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20 outubro 2008

António Ferreira Ramos

Ainda recentemente estivemos juntos em mais um almoço de aniversário da União, a sua União Progressiva. É um nome que lhe diz muito e que ele se habituou a pronunciar e a servir ao longo de mais de meio século. Veio de propósito para comemorar com a família e os amigos os setenta e sete anos da colectividade, quase tantos como quase os que já viu passar por si. Depois de um dia de alegrias e emoções, regressou ao Colmeal desfazendo as curvas feitas pela manhã. Estava ainda a passar férias com a sua Ilda, na sua "nova" casa ao Canto, ao que se diz o bairro mais antigo do Colmeal. E tudo corria bem até que... querendo trabalhar... "se meteu em trabalhos". O amor à terra e a recordação do que se fazia e de como se fazia antigamente foram mais fortes do que as recomendações e o nosso António teve mesmo que ir "fazer a queimada". Só que as chamas foram mais lestas e matreiras que as suas pernas com oitenta e um anos e o pior aconteceu. Sabemos que o António é forte e que vai encarar estoicamente os próximos tempos, que não vão ser fáceis. Rodeado dos maiores e melhores cuidados, António Ferreira Ramos, o "Barrocas" para os amigos antigos e dos tempos da sua União Progressiva, vai aproveitar o tempo de imobilismo para certamente recordar tempos idos, em que privou e trabalhou com tantos homens bons que ajudaram a modificar a sua terra. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal está com ele nesta fase difícil e todos lhe desejamos, muito sinceramente, o seu completo restabelecimento. Um grande abraço. Força António! UPFC

26 setembro 2008

Crónicas e Memórias

“Crónicas e Memórias” foi a última obra, em dois volumes, do grande jornalista António Lopes Machado, publicado recentemente e que teve a amabilidade e a gentileza de nos fazer chegar com uma dedicatória muito simpática e de apreço pela acção regionalista que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal tem vindo a desenvolver. Colectânea de textos que, segundo ele, foram surgindo e reunidos sem grande preocupação de lhe dar um sentido cronológico. Nasceu na freguesia de Pombeiro da Beira em 1927 e recorda que por altura dos quinze anos andava “nas suas aventuras no volfrâmio”, como tantos outros da sua idade. Chegou a Lisboa “na manhã cedo do primeiro dia de Janeiro de 1945” onde conclui o Curso Complementar do Comércio, já como trabalhador-estudante, em 1951. Em 1959 foi nomeado redactor de A Comarca de Arganil em Lisboa, em substituição de outro grande nome do jornalismo beirão – Luís Ferreira, relacionando-se nessa qualidade com a colónia da Beira-Serra residente na capital, acompanhando o seu Movimento Regionalista através das suas colectividades e iniciativas. Recorda a sua primeira crónica que foi logo publicada em 16 de Junho e que comentava a visita oficial a Lisboa da Princesa Margarida, de Inglaterra. Meio século depois, continua semanalmente a abordar assuntos diversos, quer sejam sobre a vida lisboeta, movimento regionalista ou de interesse histórico. Vem à sua memória neste livro, um convite do Dr. Mário Neves e de ter desperdiçado a carreira de jornalista. Encontra-o mais tarde num almoço da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, com Fernando Costa “que pintava e gostava de escrever” e “recordámos o episódio.” O Colmeal e a União não são esquecidos neste seu trabalho. “Encontro em Óbidos de Colmealenses ” recorda a páginas 115/119 que “Foi aqui que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal, ao comemorar os seus 75 anos de vida, marcou encontro entre os colmealenses que foram de Lisboa com aqueles que vieram de Góis e do Colmeal… local apropriado para tão significativo Encontro, ligando o Regionalismo à Cultura, caminho recomendado às colectividades do género.” António Lopes Machado durante longos anos viajou pelo mundo, e dessas viagens, das suas andanças, foi escrevendo crónicas que reuniu em cinco volumes de Rotas do Universo. Crónicas que fazem parte do acervo da Biblioteca da União e que os colmealenses podem e devem ler. Como dizíamos no almoço comemorativo dos 77 anos da União Progressiva, António Lopes Machado é uma lenda viva e um grande mestre no Regionalismo. Ficamos à espera do seu próximo livro. A. Domingos Santos

20 agosto 2008

Recordação

No após férias e tendo ainda bem presente o envolvente das Festas do Colmeal, mais uma vez saliento a simpatia e carinho com que os Colmealenses recebem quem os visita. E porque foi num passado mês de Agosto (decorria a década de 80) que pela primeira vez visitamos o Colmeal, não posso deixar passar a altura de recordar o nosso anfitrião da ocasião, o “Tio” Alfredo Brás. Cordial e amigo, observador e bom conversador, lembro-me da forma como nos fez conhecer o Colmeal. «Terra pequena e esquecida, nalguns aspectos algo feia, era o espelho muitas vezes sofrido dos antepassados que não deixando “avenidas e arranha-céus” , legaram um património de luta, esforço e sacrifício que representa, além do espírito de sobrevivência, o orgulho de ser Colmealense». E com isto, mostrava: - as pequenas ou minúsculas fazendas que permitiam, com muito trabalho, abastecer as famílias de alguns e parcos produtos que a terra, muitas vezes avara, lhes proporcionava; - as margens muradas do rio Ceira; (quanto suor) - a Cortada e as razões de tal trabalho; (um monumento à perseverança) - o Ribeiro (penso que é assim que se chama), com o aproveitamento das águas da ribeira, os poços e o sistema de distribuição de água, que ainda hoje funciona; (um dos locais mais belos do Colmeal) E era com entusiasmo que chamava a nossa atenção para o que rodeava o Colmeal: magnificas paisagens, montanhas que parecem “parir” as aldeias (Carvalhal, Aldeia Velha e Soito) e sempre o Ceira. Nasceu assim o nosso “namoro” com o Colmeal e o "Tio" Alfredo foi o culpado... Sei que o Alfredo Brás passou pelos Órgãos Sociais da UPFC, sei que amava a sua terra (nela descansa em paz) e sei que gostava de partilhar com todos esta recordação. E neste mês de Agosto de vivências e de encontros, senti a saudade... Até sempre "Tio" Alfredo e, obrigado. Magalhães Pinto