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30 março 2015

CAMINHADA


Foi assim em 2008. O tempo passa tão depressa e nem acreditamos que foi já há sete anos que vivemos um dia ímpar e espectacular nas nossas vidas e na nossa região.
“Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da Escola” foi uma organização conjunta e envolveu a colaboração de várias entidades – União Progressiva e Junta de Freguesia do Colmeal, Comissão de Melhoramentos de Ádela, Associação Amigos do Açor, Centro Social, Comissão de Melhoramentos e Junta de Freguesia de Cepos.

“A escola primária, aquela antiga Escola Primária ali estava de portas abertas para receber de novo os alunos, os seus alunos, que décadas atrás se sentavam nas carteiras para aprender as primeiras letras, a tabuada, os rios e os seus afluentes, as serras, as paragens e os apeadeiros dos comboios, os reis e os seus cognomes, enfim, o que se ensinava e o que tinha que se aprender.” (A Comarca de Arganil, 13Mai2008)




















Café da avó e filhós, numa gentileza do Centro Social, aguardavam os forasteiros que depois se foram esgueirando até Chã da Cabeça, alongando a fila na descida para Ádela até à paragem para reagrupamento e retempero de forças na aldeia de Açor numa simpática recepção da sua Associação, corporizada pela Lisete de Matos e pelo Amílcar de Almeida. Autêntico banquete que a todos surpreendeu e encantou. Depois, foi a continuação até ao Colmeal para o almoço e para a confraternização.

Tal como há sete anos atrás, iremos reeditar o percurso quase na totalidade. As avós dos Cepos vão presentear os participantes com o seu belíssimo café, o “café da avó” e também com as deliciosas filhós como só elas sabem fazer. 

A caminhada “Pelas lendas da Levada dos Mouros”, que se irá realizar no próximo dia 2 de Maio (sábado) aproveitando o fim-de-semana prolongado, terá este ano a colaboração das novas Juntas de Freguesia de Cepos e Teixeira e de Cadafaz e Colmeal, que nos garantirão a necessária limpeza de alguns troços do percurso, Comissão de Melhoramentos de Ádela, Associação Amigos do Açor, União Progressiva da Freguesia do Colmeal e Câmara Municipal de Góis que cederá o transporte para que do Colmeal possamos levar os participantes até Cepos.

No dia 2 de Maio os participantes deverão reunir-se no Colmeal pelas 8 horas, no Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano a fim de tomarem o transporte para os Cepos onde a caminhada terá início cerca das 9 horas. Quem o desejar poderá, pela sua localização, ir directamente para os Cepos. No final haverá retorno garantido.

Solicitamos que procedam à inscrição o mais cedo possível, indicando se participa na caminhada ou se apenas no almoço-convívio, para que possamos garantir a qualidade indispensável numa iniciativa como esta.
As inscrições poderão ser feitas junto da União de Freguesias de Cepos e Teixeira, da Comissão de Melhoramentos de Ádela, Associação Amigos do Açor e, naturalmente, junto da Delegação da União Progressiva no Colmeal – José Álvaro, Catarina e Tiago Domingos, pelos telefones 235761490 (noite), 967549505, 933344904 e 965344190.

A inscrição será de 10 euros. As crianças dos 4 aos 10 anos pagarão apenas 50%.

A UPFC e as restantes entidades envolvidas esforçar-se-ão para proporcionar uma jornada de excelente e são convívio a todos os participantes. A máquina fotográfica será um equipamento obrigatório para além, naturalmente, do calçado apropriado e da roupa leve, de uma cobertura para a cabeça e de uma garrafa com água.
E não esqueça o cajado.

Segundo reza a lenda, a Levada dos Mouros sairia de Cavaleiros ou da Ponte de Cartamil, atravessava Cepos, entrava no Colmeal junto à Ribeira de Ádela e seguia sempre ao lado dessa ribeira até ao Colmeal, onde passaria  pelo Porto Ribeiro, Largo, Senhor da Amargura e Sobral. … A Ribeira de Ádela começa por baixo do Açor, onde se juntam as duas que vêm de Ádela (Ribeira da Fonte Salgueira e do Sangrinheiro). Para uma mais completa informação sugerimos uma consulta em Concelho de Góis Memórias onde encontrarão um excelente trabalho de pesquisa desenvolvido pelo Eng. Nogueira Ramos.

Nas duas aldeias, Ádela e Açor, existem algares atribuídos aos Mouros, mas que, em princípio, resultarão de exploração mineira romana. No Açor, um algar situa-se nos Poços, junto à fonte e a propósito conta-se uma lenda: uma pessoa sonhou três noites seguidas que, naquele lugar, havia um tesouro. Quando foi procurar o tesouro, encontrou, à entrada do algar, uma moura encantada que estava a costurar, utilizando uma tesoura em ouro. Ao ver a pessoa, a moura ficou desencantada, desapareceu e o ouro transformou-se em ferro.

Em Ádela há vários algares. Esperamos poder passar perto de um durante o percurso.
A Comissão de Melhoramentos de Ádela vai receber os participantes na passagem pela sua aldeia, onde se fará o reagrupamento e uma breve “recuperação das forças”, porque depois, rumaremos ao Açor a caminho do almoço no Parque de Merendas das Seladas, no Colmeal.

“Os nossos trilhos, os da Ribeira de Ádela, estão à espera que os voltemos a descobrir para que ao percorrê-los de novo, possamos reavivar a meninice guardada nas gavetas e baús das memórias de cada um de nós.” (Lisete de Matos, “Os nossos trilhos…” blogue da UPFC, 19Abr2008)
Também em A Comarca de Arganil de 15Mai2008, Lisete de Matos apresentou um seu “olhar” sobre a caminhada “Trilhos da Ribeira de Ádela”, num excelente texto com uma abordagem muito interessante sobre o social e o económico, a flora e a fauna. Um “olhar” muito atento e pormenorizado que merece ser lido, o que poderá fazer em Concelho de Góis Memórias.   

A sua participação será fundamental para o sucesso desta iniciativa.
Venha! Conte connosco! Nós contamos também consigo!

A Organização

Fotos dos Arquivos da UPFC

31 julho 2014

Foi há 120 anos



Faz hoje precisamente 120 anos que foi concedida a licença para a bênção da Capela do Senhor da Amargura, “Dada em Coimbra aos 31 de Julho de 1894”.


Como se pode ler no documento pertença do Arquivo da Diocese de Coimbra e de que a União possui fotocópia “Fazemos saber que a Junta de parochia da freguesia do Colmeal, desta Diocese, nos apresentaram que tendo mandado edificar na mesma freguesia uma Capella pública com a invocação do Senhor da Amargura, para n’ella se celebrar o Santo Sacrifício da Missa e mais outros actos religiosos, pretendia que a mesma Capella fosse benta.”

“…observando-se n’esse acto todas as formalidades que recomendam as Leis da Santa Igreja e o Rirual do Santo Padre Paulo Quinto, e bem assim concedemos licença para na sobredita Capella depois de benta se celebrar o Santo Sacrifício da Missa… de que tocará sempre o sino annunciando a celebração do Santo Sacrifício…”


Foto e documento dos Arquivos da UPFC

10 julho 2011

Comando… também come sopa



Na última caminhada “Na rota dos moinhos” realizada em Maio passado e depois de muito ter trabalhado, o “Comando” Artur da Fonte sentou-se, descansou um pouco e comeu regaladamente uma sopa serrana para retemperar as forças. Foi no convívio no Parque de Merendas das Seladas.

Foto de A. Domingos Santos

26 janeiro 2010

Senhor da Amargura

Aqui reproduzimos a "Licença para benção da Capella pública com a invocação do Senhor da Amargura, da fregª de Colmeal", datada de 31 de Julho de 1894. Do Espólio de Fernando Costa

04 fevereiro 2009

20 anos depois...

"No dia 4 de Fevereiro, no Santuário do Senhor da Amargura, realizou-se o enlace matrimonial do Sr. Mário Alves Longuinho, filho do Sr. António Longuinho e da Sr.ª D. Maria Albertina Alves Longuinho, da povoação da Cabreira (Góis), com a menina Anabela de Almeida Domingos, filha de António Domingos (já falecido) e da Sr.ª D. Maria Luísa, do Loural e freguesia do Colmeal. Apadrinharam o acto: pela noiva, a Sr.ª Dr.ª Aurora Henriques Brás e o Sr. Dr. Álvaro Brás; pelo noivo, o Sr. José Manuel Alves Longuinho e sua esposa, Sr.ª D. Maria Helena Alves Neves. Após a cerimónia, noivos e convidados seguiram em cortejo para a Cabreira, terra do noivo, onde lhes foi servido um banquete no Centro de Convívio, durante o qual se brindou pelas felicidades dos noivos." in "O Varzeense", de 15 de Fevereiro de 1989 Parabéns aos "noivos".

27 dezembro 2008

Senhor da Amargura

A preto e branco ou a cores, não teremos dúvidas de que se trata do Senhor da Amargura, Santo em que os Colmealenses têm grande devoção. Acontece, no entanto, em diversas publicações e promoções turísticas do concelho e da região, fazer-se referência a "Nossa Senhora da Amargura". Confiamos que futuramente seja prestada uma informação mais cuidada. Fotos do espólio de Fernando Costa