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04 agosto 2009

A água está com sede de água

. Ano de 2070. Acabo de completar 50 anos, mas a minha aparência é a de alguém com 85. Tenho sérios problemas renais porque bebo pouca água. Creio que me resta pouco tempo. Hoje sou das pessoas mais idosas nesta sociedade. Recordo quanto tinha 5 anos. Era tudo muito diferente. Havia muitas árvores nos parques, as casas tinham bonitos jardins e eu podia desfrutar de um banho de chuveiro durante largos minutos. Agora, usamos toalhas embebidas em azeite mineral para limpar a pele. Antes, todas as mulheres mostravam as suas fartas cabeleiras. Agora, raspamos a cabeça para a manter limpa sem água. Antes, o meu pai lavava o carro com a água que jorrava da mangueira. Hoje os meninos não acreditam que utilizávamos a água dessa forma. Recordo que havia muitos anúncios que diziam para CUIDAR DA ÁGUA, só que ninguém lhes dava atenção. Pensávamos que a água jamais poderia terminar. Agora, todos os rios, barragens, lagoas e mantos aquíferos estão irreversivelmente contaminados ou esgotados. Imensos desertos constituem a paisagem que nos rodeia por todos os lados. As infecções gastrointestinais, enfermidades da pele e das vias urinárias são as principais causas da morte. A indústria está paralisada e o desemprego é dramático. As fábricas de dessalinização são a principal fonte de emprego e pagam aos empregados com água potável em vez de salário. Os assaltos por um litro de água são comuns nas ruas desertas. A comida é 80% sintética. Antes, a quantidade de água indicada como ideal para se beber era de oito copos por dia e por pessoa adulta. Hoje, só posso beber meio copo. A roupa é descartável, o que aumenta grandemente a quantidade de lixo. Tivemos que voltar a usar as fossas sépticas como no século passado porque a rede de esgotos não funciona mais por falta de água. A aparência da população é por demais horrorosa: corpos desfalecidos, enrugados pela desidratação, cheios de chagas na pele pelos raios ultravioletas que já não têm a capa de ozono que os filtrava na atmosfera. Com o ressecamento da pele uma jovem de 20 anos parece ter 40. Os cientistas investigam mas não há solução possível. Não se pode fabricar água, o oxigénio também está degradado por falta de árvores, o que diminuiu o coeficiente intelectual das novas gerações. Alterou-se a morfologia dos gâmetas de muitos indivíduos. Como consequência há muitas crianças com insuficiências, mutações e deformações. O Governo até nos cobra pelo ar que respiramos: 137m3 por dia e por habitante adulto. Quem não pode pagar é retirado das “zonas ventiladas” que estão dotadas de gigantescos pulmões mecânicos que funcionam com energia solar. Não são de boa qualidade mas pode-se respirar. A idade média é de 35 anos. Em alguns países restam manchas de vegetação com o seu respectivo rio que é fortemente vigiado pelo exército. A água tornou-se um tesouro muito cobiçado, mais do que o ouro ou os diamantes. Aqui não há árvores porque quase nunca chove. E quando chega a ocorrer uma precipitação é de chuva ácida. As estações do ano foram severamente transformadas pelas experiências atómicas e pela poluição das indústrias do século passado. Advertiam que era preciso cuidar do meio ambiente mas ninguém fez caso. Quando a minha filha me pede que lhe fale de quando eu era jovem, descrevo o quão bonito eram os bosques. Falo da chuva e das flores, do agradável que era tomar banho, de poder pescar nos rios e barragens e beber toda a água que se quisesse. O quanto nós éramos saudáveis! Ela pergunta-me: “Papá, porque é que a água acabou?...” Então, eu sinto um nó na garganta, porque não posso deixar de me sentir culpado por ter pertencido à geração que acabou de destruir o meio ambiente sem prestar atenção a tantos avisos. Agora, os nossos filhos pagam um alto preço. Sinceramente, creio que a vida na Terra já não será possível dentro de muito pouco tempo porque a destruição do meio ambiente chegou a um ponto irreversível. Como gostaria de voltar atrás e fazer com que toda a humanidade compreendesse isto… enquanto ainda era possível fazer algo para salvar o nosso planeta Terra! Autor desconhecido Não queira que um dos seus netos venha a escrever esta carta no ano de 2070. Por isso, faça chegar esta mensagem aos seus amigos e conhecidos. Em cada pessoa que a ler, você estará a criar um pouco de consciência à sua volta. Não nos esqueçamos que “a água está com sede de água”. .

24 outubro 2008

O poste... que fazia chi-chi

Poderá muito bem ser o título de uma nova história para crianças. Não para os pais lerem aos filhos antes de adormecer, mas para os filhos lerem aos pais diversas vezes ao dia. Curiosamente, nota-se que entre os mais pequenos começa a haver uma maior consciencialização e preocupação com o meio ambiente. São eles que por vezes alertam os pais para situações com que se deparam no dia a dia e ficam tristes por nem sempre serem ouvidos e compreendidos. Numa altura em que tanto se fala no aquecimento global, na qualidade do ar que respiramos ou na escassez de bens essenciais como é o caso da água, ainda nos deparamos com situações como a que a foto documenta.

15 setembro 2008

Chafariz... com sorte

Tem torneira e tem água. Há outros que não têm essa sorte. Acontece no Colmeal. Sede de uma das freguesias do concelho de Góis. Foto cedida por Mariana Brás
UPFC

19 junho 2008

Falta de água

Assistimos recentemente nos telejornais ao drama que se estava a viver em Espanha, mais concretamente na zona de Barcelona. A falta de água obrigava ao recurso de meios extra como camiões cisterna, transporte por comboio de contentores e vagões com água e a utilização de dez barcos cisterna. A crise vivida, a pior desde há sessenta anos, levava ao desespero dos catalães por verem as reservas de água descerem aos 20%. A seca já castigava esta região de Espanha há cerca de ano e meio e está considerada como a mais grave desde 1912. A falta de chuva e o caudal dos rios reduzido a um fio de água levaram a que as reservas descessem perigosamente. Tudo isto obrigou a que se tomassem medidas severas e que se pedisse a toda a gente que colaborasse e poupassem água ao máximo. Proibido regar jardins, encher piscinas e lavar automóveis foram algumas das medidas tomadas. As alterações climáticas estão a mudar rápida e silenciosamente o mundo que nos cerca. Vagas de calor, inundações e outros fenómenos meteorológicos são sinais evidentes de mudança que se encontram por toda a parte. Todos nos vamos apercebendo de mudanças quando vemos as andorinhas chegarem mais cedo ou partirem mais tarde, as árvores florirem “antes da época”, ou quando olhamos para as serras e montes que nos rodeiam e reparamos como agora são diferentes do que eram há anos atrás. Ou para o nosso rio e o vemos tão diferente em termos de caudal, o que nos causa bastante tristeza. Os sinais das alterações climáticas são inequívocos. Já todos ouvimos falar das preocupações com os glaciares que derretem, com as vagas de calor (que nós costumamos dizer que “são fora do tempo”…), lagos que vão secando ou gelam mais tarde, o avanço das areias e do deserto obrigando à deslocação de pessoas e animais, o corte desordenado da floresta, de tudo isto vamos ouvindo falar mas parece que nos importamos pouco. Na nossa freguesia, com o abandono da população jovem e o envelhecimento dos que ficam e que vão resistindo, os antigos terrenos de cultivo “estão de relva”, porque os braços já não têm força. Os poços vão secando e as levadas já não nos deixam ouvir o cantar da água na sua passagem. O arvoredo a que nos habituáramos durante muitos anos, com a passagem impiedosa dos fogos foi sendo substituído por outro mais rentável a curto prazo, mas que não teve em conta os prejuízos que viriam a causar em termos ambientais. E basta olhar para uma fotografia com alguns anos e compará-la com a realidade dos dias de hoje para ver a diferença. Como já havíamos referido anteriormente, “estudos realizados há alguns meses revelam que os portugueses já encaram a poupança de água como um hábito diário. Uma das razões apontadas para esta reviravolta é o esforço desenvolvido em termos informativos, nomeadamente através de campanhas de sensibilização que vão alertando a população para a importância deste recurso natural tão escasso.” O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Góis, numa entrevista dada em Janeiro a “O Varzeense” avisava que “a água da rede não é para regar, é para ser poupada, pois é um bem essencial à vida”, o que nos levou a manifestar a nossa disponibilidade imediata para ajudar nessa acção. Os meses de Verão no Colmeal têm sido especialmente críticos pela grande afluência dos seus filhos que ali vão passar uns dias de merecidas férias. Ao longo dos anos foram sendo encontradas diferentes soluções para resolver as deficiências no abastecimento de água, com a procura de novas captações. Ainda em Agosto passado, José Nunes e a sua equipa dos serviços camarários, foram inexcedíveis na multiplicação dos esforços que desenvolveram para que o abastecimento de água ficasse normalizado. Recentemente, na Assembleia de Freguesia realizada no Colmeal, o espectro da falta de água em Agosto foi falado. Mas todos estamos tranquilos e confiantes de que a situação está resolvida e que as pessoas terão consciência de quanto a água é essencial e que deverá ser utilizada regradamente. Não nos devemos esquecer nunca que a água é o sustento da vida. A. Domingos Santos

04 fevereiro 2008

COLMEAL - água em Agosto

"COLMEAL
tem água em abundância


Felizmente o Colmeal tem o problema da água resolvido. Graças ao esforço do pessoal camarário e de alguns populares do Colmeal, foi possível fazer chegar a água da margem esquerda do rio até ao depósito das Seladas, na véspera do Festival. Parabéns à Câmara Municipal por mais esta obra.
Até este momento ainda não se conseguiu esvaziar o depósito e a água, pela primeira vez, chegou com abundância às casas mais elevadas do Soladinho.
Há porém um problema que urge resolver. Junto às nascentes existem duas plantações de eucaliptos. Há que providenciar para eliminar os mesmos, pois, caso contrário, num futuro talvez não distante, o problema reapareceria e a solução seria bem mais difícil."
in Jornal "O Colmeal" n.º 187 - Agosto de 1982



Em Agosto de 1982 era assim...

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Estudos realizados há poucos meses revelam que os portugueses já encaram a poupança de água como um hábito diário. Uma das razões apontadas para esta reviravolta é o esforço desenvolvido em termos informativos, nomeadamente através de campanhas de sensibilização que vão alertando a população para a importância deste recurso natural tão escasso.

Todos nos recordamos dos problemas que se têm vivido na sede de freguesia, nomeadamente no mês de Agosto, com a falta de água.Várias soluções foram surgindo ao longo dos anos, com tomada de água no Ribeiro, na Fontinha, na Panasqueira, no outro lado do rio, no próprio rio, etc.

O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino, em entrevista a "O Varzeense" - 30 de Janeiro de 2008, diz a determinado passo "A água da rede não é para regar, é para ser poupada, pois é um bem essencial à vida."

Será que houve informação para sensibilizar a população? Estamos disponíveis para ajudar nessa acção.



Porque no ano passado foi assim...

UPFC