24 março 2008

Fernando Costa - cinco anos


Parece que foi ontem. O tempo voa. Já cinco anos passaram desde aquele dia em que o telefone tocou pela manhã. E nos deixou petrificados de incrédulos. Os amigos não podem assim partir. Tão de repente.
Os amigos ficam connosco para sempre.
Até sempre Fernando!





23 de Março
2003-2008

António Santos

Chafariz


"Interveio o senhor Justino Geraldes que quis saber a razão do não funcionamento de um chafariz existente no Colmeal."
Acta n.º 6/2007 - Sessão Ordinária da Assembleia Municipal realizada no dia 19 de Dezembro de 2007
in Jornal "O Varzeense" de 15 de Março de 2008

Não sabemos qual foi a justificação ou os esclarecimentos dados por não se encontrarem transcritos na acta.
Presumimos que se trata do chafariz que se vê nesta fotografia.
Tal como os outros chafarizes existentes na aldeia, este era um chafariz normal... também tinha uma torneira.
Mas já passou uma boa meia dúzia de anos desde que um funcionário, no "exercício e cumprimento das suas funções" a terá levado para Góis.
Quem sabe se um dia a não iremos encontrar num futuro museu?... e o chafariz também irá?...

UPFC

19 março 2008

FELIZ PÁSCOA






A União Progressiva da Freguesia do Colmeal deseja a todos os sócios, amigos e visitantes deste blogue, uma Páscoa Feliz.


O nosso rio...



O colorido e a alegria que se viveram no nosso rio em 2006 e 2007 não se vão repetir este ano.
A falta de água provocada pela pouca chuva que caiu durante o Inverno, que está a chegar ao fim, não vai permitir que se desça o rio e que se reúnam dezenas de amantes da modalidade.
Os canoístas e também a população do Colmeal e aldeias vizinhas vão ter que aguardar pelo próximo ano para poderem novamente desfrutar deste convívio.

Fotografia de Francisco Silva

UPFC

Música no blogue

Se gosta de ouvir música e se é um amante da música portuguesa, clique em "A União no presente" e deixe-se ficar a ouvir a nossa rádio. Canções dos anos cinquenta/sessenta do século passado, daquelas que ficavam nos nossos ouvidos. Fados que as nossas mães trauteavam e que nos fazem recuar aos nossos tempos de juventude. Mais recentemente, as Tunas de estudantes com a sua irreverência e a sua alegria contagiante. Enquanto faz outra coisa, aproveite e vá ouvindo músicas de outros tempos. Sabemos que irá apreciar. E acredite que vai melhorar a sua disposição. Experimente! Faça como nós! Tenha um Bom Dia na nossa companhia!
UPFC

Recordar "O Colmeal" 3 e 4




O número 3 de “O Colmeal” no dia 17 de Abril de 1960, foi publicado com uma fotografia na 1ª página do Altar da Igreja Paroquial e uma nota elucidativa da propriedade de tais edifícios, e, a meu ver, este assunto esta em dia nos tempos actuais devido ao estado lastimável que a Igreja do Colmeal se encontra. Nessa nota, “O Colmeal” diz que: “…a Igreja Paroquial é o centro para onde convergem as atenções de uma freguesia inteira e de quem a visita. A casa é como um espelho onde mais ou menos se reflecte o estado de espírito dos que nela se fizeram Cristãos, a fé mais ou menos intensa dos habitantes da paróquia e o zelo de todas as almas penosas que de ela cuidam. A Igreja é a casa de Deus e é nela que nós, a família paroquial, nos reunimos para louvar o nosso Pai comum que é Deus para Lhe prestarmos as nossas homenagens e para Lhe pedirmos graças e forças suficientes para podermos enfrentar as enormes dificuldades de toda a ordem que formam a pesada cruz da nossa vida. Pois é àquela velha casa que a piedade dos antigos edificou, que vamos buscar o alento, o ânimo e a força para podermos prosseguir. É ali, portanto, que todos os domingos, se reúne a família paroquial em união com o mesmo Deus, comungando da mesma fé e rezando as mesmas orações. Ora, a Igreja não é do Pároco, nem da Junta de Freguesia, nem de nenhum homem rico, nem de pessoa nenhuma que lhe possa chamar sua; ela é de uma sociedade formada por todos nós, portanto é nossa. É o cantinho onde se ajoelhavam os nossos antepassados, avós, pais dos que hoje lá se ajoelham e deixam já o lugar reservado para os seus netos, os velhos de amanhã. Esses têm o direito de encontrar uma Igreja quanto possível limpa, mimosa, digna, bem adornada, embora modesta… Vamos melhorá-la um pouco mais…”
Nesta edição, o Santo do mês é São Jorge. Belo cavaleiro que sofreu o martírio de outros cristãos no ano de 303 na Palestina por ordem do imperador Diocleciano. A festa de São Jorge, padroeiro de Portugal, celebra-se a 23 de Abril …
A vida de “O Colmeal” dá conta de mais alguns nomes de quem já liquidou a sua assinatura e congratula-se pelas manifestações de apreço e ânimo vindas de todo o mundo. Uma nota informativa da excursão a Fátima diz que a saída do Colmeal será no Ventoso às 6 horas no dia 25 e a chegada a Lisboa prevê-se para as 21 h…
…Outros tempos…
Na rubrica “Marco do Correio”, destaco apenas uma notícia:
Colmeal: A Câmara Municipal de Góis concedeu à Junta de Freguesia a quantia de 5.000$00 para reparação da estrada Rolão - Colmeal e a União Progressiva entregou também à Junta para o mesmo fim, a quantia de 500$00.


O número 4 de “O Colmeal” tem na sua 1ª, 2ª e 5ª páginas fotos da excursão e um elaborado mas concentrado texto onde nem tudo é descrito pela óbvia falta de espaço. Também na página inicial, é comentado um assunto cujo título (“Nem só o pão…”) explica bem o que se pode ler. Um assunto sempre actual que tem a ver com a educação das crianças, o modo de actuar dos pais relativamente a esse facto, o papel da igreja perante os jovens, etc. O Santo do mês é Santo Isidro. Santo Isidro nunca fez nada de extraordinário na sua vida, senão ser santo a lavrar os campos duros e ingratos calcinados pelo calor do verão ou hirtos pelo gelo do inverno. Todavia foi um herói pela santidade que alcançou em seu trabalho feito com paciência. Santo Isidro, cuja festa se celebra a 15 de Maio, foi lavrador das terras situadas nos arredores de Madrid onde morreu em 1170. O seu corpo enterrado durante 40 anos no Mosteiro de Santo André, foi mais tarde mudado para a igreja do mesmo santo, onde está incorrupto. Se um lavrador pudesse dar-se ao luxo de usar brasões, o seu seria formado por uma cruz e um arado sublinhado por estas palavras: “trabalho e oração”.
Neste número de “O Colmeal” iniciou-se uma campanha para a compra de um sino, através da entrega do produto do peditório pelo Sr. Cónego Matias no valor de 29$40. Dois anónimos que ofereceram 10$00 e a professora do Colmeal, D. Fernanda Margarida da Silva Sousa que contribuiu com 100$00, faz com que, todo somado o conjunto de ofertas seja um bom presságio para tão necessária aquisição.
Também nesta edição, uma nova rubrica surge para dar a conhecer o porquê dos nomes da nossa terra. Prolongando “o estudo” por várias publicações, os nomes das terras são descritos desta forma:
“Colmeal vem de colmeia. A povoação tomou este nome por ter sido começada na encosta, virada a nascente, onde havia silhas de colmeias. Silha é a pedra ou laje onde se assenta o cortiço. Esse sítio era, mais ou menos o que hoje se chama Canto.
Sobral vem de sobro (que quer dizer sobreiro), árvore que há centenas de anos era abundante na região. Ainda hoje se encontram alguns belos exemplares junto da fonte.
Saião é provável que o nome deste casal tenha origem na planta assim chamada, que é uma espécie de planta gorda.
Salgado deve ter sido inicialmente nome de algum caseiro que lá viveu. Fica perto a ladeira do Martim Pires, assim chamada por motivo semelhante.
Vale D’Asna, toda a gente sabe o que é um vale e um valeiro. Asna quer dizer burra e chamou-se-lhe assim quando ainda ninguém lá vivia. Há também Vale D’Égua, hoje já desabitado.
Açor é nome de ave de rapina, semelhante à águia e ao milhafre.
Ádela tem um nome algo misterioso. Virá de “a de lá” querendo assim significar a povoação que fica para lá do Açor? Não deve ser assim porque Ádela é mais antiga que Açor. Parece mais provável que seja nome de origem moura. Em árabe, Deus chama-se Àlá e a esta palavra devem ter-se juntado outras para dar o nome à povoação. Há indícios de terem por lá passado os mouros como aliás em toda a região.”
“Marco do Correio”, no mês de Abril informa:
Colmeal: Procede-se activamente à instalação da rede telefónica que se estende a todos os lugares da freguesia. A orientação destes trabalhos está a cargo do guarda-fio, Sr. Antero Gonçalves de Almeida…
Malhada: No dia 17 de Abril, recebeu o Sacramento do Baptismo, José Nunes dos Santos, filho do Sr. José dos Santos e da Sra. D. Júlia dos Anjos Nunes…
Carvalhal: Foi baptizada no dia 24 de Abril…um filho do Sr. Manuel Maria de Almeida e da Sra. D. Idalina Reis Fernandes
Ádela: O Sr. Prof. António João Nunes Simões, em entrevista à “Comarca de Arganil”, pôs em relevo vários melhoramentos de grande utilidade a levar a efeito nesta povoação, entre eles a criação de uma escola, a instalação de um posto telefónico, restauração da capela de São Lourenço, etc.
No espaço “Sempre Alegres” vem a história do menino Rodrigo, filho de um revisor dos Caminhos-de-ferro, ao regressar a casa da escola onde tinha ido pela primeira vez. O pai pergunta-lhe quais as suas impressões.
- Ora!!! «Responde com ar enfartado o Rodriguito.» - Mente-se lá como em toda a parte; a professora disse que me ia por na 1ª classe e afinal aquilo não chega à 3ª pois os bancos da aula nem sequer estão estofados.
Para terminar, “O Colmeal” dá-nos a conhecer algumas curiosidades da freguesia: “…O Colmeal em 1908 tinha 106 fogos, Rossaio 4, Carvalhal 66, Safredo 1, Aldeia Velha 27, Coiços 1, Loural 3, Soito 51, Malhada 48, Foz da Cova 4, Vergadinha 1, Belide, Carrimá 7, Açor 7, Ádela 48, Sobral 24, Eiras do Bispo 1, Vale D’Égua 2, Vale D’Asna 2, Salgado 3 e Saião 3. Isto (dito em 1960) há 52 anos. Comparando com a população actual, temos menos 100 fogos…”
E agora para terminar pergunto eu: - E agora, quanto menos terá?

Colmealenses, por agora é tudo, até breve.

H. Miguel Mendes

15 março 2008

Mostra e venda de artesanato e produtos locais


(clique na imagem para ampliar)


Escola do Colmeal


(clique na imagem para ampliar)


A União Progressiva da Freguesia do Colmeal congratula a Câmara Municipal de Góis e o seu executivo, na pessoa do seu Presidente, pela deliberação tomada por unanimidade, quanto à cedência dos edifícios das Escolas do 1.º Ciclo do Ensino Básico de Colmeal e Carvalhal do Sapo à Junta de Freguesia do Colmeal.
O trabalho desenvolvido neste processo pelo Presidente da nossa Junta de Freguesia, foi igualmente fundamental para que fosse tomada esta decisão.
A União Progressiva vai continuar a acompanhar, com muito interesse e expectativa, o desenvolvimento deste assunto.

Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da Escola




Numa carteira de escola, como esta, sentavam-se décadas atrás os rapazes e raparigas.
Caminhos estreitos, veredas apertadas, onde as silvas e as pedras já eram conhecidas dos seus pezitos calejados. Chuva, geada, sol, calor, frio, tudo isto eles levavam consigo para a aprendizagem das letras e dos números. Eram a sua companhia. No final do dia, havia que fazer o caminho ao contrário.
No dia 26 de Abril (sábado) vamos recrear e recordar um desses trilhos, que muitos desses alunos calcorreavam com a sua sacola de pano a tiracolo e com a alegria própria dos seus verdes anos.
Outros saíam para os montes atrás do gado. A escola para estes era uma miragem. Uma escola de vida bem diferente e bem árdua.

Poderá efectuar a sua inscrição, grátis, para:
upfcolmeal@netcabo.pt
josealvarodomingos@sapo.pt
neves_almeida@hotmail.com
junta.cepos@oninet.pt

Mantêm-se os habituais contactos para as inscrições, tanto em Lisboa como no Colmeal.
Iremos dando notícias.
Venha porque vai valer a pena!

UPFC

11 março 2008

Assembleia de Freguesia do Colmeal

Com o objectivo de promover a participação das populações no debate em torno dos interesses da freguesia, a Assembleia de Freguesia do Colmeal está a proceder à descentralização das suas sessões, de modo a que todos mais facilmente nelas possam participar. Neste âmbito, realizou-se já a primeira sessão em 29 de Setembro passado, no lugar do Sobral. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, tal como as restantes colectividades da freguesia, foi contactada quanto ao interesse em associar-se a uma iniciativa deste tipo. Analisado o assunto em reunião de Direcção, foi decidido colaborar nesta louvável tentativa de descentralização, já que ela pretende uma maior participação dos cidadãos, permitindo-lhes inteirar-se dos problemas existentes, acompanhar a sua resolução, intervir e dar sugestões no período que lhes é destinado. Esta sessão da Assembleia de Freguesia realizar-se-á no Colmeal, na manhã do próximo dia 27 de Abril (domingo). Aldeia Velha em Junho e Ádela e Açor em Setembro deste ano, garantem a realização de duas sessões, enquanto Malhada e Soito assumem a colaboração para as que se irão realizar nos meses de Junho e Setembro do próximo ano. Estamos convencidos que todas as entidades intervenientes se empenharão para que esta iniciativa tenha êxito e que tudo farão para mobilizar, não só os cidadãos residentes como todos os filhos da terra, pois que não se torna obrigatório estar recenseado na freguesia para poder participar. Saber como a Junta de Freguesia tenta resolver os assuntos que interessam a todos, tomar conhecimento dos problemas e das dificuldades com que se deparam, intervir no momento e local adequados, tudo isto deverá ser encarado como muito positivo por todos aqueles que vivem nas nossas aldeias ou que a elas estão ligados. A nossa presença e a intervenção que possamos ter, servirão para mostrar aos responsáveis autárquicos, o quanto todos estamos interessados no desenvolvimento e bem-estar para a nossa freguesia. A União Progressiva ao associar-se a esta realização convida desde já todos os seus sócios, residentes ou não, para participarem nesta sessão do próximo dia 27 de Abril. Acompanhe! Participe! Depois verá a diferença! UPFC A. Domingos Santos 10 de Março de 2008

Deliberação da Câmara Municipal de Góis

"A Câmara Municipal de Góis, em reunião ordinária de 12 de Fevereiro último, deliberou por unanimidade ceder mediante assinatura de protocolo as Escolas Básicas do 1.º Ciclo de Colmeal e Carvalhal do Sapo, à Junta de Freguesia do Colmeal."

Assim terminava a transcrição da acta na parte que lhe dizia respeito.

Ao ler esta deliberação em "O Varzeense" do passado dia 29 de Fevereiro, senti uma enorme satisfação pelo que ela possa vir a ter para a nossa freguesia, para a freguesia do Colmeal. Permitam-me que daqui felicite o Senhor Presidente da Câmara Municipal de Góis e os Senhores Vereadores pela decisão tomada. Estamos certos que o Senhor Presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, que muito se empenhou neste processo, também estará orgulhoso com o seu desfecho. Esta cedência de equipamentos permitirá dotar a freguesia do Colmeal, não de edifícios abandonados e a degradarem-se com o tempo, mas de instalações que poderão ser colocadas ao serviço das populações. Na acta é igualmente referido o interesse manifestado pela União Progressiva da Freguesia do Colmeal que tem vários projectos para a utilização do imóvel. A outorga de um protocolo salvaguardando a gestão, recuperação e manutenção do espaço torna-se um instrumento necessário e muito importante para a definição de regras entre as partes envolvidas. Mais uma vez, os meus parabéns pela decisão que tomaram. A freguesia do Colmeal agradece. Francisco Silva

Recordar "O Colmeal" 1 e 2



O Número 1 de “O Colmeal” foi publicado no dia 15 de Fevereiro de 1960 e tinha na sua primeira página, logo saltando à vista, a fotografia de uma vista parcial do Colmeal.
Na mesma página, pode-se ler o porquê, para quê e quanto relativamente ao nascimento do boletim. Em simples palavras é dito que o jornal pode causar a admiração de muita gente e que desde há muito tempo e apesar das dificuldades, é de extrema utilidade o aparecimento de um boletim paroquial. Contando que existem colmealenses espalhados pelas cinco partes do mundo e sobretudo em Lisboa, consideram o aparecimento de O Colmeal como que uma carta escrita a toda a família colmealense.
Também na primeira página, é contada a história de São Sebastião, Orago da freguesia, que passo a sintetizar:
Sebastião nasceu em Narbona e ficou órfão de pai quando foi viver para Milão. Sebastião que se dedicou inteiramente ao serviço de Deus, temendo que muitos irmãos abandonassem a fé, foi para Roma e tornou-se soldado do Imperador espalhando aos jovens soldados o mais belo da palavra convincente. As perseguições intensificavam-se aos adeptos da Cruz por parte dos imperadores romanos devido às pregações dos Apóstolos e Sebastião, aguardava a mesma sorte que os seus irmãos convertidos a Jesus Cristo, ou seja, derramar o seu sangue. Com grande espanto do Imperador Diocleciano, dispõe a seus pés as armas de soldado como inúteis e vãs, dizendo que tem um Senhor mais poderoso que o imperador: - É Jesus Cristo! Enfurecido com a fortaleza de Sebastião, Diocleciano condena-o à morte dizendo que fosse amarrado nú a um pé de louro no bosque e fosse crivado de setas. As setas arremessadas espetavam-se no corpo do jovem mas não o fizeram sucumbir. Os carrascos, julgando-o morto entregaram-no aos seus amigos que tinha como intenção comprá-lo a peso de ouro. O martírio foi consumado mais tarde sendo Sebastião espancado com os cabos das lanças dos soldados quando no dia de uma festa do imperador, Sebastião o avisou de que tanta impiedade e tirania não escapariam à Justiça Divina. São Sebastião morreu no dia 20 de Janeiro do ano de 284.
Folheando o jornal, encontram-se descritos três episódios bonitos da vida de João XXIII e a informação sobre a excursão a Fátima nos dias 25, 26, 27 e 28 do mês de Abril sendo o preço por pessoa de 140$00. Também se dá conta dos “Mordomos e Mordomas da Igreja”.
No actual ano (1960), informa o boletim, no dia 16 de Novembro comemoram-se 400 anos da elevação do Colmeal a freguesia pelo então Bispo de Coimbra, Dom João Soares. Sobre este assunto, O Colmeal diz que a data da construção da Igreja é desconhecida mas adianta que os dois sinos datam de 1836 e 1855.
Na secção “Marco do Correio” podem ler-se notícias das variadas aldeias da freguesia e, como extensa que é a página, vou transcrever os que mais a atenção me chamaram:
Colmeal: No dia 20 de Janeiro realizou-se no Colmeal, a festa em honra de S. Sebastião, padroeiro da freguesia, com a tradicional distribuição do Bodo.
Ádela: …receberam o Sacramento do Matrimónio, Augusto Firmino, de Folques, com Maria José dos Santos, do Soito.
Soito: …29 de Janeiro efectuou-se o casamento de António Henriques dos Santos, dos Cepos, com Ricardina da Costa Henriques de Almeida, do Soito.
Carrimá: Pensa-se na construção de uma capela, dedicada ao Imaculado Coração de Maria.
Aldeia Velha: A imagem de Nª. Sª. do Livramento foi restaurada; as imagens de Nª. Sª. de Fátima e de Stº. António, foram substituídas.
Açor: Prosseguem, e com rapidez os trabalhos a cargo da Junta de Freguesia, para o abastecimento de água.
Carvalhal: …dia 7 do corrente… recebeu o sacramento do Baptismo, Maria de Fátima Almeida Santos, filha dos Srs. Américo dos Santos e de Maria do Nascimento de Almeida.

Das curiosidades que O Colmeal nos dava a conhecer, refiro que o elevador, em 1852, foi inventado por um homem chamado Otis. Na última página e na rubrica “Sempre Alegres”, três anedotas eram publicadas onde se pode ler uma onde um senhor de 99 anos foi de bicicleta visitar o próprio pai.

Dia 15 do mês de Março, saia o número 2 de O Colmeal. Uma fotografia do Senhor da Amargura sobressai na primeira página onde também se pode ver um excerto do sermão pregado pelo Padre Urbano Gonçalves de Abreu Cardoso no dia da inauguração da Capela do Senhor da Amargura no seu Santuário das Seladas no Colmeal no ano de 1894. “Tempo Santo” é também na primeira página, titulo para relembrar a importância da Quaresma.
Na rubrica “A Vida de O Colmeal”, nota-se o agrado do seu fundador e responsável pelos elogios recebidos via postal e verbal de toda a comunidade e, que ultrapassaram toda a sua expectativa embora soubesse de antemão que o boletim seria bem sucedido, seguindo-se uma extensa lista com os nomes das pessoas que escreveram bem como os de que pagaram suas assinaturas.
Virando as folhas, encontra-se um “Resumo das Contas da Igreja” onde se pode verificar um saldo positivo de 6.506$00 relativo aos anos de 1957, 1958 e 1959. Relembrando a excursão a Fátima, “O Colmeal” informa que a lotação da 2ª camioneta está quase esgotada.
“Marco do Correio” na edição de Março informa o seguinte:
Colmeal: No dia 18 do corrente realizou-se na Igreja Paroquial o Aniversário da Almas a que assistiu muita gente. Tomaram parte nas cerimónias, além do Pároco da Freguesia, os Reverendos Párocos de Pampilhosa da Serra, Fajão, Cepos e Teixeira e Pessegueiro. Foi posta em arrematação a resinagem dos pinheiros existentes nos terrenos da Junta, que rendeu 22 contos, esse dinheiro será gasto em diversos melhoramentos a realizar brevemente na freguesia.
Soito: …7 de Fevereiro recebeu o Sacramento do Baptismo, Fernando de Almeida, filho do Sr. António de Almeida e da Sr.ª Urbana de Almeida.
Açor: Estão completos os trabalhos de revestimento da mina para abastecimento de água à povoação e espera-se a visita do Sr. Engenheiro para depois serem comparticipadas as obras do fontanário.
Vale D’Asna: Recebeu o Sacramento do Baptismo no dia 14, na Igreja Paroquial, Alberto do Amaral Cardoso, filho do Sr. António Cardoso e da Sr.ª Soledade do Amaral.

Das curiosidades que “O Colmeal” deu a conhecer neste seu segundo número, destaco duas: o facto de o jornal “Notícias de Pequim” ser o mais antigo do mundo pois sua publicação conta com mais de 1.400 anos e também a engraçada história de Francisco Seldon, um francês que esteve preso 69 anos por ter rido da careca do Rei Luís XIV.
“Sempre Alegres” conta uma anedota que não consigo deixar de transcrever:
Era Domingo e o Sr. Prior de uma freguesia, já paramentado esperava a hora da Missa, quando uma forte indisposição o impede de a celebrar. Chama o Sacristão e dá-lhe estas recomendações: «Como estou adoentado, vai à Capela-Mor, apresenta as minhas desculpas ao povo e diz que no dia 29 é dia de São Pedro e São Paulo e que há o casamento de Fulano com Fulana, se houver algum impedimento, que o declarem. Na quinta-feira há confissões porque a próxima sexta-feira é a primeira do mês; diz também que se encontra um embrulho que está guardado na Sacristia» O Sacristão, todo empenhado em cumprir as ordens do seu Prior dá conta do recado da seguinte forma: «Na quinta-feira é a primeira sexta-feira do mês e na véspera há confissões; no dia 29 é o casamento de São Pedro e São Paulo com Fulano e Fulana e se houver algum impedimento, guarde-o no embrulho, que está na Sacristia».

Colmealenses, por agora é tudo, até breve.

Henrique Miguel Mendes

10 março 2008

Mostra/Venda de artesanato e produtos locais

É já no próximo dia 22 deste mês (sábado) que os nossos artesãos e produtores irão apresentar os seus produtos numa mostra/venda que se prevê animada e bastante concorrida. Pretende-se que esta realização seja alargada a artesãos e produtores de outras freguesias limítrofes para uma maior possibilidade de escolha e uma maior procura/divulgação entre os visitantes. Não temos pretensões a rivalizar com outras organizações idênticas (temos noção da nossa dimensão), mas tão simplesmente dar um primeiro passo para a promoção do trabalho e divulgação de artigos produzidos localmente, que sabemos de antemão, são do agrado geral. Como já referimos anteriormente, a sua presença é muito importante para a dinamização e encorajamento dos artesãos. Se houver procura e escoamento para os seus produtos, certamente se sentirão incentivados a produzir mais e a manterem-se na freguesia. De outro modo, poderão seguir o caminho de muitos outros e procurar refazer as suas vidas noutras paragens. Com a sua presença e o seu interesse nos produtos e artigos que vão estar à sua disposição, poderá estar, de uma maneira tão simples, a ajudar a combater a desertificação das nossas aldeias e do nosso concelho. Venha! Porque a sua presença é muito importante!
.
UPFC
.

Primavera a chegar



A Primavera, uma das quatro estações do ano, está a anunciar a sua aproximação.
Esta figueira, de um jardim de Lisboa, prepara-se para lhe dar as boas vindas.
A menos de duas semanas do fim do Inverno, estas pequenas e frágeis folhas e o figo que lhes está próximo, preparam-se para o seu ciclo de vida de alguns meses até que uma outra estação anuncie a sua chegada.
E ela virá, lá para o fim do Verão.

A.S.

08 março 2008

Dia Internacional da Mulher

Neste dia de 8 de Março, convencionado chamar-se e comemorado como Dia Internacional da Mulher, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal homenageia todas as mulheres, mas muito especialmente, todas aquelas que ao longo dos anos passaram ou estão no Regionalismo. A União Progressiva foi pioneira ao integrar mulheres nos seus corpos sociais. Muitas mais mulheres nestes anos de vida da Colectividade "viveram o regionalismo" acompanhando os seus maridos, pais, filhos ou parentes, incentivando-os a prosseguir no seu caminho para o desenvolvimento das suas terras. Para todas, a nossa amizade e o nosso muito obrigado. Aceitem a gratidão da União!
UPFC

Alterações no blogue

Ao longo dos poucos meses de existência do nosso blogue temos vindo a verificar a necessidade de introduzir algumas melhorias para uma mais fácil consulta a todos os que nos visitam. A reorganização a que estamos a proceder é muito simples. Temos uma página, a chamada "Página principal da UPFC" onde poderá consultar as notas que quase diariamente vamos inserindo. Desta página e com um simples clique em cima de "CANTINHO DA SAUDADE" e/ou "A UNIÃO NO PRESENTE" terá acesso às nossas recordações e/ou realizações mais recentes da União. Na coluna da direita poderá clicar e aceder directamente aos assuntos que deseja, quer através do arquivo do blogue quer através das diferentes etiquetas. Tem ainda a possibilidade de direccionar a sua pesquisa para outros blogues da freguesia, do concelho ou de concelhos limítrofes, bem como consultar outras informações de interesse local, regional e até nacional - boletim meteorológico, totoloto e euromilhões. Enquanto visita o nosso blogue pode deliciar-se com as diferentes músicas que são passadas em cada uma dessas páginas. Temos todo o interesse em melhorar o nosso blogue. Porque pensamos em si e porque queremos que seja o grande e principal beneficiário. Francisco Silva

Recordar "O Colmeal"



No dia 18 de Fevereiro de 1960 era publicado o primeiro número de um boletim mensal da paróquia do Colmeal, baptizado com o nome da freguesia onde nasceu, a do Colmeal.
Na sua apresentação simples, de tamanho bastante prático, inferior a uma folha de papel A4, tinha como cabeçalho o seu título e ladeado à esquerda com um desenho de uma colmeia e 5 abelhas e à direita do dito título, envolvido de uma aura resplandecente de luz divina, um desenho da igreja do Colmeal com três fiéis a dirigirem-se para a porta. O cabeçalho, que ao longo das edições variava em tonalidades diferentes, (por vezes em vermelho, laranja, azul, verde, castanho, etc.), foi, a partir do número 166 (Outubro de 1980) e até ao fim da sua vida, impresso totalmente a negro como que (penso eu) a adivinhar o aproximar da hora do adeus. Por baixo do referido cabeçalho, uma tabela composta de duas colunas onde, no primeiro número estava escrito o nome do responsável e na outra, o ano do jornal, o número de edição, o local, o dia, o mês e o ano. Isto até à edição número 29 de Julho de 1962, edição esta, que deixou de ter mencionado o dia. No segundo número, a esta tabela, foi adicionada uma terceira disposta centralmente onde se podia ler o local onde era composta e feita a impressão. Na edição número 21 de Novembro de 1962, viriam a ser mencionados na primeira coluna dois nomes. Primeiro, o do fundador e por baixo o do actual director visto a inevitável sucessão de párocos. Em Fevereiro de 1970, e até ao fim da sua vida, ficou assinalado no referido espaço, apenas o nome do responsável e a informação de que o boletim era da propriedade da Igreja do Colmeal. Futuramente, já no ano de 1979 (na edição do mês de Março), foi acrescido um espaço no mesmo local mas numa segunda linha com o preço das assinaturas.
Nos primeiros anos de vida, “O COLMEAL” que anualmente custava a cada assinante 5$00, foi composto e impresso na Impressora Económica da Figueira da Foz. Em 1966 esse serviço ficou a cargo da Gráfica de Coimbra durante 13 anos, data em que começou a ser da responsabilidade da Tipografia da Comarca de Arganil.
Tudo começou no ano de 1960. Sua Exa. Rev.ª, o Senhor Arcebispo-Bispo de Coimbra (julgo ter sido Sr. D. Ernesto Sena de Oliveira) dignou-se autorizar a publicação do Boletim Paroquial, que abençoou e pediu que fosse sempre “em tudo, eco da Voz do Evangelho”. O seu fundador e primeiro responsável, foi o Padre Fernando Rodrigues Ribeiro, Pároco da Freguesia do Colmeal e dos Cepos. Na sua primeira edição, expressava a utilidade de tal jornal devido à existência de um significativo número de emigrantes nas cinco partes do mundo e principalmente na cidade de Lisboa, dizendo que seria afinal uma carta escrita para toda a família colmealense.
No seu vasto conteúdo, “O COLMEAL” teve durante muitos anos, além de toda a sua face virada para a religião, três secções que em meu entender, seriam as mais procuradas pelo olhar atento do leitor. Eram elas, A vida de O Colmeal, espaço reservado a comentários sobre os assinantes e da própria paróquia; o espaço Sempre Alegres que findou no número 126, de Agosto de 1974, tendo gracejado os seus leitores com anedotas e adivinhas, e a secção Marco do Correio que teve este nome até ao número 132 de Outubro e Dezembro de 1975, passando a chamar-se desde então de Correio do Leitor. Este espaço era praticamente uma carta aos colmealenses espalhados pelo mundo dando notícias dos acontecimentos que iam surgindo nas suas terras.
Para não deixar esquecido nenhum dos responsáveis pelo boletim, vou mencionar os nomes e respectivas datas dos Párocos da freguesia do Colmeal que ao longo de 22 anos contribuíram para a divulgação das notícias aos colmealenses:
1960 - Padre Fernando Rodrigues Ribeiro
1961 - Padre António Antunes de Brito
1963 - Padre António Mendes Antunes
1963 - Padre Mário Marques Mendes
1965 - Padre António Diniz
1968 - Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar
1973 - Monsenhor António Duarte de Almeida
1973 - Padre Sertório Baptista Martins
1976 - Padre Manuel Pinto Caetano, este último que conduziu o boletim até à edição número 187 referente ao mês de Agosto de 1982, edição esta que seria a última, dando assim lugar à extinção de tão saboroso “correio”.
Como podemos verificar, “O COLMEAL” teve 22 anos de serviço muito importante. Não só para os colmealenses mas também para a comunidade serrana espalhada pelo mundo. Não podemos esquecer a sua existência. Para que seja relembrado, resolvi propor ao jornal “O Varzeense” a publicação de vários artigos, comentários e opiniões, tendo como base de informação todos os números daquele boletim. Irei referir alguns conteúdos da obra em síntese, transcreverei alguns, e comentarei outros que a meu ver assim mereçam. Espero com isto, poder reavivar a memória de muitos para as passagens interessantes que terão oportunidade de ler referentes a nascimentos, casamentos, obras, conflitos, fotos, etc. Se tal como eu, o amigo leitor tem como passatempo coleccionar jornais ou arquivar recortes, esteja atento às próximas edições. Certamente irei falar de si, da sua terra e/ou dos seus familiares. Agradeço ao jornal “O Varzeense” por também ele considerar merecedora tal publicação.
Colmealenses, por agora é tudo, até breve.

Henrique Miguel Mendes

07 março 2008

Levantamento das necessidades e recursos da freguesia de Colmeal

. . A União Progressiva da Freguesia do Colmeal recebeu nesta data o ofício 031/2008 da Junta de Freguesia do Colmeal, datado de 28/02, que a seguir transcrevemos: “Assunto: Levantamento das necessidades e recursos da freguesia de Colmeal Exmo. Senhor Presidente, Informa-se que irá ser efectuado um levantamento das necessidades e recursos da freguesia de Colmeal. Para o efeito, vai ser aplicado um inquérito a todas as famílias residentes na freguesia, tarefa desempenhada por um técnico superior de Serviço Social, Catarina Domingos. Neste sentido, a Junta de Freguesia de Colmeal, solicita a maior colaboração de todos, neste trabalho de relevante importância para esta autarquia e outras instituições locais. Sem outro assunto de momento, nos subscrevemos, com os melhores cumprimentos, O Presidente da Junta de Freguesia Henrique Braz Mendes” Consideramos do maior interesse a realização deste inquérito e aproveitamos para secundar e reforçar o pedido feito pelo Senhor Presidente da Junta de Freguesia no sentido de solicitar a melhor colaboração e empenho neste levantamento de necessidades e recursos da nossa freguesia. As várias Comissões de Melhoramentos poderão/deverão aqui ter um papel muito relevante no sentido de sensibilizar os seus associados e muito especialmente os residentes das suas aldeias para o que lhes é solicitado. UPFC

05 março 2008

A União vai aos Açores



Entre 18 e 25 de Maio próximo a União vai aos Açores para uma visita a quatro das suas nove ilhas.
A primeira que visitaremos será a Terceira, assim chamada por ter sido precisamente a terceira a ser descoberta. Inicialmente chamada Ilha de Jesus Cristo, começou a ser povoada por volta de 1450.
Devido à sua localização era porto de escala das naus portuguesas na sua rota das especiarias e da prata (séc. XVI e XVII).
Angra, foi a primeira localidade a ser elevada ao estatuto de cidade e só no século XIX se passa a chamar Angra do Heroísmo. Em 1983 é declarada “património mundial”pela UNESCO o que atesta o seu elevado valor arquitectónico, cultural e histórico.
Teremos oportunidade de visitar a Sé Catedral datada do séc. XVI (1570), com um interior riquíssimo, onde se destacam os azulejos, imagens, pinturas e pratas para além de móveis em jacarandá e diversos paramentos religiosos.
O Palácio dos Capitães Generais, antigo colégio dos Jesuítas transformado em residência e hoje sede de um departamento governamental, tem no seu interior valiosas obras de arte.
O Jardim Duque da Terceira, uma zona verde criada em finais do séc. XIX, apresenta-se embelezado com variadíssimas espécies bem cuidadas.
Iremos redescobrir o Monte Brasil, que permitirá uma vista deslumbrante sobre a cidade, a baía e a marina. O Pico das Cruzinhas e o Castelo de São João Batista, uma imponente fortaleza do séc. XVI.
Ribeirinha e Feteira com vista excelente para o Ilhéu das Cabras e dos Fradinhos. Depois, Porto Judeu, Baía da Salga e São Sebastião onde visitaremos a Igreja Matriz.
Porto Martins (zona balnear), Praia da Vitória (cidade natal de Vitorino Nemésio), subida ao Miradouro do Facho e Serra do Cume (545 metros de altitude) de onde se desfruta uma excelente panorâmica sobre Praia da Vitória, planície das Lajes e zona interior da ilha com os seus campos delimitados por muros de pedra e hortênsias.
Mas a Caldeira Guilherme Moniz (a maior caldeira do arquipélago com 15 km. de perímetro), Furnas do Enxofre e Pico da Bagacina (formado por lava e onde se faz criação de gado bravo) serão os pontos de passagem seguintes. Depois, os Biscoitos, uma linda zona de vinhas dividida em “curraletos”e onde se fará uma visita ao Museu do Vinho, que reúne um conjunto apreciável de instrumentos, fotografias e outros documentos relativos à produção do vinho. Piscinas vulcânicas dos Biscoitos, estrada das Doze Ribeiras, Cinco Ribeiras, Porto de S. Mateus e S. Carlos, uma zona de quintas senhoriais.
A nossa estada na primeira ilha, que afinal é a Terceira, terminará com uma grande noite de festa, com a actuação de um Grupo de Cantares Regionais.
Seguir-se-á o Faial. Mas por hoje, vamos ficar por aqui para retemperar forças.
Se estiver interessado na nossa companhia, aproveite, porque os lugares disponíveis são muito poucos. Telefone para Maria Lucília ou António Santos.
Também poderá fazer a sua reserva através do nosso endereço upfcolmeal@netcabo.pt
Venha connosco porque vai valer a pena!

UPFC

28 fevereiro 2008

Caminhada pelos trilhos antigos

O ano passado foi assim...

Como nos anos anteriores, a União está de novo a preparar uma caminhada pelos trilhos antigos.
Nos contactos pré-estabelecidos nota-se grande entusiasmo. Já há "exploradores" a tentar desvendar os mistérios desses caminhos, antigamente tão calcorreados e agora tomados de assalto pelas silvas e a evidenciarem os efeitos das intempéries.
Esteja atento ao nosso blogue porque iremos dando notícias.

UPFC

27 fevereiro 2008

COLMEAL - Mostra e venda de artesanato e produtos locais

No Colmeal, face à sua localização, no fim-de-semana da Páscoa vai poder adquirir artesanato ou produtos regionais numa mostra que se pretende ser a primeira de várias. António Duarte, presidente da Comissão de Melhoramentos do Soito, expressou recentemente no blogue da União Progressiva “uma ideia que considera ser útil numa perspectiva de luta contra a desertificação em que todos estamos empenhados – a realização de feiras/mostras tendo em vista o escoamento de alguns produtos locais. A actividade económica na freguesia está muito reduzida e em grande parte motivada pela idade já avançada da maioria da população residente. No entanto, alguns ainda vão teimando em produzir mel e queijo, fazer tapeçaria ou tecidos em lã, construir pequenas casas de xisto ou ainda amanhar courelas de onde retiram os seus produtos agrícolas tratados com muito amor. Alguns dos poucos jovens que ainda vivem nas nossas aldeias vêm produzindo igualmente peças de um artesanato diferente, mais moderno, fruto da globalização e também ele com grande procura. Nas povoações do Soito e do Sobral já foram dados os primeiros passos com mostras como a que agora se pretende efectuar no Colmeal. Também aquando de algumas realizações da União Progressiva, como a canoagem, as caminhadas e há pouco tempo o magusto nas Seladas, se verificou apreciável interesse por produtos como o mel, o queijo de cabra e a aguardente de medronho com mel. Aliado ao interesse em mostrar o concelho de Góis, a freguesia do Colmeal e as suas paisagens, a sua gastronomia e as suas gentes, a União Progressiva tem privilegiado a divulgação dos produtos locais junto dos associados e de todos os que nos visitam, pelo que de imediato expressou a sua concordância a esta ideia e tudo fará para que ela seja coroada de êxito. É fundamental e imprescindível que as restantes Comissões da freguesia e a própria Junta se associem a esta manifestação que visa dinamizar e encorajar os nossos artesãos. O interesse é de todos e este evento pode/deve ser encarado como um motor que visa dotar de alguma esperança os residentes na freguesia. É imperioso sensibilizar os nossos conterrâneos e associados para a sua presença neste fim-de-semana mais alargado e para que adquiram produtos cuja proveniência é de todos conhecida. E levar uma peça de artesanato, um frasco de mel ou uns queijos para oferecer aos amigos é uma maneira simples e simpática de divulgar os nossos produtos. Temos que ser nós, devemos ser todos nós e pelos meios que estão ao nosso alcance, a divulgar, a dar a conhecer o que de bom temos nas nossas terras, nas aldeias que nos viram nascer. Venha estar connosco nesta mostra. Ajude-nos a divulgar os nossos produtos e a nossa freguesia. Os nossos artesãos esperam por si!
.
UPFC

26 fevereiro 2008

Com o tempo...


Ainda os anos sessenta do século passado não tinham chegado e ali estava ele, em pose, como se de um corredor de automóveis se tratasse, junto a uma velha estrela que terá sido dos primeiros carros a chegar até ao Colmeal.
O local é o do estacionamento habitual. Largo da Fonte como se chamava nesse tempo.
E olhando para a fotografia, das duas uma. Ou o carro é muito grande ou o "corredor" ainda é muito pequeno.
Mas os anos vão passando. O carro já deixou de ser grande. E o jovem deixou de ser pequeno.
.
.


Ultrapassada a fasquia dos cinquenta mantém uma jovialidade invejável. Filho de um "Homem da União", o saudoso Manuel da Fonte, Artur Domingos da Fonte está sempre disponível para ajudar naquilo que for preciso.
Eleito pela primeira vez em 12 de Abril de 1980 como Vogal na Direcção liderada por Fernando Marques Neves.
Mantém-se até 1983 e regressa em Fevereiro de 1988 integrando uma Comissão Administrativa para gerir os destinos da Colectividade que, por essa altura, atravessava um período menos bom. Poucos meses depois, em Junho, verificada a normalidade de funcionamento, é eleito 2.º Secretário na Direcção comandada por Henrique Brás Mendes.
Em Junho de 1990 ascende a Vice-Presidente e em Maio de 1992 passa a presidir ao Conselho Fiscal. Em Março de 1994 regressa à Direcção como Tesoureiro.
Em Janeiro de 2006 e a solicitação do actual Presidente da Direcção aceita regressar ocupando ainda hoje o lugar de Tesoureiro. No período em que esteve afastado nunca deixou de colaborar nas realizações da União tomando a seu cargo a organização dos eventos desportivos.

UPFC

Ciclovia no Colmeal



A estrada Rolão-Colmeal, num esforço meritório da Câmara Municipal de Góis, tem vindo a ser alvo de frequentes beneficiações. Destacamos o pavimento colocado há poucos anos, a limpeza efectuada ao longo do seu traçado e os rails de protecção nas zonas de maior perigosidade.
Mas destacamos também e pela negativa a exagerada profundidade das valetas, nomeadamente em sítios onde a estrada obriga a maior cuidado. Um resvalamento deixará a viatura em muito mau estado se não forem outras e mais graves as consequências. Verifica-se que de cada vez que é colocada uma camada de betuminoso na estrada, esta fica mais estreita e as valetas mais fundas. Mas numa intervenção seguinte volta a acontecer o mesmo. Como cada vez vai ficando mais estreita, isso permite-nos admitir que tudo se prepara para que a freguesia do Colmeal venha a ter a primeira ciclovia do concelho de Góis. Será mesmo?!...

UPFC

24 fevereiro 2008

Praia fluvial do pontão



O rio corre devagar acompanhando as voltas do seu traçado de séculos. Pouca água. A época estival cada vez mais longa. As chuvas vão rareando. Por vezes, quando aparecem como que zangadas ou um pouco desnorteadas, provocam alguns estragos.
O pontão. Tantas vezes atravessado. De cá para lá, de lá para cá. Que o digam os que vinham para a escola e que retornavam a casa para voltar no dia seguinte. Que o recordem todos aqueles que por ali passavam, com frio, com chuva, com vento, com neve ou apenas geada.
Lá vai o tempo em que as pessoas cuidavam dos seus bocaditos que agora estão "de relva" e se vêem na foto à direita. Apenas umas couvitas nos asseguram que ainda há quem vá passando por ali.
E a água vai correndo de mansinho, sem sobressaltos, no seu cantar melodioso. Local aprazível que certamente merecerá a atenção dos responsáveis locais e concelhios. Se queremos atrair pessoas às nossas aldeias teremos que lhes proporcionar locais, em que com pequenos investimentos, estes se tornem apelativos. A nossa região é riquíssima em recantos que cativam facilmente quem nos visita.
.


Antigamente, quando não havia electricidade e a máquina de lavar era uma miragem, a roupa era lavada no rio. Água corrente, límpida, transparente, cristalina. Onde havia pequenos peixes que vinham dar turras nas pernas. Roupa batida nas pedras e corada ao Sol. Estendida pelas pedras e pela vegetação, como que expostas numa montra.
Numa fotografia de 1952, aqui recordamos Maria Alice Domingos e a mãe Maria José Henriques. No meio, Urbana Henriques. Felizes e contentes em ambiente saudável.

UPFC

21 fevereiro 2008

Colmeal – duas linhas

Com este título lemos recentemente na imprensa regional – Jornal de Arganil, um artigo de opinião rubricado por Francisco Silva. Tendo por base duas entrevistas dadas pelo senhor Presidente da Câmara de Góis, vem Francisco Silva manifestar a sua preocupação, que consideramos legítima, pois não encontra nelas referências a quaisquer projectos que possam estar a ser trabalhados para esta freguesia. Com educação e bom senso, como pede o senhor Presidente e como parece ser a postura deste cidadão, apenas vem trazer ao leitor/assinante o modo como leu e interpretou as duas entrevistas a que alude e naturalmente dizer do seu desencantamento. “Intervenientes e críticos”, solicita o senhor Presidente. A crítica construtiva é sempre (deveria ser) bem recebida e a introdução de algum humor não poderá ou não deverá ser mal entendido. Muitas vezes há demasiados críticos (alguns deles estão “profissionalizados”) e muito poucos intervenientes. Nenhuma comissão de melhoramentos ignorará o apelo feito, honrando o papel que desempenharam no passado, e que agora está a ser recordado na passagem dos oitenta anos do regionalismo. As comissões de melhoramentos estão sempre interessadas no desenvolvimento das suas aldeias, em colaborar, e em ajudar, mas dão-se conta de que por vezes não as querem ouvir ou que se tornam incómodas. Comentários e interrogações sobre determinadas aplicações e projectos de utilidade menos evidente ouvem-se às vezes e nos locais menos indicados. Mas quem se digna participar e ir a reuniões públicas na Câmara ou na Junta? Aquilo que para muitos, bem informados ou não, deveria ter andamento, não anda. Informação e presença de responsáveis nas nossas aldeias é fundamental, é imprescindível. O desânimo nas pessoas de idade ouve-se naquelas palavras nossas conhecidas “… já não vale a pena…”. Aqueles que ao longo das décadas saíram das suas terras à procura de melhores proventos já não estarão em condições de voltar para investir. Quando regressam procuram desfrutar do sossego das suas aldeias e esperar, sem qualquer política de aproveitamento e entretenimento de tempos livres, que um dia a linha de partida se confunda com a de chegada. Sabemos que o senhor Presidente da Câmara Municipal de Góis tem um carinho muito especial pelos idosos. Uma área de trabalho que poderá ser melhor explorada com o envolvimento da Câmara, Junta de Freguesia e comissões de melhoramentos. Nos grandes centros e em determinadas freguesias, nota-se uma actividade constante com os idosos e envolvendo uma grande participação. Não se tratará de reinventar a roda, mas fazer algo de parecido. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal tem vindo de há tempos a esta parte a direccionar a sua actividade para as áreas social e cultural, de lazer e entretenimento e vem apostando na divulgação do concelho com resultados que poderemos considerar francamente positivos. Com todas as mudanças que se vão vivendo na sociedade e também no regionalismo, será esta uma pequena parte da nossa contribuição para que o concelho de Góis se mantenha vivo. E por favor, não minimizem o trabalho das comissões de melhoramentos. A. Domingos Santos 17Fev2008

ESTÓRIAS DO COLMEAL (VI)

E... FORAM FELIZES PARA SEMPRE!!! Brian acordou. Encontrava-se deitado, debaixo de uma Oliveira. Que Oliveira tão linda! Oliveiras assim, só no Colmeal se encontram, com folhagem miudinha, de uma cor verde única. Uma folhagem bem fechada, como a preservar a Paz que simboliza. Sentiu o cheiro da terra, ainda molhada com o orvalho da madrugada – um orvalho cheio de mistério! Tão brilhante, formado por gotas que pareciam pérolas. Pérolas que pareciam ter saído dalgum colar, do pescoço de uma bela Dama... Levantou-se, olhou à sua volta e pensou “que sorte, viver num sítio tão belo”; “que sorte a dele, poder apreciar a Natureza à sua volta, assim em paz” (sem ninguém a perturbá-lo). Ouviu um ligeiro “sussurrar”: era o vento, um vento a acariciar-lhe o rosto - um vento que parecia murmurar, baixinho, palavras de amor... Deslizou o olhar até ao rio... ainda se via o nevoeiro... ”Poderia haver espectáculo mais lindo do que aquele?” - O Nevoeiro, beijando suavemente as águas do rio, como um manto de algodão doce, ou... como um “monte de farófias” (ele era guloso!). Aquele nevoeiro já não iria subir (já não iria “levantar-se”). O céu estava azul, de um azul compacto, impenetrável. Aproximava-se um belo dia de calor! - O Nevoeiro deixar-se-ia envolver no seio das águas cristalinas do rio Ceira. O Sol, ainda escondido atrás dos montes, estendia já os seus raios - iluminando toda a paisagem - e afagou Brian, como num abraço ameno. Todo o seu Brilho, todo o seu Esplendor... viriam mais tarde – “O Sol do Meio-Dia”! - Que Sensação de Alegria! Quão maravilhoso! O espectáculo do NASCER DO DIA! ________________________________________ Brian, depois de respirar bem fundo e de encher o seu peito com aquele ar tão puro, tão leve, sentiu-se cheio de força, de ânimo, de vontade e decidiu dar início ao seu dia. Seria mais um dia com uma ida ao Colmeal, como habitualmente, onde estariam os seus amigos no “Largo da Fonte”, para... Claro... para mais um dia de diversões e conversações atrevidas! Luxos só para solteirões! Começou a descer o monte, em alegre correria. Chegou à Ponte, desceu até à beira-rio (como era seu costume), ajoelhou-se para lavar a cara com aquela água fresquinha e viu a sua imagem reflectida nas águas transparentes: - “Que estranho, a sua cara estava diferente... parecia arranhado. Também estava desgrenhado, com os cabelos em pé”. Só então reparou nas suas roupas: estavam um pouco rasgadas. E os seus braços tinham também alguns arranhões - Ele não era homem de brigas - Certamente, teria tropeçado na noite anterior, ao subir a Serra, depois de ter deixado os seus amigos, lá no Colmeal. Lembrava-se bem, de se ter deitado debaixo da oliveira... e de ter adormecido imediatamente. “E aquele medo das Bruxas que os seus amigos tinham sentido??!!” Sorriu-se, de certo modo constrangido. “Eles tinham ficado mesmo assustados”. Sorriu novamente. Porém... sentiu um Arrepio: lembrou-se de ter sonhado... a) Olhou outra vez para as águas do rio (que eram o seu espelho). Agora que se tinha lembrado do sonho, não conseguia esquecê-lo. Teria sido mesmo um sonho, apenas? Começou a ter uma sensação de Solidão, uma sensação de Vazio, bem no interior do seu peito: - “Ele estava Só”, “Ele vivia Só”, “Vivia apenas para os Bailaricos. Jantaradas. Festas e mais Festas”. Sentiu Novo Arrepio. “E o calor de uma Família? E a alegria de filhos, em redor de uma fogueira? E o AMOR de uma mulher...?” Subitamente, viu à sua frente aquela moça do Colmeal. Aquela moça de profundos olhos castanhos – olhos que faziam sonhar... sonhar com AMOR... sonhar com carinho, com partilha. Partilha da Beleza. Partilha da Natureza. Enfim... Partilha da Vida na Alegria e na Tristeza. - “Não! Ele estava a “deixar-se apanhar pelas Bruxas”. Não! Tudo não passara de um sonho! A moça, nem estava ali! Ele já estava a imaginar coisas!” - Retomou o seu caminho em direcção ao Colmeal. Ah! Lá estavam os seus amigos! Lá voltariam as conversas! Mas... desta vez, os seus amigos olharam-no de forma estranha: - “Porque não tinha aparecido antes? O que lhe tinha acontecido?” Perguntaram-lhe os amigos, com os olhos muito abertos, como se estivessem a olhar para um Brian diferente. Novo Arrepio – “Afinal, (explicaram-lhe os amigos, para grande espanto seu), ele estivera desaparecido durante vários dias, desde aquele episódio...” Eles nem queriam falar em pormenores. Mas Brian lembrava-se bem – ele tinha proferido as palavras misteriosas, para prender as... (nem ele próprio já queria pensar nisso...) E... naquele preciso momento, por ali passou... a moça dos olhos castanhos (ele estava a “vê-la”: esvoaçando sobre o algodão doce... sobre as nuvens... sobre o Rio...). Brian estremeceu, ele não queria acreditar. “E a sua liberdade? Teria sido mesmo um Sonho, somente… naquela noite... debaixo da Oliveira?” Sentiu uma força avassaladora que o impelia na direcção da moça. Correu para ela, como se “comandado” por alguma Força Superior. Não conseguiu resistir. Obedeceu. Frente a Frente, trocaram algumas palavras, e... olhares... olhares, que muito mais diziam do que milhões de palavras. Poucos meses passados, realizava-se um Casamento no Colmeal!!!! E... FORAM FELIZES PARA SEMPRE!!! _____________________________ Claro, se assim não tivesse acontecido, não estaríamos aqui e agora: - uns a “escrever estórias” - outros a ler, divertidos - outros a pensar: “Tenho de visitar o Colmeal... Sentir o cheiro da terra... Tocar nas águas do Rio Ceira... Sentir o vento na cara... Ouvir o seu silêncio, no alto da Serra... Entrar na Aldeia e perscrutar os Olhares das Gentes” Abraços de Ana, Badana, Rabeca, Susana _____________________________________________
Notas finais: That will shake the unmarried bachelors’ hearts. …It’s meet that the date of its passing I write, …She takes the pen while my head was troubled …The moment that she was writing the date, …From my dream I awoke and my eyes I cleared a) _______________________ b) A chrithfeadh a gcroí ins na críonnaigh aonta ...Bliain an achta so is maith é a scríobh dúinn …Glacann sí peann ‘is mo cheannsa suaite …An aga a bhí sí ag scríobh an data, …Scaras lem néal agus réidheas mo shúile a) “THE MIDNIGHT COURT” b) “CÚIRT an MHEÁN-OÍCHE”

Mostra e venda de artesanato e produtos locais no Colmeal

Apesar de a União Progressiva da Freguesia do Colmeal haver manifestado a sua concordância logo após ter recebido e publicado a proposta no blogue, vimos reconfirmar a nossa predisposição para apoiar e ajudar a dinamizar a iniciativa. Esta ideia que já foi ventilada em ocasiões anteriores, tem quanto a nós e como se costuma dizer, pés para andar. Entre todos os nossos colegas da Direcção e da Delegação existe uma sintonia que nos permite avançar. Avançar para a dinamização, sensibilização e encorajamento dos artesãos locais para o interesse que esta mostra possa vir a ter para eles, não desanimando se os resultados iniciais não forem promissores. Não poderemos esquecer que se trata de uma inovação, de uma primeira vez. Avançar igualmente para a divulgação junto da massa associativa que poderá transmitir um sinal muito positivo para o desenvolvimento do trabalho dos artesãos na nossa freguesia ao adquirir os seus produtos. Esta divulgação e dinamização deverá ser feita por todos nós, por todos os meios ao nosso alcance e onde o blogue poderá/deverá ter um papel muito importante. O fim de semana da Páscoa parece-nos bem para uma primeira experiência já que se admite a presença de um número considerável de conterrâneos nas nossas aldeias. A ajuda que a Junta de Freguesia do Colmeal puder dar será crucial para o êxito desta acção. Sabemos que está ao lado dos nossos artesãos e que tudo fará para lhes proporcionar todo o apoio que for necessário. A nossa Delegação irá estabelecer contactos junto de artesãos no sentido de assegurar as suas presenças. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal está disponível para ajudar no desenvolvimento desta iniciativa.
UPFC

20 fevereiro 2008

O nosso blogue

Como é do conhecimento de todos os nossos associados e amigos, temos vindo a privilegiar a informação e o contacto com os Colmealenses. Não só através da habitual e insubstituível comunicação social regional – imprensa e rádio, mas também e de há tempos a esta parte, através das novas tecnologias da informação com a criação deste blogue. Face ao trabalho que temos vindo a desenvolver e de que nos orgulhamos, a nossa política de proximidade tem funcionado e com excelentes resultados. Quando surgiu a ideia e depois a decisão de lançar este espaço pretendia-se que ele “fosse de informação e de debate e onde todos pudessem participar livremente expondo as suas ideias e tecendo as suas críticas.” Assim foi durante bastante tempo até que recentemente, comentários menos próprios e de muito mau gosto, começaram a surgir sob a capa do anonimato. Ninguém pede e muito menos obriga a que se identifiquem. A deselegância nas referências aos naturais das nossas aldeias, a falta de respeito para com a comunidade e apreciações de carácter racista e xenófobo entre outras, que consideramos de extremo mau gosto e infelizes, levam-nos a admitir a introdução, não de medidas censórias mas de protecção, que visem continuar a proporcionar a quem nos visita, um espaço limpo e liberto de comentários excrementícios. O que vem sendo esparramado contra o regionalismo e os regionalistas não nos afecta porque a obra desenvolvida ao longo dos anos fala por si. Neste ano de 2008 comemoram-se oitenta anos do regionalismo no concelho de Góis. Basta percorrer as aldeias do concelho e as dos concelhos limítrofes para se apreciar o trabalho desenvolvido. Denegrir esse trabalho é uma tarefa que alguns (não muitos, felizmente) desenvolvem. Pretendemos que o nosso blogue continue a informar com seriedade e que o debate e a troca de ideias seja civilizado e educado. Pela nossa parte, tudo faremos. Contamos consigo! Porque este blogue é para si! António D. Santos

19 fevereiro 2008

Parque infantil



No concelho de Góis existem dois parques infantis plantados ou perdidos nas serras.
Este fica na freguesia do Colmeal. Ao Ventoso.
Onde a estrada esteve parada quando ainda era pequeno e brincava.
Onde foram descarregados os paralelepípedos que depois, em carros de bois, chegaram ao Colmeal para o calcetamento das ruas e do largo. Mas depois a estrada continuou e foi até à sede de freguesia. E depois seguiu para outras localidades.
Do parque temos uma linda vista para o Colmeal, para o Soito e para outras aldeias que se encaixam nas encostas distantes.
Mas porquê aqui? Recordo-me de ter lido algures que teve a ver com os incêndios, verbas comunitárias, etc. Será mesmo?

Foto de António Santos

17 fevereiro 2008

A União vai aos AÇORES



No final do ano passado colocámos neste blogue uma sondagem auscultando a opinião dos nossos visitantes quanto ao destino preferido para uma viagem.
Havia três hipóteses: Açores, Cabo Verde ou Madeira/Porto Santo.
A primeira foi a mais votada. Respeitando essa vontade, aqui estamos a dar-lhe conta de que vamos aos Açores.

Entre os dias 18 e 25 de Maio iremos visitar as ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Faial.

Com todas as refeições (bebidas incluídas), entradas em museus e outros monumentos, excursões várias nas diferentes ilhas, o programa garante-nos uma semana que não mais esqueceremos.

Atendendo ao número limitado de lugares que nos foram concedidos, solicitamos que, se estiver interessado, nos contacte de imediato para saber mais pormenores e fazer a sua reserva.

Através do nosso e-mail upfcolmeal@netcabo.pt poderá saber tudo o que precisa ou, se preferir, através dos habituais números de telefone.

Venha connosco... porque vai valer a pena!

UPFC

14 fevereiro 2008

Mostra e venda de produtos regionais e artesanato no Colmeal

Permitam-me que expresse aqui uma ideia que considero ser útil numa perspectiva de luta contra a desertificação em que todos estamos empenhados. Infelizmente na nossa freguesia já não há muita actividade económica, com exclusão da construção civil e do apoio aos idosos, mas ainda temos algumas pessoas que teimam em desenvolver outras actividades e que muitas das vezes têm dificuldade em escoarem os seus produtos. Refiro-me à produção de queijo, de mel, de artesanato de vários tipos (tapeçaria, lãs, casas em xisto e outro) e de alguns produtos agrícolas. No Soito e no âmbito de alguns convívios já promovemos pequenas iniciativas de venda destes produtos, o mesmo acontecendo no Sobral, mas estas são aldeias pequenas, que não têm a centralidade do Colmeal, que como sede da freguesia é o ponto de convergência de todas as aldeias. Face ao exposto penso que, caso a Direcção da União tenha disponibilidade para o efeito, seria uma boa ideia começarmos a promover com alguma regularidade uma espécie de feiras/mostras de venda destes produtos, sobretudo em datas em que um maior número de pessoas aflui às nossas aldeias. Às associações regionalistas (ou associações de aldeia, uma vez que o termos regionalista parece ter alguns anti-corpos), caberia promover o acontecimento junto dos nossos associados para ali se deslocarem e contactar os potenciais expositores/vendedores. E penso que este BLOG, para além de outros meios de comunicação tradicionais, seria um local adequado. Em meu entender a próxima Páscoa seria uma boa data para começar – por exemplo na Sexta–Feira Santa ou no Sábado, uma vez que Domingo temos a visita Pascal. Esta iniciativa só faz sentido se a UPFC aderir e então contactaríamos as outras colectividades para o efeito. Aguardo uma resposta vossa. Mais uma vez os meus parabéns ao Francisco Silva, ao António Santos e a toda a Direcção da União pela qualidade deste BLOG que começa a ser, sem dúvida, um verdadeiro órgão de comunicação local / regional. Cumprimentos e obrigado pela atenção. António Duarte

12 fevereiro 2008

Novo Blogue


Após aturado trabalho de pesquisa, compilação e organização aí está um novo blogue com notícias que foram notícia nos anos 60/70.
Será mais um veículo de divulgação das freguesias do Colmeal e dos Cepos, recordando-nos o que se passava há quarenta, cinquenta anos atrás.
O extinto Boletim Paroquial “O Colmeal” que teve o seu primeiro número em Fevereiro de 1960, vai estar de novo connosco, em nossas casas.
Naquele tempo os naturais e oriundos daquelas duas freguesias, que viviam espalhados pelos quatro cantos do mundo, ficaram agradavelmente surpreendidos quando o primeiro número lhes chegou às mãos.
Agora, num trabalho a todos os títulos louvável do nosso associado Henrique Miguel Mendes, poderá reler e recordar essas notícias, esses apontamentos de reportagem e outras notas, através de um simples clique e também nas páginas do jornal bimensal “O Varzeense”.
Procurando através da Internet em http://o_colmeal.blogs.sapo.pt/ encontrará já disponíveis notas sobre os primeiros quatro números e referências à vida de vinte e dois anos deste boletim paroquial.
Consulte este blogue e participe. Faça os seus comentários. Ajude a divulgar a nossa freguesia, as nossas terras, a nossa região.
Contamos consigo!
.
UPFC

08 fevereiro 2008

COLMEAL – duas linhas


“O Cadafaz e o Colmeal preocupam-me muito, porque não vejo maneira de promover algo de inovador para estas aldeias” – entrevista de José Girão Vitorino, Presidente da Câmara Municipal de Góis, ao “Jornal de Arganil” – edição de 7 de Fevereiro de 2008.

Numa outra entrevista publicada em 30 de Janeiro p.p. em “O Varzeense”, apenas uma breve referência aos valores das eólicas que revertem para a Junta de Freguesia do Colmeal. Apenas isso. Mais nada.

Continuamos preocupados com este alheamento. As pessoas que vivem na freguesia do Colmeal, as poucas pessoas que ainda vivem na freguesia do Colmeal, aqueles que vão ficando porque os anos já não lhes permitem grandes aspirações a procurar novos rumos, novas vidas, essas pessoas carregadas de anos e de canseiras, o que hão-de esperar dos seus autarcas nesta recta que se aproxima do seu final?
NADA!!! Apenas o esquecimento.

Continuamos a ver nestas entrevistas que o Colmeal não entra nos planos da Câmara. Que o Colmeal não existe. Perguntamo-nos o que se fez? O que se pensa fazer? Porque não se fez? Porque não se faz?
Nada se planeia para a freguesia? O que a Junta de Freguesia do Colmeal propõe não tem sequência? Por ser a freguesia mais distante vamos esquecê-la?
Será que não haverá mesmo nada de inovador para esta freguesia? Sendo a Câmara a grande empregadora do concelho (“à volta de 140”), não terá entre os seus quadros ninguém com ideias e que possa ajudar a resolver a preocupação do senhor Presidente?
Por vezes encomendam-se “novas ideias” ou “ideias inovadoras” ao exterior, a quem sabe ou a empresas especializadas. Conviria naturalmente conhecer o Colmeal e o resto da freguesia. Ouvir a Junta de Freguesia, a Assembleia de Freguesia ou até mesmo as pessoas simples, porque às vezes até têm ideias… e quem sabe se a colónia de Lisboa…

“Vou pedir às pessoas para colaborarem, serem intervenientes e críticos…, … pelo que peço ao povo do concelho de Góis compreensão, tolerância e bom senso.”
“Deixo também um apelo às Comissões de Melhoramentos que em tempos tiveram um papel muito importante no desenvolvimento das suas terras para que hoje tenham esse grande papel de ajuda, porque se todos nos unirmos poderemos fazer de Góis um “grande” concelho.” (in “O Varzeense”)

“As comissões de melhoramentos limitam-se a fazer os seus almoços e o dinamismo já não é o mesmo como antigamente. Têm as suas casas de convívio, fazem a sua festa anual, mas depois a actividade acaba…” (in “Jornal de Arganil”).

Parece-nos haver aqui alguma distracção e uma apreciação menos cuidada. Não se deve generalizar.
Pelo que nos tem sido possível acompanhar ao longo destes últimos anos da actividade da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, estas palavras do senhor Presidente da Câmara são desajustadas e reveladoras de algum desconhecimento do que se passa no seu concelho, ou quanto muito, na freguesia do Colmeal, que ainda pertence ao concelho de Góis.
A colectividade tem privilegiado a informação na imprensa regional, mas também sabemos que nem todos têm acesso ou lêem jornais.
A União Progressiva ainda recentemente levou ao Colmeal, pela primeira vez, setenta e cinco pessoas num convívio que reuniu mais de duzentas e cinquenta.
Tem realizado a canoagem no Ceira com sucesso e com bastantes forasteiros que ficam encantados com as pessoas, com o acolhimento e com as paisagens.
Tem percorrido, nas suas caminhadas, os trilhos antigos da freguesia movimentando largas camadas de participantes, muitos dos quais vêm pela primeira vez à freguesia e ao concelho.
Tem ajudado a divulgar os saberes e sabores da Beira Serra.
Instalou uma biblioteca no Centro Paroquial permitindo assim às pessoas da freguesia do Colmeal o acesso à leitura.
Tem garantido anualmente os festejos de Verão e a prática e manutenção de jogos tradicionais tão do agrado dos filhos da região.
Continua a realizar anualmente a Festa de Natal para os mais pequenos e para os mais idosos.
Faz também o seu almoço de aniversário, como as outras Comissões de Melhoramentos. Movimenta centenas de associados e amigos do Colmeal em várias realizações, plenas de êxito, como os cruzeiros no Zêzere e no Douro.
Tem investido em termos culturais em visitas a museus e monumentos nacionais.
Quer fazer mais e manifesta as suas preocupações tendo em vista as carências mais prementes no Colmeal. E que respostas obtém?

Vamos ficar a aguardar pela próxima entrevista. Ficámos preocupados com a preocupação do senhor Presidente.

Lisboa, 8 de Fevereiro de 2007
Francisco Silva

07 fevereiro 2008

Cruzeiros da União




Não se poderá dizer que a travessia de um rio, feita num pequeno bote, seja propriamente um cruzeiro. Claro que não.
Aqui, a reconquista de Almourol parece estar eminente. Nas "tropas invasoras" reconhecem-se Fernando Neves e Manuela Neves, António Santos, Maria Lucília e Manuela Costa.
Amílcar de Almeida parece comandar a segunda leva.
Esta pacífica "invasão" do Castelo de Almourol aconteceu em 1977 quando a União fez uma excursão que andou por aquelas paragens.



Com o andar dos tempos e dos anos, os barcos ficaram maiores. Em 2006, a União fez dois cruzeiros no rio Zêzere, com mais de duas centenas de "navegadores" envolvidos.

.



.

Em 2007 e com barcos um pouco maiores, por duas vezes a União subiu o rio Douro até "avistar terras de Espanha".





E como será fazer um cruzeiro neste navio? Se calhar é grande demais...


UPFC

04 fevereiro 2008

COLMEAL - água em Agosto

"COLMEAL
tem água em abundância


Felizmente o Colmeal tem o problema da água resolvido. Graças ao esforço do pessoal camarário e de alguns populares do Colmeal, foi possível fazer chegar a água da margem esquerda do rio até ao depósito das Seladas, na véspera do Festival. Parabéns à Câmara Municipal por mais esta obra.
Até este momento ainda não se conseguiu esvaziar o depósito e a água, pela primeira vez, chegou com abundância às casas mais elevadas do Soladinho.
Há porém um problema que urge resolver. Junto às nascentes existem duas plantações de eucaliptos. Há que providenciar para eliminar os mesmos, pois, caso contrário, num futuro talvez não distante, o problema reapareceria e a solução seria bem mais difícil."
in Jornal "O Colmeal" n.º 187 - Agosto de 1982



Em Agosto de 1982 era assim...

.

Estudos realizados há poucos meses revelam que os portugueses já encaram a poupança de água como um hábito diário. Uma das razões apontadas para esta reviravolta é o esforço desenvolvido em termos informativos, nomeadamente através de campanhas de sensibilização que vão alertando a população para a importância deste recurso natural tão escasso.

Todos nos recordamos dos problemas que se têm vivido na sede de freguesia, nomeadamente no mês de Agosto, com a falta de água.Várias soluções foram surgindo ao longo dos anos, com tomada de água no Ribeiro, na Fontinha, na Panasqueira, no outro lado do rio, no próprio rio, etc.

O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino, em entrevista a "O Varzeense" - 30 de Janeiro de 2008, diz a determinado passo "A água da rede não é para regar, é para ser poupada, pois é um bem essencial à vida."

Será que houve informação para sensibilizar a população? Estamos disponíveis para ajudar nessa acção.



Porque no ano passado foi assim...

UPFC

01 fevereiro 2008

As Novas Maravilhas do Mundo no Colmeal


Muito se falou das futuras Novas Maravilhas do Mundo no passado ano e nós, em Portugal, muito encantados ficámos, porque o desvendar do mistério iria ser feito no nosso país, no dia sete, do mês sete, desse mesmo ano sete do recente século XXI.
Das sete anteriores, eleitas no ano 200 antes de Cristo na Grécia e que nós aprendíamos nos bancos da escola, apenas restam as Pirâmides de Gizé, no Egipto.
A Estátua de Zeus ou o Colosso de Rhodes na Grécia, o Templo de Artemis ou o Mausoléu de Halicarnassos na Turquia, os Jardins Suspensos da Babilónia no Iraque ou o Farol de Alexandria no Egipto, ficaram reduzidas à memória pelas guerras, pelo tempo e pelos cataclismos ao longo de vinte e dois séculos.
Candidatas a “novas maravilhas” vieram de todo o mundo.
Do castelo, verdadeiro conto de fadas, às ruínas que ainda hoje são um enigma de uma civilização destruída; da cidade, metade rosa vermelho tão velha quanto o Tempo, ao monumento enigmático de formas femininas e que é uma homenagem ao amor; do colossal monumento que se converteu no símbolo mais marcante de todo o Mundo Novo à cidade misteriosa no meio de África e quase perdida no deserto.
Daquela enorme praça onde a lenda e a história se confundem até ao segredo maia escondido numa cidade milenar de um inestimável valor histórico e artístico; dos silenciosos testemunhos de uma misteriosa civilização marítima perdida, ao rochedo mágico e os seus templos, com dois milénios e meio de história; da muralha construída sobre milhas e milhas de montanhas até à torre que nos leva mais perto do Céu.
Escolher entre vinte e uma candidatas não foi fácil. Até aí, centenas de muitas outras foram sendo observadas, seleccionadas e excluídas. Escolher entre uma cidade, que é um templo e que foi redescoberta do seu manto de vegetação que a preservou, e uma fortaleza vermelha, resultado de uma história de amor, de guerras e de aventuras, não foi fácil.
Fazer uma opção entre o símbolo que melhor representa a sociedade contemporânea e um emblema de um império que outrora acolheu milhares de espectáculos sangrentos; o que dizer de uma basílica, qual jangada de pedra, que navegou em tempos tempestuosos, resistindo a quinze séculos de revoltas, conquistas, tremores de terra e mudanças de civilizações ou escolher o único santuário do mundo que tem o horizonte como paredes e o céu como tecto?
Símbolos de pedra que marcam a passagem entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, as pirâmides, são a única maravilha que o tempo, o deserto, a ganância e a ignorância não destruíram. Competem nesta escolha a nível mundial com o mistério que perdura naquele arranjo circular de grandes pedras ali colocadas antes do início da Idade do Bronze e em outro continente, com um complexo de 15 edifícios destinados ao culto e construídos entre os séculos XV e XVII.
Foram precisos 2200 anos para que o Mundo assistisse à maior votação da Humanidade para manter vivos grandes marcos da História da Terra.
Depois disto tudo e passados que são pouco mais de seis meses após a decisão tomada em Portugal, em 07.07.07, sabe quais são as Novas Sete Maravilhas do Mundo?
As suas dúvidas poderão ser esclarecidas, muito proximamente, na Biblioteca da União, no Colmeal.
Um conjunto de 21 livros, em tamanho reduzido e de fácil leitura, poderão ajudar a clarificar alguns aspectos que não tenha conseguido reter aquando da escolha das “Sete Maravilhas”, em Julho passado.
Poderá também aceder a pequenos aspectos e curiosidades que por vezes desconhecemos, como por exemplo, o país onde foi criado o primeiro selo mundial ou o porquê da cidade de Petra ter sido esculpida e não construída.
E muito mais. Sabemos que a sua curiosidade desvendará todos estes segredos.

UPFC