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07 junho 2012
XXVIII Festival do Folclore Beirão
Teve lugar no Colmeal, no passado dia 2 de junho, o XXVIII Festival do Folclore Beirão.
A organização esteve a cargo do Rancho Folclórico Serra do Ceira, Colmeal, com o apoio da Junta de Freguesia, Câmara Municipal de Góis, Rádio Clube de Arganil e patrocinadores.
Para além de o promotor e anfitrião Rancho Folclórico Serra do Ceira, cuja iniciativa e capacidade de organização são de sublinhar, participaram no festival o Rancho Folclórico “O plátano de Alijo” (Alijó), o Rancho Folclórico da Candosa (Tábua) e o Rancho Folclórico e Etnográfico do Município de Vila Nova de Poiares.
Sobre o palco decorado na base com adereços alusivos a alguns dos modos de vida que o folclore reproduz, o desempenho dos grupos foi o melhor, tocando, cantando e dançando modas e coreografias que remetem para o tempo em que o divertimento se encontrava associado ao trabalho.
Sem dúvida que se tratou de um evento muito interessante, em linha com o interesse e mérito do trabalho de todos os ranchos folclóricos, contribuindo para a preservação da cultura popular e da memória coletiva, promovendo a animação das comunidades, servindo de ocupação e contexto para o enriquecimento e a valorização cultural e social dos próprios executantes.
A refletir prazer genuíno, a alegria sobre o palco era evidente.
Antecipando e prevenindo o futuro, os grupos integram crianças, que encantam pela graciosidade e espantam pela postura.
A satisfação do público era evidente.
O festival contou com a presença da senhora Presidente da Câmara Municipal, Drª Maria de Lurdes Castanheira, que dirigiu palavras de estímulo e agradecimento à organização e aos participantes.
Lisete de Matos
Açor, Colmeal, 6 de junho de 2012.
27 fevereiro 2011
26 janeiro 2011
Rancho Folclórico Serra do Ceira
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Assembleia-geral
Convocatória
De acordo com os Estatutos, vai realizar-se a Assembleia-geral de sócios no dia 12 de Fevereiro de 2011, às 14h30m, no edifício da Junta de Freguesia do Colmeal, com a seguinte ordem de trabalhos: 1- Análise e votação do Relatório e Contas da Direcção e Parecer do Conselho Fiscal, relativo ao ano de 2010; 2- Análise e aprovação do Plano de Actividades para o ano de 2011; 3- Outros assuntos de interesse para o Rancho; 4- Eleição dos novos corpos sociais, para o próximo biénio; Nota: Se não houver associados suficientes para reunir em primeira convocatória, a assembleia reunirá trinta minutos depois com qualquer número de presenças. Colmeal, 15 de Janeiro de 2011
O presidente da Assembleia-geral António Jorge Henriques Almeida
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19 setembro 2010
REVIVER A DESFOLHADA
Talvez por eu ser novo, não possa precisar há quanto tempo não se via nada igual ao que se passou no Colmeal no passado dia 11 de Setembro.
O Rancho Folclórico Serra do Ceira, organizou um "Reviver da Desfolhada" onde participaram o Rancho de Pampilhosa da Serra e o Rancho da Lousã.
Do programa, que teve início às 11H00, iniciou-se a recepção aos Ranchos convidados nas Seladas seguindo-se o almoço oferecido pelo rancho residente.
Desde cedo que se juntaram alguns tocadores de concertina e demais músicos dos ranchos que em conjunto com outros artistas já conhecidos, começaram a descortinar o que se iria passar durante o resto do dia.
Depois do bem servido repasto, rumou-se ao Largo do Colmeal onde todos os ranchos desfilaram e cantaram.
Algumas colectividades da freguesia do Colmeal e do restante concelho de Góis, assim como outras instituições concelhias fizeram questão de estar representadas.
O Sr. Dr. José Rodrigues, vice-presidente da Câmara Municipal de Góis e o Sr. Carlos de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, estiveram presentes e endereçaram palavras de encorajamento a todos e louvaram a iniciativa. Com a sua já habitual amizade e boa disposição, ambos se envolveram no espírito de revivência, participando no evento.
Assim que as espigas de milho foram deitadas ao chão no Largo Dª. Josefa das Neves Alves Caetano, ninguém ficou alheio à desfolhada tento praticamente todas as pessoas colaborado nesta árdua tarefa, recordando (os mais velhos) e aprendendo (os mais novos) como era feito este trabalho, num passado não muito distante.
Não faltaram as brincadeiras por causa do milho-rei nem as zaragatas por causa das moças bonitas... Com a desfolhada feita, aproximava-se a altura de malhar o milho tendo este também sido um momento digno de se ver e reviver...
Foi um dia memorável para todos quantos assistiram ao "Reviver da Desfolhada"
Aguardo mais iniciativas do Rancho Serra do Ceira, desejo-lhe longa vida e muitas felicidades!
Veja mais imagens e videos em
http://vigiando-das-caveiras.blogspot.com
Henrique Miguel Mendes
16 setembro 2010
“REVIVER O PASSADO COM A DESFOLHADA”
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“Reviver o passado com a desfolhada” foi uma iniciativa do Rancho Folclórico Serra do Ceira. Teve lugar no dia 11 de Setembro corrente, e contou com a participação do Grupo Etnográfico da Região da Lousã.
Tocado a música, o milho chegou em sacos trazidos por homens e cestas trazidas à cabeça por mulheres. Felizmente que o seu rosto já não transparecia o suor e o cansaço dos que, antigamente, acarretavam o milho, cesta a trás de cesta sob o sol ainda escaldante de Setembro e Outubro, das encostas e ribeiras fundas onde crescia.
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Despejadas as espigas no chão, logo começaram a ser despidas do folho protector que as envolvia, deixando à vista o grão pujante de promessa.
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Ali ao lado, alguém dizia:
- Na minha terra, cada um escapelava o seu milho, à medida que o ia colhendo. A ajuda dos vizinhos era só para as debulhas. E o que nós chamávamos de “desfolhada” era a tarefa de tirar a folha à planta, fazendo com ela molhinhos que se secavam e guardavam para alimentar o gado no Inverno. Às vezes, ia-se desfolhar nas noites de lua cheia!
Como não podia deixar de ser, o “Chi” (espiga preta) lá apareceu, a lembrar que constituía pretexto para os abraços mais ou menos apertados e prolongados que, ao tempo, só ele consentia! No Colmeal, também o Vice-Presidente da Câmara Municipal, Dr. José Rodrigues e o Presidente da Junta de Freguesia, senhor Carlos de Jesus terão sido devidamente abraçados! Terminada a escapelada, (descamisada, desfolhada), os folhos foram recolhidos nos hoje omnipresentes e (in)dispensáveis sacos de plástico. Os folhos já não servem para fazer enxergas, mas farão certamente as delícias de alguma cabra de estimação que sobre por aí!
Seguidamente, passou-se à debulha do milho, usando o mangual.
- Na minha terra, malhava-se o milho com um pau grande …
- Na minha, era com um aí de meio metro. Mas sei que também se usou o pau grande e até o mangual, há uns oitenta ou noventa anos. A opção pelo pau pequeno ter-se-á ficado a dever ao facto de o milho ser malhado em casa, onde a exiguidade do espaço dificultava o uso daqueles utensílios. As eiras (tendais) praticamente só serviam para secar o milho, nomeadamente por causa do declive dos terrenos.
Mais tarde, enquanto as crianças continuavam a “escasular”, isto é, a retirar do casulo os grãos que a pancada certeira do mangual não tinha libertado, já os adultos cantavam e dançavam!
Só faltou a ceia que os donos das debulhas ofereciam no final das mesmas, pelo menos em algumas localidades. As debulhas tinham lugar à noite para aproveitar da maior disponibilidade dos vizinhos para ajudar. Era muito engraçado e engenhoso! Nas noites em que havia várias debulhas, ou os membros das famílias se distribuíam por todas, ou era o tempo que era distribuído, andando as pessoas de debulha em debulha, candeia acesa na mão … Também se dava o caso do convite para a debulha ser recusado: “Ai, debulha(s) hoje? Olha que pena! Fica para a próxima, que hoje já me comprometi com fulano (a) …” Entreajuda era assim! A não ser que alguma zanga se lhe sobrepusesse, o que também podia acontecer! Mas, voltando à ceia, consistia em broa com figos, azeitonas ou queijo (um luxo!) e uns goles de vinho ou aguardente bebidos da garrafa que passava de mão em mão. Mais tarde, quando as pessoas abalaram maciçamente para Lisboa e outras paragens à procura de melhores condições de vida, os que ficaram e continuaram a cultivar milho, compraram as máquinas debulhadoras a que se referiu o senhor Vice-Presidente da Câmara, Dr. José Rodrigues. Podem ser, de facto, objectos muito bonitos!
Muito interessante. Parabéns aos Ranchos envolvidos! Como se vê, o evento permitiu mesmo reviver o passado, na esperança de um futuro melhor! E dado que todos os pretextos são bons para conviver e refazer o património cultural, alguém sugeria a celebração das vindimas!
Açor, Colmeal, 11 de Setembro de 2010.
Lisete de Matos
08 fevereiro 2010
Rancho Folclórico Serra do Ceira
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Assembleia-Geral
Convocatória
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De acordo com os Estatutos, vai realizar-se uma Assembleia-Geral de sócios, para o dia 21 de Fevereiro de 2010, às 10.00 horas, no edifício da Junta de Freguesia do Colmeal com a seguinte Ordem de Trabalhos:
1. Análise e votação do Relatório e Contas da Direcção e Parecer do Conselho Fiscal, relativo ao ano de 2009.
2. Análise e votação dos valores da quota de associados.
3. Análise e aprovação do Plano de Actividade para o ano de 2010.
4. Outros assuntos de interesse para o Rancho.
Nota: Se não houver associados suficientes para reunir em 1ª convocatória, a Assembleia reunirá trinta minutos depois com qualquer número de presenças.
Colmeal, 22 de Janeiro de 2010
O Presidente da Assembleia-Geral
António Jorge Henriques de Almeida
in "O Varzeense" Nº 528, de 30 de Janeiro de 2010
06 agosto 2009
Rancho Serra do Ceira
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal regista com muito agrado o ressurgimento do Rancho Folclórico Serra do Ceira com diversas actuações anunciadas em vários cartazes de festas neste Verão.
Recentemente apresentou-se nas festas do Soito e do Açor e vai actuar no próximo dia 7 em Góis, pelas 21h30m, no Parque de Lazer do Baião, no âmbito da FACIG - Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis.
Também estão programadas actuações nas festas de Ádela (dia 8 -19 horas), Malhada (dia 9 - 19 horas) e Colmeal - Parque de Merendas das Seladas (dia 10 - 18h30). Com o trabalho árduo que tem vindo a ser desenvolvido certamente outras exibições estarão já em agenda.
E não podemos esquecer que o Rancho Serra do Ceira necessita do apoio de todos nós.
UPFC
25 maio 2009
O «SERRA DO CEIRA» em reactivação
Ciclicamente, todas as instituições atravessam as suas crises. O Rancho Folclórico «Serra do Ceira» não fugiu a esse costume. No entanto, depois de um período menos auspicioso, em que os normais derrotistas lhe auguravam um «lindo funeral», o nosso mais representativo agrupamento folclórico reapareceu ao público no ano anterior, actuando no Colmeal, quando da visita de autarcas alemães ao concelho de Góis.
Apesar dessa reaparição e do agrupamento ter actuado em 8 de Dezembro de 1986, em Ribeira Cimeira, o «Serra do Ceira» desapareceu praticamente das páginas da Imprensa Regional. Culpa dos responsáveis que não transmitem a actividade do agrupamento, ou dos órgãos de comunicação social que se acomodam no habitual rame rame, aguardam chegada de possível notícia enviada por qualquer carola, não as buscando no local dos acontecimentos?
Na anterior edição de O Varzeense, a alusão à Assembleia-Geral e à eleição de novos corpos gerentes despertou a atenção e sabendo estar o agrupamento em fase de reactivação, ensaiando na vila de Góis, na Sede dos Bombeiros Voluntários, fomos assistir ao ensaio, recolher alguns apontamentos do que fomos ouvindo a dirigentes ou membros do rancho.
Pelo ambiente de camaradagem e entusiasmo, as perspectivas futuras parecem animadoras: a Câmara, de quem aguardam apoio económico, tem, para já e preciosamente, procedido ao transporte dos membros do agrupamento que, ao momento, são na ordem da meia centena (anteriormente eram uns 35).
Nas circunstâncias, pelo aumento de material humano, são necessários – disseram – doze novos fardamentos, cujo custo é elevadíssimo. Quem ajuda o «Serra do Ceira», neste momento de expansão? A todos os goienses aqui fica o apelo.
Também, em face de disposição da Federação de Folclore, soubemos que, no passado mês de Dezembro, elementos do «Serra do Ceira» contactaram conterrâneo no sentido de desenhar motivo que esteja de harmonia com as passadas tradições sociais, económicas e culturais dos povos da Serra e Vale do Ceira, em substituição dos «bonecos» bordados no estandarte.
Foram-nos facultados os três esboços propostos e indicado o escolhido, que inclusivamente, irá já servir de base ao símbolo do «7º FESTIVAL DE FOLCLORE BEIRÃO», a realizar em 23 de Agosto, em Góis.
Contactado o autor e não vendo este qualquer inconveniente na divulgação do desenho, ainda em acabamento, O Varzeense publica gravura. As cores que vão predominar – diz o autor – são o azul céu, amarelo e verde, além de branco.
In “O Varzeense”, Março de 1987
Do espólio de Fernando Costa
18 maio 2009
Rancho Serra do Ceira
Realizou-se ontem, 17 de Maio, no salão da Junta de Freguesia do Colmeal, a Assembleia-Geral do Rancho Serra do Ceira, para a eleição dos Órgãos Sociais - biénio de 2009/2010.
Antes da votação, foram admitidos e aprovados vários sócios e outros regularizaram a sua situação, procedendo ao pagamento de quotas em atraso.
Fernando Santos e Elisabete Ascenção usaram da palavra para prestarem alguns esclarecimentos relacionados com o ressurgimento do Rancho Serra do Ceira e sobre a composição da lista.
A sala estava repleta e os trinta associados votaram unanimemente na única lista que foi proposta para sufrágio. Ambiente descontraído e saudável neste passo que agora foi dado para que o Rancho volte a ter a aura de sucesso que granjeou em tempos passados.
Há muito trabalho a desenvolver e são necessárias ajudas para a compra de vestuário, calçado e alguns instrumentos.
Antes de terminar a sessão, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal que estava representada na sala por sete dos seus dirigentes, pela voz do seu presidente, felicitou os agora eleitos e reafirmou a disponibilidade da colectividade em apoiar o Serra do Ceira.
Direcção: Fernando Manuel de Almeida Santos (Presidente), Elisabete Cristina Carneiro de Ascenção (Vice-Presidente), Manuel de Almeida Alexandre (Primeiro Secretário), António de Anunciação Duarte (Segundo Secretário), Fernando de Almeida Costa (Tesoureiro), Etelvina Fontes de Almeida (Vogal) e Maria Fernanda Custódio Antão (Vogal).
Assembleia-Geral: António Jorge Henriques Almeida (Presidente), José Braz Victor (Primeiro Secretário) e Abel de Ascenção Marques (Segundo Secretário).
Conselho Fiscal: Américo Gaspar Lopes de Almeida (Presidente), Lúcia Maria de Almeida Alexandre (Secretário) e Justino Geraldes (Relator).
Todos os apoios não serão demais. Vamos ajudar o Rancho Serra do Ceira!
UPFC
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