21 novembro 2008

Lendo… aos poucos (V)

VIDA A vida é a encruzilhada do saber; É um dia que nasce; É um dia que acaba por morrer! A vida é uma aventura! É um abismo De tristeza e sofrimento… É vulcão, catástrofe, e é cismo De um lutar por vencer! Por vezes sentimos que a vida Não é vida Mas a vida é sempre vida… E é por isso que a continuamos A viver! In “Fragmentos”, pág. 58, de Gisa de Almeida, Góis 2002 Segundo Carlos Castanheira prefacia “A frescura dos poemas de Gisa é assim como que a cereja no bolo da idílica paisagem goiense. É a andorinha feliz e descuidada, o sussurro das águas do Ceira, deslizando em bebedeiras de um lirismo garreteano e o lamento pela agressividade das pedras rudes.” A autora, a jovem autora (teria 17 ou 18 anos quando escreveu os poemas reunidos neste livro) conta-nos um pouco da sua história e revela-nos que “Cresci numa aldeia serrana do concelho de Góis, o Liboreiro, entre montes, animais, vento e liberdade. Nesses tempos não tinha amarras, podia correr livre todo o dia e à noite quando me deitava sabia que ia dormir descansada sem preocupações ou medos, é por isso que tenho uma saudade imensa dessa época e da menina que eu era e que, por força das circunstâncias, deixei de ser. … Aos dez anos escrevi a minha primeira quadra, era um trabalho de casa, mas eu gostei da experiência, resultou bem…” São setenta e cinco poemas reunidos num pequeno livro, de fácil leitura, que poderá encontrar na Biblioteca da União, no Colmeal. A. Domingos Santos

18 novembro 2008

O movimento regionalista na freguesia do Colmeal

“O movimento regionalista na freguesia do Colmeal, melhor, dos naturais da freguesia do Colmeal, iniciou-se há quase meio século com a fundação da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, em 1931, colectividade cuja obra realizada é grandiosa. Cinco anos mais tarde, em 1936, surge a Comissão de Melhoramentos de Ádela, também com acção proveitosa. Em 1954 nasce a Comissão de Melhoramentos do Soito, igualmente com assinalável número de realizações. Malhada e Casais fundaram a sua Comissão de Melhoramentos em 1953, cuja obra valiosa dispensa elogios. Aldeia Velha e Casais, 1964, e Carvalhal, 1970, viram também os seus naturais organizados em associações para defenderem os interesses das suas terras. Escusado será referir a sua acção. Ela é, por demais, evidente. Açor e Sobral, povoações mais pequenas, precisavam também de quem defendesse os seus interesses e formaram também «Grupos de Amigos», que igualmente têm contribuído para o progresso das suas terras. Todos os dirigentes destas colectividades, quer os que as fundaram, quer os que as dirigiram depois ou aqueles que actualmente estão à frente dos seus destinos, auxiliados pelos associados, serviram e servem, sem olharem a sacrifícios, os fins para que as mesmas foram constituídas: trabalhar para o bem das populações que constituem a freguesia, e não só. Pareceria que o aparecimento de tantas associações com o mesmo fim, viria prejudicar a actividade regionalista, dispersando-a e criar rivalidades entre as diversas terras da freguesia. Tal não aconteceu, felizmente, e a prova de que assim continuará a ser é o facto de hoje nos encontrarmos a confraternizar juntos tal como há 10 anos. A obra realizada pelas colectividades tem sido proveitosa, como se disse atrás. Se não fosse a sua acção, se ainda existem carências, o seu número seria muito maior. Para realizar os seus fins, as colectividades regionalistas da freguesia diligenciaram sempre a colaboração das entidades oficiais e pode dizer-se que houve sempre entendimento entre umas e outras. Os regionalistas só têm uma política: o Regionalismo. Sem olharem a credos de qualquer espécie, os dirigentes das colectividades regionalistas colaboraram, colaboram e colaborarão com os responsáveis das autarquias locais para resolução dos problemas de interesse das respectivas populações, quer estes responsáveis sejam do anterior ou do actual regime, pertençam a este ou àquele partido, pois só um desejo os move: servir o bem público. Podem, pois, estar certos os responsáveis da Câmara e da Assembleia Municipal, da Junta de Freguesia ou de outros organismos que assim continuará a ser. Esperamos também dos mesmos a melhor compreensão e interesse para solução dos problemas existentes nas nossas terras.” Excerto da intervenção proferida por Manuel Simões Nunes, no 10.º Encontro das Colectividades da Freguesia do Colmeal, realizado em Lisboa, em Março de 1980. In “A Comarca de Arganil” de 11 de Março de 1980 Manuel Simões Nunes, grande regionalista da nossa freguesia e do concelho de Góis, foi sempre um entusiasta e empenhado dirigente. Sócio da União Progressiva da Freguesia do Colmeal desde Janeiro de 1964, vem a ocupar o cargo de Vogal na Direcção liderada por Armando Nunes dos Reis entre Março de 1969 e Março de 71. Depois passa a trabalhar com António dos Santos Almeida (Fontes) até Dezembro de 1973. Em Março de 1975 assume a Vice-presidência na Direcção com Fernando Marques dos Santos. De Abril de 1977 a Março de 1979 preside ao Conselho Fiscal, voltando à Vice-presidência da Direcção com Fernando Marques Neves até Março de 1981. A. Domingos Santos Novembro de 2008

Lendo… aos poucos (IV)

“Nada o fazia deter. Não via a hora de chegar ao destino para saber com o que podia contar. Consigo levava uma vontade indomável que não o deixava vacilar, sabia que alguma coisa se havia de arranjar. “Hei-de vencer. Nem que para isso tenha de me arrastar…” Nem a despedida emocionada lhe desviara a ideia do objectivo principal, nem o abraço da sua mãe lhe fez quebrar o ânimo, nem o olhar ternurento dos irmãos o fez vacilar, ainda que o prendessem mais à sua família simples e boa. No seu lar, onde aprendera a andar e no seu quarto onde tantos sonhos se levantaram, ficariam as memórias da sua infância repletas de luz, mas o futuro que ainda não tinha sido erguido, fazia-o correr mais, no caminho que iria calcorrear com toda a sua energia. A vida é feita de partidas e chegadas, de entregas e abandonos, de encontros e desencontros, todos feitos com lágrimas de partida mas também de alegria duma chegada que um dia vai surgir. Um dia haveria de voltar homem feito, pessoa de bem com alma serena, de bem com a sua consciência! Tinha feito tudo para que desse certo. A terra que lhe servira de berço, não lhe podia dar pão, nem horizontes de esperança onde pudesse saciar a sede de conhecimento. O desejo de progredir como ser humano, era infinito, sendo assim teria de ir à luta. Trabalhar para se alcançar uma vida melhor, onde todos tivessem direito a uma nesga de sol, um espaço de liberdade e uma enorme vontade de cantar, era o mais belo sonho, onde ele próprio queria tomar parte activa. Há um tempo para partir, mesmo com lágrimas nos olhos, mesmo com o coração despedaçado, mesmo olhando para trás e caminhando para a frente, num tempo que não espera por nós. Não podemos ficar à espera, sem saber se a vida tem algo para nos dar, nem que seja apenas uma oportunidade, mas o passo em frente tem que ser dado pelos nossos pés. Pois nada iria cair do céu aos trambolhões. Aventura é coisa que está sempre presente na mente de qualquer jovem, uma longa caminhada apresenta-se como surpreendente descoberta, ou forte necessidade de arrumar ideias. Se nada disto acontecer, mais tarde, haverá um espaço onde nada cresceu: nem um marco foi erguido, nem uma árvore deu frutos, nem os ventos sopraram nela. É como que um vazio se tenha instalado numa fase da vida, sem qualquer registo; uma página em branco num livro denso cheio de vírgulas, interrogações e muitas reticências.” In “Dez Réis de Gente”, de Adriano Pacheco, pag. 48 e 49 Edição da: ADIBER Como se pode ler no Prefácio de João Coelho, “Dez Réis de Gente é um livro de memórias, de afectos e de solidariedade onde as palavras cheiram a povo. Um livro que Adriano Pacheco escreve com imensa paixão pela sua terra e em inteira identidade com as suas raízes, alargadas estas à Beira Serra beirã. Mas não só. Adriano Pacheco viaja no espaço, e até no tempo com as gentes serranas pela diáspora, em especial na diáspora lisboeta. Um livro que evoca pessoas e lugares, ritmos de vida e trabalhos, crenças e valores, trazendo à memória factos de alguma realidade, embora ficcionados pela criatividade do autor, mas com o “saber de experiência feito”, através duma narrativa coloquial, comovente e interligada.” “Dez Réis de Gente”, um livro que merece uma leitura atenta e que poderá encontrar na Biblioteca da União, no Colmeal. A. Domingos Santos

14 novembro 2008

REGIONALISMO - 50 anos depois, os mesmos métodos

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Acabaram-se as férias e o tempo começou já a arrefecer, verificando-se mesmo o cair das primeiras chuvas, altura ideal para o recomeço da actividade regionalista das nossas colectividades, muito especialmente das suas festas e encontros de confraternização, em que, geralmente, são comemorados os aniversários destas prestigiosas agremiações. Foi há mais de meio século que surgiu esse movimento que viria a estender-se, quase como contágio, à maioria das povoações que constituem os concelhos de Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra. Foi o desejo de ver a sua terra sair do isolamento em que se encontrava e de a dotar de condições de vida mais dignas, que levou muitos homens, em boa parte de humilde condição e pouca cultura que demandaram Lisboa à procura de uma vida melhor, a unirem-se num esforço comum, quotizando-se, fazendo leilões, passando rifas, abrindo subscrições, etc., conseguindo deste modo a estrada, o chafariz, o posto médico, a escola, o centro de convívio, a electricidade, os arruamentos e tantos outros melhoramentos que lentamente foram modificando as pitorescas aldeias encravadas nas encostas da Serra, tornando-as mais acolhedoras e minimizando um pouco a vida árdua dos seus habitantes. Quantas dificuldades tiveram de ser vencidas para a concretização de muitos desses melhoramentos e até para a oficialização dessas patrióticas organizações que visavam unicamente o bem comum e a defesa e interesse da terra a que pertenciam os seus fundadores… Nunca estas instituições mereceram do antigo regime o estímulo a que tinham direito. Talvez porque não perfilhassem qualquer ideologia política, ponto assente em todos os estatutos, o apoio prestado pelo Governo limitava-se a uma comparticipação que normalmente não excedia os 70 por cento, sempre que lhe apresentassem o projecto por si custeado e o mesmo visse a aprovação do gabinete. Com a mudança política ocorrida com o 25 de Abril de 1974, ainda se pensou que, finalmente, as Comissões e Ligas de Melhoramentos iriam merecer da parte dos novos responsáveis pelos destinos do País uma maior atenção. Mas, decorridos quatro anos após essa mudança, continuamos na mesma e, se pretendemos um melhoramento, por pequeno que seja, temos que recorrer à generosidade dos conterrâneos, pois só desta forma conseguimos minorar um pouco as precárias condições de vida daqueles que lá na aldeia continuam a querer viver. Esperamos que o Socialismo, tantas vezes focado pelos nossos políticos, não continue a ser palavra vã e que as nossas pequenas aldeias serranas sejam, finalmente, olhadas como parte integrante deste nosso Portugal, devendo o Estado, como lhe compete, realizar os benefícios necessários à emancipação dos seus povos, nomeadamente nos aspectos assistencial, cultural e social. Lisboa, 9-11-78 HENRIQUE MENDES “A Comarca de Arganil” publicava há 30 anos, na edição de 14 de Novembro de 1978, este artigo de opinião assinado por Henrique Brás Mendes.
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ANTERO GONÇALVES DE ALMEIDA

O MÚSICO – O MANDADOR DO RANCHO INFANTIL DE ARGANIL SEMPRE SE DEDICOU A ACTIVIDADES CULTURAIS “Foi no meio das crianças do Rancho Infantil de Arganil que encontramos o Sr. Antero Gonçalves de Almeida, que é o seu ensaiador e músico. Conta já 80 anos. Toda a vida se tem dedicado a actividades culturais. Já pertenceu à Filarmónica, ao agrupamento do ATL, ao Rancho Infantil, à Casa do Povo, à Santa Casa da Misericórdia. É natural do Colmeal, onde começou a tocar harmónio há 72 anos para «abrilhantar» os bailes na rua. Considera que estas suas actividades lhe têm permitido viver mais tempo e ser mais feliz. «Todos nós devemos preocupar-nos com os outros. Todos nós devemos ter interesse pela cultura, por isso eu tenho passado a minha vida metido em Colectividades. Vim aqui, para Arganil em 1930, dediquei-me sempre às «coisas» da Vila. Estive à frente da Filarmónica 22 anos. Ela tinha acabado e fui eu mais o João Vinagre que a renovámos. Fiz sempre parte de grupos. Em 1960, foi formado o Rancho Infantil pelo Prof. José Dias Coimbra, actual Presidente da Câmara, que acabou uns anos depois, mas, em 1980, quando veio a Arganil a televisão gravar um programa da série «Vai ou Taxa», renovou-se o Rancho. - Qual era a sua profissão? A minha profissão era Guarda-Fios. Trabalhei na montagem da linha de Coimbra a Arganil e depois daqui para todas as freguesias do concelho, onde instalámos os postos públicos. Encaminhei muitos Presidentes de Câmara na forma de obterem o telefone e, agora já posso dizer. Naquela altura havia muita falta de material e eu ia guardando o que estava disponível para adiantar as instalações aqui.»” In “Jornal de Arganil”, N.º 3180, de 14 de Setembro de 1989 Antero Gonçalves de Almeida, hoje à beira dos cem anos, é uma enciclopédia viva que recorda todo um passado e no-lo conta minuciosamente com grande entusiasmo. Ficamos presos às suas palavras. Dá gosto estar a ouvi-lo. Foi um indescritível prazer conhecê-lo e falar com ele quando teve a amabilidade de nos receber em sua casa, já lá vão dois anos, no dia 11 de Agosto de 2006. Ouvimos com muita atenção todo o percurso da sua vida profissional, que fez o favor de nos contar e também os primeiros passos que com Abel Joaquim de Oliveira e José Antunes André deu para a criação da nossa União Progressiva, colectividade de que ainda hoje é associado. Tivemos oportunidade de referir este memorável encontro nas palavras que proferimos aquando da singela homenagem que prestámos aos precursores e pioneiros da nossa Colectividade no dia da festa do Colmeal, por ocasião da comemoração dos 75 anos. Esperamos muito sinceramente, numa próxima passagem por Arganil, poder voltar a conversar com o Senhor Antero, recordar novamente todos aqueles que com ele privaram e que fizeram da União Progressiva aquela colectividade de que todos nos orgulhamos. Um exemplo a ser seguido e daí o transcrevermos de novo uma sua frase «Todos nós devemos ter interesse pela cultura, por isso eu tenho passado a minha vida metido em Colectividades.» A. Domingos Santos

12 novembro 2008

Ecopontos no Colmeal

Ainda recentemente a imprensa regional e suportamo-nos no Jornal de Arganil, edição de 23 de Outubro, dava relevo ao “OLEÃO”, nome de baptismo do primeiro ponto de recolha de óleos alimentares usados e que se encontra à disposição da Escola E. B. 2, 3 de Góis. Como referia a notícia “Esta foi a primeira acção de sensibilização, iniciativa da Câmara Municipal de Góis e do Projecto Escolhas de Futuro, cujo objectivo é evitar que a população continue a utilizar o esgoto como vazadouro para este tipo de resíduos, uma prática que é pouco amiga do ambiente.” A notícia prosseguia informando que “A utilização deste resíduo para o fabrico de bio combustível é já uma realidade em diversos países europeus e apresenta as seguintes vantagens: é um processo de tratamento amigo do ambiente, é um combustível que não contribui para o efeito de estufa e para as alterações climáticas; é um combustível que não é tóxico; é uma fonte de energia renovável; contribui para a redução da poluição atmosférica; reduz a dependência em relação a combustíveis fósseis como o petróleo.” No Colmeal, no Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano, foram colocados recentemente três recipientes que se destinam a receber selectivamente o lixo e os desperdícios que todos produzimos diariamente em nossas casas. A separação do lixo é uma tarefa necessária que podemos e deveremos fazer todos os dias. É natural que surjam algumas dúvidas a princípio, mas depois, com a continuação e com a habituação tudo se tornará mais fácil. Seria bom ter em nossas casas pelo menos dois caixotes (o ideal seriam três), para se poder fazer uma primeira e imediata separação dos resíduos que vamos produzindo. Para um lado os lixos indiferenciados (os resíduos orgânicos e os não recicláveis) e para o outro, o papel, cartão, embalagens de vidro, plástico, metal e cartão de líquidos alimentares, que serão depois divididos pelos respectivos ecopontos. No “papelão”, no “plasticão” e no “vidrão”. No lixo que desperdiçamos, que deitamos fora sem termos qualquer preocupação, poderá estar a fonte indispensável que o homem necessita para suster a catástrofe e valorizar a vida das espécies. Como sabemos e por vezes não ligamos, a humanidade destrói diariamente recursos que são preciosos para a sua sobrevivência. A separação do papel, das embalagens, do vidro e do plástico é fundamental para obstar um pouco a essa destruição. Felicitamos a Câmara Municipal de Góis e a Junta de Freguesia do Colmeal por dotarem a sede de freguesia com este equipamento. Estamos certos de que a população entenderá os benefícios da separação pelos três ecopontos e zelará pela sua apresentação limpa e cuidada, depositando o lixo em sacos de plástico fechados, a fim de evitar derrames sempre desagradáveis. Confiamos que será encontrada uma melhor localização para os ecopontos. .
UPFC

Folhas de um livro...(3)

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"Seguidamente entrou-se na primeira parte da Ordem dos Trabalhos. O senhor Doutor Manuel Martins da Cruz, Presidente da Direcção, leu o Relatório e Contas da gerência de mil novecentos e cinquenta e dois, documentos que causaram a melhor impressão, por se encontrarem excelentemente elaborados. No Relatório fala-se da perseverança da colectividade e afirma-se que a Direcção fez tudo quanto lhe era possível na defesa dos interesses da freguesia do Colmeal. Insistiu para que fosse um facto o abastecimento de água à povoação da Malhada e para que se conclua a estrada e ainda para que tenham andamento outras obras da freguesia. Fizeram-se entregas de exposições nos Ministérios por onde correm esses assuntos e contou-se, sempre que foi preciso, com o apoio do senhor Acácio Mendes da Veiga, Vice-Presidente da Câmara de Góis. Tratou-se da obtenção de uma Casa do Povo para o Colmeal e, no tocante à electrificação da mesma localidade, já foram pedidos orçamentos. Na Páscoa distribuíram-se os bodos; e resultaram brilhantes um sarau de beneficência realizado na Casa da Comarca de Arganil, que teve a cooperação do senhor Horácio Nunes dos Reis, presentemente no Congo Belga, e o piquenique que teve lugar no Verão. Distribuíram-se prémios aos alunos das escolas do Colmeal e foi sempre muito útil a colaboração do senhor Alfredo Alves Caetano, presidente da Delegação local. Uma excursão foi assistir à inauguração do chafariz da Malhada e fizeram-se esforços para que uma regente escolar fosse ocupar o seu lugar nessa povoação. O Relatório refere-se ainda à recente romagem ao túmulo do saudoso colmealense António Domingos Neves e congratula-se por terem sido amortizados débitos aos sócios que, oportunamente emprestaram dinheiro à colectividade. Presentemente há duzentos e setenta e sete sócios e o saldo para a nova gerência é de escudos cinco mil quarenta e nove escudos e setenta centavos." Excerto da acta n.º 30, da Assembleia-Geral realizada em 1 de Fevereiro de 1953, na Casa da Comarca de Arganil, Rua da Fé 23 - 1.º, em Lisboa. Foi presidida por António dos Santos Duarte, secretariado por Joaquim Francisco Neves e Ernesto Nunes Barra. Manuel Martins da Cruz liderava pela primeira vez os destinos da União e da sua Direcção faziam parte Manuel Francisco Braz, Francisco Luiz, António Nunes Gonçalves, Alfredo Pimenta Braz, Manuel Nunes de Almeida e António Ferreira Ramos.
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UPFC

11 novembro 2008

A Junta de Freguesia do Colmeal promove o Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC)

para a obtenção de equivalência de nível básico – 9º Ano –
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A Junta de Freguesia do Colmeal, em articulação com o Instituto do Emprego e Formação Profissional – Centro de Emprego e Formação Profissional de Arganil, no âmbito do Centro de Novas Oportunidades, está a impulsionar a constituição de um grupo, para a obtenção de equivalência referente ao 3º Ciclo completo, nomeadamente ao 9º Ano. Esta iniciativa visa a promoção da elevação dos níveis de qualificação de base da população, nomeadamente através do Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC). O Centro de Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências, assenta num sistema efectivo de formação em que as competências obtidas em contexto formal e informal, isto é, adquiridas ao longo da vida, serão valorizadas e certificadas. Pretende-se desta forma, melhorar as competências e qualificações da população, de modo a corrigir as desvantagens na educação e formação. Mais se informa, que as aulas dadas no âmbito do RVCC serão ministradas na localidade do Colmeal, de modo a permitir a todas as pessoas o acesso à qualificação e formação. As pessoas interessadas, deverão contactar a Junta de Freguesia do Colmeal, através do telefone: 235 761 111
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Felicitamos a Junta de Freguesia do Colmeal por esta iniciativa e acreditamos que, independentemente das idades, as pessoas saberão aproveitar esta oportunidade de valorização pessoal. Tudo o que de positivo nos acontece na vida é resultado do nosso investimento pessoal, do tempo de que dispomos, do gosto que temos em aceitar desafios e de perceber que há coisas novas para fazermos. Basta acreditar que se consegue e os resultados surgirão. E nunca é tarde. Não fique em casa. Inscreva-se!!! Valorize-se!!!
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UPFC

Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais

ALMOÇO COMEMORATIVO DO 55.º ANIVERSÁRIO
A Direcção da Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais tem o grato prazer de convida-lo para o almoço comemorativo do 55.º Aniversário a realizar dia 30 de Novembro de 2008, pelas 13:15 horas, no restaurante Stadium em Lisboa (junto Hospital Santa Maria) P.S. Agradecemos confirmação até ao dia 24 de Novembro de 2008 para os seguintes contactos: António dos Santos: 212106606, 968403140 Nuno Santos: 967887555, 913876676 Vítor Olivença: 967265011 A Direcção

09 novembro 2008

Pregões de Lisboa

“Quem mora nos bairros antigos sabe que é dia de andar a roda antes mesmo de saber se chove ou faz sol. O grito dos vendedores da lotaria é um dos últimos pregões de Lisboa. Poucas horas antes do sorteio, todas as fórmulas são válidas para cativar o freguês: «Está quase a andar!»; «Há horas felizes!»; «São as últimas!». Tempos houve em que gritos de mil pregoeiros cruzavam Lisboa, numa tradição que parecia eterna. O clarim dos pregões anunciava quase tudo o que a cidade consumia: melancias, broas, pinhões, amoras, queijo, favas, marmelos, figos, mexilhão, morangos, azeitonas, ostras, amêijoas, azeite, tremoços, agulhas e alfinetes, garrafas, castiçais, abat-jours, etc., etc. O pregão cantado nasceu com a venda ambulante de produtos, e foi uma constante em todas as cidades da Europa, do século XVI até ao século XIX. Algumas povoações portuguesas tiveram vendedores ambulantes que compunham verdadeiros madrigais. Os rapazes e as raparigas eram destinados, desde cedo, ao futuro que cada voz garantia. Um pregão melodioso podia salvar da fome uma família. Em Lisboa, os pregões eram tantos e tão típicos que ninguém poderia com justeza assinalar interesse maior ou originalidade ímpar em qualquer deles. Pela manhã dentro, os vendedores de fruta, hortaliça, leite e doces chegavam dos arredores saloios. Cabaz à cabeça ou burro pela arreata, eram esperados em todos os bairros.” In “Lisboa Desaparecida”, volume 3, de Marina Tavares Dias Tudo isto e muito mais poderá recordar, neste interessante livro que a partir de agora estará disponível na Biblioteca da União, no Colmeal.
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UPFC

Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais

Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais Almoço comemorativo do 44º aniversário 22 de Novembro de 2008 – Casa do Convívio de Aldeia Velha pelas 13:00 h Adultos – 10,00€ Crianças dos 4 aos 12 anos – 5,00€ Crianças até 4 anos – Gratuito Confirmação até 19 de Novembro para: Manuel Duarte: 914 300 361 – Miguel Mendes: 962 746 671 – José Victor: 936 604 032 Contamos com a sua presença e da sua família, traga um amigo e desfrute de um dia de convívio, alegria e surpresas Ementa: Entradas: Pão, Queijo, Chouriço Almoço: Sopa serrana Torresmada regional Sobremesa: Arroz Doce e Pudins Caseiros, Bolos Regionais, Fruta da Época Bebidas: Agua, Sumos, Vinhos (tinto/branco), Cerveja, Café, Aguardente, Vinho do Porto, Lanche: Bolo de Aniversário Espumante
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Assembleia de Compartes da Freguesia do Colmeal

Os compartes da freguesia do Colmeal encontram-se convocados para reunir em Assembleia Extraordinária no próximo dia 23 de Novembro de 2008, pelas 10 horas, na sede da Junta de Freguesia do Colmeal, com a seguinte ordem de trabalhos: Ponto único - Discussão e aprovação do Plano de Utilização dos Baldios (PUB) do Colmeal, elaborado pela Associação Florestal do Concelho de Góis. Se há hora marcada não se encontrarem presentes a maioria dos compartes representativos, a reunião realizar-se-á uma hora depois, desde que se verifique a presença de um quinto dos respectivos compartes.
in http://goisvive.blogspot.com/

06 novembro 2008

Folhas de um livro...(2)

“Seguidamente iniciou-se o segundo ponto da Ordem de Trabalhos – Discussão e votação do Regulamento Interno – que, depois de esclarecido nalguns pontos e a sua finalidade, foi igualmente aprovado por unanimidade. Pela sua importância, transcreve-se na íntegra o Regulamento Interno da Direcção. Artigo 1.º – Para melhor execução dos fins a que se propõe, a Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal deverá ser composta por um Presidente, um Vice-Presidente, dois Secretários, um Tesoureiro, dois Vogais efectivos e dois Vogais suplentes. a) Os vogais suplentes terão direito a assistir às reuniões da Direcção. b) Sempre que se verifique falta por parte dos membros efectivos, os vogais suplentes assumirão funções e terão voto nas decisões tomadas em reunião, suprimindo deste modo as faltas de quórum. Artigo 2.º – As reuniões de Direcção efectuar-se-ão pelo menos duas vezes por mês, excepto durante o período de férias em que a Sede se encontra encerrada. Artigo 3.º – Além das obrigações que lhe estão indicadas nos Estatutos, a Direcção deverá promover as iniciativas que julgue indispensáveis para obter o melhor relacionamento entre todos os naturais e oriundos da freguesia do Colmeal. # Único – Para a consecução do previsto neste Artigo deverá promover jornadas de convívio e outras manifestações tendentes a aproximar as pessoas e proporcionar-lhes momentos de sã confraternização e verdadeira amizade. Artigo 4.º – Sempre que o entenda conveniente a direcção da União promoverá reuniões com outras agremiações congéneres da freguesia do Colmeal, onde serão tratados assuntos de interesse comum. Artigo 5.º – No âmbito das suas atribuições a Direcção da União deverá privilegiar o relacionamento com as autarquias locais, procurando defender os interesses da freguesia do Colmeal e dando a sua possível colaboração na execução de acções por estas levadas a cabo e que visem o desenvolvimento das povoações da freguesia. Artigo 6.º – A União Progressiva da Freguesia do Colmeal deverá, dentro das suas possibilidades colaborar com as Comissões de Festas do Colmeal e proporcionar-lhes o apoio de que careçam e que esteja ao seu alcance, sempre que nisso vejam vantagem. Artigo 7.º – A Direcção da União deverá promover anualmente a Festa de Natal para as crianças residentes na freguesia, adequando-a às necessidades e aos meios disponíveis.” Excerto da acta nº 81, da Assembleia-Geral realizada em 23 de Junho de 1990 e presidida por António Domingos Santos. Henrique Brás Mendes liderava a Direcção composta por Rui Fernando Pinho Ferreira, Fernando Manuel Ascensão Algarvio, Artur Domingos da Fonte, António Alcindo de Almeida, Amílcar de Almeida e Tomás Gomes Sequeira. UPFC

Lendo... aos poucos (III)

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S. Martinho de Anta, Setembro de 1945 Querido Leitor: Escrevo-te da Montanha, do sítio onde medram as raízes deste livro. Vim ver a sepultura do Alma Grande e percorrer a via sacra da Mariana. Encontrei tudo como o deixei o ano passado, quando da primeira edição destas aventuras. Apenas vi mais fome, mais ignorância e mais desespero. Corre por estes montes um vento desolador de miséria que não deixa florir as urzes nem pastar os rebanhos. O social juntou-se ao natural, e a lei anda de mãos dadas com o suão a acabar de secar os olhos e as fontes. Crestados e encarquilhados, os rostos dos velhos parecem pergaminhos milenários onde uma pena cruel traçou fundas e trágicas legendas. Na cara lisa dos novos pouca mais esperança há. Ora eu sou escritor, como sabes. Poeta, prosador, é na letra redonda que têm descanso as minhas angústias. Mas nem tudo se imprime. Ao lado do soneto ou do romance que a máquina estampa, fica na alma do artista a sua condição de homem gregário. E foi por isso que fiz uma promessa que te transmito: que estava certo que tu, habitante dos nateiros da planície, terias em breve compreensão e amor pela sorte áspera destes teus irmãos. Que um dia virias ao encontro da aridez e da tristeza contidas nas suas fragas, não como leitor do pitoresco ou do estranho, mas como sensível criatura tocada pela magia da arte e chamada pelos imperativos da vida. Prometi isso porque me senti humilhado com tanto surro e com tanta lazeira, e envergonhado de representar o ingrato papel de cronista de um mundo que nem me pode ler. Tomei o compromisso em teu nome, o que quer dizer em nome da própria consciência colectiva. Na tua ideia, o que escrevo, como por exemplo estas histórias, é para te regalar e, se possível for, comover. Mas quero que saibas que ousei partir desse regalo e dessa comoção para te responsabilizar na salvação da casa que, por arder, te deslumbra os sentidos. Teu MIGUEL TORGA in "Novos Contos da Montanha", 14.ª Edição - 1988 - Prefácio à Segunda Edição

Desolação

Serras rasgadas de estradas. Serras desfiguradas e quase nuas de vegetação. Aldeias que ponteiam de branco a paisagem cada vez mais árida à sua volta. Soito e Malhada, ao longe, temeram o pior, naquele fim de semana.
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Uma mancha tomou conta do verde que existia poucas horas antes. A aflição voltou a atormentar o coração já cansado de alguns resistentes nas nossas aldeias dispersas.
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O Colmeal, por onde algumas nuvens parecem pressagiar um pouco de chuva, aparece-nos agora enquadrado numa anormal moldura em que da paleta de cores se utilizou demasiado o castanho.
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Uma paisagem que nos faz pensar e temer o pior.
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Castanho que berra no meio do cinza e do negro que o fogo pintou.
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Preto que parece querer brilhar no meio da tristeza.
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Folhas retorcidas na voragem das lambidelas. .

Emaranhado de uma vida demasiado curta num cenário de desolação completa. .

04 novembro 2008

Folhas de um livro...(1)

“Passou-se ao segundo ponto da Ordem de Trabalhos que era a proposta da Direcção para aprovação de um Sócio Honorário e não a eleição dos Corpos Gerentes, como foi, por lapso, referido no início desta acta. O Presidente da Direcção fez a leitura da referida proposta, posto o que o Presidente da Assembleia-Geral pôs a admissão da mesma a votação. Esta foi aprovada por todos os presentes e seguidamente iniciou-se a discussão da referida proposta. O Presidente da Direcção referiu que o nome de Fernando Costa fora sugestão da Direcção e de alguns associados, especialmente do actual Presidente da Assembleia-Geral. Dissertou sobre a vida e obra de Fernando Costa e foi secundado pelos associados José Nunes e António Costa que enalteceram o grande regionalista em causa, que desde muito novo se tem dedicado de alma e coração à causa regionalista. António Domingos Santos teceu considerações várias acerca do homenageado e pôs a proposta à aprovação. Esta foi aprovada por unanimidade e aclamação. … Transcreve-se a proposta para Sócio Honorário. Considerando: Primeiro – Que Fernando Henriques da Costa tem sido, ao longo da sua vida um regionalista exemplar, tendo feito parte de vários órgãos sociais, desempenhando sempre os cargos para que foi eleito com invulgar empenho e dedicação, muitas vezes com prejuízo da sua vida profissional e particular; Segundo – Que os seus escritos na imprensa regional, fruto dum estudo e trabalho de pesquisa aturado, dando a conhecer a nossa freguesia e as figuras ilustres dali naturais ou oriundas, demonstram uma inteligência acima do comum; Terceiro – Que os seus trabalhos desenvolvidos na arte, como pintor, têm merecido honrosas distinções, sendo as suas telas expostas hoje, não só em Portugal, como no estrangeiro, Propõe-se que Fernando Henriques da Costa seja nomeado Sócio Honorário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Lisboa, vinte de Março de mil novecentos e noventa e três.” Excerto retirado da acta da Assembleia-Geral realizada em 20 de Março de 1993, cujos trabalhos foram dirigidos por António Domingos Santos. A Direcção, presidida por Henrique Brás Mendes integrava Manuel Fernandes da Luz, Amílcar de Almeida, Joaquim Luís Pinto, António Alcindo de Almeida, José Domingues Nunes, Filomena Maria Almeida Mendes, Pedro Manuel de Almeida Braz e Manuel Duarte de Almeida.
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UPFC

Lisboa antiga

Quem reconhece nesta aguarela de Roque Gameiro, a Rua do Benformoso? Muitos conterrâneos aqui moraram e outros tiveram as suas casas comerciais. Do Colmeal ao Soito, do Loural à Malhada, da Foz da Cova ao Rossaio, enfim toda a freguesia do Colmeal aqui tinha os seus filhos pensando nos outros filhos que tinham ficado longe. Para quem conheceu o Benformoso, hoje é uma rua totalmente transformada e descaracterizada fruto da globalização. Os filhos da freguesia do Colmeal deram lugar a filhos de outras freguesias, de outros países, de outras latitudes. Mas vale sempre a pena recordar.
UPFC

Recordar "O Colmeal" 14

A imagem do Santo Condestável, é o que sobressai no número 14 de “O Colmeal” na sua edição de 15 de Março de 1961.”… Portugal corria perigo de perder a sua independência. Tinha morrido D. Fernando e com ele, terminara a primeira dinastia dos reis de Portugal. Não havia sucessor. A sua única filha, D. Beatriz, estava casada com D. João, rei de Castela que pretendia mesmo à força das armas dominar e governar os portugueses. Mas, o bom povo português cheio de amor à sua Pátria não podia tolerar que um rei estrangeiro reinasse na sua terra. Reagindo prontamente contra todas as decisões perigosas. Aclamado rei, D. João I, o Mestre de Avis, foi nesta altura que surgiu a seu lado o homem providencial – D. Nuno Alvares Pereira a quem mais tarde investiu no cargo de Condestável, ou chefe do exército. Foi esta nobre figura de guerreiro, herói e santo que salvou Portugal do perigo que se aproximava. Homem de fé inabalável, católico fervoroso, sábio nas lides da guerra, conhecedor das astúcias do inimigo, confiava mais no auxílio de Deus e da Santíssima Virgem, que invocava até no campo de batalha, mais do que nas próprias forças e na dos seus soldados tantas vezes aterrorizados. Foi devido à sua valentia, à sua coragem, à sua fé em Deus e amor à Pátria que o ambicioso exército de Castela, embora maior em número de homens, foi sucessivamente derrotado pelas nossas diminutas tropas. O Herói e o Santo ganhavam todas as batalhas. D. Nuno Alvares Pereira que nasceu em Cernache de Bonjardim em 1360 acabou os seus dias no Convento do Carmo em Lisboa com o nome de Frei Nuno de Santa Maria depois de ter servido a Deus e à Pátria…”
Na primeira página, além da publicação da data da Assembleia-Geral da União Progressiva da Freguesia do Colmeal (19 de Março de 1961, às 14:00 no largo de S. Domingos, 14, 2º em Lisboa) que irá eleger os novos corpos sociais, vem também noticiado que no “…Grande Hotel Duas Nações, em Lisboa, num almoço promovido pela União Progressiva da Freguesia do Colmeal, em que tomaram parte oitenta e cinco convidados, foi homenageado o Sr. Acácio Mendes da Veiga, grande colmealense, consumado bairrista e antigo Presidente da Câmara Municipal de Góis. Ao banquete que decorreu em ambiente de perfeita amizade, Presidiu o ilustre colmealense Sr. Dr. Manuel Martins da Cruz, ladeado pelos Srs. Acácio Mendes, Comandante Gouveia, D. Maria Antonieta Costa, D. Marizete Martins da Cruz, D. Lúcia Fontes Duarte, D. Maria de Assunção Almeida, Padre Fernando Ribeiro, Eng.º Leonel Gonçalves e Tenente Afonso Neves e seu neto…usaram da palavra os Srs. Eng.º António dos Santos Almeida (Fontes), Presidente da União Progressiva…José Henriques de Almeida, Manuel da Costa, Afonso Baptista de Almeida, Pároco do Colmeal, Eng.º Leonel Gonçalves, Claudino Alves de Almeida e Tenente Afonso Neves que puseram em relevo as apreciáveis qualidades do homenageado…a sua acção bem m arcada através do concelho em várias obras que levou a efeito…Pessoas que não puderam comparecer, associaram-se a esta homenagem enviando cartas, telegramas, ou telefonemas…Estavam ainda representadas muitas colectividades regionalistas…Comissão de Melhoramentos Malhada e Casais, Comissão de Melhoramentos do Soito, de Alvares, das Cortes de Alvares, de Pomares, a Casa do Concelho de Góis, o Grupo de Amigos de Capelo, a Liga de Melhoramentos da Freguesia do Cadafaz, etc…”
“Marco do Correio” de Março de 1961, informa:
Colmeal: …realizou-se no dia 13… o “Aniversário da Almas” a que assistiu muita gente que fez a sua confissão quaresmal. Tomaram parte os Rev.º Párocos de Pampilhosa da Serra, Pessegueiro, Cadafaz, Fajão, Teixeira, Cepos e Colmeal.
Malhada: …11 de Fevereiro, na capela de S. José… realizou-se o casamento de José de Almeida Fernandes com Celestina dos Santos.
Lisboa: …no dia 26 de Fevereiro nesta cidade… o casamento do Sr. Manuel Mendes Domingos… com a menina Maria Alice Domingos
No espaço “Badaladas”, ainda não se sabe o valor para a aquisição da sineta mas o total de donativos até aquela data era de 1.736$60.
Também neste número, “O Colmeal” informa que a excursão, que será feita em “luxuosos autocarros” deve partir do Colmeal no dia 29 de Abril para regressar no dia 2 de Maio. O preço por pessoa será de 140$00 e dá conta que o trajecto visitará: Buçaco, Porto, Casa do Gaiato de Paço de Sousa, Guimarães, Braga (Bom Jesus e Sameiro), Viana do Castelo, Aveiro, Figueira da Foz, Coimbra, etc…
Para terminar, este mês, no espaço “Sempre Alegres” lê-se uma rábula de um homem de Sevilha e outro de Madrid que discutiam ciosas das suas terras. “- Dizia o de Sevilha: A catedral da minha terra tem um altar-mor tão grande e com tantas velas que o sacristão tem de começar a acende-las no princípio da Quaresma para as ter todas acesas no Sábado Santo! – Mas isso não é nada – diz o de Madrid – Na minha terra há uma lâmpada tão grande do Santíssimo que o sacristão para a acender tem de ir de barco pelo azeite fora…” Colmealenses, por agora é tudo, até breve. H. Miguel Mendes http://o-colmeal.blogspot.com/

02 novembro 2008

Manuel Brás de Almeida

O que nos preparávamos para escrever neste dia 2 de Novembro era sobre o sucesso de mais uma iniciativa da União – Magusto e Mostra/Venda de artesanato e produtos locais (previsível face a eventos anteriores) e não nos tinha ocorrido escrever sobre um outro qualquer assunto e muito menos sobre este. Temos a certeza que durante o dia de hoje, todos aqueles que tinham feito a sua inscrição (cerca de duas centenas) e ansiado alegremente por esta oportunidade de convívio, em que muitos esperaram um ano para voltar àquele Colmeal e àquela região que tinham descoberto e conhecido um ano antes, se lembraram dos fortes motivos que levaram ao cancelamento do evento. Nada fazia prever a rapidez com que tudo se desenrolou. A notícia correu célere e mais uma vez se confirmou que a passagem por esta vida termina por vezes demasiado cedo. Um mês antes em Fazendas de Almeirim, quando do almoço comemorativo dos 77 anos da União, Manuel Brás de Almeida esteve connosco. Sempre fez questão de estar presente nas nossas realizações e nesse dia, apesar da doença que o atormentava, não se quis ficar pelo Colmeal. Vinte anos antes, em 1988, integra pela primeira vez a Delegação da União Progressiva no Colmeal, como Tesoureiro. Com ele trabalharam Francisco Luís, Eduardo dos Santos Ferreira e Manuel de Almeida Neves, homens que deixaram o seu nome gravado nas páginas da Colectividade. Manteve-se no cargo até 26 de Março de 1994, data em que passou a Secretário e onde ficou até 4 de Outubro de 1997. Manuel Brás de Almeida, que um dia desceu do Loural e se fixou no Colmeal, estava sempre disponível para colaborar e participar nas realizações da União. Quem não se lembra do seu entusiasmo quando da canoagem em 2006 ou depois na de 2007? A disponibilidade para ceder a garagem no caso de o tempo não permitir o convívio no Parque de Merendas nas Seladas foi o seu último gesto de simpatia e de colaboração para com a União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Obrigado Manuel e até sempre! UPFC

Saudade

Não só nesta época, mas em todos os dias, recordamos os que passaram pela União e nela deixaram um pouco de si. Nesta flor, a nossa gratidão e a nossa saudade. UPFC

24 outubro 2008

Lendo... aos poucos (II)

"Para sobreviverem na serra agreste e xistosa, as gentes reinventaram-na, dominando as fragas, o mato, a floresta e os animais bravios. Abriram algares e minas, à procura de ouro e outros minérios. Disputaram a terra e a água, e partilharam-nas mais ou menos amigavelmente. Construíram "combaros" nas encostas escarpadas e lameiros junto às ribeiras fundas, trazendo a terra de longe, e amparando-a com paredes ou paredões grandiosos e pacientes. Encaminharam cursos de água, construíram poços, levadas e barrocos, atravessaram-nos com pontões. Recorrendo ao xisto miudinho ou à pedra ferrenha que existia nos sítios, construíram casas, currais, moinhos e lagares. Abriram estradas de bois e caminhos estreitos e pedregosos, trilharam veredas íngremes, longas e sinuosas. Mais tarde, cavaram a serra, plantaram árvores que os incêndios já dizimaram, rasgaram as estradas serpenteantes por onde circulamos ou apenas a água chovida corre, arrastando consigo o suor e as lágrimas das pessoas e do património perdido. Incansáveis, fizeram tudo à mão, usando a força física e ferramentas muito pesadas, abusando do esforço e do espírito de sacrifício, trabalhando de sol a sol, calcorreando léguas pela serra, com os pés descalços ou mal calçados, quantas vezes com fome. Devido à estreiteza dos caminhos e à insuficiência da terra para os sustentar, os animais de grande porte eram raros, pelo que tudo era transportado, através dos tais caminhos que mal o eram, à cabeça pelas mulheres, maioritariamente às costas pelos homens." in "Dos Objectos para as Pessoas" Lisete de Matos, edição da autora, 2008

Magusto no Soito

Moinho do “curtinhal” – um espaço na aldeia do Soito que em breve passará a integrar o património colectivo do Soito, complementando o Espaço Museológico já existente.

Contrariando a tradição, a Comissão de Melhoramentos do Soito fará este ano o seu convívio dos “Santos”, no fim-de-semana seguinte ao habitual, mais concretamente no dia 8 de Novembro, Sábado, o qual, para além do tradicional magusto, às 16H30, incluirá também um almoço, às 13H00, com menu regional ainda a definir.
A participação no almoço deverá ser confirmada até ao próximo dia 4 de Novembro (Terça – Feira), para os seguintes contactos: cm_soito@hotmail.com; António Duarte: 933496796/217937915; Alfredo Campos: 218864403/934631441 ou Armando Braz 235761122/217963652 e implica o pagamento de 10,00€ por pessoa e 5,00€ para crianças até aos 12 anos, sendo que o magusto é grátis e aberto a todos os que nele queiram participar.
Para além do natural convívio e da união de todos, este encontro visa uma maior mobilização das gentes do Soito para a prossecução dos projectos em curso (recuperação do espaço da Eira e moinho do “curtinhal”) e fornecer alguns esclarecimentos sobre as eventuais possibilidades de recurso ao QREN para financiamento de projectos colectivos ou individuais, que poderão ser essenciais ao futuro da nossa aldeia.
A sua presença e empenho constituem um contributo indispensável para a sobrevivência do Soito e, consequentemente, da freguesia do Colmeal. Não falte!
António Duarte – CMS

O poste... que fazia chi-chi

Poderá muito bem ser o título de uma nova história para crianças. Não para os pais lerem aos filhos antes de adormecer, mas para os filhos lerem aos pais diversas vezes ao dia. Curiosamente, nota-se que entre os mais pequenos começa a haver uma maior consciencialização e preocupação com o meio ambiente. São eles que por vezes alertam os pais para situações com que se deparam no dia a dia e ficam tristes por nem sempre serem ouvidos e compreendidos. Numa altura em que tanto se fala no aquecimento global, na qualidade do ar que respiramos ou na escassez de bens essenciais como é o caso da água, ainda nos deparamos com situações como a que a foto documenta.

Colmeal em Foco

Regionalismo está cada vez mais altivo, quer nas sedes concelhias quer nas suas povoações, nesta vasta zona serrana. É um mote evoluído com raízes no coração, de personalidades que expressam com sentimento o valor de cada região, fortalecendo o querer viver em parceria social, obtendo frutos, como é o facto a considerar da comemoração dos 77 anos de vida da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, uma festa de grande sumptuosidade, realizada no passado dia 21 de Setembro. O Colmeal é um berço embalado pelo vale do Ceira, cheio de relíquias e recordações que o tempo não apaga, merecendo o carinho de quem nele nasceu. A vida difícil forçou a deitar mão à emigração e embora mais estagnada a ausência de habitantes, o progresso do Colmeal não declinou, porque as gerações renascem através de eventos que dão calor humano aos ausentes e presentes. Agrada registar o grande timoneiro "Boletim mensal da paróquia", que se hoje estivesse a circular, estava a comemorar 50 anos de existência e o tempo da sua vida era uma carta de família para todos os colmealenses, que guiou o destino de muitas obras, a dar notícias da freguesia com clareza e objectividade, sendo beneficiadas as povoações: Sobral, Açor, Adela, Soito, Carrimá, Malhada, Carvalhal, Aldeia Velha, Quinta de Belide, Saião, Salgado, Vale d'Asna, etc.. A Junta de Freguesia sempre atenta em dar solução aos problemas mais prementes, com o esforço dos responsáveis, consegue dinamizar planos em prol das povoações, de acordo com os rendimentos obtidos e outras receitas, a serem geridas convenientemente, não faltando o apoio a outras organizações da freguesia, tendo como palco de honra a sua "UNIÃO PROGRESSIVA". Ela é o baluarte do regionalismo e desenvolvimento, que próximo de terminar o mandato doa actuais dirigentes, é digno destacar o seu presidente, regionalista e mentor, dr, António Domingos dos Santos, sempre apto na divulgação dos acontecimentos, em especial nos Jornais (O Varzeense e Jornal de Arganil), é digno realçar os escritos que endereçou ao êxito alcançado na festa comemorativa, seguido de outro acérrimo regionalista e redactor do Jornal "A Comarca de Arganil", lançando a sua crónica bem pautada do acontecimento, com a sabedoria habitual, do nosso bom amigo António Lopes Machado, louvores a registar, também, aos exímios jornalistas dos jornais já citados em muitos eventos da região. Esta introdução vai ao encontro de outro aspecto muito relevante e que vamos dar vida à caminhada que se segue: o autocarro do Colmeal, ligado à conceituada Empresa Luís Filipe, de Coimbra, sendo responsável o simpático motorista, Pedro Santos, saiu às 7,30 h, e bem coordenado pelo dirigente Álvaro e sua esposa, desde a saída até á chegada. Houve uma pequena paragem, próximo do Carvalhal e Aldeia Velha, sendo notada com satisfação a entrada, de 14 passageiros, ficando a viatura devidamente em ordem a caminho de Alvares, tendo prosseguido a viagem até ao (Café Restaurante Marques - Cabaços) local escolhido para o pequeno-almoço e que o seu proprietário José Dias Marques e seu filho Paulo, acolheram os visitantes com simpatia, que para paragem e interesse turístico, tem capacidade para mais de 750 pessoas, digno de ser considerado. O novo percurso foi acarinhado pela paisagem agrícola, cheia de cor e de vida a área de Tomar e via Torres Novas, rica na colheita do milho e o aumento progressivo de boas vinhas, já a atravessar a ponte do rio Tejo-Chamusca, uma vila situada na margem esquerda, com características culturais da região e quem viaja, pode apreciar o igreja matriz do século XVI, o Museu Municipal, o núcleo arqueológico romano e outros, deixando este apontamento para continuarmos até ao local de encontro, outra relíquia ribatejana, a bela vila de Alpiarça, que dos quatro autocarros vindos de Lisboa e o nosso, após reunidos os colmealenses e amigos, pelas 10,30, foi iniciado o programa com visita ao museu dos Patudos, bastante concorrida pela UNIÃO, a ultrapassar as 160 pessoas. Dar expansão à grandeza da Casa, um dos Grupos teve o privilégio de ter como guia a simpática D. Laurinda, arquivista do Museu, com dotes especiais em dar conhecimento da biografia do seu fundador, José Mascarenhas Relvas (1858-1929), que embalados na sua voz, vamos recordar apenas o título de cada Sala, cheia de pergaminhos dessa figura notável, com grandes qualidades de dirigente associativo, administrador agrícola bem sucedido, promotor sensível do bom gosto artístico, amante da música, viticultor exímio, político e conspirador contemplativo. Abel da Silva Gonçalves in Jornal de Arganil, de 23/10/2008
in http://goisvive.blogspot.com/

23 outubro 2008

União e Progresso do Carvalhal

O Carvalhal, uma das aldeias da nossa freguesia e com a maior população e grande colónia na capital, já em tempos idos, teve a sua colectividade regionalista que infelizmente se extinguiu. Foi com verdadeiro carinho que entre os seus naturais começou a constar e afirmar-se ir surgir nova agremiação. Tal acontecimento parece-nos digno de nota e de relevo. No intuito de algo podermos dizer aos nossos leitores, em especial aos do Carvalhal, procuramos o Sr. Manuel Martins Barata, um dos iniciadores do movimento, que amavelmente se colocou à nossa disposição. Manuel Barata é um jovem dinâmico e activo, sempre interessado em tudo que diga respeito ao prestígio e progresso do Carvalhal e da nossa freguesia. Comerciante no ramo de representações, tem sempre um pouco de tempo livre para se dedicar aos assuntos regionalistas. Daqui a amizade e relações de simpatia que desfruta entre a colónia da nossa freguesia.
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À nossa primeira pergunta, de como tinha surgido a ideia da nova colectividade e qual o seu título, Manuel Barata responde: - A ideia já vem de longe, mas este movimento só tomou vulto quando da nossa festa pelo S. João. A rapaziada, em alegre convívio, deliberou levar essa ideia avante, dando disso conhecimento verbal a todos os nossos conterrâneos de forma a conseguir-se o desejado e imprescindível apoio. - E esse apoio tem existido? - Sim, até talvez em maior escala do que o esperado. Estamos crentes que de princípio conseguiremos um número de sócios da ordem dos cem – o que, para iniciar, seria óptimo. Sobre o título a adoptar será talvez: União e Progresso do Carvalhal. - Qual a direcção prevista para a nova agremiação? - Salvo motivo imprevisto será composta pelos seguintes senhores: Manuel Almeida Santos, Álvaro Marques, Manuel Fernandes, João Martins, Fernando de Almeida, Agostinho de Almeida, Carlos dos Santos e Manuel Lopes, respectivamente, presidente, secretário, tesoureiro e vogais e possivelmente eu como vice-presidente. - Depois de fundada e logo que haja possibilidades financeiras, existe algum empreendimento em perspectiva? - Eles são vários: em especial o calcetamento das ruas, mais um fontanário, reparar o lavadouro e inclusivamente o Largo da Eira ao qual se pensa dar o nome do seu iniciador, António Marques de Almeida. - Não será prejudicial a criação de mais uma agremiação visto poder resultar um desmembramento de associados das já existentes? - Estou certo que não, até porque os naturais do Carvalhal muito consideram a União Progressiva a quem muito devem. A direcção a ser eleita tudo fará para que os interesses da colectividade mãe não sejam afectados. Com um aperto de mão nos despedimos e aqui fica expresso o desejo de felicidades, esperando que os naturais do Carvalhal não faltem a esta chamada de colaboração e apoio à futura União e Progresso. in Boletim “O Colmeal”, Ano VI, N.º 65, Janeiro de 1966 E foi assim que há quase quarenta e três anos, Fernando Costa entrevistava o também jovem Manuel Martins Barata. Repare-se na sua simplicidade e humildade, aqui bem patentes, nas suas respostas. A sua preocupação em relação à colectividade mãe da freguesia, a mais antiga, a União, para que não fosse beliscada com o aparecimento da sua União e Progresso. E também o entusiasmo visível e que sempre lhe conhecemos ao longo dos anos, em que trilhámos os caminhos nem sempre fáceis do regionalismo. Vivia os problemas do Carvalhal como ninguém. O seu esforço, tenacidade e empenho podem ainda hoje ser comprovados nas melhorias que encontramos quando percorremos as ruas da sua aldeia, a aldeia para onde voltou para sempre, cedo demais, com apenas setenta e cinco anos. O seu nome ficará para sempre ligado ao abastecimento de água, electrificação, calcetamento das ruas, construção do cemitério, entre outras coisas. Como em tudo na vida e em qualquer lugar isso acontece, nem sempre Manuel Martins Barata foi bem compreendido ao longo dos vinte e oito anos em que esforçadamente dirigiu a União e Progresso do Carvalhal. Acontece aos melhores e Martins Barata está e estará sempre entre os melhores. Na União Progressiva da Freguesia do Colmeal desempenhou durante cerca de trinta anos vários cargos na Direcção, Conselho Fiscal e na Comissão Regional. Estando a comemorar-se os 80 Anos do Regionalismo no Concelho de Góis, confiamos que a União e Progresso do Carvalhal saberá dizer presente e, conjuntamente com as restantes colectividades da freguesia do Colmeal, ajudará a mostrar e a dignificar o trabalho que foi feito ao longo dos anos nas nossas aldeias e pelas nossas gentes. A. Domingos Santos

Em breve... novas "estórias"...

Olá! Obrigada pelas notícias. Espero que já tenham "recuperado" dos eventos... Têm sido muitos. Bem organizados, e como sempre, fruto de muito trabalho da UPFC, seus dirigentes e colaboradores. Parabéns mais uma vez. Eu tenho acompanhado pelo blogue e tenho recebido as circulares, sempre a tempo. Muito Obrigada. Surgem-me sempre, na mente, comentários, textos, recordações, estórias enfim... sobre o "nosso" querido Colmeal, suas terras, suas gentes. Até "frequentei" recentemente um pequeno curso sobre "Escrita, suas técnicas e normas"!!! Mas...há que ter talento para escrever e... esse não se aprende. Ou se tem ou não se tem. Daí a razão para a minha "inibição" em enviar os meus "escritos" (secretamente guardados na minha gaveta, baú e... mente...), para o blogue da UPFC, tão sabiamente organizado e com uma frequência de elogiar. Tenho acompanhado os "relatórios de visitas" ao blogue. Mais uma vez: Parabéns pelo trabalho da UPFC nesta área. As "visitas" passaram a ser também um motivo para a minha "inibição". O que se escreve é lido por muita gente. Será analizado e criticado. Daí a minha decisão em "frequentar" um curso sobre "Escrita"!!! A minha autocrítica tem sido muito severa. O que tenho enviado para o blogue tem sido sempre, tímidamente, na qualidade de "pseudónimo"!!! Muitas "estórias" tenho guardadas na gaveta. Até aqui, elas eram apenas minhas. Partilhá-las com tão ilustres leitores - muitos deles: meus bons companheiros (no Colmeal) de infância... adolescência e já em idade adulta também, sempre recordados com muito carinho e saudade - começou a tornar-me a tarefa "escrever" - até agora para mim, fluente e fácil (pensava eu) - cada vez mais difícil. Abraços e Saudades. Ana, badana, rabeca, susana.

21 outubro 2008

Magusto e Mostra - cancelamento

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A Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal informa todos os associados e amigos, que face ao falecimento do nosso sócio Manuel Brás de Almeida, verificado hoje, decidiu cancelar as actividades programadas para o dia 2 de Novembro - Magusto e Mostra/Venda de artesanato. À Belmira Fontes de Almeida, nossa colega na Delegação no Colmeal e a todos os restantes familiares, apresentamos os mais sentidos pêsames.
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A Direcção da UPFC

COLMEAL, terra de abelhas e de homens

Quem deu o nome de Colmeal à terra onde existem colmeias foi feliz e profundo. Na realidade, ainda hoje se encontram numa das típicas varandas da povoação, e será esse o sinal evidente da felicidade da designação. Quanto à profundeza do acerto, não sabemos se se deverá pensar na fertilidade que embeleza montes e vales ou se nos devemos referir à franca e acolhedora hospitalidade de cada colmeia, de cada casa. Do colorido leito do rio Ceira, meigo e fresco a quebrar ardências solares, até à repousante e sobranceira Ermida do Senhor da Amargura, os caminhos tortuosos, mas limpos, deixam ver uma vegetação variada e sente-se a protecção segura das florestas que culminam essa encosta e a que se lhe opõe. Até os terrenos abandonados, com vergonha da nudez, se cobrem de espontânea relva, sorriso irónico da fecundidade do solo. Repousa-se a vista e, quando nos decidimos à escalada, a máquina respiratória, pouco habituada a esforços, recompõe-se em curta paragem. Ali se reconhece então o verdadeiro significado do «ir a ares». Solo rico em beleza panorâmica e ambiente tonificante, o amanho de pequenas courelas não consente, por si só, a subsistência de elevada proliferação e os filhos numerosos abandonam o seu querido Colmeal em busca de novos recursos. Apesar disso, não o esquecem. Ainda que à custa de enormes sacrifícios, longe da terra natal, os seus naturais preocupam-se em converter suores no arranjo ou na construção de habitações quase sempre desabitadas. Porém, quando se abrem, as suas portas ficam franqueadas, lhana maneira de suavizar a míngua da terra encantadora, excelsa prova de que não esqueceram a lição ministrada pelas simpáticas abelhas que só gostam de viver em sociedade. VITOR COELHO In Boletim “O Colmeal”, Ano X, N.º 106, Outubro de 1970

Lendo... aos poucos

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"Há trinta anos, todas as casas estavam habitadas e, ausentes alguns maridos e filhos, os residentes rondavam os trinta. Os mais novos continuaram a partir e, dos que ficaram, muitos repousam já na paz do Senhor. Sente-se a sua ausência na relva que cobre os bocados, nos silvados que proliferam, no desgaste das próprias casas, enfim, num certo ar de abandono que paira um pouco por toda a parte. Encontram-se, porém, a todo o momento: a descansar do carrego nos poisos dos caminhos que trilharam, nos marcos que puseram a separar as sortes, nas paredes que suportam os cômoros e cuja terra e pedra acartaram de longe, nas lajes, ao alto, a segurar a terra, nas levadas e poços que construíram, nos objectos que utilizaram, nas referências que se lhes fazem para recordar factos que aconteceram no ano em que fulano nasceu, casou ou morreu." in "Gente da Serra - Do seu Quotidiano e Costumes" Lisete P. Almeida de Matos, Edição de 1990

20 outubro 2008

António Ferreira Ramos

Ainda recentemente estivemos juntos em mais um almoço de aniversário da União, a sua União Progressiva. É um nome que lhe diz muito e que ele se habituou a pronunciar e a servir ao longo de mais de meio século. Veio de propósito para comemorar com a família e os amigos os setenta e sete anos da colectividade, quase tantos como quase os que já viu passar por si. Depois de um dia de alegrias e emoções, regressou ao Colmeal desfazendo as curvas feitas pela manhã. Estava ainda a passar férias com a sua Ilda, na sua "nova" casa ao Canto, ao que se diz o bairro mais antigo do Colmeal. E tudo corria bem até que... querendo trabalhar... "se meteu em trabalhos". O amor à terra e a recordação do que se fazia e de como se fazia antigamente foram mais fortes do que as recomendações e o nosso António teve mesmo que ir "fazer a queimada". Só que as chamas foram mais lestas e matreiras que as suas pernas com oitenta e um anos e o pior aconteceu. Sabemos que o António é forte e que vai encarar estoicamente os próximos tempos, que não vão ser fáceis. Rodeado dos maiores e melhores cuidados, António Ferreira Ramos, o "Barrocas" para os amigos antigos e dos tempos da sua União Progressiva, vai aproveitar o tempo de imobilismo para certamente recordar tempos idos, em que privou e trabalhou com tantos homens bons que ajudaram a modificar a sua terra. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal está com ele nesta fase difícil e todos lhe desejamos, muito sinceramente, o seu completo restabelecimento. Um grande abraço. Força António! UPFC

17 outubro 2008

Colmeal - História e curiosidades (3)

Continuando a utilizar o excelente trabalho de pesquisa levado a efeito pelo Movimento Cidadãos por Góis, ficamos a saber que no ano de 1799 e em 19 de Agosto – Foi feito o reconhecimento dos limites dos Lugares de Souto, Malhada, Foz da Cova, Foz de Carrimá e Portal, da freguesia do Colmeal. Os Lugares de Boiças e Vale Sobreiro, igualmente reconhecidos como pertença de Góis, não estão na freguesia do Colmeal, mas sim na de Fajão. 2 de Setembo – Foi feito o reconhecimento dos limites dos Lugares do Colmeal, Carvalhal do Sapo, Aldeia Velha, Reçaio e Revelia, da freguesia do Colmeal. 22 de Setembro - Foi feito o reconhecimento, pelos habitantes do Lugar de Sobral, da vila de Celaviza e seu termo, e do seu donatário, Marquês de Abrantes. UPFC

15 outubro 2008

80 Anos de Regionalismo no Concelho de Góis

Na passada quinta-feira, 9 de Outubro, a Direcção da União Progressiva respondeu afirmativamente a uma solicitação do Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, e esteve numa primeira reunião de trabalho para que a presença da freguesia do Colmeal em Lisboa seja uma realidade. Já anteriormente e numa nota enviada à comunicação social da região – imprensa e rádio, o Conselho Regional garantia a representação da freguesia do Colmeal, nos termos que a seguir se transcrevem: A representação da Freguesia do Colmeal está assegurada pela União Progressiva da Freguesia do Colmeal que, tanto quanto se sabe, irá fazer uma aproximação junto de outras colectividades para que em conjunto, possam ter o sucesso pretendido. Estamos a estudar uma hipótese para que a freguesia do Colmeal se mostre em Lisboa durante o mês de Janeiro de 2009. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, convidada na qualidade de colectividade mais antiga da freguesia, fica honrada com esta escolha que é ao mesmo tempo um grande desafio. Como atrás se diz, a União irá promover uma aproximação junto das outras colectividades da freguesia, o que já tem vindo a fazer informalmente. Entretanto, já remeteu uma carta a todas elas, pois que só trabalhando, pensando e agindo em conjunto se conseguirá fazer algo que dignifique o regionalismo e a freguesia do Colmeal. A freguesia do Colmeal existe e terá que estar presente nas comemorações dos 80 anos do Regionalismo no Concelho de Góis. Todas as colectividades deverão estar sensibilizadas e envolver-se com entusiasmo no sentido de se conseguir um trabalho conjunto que a todos dignifique. E também a nossa Junta de Freguesia que recentemente mostrou disponibilidade para colaborar. A data previsível para o Dia da Freguesia do Colmeal será a de 31 de Janeiro de 2009. Entretanto estão já calendarizadas as datas de 25 de Outubro para o Dia da Freguesia de Vila Nova do Ceira e depois a 15 de Novembro, o Dia da Freguesia de Alvares. Enquanto não agendamos uma reunião com as colectividades e a Junta, para se analisar a forma de trabalhar em conjunto, sugerimos que se vá pensando no que de melhor podemos trazer das nossas aldeias, para que tenhamos uma representação digna. Haverá necessariamente uma pequena sessão de abertura alusiva ao acontecimento que se comemora. A nossa freguesia tem valores humanos incalculáveis. Tem escritores e pintores, que poderão apresentar e expor as suas obras. Ou fazer o lançamento de um livro ou a sua apresentação em Lisboa. Temos artesãos que poderão vir mostrar os seus produtos e os seus trabalhos. Há fotografias antigas e outras mais recentes que permitirão ver as diferenças operadas ao longo dos anos nas nossas terras. Por que não trazer concertinas, guitarras e violas e relembrar os bailes de antigamente? Estas são algumas sugestões do que se poderá apresentar neste Dia da Freguesia do Colmeal em Lisboa, na Casa do Concelho de Góis. Certamente irão surgir outras. Para isso solicitamos a melhor colaboração de todos os Colmealenses – sócios, naturais e oriundos da freguesia do Colmeal – que nos apresentem ideias para que na reunião possamos avançar com passos concretos. Obrigado pela colaboração que, antecipadamente, sabemos nos irá chegar. UPFC

13 outubro 2008

Mostra/Venda de artesanato e produtos locais

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Todos ficámos conscientes e muito agradados com o sucesso de que se revestiu a experiência com a primeira “Mostra/Venda de artesanato e outros produtos locais” realizada no fim-de-semana da última Páscoa, no Colmeal. A União Progressiva vai realizar de novo o tradicional magusto, no próximo dia 2 de Novembro, no Parque de Merendas das Seladas. E, tal como no ano passado, pretende levar ao Colmeal muitos visitantes, entre sócios e amigos da colectividade, que querem conhecer a nossa aldeia, a região e conviver com as gentes da serra. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal formulou um convite aos artesãos e produtores que estiveram presentes na primeira Mostra, para que aproveitando este afluxo anormal de visitas no dia do magusto, 2 de Novembro, repitam a experiência e possam voltar a expor, divulgar e apresentar os seus produtos, agora no Parque de Merendas das Seladas, durante o convívio que aí se vai processar. É para todos muito gratificante continuar a verificar que ainda há pessoas interessadas e com entusiasmo, que vão produzindo mel, queijo, enchidos, broa, medronho, pequenas construções em xisto e trabalhos em madeira, artigos em lã, bijutarias, para além de outros produtos, que as vão mantendo fixadas numa tentativa louvável de contrariar o abandono, o isolamento e a desertificação. O nosso envolvimento pessoal e das Comissões de Melhoramentos que dirigimos é fundamental para a sensibilização dos nossos associados para a compra e divulgação destes produtos. Por outro lado, o entusiasmo que colocarmos nestas realizações terá um efeito imediato no encorajamento tão necessário aos nossos artesãos e na dinamização da sua produção. Temos que ser nós, devemos ser todos nós e com os meios que estão ao nosso alcance, a divulgar, a dar a conhecer o que de bom temos nas nossas terras, nas nossas aldeias e que se não apoiarmos, corre o risco de desaparecer. Contamos com a compreensão, colaboração e dinamismo de todos os nossos artesãos e produtores para que esta realização seja de novo coroada de êxito. UPFC

Manuel Nunes de Almeida

(Clicar na imagem para ampliar)
Faz hoje precisamente um ano que no mensário "Voz de Fátima", N.º 1021, surgia uma pequena notícia relacionada com um nosso sócio e amigo, acompanhada da sua fotografia. Nela se dizia que "Manuel Nunes de Almeida deslocou-se em mais uma peregrinação familiar a Fátima, acompanhado da filha, onde se deu a conhecer como mais uma pessoa nascida em 13 de Maio de 1917. Nascido no concelho de Góis, na freguesia do Colmeal, acabou por fazer a sua vida em Lisboa, onde ainda reside e para onde foi viver com 12 anos. Trabalhou como barbeiro, como enfermeiro, e depois na área de hotelaria. Na breve conversa tida com este homem, actualmente com 90 anos, de imediato salta à vista a sua grande vontade de viver e de aprender. Com vários cursos de línguas estrangeiras, tem também o 3.º ano do curso de Direito. Manuel Nunes de Almeida publicou, e ainda continua a escrever, vários livros, alguns de poesia, outros de prosa. Um dos livros "Missão de Mãe" mostra, na dedicatória, a devoção de Manuel de Almeida a Nossa Senhora. « Dedico este livro a todas as mulheres do mundo, com um veemente apelo: Enquanto mulher, nunca assumas a desgraça como uma fatalidade irreversível; enquanto mãe tem a humilde coragem de, como Maria da Nazaré, aceitares ser instrumento da vontade do criador.» " Este e outros livros de sua autoria, como "Levante-se o Réu", "O Homem e a Montanha", e "Por entre as torres, e os fundões da vida, o homem procura-se" foram-nos simpaticamente oferecidos e encontram-se à disposição de todos na Biblioteca da União, no Colmeal. Durante muitos anos dedicou parte da sua vida a um grande projecto - a "Quinta das Águias".
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Recordamos a sua presença no almoço comemorativo dos 75 anos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, realizado em Setembro de 2006, junto de sua esposa e filha.
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Foi um dos que, face à sua antiguidade de mais de cinquenta anos como associado, foi atribuída uma placa comemorativa, aqui entregue pelo Eng.º Fernando Pinto Caetano, Presidente da Assembleia-Geral da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. UPFC

10 outubro 2008

E tudo começou assim...

Foi com este cartaz das Festas de Verão no Colmeal que em 2007 iniciámos o nosso percurso pelas novas estradas da informação ao volante de um carrito que mal sabíamos conduzir. E com velocidade moderada temos seguido o nosso caminho numa tentativa de levar a União Progressiva, o Colmeal, a freguesia e o concelho de Góis a casa de cada um, em qualquer parte do mundo onde se encontrem. Seis meses atrás, em 18 de Abril, atingíamos as 10 mil visitas. Hoje, dobrámos e chegámos às 20 mil. Estamos contentes. Estamos satisfeitos. Mas, naturalmente, queremos melhorar e em cada dia que passa tentamos fazê-lo. Mas não o poderemos fazer sozinhos. A sua colaboração, a sua participação, uma fotografia recente ou antiga esquecida lá por casa, uma pequena nota para publicação, um seu comentário, tudo isso nos dará alento para continuar, manter e se possível melhorar o nível atingido. Temos recebido muitas mensagens de felicitações, algumas das quais vindas de pessoas que não conhecemos nem nos conhecem. Temos sido visitados em todos os continentes e em países onde nunca pensámos que o Colmeal chegasse. São alguns dos benefícios das novas estradas da informação. A nossa postura, manifestada logo de início, para este espaço que se pretendia aberto a todos e a todas as ideias, tem sido seguida e felizmente compreendida pela grande maioria dos nossos visitantes. Não estando activados mecanismos de controlo impeditivos da recepção de comentários, acontece que por vezes surge um ou outro, que poderá ser menos simpático ou mais cáustico para quem se considere como alvo. Num blogue como o nosso, com educação, civismo e elevação, haverá sempre lugar para quem queira participar e partilhar as suas ideias. Sabemos que nem sempre é fácil entender e lidar com a democracia, mas desde que não haja ataques pessoais ou insultuosos, o nosso blogue estará sempre disponível. Para além da "Página Principal" que hoje atingiu os vinte mil visitantes, apraz-nos registar os números alcançados nas outras. No "Cantinho da Saudade" mais de 3850, no "Especial Açores" ultrapassados os 1770 e em "A União no Presente", 6550 visitantes. Para um blogue de uma colectividade regionalista, com a pequena dimensão que sabemos ter, ficamos contentes com os números alcançados. Milhares de fotografias relativas às últimas realizações da União Progressiva da Freguesia do Colmeal foram sendo colocadas, assim como muitas outras que nos chegaram, vindas das mais diversas proveniências, para nos ajudarem a recordar um pouco do passado que não podemos nem devemos renegar. Vamos aguardar pelo reforço da sua colaboração. A nossa região precisa de si para ser mais conhecida. As nossas aldeias necessitam das suas palavras e das suas fotografias para que não sejam esquecidas. Tudo faremos para recordar e trazer à luz do dia o passado de uma colectividade regionalista, pioneira na freguesia e uma das primeiras do concelho de Góis, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Um OBRIGADO GRANDE ao Francisco Silva pela ideia de criar este blogue e a todos quantos ao longo deste ano foram colaborando connosco. A. Domingos Santos

09 outubro 2008

Colmeal à noite

Estas fotografias não teriam sido possíveis antes de 19 de Dezembro de 1971, dia em que foi inaugurada a rede eléctrica no Colmeal. "A noite fez-se dia e o Colmeal delirou. Em ecos de alvorada vivemos um dia cheio, um dia longo, um dia feliz. Na escuridão da noite acende-se uma luz, transforma-se a esperança de anos em certeza de um dia." in Boletim "O Colmeal", Ano XI, nº 114 Março de 1972 .
UPFC

07 outubro 2008

MAGUSTO no COLMEAL

No próximo dia 2 de Novembro, vamos de novo fazer o tradicional MAGUSTO no Colmeal. Estamos a preparar uma excursão – um autocarro, pelo preço único de 26 euros com almoço incluído, que sairá de Lisboa às 7 horas, do local habitual (Sete Rios – frente ao Jardim Zoológico). O regresso terá início cerca das 18 horas. Se estiver no Colmeal e quiser associar-se, pagará apenas 8 euros pela refeição. O almoço com ementa de cariz regional será no agradável Parque de Merendas das Seladas. Se o tempo não o permitir, estamos a encarar utilizar como alternativa, um recinto coberto. Esperamos poder ter a habitual gentileza das senhoras do Colmeal para a preparação das sobremesas, mas se quiser trazer e partilhar um bolo ou um doce, teremos muito gosto. Cerca das 16 horas iniciaremos o tradicional magusto com castanhas, água-pé e jeropiga. Como nos anos anteriores o magusto é grátis e é uma oferta da União. Solicitamos o favor de efectuar a inscrição (excursão ou almoço), se possível até dia 24 de Outubro, para os seguintes contactos: Colmeal – José Álvaro/Bela – 235 761 490 Lisboa – António Santos – 21 7153174 / 96 2372866 Lisboa – Maria Lucília – 21 8122331 / 91 4815132 Venha passar connosco um dia diferente e reviver esta tradição do MAGUSTO. E não perca a MOSTRA/VENDA DE ARTESANATO E PRODUTOS LOCAIS que os nossos artesãos, com muito gosto e entusiasmo, estão a preparar para si. Vai ver que vale a pena. A Direcção 7/Outubro/2008

03 outubro 2008

Livros no Colmeal

Ao passar os olhos num dos últimos números da Revista Única, fiquei agradavelmente surpreendido por uma pequena nota relacionada com uma escolha de livros feita pelo ex-presidente da República Mário Soares. Dizia ele "Gosto de livros pelos seus conteúdos, como gosto deles como objectos de arte. Nos portugueses, ponho acima de todos Os Maias, de Eça de Queirós. Mas tenho muitos outros escritores de quem gosto, de Lobo Antunes a Saramago, para falar dos contemporâneos. Na poesia tenho de mencionar Fernando Pessoa. Mas também não esqueço grandes poetas como Guerra Junqueiro, Bocage e Camões, sobretudo da sua lírica. De livros estrangeiros cito Tolstoi e Guerra e Paz, Os Thibaullt, de Roger Martin du Gard, mas também O Estrangeiro, de Camus, ou A Montanha Mágica, de Thomas Mann." Como referia no princípio, fiquei agradavelmente surpreendido porque a Biblioteca da União no Colmeal, também tem estes autores e estes títulos, o que quer dizer que os nossos leitores têm à sua disposição um acervo de grande qualidade e variedade. Brevemente estarão disponíveis mais duas colecções, do tipo "livro de bolso". De fácil manuseamento e agradável leitura. Autores portugueses como Alexandre Herculano, Florbela Espanca, Trindade Coelho, Eça de Queirós, Júlio Dinis ou mais modernamente Miguel Sousa Tavares. A Cidade e as Serras, um livro que é publicado após a morte de Eça e trata da tensão que vive o homem da cidade, refém das necessidades surgidas com a civilização. A Queda de um Anjo, uma das mais célebres novelas de Camilo, em que faz uma caricatura da vida política política portuguesa. O Sermão de Santo António aos Peixes, proferido em 1654, pelo Padre António Vieira, em que os peixes são a personificação dos homens e símbolos dos vícios dos colonos portugueses no Brasil. Trindade Coelho e o seu livro de finais do século XIX, Os Meus Amores, em que homens, crianças e animais convivem na fraterniddae duma comunhão de sonhos, de dramas e sentimentos comoventes passados em cenários rurais. E muitos outros, de variados autores, como por exemplo, Fialho de Almeida, Raúl Brandão ou Bernardim Ribeiro. Ou escritores estrangeiros consagrados como Máximo Gorki, Franz Kafka, Dostoiévski, Jack London ou Thomas Hardy. Não perca mais esta oportunidade de usufruir de bons autores e de boa leitura. A. Domingos Santos