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segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

Ternura




Foi ontem. Na Festa de Natal da União, no Colmeal.

Fotos de Catarina Domingos e Francisco Silva

terça-feira, 29 de novembro de 2011

NATAL no Colmeal





A União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai realizar no dia 11 de Dezembro, pelas 10 horas e 30 minutos, após a celebração da missa dominical e no Centro Paroquial Padre Anselmo, a habitual festa de Natal onde se procederá à distribuição de brinquedos pelos mais novos e se conviverá com a restante população residente.

O espírito de solidariedade que desde sempre caracterizou o Movimento Regionalista tem-nos permitido realizar desde há algumas décadas este fraterno convívio de Natal.
A generosidade dos nossos sócios e das entidades que sempre nos têm acarinhado tem sido fundamental para que possamos continuar a levar até aos mais novos e também aos mais idosos um pouco de amizade e de carinho, assim como alegria e palavras de conforto.

Será para todos nós muito gratificante poder contar com a sua presença.

Esperamos por si!

UPFC

Antero Gonçalves de Almeida





No último almoço de aniversário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal foi homenageado o sócio mais antigo da Colectividade.
Antero Gonçalves de Almeida participou nas reuniões preparatórias que levaram à criação da primeira associação regionalista da freguesia do Colmeal. Por motivos que se prendem com a sua bonita idade, quase 103 anos, não esteve presente no almoço. Manuel Martins dos Santos, Vice-presidente da Direcção e José Álvaro Domingos, Presidente da Delegação no Colmeal, deslocaram-se à residência do senhor Antero para a entrega da placa alusiva aos 80 anos da União.

Fotos de Catarina Domingos e Francisco Silva

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Animação e emoção nos 80 anos da União - 3ª parte





A tarde esteve bastante animada. Antes e depois do lanche muitos foram os que quiseram dar largas à sua alegria e fizeram o “gosto ao pé”.
O conjunto de serviço não deu tréguas e os presentes corresponderam e mostraram como é saudável bailar e brincar independentemente da idade de cada um.


 




A expectativa criada à volta do sorteio das rifas era grande, atendendo a que seis presuntos, um bacalhau e um relógio, eram prémios aliciantes. Quando começaram a ser extraídos os números o silêncio tomou por alguns momentos conta da sala.
Alguns rostos espelharam a satisfação do prémio conseguido, mas curiosamente, não se viu ninguém com ar desolado por a sorte lhe ter passado ao lado.






O final de festa adivinhava-se. O bolo com o logótipo da União Progressiva da Freguesia do Colmeal ali estava aguardando apenas que António Santos dirigisse umas últimas e emotivas palavras a todos os presentes e chamasse a equipa dirigente que com ele foram responsáveis por tão grande manifestação de fervor regionalista.

Fotos de Francisco Silva

Duas gerações





No recente almoço de aniversário da União duas gerações do regionalismo confirmaram que este movimento está vivo e terá os seus continuadores. José Dias Santos e Nuno Miguel Santos, presidentes da Casa do Concelho de Góis e da Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais, com percursos naturalmente diferentes marcados pela idade que os separa, são a prova provada de que o regionalismo está actuante e a integrar camadas mais jovens.

Sobral, Saião e Salgado, Ádela, Soito, Açor, Aldeia Velha e Casais, que também integram um número considerável de jovens, delegaram em Nuno Santos as felicitações à aniversariante.

Fotos de Francisco Silva

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Reforma da Administração Local



Carlos da Conceição de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, no recente almoço comemorativo dos 80 anos da colectividade regionalista mais antiga da freguesia, depois de felicitar a aniversariante e de cumprimentar os presentes e os restantes membros da mesa, falou das suas grandes preocupações com o chamado “Documento Verde” que pretende lançar as bases de discussão para implementar uma verdadeira Reforma da Administração Local.

Alertou para o facto de a organização do território já estar a suscitar enorme controvérsia face à eventual extinção de freguesias, especialmente quando a questão se coloca ao nível de fusão ou eliminação das existentes em meio rural, onde, muitas das vezes são o único motor de desenvolvimento e de dinamismo. Informou que serão realizadas sessões de esclarecimento, para as quais pediu a maior participação de todos, de modo a permitir uma discussão aberta, transparente e construtiva e onde as colectividades regionalistas terão um papel importante pelo que ao longo dos anos fizeram em prol do desenvolvimento local.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Aniversário da União – 2ª parte





Após a intervenção do presidente da União seguiu-se a entrega de uma placa alusiva aos que entretanto atingiram os 25 e 50 anos de associados. Antes, porém, foi prestada homenagem ao sócio mais antigo, Antero Gonçalves de Almeida, que fez parte do núcleo inicial de Colmealenses (entenda-se como naturais da freguesia) que em reuniões preparatórias vieram a dar origem à União Progressiva da Freguesia do Colmeal.

Abel da Silva Gonçalves, seu filho, justificou-nos a ausência com uma simpática carta em que nos dizia “Com satisfação decidi estar presente na cerimónia comemorativa dos 80 anos da União… mas a doença de minha mulher e do sócio fundador, Antero Gonçalves de Almeida, meu pai… acabam por me privar de estar convosco, mas estarei em espírito…
… Meu pai, próximo a fazer 103 anos (doença normal deste belo percurso da vida), pessoa ainda idónea, sempre serviu a comunidade ao longo da sua vida activa, sem desejar distinção, mas que agradece receber um pequeno diploma que seja, como um dos fundadores da União, louvando a continuidade dos carolas reeleitos.”

A Direcção procederá posteriormente à entrega da placa comemorativa.

Seguiu-se a entrega de placas comemorativas aos sócios com 50 anos de antiguidade e que se encontravam presentes. Feita referência à ausência de Maria Irene Rafael Abegão, professora que foi no Colmeal, durante quatro anos na década de 50 e que amavelmente, nos comunicou a sua impossibilidade de ali estar connosco. Guarda gratas recordações das pessoas que a acolheram e também dos seus alunos, que cumprimenta com muita simpatia e saudade. Continua a acompanhar o percurso da nossa colectividade à qual deseja um futuro de muito sucesso.





Receberam a placa: António Domingos Santos, António Ramos de Almeida, João Manuel Alves Duarte, José Martins Mendes, Lúcia Fontes Alves Duarte (a título póstumo), Manuel Martins dos Santos, Maria Alice Henriques Domingos Mendes, Maria Antonieta Fontes de Almeida, Maria do Carmo Canelas Costa e Maria Eugénia Marques da Costa Ramos.








Depois, foram chamados os sócios com 25 anos de fidelização à Colectividade: Abílio dos Santos Gouveia Neves, Alfredo Campos de Almeida, Amílcar Nogueira Domingos Branco, Ana Sofia Ramos Teixeira Correia, Aníbal Nunes de Almeida, Anselmo Ramos Dias Gaspar, António Alcindo de Almeida, António Jorge Simões, António Manuel Henriques Mendes Domingos, António Nunes dos Santos, Artur Domingos da Fonte, Artur Lopes Iria, Aurora Domingos Henriques, Celestina Domingos da Fonte Almeida, Domingos Manuel Alves Nunes, Etelvina Fontes de Almeida, Fernando de Almeida Freire, Fernando dos Anjos Marques, Fernando Loureiro, Francisco José Carreira da Silva, Henrique Brás Mendes, Isaura do Carmo Costa Fernandes, Isaura Marques Costa e Silva, José Álvaro de Almeida Domingos, José Manuel da Costa Ramos, José Nunes de Almeida, Luísa Maria Canelas Costa, Manuel Fernandes da Luz, Manuel Luís Nunes, Maria Assunção Almeida, Maria Clementina Neves Santos, Maria dos Anjos de Almeida Crespo, Maria Helena Almeida, Maria Leonor Brás da Costa, Maria Lucília Domingos Pinto Carreira da Silva, Maria Luísa Brás Almeida, Maria Manuela Ferreira da Costa Fonseca, Maria Paula Gaspar de Almeida Ramos, Mário de Jesus Martins, Rui Henriques de Almeida, Tomás Gomes Sequeira e Zulmira Maria Pires Pinheiro.


O Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar que paroquiou a freguesia do Colmeal entre Outubro de 1967 e Setembro de 72, em que deixou obra feita, como é o caso do Centro Paroquial (reconversão de uma antiga capela a degradar-se) que passou a funcionar como Centro de Convívio. Presidiu à Delegação da União no período compreendido entre 9 de Março de 1969 e a sua saída do Colmeal.
Agradeceu a placa acabada de receber, cumprimentou os presentes, alguns dos quais não via há muito e felicitou a União pelo trabalho que vem desenvolvendo. Recordou a sua passagem pela freguesia e que “o tempo dos melhoramentos” já não competia às colectividades. “A União está no bom caminho com a reconversão que operou no Regionalismo mudando a sua actuação para as áreas da cultura, do social, do recreativo e do lazer.”

Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos

domingo, 16 de outubro de 2011

Clássicos na Biblioteca da União


Com uma nova apresentação, mais leve, apelativa e mais aliciante, a Biblioteca da União irá disponibilizar muito em breve aos seus leitores estes cinco clássicos da literatura portuguesa.


“Os Maias” de Eça de Queirós, “As Pupilas do Senhor Reitor” de Júlio Dinis, “Os Lusíadas” de Luís de Camões, “Amor de Perdição” de Camilo Castelo Branco e “Frei Luís de Sousa” de Almeida Garrett apresentam-se agora com uma nova roupagem, mais alegre e cativante dos olhares de quem aprecia a boa leitura e que encontra nos nossos autores motivos de sobra para passar momentos inesquecíveis acompanhando as diversas personagens criadas para nosso deleite.

Eça de Queirós (Póvoa de Varzim, 25.11.1845-Paris, 14.08.1900) foi uma figura cimeira da literatura portuguesa do sáculo XIX, considerado o principal representante do nosso realismo literário e foi também figura destacada no panorama cultural e político da época. “Os Maias”, publicado em 1888, é o mais aclamado dos seus romances. Nele acompanhamos a história de uma família, os Maias, ao longo de três gerações, com especial enfoque na última, encarnada em Carlos da Maia. É um romance incontornável, que representa um marco na história da literatura, pelo quadro que faz da sociedade portuguesa de oitocentos.

Júlio Dinis, pseudónimo de Joaquim Guilherme Gomes Coelho, nasceu e morreu no Porto (1839-1871). “As Pupilas do Senhor Reitor”, o seu primeiro romance, tem como pano de fundo a vida rural tão característica nas suas obras. As pupilas, Margarida e Clara, são as personagens femininas centrais da obra, meias-irmãs órfãs, com personalidades muito diferentes, adoptadas pelo Reitor. E depois, há também os dois filhos de José das Dornas, o Daniel e o Pedro, as intrigas e muitos desencontros que prendem a atenção do leitor até ao fim.


“Os Lusíadas”, poema épico de Luís de Camões, é provavelmente a mais importante obra da literatura portuguesa, onde se narra a história e os feitos da nação portuguesa, centrada sobretudo na descoberta do caminho marítimo para a Índia. Luís Vaz de Camões terá nascido em Lisboa no ano de 1524 e falecido na mesma cidade em 10 de Junho de 1580. É considerado o mais importante poeta da história da literatura portuguesa.

Camilo Castelo Branco (Lisboa, 16.03.1825-S. Miguel de Seide, 01.06.1890) teve a sua vida marcada pelo estigma do nascimento irregular e pela orfandade precoce. A sua vida amorosa também precoce, riquíssima e dramática, ficou famosa pela sua paixão por Ana Plácido, que viria a ser a mãe dos seus filhos e o grande amor da sua vida. Em “Amor de Perdição”, Simão Botelho e Teresa de Albuquerque pertencem a famílias distintas, que se odeiam. Os dois acabam por se apaixonar, mas o pai dela acaba por a internar num convento. E depois, …


Almeida Garrett (Porto, 1799-Lisboa, 1854) estudou Direito em Coimbra. As suas influências liberais vêm desse tempo. A Vila-Francada leva-o a exilar-se em Inglaterra onde toma contacto com a literatura romântica. Tem uma obra vastíssima onde “Frei Luís de Sousa” é considerada como a obra-prima do teatro românico português e uma das obras-primas da nossa literatura. D. Sebastião, rei de Portugal, desaparecera em Alcácer-Quibir em 1578 e com ele estava também D. João de Portugal, marido de Madalena de Vilhena, que após sete anos de ausência do esposo se casa com outro nobre…

Para além destes cinco clássicos que agora lhe referimos, outros há à sua disposição e que poderá levar para confortavelmente ler em sua casa. Não se esqueça que ler faz bem e que a leitura ajuda ao nosso desenvolvimento.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Aniversário da União – 1ª parte



Manhã cedo, no dia 2 de Outubro. Lisboa, Sete Rios. Sócios e amigos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal inteiravam-se do autocarro que lhes estava destinado, pronto a seguir pela A1 a caminho do almoço comemorativo dos 80 anos da colectividade.


Uma pequena paragem para o pequeno-almoço e depois uma outra no Centro Geodésico de Portugal. O marco com cerca de 10 metros e que assinala o centro do país foi uma das primeiras pirâmides geodésicas a ser construídas, em 1802. Para além do simbolismo do local há também uma espectacular vista que se alcança e que em dias de grande visibilidade nos permite descortinar a Serra da Estrela. Aqui nos encontrámos com todos os que tinham vindo do Colmeal.


Os cinco autocarros e algumas viaturas particulares prosseguiram depois para a linda vila da Sertã, onde no seu local mais aprazível, na Alameda da Carvalha, junto à Ribeira da Sertã e da sua Ponte Filipina, se pode admirar o Lagar de Vara, uma réplica fiel do antigo lagar.




O tempo estava esplendoroso. A Quinta de Santa Teresinha esperava-nos com os aperitivos a ser servidos no agradável e bem cuidado jardim.










A sala ficou repleta com os 330 sócios e amigos da União que connosco quiseram comemorar os seus 80 anos ao serviço do regionalismo.
Junta de Freguesia do Colmeal, Casa do Concelho de Góis e colectividades congéneres também responderam afirmativamente ao convite, bem como a imprensa regional na pessoa do seu decano, António Lopes Machado.


No momento próprio, António Domingos Santos, presidente da União Progressiva, visivelmente emocionado perante tão vasta assistência, proferiu uma breve alocução, dificilmente sintetizada pela grandiosidade do historial da colectividade.

“Quem diria a Abel Joaquim de Oliveira e a José Antunes André, que quando vigiavam a noite lisboeta na sua nobre função de guarda-nocturno e tiveram a ideia de criar uma associação que levasse a instrução, o desenvolvimento e o progresso às nossas aldeias, quem diria que passados oitenta anos ela ainda existisse.”

“…Falar do passado não é saudosismo. Mas temos a obrigação de recordar todos aqueles que se esforçaram e deram o seu melhor, que tinham uma vida dura, de trabalhos pesados, para sobreviverem em Lisboa onde procuravam sustento para as mulheres e para os filhos que haviam ficado nas aldeias.

Conseguir o máximo de solidariedade de toda a colónia da freguesia do Colmeal; educar, instruir e proteger os seus membros necessitados; auxiliar moral e materialmente todos os melhoramentos; promover por todos os meios ao seu alcance as manifestações de actividade que de qualquer modo possam contribuir para o engrandecimento da freguesia.
Estes foram os objectivos que levaram à criação da nossa colectividade. E foram homens simples, com pouca instrução mas de enorme vontade, que os fixaram e os conseguiram realizar.”

“…Oito décadas são passadas. Não nos atrevemos a perspectivar quantas mais se irão seguir mas acreditamos, temos a firme certeza de que a nossa União continuará a existir trilhando o caminho percorrido nos últimos anos, focado em acções de carácter social, cultural e recreativo e a inovar sempre que possível. Temos apostado numa forte política de comunicação com os sócios, através da imprensa regional e na Internet, com o nosso blogue.

Contamos com a juventude e a nossa Comissão de Juventude já mostrou que está interessada, que está disponível e que quer trabalhar. São criativos, têm imaginação, e têm uma coisa muito importante que os une, o amor à terra dos seus pais e avós e o respeito e admiração por aqueles que ainda resistem nas nossas aldeias.”

Referiu-se ao trabalho desenvolvido pela Junta de Freguesia do Colmeal, que a União vem acompanhando com muito interesse, mas que continuarão a estar atentos às benfeitorias que ainda faltam executar e que tão necessárias são para uma melhor qualidade de vida dos poucos que ainda lá vivem. Falava concretamente das calçadas que os Colmealenses e todos aqueles que visitam a sede de freguesia têm dificuldade em pisar temendo cair, mas deixou bem claro que acredita e confia no Senhor Presidente da Junta. “Sabemos que até ao final do seu actual mandato tudo fará para que o eterno problema das calçadas seja resolvido. Os nossos idosos merecem!”

Terminou a intervenção com um OBRIGADO muito grande e uma palavra de simpatia para com todos os presentes e muito especialmente para com as Senhoras, ali em tão elevado número.

Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos