dos laços comunitários. Com o
passar dos séculos, esta celebração acabou por se associar ao culto de São
Martinho, o soldado romano que, segundo a lenda, cortou a capa ao meio para
abrigar um mendigo num dia frio — gesto que simboliza a solidariedade e o
espírito de partilha também presentes nos magustos.
A sabedoria milenar do
povo da Beira Serra recorda, num dos muitos provérbios associados ao mês de
novembro, que “Se o Inverno não erra o caminho, cá virá no São Martinho”.
Este ano, não foi preciso esperar por esse dia, pois, nos últimos dias de
outubro, o inverno já se fizera anunciar com chuva copiosa e trovoadas
retumbantes, de tal modo que, no Colmeal, por prudência, a direção da União Progressiva
da Freguesia do Colmeal decidiu alterar o local do tradicional magusto, marcado
para 1 de novembro, dia de Todos os Santos.
Há 50 anos, a edição do
boletim “O Colmeal” de setembro-dezembro de 1975 fazia eco das “Excursões
pelos Santos” em que “numerosos colmealenses residentes em Lisboa (…) se
deslocaram em automóveis particulares” ou se fizeram “transportar em
autocarros alugados” e visitaram a sua terra “a pretexto do magusto”, que
proporcionou “dias de alegre convívio familiar que a todos deixou boas
recordações”.
Este ano, os que se
deslocaram não foram certamente em tão grande número, devido às previsões
climatéricas menos favoráveis, por isso, de modo a assegurar abrigo aos que o
fizeram, em caso de muita chuva, que se anunciava, o magusto realizou-se, não
no Largo da Fonte, mas nas imediações do Centro de Convívio Padre Anselmo, mais
precisamente no pequeno largo traseiro, entre a Cruz da Rua e o Barroco.
Foi aí que o presidente
da delegação no Colmeal da U.P.F.C., o incansável Álvaro Domingos, conduziu,
mais uma vez, o processo com enorme dedicação e perícia, desde o arranjo da
caruma, há muito recolhida e bem-acondicionada, ao ateamento faseado do fogo e
à certificação de que todas as castanhas estavam bem assadas.
No final, todos os que
ousaram enfrentar as condições climatéricas e até lá se deslocaram puderam
saborear umas ótimas castanhas assadas, preparadas na fogueira, à moda
tradicional, bem acompanhadas por água-pé, jeropiga ou vinho abafado. Mas as
castanhas foram apenas o começo, pois no interior do Centro, todos puderam continuar
a confraternização e apreciar os deliciosos torresmos à moda da Anabela
Domingos, bem como provar muitos doces, trazidos pelos colmealenses que se
quiseram associar, onde não faltaram as tradicionais filhoses.
Este momento de encontro,
a que se associaram cerca de sete dezenas de colmealenses e amigos, foi ocasião
para assegurar a continuidade de uma das festas outonais mais emblemáticas da
nossa região, marcada pela comunhão comunitária, pelo fumo das castanhas
assadas, pelo cheiro do vinho novo e do fumeiro e pela celebração da partilha —
um eco das antigas festividades rurais em que os nossos antepassados celebravam
o fim das colheitas e o início do tempo frio.
No dia seguinte – dia de
Fiéis Defuntos – muitos foram os que participaram na celebração eucarística,
presidida pelo Padre Orlando, e na romagem ao cemitério do Colmeal, sufragando
os seus familiares e conterrâneos falecidos.

















































