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terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Freguesia do Colmeal - Reforma da Administração Local





No passado sábado, dia 11 de Fevereiro, as colectividades regionalistas da freguesia do Colmeal responderam afirmativamente ao convite formulado pelo seu Presidente da Junta e comparecerem na Casa do Concelho de Góis para, em conjunto, se analisar a proposta de Reforma da Administração Local.

Carlos da Conceição de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, acompanhado de José Brás Victor, secretário da mesma Junta e de Manuel Martins dos Santos, deputado na Assembleia Municipal de Góis, antes de iniciar a sua intervenção, propôs um minuto de silêncio em memória de Manuel Simões Júnior, grande regionalista e que havia falecido na véspera.

Foi pelo senhor presidente da Junta de Freguesia feita uma apresentação dos pontos mais importantes e também dos que mais polémica e preocupações poderão causar e que constam do denominado Documento Verde da Reforma da Administração Local.

Analisada igualmente a proposta de lei, que se encontra ainda em versão de trabalho, mas que é considerada mais gravosa que o referido documento verde.

Os dirigentes presentes, que representavam todas as associações regionalistas da freguesia, nas suas várias intervenções foram esclarecendo algumas situações e manifestaram a sua enorme preocupação quanto ao desfecho de todo este processo.

A solidariedade colectiva existe e é evidente na firme defesa da manutenção da nossa freguesia. Não só pela acção das colectividades regionalistas, mas também pelo trabalho já desenvolvido e a desenvolver pela Junta de Freguesia e pela Assembleia de Freguesia do Colmeal.

A união dos Colmealenses é fundamental em todo este processo.

A. Domingos Santos

Fotos de Francisco Silva

domingo, 11 de julho de 2010

Há que evitar...

A experiência mostra-nos que nem sempre as Comissões de Festas escolhem os melhores locais para colocação dos seus cartazes. A presente foto permite-nos tirar essa conclusão. A degradação visível na placa de sinalização é a prova de que o sítio para o cartaz não terá sido o mais aconselhável. Vamos todos evitar repetir estas escolhas! Foto de A. Domingos Santos

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dia da Freguesia do Colmeal

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Há um ano atrás as colectividades da freguesia do Colmeal, num trabalho conjunto, levaram a efeito na Casa do Concelho de Góis e por convite do Conselho Regional, o Dia da Freguesia do Colmeal. Foi um dia memorável como podemos recordar pelas fotografias que se seguem. .
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Um ano passado após essa grande realização, as colectividades voltaram a encontrar-se para comemorar esse Dia da Freguesia, que por muitos anos ficará na nossa memória. Todos aqueles que mais directamente estiveram envolvidos no evento assinalaram a passagem deste "aniversário" e reuniram-se num almoço em Lisboa. Dirigentes das oito colectividades da freguesia mostraram mais uma vez que é possível trabalhar conjuntamente e como é saudável e proveitoso estreitar os laços existentes entre si.
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UPFC
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Fotos de António D. Santos e Francisco Silva

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Dia da freguesia do Colmeal

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Foi há uma semana e ainda não se calaram os ecos que nos continuam a chegar das mais diversas formas. Estamos todos de parabéns: as colectividades envolvidas que demonstraram como é possível trabalhar em conjunto, a Junta de Freguesia que desde a primeira hora se disponibilizou para assegurar o transporte desde a sede de freguesia e todos aqueles, que muitos foram, a comparecer na Casa do Concelho de Góis, pequena demais para receber tantos Colmealenses. Dois autocarros vieram da sede da freguesia. Foi um dia memorável que nunca mais ninguém vai esquecer. José Dias Santos, presidente da casa concelhia, nunca tinha visto a “sua casa” tão cheia. Mesmo a transbordar. Salão, salas de entrada, corredor, piso inferior, escadas de acesso e também na rua os Colmealenses acotovelavam-se para conseguir um lugar. Era de todo impossível. Desde muito cedo que o salão ficou repleto. Nas salinhas da entrada e também no piso inferior os artesãos expunham os seus produtos e os seus trabalhos. Quadros, tapetes, casas em xisto, mel, aguardente, medronho, queijo, broa, filhós, castanha pilada, vinagre de mel, medronho com mel, bijutarias, rendas, artigos em lã, etc., foram objecto de grande procura, sendo que muitos destes produtos esgotaram. O salão principal estava completamente transfigurado. As habituais fotografias foram retiradas para dar lugar à exposição de quadros de Fernando Costa, gravuras de Ilda Reis, ponto de cruz em quadrilé de Silvéria Dias, azulejos e pinturas de Paula Ramos e Diana Ramos. Uma colecção de fotografias com paisagens das várias aldeias e casais “forrava” parte das paredes. Também Josefina de Almeida esteve representada com cinco obras suas, na sala de entrada. Uma espectacular construção em xisto, com iluminação, de Mário Mendes Domingos, esteve patente ao público durante todo o encontro. Aberta a sessão, o Sr. Dr. Luís Martins, presidente do Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis, depois de agradecer a presença de todos naquela realização solicitou um minuto de silêncio em memória do sócio número um da Casa Concelhia, Sr. Graciano Marques. Sentia-se orgulhoso por ver a casa cheia. Isso queria dizer que “quando se chama pelo regionalismo ele ainda está presente”. Não deixou de manifestar a sua preocupação pela dificuldade que se sente em cativar a juventude. Expressou a sua felicidade por ver como as comissões de melhoramentos da freguesia do Colmeal trabalharam em conjunto e por tornarem possível a grandiosidade deste “Dia da Freguesia”. José Dias Santos, presidente da Casa do Concelho de Góis, depois de cumprimentar a mesa e todos os presentes, e muito em especial os que se deslocaram da freguesia, referiu que a Casa “é a parte que o concelho de Góis tem em Lisboa para receber todas as pessoas do concelho e que está sempre ao dispor de todos”. A Dr.ª Lourdes Castanheira, representante da ADIBER, referiu-se às vicissitudes da freguesia do Colmeal, ligada ao mundo rural e com um défice populacional. Falou do envelhecimento dos seus residentes e da desertificação. “Também tem, apesar de tudo, algumas potencialidades. Recursos naturais onde se destaca a energia eólica, uma mais valia para a freguesia”. Falou ainda do novo programa comunitário que veio substituir o LIDER+ e que estará à disposição de todas as colectividades e instituições. Terminou felicitando o ressurgimento do Rancho Serra do Ceira. Henrique Braz Mendes, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, sentia-se orgulhoso de ver a casa cheia. Agradeceu “o empenho que tiveram todas as colectividades da freguesia na realização deste encontro da gente do Colmeal”, e realçou ainda “a força e união da colectividade da União Progressiva da Freguesia do Colmeal”. Dr.ª Lisete de Matos, presidente da Assembleia de Freguesia do Colmeal, cumprimentou a todos e as restantes freguesias do concelho e saudou ainda os concelhos que se “irmanam com o concelho de Góis na problemática do regionalismo, porque tiveram os mesmos problemas e a mesma experiência”. Demonstrando muito apreço pela iniciativa, salientou e enalteceu o esforço do voluntariado colocado ao dispor do regionalismo, terminando com os seus “parabéns aos promotores”. Helena Moniz, Vereadora da Cultura da Câmara Municipal de Góis, após transmitir os cumprimentos do edil, ausente por compromissos já assumidos anteriormente, falou sobre regionalismo não esquecendo “as pessoas que em tempos multiplicaram esforços para que os povos pudessem usufruir das infra-estruturas básicas para a melhoria da sua qualidade de vida”. Continuou, alertando para que “neste princípio de século chegou o momento de olharmos em frente e planearmos o futuro. As dificuldades são outras e revelam um cariz sócio cultural diferente”. Realçou o trabalho da União Progressiva da Freguesia do Colmeal que “tem desenvolvido interessantes e inovadoras actividades de promoção turística, social e cultural”, reafirmando que “interessa que o nosso território defenda a sua identidade, a sua especificidade e preserve as suas memórias, vivências e tradições reavivando a sua memória colectiva”. José António Pereira de Carvalho, presidente da Assembleia Municipal de Góis, relembrou os tempos idos do PREC em que a população da freguesia do Colmeal se opôs à retirada das placas toponímicas existentes e que faziam referência a eventos ou a personalidades ligadas ao anterior regime. Em seu entender “povo que não regista a sua história não tem nada para transmitir às gerações futuras”. “Muito se fez graças à intervenção das «Comissões» que, com sede estabelecida nesta Casa do Concelho de Góis, levou ao aparecimento de grandes figuras do Regionalismo, razão pela qual considero estas Instituições como fundamentais no desenvolvimento e progresso das suas terras”. António Domingos Santos, presidente da Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, em nome de todas as colectividades da freguesia, cumprimentou os elementos da mesa e dirigiu-se a todos quantos enchiam a sala. Uma palavra especial para a imprensa regional que tem tido um papel muito importante como “voz” dos regionalistas e das suas aspirações ao longo de décadas. Recordou o convite feito pelo Conselho Regional e o desafio a que se propusera no sentido de ter todas as colectividades da freguesia a seu lado, o que conseguira. Foi um trabalho de equipa, feito com alegria e entusiasmo, que culminou com esta enchente de conterrâneos e amigos, alguns dos quais das restantes freguesias e dos concelhos vizinhos de Arganil e Pampilhosa da Serra. Referindo-se ao programa proposto para este “Dia da Freguesia do Colmeal” realçou o papel importante dos artesãos que tinham vindo das várias aldeias e casais com os seus produtos tão genuínos. Solicitou aos presentes para que aproveitassem a oportunidade para os adquirir, pois seria um incentivo para quem os produziu. Recordou Fernando Costa e Ilda Reis, dois artistas colmealenses desaparecidos mas ali presentes com obras suas, que já estiveram expostas nos quatro cantos do mundo. Não querendo e “evitando repetir temas” que seriam tratados no decorrer da programação, foi transmitindo a sua satisfação pelo trabalho de grupo, não deixando de recordar e sugerir uma visita demorada e atenta às exposições patentes no andar inferior – fotografias dos mais belos recantos das nossas aldeias, recortes da imprensa regional, fotografias e documentação antiga das colectividades. Depois de aludir às próximas intervenções e da apresentação do livro “Memorial” da União, deu grande enfoque ao reaparecimento do Rancho Serra do Ceira, que parece estar de novo no bom caminho e na senda de novos êxitos. Henrique Mendes, António Duarte e Miguel Mendes, três épocas, três visões diferentes de regionalismo, captaram em seguida a atenção dos presentes. Recordados os tempos difíceis que os primeiros regionalistas encontraram, os muitos entraves com que passo a passo se iam deparando para conseguirem as estradas, a água, a electricidade, escolas, o posto médico, o telefone, o saneamento básico, etc. O entusiasmo, o empenho, a falta de meios e de dinheiro, que sempre se ultrapassava com a vontade férrea que caracterizava os nossos regionalistas, foram postos em relevo. Uma nova visão tendo em atenção as oportunidades e as ameaças que se colocam nos tempos actuais, numa tentativa de combater a desertificação que se vem sentindo nas nossas aldeias. É imperativo dar vida às nossas aldeias, atrair novos investidores e manter uma constante pressão junto das entidades locais. Realçado o papel importante que se viveu para a concretização deste “Dia”, reunindo as colectividades e fazendo um trabalho conjunto, que se espera venha a ser o início de um novo período no regionalismo da freguesia do Colmeal e no concelho de Góis. António Domingos Santos fez seguidamente a apresentação do “Memorial” da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Tal como o título indica, neste livro recordam-se todos os que ao longo da vida da colectividade passaram pelos seus corpos sociais. Não é a história da União. Talvez um dia se reúnam as páginas dispersas dos seus setenta e cinco anos e se faça o seu “Historial”. Será tudo uma questão de tempo e de oportunidade. Tendo convidado para a mesa homens e mulheres que fazem parte da vida da União como Horácio Nunes dos Reis, José Nunes de Almeida, Manuela Costa ou Antonieta Fontes, a primeira mulher a ser eleita para um cargo na colectividade, António Santos agradeceu a Lisete de Matos e à Gráfica que produziu o livro, toda a colaboração prestada para o que o “Memorial” ali pudesse ser apresentado. Como diz Lisete de Matos na nota de abertura “Setenta e cinco anos volvidos sobre a data da sua constituição, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal está de parabéns por preservar no esforço de bem-estar e convívio, cultura e reforço da identidade. Também pela homenagem que presta aos seus antecessores, segura das exigências do presente e de que não há futuro sem memória do passado”. Este “Memorial”, livro da responsabilidade da Direcção da UPFC “é uma homenagem simples como simples foram também aqueles que pensaram e criaram a União”, que, é considerada como “um alfobre e uma escola de regionalistas. Um exemplo que era seguido atentamente pelas outras colectividades”. Já com a voz embargada pela comoção, pediu uma forte salva de palmas “para todos quantos figuram no “Memorial” a quem prestamos o nosso profundo agradecimento e a nossa homenagem”. Com “Viajando pela Freguesia” todos tiveram oportunidade de ouvir textos alusivos a cada uma das aldeias e seus casais e ver fotografias lindíssimas dos recantos que nem todos conhecemos. Foi um período bastante interessante para intervalar um pouco a série de intervenções. Trabalho desenvolvido por cada uma das comissões e que servirá como roteiro futuro para mostrar o que de melhor e mais bonito temos para apresentar a quem nos visita. Lisete de Matos, autora de vários livros e de artigos na imprensa regional, apresentou o tema seguinte “Regionalismo e o Futuro”. Referiu-se às “migrações como uma das componentes estruturais da nossa sociedade e como sendo uma resposta às difíceis condições de sobrevivência nas regiões rurais”. O êxodo que se verifica em toda a freguesia e na região, o que provoca o começo da desertificação que hoje se sente – “a população parte à procura de melhores condições de vida…, partem os homens que vão chamando os que ficaram”. Mas verifica-se sempre uma “ligação dos protagonistas às origens… e o valor que atribuem à terra-solo, o Regionalismo, enquanto movimento associativo específico dos migrantes da zona, e singular nos seus objectivos”. Um poema “Ser Regionalista”, muito bem elaborado e enquadrado no tema, de autoria de Fernando Tavares Marques, e lido por Lucília Silva e Nuno Santos, preencheu o espaço seguinte. Percebia-se algum nervosismo entre os elementos do Rancho Serra do Ceira que se preparavam para a sua primeira apresentação em público após algum tempo de paragem. Criado pelo padre Manuel Pinto Caetano, o Serra do Ceira foi “deslizando” pela freguesia do Cadafaz até se fixar no Esporão onde se foi mantendo até à imobilidade. Com pessoas interessadas e entusiasmadas na freguesia do Colmeal, jovens e menos jovens estão disponíveis para que o Rancho seja de novo uma realidade. Trabalha-se afincadamente para que voltem a viver-se momentos de felicidade e de sucesso que muitos de nós recordamos com saudade. A sala foi generosa nos aplausos com que os recebeu e numa primeira ajuda para a compra de fatos e de algum equipamento. A solidariedade beirã mostrou mais uma vez do que é capaz. Seguiram-se os “Sons da Malhada” que, com as suas vozes e o seu instrumental, alegraram todos quantos mantinham a sala repleta e que já os esperavam ansiosamente. Depois, a sala transfigurou-se novamente, agora para o jantar volante que foi servido a cerca de trezentos convidados. A finalizar, o baile serrano. Para o Colmeal partiam entretanto todos aqueles que partilharam o “Dia da Freguesia” com os que habitualmente moram na área da Grande Lisboa. Uma palavra de agradecimento para todos quantos colaboraram nesta realização, com relevo para a equipa que tomou conta da cozinha. Uma palavra muito especial para a grande ajuda que nos deram os nossos amigos e conterrâneos da “Mimosa”, “Guardanapo” e “Chopinho” e também um obrigado grande para a gerência da Seriposter pelos meios que nos disponibilizou. Um dia memorável. Graças ao empenho das Comissões de Melhoramentos do Soito, de Ádela e de Malhada e Casais, da Associação Amigos do Açor, da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais, do Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado, da União e Progresso do Carvalhal e da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. A união foi possível! UPFC

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Dia da Freguesia do Colmeal

A azáfama intensificou-se nos dias anteriores e uma apreciável equipa de voluntários tomou conta da Casa do Concelho. Retirar quadros e colocar quadros. Preparar painéis com fotografias, recortes da imprensa regional e documentos antigos. Arrumar a sala e testar equipamentos. Optimizar o espaço para a Mostra/Venda de artesanato e produtos locais. Começar a tratar da logística para o jantar volante. Tudo se foi fazendo com boa disposição e alegria.
Os dois autocarros vindos da freguesia "entopem o trânsito" na Rua de Santa Marta. As bandeiras juntas espelham a união que se desenvolveu para a concretização deste Dia da Freguesia do Colmeal. O artesanato e os recortes da imprensa regional atraem a atenção dos que vão entrando. A sala está bem composta. Mais não cabem.
O Presidente do Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis iniciou a sessão. Seguiram-se as intervenções dos restantes elementos da mesa, tendo o Presidente da Colectividade convidada e a mais antiga da Freguesia do Colmeal, encerrado a primeira parte do programa. Depois de apresentadas três visões diferentes do regionalismo seguiu-se o lançamento do livro "Memorial" da UPFC.
Visitadas as nossas aldeias e casais, numa projecção com centenas de fotografias e textos alusivos, seguiram-se uma intervenção sobre o "Regionalismo e o Futuro" e a leitura de um poema. O Rancho Serra do Ceira mostrou já algum trabalho e recebeu o carinho e o aplauso dos presentes. Um jantar volante depois dos Sons da Malhada serviu para mais confraternização e descontracção. E mais tarde foi o adeus e o regresso a casa. UPFC

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Dia da Freguesia do Colmeal

(clicar nas imagens para ver o nosso convite e programa)
"MEMORIAL" da União
É já neste sábado, dia 31, que a Casa do Concelho de Góis vai acolher os Colmealenses. A sessão de abertura marcada para as três da tarde dará início a este Dia da Freguesia do Colmeal. Uma "Mostra de artesanato e produtos locais", numa expressiva representação da freguesia, estará patente durante toda a tarde, para que todos possam apreciar e adquirir produtos da nossa região. Exposições de pintura, de fotografias, de recortes de imprensa regional e de documentos das colectividades, estarão disponíveis nos dois pisos da Casa do Concelho e deverão merecer a melhor atenção dos visitantes. Iremos assistir a três intervenções curtas, de três gerações que têm "militado" no regionalismo e que muito naturalmente o vêem de três maneiras diferentes. Será apresentado o livro "MEMORIAL" dos 75 anos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Uma homenagem justa a ser feita neste dia tão especial para a nossa freguesia e para as nossas colectividades. Uma projecção de fotografias levar-nos-á a percorrer toda a nossa freguesia e a apreciar a sua beleza e encanto. "Regionalismo e o Futuro" será o tema seguinte, certamente apaixonante. Uma participação poética sobre a freguesia e depois o Rancho Serra do Ceira, agora numa nova fase da sua vida. Haverá naturalmente música de outros tempos e muito entusiasmo. Depois de um jantar volante ainda vamos animar mais um pouco com um baile serrano. As oito colectividades da freguesia do Colmeal esperam por si. Não falte! Porque vai valer a pena!
UPFC

domingo, 25 de janeiro de 2009

Ecos da caminhada do regionalismo Goiense

Ainda ribombam, por essas serras fora, os ecos dos festejos realizados pela Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, na Casa do Concelho de Góis, que tão boa imagem deixou de si ao homenagear, com todo o merecimento, os fundadores pioneiros deste movimento, em representação da Freguesia de Alvares. Já a União Progressiva da Freguesia do Colmeal e congéneres da mesma freguesia, se encontram envolvidos de grande entusiasmo para uma representação digna dos seus pergaminhos, que não os deixe atrás das outras freguesias já representadas. Face aos sinais dos preparativos em marcha que vão chegando ao nosso conhecimento e dos representantes envolvidos nesta demanda, é de esperar uma prestação ao nível das anteriores por parte dos regionalistas desta Freguesia, agendada para o dia 31 de Janeiro próximo. Esta energia, já conseguiu uma dinâmica difícil de conter. Activou, de forma visível, o fervor serranos levando-o ao mais alto esplendor e reacendeu, de novo, a chama regionalista capaz de brilhar e tocar os colmealenses, ao ponto de não deixar ninguém indiferente. Este movimento, com os seus altos e baixos, tem vivido sempre do entusiasmo que lhe é incutido por alguém que lhe tome a sua dianteira. Este reacender da chama regionalista, tal como o "renascer da Fénix", pode ter o impacto desejável numa época de triste apatia, para não dizer de total desânimo, quando as vozes menos confiantes apontavam um baixar de braços assustador e os descrentes habituais ditavam já o fim do movimento que ainda tem um largo caminho a percorrer. Será bom entender que, apesar da posição que em tempos defendemos, o regionalismo terá sempre boas razões para existir enquanto formos um povo migrante, pois foi dentro desta sua condição que ele nasceu e se ergueu. A sua energia positiva está por isso no seu seio. Face aos augúrios promissores, ditados pelos ecos do entusiasmo chegados até nós, o Conselho Regional regojiza-se pelos resultados alcançados e por outros que estão em marcha, promovendo a vinda dos regionalistas goienses à Casa Mãe, em articulação com as colectividades e Juntas de Freguesia, contribuindo assim para um sentimento de unidade tão necessário num Concelho extenso e disperso, e uma maior visibilidade deste regionalismo que tanto merece. Com esta iniciativa implementada no decorrer do presente ano, o Conselho Regional quais dar um contributo sério e abrangente para um novo despertar de ânimos nos habitantes dum Concelho deprimido, pobre de recursos e quantas vezes ignorado, na esperança de que uma nova luz resplandecente vá surgir.
Adriano Pacheco in Jornal de Arganil, de 22/01/2009

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

Comissão de Melhoramentos do Soito
“Em Carta Aberta, publicada na imprensa local, em 1954, de uma Pró-Comissão de Melhoramentos de Soito, endereçada aos seus conterrâneos, pode ler-se: “… Tentando modificar esse estado de coisas (…) comunicamos estar em organização, em Lisboa, uma Comissão de Melhoramentos (…) que, para nós, soitenses, representará não só a união de ausentes e residentes da terra, como a possibilidade de tornar esta mais progressiva e, se possível, mais linda.” Dos seus fundadores, seriam então eleitos, Marcelino Antunes de Almeida, Abel Nunes de Almeida e Urbano Nunes Marques, para presidentes, respectivamente, da Assembleia-Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal. Poucos dias depois, em 7 de Dezembro desse mesmo ano, anunciava-se, “… reuniu-se a Comissão de Melhoramentos do Soito (…) tomou-se conhecimento da aprovação dos estatutos (…) deliberou-se recomeçar com a construção do caminho do Corgo ao Ventoso, pelo Portomuro, cuja passagem do ribeiro (poente) o consócio Sr. Abel Nunes fará à sua custa. Para fazer face aos encargos e dada a fraca disponibilidade financeira da Comissão, resolveu abrir-se uma subscrição…”. Na história da instituição, podemos distinguir duas fases. Na primeira, desde a fundação até meados de 1980, há a destacar, entre outras acções: colaboração na construção do lavadouro público e no troço de estrada que liga a aldeia à estrada Colmeal-Rolão, calcetamento das ruas da aldeia, com o apoio do estado e das autarquias, e empenhamento para a electrificação da aldeia. Depois de um período de actividade reduzida, verifica-se grande animação, a partir de 1999, com eleição de uma nova Direcção, cuja acção tem sido voltada sobretudo para a união das pessoas, através da promoção de actividades recreativas e culturais, bem como a recuperação e construção de espaços de lazer e cultura. Neste período, é de salientar: a recuperação da antiga fonte, a “Fonte Velha”, a ampliação do largo junto à capela, actualmente a sala de visitas da aldeia, e a aquisição e recuperação de uma antiga casa em ruínas, com dois pisos, destinada a animação cultural, convívio e espaço museológico de temática rural, inaugurado em 2 de Novembro de 2002. Tem havido a preocupação na utilização de materiais tradicionais (pedra da região e madeira), incentivando as pessoas também a fazê-lo nas suas obras particulares, de modo a conservar o património da aldeia. Com uma direcção jovem, empenhada em valorizar a povoação, sente-se grande entusiasmo e boa imaginação. Agora, são apenas 13 os residentes permanentes, enquanto que, na Grande Lisboa, os elementos da família soitense são estimados em cerca de 300. “As pessoas de lá são as que menos acreditam naquilo, foram muito castigadas. Têm que ser os de fora…” dizem os actuais dirigentes, com o apoio dos seus cerca de 150 associados. E não lhes faltam ideias e projectos, a realizar a curto prazo, para poderem proporcionar um futuro melhor, não apenas aos actuais moradores, mas a todos que para lá queiram voltar e lá vão periodicamente: o preenchimento do espaço museológico já criado, com o objectivo de conservação da sua cultura e memória colectiva, a dinamização de actividades culturais, o embelezamento da aldeia, nomeadamente com plantação de árvores, sem esquecer a continuação da sua acção reivindicativa, para que se olhe pela aldeia, que, por muito tempo, foi esquecida.” in “memórias e esperanças”, de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004 A. Domingos Santos

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

União Progressiva da Freguesia do Colmeal
Esta colectividade, a mais antiga na freguesia do Colmeal e uma das primeiras no concelho de Góis, foi fundada em 20 de Setembro de 1931 e abrangia a totalidade das aldeias, lugares e casais. Tudo terá começado numa conversa entre dois guardas-nocturnos na cidade de Lisboa – Abel Joaquim de Oliveira e José Antunes André, que no decorrer do seu trabalho, dialogavam sobre a sua terra. “Com uma agremiação regionalista talvez seja possível que os nossos filhos e netos tenham um futuro melhor e se consigam para o Colmeal e terras da freguesia os melhoramentos a que têm direito.” Os fundadores da União Progressiva da Freguesia do Colmeal eram oriundos de quase todas as aldeias da freguesia e da sua primeira Direcção faziam parte Joaquim Fontes de Almeida (presidente), Marcelino de Almeida, Francisco Domingos, Aníbal Gonçalves de Almeida, José Henriques de Almeida, José Antunes André e Manuel Martins. Registemos as homenagens que foram prestadas, em 1946, a três dos seus fundadores, Abel Joaquim de Oliveira, José Antunes André e Joaquim Francisco Neves, “colaboradores incansáveis que tinham elaborado os estatutos da União”, e, na década seguinte ao Dr. Manuel Martins da Cruz, que durante vários anos liderou os destinos da colectividade, muito contribuindo para o desenvolvimento da freguesia. Joaquim Fontes de Almeida, Manuel da Costa, João de Deus Duarte e António Domingos Neves, homens que muito se distinguiram pelo seu trabalho em prol da colectividade têm os seus nomes perpetuados em ruas do Colmeal, tal como mais recentemente, aquando das comemorações dos 75 anos da União, António dos Santos Almeida (Fontes) e Fernando Costa. Do muito que a União fez ao longo da sua existência, destaca-se e por ter sido a sua primeira obra, a construção da ponte sobre o ribeiro do Soito, “feita totalmente a expensas da União Progressiva, tendo custado elevada importância.” Uma das primeiras ambições centrava-se na construção de uma estrada que viesse tirar a freguesia do isolamento. A não ser possível a ligação Celavisa-Colmeal, a solução que mais conviria, as atenções viraram-se para outra alternativa, a ligação Rolão-Colmeal, que foi avançando, pouco a pouco, tendo chegado ao Colmeal trinta anos após o seu início. A estrada do Vale do Ceira, unindo Góis ao Colmeal, uma estrada considerada quase lendária, era talvez a maior aspiração das povoações de toda esta zona serrana. O seu estudo data de 1886 e foi planeada para três fases: Góis-Cabreira, Cabreira-Candosa e Candosa-Colmeal. Apenas 19 quilómetros. Depois de ter arrancado em 1889, com a construção de cerca de cem metros à saída de Góis, estaria parada durante 62 anos, recomeçando em 1951, em grande parte devido ao empenho e perseverança das Comissões de Melhoramentos de Cadafaz e do Colmeal. Em 26 de Setembro de 1937, eram inaugurados o chafariz e o abastecimento de água que “… só foi possível, mercê de grandes sacrifícios…, foi preciso nomear comissões para angariação de fundos, não só na sede de freguesia como em Lisboa, na América do Norte e França, onde ao tempo existiam regulares colónias de emigrantes nossos conterrâneos…”. Na área escolar, a luta pela construção de novos postos espalhados pelas localidades da freguesia, viria a originar novas escolas na Malhada e Carvalhal, comparticipadas pela Comissão. A assistência médica foi outra das suas preocupações, com instalação de posto na antiga escola do canto, ficando a seu cargo o pagamento da deslocação do clínico. E muitos outros mais melhoramentos fazem parte do já longo historial da União, como o projecto para ampliação do Largo da Fonte e vários abastecimentos de água em substituição do velho “chafurdo”. A preocupação pelas estradas, algumas delas pressionando para a sua concretização, outras com a sua participação directa, como foram a da Malhada para o Soito, a de Celavisa para o Colmeal, passando por Sobral, e a do Colmeal para Ádela. A rede telefónica e a expedição de encomendas postais. A colaboração nos levantamentos topográficos que estiveram na origem da electrificação das aldeias, o calcetamento das ruas, a preocupação com os idosos, etc., etc. Em 1942, foi criada uma Secção de Beneficência, sob a presidência de Manuel da Costa, com sócios próprios, para amparo das pessoas mais necessitadas. Em 1972 é criada uma Comissão de Juventude, onde, pela primeira vez na história da União, surge o nome de uma senhora, Maria Antonieta Fontes de Almeida. O Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano é inaugurado em 16 de Agosto de1961 com a presença do Prof. Marcello Caetano e sua família. Voltaria mais tarde, como Primeiro-ministro, em 9 de Novembro de 1968. Em 15 de Novembro de 1970 realiza-se o primeiro Convívio de todas as colectividades da freguesia, que se repetiria durante os dez anos seguintes, com manifestações de grande entusiasmo. Por curiosidade, assinale-se que, nos anos de 1948/50 e 54/55 o 1º Secretário da Direcção foi o escritor e Prémio Nobel de Literatura, José de Sousa Saramago, casado então com Ilda Reis (filha de Adelaide e António Nunes dos Reis), que se viria também a notabilizar na arte de gravura. Depois de um período de menor actividade tem-se verificado, de há anos a esta parte, maior dinamismo nas realizações efectuadas. Convívios, passeios, caminhadas pelos trilhos da freguesia, canoagem no Ceira, magustos, mostra/venda de artesanato e produtos locais, festas de Verão com provas desportivas, animação e picnic, distribuição de brinquedos pelo Natal e os tradicionais almoços de convívio, com número sempre crescente de presenças. A Direcção tem investido bastante em termos de informação e aproximação com os associados através da comunicação social regional e mais recentemente, da Internet. Mostrar a freguesia do Colmeal e a região tem sido uma aposta ganha, pelo número de visitantes que tem conseguido levar. Pena é que não existam infra estruturas de apoio. Com o apoio de “memórias e esperanças”, de João Nogueira Ramos, edição da C. C. Góis, 2004. A. Domingos Santos 18 de Janeiro de 2009

domingo, 4 de janeiro de 2009

DIA DA FREGUESIA DO COLMEAL

(clicar nas imagens para ver o nosso convite e programa)
31 de Janeiro de 2009
Vai ficar na nossa memória como sendo uma data ímpar na História do Regionalismo. Quando se comemoram os 80 Anos de Regionalismo no Concelho de Góis, a União Progressiva e as restantes colectividades regionalistas da freguesia do Colmeal, têm o grato prazer de vos convidar a estarem presentes na Casa do Concelho de Góis, Rua de Santa Marta, 47 R/C Dtº em Lisboa. O programa que se apresenta em anexo e que esperamos venham partilhar connosco, é simples e despretensioso. Queremos privilegiar o que de melhor temos na região, que são as pessoas, mostrar o que elas sabem fazer nos vários domínios e como não podia deixar de ser, recordar e falar um pouco do regionalismo, dos seus intérpretes e da obra que nos deixaram. A vossa presença e dos vossos familiares será determinante para o sucesso desta iniciativa. UPFC

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

COLMEAL - Um testemunho e uma história

Se nos fosse permitido comparar a situação geográfica das aldeias da Serra de hoje com esses pontos minúsculos e negros como castanhas defumadas, que foram os povos de há dois ou três séculos, certamente que nos perguntaríamos como era possível a esses povos realizar a sua vida e suportar a sua existência numa zona alcantilada, inóspita e deserta como a nossa. Porque, enquanto no litoral ou na planície o homem se cruzava atraído pela pesca ou pelo comércio, na montanha ele só podia manter-se aliciado por três factores: exploração do minério, a guerra e a caça. Sabe-se, porém, que a fauna da velha província lusitana não era rica em produtos. Em regra, o habitante das montanhas não lhe aproveitava mais do que a carne para se alimentar e a pele para se cobrir. Nada mais tinha a pedir ao veado, ao porco-bravo, à cabra selvagem ou ao coelho do mato. Se o montanhês caçava, não o podia fazer em nome de uma profissão, mas pela necessidade de amparar a sua pequena economia, servida por outros produtos de fraca escala. Mas, também não se pode considerar a guerra como causa da fixação das populações serranas. As montanhas eram de acesso difícil, sem várzeas férteis de agricultura rentável. Por isso, nem castelos, nem fortalezas, nem redutos. As vertentes da Beira-Serra nunca foram mais do que um labirinto aberto, recortado por veredas íngremes, escondidas nos matos por onde o caminhante mal se lobrigava. Não há vestígios duma estrada romana ou duma povoação mourisca. O seu dorso, eriçado de tojo, estevas e urze, assemelhava-se ao lombo dum rebanho de porcos selvagens adormecidos num redil de muitas léguas. Nunca ali houve um torrão que chegasse para premiar algum nobre que se tivesse notabilizado nas campanhas do reino. Os seus retalhos de campo arável não chegavam para neles assentar um brasão e uma legenda. Por isso, nem duques, nem marqueses, nem barões. Donde se conclui logicamente que só o minério poderia ser a causa única e capaz de se deslocarem para aqui os obreiros que tiveram a dita de desbravar os primeiros palmos de terra. A confirmá-lo vem o facto de as nossas montanhas estarem perfuradas de lés a lés, sem contudo se conseguir hoje determinar a maior parte das entradas e saídas das suas minas, o seu rumo e profundidade. O Colmeal está numa das zonas mais exploradas. Quer a margem direita quer a margem esquerda do Ceira foram cantos que o romano explorou com arte e sabedoria. Há mesmo povoados escondidos na Serra de hoje que não podiam ter outra génese senão um arroio de água e uma boca de mina ou então um ponto estratégico para viver uma vida rudimentar sem andar exposto às feras. Veio depois a idade da agricultura, da plantação da oliveira, do sobreiro, do castanheiro, da vinha e cereais. Muitos locais antigos foram aproveitados e alguns aterros utilizados para as primeiras hortas. É então que as povoações nascem verdadeiramente e se começa a conhecer o seu nome. É então que nascem os Soutos, os Colmeais, os Sobrais, Carvalhos, Cabreiras, Malhadas, Matas, Azinhais, Vales Verdes, Várzeas, Castanheiras, Salgueirais e tantas outras terras pelas quais hoje damos tudo a fim de que, embora nascendo em regiões sáfaras, subam ao nível de tantas bafejadas pela sorte. É o caso do Colmeal. Embora seja ainda hoje uma povoação modesta, não podemos dizer que seja recente. Na Serra, são poucos os casos de povoações que se fizeram em cem anos. A falta de comunicações e o separatismo que até há pouco vigorou entre ricos e pobres não davam margem a casamentos precoces e fáceis. Por isso, embora o casal dispusesse de dois ou três elementos capazes de se multiplicarem, nem sempre isso era fácil ou a tempo de serem tronco de famílias numerosas. O que nos leva a concluir que o desenvolvimento humano das nossas aldeias levou algumas centenas de anos a realizar-se e, desse movimento a passo curto, redundaram atrasos que ainda hoje sentimos. Não nos admiremos, pois, se ainda nos falta muita coisa. Mesmo assim poderemos considerar-nos felizes, pois que, precisamente esta estagnação de pessoal e coisas, levou os filhos da Serra a entrar num clima de aventura, clima onde depois, mais tarde, haveria de nascer o regionalismo, o grande movimento que levou uma profunda transformação a todos os cantos da Beira-Serra. É esta uma das facetas mais importantes da gente do nosso tempo, que se nota em linha apreciável, no Colmeal e sua freguesia. O que o progresso aí conseguiu realizar bem se pode classificar de prodigiosa renovação, devida, em grande cota, ao bairrismo dos seus filhos, perfeitamente sintetizado no labor dos militantes da sua Comissão regionalista e no desejo dos seus primeiros homens em verem o Colmeal actualizado e bem servido. É o que nos parece revelar a sua estrada da Serra, os seus calcetamentos, a sua casa Paroquial, o Centro e as diligências feitas para a construção duma nova Igreja. Por tudo isto, merece o Colmeal e a sua gente os nossos parabéns e o jornal que divulga as suas necessidades e as suas belezas uma palavra de alento. Trabalhar para viver e viver para trabalhar. C. BORGES DAS NEVES in Boletim Paroquial “O Colmeal”, número comemorativo do 40º aniversário da U.P.F.C., Julho de 1971 A pouco mais de um mês da realização em Lisboa, na Casa do Concelho de Góis, do nosso Dia da Freguesia do Colmeal, no âmbito das comemorações dos 80 Anos de Regionalismo no Concelho de Góis, nunca será demais recordar o que ao longo dos anos se foi escrevendo na imprensa regional e neste caso particular, no extinto Boletim Paroquial “O Colmeal”, sobre as nossas colectividades e o regionalismo. A. Domingos Santos

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado
“A colectividade engloba as aldeias de Sobral, Saião e Salgado, entre as quais sempre houve uma grande aproximação, bem como o casal Vale de Asna. Antes da sua constituição, em 4 de Outubro de 1977, já havia um grupo de trabalho informal, promovendo algumas realizações nas povoações. Tem-se notícia de, nos anos 60, terem adquirido um posto público de telefone e, em colaboração com os serviços florestais, abrirem a estrada Sobral-Mimosa. Nos anos 70 seria a construção do adro da capela; a abertura e construção das estradas Selada da Cova e Sobral-Primendes; a mina na Panasqueira, para abastecimento de água ao Sobral, com as canalizações e depósito de água; e a elaboração do projecto para fornecimento de energia eléctrica às três aldeias. Seria só em 1982 que os seus estatutos eram oficialmente aprovados e registados, tendo sido eleitos os primeiros corpos sociais. Foram eles: na Direcção, Maria Leonor Nunes (presidente), Joaquim Ventura, Manuel António, Carlos de Jesus e Américo Vicente; e nas presidências da Assembleia-Geral e Conselho Fiscal, respectivamente, Artur Augusto e Carlos Navarro. Nessa década de 80, procedeu-se à melhoria da estrada do Sobral até ao rio Ceira e seria aberta a estrada a partir da municipal 543 até ao Saião e Salgado, que viria a ser alcatroada em 1996. Em 1990 é adquirida a Casa de Convívio do Sobral, onde, em anos seguintes, se fariam obras de beneficiação e ampliação, com instalação de equipamento. Em 1999, é a vez da Casa do Salgado, com terrenos anexos, na qual seriam levadas a efeito obras de recuperação, para servir esta aldeia e Saião. A colectividade ficaria assim com duas casas de convívio, uma delas posta à disposição da Assistência Social, gratuitamente, ali tendo funcionado um Centro de Dia. Em 2000, a iluminação pública seria ampliada às três aldeias. De registar que, recentemente, foi atribuído o diploma de sócio benemérito a Manuel Zacarias Teixeira Rego. Com cerca de 140 sócios, a Direcção actual, jovem e cheia de entusiasmo, está empenhada no melhoramento das condições de vida local. Com uma página na Internet, presta constantes informações sobre a colectividade e as aldeias. Em Sobral residem doze pessoas, em Saião nove e em Salgado sete, mas em Lisboa a sua comunidade ultrapassa, segundo se pensa, quatro centenas de pessoas, muitas delas com grande desejo de regressar às suas origens. Querem terminar a Casa de Salgado e prosseguir os esforços de convívio, de modo a aumentar o espírito de solidariedade e união no seio da sua comunidade.” In “memórias e esperanças”, de João Nogueira Ramos, edição da Casa do Concelho de Góis, 2004

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

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União e Progresso do Carvalhal
De acordo com memórias do passado, cerca de 1935 terá sido constituída uma comissão de melhoramentos, com a mesma denominação da actual, que não chegou a ser legalizada e teria duração efémera. Foram seus fundadores, entre outros, João Gonçalves Patrício, Manuel de Almeida Santos, António de Almeida e Manuel Martins do Rego, sendo este último o presidente da Direcção. A essa primitiva colectividade se deve as minas das Carvalhas, que ainda hoje abastecem a povoação. Mais tarde, seria formada a actual Comissão. De acordo com uma entrevista dada por Manuel Martins Barata em Janeiro de 1966, ao Boletim Paroquial “O Colmeal”, que aqui já recordámos e em parte reproduzimos, “A ideia de um nova colectividade já vem de longe, mas este movimento só tomou vulto quando da nossa festa pelo S. João. A rapaziada, em alegre convívio, deliberou levar essa ideia avante, dando disso conhecimento verbal a todos os nossos conterrâneos de forma a conseguir-se o desejado e imprescindível apoio.” Só quatro depois, em 20 de Janeiro de 1970, foram aprovados os Estatutos, tendo sido seus fundadores Acácio Fernandes de Almeida, Álvaro Alves de Almeida, António Fernandes de Almeida, António Lopes, Fernando Almeida, João Martins, José Joaquim Almeida Santos, Manuel Almeida Lopes, Manuel Fernandes de Almeida e Manuel Martins Barata. Este último foi o seu principal impulsionador, que, com grande dinamismo e perseverança, estaria na concretização da maior parte dos melhoramentos. Presidiu à Direcção desde o início até 1998, ao longo de 28 anos, tendo-lhe sucedido o actual presidente. Das obras realizadas, são de destacar o beneficiamento da fonte que antigamente abastecia a povoação; os arruamentos, tendo a Comissão suportado o projecto e contribuído para o seu financiamento; a electrificação, igualmente mandando executar o respectivo projecto e pressionando para a concretização da obra, que seria inaugurada no dia 4 de Agosto de 1979; o cemitério, para servir sobretudo as aldeias de Carvalhal e Aldeia Velha, inaugurado em 31 de Outubro de 1982; projecto e financiamento da rede de águas, construída pela Câmara Municipal de Góis. Também a rua “Volta da Procissão”, para a qual a população cederia alguns terrenos, tendo a União comparticipado com mão-de-obra e a Câmara Municipal fornecido materiais e, mais tarde, feito o alcatroamento. No início da década de 80, seria nomeada uma Comissão Angariadora de Fundos, que, pelo trabalho desenvolvido, muito viria ajudar a colectividade na resolução dos seus problemas financeiros. Na toponímia local são homenageados algumas das suas figuras: Rua Manuel de Almeida Santos, sócio número um e vice-presidente da Assembleia-Geral; Rua Acácio Fernandes de Almeida, sócio fundador e primeiro vogal; Largo Manuel Vicente, primeiro secretário da Delegação local e Rua Manuel da Silva Moreira, secretário da Direcção. Nas esperanças do presente, existe a preocupação com a capela que necessita de grandes obras. Foi constituída, para o efeito, uma comissão de trabalho. Ainda se chegou a adquirir um terreno destinado a um templo novo, mas veio a optar-se pelo restauro do actual. A festa de São João, em tempos a melhor festa religiosa da freguesia, ainda hoje continua a atrair os seus emigrantes e forasteiros. Outra preocupação da direcção é o convívio. Residentes permanentes são apenas 26, mas a colónia lisboeta é grande e ligada à sua terra. No Verão junta-se muita gente, trazendo animação à povoação, sentindo-se no entanto a falta de algumas estruturas de apoio, que não tem sido fácil implantar. A registar o facto de os jovens terem criado a sua própria associação, independente da colectividade, o que terá provavelmente contribuído para alguma dispersão de esforços. Com os seus 180 sócios, a população aguarda com esperança o início de uma nova fase de actividade da União, para que Carvalhal, aldeia com grandes possibilidades turísticas, possa ressurgir e poder proporcionar melhores condições de bem-estar. Adaptado de “memórias e esperanças”, de João Nogueira Ramos, Edição da C.do Concelho de Góis, 2004

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

Comissão de Melhoramentos de Ádela
“Formou-se pouco tempo após a União Progressiva, muito antes de se ter iniciado a ruptura da representatividade colectiva da freguesia, que veio a suceder no início dos anos 50. Tal facto deve-se, certamente, à sua situação geográfica. “Sentem-se mais ligados ao concelho de Arganil, dada a proximidade da povoação dos Cepos. Os seus moradores não mantêm frequentes relações com a povoação do Colmeal. Não vão à missa dominical à sede de freguesia, têm com ela insignificantes relações económicas e são quase inexistentes as suas relações sociais. Por estas razões, procuraram associar-se os seus moradores, porque sentiam que só deste modo, era possível melhorar a sua situação material”. A Comissão de Melhoramentos de Ádela dava os seus primeiros passos a 23 de Setembro de 1936, em reunião havida na Rua da Barroca, 97 – 2º, em Lisboa, com a presença de vinte e cinco conterrâneos, considerados os seus fundadores. “A acta dessa reunião é um documento valioso em que vale a pena meditar. Nela estão descritos os objectivos a atingir e as carências da aldeia distante…”. Seriam então eleitos, José Domingos Diogo, Carlos de Almeida e José Jacinto de Almeida, para presidentes, respectivamente, da Assembleia-Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal. O primeiro melhoramento foi a compra de uma maca para a condução dos enfermos, o que seria feito à custa de muitos sacrifícios. Fora também deliberado pedir a assistência técnica para o projecto de abastecimento de água, obra que viria a ser inaugurada em 1948. Mais tarde, em 1960, acrescentavam-se mais dois fontanários. Tendo suspendido a actividade durante alguns anos, a colectividade veio a reorganizar-se, definitivamente, a partir de uma comissão nomeada em Janeiro de 1944 e da aprovação dos estatutos, na Assembleia-Geral de 14 de Junho, que indicavam os fins a prosseguir: “ a) Associar os adelenses e promover o desenvolvimento da povoação de Ádela no âmbito social, económico e cultural; b) Participar empenhadamente nas actividades políticas de desenvolvimento regional, em cooperação com associações congéneres”. Entre as personalidades que muito ajudaram e prestigiaram a Comissão de Melhoramentos, é justo destacar José Domingos Diogo, fundador e primeiro Presidente da Direcção, António Domingos dos Santos e, mais recentemente, Manuel Simões Nunes. Para além das obras já referidas, assinale-se também como significativas, entre outras: a primeira estrada que permitiu levar à povoação as primeiras viaturas, aquela que liga a Selada das Eiras, nos princípios dos anos 60; a instalação do primeiro telefone, mantido durante muito tempo a suas expensas; o calcetamento das ruas; vários pontões sobre as ribeiras e o alcatroamento da estrada de Selada das Eiras. Têm cerca de 230 sócios efectivos e encaram com bastante optimismo a acção da sua Comissão. “Ádela muito deve à sua Comissão de Melhoramentos, na qual os adelenses têm muito orgulho”, sendo referido também o apoio que a autarquia lhe tem dado, numa colaboração frutuosa para ambas. O principal projecto a curto prazo é a Casa de Convívio, um desejo há muito acalentado pelos adelenses, e que, certamente, vai dar outras perspectivas à vida da povoação. Já possuem terreno e projecto e, em breve, a Casa será uma realidade. E desejam alindar o seu Largo, prestando homenagem aos seus 25 fundadores.” in ”memórias e esperanças”, de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004

domingo, 7 de dezembro de 2008

Freguesia do Colmeal - as nossas colectividades

Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais
"Os seus inícios remontam ao ano de 1913, quando se formou uma comissão de moradores, para instalação de um chafariz. Depois, em seguimento aos acontecimentos de Fátima, em 1917, esta comissão, com ajuda da população, faria a nova capela, dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Por volta de 1946-48, formou-se uma nova comissão, juntando também pessoas da União do Colmeal, para fazer uma escola, que seria construída apenas pelos locais, com ajuda financeira do Ministério da Educação. Em 1953, seria constituída uma outra, a Comissão Pró-Estrada da Povoação da MAlhada, de iniciativa de João Nunes de Almeida, António Silva, António de Almeida e Manuel da Costa Reis, que ia lutar para que a lendária estrada Rolão-Colmeal passasse pela Malhada, uma obra que ainda está bem viva na memória colectiva dos malhadenses, um dos seus símbolos, pelo trabalho arrojado empreendido e por os ter tirado do isolamento em que viviam. Esta comissão ia estar na base da constituição da actual Comissão de Melhoramentos. Em Novembro de 1953, reunia-se a Assembleia-Geral e entre os seus fundadores, seriam eleitos para presidentes da Assembleia-Geral e da Direcção, respectivamente, José Maria de Almeida e João Nunes de Almeida. A colectividade inclui os casais de Carrimá, Foz da Cova e Quinta de Belide." in "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

De acordo com “memórias do passado” já em tempos teria havido um grupo informal, denominado Grupo dos Amigos de Açor, criado em 1965, mas que se desfez ao longo da década de 70. Ainda se dá conta da sua presença no III Encontro de Convívio de todas as Colectividades da Freguesia, realizado em 1979, em Lisboa. Mais recentemente, já neste século, os seus moradores sentiram a necessidade da constituição oficial de uma associação, tendo em vista “ contribuir para a melhoria das condições de vida da população, através da acção nos domínios económico, social, da cultura e do lazer, da preservação do património natural e construído e da melhoria das infra-estruturas”. E também porque quando o Poder Autárquico pretendia ouvir as populações, fazia-se sentir a falta de uma voz representativa da aldeia. A Associação Amigos do Açor nasce por iniciativa dos seus moradores actuais e com ajuda de alguns emigrantes, animados de uma grande vontade de participarem colectivamente no desenvolvimento local e regional. Nas “esperanças do presente”, um terço dos seus habitantes sai diariamente para trabalhar noutros locais, o que caracteriza o Açor como uma das aldeias serranas do concelho de Góis com maior densidade de activos por conta de outrem. A população tem variado ou decrescido pouco (comparativamente com outras aldeias da freguesia do Colmeal) nos últimos quarenta anos (1970 - 22 habitantes; 1981 - 15; 1991 – 17; 2001 -16 e 2003 - 18). Num Plano de Actividades estabelecido para o ano de 2003 eram bem visíveis as preocupações e as necessidades mais prementes da aldeia. Encontrando-se em início de actividade, a Associação iria empenhar-se na sua afirmação e visibilidade, como instrumento de acção local e parceiro e interlocutor no desenvolvimento regional. Entre as preocupações e necessidades mais prementes e no domínio das infra-estruturas, encontramos a melhoria do alpendre junto à Capela, a reparação das captações de água da Sáfara e reparação e continuidade da estrada “velha”. O acabamento das obras da Levada da Fonte do Açor, a ligação da Levada Encoastrada à Capela e o alindamento das Alminhas e dos fontanários. Estudo da recuperação do açude junto ao Moinho Pequeno, na Ribeira de Ádela e sua transformação em praia fluvial, com o objectivo de lazer, atracção de visitantes e preservação e humanização do ambiente natural. Notória a disponibilidade para participação em projectos de âmbito mais alargado, numa perspectiva de desenvolvimento global e sustentado e também na área de organização de confraternizações e convívios, no sentido de consolidar a pertença e o espírito de comunidade. Na primeira eleição realizada para os corpos sociais, foram designados Catarina Maria Almeida de Matos, Amílcar de Almeida e Josefina de Almeida para presidentes, respectivamente, da Assembleia-Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal." in "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004

domingo, 23 de novembro de 2008

Freguesia do Colmeal - as nossas colectividades

Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais

"Antes do nascimento da Liga, houve uma comissão de âmbito local, liderada por Manuel Francisco, tendo feito a abertura do ramal da estrada que ainda hoje serve a aldeia. Em 1964 foi constituída a actual colectividade, embora a respectiva escritura tenha sido feita em 1970, abrangendo quatro Casais, qualquer deles hoje já sem residentes: Coiços, Loural, Porto Chão e Ribeiro de Além. Seriam seus fundadores Álvaro Manuel Almeida Braz, António Alcindo Almeida, António Joaquim, Henrique Braz Mendes, Joaquim dos Reis Almeida, José Braz, José Maria Alves, José Martins Mendes, Manuel dos Anjos Antunes e Mário Braz dos Santos. Na primeira eleição realizada para os corpos sociais, foram designados José Braz, Henrique Braz Mendes e José Martins Mendes, para presidentes, respectivamente, da Assembleia Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal."
in "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004