18 abril 2008

10.000

Desde o momento em que resolvemos avançar pela via electrónica em Agosto passado com a publicação do cartaz das nossas Festas de Verão no Colmeal, o blogue da União já recebeu dez mil visitas na sua página principal. Esse número mágico foi atingido hoje. Sabemos que são muitos mais porque apenas instalámos o contador em Setembro. Mais de vinte mil e trezentas páginas foram vistas pelos nossos visitantes, a maioria das quais a seguir à recepção das newsletters. Com a criação de dois espaços próprios "Cantinho da Saudade" e "A União no Presente", possibilitámos uma mais fácil consulta a todos os que se querem deliciar com as fotografias antigas e acontecimentos passados ou aqueles que querem acompanhar as recentes realizações da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Estes dois espaços receberam desde a sua recente criação mais de quatro mil visitas e foram mais de seis mil as páginas vistas. A procura tem sido maioritariamente de Portugal mas podemos dizer que de todo o mundo já houve visitas ao nosso blogue. Para além dos nossos associados emigrados em França, Suíça, Alemanha e PALOP's tivemos registo de visitas em locais tão distantes como Singapura, Japão, Turquia, Arábia Saudita, Nigéria, Canadá, Austrália, Brasil ou Estados Unidos da América, entre muitos outros. Sentimos orgulho do trabalho desenvolvido e do que ele tem representado para o conhecimento e divulgação da nossa Colectividade, do Colmeal, das nossas gentes e da nossa região. Ficamos muito sensibilizados quando recebemos mensagens dos mais diversos sectores e proveniências congratulando-nos e encorajando-nos a continuar. O nosso blogue continuará a ser um espaço aberto onde todos podem expressar as suas ideias e opiniões, onde todos podem colaborar com as suas fotografias, com os seus escritos ou apenas e simplesmente com as suas visitas. E ajude-nos a divulgar o nosso blogue dando-o a conhecer aos seus amigos. Um OBRIGADO muito grande por nos ter ajudado a chegar aos dez mil. UPFC

15 abril 2008

COLMEAL - A União vai aos Açores III




Como já informámos, de 18 e 25 de Maio, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai aos Açores para uma visita a quatro das suas nove ilhas, ilhas de uma beleza deslumbrante provenientes de violentas erupções vulcânicas.
Poderemos considerar este arquipélago como que um “paraíso” na imensidão do Atlântico.
Ilhas tão iguais e tão diferentes em que cada uma delas é dona da sua individualidade paisagística mas onde o verde vivo está sempre presente. Verde matizado de belas flores entre as quais sobressaem hortênsias e azáleas. Lagoas imponentes de azul safira e verde-esmeralda repousando no fundo de crateras de vulcões extintos. Campos axadrezados de prados férteis onde aqui e além se vêem vacas em pequenas manadas. Igrejas quinhentistas e casas senhoriais que tocam a alma de qualquer visitante. E depois, a imensidão do mar que está sempre presente. Aquele mar imenso que leva os seus filhos para terras distantes à procura de melhor vida noutros horizontes. E que talvez um dia voltem.

Já vos demos conta do que iremos ver nas Ilhas Terceira e do Pico, do Grupo Central.
Depois de termos visitado a Ilha Negra do Pico iremos hoje visitar a Ilha Azul do Faial. E porquê azul? Assim é conhecida pela grande profusão de maciços de hortênsias que vindas da China e do Japão e pitorescamente chamadas de “novelos” pelos açorianos, quase cobrem os seus 143 km2. Em cartas antigas (mapas) chegou a ser designada por “Ínsula de Ventura”. A sua descoberta terá sido na primeira metade do século XV. Em 1460 iniciou-se o seu povoamento, na zona dos Cedros por gente vinda do norte de Portugal e mais tarde por flamengos que se instalaram no local hoje conhecido por vale dos flamengos.
Na cidade da Horta visitaremos a Marina, um dos seus locais de referência, sempre pejada de belos iates e ponto de encontro de velejadores desportivos que cruzam o Atlântico. As pinturas que deixam no chão e nas paredes da marina são o testemunho da sua passagem, para anos mais tarde recordar, ou ainda porque se diz que os marinheiros que o não fizerem não chegarão ao seu destino. O famoso Peter Café Sport é um marco na história dos Açores e será visita obrigatória bem como o Museu de Scrimshaw situado no andar superior, onde se encontra reunida uma vasta colecção de peças dos mais conceituados artesãos.
A Igreja de S. Salvador, actual Igreja Matriz cuja construção remonta ao século XVII possui telas, imagens e azulejos de grande valor. No Museu da Cidade instalado no antigo Colégio dos Jesuítas e que evoca a história da cidade, merece destaque a extraordinária colecção de objectos em miolo de figueira, expressão artesanal muito característica desta ilha.
Espalamaca é um miradouro sobranceiro à Horta, de onde poderemos admirar para além da cidade, porto e marina, as ilhas do Pico e S. Jorge, praia de Almoxarife e a costa até à Ribeirinha. Seguiremos pelos Flamengos a caminho da Caldeira, um dos atractivos desta ilha, cratera com cerca de quatrocentos metros de profundidade e dois quilómetros de largura, classificada como reserva natural, ladeada por hortênsias azuis, faias, zimbros e fetos. As piscinas naturais do Varadouro numa espectacular baía, estância termal e zona balnear aguardam pela nossa passagem.
Depois, uma paragem na Ponta dos Capelinhos onde se deu a erupção vulcânica de 1957 e se poderá admirar o que as forças da natureza são capazes de fazer, numa exposição com fotografias da época que registaram as diversas fases do acontecimento

Para a próxima vamos contar-lhe como vai ser em São Miguel, a Ilha Verde.
Se estiver interessado na nossa companhia, aproveite, porque os lugares disponíveis são poucos.
Telefone para Maria Lucília (914815132) ou António Santos (217153174/962372866).
Poderá também fazer a sua reserva através do nosso endereço upfcolmeal@netcabo.pt
Venha connosco porque vai valer a pena!

UPFC

11 abril 2008

Caminhada


Pouco mais de quinze dias nos separam dos "Trilhos da Ribeira de Ádela - Caminhos da Escola", percurso que iremos recordar por Ádela e Açor, desde os Cepos até ao Colmeal.



Nos meus tempos de escola existia apenas um livro, o chamado "livro único", para cada uma das quatro classes então obrigatórias. Os mais antigos ainda se lembram deles.



Quem não se lembra destas imagens? Os meninos segurando balões de cores diferentes com as cinco vogais. Letras grandes, pequenas, comerciais ou em tipo de imprensa. Que nós escrevíamos em cadernos de linhas, que na primeira classe tinham duas, para que as letras saíssem alinhadas e todas do mesmo tamanho. Com lápis que se aproveitavam até à pontinha ou com aquelas canetas de aparos soltos e se molhavam nos tinteiros das carteiras.





"a" de águia, "e" de égua, "i" de igreja, "o" de ovos, "u" de uvas. Outra maneira de conhecer as vogais em associação com elementos mais ou menos conhecidos. Letras que escrevíamos na lousa com uma pena ou no quadro preto com o giz.




"É inverno, duro inverno. Neva tanto. O monte e o tecto têm neve. É um nevão. O vento varre a neve."
Um trecho do Livro da Primeira Classe que os nossos alunos de Açor e Ádela compreendiam melhor do que muitos outros que não sabiam o que era neve.



"O terreno é do nosso avô, é nosso, é teu, é meu, é da nossa mãe. Eu vi o avô deitar a semente à terra. O arado virava a terra. E o avô suava tanto!."
Do mesmo livro, outra passagem que os alunos que iam à escola aos Cepos certamente entendiam bem. Quantos deles não teriam já ajudado os seus a deitar as sementes à terra!?...




E quem não se lembra ainda de "Os ninhos", aqueles versos lindos de Afonso Lopes Vieira que começavam assim:

"Os passarinhos,
Tão engraçados,
Fazem os ninhos
Com mil cuidados"...


Tudo o que se passou naqueles anos será com certeza recordado ao passarmos por aqueles trilhos.
Não com a sacola de serapilheira a tiracolo e as mãos livres para correr e brincar , nem tão pouco com as tamancas de brochas às topadas nas pedras soltas.
Vamos encontrar os cheiros dos mesmos caminhos, rever as cores das plantas, das árvores e dos matos.
E das nossas memórias saltarão episódios que julgávamos perdidos.
Venha ver como será possível recordar tanta coisa que já considerava esquecida.
Vamos ficar admirados. E também felizes por tudo isso.

A. Domingos Santos

03 abril 2008

COLMEAL - Biblioteca da União mais completa



Os Colmealenses poderão desvendar o mundo misterioso da molécula num dos dez volumes que compõem uma pequena enciclopédia “História Ilustrada da Ciência” que a partir de agora irá ficar disponível na Biblioteca da União.
Pode ficar a saber como um menino tinha a paixão da matemática ou de como esta foi evoluindo ao longo dos séculos, ou ainda como as conquistas da ciência e da técnica transformaram completamente a condição do homem.
Tomar conhecimento da sensibilização que tem sido feita e que se deverá continuar a fazer para melhorar as relações entre o homem e o ambiente, estabelecendo normas para a sua protecção.
O volume dedicado à Geologia ensina-nos coisas maravilhosas sobre a terra, os oceanos ou a atmosfera que nos envolve. Ficamos a saber como os fundos marinhos são arquivos do tempo ou como a Antártida é uma fábrica de tempestades.
De entre as grandes ciências que revolucionaram e ampliaram enormemente os nossos conhecimentos, a Biologia, será sem dúvida, a menos conhecida. Num volume próprio poderá descobrir entre outras coisas o mistério da hereditariedade, a origem das espécies ou a história das Ilhas Galápagos.
As origens da Física, como as de qualquer outra ciência, perdem-se na noite dos tempos. Percorra este volume e fique a saber como nasceu a electrotecnia ou quem foi Albert Einstein e que fundamentos sustentaram a sua teoria da relatividade.
A Electrónica nas suas linhas gerais ajuda-nos a percorrer um caminho que vem desde as “misteriosas formas de energia”, passando por Marconi, pela televisão e pelas telecomunicações via satélite até às inovações mais próximas.
A Astronomia leva-nos à descoberta do infinito numa caminhada ao longo dos tempos desde as descobertas mais antigas até às mais recentes.
A desforra de Ícaro é perfeitamente explanada no volume dedicado à Astronáutica, onde podemos acompanhar toda a evolução verificada na conquista do espaço pelos humanos.
Ao lermos o volume relativo à Cibernética encontramos máquinas que substituem os homens em múltiplas tarefas e uma pergunta nos assalta – será que o robot dominará o homem?
As suas e as nossas dúvidas poderão desaparecer se lermos estes volumes que se nos apresentam com bastante clareza e simplicidade.
Ler é importante. Ler faz-nos bem.

UPFC

31 março 2008

Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da escola

(Clique na imagem para ampliar)









Março está no fim. A hora de Verão já chegou. O sábado de 26 de Abril está quase aí.
Os dias vão passar depressa e sem nos darmos conta estaremos a percorrer os mesmos caminhos que os rapazes e raparigas, hoje mulheres e homens feitos, faziam para a aprendizagem das letras e dos números.
Venha tomar connosco o café da avó e uma filhó na antiga Escola Primária dos Cepos.
Recorde a carteira onde se sentava, muitas das vezes com o corpito franzino enregelado pelo frio e pela chuva.
Reveja o quadro preto de ardósia onde escreveu as primeiras letras ou o recreio onde brincava às escondidas, à apanhada ou à cabra cega.
Reencontre colegas desses tempos. Volte para trás no relógio do tempo. Rejuvenesça.
Venha fazer esta caminhada connosco e vai ver que valerá a pena. Ádela, Açor e depois o convívio nas Seladas (Colmeal).
Não perca este dia que lhe vai ficar na memória.
Esperamos por si!

UPFC

Assembleia Municipal

"Interveio o senhor Henrique Brás Mendes, congratulando-se com os documentos apresentados (Grandes Opções do Plano e Orçamento para o ano financeiro de 2008), contudo considera que a sua freguesia está em último plano em relação às prioridades da Câmara. Relembrou a importância da colaboração dos Presidentes de Junta, na elaboração destes documentos previsionais, porque estando mais perto das pessoas conhecem melhor as suas necessidades. Terminou a sua intervenção advertindo para a necessidade de repavimentação de uma calçada existente na povoação do Colmeal, porque o seu piso escorregadio põe em risco a segurança das pessoas." in Acta n.º 6/2007 - Sessão Ordinária da Assembleia Municipal realizada no dia 19 de Dezembro de 2007 - "O Varzeense", 15 de Março de 2008. Saudamos o senhor Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal pela sua intervenção na Assembleia Municipal de Góis. A freguesia do Colmeal continua a ser considerada uma freguesia menor, sem interesse e esquecida pelo município de Góis, a que pertence. Os anos passam, as Grandes Opções sucedem-se e o Colmeal nunca é contemplado. E porquê? Porque não há ideias, porque não há soluções, porque não se sabe o que se há-de fazer. Ninguém ouve os Colmealenses ou os seus legítimos representantes. O autismo sucede-se ano após ano. Promessas? Sim, algumas, mas só de quatro em quatro anos. Tal como os anos bissextos. Os Colmealenses devem ser mais participativos e interventivos. No próximo dia 27 de Abril (domingo), será realizada a Assembleia de Freguesia no Colmeal, numa acção de descentralização que se pretende levar às várias aldeias e que em Setembro do ano passado foi iniciada no Sobral. A população deve participar nos debates que no geral respeitam à freguesia e que naturalmente interessam a cada um em particular. Venha saber, por exemplo, porque é que a situação desta calçada no Colmeal (focada pelo senhor Presidente da Junta) não está resolvida, apesar de já ter sido referenciada por várias vezes. Ou porque é que em Agosto falta sempre a água. Ou até mesmo aquele assunto que apresentou em tempo e de que ainda não teve resposta. Venha saber quais as propostas que a sua Junta apresentou no Município e que não tiveram sequência. Todas aquelas perguntas que lhe povoam o pensamento poderão eventualmente ter resposta nesta Assembleia de Freguesia. No período destinado à intervenção do público, coloque as suas questões. Nós também lá estaremos. Também temos perguntas a fazer e ali será o lugar certo. A intervenção e participação de cada um de nós não se esgota nem se limita ao voto que colocamos na urna. Temos que fazer mais alguma coisa. Participar! A. Domingos Santos

29 março 2008

Colmeal florido










Nesta altura do ano deparamos com um Colmeal diferente. Mais alegre. Mais colorido.
Descendo a serra arroxeada por um manto espesso de moitas, cruzando estradas ou embrenhando-nos por simples caminhos, encontramos uma cor verde generalizada mas salpicada aqui e ali com um matizado que nos diz que a Primavera chegou.
Uma excelente altura para visitar o Colmeal.

No próximo dia 26 do mês de Abril poderá percorrer connosco os "Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da escola" e apreciar esta beleza paisagística que nos envolverá ao longo do trajecto entre a escola Primária dos Cepos e o Parque de Merendas das Seladas, no Colmeal.
Passados tantos anos, como será voltar a pisar aqueles caminhos? Que recordações emergirão do fundo das nossas memórias?
A sua presença vai ajudar a colorir e a alegrar ainda mais a nossa paisagem. Vai adorar o convívio com as gentes serranas. E no fim, vai sentir vontade de voltar.
Porque afinal... qualquer altura do ano é boa para visitar o Colmeal.

UPFC

Recordar "O Colmeal" 5



O número 5 de “O Colmeal” data de 15 de Junho de 1960. Na 1ª página uma fotografia de Santo António é acompanha todo um texto dedicado ao santo do mês. Junho designa-se por “dos santos populares” Santo António, São João Baptista e São Pedro. Mas “O Colmeal” lamenta o facto de muitos os conhecerem apenas como padroeiros de romarias, a presidem do alto dos seus tronos e conta-nos a história do Santo do mês. Junto da Sé de Lisboa, em frente da sua porta principal encontrava-se a residência do cavaleiro Fernando Martins de Bulhão, onde em 1190 nasceu seu filho de nome Fernando. Fernando de Bulhão cresceu como todas as crianças, seus pais eram abastados e sua mãe, mulher de grandes sentimentos e socorro dos pobrezinhos das redondezas. Fernando, na escola imitava a sua mãe no carinho com que tratava os colegas mais desfavorecidos. Foi aluno na Sé de Lisboa e aos 15 anos saiu da capital indo estudar para o convento de São Vicente e fez-se noviço da Ordem de Santo Agostinho onde mais tarde foi construída a Igreja de São Vicente. Fernando preferiu a vida do sacrifício às honras que podia vir a ter na Corte. Para se entregar a Deus transferiu-se para Coimbra, para o convento de Santa Cruz. Além de atender os pobres que todos os dias lá iam pedir esmolas, estudou muito, rezava e aludia aos pobres. Certo dia chegaram da Itália cinco frades franciscanos que iam para Marrocos pregar o Evangelho aos mouros e Fernando falou com eles. Passado algum tempo chegaram a Coimbra os restos mortais dos cinco frades que tinham sido mortos pelos mouros. Então, Fernando teve de Deus a inspiração de os substituir na pregação a África tornando-se franciscano indo morar para os Olivais nas ruínas do antigo convento de Santo Antão. Aí mudou de nome e em homenagem a Santo Antão que em latim se diz António, passou a chamar-se António. Em Setembro de 1220 Frei António parte para África mas adoeceu devido à viagem tormentosa que fez e voltou a Portugal. No regresso, um furacão levou o barco para a Sicília. António dirigiu-se a Assis onde vivia São Francisco, fundador dos franciscanos. Ninguém lhe deu importância pois era um frade estrangeiro, mal-encarado pelas doenças e viagens, todo esfarrapado e não sabia falar a língua daquela terra. O Frei António lava loiça a limpava a hortaliça até um dia em que preciso fazer um brinde em homenagem a uns novos sacerdotes que nesse dia eram hóspedes. O superior do convento escolheu António para falar e para grande surpresa de todos, António falou em latim clássico, citou a Sagrada Escritura e os grandes doutores da Igreja. São Francisco, nomeou-o então mestre de toda a ordem e então começou a pregar em Itália e sul de França sendo seguido por multidões para o ouvir e criar seus milagres. António faleceu em Pádua e daí alguns lhe chamarem Santo António de Pádua mas para nós portugueses é Santo António de Portugal.

Neste 5º número de “O Colmeal” é anunciado que a festa está marcada para dia 14 de Agosto, assim como a Comunhão Solene das crianças e dá conta de mais pessoas que assinaram o jornal. Destaca o envio de uma carta do Dr. Marcelo Caetano dizendo que “O Colmeal” é um precioso documento que arquiva que tanto bem pode fazer naquelas paragens serranas… A campanha para a compra de um sino chama-se desde este número de “Badaladas” e publica os nomes de quem contribuiu assim como os respectivos valores.

Continuando com “Os nomes da nossa terra”, nesta edição, Carvalhal vem de carvalho. Muitas pessoas conheciam pelo nome de Carvalha e Sarnoa. Como existem muitas povoações com esse nome, para distinguir esta da freguesia do Colmeal, chamaram-lhe do “Sapo”, talvez por ser a alcunha dada ao nome da mata… Aldeia Velha, diz-se que havia lá um casal com esse nome… Safredo vem de sáfaro que significa lugar inculto, cheio de penhascos… Porto-Chão significa porto/sitio abrigado e chão quer dizer plano. Porto-Chão é portanto uma propriedade plana num sítio abrigado… Coiços é a curva do rio ou ribeiro onde a água quer ir sempre em frente dando encontrões nas paredes que a obrigam a dar curvas… Roçaio vem de roça que significa matagal. Diziam os agricultores que o mato do Roçaio era melhor de “botar” por ser mais leve. Nesse mato havia muitos tojos brancos, o que dava bom estrume.

“Marco de Correio” deste mês dá conta que:
Colmeal: Os trabalhos de pintura e douramento do altar-mor da igreja foram feitos pela oficina “Gomes-Arte” (Coimbra) já estão completos. No dia 29 de Maio foi baptizado… Rui Manuel dos Santos Lopes…
Malhada: … 5 de Junho recebeu o Sacramento do Baptismo Maria Helena Marque Olivença…
Sobral: Contraíram matrimónio… António de Almeida e Dionísia Vicente…
Carvalhal: 24 e 25 realiza-se a festa em honra de S. João Baptista… haverá terço e sermão de promessa N. S. do Bom Parto… mordomos; Srs. José Marques Costa e Manuel Pedro…
Para terminar, “O Colmeal” noticia que nos limites do Soito e de Foz da Cova trabalha-se activamente na terraplanagem e reparação de terrenos para elaboração de uma grande propriedade com o nome de “Quinta das Águias” pertencente ao Senhor Manuel Nunes de Almeida onde pretende valorizar a enorme extensão de terreno onde não irá escassear o trabalho diário de muitos homens.

Colmealenses, por agora é tudo, até breve.

Henrique Miguel Mendes

27 março 2008

COLMEAL - Mostra/Venda de artesanato e produtos locais













No passado sábado, dia 22 de Março os nossos artesãos e produtores responderam afirmativamente ao convite que lhes havíamos endereçado e apresentaram os seus produtos numa mostra/venda que foi muito animada e bastante concorrida.

Esta realização, que pretendemos venha a ser a primeira de muitas, extravasou os limites da freguesia do Colmeal e teve a presença de artesãos e produtores de freguesias limítrofes permitindo assim uma maior variedade na escolha e uma possibilidade maior na procura entre os visitantes.

Não houve da nossa parte pretensões em rivalizar com organizações semelhantes, mas apenas quisemos dar um primeiro passo e mostrar que é possível fazer algo, de tão simples, para promover o trabalho e divulgar os artigos que produzidos localmente, têm colocação garantida por serem do agrado geral.

A presença da população residente, dos que se deslocaram à freguesia do Colmeal para passar o fim-de-semana da Páscoa e de todos aqueles que vieram de aldeias vizinhas foi muito importante para a dinamização desta Mostra/Venda de artesanato e produtos locais e para o incentivo e encorajamento dos artesãos. Houve bastante procura e a maior parte dos participantes escoou os seus produtos.

Com o resultado desta primeira experiência certamente se sentirão motivados a produzir mais e a manterem a sua actividade na freguesia. Temos por obrigação promover os nossos produtos locais e regionais numa tentativa de ajudar a combater a desertificação da freguesia e do concelho.
Olhemos à nossa volta e vejamos em quantas aldeias, casais e lugares já não se encontra vivalma. Cumpre a todos nós ajudar à manutenção destas pessoas pois que de outro modo, poderão seguir o caminho de muitos outros na procura de uma nova vida num qualquer outro lugar.

Como é do conhecimento geral a actividade económica na freguesia está cada vez mais reduzida. Não só pela dificuldade em encontrar interessados em investir mas também e principalmente por causa da idade avançada da maioria da população residente.

No entanto, alguns “resistentes” ainda vão fazendo queijo, mel e seus derivados, como a aguardente e o vinagre de mel, tapeçaria, tecidos em lã, panos de cozinha com “picot”, sacos de retalhos de panos coloridos, pequenas casas de xisto, bancos em madeira ou as características tripeças.
Nesta mostra artesãos e produtores do Açor, Aldeia Velha, Sobral, Carrimá, Quinta das Águias, Cepos e naturalmente do Colmeal, apresentaram ainda para além do já descrito, tigelada, folares, bolos caseiros, filhós, azeite, ginja com elas, medronho e uma broa divinal que esgotou por três vezes obrigando o forno a trabalho suplementar.
Também havia produtos hortícolas, ainda em pequenos viveiros, prontos para serem transplantados.
Artesãos mais jovens apresentaram bijutarias diversas feitas com bom gosto e muita imaginação. Lindos quadros em bordado matiz sobre linho e outros em tela pintada com motivos variados são também a prova de que entre as pessoas simples das nossas terras há sensibilidade para estas manifestações de arte.

Uma acção concertada entre as várias comissões de melhoramentos da freguesia e a própria Junta é fundamental e imprescindível para que estas manifestações se realizem periodicamente com vista a dinamizar a produção e a incentivar os nossos artesãos.

Sensibilizar todos os nossos conterrâneos e associados das várias colectividades será muito importante para que adquiram produtos cuja proveniência é conhecida. Como dizíamos há dias, temos que ser nós, devemos ser todos nós e pelos meios que estão ao nosso alcance, a divulgar, a dar a conhecer o que de bom temos nas nossas terras, nas aldeias que nos viram nascer.

Nesta Mostra/Venda participaram Elisabete Ascenção, Sandra Henriques, Abel Marques, Amílcar de Almeida, Catarina Domingos, Manuel Neves, Justino Geraldes, Edith, Francisco Kollande, Christiane Kollande, Carlos Fontes Almeida, Lisete de Matos, Jaime Martins Almeida, Josefina de Almeida, Lurdes e Helena Correia (Cepos) e José Braz Victor.

Um obrigado muito sincero a todos os que nos permitiram concretizar esta iniciativa e tornaram possível o êxito alcançado.

UPFC

Josefina de Almeida



“Josefina de Almeida nasceu em Açor, freguesia do Colmeal, concelho de Góis.
Partiu jovem para Lisboa, onde, entre outras coisas, exerceu actividade profissional na indústria dos transportes. É casada, tem dois filhos e cinco netos.

Em simultâneo com as responsabilidades familiares e profissionais, querendo ir mais além, Josefina de Almeida persistiu na criação das suas próprias oportunidades de aprendizagem e formação, frequentando cursos, lendo e acompanhando reflexivamente programas culturais e informativos do seu interesse.

Tendo começado muito cedo a escrever poesia, dedicou-se posteriormente à arte do bordado matiz sobre linho, delicadamente escolhendo as cores e endireitando as linhas, enfiando e desafiando a agulha do caminho, ponto por ponto, enchendo e colorindo a brancura vazia do linho, procurando encher a vida…

São obras deslumbrantes de criatividade e beleza, ora delicada e suave, ora alegre e garrida. Como a pintura da autora, modo de expressão que sempre a seduziu, mas a que só mais recentemente se dedicou. Com o mérito, o empenho, a competência e o sentido de partilha que a caracterizam enquanto pessoa e cidadã.

Josefina de Almeida expõe desde 2004, presenteando-nos com espectáculos de beleza e sentidos sentidos que vale a pena ver, por razões estéticas, mas também porque reflectem a mulher e a cidadã.”

Lisete de Matos. Março de 2008






No curto período que medeia desde a sua primeira presença, já participou individual e colectivamente em exposições em Arganil – Casa Municipal da Cultura (2004 e 2006), em Góis – Posto de Turismo (2004), Soito (Colmeal – 2005), Lisboa (Delyart – 2007), Lousã – Biblioteca Municipal (2006) e INATEL (Lisboa – 2007).
Com a sua obra seleccionada na GÓISARTE (2007) participa no mesmo ano na colectiva de Oroso (Galiza). Desde Agosto de 2004 que mantém uma exposição permanente de bordado matiz no Hotel de Arganil (Arganil).
Participou em várias Antologias de Poesia Contemporânea, das Edições Orpheu, entre 1988 e 1991.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal muito se orgulha e agradece o poder ter contado com a sua participação na Mostra/Venda de artesanato e produtos locais realizada no passado dia 22 de Março de 2008, no Colmeal (concelho de Góis).
Será para todos nós uma grande honra poder voltar a apreciar a beleza das suas obras numa próxima oportunidade. Levar arte ao Colmeal e aos Colmealenses é um dos nossos propósitos.

O nosso obrigado muito sincero, também para sua irmã Lisete de Matos, que idealizou e produziu o destacável que acompanhava os seus quadros e nos serviu de base para este apontamento.

UPFC

26 março 2008

COLMEAL - A União vai aos Açores II



Como já anteriormente informámos, entre 18 e 25 de Maio próximo, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai aos Açores para uma visita a quatro das suas nove ilhas.
Já vos demos conta do que iremos ver na Ilha Terceira e hoje tentaremos “mostrar-vos” o que está à nossa espera na Ilha do Pico.
Depois de um curto voo da Terceira para a Ilha do Faial, rumaremos na manhã seguinte até ao Pico, a segunda maior ilha do arquipélago apesar dos seus 447 km2, que já nos idos anos de 1460 era habitada.
O ferry-boat fará a ligação em cerca de quinze minutos e na vila da Madalena daremos início à nossa “descoberta” da ilha onde se encontra o ponto mais alto de Portugal, com 2.351 metros de altitude e de onde se desfruta uma vista espectacular sobre as restantes ilhas do grupo central.
Na Adega Cooperativa, onde se produz o famoso verdelho, em tempos tão apreciado pelos “Czares” haverá uma prova de bebidas típicas. Percorreremos a seguir a paisagem protegida da cultura da vinha, declarada Património Mundial pela Unesco.
De São Mateus com as suas rendas tradicionais a São João, por uma estrada junto ao mar seguiremos até Lajes do Pico, que foi a localidade onde se iniciou o povoamento e o primeiro concelho da ilha.
Lajes do Pico, é uma típica vila baleeira onde visitaremos o museu dedicado à extinta actividade da caça à baleia e ao cachalote. A actividade artesanal nesta ilha do Pico é riquíssima. Feita muito à base de trabalhos em osso e dente de baleia, reproduzindo cenas e instrumentos da actividade baleeira, é reconhecida internacionalmente.
O itinerário continuará para o planalto central da montanha do Pico onde faremos uma paragem na Lagoa do Capitão, zona de interessante paisagem a 900 metros de altitude.
Seguiremos depois pela costa norte por São Roque, onde o Museu Industrial está instalado na antiga Fábrica das Armações Baleeiras, em direcção ao lugar do Cachorro. Nesta pequena aldeia de adegas típicas construídas em basalto e arcos de lava, onde uma formação rochosa com a configuração do focinho de um cão deu nome a esta zona, o mar penetra pelos diversos túneis feitos pela erosão, fazendo efeitos interessantes. Aqui foi construída uma central eléctrica que funciona com a energia resultante da força das ondas.
Depois, há que seguir para o cais e fazer o retorno no ferry, atravessando novamente o canal que Vitorino Nemésio imortalizou no seu romance.
Nemésio nasceu em Praia da Vitória, na Terceira, em 1901. O seu primeiro livro foi publicado quando tinha apenas 15 anos.
Em finais da Primeira Guerra Mundial, a cidade da Horta era um porto de escala obrigatória, local de reabastecimento de frotas e de repouso de marinhagem, possuindo um ambiente cosmopolita que contribuiu decisivamente para que ele viesse mais tarde a escrever essa obra mítica intitulada “Mau tempo no Canal”. Publicada já em 1944, a acção decorre nas ilhas do Faial, do Pico, de São Jorge e da Terceira. Uma obra a não perder. Poderá lê-la na Biblioteca da União, no Colmeal.
Para a próxima vamos contar-lhe como vai ser no Faial.
Se estiver interessado na nossa companhia, aproveite, porque os lugares disponíveis são muito poucos.
Telefone para Maria Lucília (914815132) ou António Santos (217153174/962372866).
Também poderá fazer a sua reserva através do nosso endereço upfcolmeal@netcabo.pt
Venha connosco porque vai valer a pena!
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UPFC
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Colmeal - Campeonato Nacional de Pesca à Pluma Juniores

A Associação Regional das Beiras de Pesca Desportiva (ARBPD) vai realizar, entre 31 de Maio e 1 de Junho próximo, o Campeonato Nacional de Pesca à Pluma Juniores, na concessão do Colmeal.
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No Colmeal... há gata!...



Autêntico quadro vivo, este felino posou com graciosidade para a sessão de fotografia. E teve a paciência suficiente para se manter dentro da moldura.
Segundo apurámos chama-se "Delfina", mas não se importa que a tratem por "Bolinha".

Foto de António Santos

24 março 2008

Fernando Costa - cinco anos


Parece que foi ontem. O tempo voa. Já cinco anos passaram desde aquele dia em que o telefone tocou pela manhã. E nos deixou petrificados de incrédulos. Os amigos não podem assim partir. Tão de repente.
Os amigos ficam connosco para sempre.
Até sempre Fernando!





23 de Março
2003-2008

António Santos

Chafariz


"Interveio o senhor Justino Geraldes que quis saber a razão do não funcionamento de um chafariz existente no Colmeal."
Acta n.º 6/2007 - Sessão Ordinária da Assembleia Municipal realizada no dia 19 de Dezembro de 2007
in Jornal "O Varzeense" de 15 de Março de 2008

Não sabemos qual foi a justificação ou os esclarecimentos dados por não se encontrarem transcritos na acta.
Presumimos que se trata do chafariz que se vê nesta fotografia.
Tal como os outros chafarizes existentes na aldeia, este era um chafariz normal... também tinha uma torneira.
Mas já passou uma boa meia dúzia de anos desde que um funcionário, no "exercício e cumprimento das suas funções" a terá levado para Góis.
Quem sabe se um dia a não iremos encontrar num futuro museu?... e o chafariz também irá?...

UPFC

19 março 2008

FELIZ PÁSCOA






A União Progressiva da Freguesia do Colmeal deseja a todos os sócios, amigos e visitantes deste blogue, uma Páscoa Feliz.


O nosso rio...



O colorido e a alegria que se viveram no nosso rio em 2006 e 2007 não se vão repetir este ano.
A falta de água provocada pela pouca chuva que caiu durante o Inverno, que está a chegar ao fim, não vai permitir que se desça o rio e que se reúnam dezenas de amantes da modalidade.
Os canoístas e também a população do Colmeal e aldeias vizinhas vão ter que aguardar pelo próximo ano para poderem novamente desfrutar deste convívio.

Fotografia de Francisco Silva

UPFC

Música no blogue

Se gosta de ouvir música e se é um amante da música portuguesa, clique em "A União no presente" e deixe-se ficar a ouvir a nossa rádio. Canções dos anos cinquenta/sessenta do século passado, daquelas que ficavam nos nossos ouvidos. Fados que as nossas mães trauteavam e que nos fazem recuar aos nossos tempos de juventude. Mais recentemente, as Tunas de estudantes com a sua irreverência e a sua alegria contagiante. Enquanto faz outra coisa, aproveite e vá ouvindo músicas de outros tempos. Sabemos que irá apreciar. E acredite que vai melhorar a sua disposição. Experimente! Faça como nós! Tenha um Bom Dia na nossa companhia!
UPFC

Recordar "O Colmeal" 3 e 4




O número 3 de “O Colmeal” no dia 17 de Abril de 1960, foi publicado com uma fotografia na 1ª página do Altar da Igreja Paroquial e uma nota elucidativa da propriedade de tais edifícios, e, a meu ver, este assunto esta em dia nos tempos actuais devido ao estado lastimável que a Igreja do Colmeal se encontra. Nessa nota, “O Colmeal” diz que: “…a Igreja Paroquial é o centro para onde convergem as atenções de uma freguesia inteira e de quem a visita. A casa é como um espelho onde mais ou menos se reflecte o estado de espírito dos que nela se fizeram Cristãos, a fé mais ou menos intensa dos habitantes da paróquia e o zelo de todas as almas penosas que de ela cuidam. A Igreja é a casa de Deus e é nela que nós, a família paroquial, nos reunimos para louvar o nosso Pai comum que é Deus para Lhe prestarmos as nossas homenagens e para Lhe pedirmos graças e forças suficientes para podermos enfrentar as enormes dificuldades de toda a ordem que formam a pesada cruz da nossa vida. Pois é àquela velha casa que a piedade dos antigos edificou, que vamos buscar o alento, o ânimo e a força para podermos prosseguir. É ali, portanto, que todos os domingos, se reúne a família paroquial em união com o mesmo Deus, comungando da mesma fé e rezando as mesmas orações. Ora, a Igreja não é do Pároco, nem da Junta de Freguesia, nem de nenhum homem rico, nem de pessoa nenhuma que lhe possa chamar sua; ela é de uma sociedade formada por todos nós, portanto é nossa. É o cantinho onde se ajoelhavam os nossos antepassados, avós, pais dos que hoje lá se ajoelham e deixam já o lugar reservado para os seus netos, os velhos de amanhã. Esses têm o direito de encontrar uma Igreja quanto possível limpa, mimosa, digna, bem adornada, embora modesta… Vamos melhorá-la um pouco mais…”
Nesta edição, o Santo do mês é São Jorge. Belo cavaleiro que sofreu o martírio de outros cristãos no ano de 303 na Palestina por ordem do imperador Diocleciano. A festa de São Jorge, padroeiro de Portugal, celebra-se a 23 de Abril …
A vida de “O Colmeal” dá conta de mais alguns nomes de quem já liquidou a sua assinatura e congratula-se pelas manifestações de apreço e ânimo vindas de todo o mundo. Uma nota informativa da excursão a Fátima diz que a saída do Colmeal será no Ventoso às 6 horas no dia 25 e a chegada a Lisboa prevê-se para as 21 h…
…Outros tempos…
Na rubrica “Marco do Correio”, destaco apenas uma notícia:
Colmeal: A Câmara Municipal de Góis concedeu à Junta de Freguesia a quantia de 5.000$00 para reparação da estrada Rolão - Colmeal e a União Progressiva entregou também à Junta para o mesmo fim, a quantia de 500$00.


O número 4 de “O Colmeal” tem na sua 1ª, 2ª e 5ª páginas fotos da excursão e um elaborado mas concentrado texto onde nem tudo é descrito pela óbvia falta de espaço. Também na página inicial, é comentado um assunto cujo título (“Nem só o pão…”) explica bem o que se pode ler. Um assunto sempre actual que tem a ver com a educação das crianças, o modo de actuar dos pais relativamente a esse facto, o papel da igreja perante os jovens, etc. O Santo do mês é Santo Isidro. Santo Isidro nunca fez nada de extraordinário na sua vida, senão ser santo a lavrar os campos duros e ingratos calcinados pelo calor do verão ou hirtos pelo gelo do inverno. Todavia foi um herói pela santidade que alcançou em seu trabalho feito com paciência. Santo Isidro, cuja festa se celebra a 15 de Maio, foi lavrador das terras situadas nos arredores de Madrid onde morreu em 1170. O seu corpo enterrado durante 40 anos no Mosteiro de Santo André, foi mais tarde mudado para a igreja do mesmo santo, onde está incorrupto. Se um lavrador pudesse dar-se ao luxo de usar brasões, o seu seria formado por uma cruz e um arado sublinhado por estas palavras: “trabalho e oração”.
Neste número de “O Colmeal” iniciou-se uma campanha para a compra de um sino, através da entrega do produto do peditório pelo Sr. Cónego Matias no valor de 29$40. Dois anónimos que ofereceram 10$00 e a professora do Colmeal, D. Fernanda Margarida da Silva Sousa que contribuiu com 100$00, faz com que, todo somado o conjunto de ofertas seja um bom presságio para tão necessária aquisição.
Também nesta edição, uma nova rubrica surge para dar a conhecer o porquê dos nomes da nossa terra. Prolongando “o estudo” por várias publicações, os nomes das terras são descritos desta forma:
“Colmeal vem de colmeia. A povoação tomou este nome por ter sido começada na encosta, virada a nascente, onde havia silhas de colmeias. Silha é a pedra ou laje onde se assenta o cortiço. Esse sítio era, mais ou menos o que hoje se chama Canto.
Sobral vem de sobro (que quer dizer sobreiro), árvore que há centenas de anos era abundante na região. Ainda hoje se encontram alguns belos exemplares junto da fonte.
Saião é provável que o nome deste casal tenha origem na planta assim chamada, que é uma espécie de planta gorda.
Salgado deve ter sido inicialmente nome de algum caseiro que lá viveu. Fica perto a ladeira do Martim Pires, assim chamada por motivo semelhante.
Vale D’Asna, toda a gente sabe o que é um vale e um valeiro. Asna quer dizer burra e chamou-se-lhe assim quando ainda ninguém lá vivia. Há também Vale D’Égua, hoje já desabitado.
Açor é nome de ave de rapina, semelhante à águia e ao milhafre.
Ádela tem um nome algo misterioso. Virá de “a de lá” querendo assim significar a povoação que fica para lá do Açor? Não deve ser assim porque Ádela é mais antiga que Açor. Parece mais provável que seja nome de origem moura. Em árabe, Deus chama-se Àlá e a esta palavra devem ter-se juntado outras para dar o nome à povoação. Há indícios de terem por lá passado os mouros como aliás em toda a região.”
“Marco do Correio”, no mês de Abril informa:
Colmeal: Procede-se activamente à instalação da rede telefónica que se estende a todos os lugares da freguesia. A orientação destes trabalhos está a cargo do guarda-fio, Sr. Antero Gonçalves de Almeida…
Malhada: No dia 17 de Abril, recebeu o Sacramento do Baptismo, José Nunes dos Santos, filho do Sr. José dos Santos e da Sra. D. Júlia dos Anjos Nunes…
Carvalhal: Foi baptizada no dia 24 de Abril…um filho do Sr. Manuel Maria de Almeida e da Sra. D. Idalina Reis Fernandes
Ádela: O Sr. Prof. António João Nunes Simões, em entrevista à “Comarca de Arganil”, pôs em relevo vários melhoramentos de grande utilidade a levar a efeito nesta povoação, entre eles a criação de uma escola, a instalação de um posto telefónico, restauração da capela de São Lourenço, etc.
No espaço “Sempre Alegres” vem a história do menino Rodrigo, filho de um revisor dos Caminhos-de-ferro, ao regressar a casa da escola onde tinha ido pela primeira vez. O pai pergunta-lhe quais as suas impressões.
- Ora!!! «Responde com ar enfartado o Rodriguito.» - Mente-se lá como em toda a parte; a professora disse que me ia por na 1ª classe e afinal aquilo não chega à 3ª pois os bancos da aula nem sequer estão estofados.
Para terminar, “O Colmeal” dá-nos a conhecer algumas curiosidades da freguesia: “…O Colmeal em 1908 tinha 106 fogos, Rossaio 4, Carvalhal 66, Safredo 1, Aldeia Velha 27, Coiços 1, Loural 3, Soito 51, Malhada 48, Foz da Cova 4, Vergadinha 1, Belide, Carrimá 7, Açor 7, Ádela 48, Sobral 24, Eiras do Bispo 1, Vale D’Égua 2, Vale D’Asna 2, Salgado 3 e Saião 3. Isto (dito em 1960) há 52 anos. Comparando com a população actual, temos menos 100 fogos…”
E agora para terminar pergunto eu: - E agora, quanto menos terá?

Colmealenses, por agora é tudo, até breve.

H. Miguel Mendes