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22 abril 2016

FOLHAS SOLTAS DE CADAFAZ


Arminda Silva é uma presença assídua em “O Varzeense”, quinzenário da imprensa concelhia, com o seu cantinho da página 6 a que por bem baptizou com o nome de “Folhas Soltas de Cadafaz”.

Escrevendo sobre os mais variadíssimos temas, o último dos quais a propósito de «O Sal de que não prescindimos», Arminda Silva procura documentar-se para com rigor proporcionar aos seus leitores textos interessantes e de qualidade. E linha a linha e com muito agrado sempre se vai aprendendo alguma coisa ou se calhar muita coisa. Sabia que os chineses terão sido os primeiros a obter o sal? E há tantos séculos? E o que se passou ao longo dos tempos pelo nosso jardim à beira mar plantado em que no século X foi nomeado um titular eclesiástico para umas marinhas ou que na Roma antiga o sal era parte do salário?

Arminda Silva sempre atenta ao que se passa na freguesia ou na aldeia onde reside, por vezes traz as mágoas e também as suas perguntas ao cantinho da página 6, como aconteceu no final de Janeiro, em que com duas fotografias de placas toponímicas a complementar o texto, manifestava o seu desencanto, perguntando: a quem compete?

Em Fevereiro continuou a escrever sobre as Imagens da Igreja Paroquial do Cadafaz revelando pormenores certamente para nós desconhecidos. Interessante também o tema que abordou no número de meados do mês de Março «As Cozinhas Económicas e as Sopas do Sidónio», o que vem confirmar a sua preocupação na procura de temas oportunos e atraentes ao leitor e a facilidade com que no-los apresenta.


«Homenagem à Escrita de Lisete de Matos» é o título do texto com que manifesta no número de 28 de Fevereiro o seu enorme respeito e apreço pelo seu percurso, pelos seus livros dos quais destaca “Dos Objectos paras as Pessoas” e “Gente da Serra Do seu Quotidiano e Costumes” e da participação recente na última Revista ARGANILIA com um extraordinário trabalho sobre o Padre André de Almeida Freire.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal tem um enorme orgulho em poder contar entre os seus associados, com Arminda Silva e Lisete de Matos.

A. Domingos Santos 

06 fevereiro 2014

Alargamento do adro

Outro pormenor a que se deu início foi ao alargamento do adro, mercê da cedência de terreno por parte dos proprietários confinantes. Todos cederam de boa vontade o espaço necessário, e falta apenas contactar com um deles. A srª Maria de Jesus de Almeida, de Ádela, e o sr. José dos Santos Ferreira, de Colmeal, cederam o terreno das oliveiras que possuíam; os srs. Manuel dos Santos de Almeida, Alfredo Francisco de Oliveira e Eduardo Ferreira de Almeida cederam dois metros de terreno para o lado poente, e o sr. Manuel dos Santos de Almeida cederá ainda, do lado norte, a seguir à eira, uma pequena faixa no caso de se proceder a alargamento também deste lado. Falta apenas contactar um proprietário, que por certo não levantará dificuldades. Com o alargamento do adro embeleza-se o recinto e economiza-se a remoção de pedras e entulhos da torre, que assim se aproveitam. Como igualmente se aproveitaram os materiais retirados nas obras actuais (telhas, madeiras, portas e lenha) que foram vendidos em hasta pública no passado dia 29 de Agosto.

in Boletim “O Colmeal” nº 135 Julho-Set. 1976 

23 dezembro 2013

Agremiações Regionalistas


   Festejou mais um aniversário a União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
  Não podemos deixar passar este facto sem a nossa referência especial, não só pela grande satisfação que ele nos dá, como porque esta colectividade tem jus á nossa particular consideração pelo muito que já tem feito e pelo que se propõe fazer.
   Não é sem um cunho de verdadeira sinceridade que nos mostramos satisfeitos com a sua vitalidade e desejamos os seus progressos. É que a União Progressiva, embora não tivéssemos concorrido directamente para a sua organização, é a realização de um sonho que aspirávamos ver satisfeito.
   Sabe o leitor porquê? Conhecedor, e convivendo há muitos anos – quase sessenta – com a grande colónia colmealense, lamentávamos vê-la desunida, isto é, dispersa, sem a orientação que a valorizasse e a tornasse útil a si própria e à sua terra.
   Essa união fez-se e teve a organizá-la um dos mais humildes colmealenses, o qual soube chamar a si elementos de boa vontade cuja inteligência viu a utilidade da agremiação.
   Vimo-los no seu começo e ficámos encantados com a forma carinhosa e entusiástica como se trabalhava na sua organização.
   Nós que tanto desejávamos ver os patrícios afastados da taberna e dos lugares de onde só prejuízos lhe podem advir, não podemos deixar de sentir um grande prazer, vendo o nosso desejo a caminho da sua realização.
   Depois de organizada a União, foi-se buscar alguém que, novo, enérgico e inteligente, soube aproveitar os entusiasmos da primeira hora, dando à agremiação um impulso que lhe imprimiu vida pelos efeitos produzidos e pelo valor manifestado.
   Queremos referir-nos ao Sr. Manuel da Costa, a quem não podemos deixar de prestar a nossa sincera e muito merecida homenagem.
  Sua Excelência talvez não nos leia, mas o nosso fim é mostrar àqueles que o desconheçam, a conta em que deve ser tido o relevante serviço que este ilustre colmealense prestou á sua terra, não só conseguindo para ela um valioso melhoramento, mas também, firmando e valorizando a agremiação que muito mais pode e há-de fazer. Bem-haja, e não abandone o lugar.
   Dizia-nos há dias, numa sua carta, um colmealense que em longes terras labuta para sua sustentação e da sua família, referindo-se à acção das Comissões de melhoramentos da nossa região:


   «Pelo que vejo e tenho lido através da Gazeta e da Comarca, os povos das serras, nestes últimos anos, têm sabido cumprir com os seus deveres, unindo-se a fim de conseguirem melhoramentos para as suas aldeias. – O chafariz do Colmeal, por exemplo, parecia uma obra irrealizável, devido á má política que se comprazia em trazer o pobre povo iludido com falsas promessas. Devido á fundação da União Progressiva, não só se realizou esse tão necessário e desejado melhoramento, mas foi mais além: já tem um marco fontenário à Cruz da Rua, representando tudo isto um enorme benefício para a povoação. E a estrada, outra coisa que parecia não ter solução, está em vias de facto.
  - E as pequenas aldeias do concelho da Pampilhosa, que noutro tempo não eram conhecidas pelos jornais, já dão sinal de vida, reclamando a sua cota parte no progresso.
   - Tudo isso dá satisfação a quem longe da terra que lhe foi berço moureja».
   É assim mesmo. São os que mourejam longe da sua terra que, maior satisfação sentem em saber os povos da sua região possuidores de benefícios que lhes tornam mais suave e humana a existência.
   A nossa região possui grande número de agremiações regionais, sendo o concelho de Góis o que hoje as tem em maior e mais profícua actividade. Seja-nos permitido destacar as do Colmeal, Cadafaz, Cortes e Amioso Fundeiro, cujos serviços e benefícios já prestados são de muito apreciável importância.
   Enumerá-los seria tarefa agradável, mas difícil, tantos já eles são.
  Sem desprimor para os bons e desinteressados colaboradores, queremos deixar aqui registados os nomes dos homens que lhes têm imprimido estímulo, insuflado vida e levado á útil e fecunda produtividade. São eles os Srs. Manuel da Costa, do Colmeal; Cláudio dos Santos, de Cadafaz, Manuel Marques, de Cortes e Eugénio Nunes, de Amioso Fundeiro.
   Estes homens, tendo a sua vida organizada e fixada em Lisboa, têm lutado com o maior zelo e carinho em prol das terras a que estão ligados ou onde nasceram.
  Têm muitos e bons colaboradores, mas, nestas obras, não podem ser dispensados os chamados carolas, sem os quais não é raro ver falhar as melhores intenções e boas vontades por falta da mola impulsiva.
   Devem saber aproveitar-lhes a sua acção enérgica e bem intencionada, e não lhes negar todo o auxílio, pois, com isso, só benefícios advirão para o bem comum.
   As Câmaras Municipais, auxiliando e colaborando com tão valiosos elementos, prestarão aos povos seus administrados grandes melhoramentos sem grande dispêndio para os cofres do Município.
   No nosso concelho da Pampilhosa, também já a acção das comissões de melhoramentos se vai fazendo sentir e alguns benefícios tem produzido. No entanto, as sedes das freguesias, de onde deveria partir o estímulo, são as que se conservam alheadas a tão úteis como valiosos elementos de acção.
  A freguesia do Pessegueiro, uma das que maior número de bons elementos possui, conserva-se indecisa quando tanto e bom poderia produzir.
  É ver o resultado dos apelos que têm sido feitos para melhoramentos locais: pontes, captação de água, cemitério, etc. Não tem faltado o seu apoio, espontâneo ou não.
   Conveniente é que se unam, pois unidos e organizados, muito mais e melhor podem fazer com menos esforço.

 ALVES CAETANO
in A Gazeta das Serras, nº 80, 25 de Outubro de 1938
O Apostolado Cívico pela Escrita, pág. 456 e 457, Lisboa 2013   
Foto dos Arquivos da UPFC


Nota: O chafariz do Colmeal, referido no artigo supra, foi a primeira obra da União Progressiva na sede da freguesia e foi inaugurado em 26 de Setembro de 1937. Poderá recordar a nota que em 2 de Março de 2008, a propósito desse acontecimento, inserimos neste blogue, clicando aqui em Cantinho da Saudade.

28 março 2013

A COMARCA DE ARGANIL online



A Comarca de Arganil no seu 113º ano ao serviço do Regionalismo atingiu hoje, 28 de Março de 2013, o número 12.000.

Para assinalar a publicação deste número e de acordo com informação inserta na sua página 3, a partir da presente edição A Comarca de Arganil está online e pode ser consultada na íntegra através do site www.acomarcadearganil.pt

Durante o próximo mês de Abril essa consulta será gratuita.

Acompanhar as novas tecnologias é uma prova inequívoca de que os seus responsáveis estão atentos à evolução que se opera diariamente na comunicação e que a nossa imprensa regional continua a modernizar-se para bem dos seus leitores.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal congratula António Lopes Machado e todos quantos trabalham neste semanário por mais esta inovação.

UPFC

02 outubro 2012

JORNAL DE ARGANIL – Suspensão das edições impressas


Foi com coração, devoção e muita nostalgia que um punhado de pessoas reergueu o Jornal de Arganil. Foi um início atribulado. Estávamos em data de comemoração de mais um aniversário e a determinação sobrepôs-se à razão. Havia um título prestigiado, querido, desejado que necessitava de renascer. Não há arrependimento, apesar de todas as incertezas que carregamos desde a primeira hora.

Desde o seu início fomos claros: Havia projecto, vontade e capacidade editorial, seria necessário apoio, e esse apoio teria de ser traduzido fundamentalmente na renovação das assinaturas. Um pouco de todos daria sustentabilidade ao jornal. Foi ao longo destes seis meses, semanalmente, renovado este nosso pedido. Menos de trinta por cento dos assinantes responderam à chamada. Nesta conjuntura, será de todo impossível levar por diante esta tarefa. Na edição impressa do dia 11 de Setembro, foi anunciado a possibilidade de suspender a publicação por tempo indeterminado, sublinhando as dificuldades e os pedidos de ajuda. Não nos conformamos com o encerramento do jornal. Continuamos à procura de respostas que tardam em aparecer. Sempre dissemos que o jornal é dos seus leitores. Chegou a hora de se assumirem. A Cooperativa foi até ao momento mola impulsionadora no ressurgimento do jornal. Necessitamos de consolidar o projecto e isso só será possível com o apoio de todos.

Neste momento difícil queremos reiterar o nosso apreço à Dr.ª Maria da Conceição Oliveira, pelas suas qualidades, saber e renovado espírito de sacrifício, com que acompanhou e acarinhou esta vivência e luta na manutenção de um jornal que durante mais de duas décadas dirigiu. Seriam poucos ou mesmo ninguém que se disporia a desempenhar tal papel. Esteve sempre disponível e voluntariosa a colaborar com a cooperativa. Bem-haja.

Vamos manter as edições suspensas durante o mês de Outubro a não ser que surjam alterações significativas. Até lá, temos de tomar decisões. Necessitamos de possuir um número mínimo de assinantes activos para manter o jornal impresso. Acreditamos na sua viabilidade, mas necessitamos de respostas. Há vontades ainda não expressas. Não poderemos esperar eternamente por elas. O tempo urge, juntos, não deixaremos “cair” este órgão de comunicação regional.

A Direcção
CEBS – Cooperativa Editorial da Beira Serra, CRL

30 julho 2012

Cortes no financiamento das festas de verão reduzem atuações dos artistas



As organizações das festas que tradicionalmente se realizam em muitas localidades do país, em agosto, estão este ano a enfrentar cortes no financiamento, que as leva a reduzir o número de artistas a contratar e provoca a baixa dos cachets.


“Nota-se um grande decréscimo na procura de artistas e, por outro lado, a tendência é para quem contrata procurar contratos mais baratos”, disse à Lusa Luis Martins, sócio gerente da empresa Moinho da Música, no Cadaval.

A empresa produtora de espetáculos e representante exclusiva de artistas como Nel Monteiro, Emanuel, Micaela ou Zé do Pipo, regista “uma quebra na ordem dos 50 por cento” nas contratações, apesar de “nas festas e romarias se trabalhar bem com este tipo de artistas mais populares e que agradam sobretudo aos emigrantes”, acrescentou.

O problema, concluiu, é que “muitas autarquias reduziram para metade os orçamentos das festas e outras diminuíram a sua duração para metade dos dias”, fazendo com que a crise se reflita nas “empresas de produção, artistas, bailarinos, equipas de som, aluguer de palcos e empresas de catering”.

Uma situação confirmada à Lusa por José Malhoa, consagrado cantor de música popular portuguesa que disse que a crise económica obrigou-o a baixar o cachet e a dar mais concertos.

“Hoje em dia as comissões de festas estão em grande crise, os empresários também e para obterem essas festas querem preços mais reduzidos”, explicou o cantor, admitindo que aufere cerca de 10 mil euros por concerto.

in Diário As Beiras, domingo, 29 de Julho de 2012, 11:56:57 | Patricia Cruz Almeida 

06 julho 2012

Necessidades do COLMEAL




… Sr. Director do «Jornal de Arganil»: - Permita-me que ocupe um pequeno espaço do seu conceituado jornal, para falar do Colmeal, povoação situada em local pitoresco, onde qualquer visitante muito terá que admirar:
As belezas naturais desta terra são surpreendentes.
A povoação, que é banhada pelas águas do Ceira, está rodeada de pinhais e olivedos, emprestando-lhe tudo isto tanta beleza, que é já conhecida pela Pérola do Ceira.
Os seus habitantes são unidos e trabalhadores.
Entre os melhoramentos levados a cabo na risonha aldeia, contam-se o telefone, a reconstrução de cemitério, o posto médico, o calcetamento das ruas da povoação e a estrada Rolão Colmeal, que se encontra quase concluída pois, segundo informações, já vai um automóvel ao Roçaio.
Este melhoramento e tantos outros, devem-se à prestimosa União Progressiva da Freguesia do Colmeal, à frente da qual se encontra o incansável regionalista Sr. Dr. Manuel Martins da Cruz.
Não devemos também esquecer a dedicação da junta de freguesia do Colmeal, que tem sido incansável pelo bem da pitoresca aldeia.
Mas, se muito se tem feito, muito há ainda por fazer, como seja o acabamento da estrada, a electrificação, a Casa do Povo e o abastecimento de água, pois o Colmeal, a meu ver, é a povoação da freguesia que está mais mal servida desse precioso líquido. Possui, é certo, uma fonte, mas essa é insuficiente para o abastecimento da povoação, visto que chega a secar no tempo do estio, vendo-se os habitantes obrigados a abastecer-se dos poços, com grave perigo para a saúde pública.
Segundo nos informam, está em organização o projecto para o abastecimento de água. É bom que vá por diante tão importante melhoramento.
Havia terras na freguesia que se encontravam também em precárias condições no que respeita a abastecimento de água, entre elas, Malhada, Soito, Aldeia Velha e Carvalhal, mas agora têm água com abundância.
Necessitam bastante de arranjo a igreja, a capela das Seladas e a da povoação.
É bom que não se esqueça a reparação desses templos, pois foi ali onde nós colmealenses fomos baptizados.
Colmealenses, unamo-nos todos, porque a união faz a força. Só com perfeita união, poderemos fazer tudo de que mais necessitamos.
Lisboa, 31-7-1955. – Um colmealense.

in Jornal de Arganil Nº 1472 de 18 de Agosto de 1955
cedido por António Nunes dos Santos

11 maio 2012

Memórias




O Semanário Regionalista “A Comarca de Arganil” publica com alguma regularidade Memórias, fotografias antigas onde por vezes vamos encontrar caras conhecidas. Desta vez fomos dar com Fernando Loureiro num registo que poderemos situar, sem grande margem de erro, nos anos sessenta do século passado. Casado com uma colmealense é presença assídua nas realizações da União Progressiva. Venha connosco a Guimarães - Capital Europeia da Cultura e vai ver como ele está diferente.

Recorte de “A Comarca de Arganil” de 16 de Fevereiro de 2012 

11 abril 2012

Jornal de Arganil – o regresso desejado



Recebemos hoje, novamente, o Jornal de Arganil. Foi uma agradável surpresa. Assim como deixou de aparecer… regressou esta quarta-feira, tal qual aquele parente, aquele amigo que nos deixou sem um aviso, que nunca deu notícias e que um dia achou por bem bater-nos à porta e dizer-nos “VOLTEI!”.

Tínhamo-lo visto/recebido pela última vez em finais de Setembro do ano passado, três ou quatro dias antes do almoço de aniversário comemorativo dos oitenta anos da nossa Colectividade, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Em 9 de Outubro enviámos um apontamento sobre o que foi esse grande dia para todos nós. Aguardámos pela sua publicação. Que não veio.

A surpresa veio hoje, pela manhã. O filho pródigo regressou. Do Editorial, assinado pela sua Directora Maria da Conceição Oliveira, transcrevemos “… O Jornal de Arganil foi dos últimos jornais regionais a ser composto manualmente…
Enfrentou as dificuldades que afectaram todo o sector, e que levaram ao encerramento de muitas edições de âmbito regional, até ao seu limite, mas, a partir de Outubro de 2011, suspendeu, também ele, a sua publicação.
Mas se o Outono trouxe o cair da folha, o Inverno a hibernação, a Primavera vai acompanhar o renascer. Foram muitos os que sentiram a falta desta companhia, para além de nós. Foi graças ao seu entusiasmo, à concretização do seu apoio e ao seu incentivo, que decidimos aceitar o desafio de contrariar este nevoeiro de angústia que paira sobre a Serra do Açor.
A Região merece, tanto os que nela habitam (cada vez menos), como os que, de longe, não a esquecem. A decisão foi tomada e retomamos a edição semanal do Jornal de Arganil.
… Certamente as novas tecnologias permitem-nos uma comunicação rápida, solta, dinâmica, que também nós gostamos. Uma edição impressa, essa, exige precisão, aplicação, gosto, muito trabalho e investimento. O que fica impresso não desaparece. O que “postamos” voa para o passado e não torna, mesmo que fique guardado no coração de cada um; o que imprimimos pode ficar guardado até na nossa gaveta do esquecimento porque temos a certeza que, sempre que quisermos, o podemos desdobrar.
O projecto do Jornal de Arganil é disponibilizar ambos os meios, que se complementam; mas começamos pelo nosso octogenário, que já acompanhou tantas gerações. Para que este vingue, não basta a nossa insistente vontade, temos que ter quem o deseje receber. Sem este vosso Gosto!, nada feito.
… Apesar dos tempos difíceis que todos vivemos, acreditamos que temos o apoio dos que acreditam que o espírito que levou os nossos antepassados a ultrapassarem as mais duras formas de vida, nas suas aldeias e vilas, nas grandes cidades e por esse mundo fora, esse, continua a correr nas nossas veias. Que nos sirvam de exemplo a força destes montes, rochedos e rios.
Contamos convosco para divulgar esta vida que, no fundo, é muito nossa e preciosa.”

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal saúda este regresso com muita alegria. O vazio causado pela sua ausência (forçada) terminou. Todos nós temos a obrigação de o acarinhar e de o ajudar a prosseguir na sua caminhada, já longa, de 87 anos.

A. Domingos Santos

Meio Século




Já dobraram um século que foi de muitos, o XX, e agora atingiram metade de um século que é o seu, de cada um. Cinquenta anos de vida comemorados num agradável e salutar convívio. Ter nascido em 1962 e ser portador de boa disposição e espírito de confraternização eram os requisitos indispensáveis e obrigatórios para a presença neste jantar. Como será em 2062?

Recortes de “O Varzeense” de 28 de Fevereiro e 15 de Março de 2012

29 fevereiro 2012

Há um século era assim


O Colmeal em 1908 tinha 106 fogos; Rossaio, 4; Carvalhal, 66; Safredo, 1; Aldeia Velha, 27; Coiços, 1; Loural, 3; Soito, 51; Malhada, 48; Foz da Cova, 4; Vergadinha, 1; Belide, 4; Carrimá, 7; Açor, 7; Ádela, 48; Sobral, 24; Eiras do Bispo, 1; Val d’Égua, 2; Val de Asna, 2; Salgado, 3 e Saião, 3.

E hoje?

in Boletim “O Colmeal” Nº 4, de 15 de Maio de 1960
Arquivos da UPFC

10 janeiro 2012

ADIBER: Tribunal absolve todos os arguidos


O Tribunal de Arganil absolveu, hoje (dia 10), todos os arguidos do processo que envolveu autarcas da Câmara Municipal de Góis e dirigentes da Associação de Desenvolvimento Integrado da Beira Serra (ADIBER).

“O processo teria outro desfecho se não fosse a prescrição do crime de falsificação de documentos, mas mesmo assim seria um ilícito menor”, referiu o juiz-presidente, declarando os arguidos absolvidos, sem custas, dos crimes de participação económica em negócio, fraude na obtenção de subsídio ou subvenção e presumível desvio de subsídio para fim diferente.

Para Lurdes Castanheira, actual presidente da Câmara Municipal de Góis, “este é o desfecho esperado”, dado que “todos os actos foram praticados com a melhor das intenções, em prol do desenvolvimento local”.

“Este processo terminou e queremos que sejam dissipadas todas as dúvidas”, declarou Lurdes Castanheira, recordando que “atravessou tempos difíceis, com o estatuto de arguida durante a campanha eleitoral”.

Os factos tiveram origem na aprovação por parte do Executivo camarário de Góis da venda à ADIBER de uma parcela da Quinta do Baião, em 1999, a qual tinha um projecto financiado em 234 000 euros pelo programa Leader II, tendo em vista a concretização de um projecto de agro-turismo, que nunca veio a ser concretizado.

O julgamento iniciou-se no princípio de Outubro de 2011, tendo sido extinta a responsabilidade criminal em relação ao ex-presidente da Câmara Municipal de Góis, Girão Vitorino, pelo seu falecimento, enquanto o médico José Cabeças, que também presidiu à Edilidade e à Direcção da ADIBER, esteve sempre impedido de comparecer devido a doença do foro psiquiátrico.

No decurso do julgamento também aconteceu o falecimento de Nuno Jordão, então gestor do programa comunitário Leader, que era acusado de uso de documento falso.

Os outros arguidos, agora todos absolvidos, são Manuela Gama, Humberto de Matos, Maria Helena Mateus, José Ângelo, Luís Miguel Silvestre e Miguel Ventura (autarca socialista da Câmara Municipal de Arganil e coordenador da ADIBER).

Foi também confirmada pelo Tribunal a extinção do processo de execução fiscal de que a ADBER foi alvo, tendo em conta o pagamento de 25 064 euros e o Ministério da Agricultura ter considerado como “devidamente justificada e aplicada aos fins a que se destinava” a restante verba.

Escrito por Luís Santos
In Campeão das Províncias 10/01/2012

17 outubro 2011

JORNAL DE ARGANIL



Deixou de ser publicado o Jornal de Arganil.
É mais um jornal regional que fecha as portas.

 

10 outubro 2011

JORNAL DE ARGANIL passa a QUINZENAL



Maria da Conceição Oliveira, Directora do Jornal de Arganil, já na edição de 5 de Maio de 2011 alertava os leitores com um texto encimado por um título sugestivo “A Nossa realidade é a Edição Impressa”.

“Caros amigos. Gostamos muito de estar convosco nas redes sociais mas, na verdade, a nossa realidade é esta, a edição impressa. Para nos “cruzarmos” no facebook não é difícil e é gratuito (e o facebook factura e agradece…) mas… não é jornalismo, é conversa de “amigos”, saudável mas efémera.

Muitos dos nossos amigos recebem a edição semanal em sua casa, comodamente, e manifestam a sua vontade de continuar a receber através do pagamento da sua assinatura semestral ou anual no início do ano. Outros, nem por isso. Por tradição, muitos leitores pagavam a sua assinatura no verão ou no final do ano quando vinham de férias e era um prazer receber-vos pessoalmente… muitas vezes ouvíamos “Vou a Arganil pagar o Jornal”.

Os tempos mudam, como nos estamos todos a aperceber (até os nossos bebés já têm número de contribuinte!); também nós passámos a ser obrigados a medir o vosso interesse em continuar a receber o Jornal pelo seu pagamento para que possamos usufruir do único apoio estatal que ainda nos é facultado (40% do valor do porte do correio).

Como prevê a legislação aplicável,
“Requisitos das assinaturas
1 – Para efeitos de porte pago, considera-se assinatura o vínculo pelo qual uma das partes se obriga a fornecer a outra, designada assinante, por um período de tempo determinado e mediante pagamento no início da respectiva vigência, um exemplar de cada edição da publicação periódica de que seja proprietário ou por si editada.
2- Por cada assinatura, apenas se consideram as expedições postais de um único exemplar por edição, salvo casos de extravio ou outras situações excepcionais devidamente justificadas.
3 – As assinaturas devem ser comprovadas pela identificação do assinante e pela apresentação dos documentos de quitação referentes ao respectivo pagamento.”

Gratos pela compreensão e… sempre amigos na mesma.

Maria da Conceição Oliveira
Jornal de Arganil, edição de 5 de Maio de 2011

18 agosto 2011

Junta de Freguesia do Colmeal



Melhoramentos efectuados e Projectos para o futuro

Na tentativa de fazer um pequeno apanhado referente aos melhoramentos e principais actividades que foram efectuadas nas diversas Juntas de Freguesia, durante os dois anos deste último mandato, bem como, quais os melhoramentos e actividades de maior destaque programados para os próximos anos, fomos tentar apurar esses elementos junto das diversas freguesias do concelho de Góis, todavia, até ao fecho da edição apenas a Junta de Freguesia do Colmeal se disponibilizou para fornecer os referidos elementos, pelo que, as restantes freguesias serão divulgadas assim que nos façam chegar os dados solicitados.

Junta de Freguesia do Colmeal
Melhoramentos feitos e projectos para o futuro

O Colmeal é uma freguesia com parcos recursos, com nove aldeias, bastante dispersas e que exige grande esforço na sua manutenção e limpeza, pelo que, Carlos Jesus, presidente desta Junta de Freguesia, confessou ao nosso jornal que têm sido congregados esforços no sentido de avaliar prioridades e tentar fazer o máximo de melhoramentos no Colmeal. O autarca enumerou alguns:

Alguns melhoramentos

A freguesia do Colmeal investiu na plantação de árvores de fruto, nomeadamente cerejeiras, com a dupla finalidade de tornar as aldeias mais embelezadas e criar atracções e iniciativas em torno da cereja, conforme referiu Carlos Jesus, que fez referência também ao Parque de lazer, criado recentemente no Colmeal, o qual já possui mesas, bancos, chafariz, embora, como acrescentou, existe intenção que este espaço seja ainda melhorado.

Outro ponto focado pelo presidente da Junta de Freguesia do Colmeal foi a alteração dos serviços de atendimento da secretaria da Junta, que foram deslocados do primeiro andar para o rés-do-chão, tornando o acesso mais fácil, o que, na opinião de Carlos Jesus, é uma mais-valia, visto a freguesia ter bastante população com idade sénior. Refira-se que, este local também sofreu obras de remodelação, com vista a criar excelentes condições para o fim a que se destina. Lembre-se ainda que, a junta disponibiliza um funcionário para manter um horário de atendimento ao público de oito horas diárias, entre segunda e sexta-feira.

Foi instalado também um ponto de Internet, que tem tido bastante adesão, visto que, quase todos os dias tem tido alguma procura, disse Carlos Jesus, lembrando também que, na cave do edifício da Junta de Freguesia, num espaço que não estava aproveitado, foram feitos uns sanitários públicos, com acesso directo à rua e com condições também para pessoas com mobilidade reduzida. Nesta cave foi ainda criado um espaço multiusos, onde já funcionaram as mesas de voto e que poderá servir para diversos fins, também com acesso para portadoras de mobilidade reduzida, disse o líder da Junta.

Em conversa com O VARZEENSE, Carlos Jesus fez também referência a alguns melhoramentos que têm sido efectuados por toda a freguesia, nomeadamente: muros, vedações e correcção em alguns caminhos.

Das inúmeras intervenções que foram feitas, o presidente lembrou também que foram construídos dois tanques de apoio contra incêndios e foram instaladas bocas-de-incêndio, nas imediações das povoações de Açor, Ádela e Colmeal, com vista a melhorar o combate a incêndios que possam vir a deflagrar.

Foram também efectuados alguns melhoramentos nos cemitérios, tanto no do Colmeal como no de Carvalhal, enumerou Carlos Jesus, que não ficou sem falar do grande investimento que está em curso na praia fluvial, junto à ponte do Colmeal, com a construção de sanitários públicos e acesso à praia para pessoas com mobilidade reduzida. A obra conta também com a requalificação dos vestiários, do espaço envolvente e ainda com a ligação de água aos sanitários públicos.

Apurámos também que a Junta tem investido ainda na manutenção e limpeza das diversas aldeias da freguesia, nomeadamente no corte de ervas e limpeza de estradas e caminhos públicos.

Foram efectuados diversos acessos ao rio, criando zonas de interesse junto ao rio e recuperados alguns já existentes, apostando também no turismo, facto que honra o presidente, visto que, na zona do Colmeal, o rio tem tido uma afluência superior aos anos anteriores.

A freguesia do Colmeal, conforme acrescentou Carlos Jesus, tem ainda colaborado com as diversas agremiações da freguesia, nomeadamente associando-se aos diversos eventos das Comissões de Melhoramentos, trabalhando em parceria e apoiando estas “casas”, dentro das parcas possibilidades da Junta.

Em termos sociais, o presidente da freguesia de Colmeal também referiu que tem apoiado, dentro das possibilidades, os seus fregueses e confessou que está atento aos casos com maiores necessidades. O autarca enumerou um dos mais recentes, que se resume à correcção de um caminho para uma pessoa portadora de deficiência e que irá residir no Sobral.

Planos para o futuro

Apesar da falta de meios financeiros, Carlos Jesus tem diversos planos para concretizar na freguesia do Colmeal.

Considera urgente ampliar o cemitério, visto que, a escassez do espaço já “obrigou” à suspensão da venda de sepulturas. Todavia, conforme acrescentou, algumas pessoas já contribuíram com a doação de terrenos anexos ao cemitério existente, pelo que, a Junta irá avançar com o projecto e espera que ainda na presente legislatura possa fazer essa ampliação.

Carlos Jesus espera também fazer algumas intervenções nas diversas aldeias, e recuperar as fontes do Carvalhal do Sapo e do Soito.

O líder da freguesia colmealense manifestou também a sua grande preocupação com a grande necessidade que existe em serem corrigidas as calçadas no Colmeal, no entanto, reconhece que não é tarefa fácil, dados os escassos recursos financeiros da freguesia.

Gostaria de criar um pequeno ponto de Turismo, na sede da freguesia, quiçá, até com venda de produtos endógenos, de forma a divulgar e promover a região.

Em termos sociais, Carlos Jesus, continua atento aos casos existentes na freguesia com maior dificuldade e pensa continuar a colaborar com as Comissões de melhoramentos e agremiações da freguesia.

Em suma, com a consciência que os parcos recursos têm que ser bem distribuídos, o presidente da Junta de Freguesia do Colmeal mostra-se optimista e espera continuar a sua obra, em prol do desenvolvimento da região e do bem estar da população.

in “O Varzeense” Nº 563, de 30 de Julho de 2011


02 março 2011

Comarca "pereceu, mas renasceu com mais responsabilidade"

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Fundação Memória da Beira Serra - A Comarca de Arganil apresentou corpos sociais, em cerimónia no Casino Estoril
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«Mais do que a organização, mais do que o engenho, foi o amor que nos mobilizou a todos, para não deixarmos cair a Comarca». A afirmação foi de José Dias Coimbra, fundador e vice-presidente do Conselho de Administração da “Fundação Memória da Beira Serra – A Comarca de Arganil”, aquando da apresentação dos corpos sociais daquela instituição, numa cerimónia que decorreu sábado no auditório do Casino Estoril. A Misericórdia, “motor de arranque” da Fundação, segundo Dias Coimbra, «não podia alhear-se da eventual perda da memória colectiva que radica na Comarca». Afinal, sustentou, «são 111 anos de acontecimentos, mais de um século». A cerimónia, que juntou muitas individualidades, deve ser entendida como «uma homenagem a todos quantos passaram pela Comarca e que a ela entregaram o seu melhor em prol do desenvolvimento das comunidades e a todas as ilustres personalidades que se dedicam a causas, dando ao Jornal A Comarca uma marca da região que perdura e que luta por melhores condições», afirmou. A Comarca, vincou o também provedor da Misericórdia de Arganil, «pereceu, mas renasceu, com mais responsabilidade e com um novo projecto, mas mantendo a sua matriz, dar valor à Beira Serra e alertar para as suas necessidades». Com efeito, sublinhou o dirigente, «sob o lema, cultura, cidadania e informação, a agora Fundação Memória da Beira Serra – A Comarca de Arganil é e deverá ser mais do que um título semanal, deverá ser também um agente mobilizador de vontades, dando origem a mudanças», explicando que será precisamente por esse motivo que a Fundação «procurará criar o Museu da Imprensa Regional e das Comunidades da Língua Portuguesa, como tributo à Imprensa Regional». Refira-se que este projecto será de dimensão nacional, procurando reunir o maior número de colecções de jornais que, ao longo dos tempos, fizeram parte do universo da Imprensa Regional, pretendendo igualmente agregar os títulos que marcaram e marcam presença nas comunidades portuguesas emigradas. Outro dos projectos da Fundação será o de «dinamizar a cidadania, realizando ciclos de conferências sobre temáticas actuais e essenciais para a promoção do desenvolvimento da região». Também deverá ser um «pólo capaz de congregar as instituições e as comunidades, tornando-se um agente de mudança positiva e de estímulo à reflexão sobre novos paradigmas da sociedade actual». Exemplo disso, disse Dias Coimbra, «são as várias instituições e autarquias que se associaram ao projecto», como é o caso da ADIBER, Misericórdia de Arganil e as câmaras municipais de Arganil, Góis, Tábua, Oliveira do Hospital, Pampilhosa da Serra, Miranda do Corvo, Lousã, Penacova e Vila Nova de Poiares. Regresso de 111 anos de história
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Já para José Dinis dos Reis, presidente da Assembleia-Geral da Fundação, o renascimento da Comarca «está relacionado com a vontade de ganhar ânimo», e comentou que a Beira Serra tem «todas as razões para se considerar um lugar vítima de desatenção, mas também cheio de força», declarando que vê a Comarca, como «parte dessa força e como um valor colectivo que nos cabe fortalecer». Segundo Mário Assis Ferreira, presidente do Conselho de Administração, este projecto, «pelo seu sentido abrangente, tem todos os factores para representar uma força aglutinadora, em função da evocação da memória da Beira Serra». Com efeito, sustentou, uma Fundação «não se limita ao objectivo de relançar um Jornal que era a carta de família dos emigrantes, é todo um conjunto de actividades, de natureza cultural e filantrópica que representam o plasmar de um sentido regionalista que a todos deve entusiasmar». «A Comarca está de volta e com ela regressam 111 anos de história, contados nas linhas de um Jornal que sempre promoveu a Arganilidade e o regionalismo», declarou Ricardo Pereira Alves. Por isso, afirmou o presidente a Câmara de Arganil, «abre-se hoje uma janela para o futuro», mostrando «orgulho, enquanto autarca, não apenas pela constituição da Fundação que ficará sedeada em Arganil, mas sobretudo pelo renascer da A Comarca que, ao longo dos seus 110 anos, participou na construção das nossas comunidades, difundindo e ajudando a promover Arganil e toda a região da Beira Serra, pelos quatro cantos do mundo». Corpos sociais Assembleia-geral:
Presidente: José Dinis Reis Vice-presidentes: Regina Anacleto e António Ramos de Almeida 1.º Secretário: Susana Redondo;
2.º Secretário: Ernesto Coelho; Vogal: Victor Dias Conselho de Administração:
Presidente: Mário Assis Ferreira Vice-presidente: José Dias Coimbra 1.º Secretário: Miguel Ventura;
2.º Secretário: António Carvalhais Tesoureiro: Fernando Dias;
Vogais: Jorge Pereira, Mário Pereira Gonçalves, Mário Vale, Carlos Andrade, José Pereira, Sérgio Castanheira, Francisco Baptista, António Pedro, Filipa Maia e Nuno Gomes Conselho Fiscal:
Presidente: Pedro Pereira Alves Vice-presidentes: Adriano Lucas e Armando Dinis Cosme;
Secretário: Alberto Mateus;
Relator: Carlos Henriques Director Geral da Fundação Memoria da Beira Serra – A Comarca de Arganil: José António Castanheira; Director do Jornal A Comarca de Arganil: António Lopes Machado, coadjuvado por Nuno Gomes; Director do futuro Museu da Imprensa Regional e das Comunidades da Língua Portuguesa: João Alves das Neves Escrito Por Isabel Duarte
in Diário de Coimbra, 28/02/2010

16 fevereiro 2011

Há cinquenta anos…

Tenente António Simões Lopes
Mais um ilustre colmealense trazemos hoje às colunas do nosso jornal. Nascido no Colmeal a 3 de Fevereiro de1934, António Lopes foi com seus pais residir para a capital com cerca de três anos de idade. Inteligente e aplicado, logo se evidenciou nos bancos da escola primária começando por ser premiado mesmo desde a primeira classe. Aos dez anos entrou para o Liceu Nacional Luís de Camões que frequentou até ao 5º ano. Seus pais, Sr. António Lopes de Oliveira e Sr.ª D. Emília Simões, tendo necessidade do seu trabalho, matricularam-no no Instituto Comercial de Lisboa, que cursou durante quatro anos, na expectativa de simultaneamente trabalhar e estudar. Devido às boas classificações que sempre merecidamente alcançou, foi dispensado do exame de admissão quando da entrada no Instituto de Ciências Económicas e Financeiras. Atingida a idade do serviço militar foi como Aspirante a Oficial Miliciano tomar parte nas manobras de Setembro de 1956. Foi no dia 28 desse mesmo mês, tinha então 22 anos, que na última noite, quando se procedia aos preparativos para o regresso das manobras, foi vítima de violenta explosão do combustível duma viatura, o que lhe causou graves queimaduras. Tratado nos Hospitais de Abrantes e de Tomar, foi depois internado no Hospital Militar Principal (da Estrela) onde foi assistido pelo Sr. Dr. Damião Pires que o operou por treze vezes e o deu por curado ano e meio depois. Regressado ao Regimento de Administração Militar de Lisboa, onde foi chefe de Tesouraria da Arma de Artilharia, transitou depois, mas já como Alferes para os Serviços de Contabilidade da Força Aérea. Agora é com vivo regozijo, que ao nosso bom amigo, sua esposa e pais, enviamos as nossas felicitações pela sua promoção a Tenente no mês de Novembro do ano findo. Felicidades e bons êxitos. in Boletim “O Colmeal”, Nº 13, de 15Fevereiro1961

27 dezembro 2010

Há cinquenta anos…

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O IV Centenário da fundação da freguesia “Como foi largamente noticiado pela imprensa regional, no passado dia 16 de Novembro o Colmeal festejou o 400º ano da fundação da freguesia. Para perpetuar esta data tão singular para todos nós, foi inaugurado um sino na torre da igreja, o qual importou em 4.158$80 e foi adquirido por uma subscrição iniciada em Maio passado, pelo nosso jornal. O novo sino tem gravado esta inscrição: «No IV Centenário da fundação da freguesia – 1560-1960». Cerca das 10 horas, feita a bênção do sino, ouviram-se 400 badaladas, simbolizando os 400 anos decorridos desde que esta terra foi elevada à categoria de freguesia, em 16 de Novembro de 1560, pelo Bispo de Coimbra Dom João Soares. Até essa data o Colmeal e outros lugares já existentes dependiam directamente da Paróquia de Góis, como sabemos. Depois desta cerimónia, durante a qual subiram ao ar inúmeros foguetes, seguiu-se a Santa Missa com prática alusiva ao acto, em acção de graças pelo acontecimento. De tarde, na Igreja Paroquial houve uma hora de adoração do Santíssimo Sacramento. Não obstante o mau tempo, assistiu muita gente a todas as cerimónias, tendo mesmo vindo pessoas dos lugares mais distantes. A Junta de Freguesia contratou uma aparelhagem sonora, fornecida pelo Sr. Silva, de Tinalhas, que transmitiu durante dois dias música gravada; à noite o Colmeal estava iluminado a luz eléctrica e a Igreja encimada por cruz, também iluminada a vermelho e branco. Causou tão maravilhoso efeito esta iluminação fornecida pelo motor, que simultaneamente aprofundou também em todos nós a grande mágoa de não usufruirmos ainda do alto benefício da energia eléctrica! Como tivemos já ocasião de observar, todos os melhoramentos efectuados na nossa igreja, nomeadamente o douramento do altar, arranjo das sacristias, compra de alfaias, etc., foram integrados nestas comemorações. Resta-nos renovar os nossos agradecimentos a Deus por tantos benefícios concedidos e pedir-Lhe novas forças e bênçãos para que à nossa freguesia se abram cada vez mais e melhor as amplas portas do progresso a que justamente aspira.” in Boletim “O Colmeal”, Nº 11, de 15/Dezembro/1960 Arquivos da UPFC