29 março 2009

COLMEAL - Canoagem no Ceira com a União

O nosso Ceira voltou a colorir-se com os canoístas que no passado dia 21 de Março nos visitaram para mais uma descida.
A “Residencial Martins” à Eira denotava desusado movimento. O fronteiro parque de estacionamento estava completamente lotado. Faziam-se os últimos preparativos e a animação era por demais evidente. A pouco e pouco o pessoal foi-se dirigindo para a Ponte de onde se iniciaria a descida. O dia estava espectacular e convidativo para este género de actividades.
Por volta das onze começaram a deslizar rio abaixo apesar da pouca água. No açude da quinta junto aos escombros do velho moinho, alguns tiveram que pegar na embarcação e assim ultrapassar este pequeno obstáculo.
No salto da Cortada, um dos pontos mais emblemáticos e interessantes do percurso, alguns “mirones” aguardavam nos pontos mais estratégicos para conseguirem o melhor ângulo para uma fotografia que mais tarde irão recordar. Observação cuidada antes do salto e a escolha do melhor ponto de passagem. Tudo correu bem e até os menos experimentados nestas andanças passaram “com distinção”.
Depois foi o deslizar até à Candosa, linda aldeia da vizinha freguesia do Cadafaz. Alguns troncos ainda no leito do rio não foram obstáculos de monta que amedrontassem os canoístas.
Passado o “túnel” da Sandinha foi num instante que foram chegando à zona do açude da Cabreira, sempre bela com as suas tulhas e o seu lagar que ainda vai funcionando. Mais uns metros e a descida chegava ao seu termo. Mas o dia não acabava ali.
Depois foi o rumar até à antiga escola primária onde uns torresmos, feitos à moda da região, esperavam pelos canoístas e acompanhantes, muitos deles vindo de longe. Um agradecimento especial aos associados Mário Martins e Carlos Dias que se empenharam na organização desta descida e naturalmente um grande bem-haja às senhoras do Colmeal que mais uma vez se quiseram associar a este evento com os seus maravilhosos doces. A nossa Delegação no Colmeal, como sempre, empenhou-se activamente nesta realização.
No domingo, os “resistentes” que ficaram no Colmeal voltaram às águas límpidas do Ceira, repetindo um trajecto mais curto entre a Candosa e a Cabreira, onde o rio é mais estreito e a beneficiar das águas que vêm das ribeiras do Sobral e do Carvalhal. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal continuará a proporcionar eventos deste género para que seja possível atrair à nossa freguesia e ao concelho novos visitantes, que poderão vir a ser excelentes divulgadores da nossa região. P’la Direcção da UPFC A. Domingos Santos

Exposição do Concurso de Fotografia no Colmeal

A exposição estará patente de 28 de Março a 12 de Abril, na Junta de Freguesia do Colmeal.
in www.cm-gois.pt

Boneco de neve

Para os lados dos Cepos quando a neve cai é mesmo a sério. Mas a sério... também se brinca. Vejam a Amélia e o José, casal simpático e muito sorridentes, a fazer guarda de honra ao boneco de neve. E atentem nos pormenores..., mas sobretudo na paisagem envolvente. Foto retirada de cepos.blogs.sapo.pt

ANTES... E...DEPOIS

BONECA (ANTES)
Autêntica boneca com laçarote no cabelo e franjinha à Beatriz Costa, quedou-se quieta a "olhar para o passarinho".Alguns anos já passaram desde aquele dia de 28 de Novembro de 1953. Já não usa franja. Nem laçarote. Mas continua uma "boneca".
D E P O I S. . . P A S S A R A M 5 6 A N O S . . .
Não tem franja. Não tem laçarote. Continua “a olhar para o passarinho”. Continua com muita vaidade e orgulho em ter nascido no Colmeal.
Foto cedida pela própria

26 março 2009

Foi há cinquenta anos

(clicar na imagem para ampliar)
José Henriques de Almeida, António Manuel Alves Henriques, Victor Santos Braz, João de Deus Duarte, José Alves Júnior, Francisco Luiz, Fernando Manuel Gonçalves Braz, José Nunes de Almeida, António Braz, Jaime Fernandes de Almeida, António Santos Duarte, Abel dos Santos, Manuel Martins Barata, Joaquim Francisco Neves, Abel dos Santos Duarte, Manuel da Costa, Manuel João Miranda, Horácio Nunes dos Reis, Manuel Martins da Cruz, Silvério Almeida Santos, Fernando de Oliveira, Manuel da Fonte, Joaquim Luís, António Ferreira Ramos, Alfredo Pimenta Braz, Arnaldo Moreira dos Santos, Manuel Duarte de Almeida, António João de Oliveira, Armando de Jesus Neves, António da Costa, Alfredo Ferreira, Artur das Neves e Manuel de Almeida Santos. Destes trinta e três associados e dirigentes presentes na Assembleia-Geral realizada em 1 de Março de 1959 apenas oito poderão estar connosco no próximo sábado, se a saúde e a idade o permitirem. Ao revermos todos estes nomes, recordamos pessoas que se interessaram pelo desenvolvimento das suas terras quando os tempos eram difíceis. Depois de um dia de trabalho estavam sempre disponíveis para as reuniões. Cansaço e desânimo eram palavras que eles não conheciam. No próximo sábado a União vai realizar a sua Assembleia-Geral para prestar contas e eleger novos dirigentes para os dois anos seguintes. Sabemos que a sala não vai encher como no dia 31 de Janeiro passado, mas gostaríamos de ter a presença dos associados e ouvir as suas críticas e sugestões. A sua participação é muito importante.

Sócia mais nova da União

Normalmente quando um filho nasce os pais vão logo a correr inscrevê-lo no seu clube de eleição. Neste caso, a Matilde Caetano da Cunha Mendes teve mais sorte. Não foi inscrita num desses clubes mas sim na União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Nascida a 11 de Dezembro do ano passado, logo nesse dia o avô Fernando fez questão de a inscrever. É a sócia mais nova e também a mais nova sócia.
Foto de O Varzeense

23 março 2009

Canoagem no Ceira

Este navegador solitário parece perdido na contemplação do espelho de água que tem à sua frente.
Concentração e sangue frio na preparação do salto na Cortada.
Na passagem pela Candosa a calma reina neste grupo de participantes e até dá para apreciar a paisagem.
Ultrapassado mais um obstáculo há que ter atenção à corrente e chegar ao fim sem problemas. Foi assim no sábado, 21 de Março, entre o Colmeal e a Cabreira. Colorido, animação, boa disposição e no final, vontade de voltar. UPFC

Destruição

O "Moinho da Quinta", um orgulho para os Colmealenses, não suportou as intempéries de um Inverno rigoroso e ficou neste estado.
Mais tarde, como já aqui referimos, a solidariedade voltou a colocar-lhe pedra sobre pedra e o velho moinho exibiu-se de novo como todos o conhecíamos.
Uma cheia repentina há três anos atrás voltou a destruir o que a mão do homem tinha recuperado. Continuamos a acreditar que será possível a sua recuperação. Câmara e Junta de Freguesia não poderão continuar a escudar-se na desculpa de o moinho "ser de muitos". O moinho é de todos. É do Colmeal, é da freguesia, é do concelho. Faz parte do património e é imperioso que se preserve o pouco que ainda temos. E uns poucos de euros trazidos pelos ventos poderão voltar a pôr de novo em pé o Moinho da Quinta. Acreditamos que sim! Fotos de Artur da Fonte

Vistas do Colmeal

Poço para rega na "Eira da Várzea"
Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

19 março 2009

As nossas aldeias, os nossos casais

Carrimá
Foto cedida pela JFC

José Saramago

Aquando da atribuição do Prémio Nobel da Literatura a José Saramago em 1998, os CTT associaram-se ao acontecimento emitindo um bloco filatélico alusivo e que aqui recordamos.

Canoagem

Foi assim em Fevereiro de 2006. Vale Pardieiro e o seu túnel sob a pequena aldeia. A curiosidade e a incerteza são grandes. Salta? Não salta? Os menos afoitos aguardam em baixo enquanto os fotógrafos de ocasião escolhem os melhores sítios. Momentos agradáveis e com alguma espectacularidade que valerão a pena ser repetidos. Foto de Artur da Fonte

Vistas do Colmeal

Postal ilustrado com data de 1979
Foto cedida por António Marques de Almeida (Tonito)

16 março 2009

Canoagem no Ceira

No próximo fim-de-semana vamos ter novamente canoagem no Ceira. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal e a Kompanhia-das-águas estão de novo juntas para mais uma descida. Os nossos associados Carlos Dias e Mário Martins esperam por todos aqueles que são amantes desta actividade para reviverem ou passarem a conhecer estas belas paisagens e um dos rios mais limpos, senão o mais limpo do nosso país. A União Progressiva dará apoio em termos de alojamento, alimentação e transporte, se necessário. A população do Colmeal dará o seu habitual carinho e hospitalidade. Os participantes deverão possuir embarcação própria e equipamento completo. A Transerrano, Lda, que vai colaborar nesta descida, está em condições de poder alugar embarcações e equipamento completo a quem o desejar. Para tal, os interessados deverão contactar a organização e efectuar a reserva o mais depressa possível. Serão descidos os seguintes percursos: No SÁBADO (dia 21): Colmeal - Candosa - Cabreira (Percurso 3 + Percurso 4) Cerca de 10 km, acessível a canoístas com menos experiência (Cl. II/III). Possibilidade de saída a meio, na povoação da Candosa. O percurso poderá ser alterado de acordo com as condições do caudal no dia da descida. No DOMINGO (dia 22): O percurso a efectuar será escolhido no próprio dia consoante a experiência dos participantes e o caudal existente. No Colmeal será disponibilizado, como de costume, local para dormir. Basta levar saco cama e colchão (espuma). As inscrições deverão ser efectuadas até 18 de Março (4ª feira), via e-mail, para o Carlos Dias ( charles_dias10@hotmail.com / 93 8311689 /96 7849386 ) ou para o Mário Martins ( 93 3281944 ) que poderão prestar todas as informações necessárias. O valor da inscrição é de 10,00 € (dez euros) e inclui o seguro de acidentes pessoais (1º dia) e o jantar desse dia. Os acompanhantes pagam 7,00 € (sete euros) - refeição e acolhimento indicados no programa. As crianças até aos 15 anos não pagam nada. O programa desta Canoagem no Ceira pode também ser consultado em http://www.kompanhiadasaguas.com/Calendr.htm
UPFC

Livros da minha juventude

Quando um amigo me entregou uma caixa com dezenas de livros para a Biblioteca da União, houve um que particularmente me chamou a atenção. Tinha-o lido já há alguns anos, quando a nossa idade e também o entusiasmo nos levava a ler um livro de “rajada”, isto é, sem descanso, enquanto não chegávamos à última página. Os “rapazes da minha idade” leram-no com toda a certeza e recordam-no. Éramos uns privilegiados porque vivíamos na cidade e tínhamos acesso a livros que não chegavam às nossas aldeias. Umas vezes comprados ou oferecidos quando do aniversário ou pelo Pai Natal, outras vezes emprestados ou ainda alugados, “devorávamos” todos os livros que nos pareciam ter interesse e nos ajudavam a ocupar os momentos de ócio. E «A Cabana do Pai Tomás» foi um deles. Como diz Gentil Marques no preâmbulo “Há romances escritos com o coração. Este é, sem quaisquer sombras de dúvidas, um deles. Talvez por isso, o seu interesse tem atravessado todos os tempos e todas as épocas, ainda mesmo as mais agitadas e nebulosas. E a sua emoção tem apaixonado leitores de todas as idades e de todas as gerações.” Este livro faz-nos recuar duzentos anos no tempo, quando por volta de 1808 foi interdita na América do Norte a importação de negros de África. Aconteceu que precisamente, nesse tempo, a Europa começou a pedir algodão em abundância. E nas colónias sulistas da América houve repentinamente uma subida excitante do negócio. Subida que necessitou de mais braços. Subida que necessitou de mais escravos… E de facto, enquanto os estados do Norte se mostravam, sem discussão, contra o serviço humilhante e desumano da escravatura – os sulistas americanos passaram a criar autênticos viveiros de escravos. “Um dia, uma pobre mulher negra, exausta e medrosa, trazendo pela mão dois filhos chorosos – passou de um caminho ao outro. Era uma escrava. Fugia ao cativeiro. No seu pensamento, rude mas sincero, tinha uma grande ambição: conseguir a liberdade para os seus dois filhos. Para isso não renunciara nem a perigos nem a sacrifícios. Abalara pela calada da noite, correndo com os filhos. Atravessara pântanos, escondera-se de todos, passara fome, roubara para alimentar as crianças, cansara-se – mas pudera, enfim, alcançar o outro lado da vida. Em território nortista, ela suspirou fundo. Julgou-se salva…” «A Cabana do Pai Tomás» resiste aos tempos e às épocas políticas e às transformações sociais – como verdadeiro símbolo que é. A sua autora, Harriet Beecher Stowe, escreveu muito mais, depois dele. Mas a sua fama ficou com «A Cabana do Pai Tomás» – obra-prima, não só de uma vida, mas de toda uma geração. Tolstoi, o grande, não hesitou em apontar este livro como um dos únicos que ele conhecia dignos de serem considerados «livros de arte verdadeiros». Desta colecção pode também encontrar na Biblioteca da União, entre outros, o “Monte dos Vendavais” de Emily Brontë ou “David Copperfield” de Charles Dickens. Ler faz bem. Vai ver que vale a pena. A Biblioteca da União espera por si. A. Domingos Santos

12 março 2009

As nossas aldeias, os nossos casais

Soito

Foto de Francisco Silva

Assembleia-Geral da União

No próximo dia 28 de Março, pelas 20 horas, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai reunir em Assembleia-Geral, na Casa do Concelho de Góis, Rua de Santa Marta, 47 R/c Dtº. em Lisboa. A Ordem de Trabalhos é a seguinte:
1. Discussão e votação do Relatório e Contas da Direcção dos anos de 2007 e 2008 e do Parecer do Conselho Fiscal;
2. Eleição dos Corpos Gerentes para os anos de 2009 e 2010, de acordo com o Artigo 37º;
3. Discussão de qualquer assunto de carácter regionalista. Se à hora marcada não houver o número suficiente de sócios para a Assembleia-Geral iniciar os seus trabalhos em primeira convocação, poderá esta começar a funcionar uma hora depois com qualquer número, de acordo com o § único do Artigo 23º. UPFC

TEATRO NO COLMEAL

No próximo dia 29 de Março, pelas 15h30m, o Centro Paroquial Padre Anselmo vai receber o Grupo Teatro Geração Varzeense que apresentará a peça "O Anjo e a Sombra". Como forma de comemorar o “Dia Mundial do Teatro”, a Câmara Municipal de Góis irá levar a efeito a acção “Março Mês do Teatro”, a qual contempla a apresentação de algumas peças de Teatro Amador e Profissional no concelho de Góis, conforme programa anexo.

1ª CAMINHADA - DO RIO CEIRA À SERRA DO AÇOR

2 de Maio de 2009
Pelos Trilhos e Aldeias de:
MATA, CASAL NOVO, CAVALEIROS DE CIMA, CAVALEIROS DE BAIXO E CEPOS Iniciativa da Junta de Freguesia de Cepos PROGRAMA
08:00 h – Partida de autocarro de Cepos 08:30 h – Concentração na Aldeia da Mata 09:00 h – Início da Caminhada – Ponte sobre o Rio Ceira 09:45 h – Poço da Cesta – Rio Ceira 10:00 h – Aldeia de Casal Novo – Pausa para café 10:30 h – Aldeia de Cavaleiros de Cima 10:45 h – Aldeia de Cavaleiros de Baixo 11:30 h – Poço Pejadouro – Rio Ceira 12:45 h – Aldeia de Cepos 13:30 h – Almoço Regional – Parque de Lazer da Chã da Cabeça 15:00 h – Tarde de Lazer e convívio
Mostra e Venda de produtos locais Exposição de fotografia “Do Rio Ceira à Serra do Açor” Inscrições 15€, crianças até 10 anos gratuito. Informações - Junta de Freguesia de Cepos. Tel: 235 761 154 Inscrições e pagamento por CTT, até dia 27 de Abril, para: Junta de Freguesia de Cepos - Rua da Eirinha - 3300-222 Cepos-Arganil

Placa comemorativa

Uma homenagem da União Progressiva na comemoração do seu 75º aniversário.

Balneários

"A ideia da construção dos balneários, junto à Ponte de acesso ao Colmeal, na margem direita do rio Ceira, lançada durante o almoço-convívio da Família Colmealenses, no dia 15 de Novembro de 1970, concretiza-se já para o Verão que se avizinha. Assim, nas próximas férias não terá que procurar um esconderijo no meio das silvas para vestir seu fato de banho e saborear a frescura das águas correntes do rio Ceira. Dois balneários, um destinado a senhoras, outro a homens, de proporções suficientes para uma movimentação desafogada no seu interior, estão a ser levantados, e em bom ritmo, pelo construtor civil, Sr.. Celestino Barata Martins. Junto da Câmara Municipal de Góis encontrámos a melhor boa vontade e assim a obra, tendendo a que é de interesse público, foi isenta de toda e qualquer taxa, pelo que deixamos nestas páginas, bem vincado, o nosso sincero agradecimento à referida Câmara, na pessoa do seu dinâmico Presidente, Dr. Ruy Manuel Nogueira Ramos. Como sempre, toda a obra exige dinheiro. E os balneários não constituem excepção à regra. A fim de se conseguir uma cobertura total das despesas previstas, mais de vinte contos, foram enviadas cartas às direcções da União Progressiva da Freguesia do Colmeal - que já respondeu com a valiosa oferta de 3.000$00, das Comissões de Melhoramentos de Ádela e Soito, da Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais, da União e Progresso do Carvalhal e Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais, no sentido de estas mesmas colectividades contribuírem com uma oferta e tentarem além disso a cotização individual entre os seus sócios. Também a subscrição pública, já em marcha, rendeu alguma coisa. ... e seguia-se a lista de donativos que totalizava 8.970$00. Porque têm surgido algumas dúvidas quanto à utilização dos balneários por parte de pessoas vindas de fora do Colmeal, das aldeias da freguesia, ou mesmo doutras freguesias, esclarece-se que durante os meses de Verão as portas estarão sempre abertas, à disposição de quem queira utilizar-se dos vestíbulos. Os trabalhos prosseguem e ficarão prontos em breve. Envie portanto a sua oferta, quanto antes, e não esteja à espera que lhe batam à porta. No Verão ao servir-se dos balneários poderá dizer com verdade: «também aqui tenho alguma coisa de meu, pouco ou muito, conforme as minhas posses». Mas, se apesar de tudo não quiser contribuir com a sua oferta para este melhoramento, nem por isso encontrará as portas fechadas e poderá utilizar-se dos balneários, com todo o à-vontade, para tomar o seu banho. Vamos, todos unidos, pagar a obra-comum de toda a freguesia." In Boletim "O Colmeal", Nº 111, de Maio de 1971 Foto de Artur da Fonte

09 março 2009

As nossas aldeias, os nossos casais

Aldeia Velha
Foto cedida pela JFC

À esquina da cidade

.
"Estou aqui há quarenta e seis anos." (Alfredo Marques da Costa - Colmeal)
"Das festas Das seculares procissões Dos populares pregões matinais Que já não voltam mais. Já não voltam mais, mas não são só os pregões matinais. Muitas outras coisas começam a ficar lá para trás, tragadas pela voracidade inexorável do progresso. Entre estas, também os moços de fretes, figuras típicas duma Lisboa que vive na saudade dos mais velhos, assistem impotentes e desaventurados, à agonia da sua profissão. O pau e corda deixou de ser necessário ou, pelo menos, tornou-se perfeitamente dispensável, agora que tudo - ou quase tudo - tende a resolver-se mecânicamente. Anacronizado pela força do progresso, o moço de fretes, também chamado moço de esquina ou galego, naufraga nos resquícios de uma profissão acabada. Mas terá chegado a ser uma verdadeira profissão, este míster citadino? Em tempos, muitos o tomaram como tal, uma vez que nele procuravam - e conseguiam - o sustento da família. ... Virámos uma última esquina, abordando esta figura espectante de mais um entre os derradeiros. Um moço de fretes que gostaria de o não ter sido. «Gostaria de ter estudado, SER ALGUÉM. Mas vim da província sem instrução, era preciso ganhar a vida, peguei no pau e corda. Má hora. Houve tempos bons, lá isso houve. Até fazíamos recados de segredo às meninas e às senhoras e olhe que então pingavam os cinco mil réis, os dez mil réis só por irmos levar um bilhetinho de amorios. E era um corropio a chamar por nós. Agora? Que lhe hei-de dizer? Isto está no fim. Os moços de fretes vão acabar, vem aí outro mundo. Só tenho pena de, quando chegar o dia, não ter um buraco onde descansar os ossos magoados de tanto carrego, de tanta chuva, de tanto frio. De noite, de dia, de Inverno, de Verão, nunca descansei. E estou aqui porque não sei fazer outra coisa e também porque... olhe, acostumei-me a ver a vida de uma esquina, que quer que lhe diga mais?»" Do espólio de Fernando Costa Excerto de uma notícia vinda na imprensa da capital, em data não apurada.
.

Sementinha

Quando a noite chegou a nossa amiga Sementinha procurou um torrãozinho de terra, deitando nele a cabeça para adormecer. E sonhou com o rouxinol vagabundo, a cantarolar para lhe trazer o sono, enquanto os dois chapins azuis a embalavam na teia doirada da aranha; depois vinham mais pássaros, todos os que vira no ensaio do bosque, e que traziam no bico o Amarelo de Barba Preta, o Serrano, o Rubião, o Mocho de Espiga Branca e os outros seus companheiros, bagos de trigo. Acompanhando as aventuras da Sementinha, é a fascinante história do trigo que Alves Redol conta às crianças. Alves Redol (1911-1969) foi um dos nomes cimeiros do neo-realismo em Portugal e é um dos grandes escritores portugueses do século passado. "Metidos numa velha arca, desde que o António Seareiro os guardara para semente, os bagos de trigo tinham acabado por adormecer naquela escuridão de muitos meses, julgando talvez que estavam esquecidos e ali ficariam a apodrecer o resto da vida." Assim começa esta linda história que os mais pequenos e também os mais crescidos podem encontrar na Biblioteca da União, no Colmeal. UPFC

05 março 2009

Canoagem no Ceira

Como recordámos recentemente, em 2006 com a Kompanhia-das-águas, abalançámo-nos a fazer a descida do rio Ceira, numa primeira experiência em canoagem. Muitos foram os entusiastas da modalidade que nos visitaram e vieram à descoberta do Colmeal. Houve movimento anormal de viaturas durante a noite e a madrugada com a chegada dos canoístas. O salão da Junta de Freguesia e a casa do Mário, à Eira, transformados em "dormitórios", recolhiam o pessoal à medida que iam chegando. Entusiasmo era coisa que não faltava. O Colmeal acordou nessa manhã "mais bem disposto e alegre". Em 2007 nova descida e muito mais interessados. Do Vale Pardieiro até à Cabreira, o colorido das canoas e dos fatos dava uma pincelada na paisagem que se abria para os deixar passar e reflectia-se nas águas serenas e calmas. O retempero de forças no final deu para selar mais o espírito que se vive entre os praticantes da modalidade e proporcionou momentos interessantes de convívio com os residentes. Foi pena que a chuva e a consequente e indispensável quantidade de água no rio não permitissem fazer nova descida em 2008. A chuva apareceu "fora de época" e não colaborou connosco. Trocou-nos as voltas... Para dia 21, sábado, e já falta tão pouco, parecem estar reunidas as condições para se fazer uma espectacular descida desde a Ponte do Colmeal até à Cabreira. Percurso curto e muito bonito, a ser iniciado cerca das 11 horas, porque há que ter em atenção que alguns dos canoístas vêm de localidades afastadas. No final da descida e com a colaboração habitual da nossa Delegação no Colmeal haverá uma torresmada, prato típico da região, para que os canoístas possam recuperar do esforço despendido. O Mário Martins (93 3281944), o Carlos Dias (96 7849386 - 93 8311689 - 91 8195885) e a Kompanhia-das-águas estão disponíveis para receber as inscrições (10 euros/pessoa incluindo seguro) e prestarem os esclarecimentos necessários. Poderão também utilizar o nosso endereço upfcolmeal@netcabo.pt para a inscrição. Não se esqueçam de ir preparando o material para que no dia 21, no Colmeal, não falte nada. Do resto tratamos nós. Como sei que vocês vão passar por aqui, já cá estou à vossa espera. O rio espera por vós! E os Colmealenses também! A. Domingos Santos

Assembleia de Compartes

Chegou ao nosso conhecimento de que na próxima Assembleia de Compartes, a realizar previsivelmente no dia 29 deste mês, no Colmeal, poderão vir a ser analisados e discutidos assuntos do maior interesse para a freguesia. Os dossiers relacionados com a energia eólica e com os postes de alta tensão certamente irão estar em cima da mesa. A participação dos residentes e recenseados é importante pois permitirá um melhor e mais cabal esclarecimento para quaisquer dúvidas que possam existir. Como é do conhecimento geral, os não residentes e os não recenseados na freguesia do Colmeal poderão assistir à reunião, mas não poderão votar. Participar é importante.

O papel da imprensa regionalista no progresso da Beira-Serra

.
Quem percorrer hoje a vasta região da Beira-Serra, apesar das suas múltiplas carências, não imagina o isolamento em que as suas populações viviam antes dos anos trinta. As poucas vias de comunicação do país ligavam apenas as grandes cidades; o telefone era luxo possível só aos que viviam nos maiores centros; os serviços postais funcionavam, na melhor das hipóteses, uma ou duas vezes por semana; a doença curava-se com as ervas que o barbeiro prescrevia; a água ia-se buscar à fonte de chafurdo que as raparigas limpavam uma vez por mês. Nascia-se, vivia-se e morria-se emparedado entre duas serras, sem se imaginar que para além da linha do horizonte a vida oferecia aos homens outras condições mais humanas que passam pela escola, pelo hospital e por um trabalho minimamente compensador. A exiguidade dos recursos foi, sem dúvida, a causa principal do êxodo de muitos, sobretudo para Lisboa, onde havia um ordenado e a possibilidade de aprender a escrever e a fazer contas. O contacto com a cidade, junto a um amor umbilical que prendia estes homens à pequena aldeia que os vira nascer, fizeram-lhes ver que a única solução era unirem as vontades, os esforços e as capacidades, para arrancarem as suas terras da letargia e do esquecimento a que eram votadas pela máquina governativa. Nasceram assim as Ligas, as Uniões e as Comissões de Melhoramentos. O que os homens da política não souberam realizar – esquecidos de que o país era muito mais do que a meia dúzia de centros urbanos da orla marítima – fizeram-no os regionalistas numa conjugação de esforços, sabendo que as dificuldades se vencem com a persistência e com a tenacidade dos que não voltam as costas ao combate. As primeiras ligações telefónicas, os primeiros fontanários e lavadouros públicos, as primeiras estradas e até as primeiras escolas, foram fruto desta união e deste desejo de verem as suas aldeias providas de um mínimo de condições que as tornassem habitáveis. Por detrás deste esforço é de justiça salientar o papel da imprensa regionalista, que sempre apoiou as iniciativas em curso e serviu de voz pública, junto dos homens do poder, a respeito das carências que afectavam muitos dos povos disseminados por toda a Beira-Serra. Um outro papel da imprensa foi o de estimular a própria criação de novos núcleos regionalistas. A informação do êxito dos primeiros levou outros a pensarem que era aquela, naquele momento, a única via para se sair do ostracismo a que as condições geográficas e o desinteresse do executivo político haviam votado toda a região. Podemos dizer, no entanto, que o papel da imprensa regionalista teria sido muito melhor desempenhado se não tem havido por parte de muitos dos que ali escreviam uma colagem servil aos ditames de uma determinada política. O louvor infundado àqueles que, ao darem alguma coisa, mais não faziam que um acto de justiça, não deixava de ser ultraje para muitos dos que, no silêncio, e apenas por amor às suas terras, dedicavam o melhor de si mesmos à grande causa do Regionalismo. Os tempos eram outros. Mas a Imprensa, sobretudo a Regionalista, não cumpre bem o seu dever se não se colocar, sempre, do lado dos mais carecidos de apoio. Apesar destes desvios, muitas vezes significativos, cumpre dar a cada um aquilo que lhe é devido. E a Beira-Serra deve muito do que hoje é aos jornais regionalistas, sempre interessados em fazer chegar às cúpulas da governação as necessidades e os desejos dos povos. A César o que é de César!
JESUS RAMOS (Chefe de Redacção de «O CORREIO DE COIMBRA»
in Boletim “O Colmeal”, Nº 175, de Julho/Agosto de 1981 Este artigo de opinião foi escrito para o Boletim “O Colmeal”, número especial comemorativo dos cinquenta anos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Tal como então, o papel da imprensa regional continua a ser importantíssimo e não pode nem deve ser ignorado. A. Domingos Santos

Sinais de Primavera

Foto de ADS

02 março 2009

As nossas aldeias, os nossos casais

Ádela
Foto cedida pela JFC

Canoagem no Ceira

Há três anos fizémos o nosso baptismo em termos de canoagem. Muita afluência e entusiasmo. Correu bem. Repetimos em 2007. Foi melhor ainda. A chuva não colaborou em 2008 e cancelámos a descida. Para o próximo dia 21, sábado, parecem estar reunidas as condições para uma espectacular descida desde a Ponte do Colmeal até à Cabreira. O Mário Martins, o Carlos Dias e a Kompanhia-das-águas estão em condições de receber as inscrições, que também podem ser feitas para o nosso endereço. Esteja atento às próximas notícias e vá-se preparando para rumar até ao Colmeal no próximo dia 21 de Março. O rio espera por nós! E os Colmealenses esperam por si! UPFC

Caminhada

Só preciso de saber se há, quando é e qual o percurso. Para começar a treinar...

Rancho Serra do Ceira (4)

. Video de aldeiavelhense
.

Os nossos autores

Felisbela Fontes teve a gentileza de oferecer à União Progressiva da Freguesia do Colmeal, para a sua Biblioteca, dois exemplares autografados da sua obra "Beira-Serra Meu Portugal Escondido". Segundo a autora, que nasceu e viveu em Ádela até aos vinte anos, trata-se de um trabalho simples concebido através da sua própria experiência, tendo muitas das vezes recorrido ao conhecimento de pessoas mais velhas. Dedica este livro à sua filha "para que ela não se esqueça das suas origens". Mas dedica-o também "à memória dos meus antepassados, a todos os beirões e a todos os que da minha terra já partiram para o outro lado da vida." De leitura fácil, rapidamente ultrapassamos os seis capítulos. Outeiro do Povoal, a mudança para a de lá, histórias, jogos e brincadeiras de infância, as festas, a raspadinha, o vira e tantas outras modas... Minas e algares, lendas mouriscas e muitos provérbios populares prendem a nossa atenção, bem como as "mezinhas" que vêm passando de geração em geração e que são a cura para todos os males. A dieta alimentar em que "no meio de toda a pobreza há sempre a habilidade e a imaginação de quem cozinha, para com a mesma coisa poder variar", os trabalhos no campo, as debulhas, a cozedura da broa e a apanha da azeitona, são outros interessantes aspectos da sua vivência que Felisbela nos apresenta. No capítulo IV recorda "como a vida era dura e tudo o que tinha préstimo se aproveitava, aqui não se fugia à regra. O que não servia para linho dava estopa..." Depois, também uma referência aos bodos, festas, feiras e romarias. As colectividades regionalistas não são esquecidas e faz uma alusão muito especial à "sua" Comissão de Melhoramentos de Ádela, "a esperança que apareceu na angústia do sofrimento e o Sol que derreteu o gelo de tantos Invernos acumulado." Um livro a não perder, que pode requisitar na Biblioteca da União. A. Domingos Santos