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23 janeiro 2016

Foi há três anos


O tempo passa veloz sem nos darmos conta. Fez precisamente ontem três anos que em Góis, no Posto de Turismo, estivemos na inauguração da exposição PEQUENAS MINIATURAS GRANDES MEMÓRIAS. Partilhamos do nervosismo do autor naquela mostra dos seus trabalhos e também da sua felicidade por aquele momento.




Lisete de Matos tinha conseguido quebrar a sua resistência e humildade ao permitir exibir publicamente as suas obras e no folheto desdobrável assim terminava
“Parabéns Artur! Com as suas miniaturas revisitei a infância distante, com elas pensei que saberemos resistir e persistir na senda do futuro. Parabéns também à freguesia do Colmeal, por tantos dotados e devotados filhos, artistas, artesãos e artífices dos mais diversos ramos de actividade.”

A. Domingos Santos


22 janeiro 2014

Foi há um ano






Foi precisamente no dia 22 de Janeiro de 2013 que estivemos em Góis, no Posto de Turismo, para assistirmos à inauguração da exposição do Artur Domingos da Fonte, natural do Colmeal e membro da direcção da União Progressiva.
Pequenas miniaturas GRANDES MEMÓRIAS. Assim era denominada esta mostra de trabalhos do Artur. Família e amigos estiveram com ele tal como aqui referimos neste espaço. A Dr.ª Lisete de Matos, sempre incansável e interessada na preservação e promoção das tradições e dos trabalhos artesanais, tinha sido a grande mentora e principal responsável por esta realização.






 


Um ano passou entretanto e no mesmo Posto de Turismo, José Nunes de Almeida, natural da Cabreira, um amigo e também ele sócio da União Progressiva, apresenta-nos agora os seus trabalhos numa bela e extraordinária colectânea de Esculturas em Ferro, uma exposição que estará patente ao público até ao final deste mês.


A Câmara Municipal de Góis continua a privilegiar a cultura e a divulgar os intérpretes locais nas suas diferentes vertentes.

Fotos dos Arquivos da UPFC
Fotos da C. M. Góis


24 janeiro 2013

Pequenas Miniaturas GRANDES MEMÓRIAS




O Posto de Turismo de Góis foi pequeno para acolher terça-feira à tarde todos aqueles que quiseram estar com o Artur Fonte na inauguração da sua Exposição. Entidades representativas do concelho, familiares e amigos, todos eles quiseram testemunhar-lhe o seu apreço, bem visível nas palavras que lhe dirigiram, e também a sua amizade e o incentivo para que continue o trabalho notável ali exposto.


Artur Domingos da Fonte é natural do Colmeal e nosso colega na Direcção da União Progressiva. O desdobrável desta exposição dá-nos conta que “Começou a fazer miniaturas em 2008 como forma de ocupação dos seus tempos livres. Iniciou-se na miniaturização em madeira com um carro de bois, peça que fez questão de incluir e destacar na Exposição “Pequenas Miniaturas, Grandes Memórias”.”


A Dr.ª Lisete de Matos referiu-se com visível emoção ao Artur e aos seus trabalhos. E pegando num deles a que o autor chamou de “Os meus brinquedos”, onde se viam a fisga, o pião, o laço e a gancheta, o carrinho de rodas, o estoque e também a roçadoira e a corda de ir ao mato, falou da infância e da juventude e o que eram os brinquedos de um menino/rapaz simples de aldeia, onde o trabalho duro não escolhia a idade.


Como depois o Artur diria na sua simplicidade, aquela exposição não era só dele, era dos dois, porque a Dr.ª Lisete, sempre incansável e interessada na preservação e promoção das tradições e dos trabalhos artesanais, tinha sido a grande mentora e principal responsável por esta realização.





Uma excelente colectânea de trabalhos que, finalmente, e ainda bem que o fez, o Artur permitiu que partilhássemos fora da sua “loja”. Todas estas miniaturas são parte das suas e das nossas memórias (pelo menos dos mais “antigos”). Seria muito interessante, como foi sugerido, que os alunos das escolas visitassem esta exposição, para se darem conta de uma realidade que já não será a sua, mas que foi dos seus pais e avós. E também proporcionar aos mais idosos a recordação de outros tempos, tempos que não devem ser esquecidos, porque eles foram vividos e fazem parte das suas vidas.


Parabéns ao Artur Fonte e à Dr.ª Lisete de Matos por nos proporcionarem tão excelente exposição.

Fotos de Jorge Fonte e A. Domingos Santos

21 janeiro 2013

Ao Artur



Fiquei feliz por saber que finalmente, outros olhos e outros olhares poderão admirar a tua forma de arte.

Que bom é quando a memória individual (e a tua é prodigiosa) desperta a nossa memória colectiva! Na precisão, na minúcia, no desvelo e amor que colocaste em cada peça, está uma sincera homenagem às nossas raízes; espelham o quotidiano mas, sobretudo, a lida e o suor dos nossos avós e dos nossos pais.

A primeira vez que admirei as tuas peças (ainda no humilde espaço de uma lojinha), viajei, por momentos, aos tempos da minha infância, em que visitava o Colmeal e, vieram-me em fugazes minutos, todas as doces lembranças de uma época que não volta: os aromas pungentes e evocativos do passado – o cheirinho do pão lêvedo, da broa da tia Céu (mulher aparentemente dura mas que derretia qual manteiga quando se tratava de acolher os seus e nos enchia de mimos) acabadinha de cozer no forno, um irmão gémeo daquele que tu retratas (aquela bôla de bacalhau e cebola era para mim o supremo manjar dos deuses); o cheirinho a queijo fresco, feito do leite que eu, por graça, ajudara a tirar das cabrinhas do querido tio António Freire, ”bebe minha menina, bebe que vem quentinho e é melhor que o da cidade”; o cheirinho efervescente da compota ainda borbulhante na caçarolinha; o cheirinho das passas de uva em cacho, penduradas no tecto de madeira antiga que, desde então, decoram o meu imaginário.

Ao ver a “tua” escolinha, recordei as minhas esporádicas incursões à escola do Colmeal, de sacola aos ombros - eu menina da cidade, ávida de brincar inocentemente aos professores e alunos (a vocação já cá estava) com os meninos da aldeia; ao ver a “tua” capelinha, senti as badaladas do sino, chamando para o terço e, desejei os efémeros momentos em que, entalada entre o casaco da minha doce mãe e o xaile preto de lã da querida tia Céu (o ar gelado da capela, cortava o ar e os meus tenros ossos de menina), me assolava, por entre a cadência das Avé–Marias e dos Pai-Nossos, uma tal modorra que, em breve o meu sonho se transformava num quadro algures entre o Renascimento e o Surrealismo: anjinhos barrocos banhavam-se nas águas do Ceira, de brincadeira com faunos da floresta e os meus amiguinhos da aldeia e vinham-me do fundo dos tempos, as gargalhadas cristalinas das crianças, o chocalhar das cabrinhas da ti Maria da Fonte, o tilintar e o trote da mula do ti Fernando do Soito... Avé- Maria, Cheia de Graça... Santa Maria, Mãe de Deus... Avé Maria... E, ao ritmo dolente da reza, eu continuava a cochilar e, no espaço do meu sonho, o cheiro a círios de igreja e a água-benta, vinha agora misturar-se com os gulosos odores dos coscorões ainda quentinhos de minha mãe (que maravilhosa doceira eras, minha querida!), da tigelada tostadinha no barro negro, em forno de lenha, do aromático arroz-doce... Era uma noite domingueira de Verão, daquelas em que a lua nos enche a alma e o suor é sinónimo de alegria e lazer; ao longe, não muito longe, o som endiabrado e brejeiro da concertina e seu tocador; vultos rodavam vertiginosamente no largo principal da aldeia e, no centro, bem no centro do meu olhar, duas fadas, vestidas de chita às flores e saias de balão, rodopiavam voluptuosamente... Eu não lhes via os rostos, tão pouco lhes sabia os nomes mas, sentada no alpendre da tia Céu (que saudades, meu Deus, daquela casa!) alguém me disse ao ouvido “são as manas Hortense e Natalina”. E eu pensava “quando fôr grande quero um vestido daqueles e quero dançar assim”. A concertina tocava e as minhas “fadas” bailavam sofregamente, quase até à exaustão como quem agarra a vida, não fosse aquela fugir-lhes! Havia que aproveitar pois daí a poucas horas, voltava a crueza do dia (o deus Chronos não perdoava) e a labuta esperava-as sem contemplações: apanha a lenha, corta o mato, ordenha as cabras... limpa o suor, rega a horta, semeia a terra, recolhe o gado... limpa o suor, apanha a lenha, corta o mato, ordenha as cabras... limpa o suor, rega a horta, semeia a terra, recolhe o gado, limpa o suor...limpa o suor...

Vês Artur, foste tu o culpado destas minhas divagações curtas mas tão saborosas, memórias de um tempo que me foi muito caro. Uma vintena de páginas não chegaria para descrever sentimentos, cores, cheiros, sensações...

Obrigada também por isso!

Provavelmente não estarei presente na tua exposição mas, prenuncio, melhor, tenho a certeza que vai ser um sucesso de arromba seja pela tua criatividade e engenho, seja pelo despojamento e humildade em partilhares com todos nós a tua obra.

                                                                              A amiga e colega na UPFC,
                                                                              Paula Ramos

17 novembro 2012

PEQUENAS MINIATURAS, GRANDES MEMÓRIAS


Visitei recentemente a exposição de miniaturas do Artur da Fonte, no Colmeal. São produções em madeira que recriam e retratam, individualmente e por conjuntos, situações e instalações atuais ou que o tempo e as necessidades de quotidiano já transformaram, utensílios e ferramentas cuja funcionalidade desapareceu com o desaparecimento das atividades que serviam.

Fruto da fundura das raízes que prendem o autor às origens e de um espantoso processo de miniaturização e interpretação estética, entre as miniaturas podemos ver utensílios singulares, que encantam pela fidelidade e beleza, construções, que integram ou integraram o casario local, parecendo uma povoação sobre a antiga arca do milho que as acolhe, e um número incontável de conjuntos alusivos a situação e atividades.


Entre os primeiros, de que faz parte a bruxa calorosa - e saudosa pelo aconchego que proporcionava -, permito-me destacar a tabuinha de engomar feita de propósito para pôr o ferro elétrico minúsculo que o António dos Santos lhe ofereceu … “E que funciona!”



No campo das construções, recordo a igreja, que nos saúda logo à entrada, a capela do Senhor da Amargura nos anos sessenta, a sede da Junta de Freguesia, a escola, o lavadouro, habitações, o moinho de porte redondo pouco frequente, que o temporal já levou, e aguarda recuperação …



Um trabalho simplesmente fantástico e indescritível, tal como o que corporiza os conjuntos temáticos, em que avultam o interior de salas e quartos, da antiga loja da “Ti” Maria, de moinhos e de um lagar, de uma cozinha espetacular com caniço e castanhas, cão e gato, de uma capoeira com galinhas, de um palheiro, de uma adega polivalente …





Visíveis, também, várias atividades e muitos equipamentos domésticos e comunitários, como o forno, o alambique, a nora e outros engenhos.





Enfim, uma admiração: as miniaturas em si próprias e a complexidade e diversidade presentes! Por mim poderia ficar ali indefinidamente, a descobrir novos pormenores, e a maravilhar-me com a beleza e a riqueza da informação que as peças comportam. A propósito, dizia-me o Artur que gosta especialmente da obra “As sobras”. Ora bem!, ou não servissem a arte e o artesanato também para evidenciar valores, como o espírito de poupança, uma reminiscência da ruralidade, que a crise económica está a tornar universal.


Na minúcia de que se revestem, as miniaturas do Artur revelam sensibilidade, destreza e memória visual, uma vez que para as fazer recorre frequentemente apenas à imagem que delas guarda. É o caso do engenhoso batoco, que o Artur chama “Espanta praga”, um dispositivo que o “Ti” Manuel do Canto tinha numa fazenda, a espantar pouco os pássaros e muito as pessoas que não resistiam ao fascínio do mecanismo! Outras peças revelam humor e ironia, no modo como apontam para a experiência pessoal e para uma realidade social em que as crianças praticamente não o chegavam a ser, tão cedo viam substituído o direito a brincar pelo dever de trabalhar! É o que acontece com o conjunto “Os meus brinquedos”, que junta aos habituais brinquedos de fabrico caseiro a roçadoira de ir ao mato, que é uma ferramenta.
- A roçadoira era um objecto com o qual eu brincava muito! Era mesmo obrigado a isso. - O mato era usado como cama e alimento para o gado, que o transformava no estrume imprescindível para nutrir a terra pouco fértil. Por isso se ia ao mato todos os dias, implicando a tarefa roçar o mato dobrado sobre o chão qual ceifeiro/a, fazer o molho com jeito para que não se desmanchasse pelo caminho, transportá-lo às costas até casa, pelas veredas inóspitas da serra.



Perante um “Carro manual” semelhante a um de bois, o Álvaro, que estava connosco, recorda que em miúdo teve uma carroça igual àquela. Ia à lenha com ela acompanhado de dois amigos irmãos, que ainda hoje parecem guardar uma pedra no sapato sobre o assunto. “Eh pá!, eras mesmo mau! Então não podias ter-nos deixado ficar com mais alguma lenha?!”


- Como a carroça era minha e era pequena, vinha cheia até à altura dos fueiros com lenha para mim, e só depois é que trazia mais uns paus para eles. Não era fácil, a carroça não tinha travões nem nada, nós não tínhamos força …
- Mas era uma viatura a três cavalos!, acrescenta o Artur, divertido.

Reportando-se a um contexto socioeconómico em que os animais de tração tendiam para ser raros, na sua singeleza narrativa, este episódio reflete a transição do transporte às costas ou à cabeça para a utilização de veículos com rodas que as pessoas puxavam. Começaram por ser em madeira, hoje são metálicos.

As miniaturas encontram-se legendadas com etiquetas que praticamente fazem parte delas, solução interpretativa que ajuda a remeter para as memórias que evocam.



O Artur começou a fazer miniaturas em 2008, como forma de ocupação dos tempos livres, a tradição assim reinventada a partir de um valor contemporâneo. Escolheu o trabalho em madeira, entre outras razões, porque já em pequeno gostava de a trabalhar, sendo ele que fazia as reparações lá em casa, construía as capoeiras, fazia as sebes … Daí a alegria patente na voz, quando há uns anos me dizia, a propósito de consumo, que gostava de comprar ferramentas! O que então entendi como um elogio ao trabalho era, afinal, uma manifestação da vocação artística que veio a concretizar, ele que tão íntimo foi da arte em algumas das suas expressões mais elevadas. Iniciou-se na miniaturização em madeira com um carro de bois “inspirado num que vi lá em sua casa”. Uma grande honra para o carrinho obra do meu pai!

No seu processo criativo, o autor conta com o apoio incondicional e qualificado da Luisa, sua esposa, cuja opinião o pode levar a reformular completamente as peças que constrói, no silêncio recolhido do sótão, e só depois submete à sua consideração.

As miniaturas ocupam a loja da casa do Artur no Colmeal, convivendo, naquele espaço próprio ou próximo do contexto social de produção a que pertenceram, com ferramentas e utensílios autênticos, que foram da sua mãe, e que os irmãos até gostaram de ver expostas.



Num registo de partilha que importa referir, o espaço costuma estar aberto à curiosidade e ao apreço dos visitantes. Funciona para uns como fator de orgulho e pertença, para todos, como núcleo museológico, onde os objetos ganham vida pelo poder da palavra, transformando-se em memória e tornando protagonistas da história as pessoas que os construíram, utilizaram e preservam, no passado e no presente.

Parabéns Artur! Com as suas miniaturas revisitei a infância distante, com elas pensei que saberemos resistir e persistir na senda do futuro. Parabéns também à freguesia do Colmeal, por tantos dotados e devotados filhos, artistas, artesãos e artífices dos mais diversos ramos de atividade.

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 30 de Setembro de 2012. 


27 maio 2010

O melhor da Beira Serra apresenta-se em Lisboa

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Mel, vinho, queijo, azeite e enchidos são apenas algumas das muitas atracções que a Loja Portugal Rural apresenta até ao final da semana
"Sabores e saberes da Nossa Terra" dá o mote para uma semana inteiramente dedicada à Beira Serra, que começou ontem e se prolonga até sábado, em Lisboa. A Loja Portugal Rural, em Campo de Ourique, é o espaço de acolhimento deste evento, que inclui hoje, ao final da tarde, uma mostra de sabores e de cultura. Em causa está uma iniciativa da ADIBER, Associação de Desenvolvimento Integrado da' Beira Serra, que aposta na divulgação promoção e afirmação dos produtos mais característicos da região, particularmente de carácter agro-alimentare também ao nível do artesanato, sublinha Miguel Ventura acrescentando que "mais de 30 produtores estão representados nesta mostra". A primeira semana de promoção dos produtos da Beira Serra em Lisboa aconteceu em Fevereiro de 2006, recorda o secretário da direcção da ADIBER, sublinhando "o êxito" do evento e o "interesse que despertou junto dos próprios produtores, que acabaram por exercer. "força de pressão" junto da ADIBER, no sentido de "repetir esta Semana da Beira Serra. Desta forma, desde ontem e até ao final da semana, em pleno Campo de Ourique sentem-se os sabores e sabores da Beira Serra, uma vez que, explica Miguel Ventura, a Loja Portugal Rural dá prioridade à comercialização e venda destes produtos. Significa que os clientes habituais do espaço quase podem "tropeçar" nos produtos endógenos da região. Aquele responsável destaca, em especial, três lotes" de produtos certificados, que incluem o mel Serra da Lousã, o queijo Serra da Estrela e também o vinho Dão. "São três produtos amplamente reconhecidos e certificados", aos quais se junta uma panóplia de outros produtos" com destaque especial para os agro-alimentares. Miguel Ventura aponta os enchidos de Arganil e de Tábua e, a par do puro Serra da Estrela, queijo de cabra proveniente de Góis ou queijo tradicional de Arganil. Destaque ainda para o azeite, para os licores e compotas e para os tradicionais bolos e biscoitos da região. A esta componente mais gastronómica juntam-se as tradições da Beira Serra, através da presença do artesanato, espaço relativamente ao qual Miguel Ventura destaca os cobres e a latoaria de Oliveira do Hospital, os trabalhos de tapeçaria e linho, as colheres de pau ou os trabalhos efectuados em xisto, só para apontar os casos mais emblemáticos. Miguel Ventura sublinha a presença de "mais de 30 produtores", muitos dos quais já receberem, refere, apoio da ADIBER, no âmbito do programa Leader e, portanto, esta é uma outra alavanca, já não relativamente à produção, mas centrada na. promoção dos seus produtos. Aliás, aquele responsável sublinha que "neste momento, o maior constrangi- mento que este tipo de actividade tem na nossa região, é dar-mos "o salto", uma vez que já. foi feito um grande investimento nas condições de produção". Sem negar que "ainda há muito a fazer", a prioridade está "nas condições de comercialização e distribuição". "Poucos produtores conseguem ganhar escala e chegar, por exemplo, a Coimbra", reconhece, sublinhando que um dos objectivos deste certame . passa, também, por "demonstrar aos produtores que estamos ao lado deles e com eles queremos encontrar as melhores soluções para o escoamento dos seus produtos.
. in Diário de Coimbra, 26/05/2010

22 março 2010

Escola do Colmeal

Reconstituição da antiga escola do Colmeal num belo trabalho em madeira executado pelo Artur Domingos da Fonte. Se olharmos pela janela podemos ver "a menina dos cinco olhos" em cima da secretária da professora. Fotos de A. Domingos Santos

01 março 2010

Lavadouro

No Colmeal há um lavadouro público. Quase sem utilização nos tempos (modernos) de agora. Artur Domingos da Fonte fez este belo trabalho em madeira reproduzindo fielmente o "velho" lavadouro. E como ele diz "tem torneiras e tudo". Foto de A. Domingos Santos