02 fevereiro 2010

Compromisso

Neste ofício da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, datado de 18 de Outubro de 1962, recordamos o gesto simpático de um grande Colmealense cedendo à colectividade, sem quaisquer encargos, os terrenos que possuía e por onde iria passar a estrada Rolão-Colmeal. O compromisso assumido pela Direcção está bem patente com a assinatura de todos os seus membros e o selo branco em uso na colectividade. Como se pode ler "Posta em discussão esta carta, ficou decidido por unanimidade aceitar as condições impostas pelo Senhor Manuel Braz da Costa Júnior. Esta atitude mereceu de todos os presentes rasgados louvores por demonstrar real espírito de colaboração." A Direcção era liderada por António Santos Almeida (Fontes). Abel dos Santos, o Vice-Presidente. Fernando Henriques da Costa e António Ferreira Ramos, Secretários. João de Deus Duarte, Tesoureiro e os Vogais Alfredo Pimenta Bráz e Eduardo Ferreira de Almeida. Documento cedido por Albano Neves Silva

01 fevereiro 2010

Dia da Freguesia do Colmeal

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Há um ano atrás as colectividades da freguesia do Colmeal, num trabalho conjunto, levaram a efeito na Casa do Concelho de Góis e por convite do Conselho Regional, o Dia da Freguesia do Colmeal. Foi um dia memorável como podemos recordar pelas fotografias que se seguem. .
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Um ano passado após essa grande realização, as colectividades voltaram a encontrar-se para comemorar esse Dia da Freguesia, que por muitos anos ficará na nossa memória. Todos aqueles que mais directamente estiveram envolvidos no evento assinalaram a passagem deste "aniversário" e reuniram-se num almoço em Lisboa. Dirigentes das oito colectividades da freguesia mostraram mais uma vez que é possível trabalhar conjuntamente e como é saudável e proveitoso estreitar os laços existentes entre si.
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UPFC
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Fotos de António D. Santos e Francisco Silva

31 janeiro 2010

José Saramago – Biografia

“Esta é a primeira biografia de um dos escritores mais importantes da história da literatura portuguesa. Através dela acompanhamos a vida de José Saramago, desde o seu nascimento na Aldeia da Azinhaga, Golegã, até à sua mudança para Lanzarote. José Saramago decide dedicar-se à escrita ficcional aos 53 anos e, em 1980, lança Levantado do Chão, onde surge o que viria a ser conhecido como o «estilo saramaguiano»: o narrador «oraliza» a escrita como se estivesse de viva voz numa roda de comparsas e desrespeita ostensivamente as regras sintácticas e a pontuação. Mas é o seu terceiro romance, Memorial do Convento, 1982, que o consagra definitivamente. Em Outubro de 1998, Saramago ganha o Prémio Nobel da Literatura, tornando-se o primeiro e único escritor de língua portuguesa a obter tal distinção. Onze anos depois, continua a escrever e a gerar polémica. Disso é exemplo Caim, o seu último romance, de 2009.” Assim se lhe refere o autor, João Marques Lopes, neste livro acabado de sair e onde nas pouco mais de cento e setenta páginas nos dá a conhecer a vida do escritor. “José Saramago nasce a 16 de Novembro de 1922 na aldeia da Azinhaga, Golegã. Em 1924 os pais mudam-se para Lisboa e aos sete anos, o pequeno José começa a aprender as primeiras letras. Frequenta as escolas primárias da Rua Martens Ferrão e do Largo do Leão. Depois, durante apenas dois anos (1933-1935) continua os estudos ingressando no antigo Liceu de Gil Vicente que ao tempo funcionava dentro do próprio Convento de São Vicente de Fora. No princípio desta década de trinta, apenas um quinto dos portugueses habitava em centros urbanos, cerca de metade da população activa dedicava-se à agricultura, o analfabetismo passava dos 60% e a esperança de vida era somente de 47 anos. Por motivos económicos, abandona os estudos liceais e vai para a Escola Industrial de Afonso Domingues onde no ano lectivo de 1939-40 conclui o curso de Serralheiro Mecânico. Começa a frequentar assiduamente bibliotecas públicas com destaque para a Biblioteca Municipal do Palácio Galveias, ao Campo Pequeno, mas foi na própria biblioteca da Afonso Domingues que ele começa a ler Fernando Pessoa. Datará provavelmente de 1940 o início do namoro de Saramago com Ilda Reis, à qual oferece os seus primeiros versos conhecidos e com quem casa em 1944. Em 1947 publica o romance Terra do Pecado e nasce a sua filha Violante Saramago. Apesar de não ter estado envolvido nos meios oposicionistas durante a campanha de Norton de Matos, em 1949 vê-se compelido a deixar o emprego que tinha na Caixa de Abono de Família do Pessoal da Indústria Cerâmica por desavenças de carácter político. Em 1953, porque um seu romance não teve resposta da editora decide suspender o seu afã de escrever e publicar. Só em 1966 Saramago faz sair Os Poemas Possíveis e em Setembro de 68 começa a escrever regularmente crónicas para o jornal A Capital. Divorcia-se de Ilda Reis em 1970, no mesmo ano em que é fundado o MRPP, onde milita a sua filha Violante. No ano anterior, Saramago entrara para o então clandestino PCP. Com o 25 de Abril vem a trabalhar para os ministérios da Educação e da Comunicação Social. Passa durante alguns meses pelo Diário de Notícias onde foi director-adjunto e depois dedica-se às traduções e à escrita. Publica Levantado do Chão em Fevereiro de 1980, obra que se torna o primeiro êxito de público e de crítica do autor e que vem a ganhar o Prémio Cidade de Lisboa, o primeiro galardão literário realmente importante recebido por Saramago. Memorial do Convento, considerada a sua obra-prima, é publicado em 1982. Seguem-se O Ano da Morte de Ricardo Reis e A Jangada de Pedra. Entretanto conhece Pilar del Rio, jornalista, com quem casa em 1988. A publicação de O Evangelho segundo Jesus Cristo em 1991 vem a originar no ano seguinte uma grande polémica face ao veto do Governo à candidatura do romance para o Prémio Literário Europeu. No ano seguinte vai viver para a ilha de Lanzarote. A partir de 1995 o seu nome começa a circular insistentemente como provável vencedor do Nobel, o que vem a acontecer em Outubro de 1998. A Fundação José Saramago é instituída em 29 de Junho de 2007 e está sediada na histórica Casa dos Bicos em Lisboa. ” Biografia – José Saramago, de João Marques Lopes Guerra & Paz, Editores S.A. 1ª Edição: Janeiro de 2010 José de Sousa Saramago, como já aqui referimos neste espaço, foi casado com Ilda Reis, filha de Adelaide Reis e António Nunes dos Reis, que foram da freguesia do Colmeal. António Nunes dos Reis foi um dos fundadores, e durante muitos anos, dirigente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, colectividade pioneira no regionalismo e uma das mais antigas no concelho de Góis. Também Saramago passou pela União Progressiva tendo sido eleito em Assembleia-Geral de 18 de Janeiro de 1948 para 1º Secretário da Direcção, lugar que mantém até 17 de Dezembro de 1950. Após um breve interregno, volta a ser eleito em 24 de Abril de 1954 para o mesmo cargo onde fica até 27 de Dezembro de 1955. Para a União Progressiva da Freguesia do Colmeal é uma enorme honra ter tido José de Sousa Saramago, um grande escritor e Prémio Nobel, entre os seus dirigentes. A. Domingos Santos

Receitas da Freguesia do Colmeal

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Arroz de Fressura
500 gr. de fressura 1 ramo de salsa 1 ramo de hortelã 1 cebola 4 dentes de alho Colorau q.b. 3 folhas de louro 1 dl de azeite 50 gr. de manteiga 250gr. de arroz
1 dl. de vinho branco Corte a fressura em bocados pequenos e disponha-a num recipiente.
À parte, coloque num tacho a salsa, a hortelã, os alhos e as cebolas picadas, as folhas de louro, a manteiga, o azeite e faça um guisado.
Quando o preparado estiver a ferver, acrescente o vinho branco e a fressura e deixe cozer.
Se tiver um pouco de sangue coalhado do animal (cabra/cabrito) acrescente ao guisado.
Por fim, ao verificar que a fressura está bem cozida, acrescente o arroz e deixe cozer um pouco. A receita apresentada (Arroz de Fressura) foi disponibilizada por uma anónima residente em Aldeia Velha.

30 janeiro 2010

Funeral realizou-se ontem

. O adeus de Góis ao amigo Girão
Das figuras públicas ao mais simples munícipe, foram largas centenas de pessoas que se despediram do ex-presidente, que todos viam como homem bom. Os populares não se cansam de elogiar o homem que, dizem, estava sempre disponível para ajudar. Entre aquele que foi até há alguns meses o presidente da Câmara de Góis, Girão Vitorino, e aqueles com quem se cruzava diariamente na rua, não havia diferenças. Era sobretudo «um amigo», disse ontem um dos muitos munícipes presentes no último adeus ao ex-presidente da Câmara de Góis. A doença – um cancinoma pulmonar detectado há dois anos – foi mais forte e Girão Vitorino não resistiu. Faleceu quinta-feira e ontem foi a enterrar, no cemitério de Góis, depois de uma missa de corpo presente na igreja matriz à qual assistiram largas centenas de pessoas. Da personalidade do homem que foi presidente da Câmara de Góis, o seu povo, aquele a quem serviu durante nove anos, destaca a humildade e simpatia. «Era uma pessoa exemplar», comentava Fernando Barata, no decorrer do funeral do seu antigo presidente, lembrando o tempo em que conheceu Girão Vitorino, na altura em que este começou a trabalhar em Góis por conta da EDP. Conceição Custódio, também habitante de Góis, vai mais longe e afirma mesmo que «toda a gente gostava dele, mesmo quem não era da sua cor política». De facto, diferenças políticas foi o que não se notou existir no funeral do ex-presidente. De uma ponta à outra do distrito, praticamente todos os autarcas fizeram questão de marcar presença no último adeus ao antigo colega. Porque, na verdade, Girão Vitorino foi isso mesmo: um companheiro de profissão. De Oliveira do Hospital a Tábua, passando por Soure, Penacova, Miranda do Corvo, Lousã, Penela ou Pampilhosa da Serra, entre muitos outros presidentes de Câmara, todos estiveram lá, nas cerimónias fúnebres, assim como o governador civil, o presidente da Federação Distrital do PS e muitos outros responsáveis a nível distrital. O secretário de Estado Paulo Campos representou o Governo, mas acabaria por estar em dupla condição. «Venho também como homem da região, que está reconhecido pelo trabalho feito pelo Girão. Toda a sua vida foi um lutador e nesta região os lutadores são precisos», afirmou Paulo Campos, prestando a «homenagem» e «reconhecimento» ao antigo presidente da Câmara de Góis. Lutou por Góis, lutou contra a doença
A simpatia que todos apontam a Girão Vitorino estende-se a Espanha. O alcaide de Oroso, vila geminada com Góis, deslocou-se de propósito para o adeus àquele que diz ter sido «um amigo». O relacionamento com Girão Vitorino começou com o processo de geminação, mas foi muito além disso. «Era mesmo amizade», recordou Manuel Miras Franquilha, afirmando mesmo que desde o momento que o conheceu o achou uma pessoa «muito humana» e «amigo dos seus amigos». Girão Vitorino iniciou a sua vida autárquica em 1977, como vereador e acabaria por assumir a presidência da Câmara de Góis em 2000, com a saída de José Cabeças para a ARS. Manteve esse cargo até 2009, e foi mesmo com alguma dificuldade que o terminou, devido à doença. Diz quem com ele privou mais de perto nesta fase mais difícil da sua vida que ele foi um lutador. Victor Baptista foi um deles. Falando no homem «simples, de trato fácil, mas inteligente e estratega», o presidente da Federação Distrital do PS reconheceu também que «estava em profundo sofrimento». «A natureza roubou cedo Girão Vitorino», lamentou Victor Baptista, recordando o dia de segunda-feira passada, em que esteve com ele no hospital e ele «ainda estava consciente» e com vontade de «regressar por um dia a Góis». «O concelho perdeu um grande homem, o PS perdeu um dos grandes no distrito e eu perdi um amigo», disse, com emoção, o presidente da distrital. Lurdes Castanheira, que acabaria por encabeçar uma candidatura socialista em virtude da doença de Girão Vitorino, recorda os longos anos de amizade entre os dois e tudo aquilo que aprendeu com o antigo autarca. «Foi a pessoa que mais me ajudou a avançar com uma candidatura», reconheceu, considerando ser «um privilégio suceder a um autarca como Girão Vitorino». Qualidades? «A extrema humildade, carinho, dedicação, sentido de filantropia e grande disponibilidade para ajudar», sintetizou a autarca. «Foi sempre um lutador convicto, nunca baixou os braços e foi um autarca exemplar», reconheceu, por sua vez, o governador civil, Henrique Fernandes.
Vozes
Estava sempre disponível. Alguma coisa que nós pedíssemos ele ajudava no que fosse preciso. O Sr. Girão Vitorino lidava bem com toda a gente.” Fátima Neves Habitante de Góis
Góis perdeu um grande defensor das causas do concelho que, não sendo seu natural era seu de adopção. Eu perco um grande amigo.” Helena Moniz Vereadora no último mandado de Girão Vitorino
Girão Vitorino era uma pessoa muito humana e amigo dos seus amigos. Desde o momento em que o conheci que me brindou com a sua amizade.” Manuel Miras Franquilha Presidente da Câmara de Oroso, Galiza, Espanha
Conheci-o no ano de 81, quando vim para Góis trabalhar. Foi uma pessoa com quem tive a oportunidade e o grato privilégio de conviver e aprender.” Lurdes Castanheira Presidente da Câmara de Góis
in Diário de Coimbra 30/01/2010

Uma ideia estratégica para o concelho de Góis

Reflectindo sobre o que seria, segundo o nosso ponto vista, uma estratégia a médio prazo para o Concelho de Góis logo se deparou uma primeira dificuldade. Quando se pretende vender uma mercadoria, e uma ideia estratégica é também uma "mercadoria", logo se tem de imaginar naquilo que a nossa "mercadoria" se distingue da da concorrência. Como o concelho de Góis tem uma história prenhe de personalidades, factos e aspectos que vão da pré-história até aos nossos dias, pareceu-nos eleger a Cultura, como estratégia diferenciadora. Para isso ouvimos personalidades ligadas à Cultura e com profundo conhecimento do concelho. Resumindo e sintetizando. Góis deveria diferenciar-se dos concelhos que o envolvem dando um especial ênfase à Cultura. E, dizem os entendidos, há muito para explorar. Para se desenvolver, como estratégia do desenvolvimento, deveria apontar para o Turismo. Não apenas o turismo de Verão que por efémero, se bem que importante, não é a mola que fará o nosso desenvolvimento. Cuidando da sua cultura, do seu património, das suas tradições, da sua gastronomia, dos seus produtos endógenos, criando eventos bem pensados e capazes de terem repercussão, pelo menos regional, poderíamos conseguir um fluxo regular de turismo que, solidificaria as instituições existentes e abriria possibilidades de novos empreendimentos. É um sonho? Talvez. Mas ficamos à espera de uma estratégia melhor alicerçada e justificada. Editorial do Movimento Cidadãos por Góis

2010 - Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais

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O ano novo está no terreno e na CMMC só pensamos em reencontrar os nossos amigos. Vão ser muitas as oportunidades para nos visitar ao longo de 2010. Tome nota dos eventos já programados: • Assembleia-Geral a 27 de Fevereiro: debate regionalista e da actividade da CMMC, e eleição dos corpos gerentes para 2010 • Excursão à Malhada na Páscoa a 2, 3 e 4 de Abril • Pic-Nic no Parque Florestal do Monsanto em Lisboa a 13 de Junho • Festas de Verão na Malhada a 10, 11 e 12 de Agosto • Comemoração do 57º Aniversário da CMMC a 28 de Novembro Inscreva-nos na sua agenda e apareça. Estamos à sua espera! Saudações Malhadenses! http://malhadaecasais.blogspot.com/

28 janeiro 2010

José Girão Vitorino

Faleceu hoje em Coimbra o antigo presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino, com 62 anos de idade, vítima de doença prolongada. José Girão Vitorino, foi Presidente da Câmara Municipal de Góis no período 2001-2009. Nasceu a 1 de Novembro de 1947, em Formoselha, Montemor-O-Novo, e era Filho de Joaquim Carlos Vitorino e de Cristina Pereira Girão.
Casado com Maria Elisa Guerra Santos, natural de Vila Nova do Foz Côa, exerceu a sua actividade profissional na Companhia Eléctrica da Beiras / EDP, em Lousã, Ourém e Góis.
Foi também presidente da Direcção da Casa do Povo de Góis, tendo participado em elencos directivos da Associação Educativa e Recreativa de Góis, Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Góis e Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Góis.
Para além disso foi eleito vereador em vários mandatos da Câmara Municipal de Góis, alguns deles em permanência.
O seu corpo repousa em câmara ardente no quartel dos Bombeiros Voluntários de Góis, e o seu funeral realiza-se amanhã, sexta-feira [29 de Janeiro], pelas 15h, para o cemitério de Góis. in http://www.rcarganil.com
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A Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal apresenta as mais sentidas condolências aos seus familiares.
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UPFC

Casa do Concelho de Góis

Direcção:
No princípio de mais um ano, a Direcção da Casa do Concelho de Góis fez um pequeno balanço da sua actividade do ano anterior e encontra-se satisfeita com as acções que teve, presenciou e apoiou.
Reunimos com regularidade, elaboramos alguns eventos, representamo-nos sempre que possível em encontros regionalistas e demos “vida” à Casa de todos os goienses em Lisboa, tendo desta forma dado o devido “sinal de vida”.
Como sempre, de segunda a sexta-feira entre as 20:30H e 22:30H encontra-se na Casa uma colaboradora que além de fazer a limpeza também pode fazer a marcação de reuniões e disponibiliza o acesso ao armário da correspondência das colectividades.
A Direcção está presente todos os sábados na Casa das 15:00H às 21:30H para receber todos quantos nos queiram visitar.
A Casa do Concelho de Góis, está e sempre esteve receptiva a disponibilizar as suas instalações para a realização de quaisquer eventos. Contacte-nos, temos um salão que prima pela versatilidade e dimensões invejáveis.
Queremos mudar! Estamos abertos a novas ideias mas para isso é necessário a presença dos nossos conterrâneos e amigos. Também precisamos de “sangue novo” mas fundamentalmente de ideias que sejam compatíveis entre o espírito regionalista e os novos/actuais estilos de vida para que possamos engrandecer, divulgar e promover grandiosa e merecidamente o nosso concelho.
Deixamos aqui uma mensagem aos mais novos:
O regionalismo não é coisa de velhos, é sim, uma forma gratificante e humilde de amar as nossas origens.
Faz-te sócio da Casa do Concelho de Góis!!!
Em Março, teremos a nossa Assembleia-Geral onde iremos submeter à apreciação dos nossos associados, um relatório onde apresentaremos a referida actividade e as contas. Em breve serão enviadas convocatórias e agradecemos desde já a presença de todos os sócios. Conselho Regional:
O Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis reuniu com bastante frequência e empenho debatendo e propondo algumas iniciativas. Do trabalho feito por este órgão que agora terminará o seu mandato, destacamos a comemoração do 80º Aniversário do Regionalismo Goiense tendo-se realizado as festas das freguesias de Vila Nova do Ceira, Alvares, Colmeal, Cadafaz e Góis, esta última que fechou as ditas comemorações.
O Conselho Regional irá reunir em Plenário no próximo dia 20 de Fevereiro às 15:00 na Casa do Concelho de Góis com a seguinte ordem de trabalhos:
Análise e retrospectiva do mandato agora finalizado.
Linhas orientadoras para um próximo mandato.
Outros assuntos do interesse regional do Concelho de Góis.
Convêm relembrar que o Conselho Regional é composto também por todos os presidentes de Direcção das colectividades filiadas, daí a importância da presença de todos. Neste Plenário iremos tratar de assuntos de interesses mútuos para as agremiações e para a causa regionalista.
Também o Conselho Regional quer mudar e adaptar-se aos dias de hoje tendo já abordado assuntos bastante interessantes onde todas as faixas etárias se englobam, sendo eles de carácter regionalista, cultural e regional.
A Casa do Concelho de Góis agradece a atenção de todos.
O Secretário da Direcção da C.C.Góis Henrique Miguel Mendes

26 janeiro 2010

Festa do Bodo

Anteontem, dia 24 de Janeiro, mais uma vez se realizou no Colmeal, o Bodo em honra de S. Sebastião.
Este ano o Bodo pertencia à aldeia do Carvalhal, sendo o seu mordomo Leonel Nunes Henriques.
A cerimónia teve início às 9h 30m com a missa, bênção dos alimentos e procissão. Seguidamente procedeu-se à distribuição dos alimentos à população (pão e figos) e o convívio entre os presentes.
No convívio, havia para além do pão e dos figos, filhós, torresmos, chouriço, farinheira e alguns bolos, acompanhados por vinho branco e tinto e sumo.
Para o ano, a oferta do Bodo pertence à população do Colmeal, sendo o mordomo Carlos Manuel Fontes de Almeida.
Esperemos que muitas pessoas se associem a esta iniciativa e que seja mais um ano de sucesso. UPFC Delegação no Colmeal

Portugal dos Pequenitos há 70 anos a educar e a divertir

. O Portugal dos Pequenitos comemora este ano 70 anos. Inaugurado a 8 de Junho de 1940, este parque lúdico pedagógico é uma referência na cidade, no país e no mundo, fazendo parte das “memórias afetivas” de muitas e muitas gerações. Ao longo deste ano, novos desafios se abrem a este parque, que surge agora com uma imagem mais moderna e que pretende atrair cada vez mais famílias. Os 70 anos do Portugal dos Pequenitos vão ser assinalados ao longo de todo o ano. Apresentado na terça feira, na renovada Sala dos Capelos (réplica da Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra), o programa festivo marca também uma “espécie de viragem” no parque que surge agora com uma imagem mais moderna. Com um “capital afetivo único”, o Portugal dos Pequenitos continua a ser “uma referência da meninice de muitos portugueses”. São essas vivências e essas memórias que a Fundação Bissaya Barreto (FBB) pretende reavivar agora, com as comemorações dos 70 anos da criação deste espaço, idealizado especialmente para as crianças mas que tem atraído pessoas de todas as idades, de todas as áreas do país e de vários do Mundo. Inaugurado a 8 de Junho de 1940, o Portugal dos Pequenitos prepara-se agora para novos desafios. “É preciso modernizar e tocar as crianças e famílias de hoje, sem romper com o passado, com as memórias, histórias e afetos”, sublinhou Ivo Pimentel, assessor do Parque, durante a apresentação do programa de promoção e animação dos 70 anos do Portugal dos Pequenitos. Assim, continua, “numa altura em que as crianças e jovens se estão a habituar a novas atrações e tecnologias é importante criar outros motivos para que as pessoas queiram vir ao Portugal dos Pequenitos”. Trazer as famílias ao parque durante todo o ano, principalmente aos fins de semana, é o grande desejo de Lúcia Monteiro, responsável pelo Portugal dos Pequenitos. Espera que o programa de animação torne este espaço ainda mais dinâmico, atrativo e moderno. Ao longo do ano, os visitantes terão possibilidade de conhecer, individualmente ou em visitas guiadas, o parque, percorrendo todo o vasto património que aí se encontra, desde as réplicas das casas tradicionais portuguesas aos monumentos que marcam a história do país e do Mundo. Podem conhecer também os museus do Traje e da Marinha; assistir a peças de teatro, a reconstituição de histórias e a momentos musicais; participar em vários ateliês e mostras etnográficas; entre outros eventos. Na primeira semana de cada mês, o Portugal dos Pequenitos vai abrir as portas à solidariedade, convidando as instituições a virem ao parque divulgar os seus trabalhos. A partir de agora, para além de um logótipo mais moderno, este parque lúdico pedagógico tem uma nova atração, com a abertura ao público, de forma permanente, da Sala dos Capelos, uma réplica perfeita da Sala dos Capelos da Universidade de Coimbra. Os responsáveis pelo parque estão a apostar na promoção do parque junto do público em geral e também junto das escolas, um público que já é muito habitual nos meses de verão. Para além de toda a programação habitual, de 1 a 10 de Julho, vai decorrer “A Festa dos Pequenitos” e, na época do Natal, de Dezembro até aos Reis, “O Natal dos Pequenitos”. 70 anos a atrair miúdos e graúdos Prosseguir o lema do professor Bissaia é o grande desejo da FBB. “Quisemos pôr as nossas crianças em contacto com o Portugal inteiro, num Mundo de realidades onde tudo é verdadeiro; quisemos que elas aprendessem a conhecer e a amar a nossa Terra; quisemos pôr-lhes diante, motivos nossos, que eduquem a sua sensibilidade, apurem o seu gosto, fortifiquem a sua inteligência”, escreveu um dia Bissaya Barreto, sobre este parque, onde é possível encontrar réplicas em miniatura do que temos no país e no Mundo. O Portugal dos Pequenitos, parque lúdico, pedagógico e turístico, para além de ser um espaço de aproximação de culturas e de cruzamento de povos é também uma mostra qualificada da arte escultórica e arquitetónica que, pela miniatura e minúcia, continuam a encantar pessoas de todas as idades. Idealizado por Bissaya Barreto e projetado pelo arquiteto Cassiano Branco, trata-se de um retrato vivo da portugalidade e da presença portuguesa no mundo, assumindo-se ainda, 70 anos depois, como um referencial histórico e pedagógico de muitas gerações. Construído por etapas, a primeira fase foi dedicada às casas regionais portuguesas, podendo agora apreciar-se, em miniaturas à escala, para os mais novos, as principais tipologias de casas tradicionais, de norte a sul do país, como o Solar do Minho, a Casa da Beira Litoral, a Casa de Évora, a Casa do Algarve, entre outras. Na mesma época, foi construído também o Conjunto de Coimbra, onde se encontram representados os principais monumentos da cidade, como o Páteo das Escolas da Universidade e a Sala dos Capelos. O Portugal Monumental foi construído já na década de 50, encontrando-se aí alguns dos mais característicos monumentos de norte a sul do país, como a Torre de Belém, o Mosteiro dos Jerónimos, o Castelo de Guimarães, o Mosteiro da Batalha, a Janela do Convento de Cristo em Tomar, a Torre dos Clérigos, a Casa dos Bicos, o Arco da Rua Augusta, o Teatro Nacional D. Maria, entre outros. Neste núcleo destacam-se ainda os museus do Traje, da Marinha e do Mobiliário. No início dos anos 60 foi terminada a terceira fase da construção, com a representação gráfica e etnográfica dos países de Expressão Portuguesa.
Zilda Monteiro
O Despertar de 15/01/2010

Senhor da Amargura

Aqui reproduzimos a "Licença para benção da Capella pública com a invocação do Senhor da Amargura, da fregª de Colmeal", datada de 31 de Julho de 1894. Do Espólio de Fernando Costa

Vale do Ceira – AQUI COLMEAL

O homem que projectou a União Progressiva para o futuro Dois meses volvidos após a fundação da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, em 20 de Novembro de 1931 em face de alguns elementos directivos não colaborarem, não comparecerem às reuniões, nem justificarem as ausências, o presidente Joaquim Fontes de Almeida viu-se forçado a renunciar, apresentando a demissão. Decisão certamente difícil. Todavia, tudo aponta ter sido devidamente ponderado, eventualmente dialogando antecipadamente com personalidades já experientes nas coisas colectivas, avistando-se com conterrâneos e previamente assegurando a sucessão, para a novel agremiação regionalista não cair no vazio directivo. Nove dias ocorridos, e pacificamente, em 29 de Novembro tomou posse o segundo executivo da União Progressiva liderado por Manuel Nunes de Almeida, nascido na Malhada em 16 de Setembro de 1900, filho de António Nunes e Ana de Almeida. Pelo ambiente na colónia colmealense residente em Lisboa, maioritariamente radicada na Mouraria, que ainda não tinha absorvido as propagadas virtualidades do movimento regionalista, a Manuel Nunes de Almeida, e aparentemente, não se apresentavam muitas possibilidades de êxito. Porém, coadjuvado por homens tal como ele de rija têmpera e contrariando previsões menos optimistas, não só deu continuidade à União, firmando-a e credibilizando-a junto de outras agremiações congéneres e dos conterrâneos, como foram concretizados dois benefícios de grande importância no sentido da melhoria social dos residentes nas nossas aldeias. Qualquer natural da freguesia, residente na capital ou em qualquer outra localidade do país, para enviar dinheiro a um seu familiar tinha de efectuar a remessa por intermédio dos correios, essa a única forma existente. Todavia, o destinatário para levantar o chamado “valor declarado” tinha de se deslocar à sede concelhia e por montes e vales palmilhar 30 quilómetros (ida e volta), fosse o escaldante Verão ou o rigoroso Inverno da Serra. Certamente Manuel Nunes de Almeida muitos passos deu, inúmeros contactos efectuou de repartição em repartição, mas finalmente em 8 de Julho de 1932, a ordem de serviço nº 196 dos CTT, determinava “que seja ampliado o serviço de valores declarados à estação do Colmeal”. Tal como noutros cursos de água a travessia do ribeiro do Soito era efectuada através de pontão de tábuas de pinho, cujo estado de podridão representava um perigo para a integridade física dos utentes. Os naturais do Soito mobilizando-se, pensaram na substituição mas os fundos económicos não eram animadores e delegando em natural da aldeia foi a problemática apresentada de viva voz à direcção da União Progressiva. O presidente Manuel Nunes de Almeida que conhecia o trajecto como as suas mãos, o qual era também utilizado pelos residentes na Malhada, Foz da Cova e Carrimá, pelo menos para se deslocarem à sede de freguesia para assistirem à celebração da missa dominical, em reunião de direcção, analisado o assunto com a profundidade indispensável, foi deliberado construir-se a ponte em pedra com largura suficiente para o trânsito de carros de bois e carroças que orçou em 5.836$00, integralmente suportados pela agremiação, cujo montante representa hoje umas largas centenas de contos. O empreendimento foi, pois, a primeira obra material. Como tal, um marco histórico na vida da colectividade. Na nossa opinião, após madura análise e anos de meditação ao passado longínquo, consideramos o malhadense Manuel Nunes de Almeida, o dirigente da transição regionalista, do passar das palavras aos actos, o homem que contribuiu decisivamente para projectar a União Progressiva no futuro, o qual faleceu em 7 de Março de 1946, na freguesia do Socorro, em Lisboa. 10 de Abril de 1999
FERNANDO COSTA
Referências bibliográficas: O Colmeal, nºs 55, 112, 117 e 175; Assento de Baptismo, Conservatória do Registo Civil de Góis, no qual está averbado o passamento. in “O Varzeense”, N.º 310, de Junho de 1999 Do espólio de Fernando Costa

Clube de Contadores de Histórias (XV)

As hastes do veado vaidoso
Era uma vez um veado que tinha em grande apreço as suas hastes recortadas, que lhe davam à cabeça um ar de majestade. Quando ia dessedentar-se no lago, tanto bebia como se mirava. — Que gloriosos chifres os meus! Nenhum animal de cornos os tem tão formosos. Em contrapartida, as patas delgadinhas desgostavam-no. Debruçado para a água, comparava-as com a volumosa e artística cornadura, e dizia: — As minhas pernas estão desproporcionadas com os extremos do meu corpo. Não fossem elas assim tão estreitas e eu seria o mais elegante dos animais. Nisto, o veado ouviu, não longe, o uivo de trompas de caça. Ele sabia o que aquela música significava. Fugiu. Caçadores a cavalo perseguiram-no. Corriam os cavalos a galope e corria o veado, com quantas pernas tinha. Ágeis, as pernas, no arremesso do medo, saltavam barrancos, venciam precipícios, quase voavam. O veado só pedia que o vigor das pernas não o abandonasse. Mas, num túnel de ramos, os galhos do veado embaraçaram-se nos troncos e suspenderam--lhe a corrida. Já se aproximavam os cavaleiros. Os belos chifres estavam a deitá-lo a perder. Sentindo-se perdido, o veado deu um sacão ao corpo e metade de um chifre, que estava preso, partiu-se. Deixá-lo. O veado livrou-se. As pernas retomaram a fogosa carreira da salvação e o veado conseguiu escapar dos caçadores. Já livre de perigo, o veado pôs-se a pensar no que lhe sucedera. As pernas, que ele há pouco desprezava, tinham-no salvo. As hastes da sua vaidade por pouco que não o atraiçoavam.
António Torrado www.historiadodia.pt
O Clube de Contadores de Histórias Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar

19 janeiro 2010

Igreja do Colmeal - reabilitação

. "Faz no dia 16 de Novembro do ano corrente quatrocentos anos que o Colmeal foi elevado a freguesia pelo então Bispo de Coimbra D. João Soares. Até essa data dependia do Senhorio e paróquia de Góis. Não sabemos a data certa da igreja paroquial. Sabemos que foi levantada no mesmo local onde existia uma antiga capela dedicada a S. Sebastião, que ficou a ser o orago da freguesia. Embora de modestas proporções, está contudo edificada numa pequena colina em frente ao Colmeal, num lugar tão agradável e airoso que permite ser vista mesmo dos pontos mais distantes da freguesia. A sua construção é de xisto da região; tem a torre do lado direito, cujos dois sinos foram fabricados em Cantanhede por Sebastião Sorrilha, respectivamente nos anos de 1836 e 1855. Tem quatro altares, incluindo o da capela de São José, de construção posterior à da igreja. A imagem mais antiga é a de São Sebastião, feita de pedra e em estilo gótico. A freguesia do Colmeal, se bem que modestamente, não pode deixar despercebida uma data muito importante. Vamos ver se conseguimos perpetuar o quadringentésimo ano da fundação da freguesia com alguns melhoramentos na nossa igreja."
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in Boletim "O Colmeal" Nº 1 de 15 de Fevereiro de 1960 "Para perpetuar esta data tão singular para todos nós, foi inaugurado um sino na torre da igreja, o qual importou em 4.158$80 e foi adquirido por uma subscrição iniciada em Maio passado, pelo nosso jornal. ... Como tivemos já ocasião de observar, todos os melhoramentos efectuados na nossa igreja, nomeadamente o douramento do altar, arranjo das sacristias, compra de alfaias, etc., foram integrados nestas comemorações." .
in Boletim "O Colmeal" Nº 11 de 15 de Dezembro de 1960
Estamos a caminho dos quatrocentos e cinquenta anos. Algumas beneficiações foram entretanto realizadas nestas cinco décadas mas muitas mais há a fazer. No passado mês de Agosto, aquando das Festas de Verão, os mais atentos aperceberam-se de que algo está a ser feito. A maqueta esteve exposta no adro da igreja, próximo da entrada para a Sacristia, e, um quadro evidenciava pormenores do que se pretende levar a efeito. Todos nós sabemos que qualquer obra que se queira executar está sujeita a um conjunto de procedimentos em que a burocracia tem um peso elevado. Também todos sabemos que os Colmealenses nunca se furtaram a colaborar quando para isso são solicitados. Veja-se o que transcrevemos acima, para a compra de um novo sino. Olhemos para a Casa da Residência Paroquial, para o Centro Paroquial Padre Anselmo, para os Balneários da Ponte. Estes três exemplos são bem a prova provada que os Colmealenses estão sempre dispostos e disponíveis para dizer SIM quando é preciso. E as colectividades regionalistas sempre estiveram e continuarão a estar na primeira linha em tudo quanto possa beneficiar as nossas aldeias e os seus residentes. Ninguém gosta de ver a nossa igreja no estado em que ela está. Vamos acreditar que no 450º aniversário a reabilitação da Igreja Paroquial da Freguesia do Colmeal vai ser uma realidade! A. Domingos Santos
Fotos de Francisco Silva