19 fevereiro 2012

OPTIMISMO



Da minha janela vejo o pensamento das flores,
A cor rosada num quadro p’ra pintar,
A Natureza de perfumes esculpida,
O amor de mãos dadas com a vida,
O sol, a lua, as estrelas, a terra e o mar…

Da minha janela vejo o horizonte colorido,
Terra fértil e um canteiro p’ro amor,
A luz que vem do alto irradiante,
Um perfil de sintonia a cada instante,
O universo inteiro numa flor…

Vejo o mundo que caminha alegremente,
Uma andorinha na chegada e na partida,
Da minha janela eu vejo tudo,
Porque eu tenho uma casa,
Com janelas para a vida.

Felisbela Fontes in Poiesis - Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa e Contemporânea – Volume XX, Editorial Minerva – Novembro de 2011


Felisbela Fontes nasceu em 1945, em Ádela, uma pequena aldeia da freguesia do Colmeal, concelho de Góis e distrito de Coimbra, onde viveu até aos vinte anos. Iniciou os primeiros estudos na sua terra e depois em Lisboa. Estudou algum tempo na República Federal Alemã onde viveu e trabalhou durante treze anos. Voltou para Portugal e foi funcionária do Ministério das Finanças, estando agora aposentada.

Sempre escreveu e guardou na “gaveta”. Em 2002 publicou BEIRA SERRA, MEU PORTUGAL ESCONDIDO, um livro de pesquisa sobre gentes, usos, costumes, e tradições da cultura dos povos da Beira Serra.


UM SONHO NA MADRUGADA é um livro de pesquisa pelo códice da génese humana, o despertar do homem desde as suas origens, a tomada de consciência, os sentimentos que foi adquirindo pelas várias etapas da sua existência, o uso que faz dos sentidos, actos e efeitos que as faculdades podem ou não controlar, conjunto de muitos e variados sentimentos que formam a mentalidade de todos os indivíduos, ao mesmo tempo que os diferencia e lhe norteia a conduta e a existência. Património sentimental que faz parte da condição humana em que as origens e as raízes são elementos base em todas as caminhadas existenciais, onde a lei da natureza está sempre presente como criadora e protectora zelando por todos os princípios fundamentais que ela própria instituiu.

Todos estes livros, oferta da autora, estão à sua disposição na Biblioteca da União, no Colmeal.

A. Domingos Santos

17 fevereiro 2012

Manifestação: Movimento apela a união contra a fusão de freguesias


O Movimento “Freguesias Sempre”, que resulta de contactos entre Juntas de Freguesias do Distrito de Coimbra, promove uma concentração no dia 3 de Março, às 15h00, na Praça 8 de Maio, contra a extinção e fusão de freguesias. O Movimento apela à participação da população.

Travar aquele que é considerado um “ataque sem precedentes às freguesias” é o objectivo da concentração.

A chamada Reforma Administrativa do Poder Local é, nota o Movimento, “uma perigosa tentativa de acabar com o Poder Local democrático”.

O Movimento critica ainda o facto de o Governo atirar agora a responsabilidade de extinção ou fusão de freguesias para “cima dos próprios autarcas”, oferecendo uma bonificação de 15 por cento nas transferências do Orçamento de Estado para 2013 para as freguesias que aceitarem ser extintas.

in Campeão das Províncias de 16/2/2012

16 fevereiro 2012

UNIÃO PROGRESSIVA EM GUIMARÃES


CAPITAL EUROPEIA DA CULTURA
19 e 20 de MAIO





A União Progressiva da Freguesia do Colmeal sempre atenta às manifestações culturais que se realizam no país tem o grato prazer de colocar à Vossa disposição um excelente programa de fim-de-semana, deveras aliciante e que, estamos convictos, merecerá a V/ melhor atenção.
Não deixe perder esta oportunidade de passar connosco dois dias extraordinários.

1º DIA: LISBOA- PORTO- GUIMARÃES 07H00 – Saída de Sete Rios (frente ao Jardim Zoológico) em direcção ao norte do país. Chegada ao Porto e almoço no Restaurante “Churrasqueira do Norte”, em Ermesinde. Pela tarde saímos em direcção ao centro da cidade onde realizaremos um tour panorâmico em que destacamos a Casa da Música, Igreja de São Francisco, Sé do Porto, Câmara Municipal, Av. Dos Aliados, Praça da Ribeira e a Ponte D. Luís. Depois, partimos para o Cais de Gaia onde iniciamos o Cruzeiro das Pontes. Após o cruzeiro faremos uma visita às caves do vinho do Porto, onde um guia nos explicará todo o processo de concepção, desde a fabricação até ao acondicionamento. Degustaremos o precioso néctar internacional do Vinho do Porto. Saída em direcção ao hotel das Taipas 3*** (Caldas das Taipas), chegada, check-in, jantar e alojamento.

2º DIA: GUIMARÃES- LISBOA Pequeno-almoço no hotel. De seguida partimos para Guimarães, a cidade berço da nacionalidade, começando a visita guiada pelo conjunto arquitectónico do Castelo, Igreja de São Miguel, Paço Ducal e Estátua de D. Afonso Henriques, com as respectivas visitas exteriores. Regresso ao hotel para o almoço. A seguir ao almoço, subida em autocarro até ao Monte da Penha. Descida em teleférico do Monte da Penha até Guimarães. Em hora a determinar inicia-se o trajecto de regresso a Lisboa.

Agradecemos o favor de proceder à sua inscrição o mais cedo possível porque apenas nos foram disponibilizados 50 lugares.

Condições: preço por pessoa em quarto duplo 105 €;
suplemento em quarto individual 35 €;
criança de 3 a 12 anos, 20% de desconto quando acompanhada de dois adultos;
criança até aos 2 anos, grátis, quando acompanhada de dois adultos.
O pagamento deverá ser de 50% com a inscrição e o restante até 30 de Abril.
Para maior comodidade poderá optar pela transferência (sem custos) via Multibanco para a conta da União no Banco BPI com o NIB 0010 0000 3254 3590 0015 4.

Para a sua inscrição ou esclarecimento de quaisquer dúvidas, contacte s.f.f. para:
Maria Lucília – 218122331 / 914815132 ou António Santos – 217153174 / 962372866

Venha connosco que não se vai arrepender.

A Direcção

14 fevereiro 2012

Freguesia do Colmeal - Reforma da Administração Local





No passado sábado, dia 11 de Fevereiro, as colectividades regionalistas da freguesia do Colmeal responderam afirmativamente ao convite formulado pelo seu Presidente da Junta e comparecerem na Casa do Concelho de Góis para, em conjunto, se analisar a proposta de Reforma da Administração Local.

Carlos da Conceição de Jesus, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, acompanhado de José Brás Victor, secretário da mesma Junta e de Manuel Martins dos Santos, deputado na Assembleia Municipal de Góis, antes de iniciar a sua intervenção, propôs um minuto de silêncio em memória de Manuel Simões Júnior, grande regionalista e que havia falecido na véspera.

Foi pelo senhor presidente da Junta de Freguesia feita uma apresentação dos pontos mais importantes e também dos que mais polémica e preocupações poderão causar e que constam do denominado Documento Verde da Reforma da Administração Local.

Analisada igualmente a proposta de lei, que se encontra ainda em versão de trabalho, mas que é considerada mais gravosa que o referido documento verde.

Os dirigentes presentes, que representavam todas as associações regionalistas da freguesia, nas suas várias intervenções foram esclarecendo algumas situações e manifestaram a sua enorme preocupação quanto ao desfecho de todo este processo.

A solidariedade colectiva existe e é evidente na firme defesa da manutenção da nossa freguesia. Não só pela acção das colectividades regionalistas, mas também pelo trabalho já desenvolvido e a desenvolver pela Junta de Freguesia e pela Assembleia de Freguesia do Colmeal.

A união dos Colmealenses é fundamental em todo este processo.

A. Domingos Santos

Fotos de Francisco Silva

Praia fluvial da Ponte





Não é candidata às 7 Maravilhas. Por enquanto. A nossa Junta de Freguesia tem-se empenhado em melhorar substancialmente as condições existentes. Balneários refeitos, casas de banho novas, acessos alargados e piso regularizado, mesas, bancos e um chafariz, entre outras benfeitorias, vêm dotando este espaço de infra estruturas muito necessárias a todos os que o procuram, especialmente durante os meses de Verão. Sabemos que o trabalho ainda não está acabado.

Fotos de A. Domingos Santos

12 fevereiro 2012

Manuel Simões Nunes



O Regionalismo ficou mais pobre com a partida de um grande HOMEM que dedicou a maior parte dos seus anos, e muitos em épocas difíceis, a pugnar pela melhoria de condições para as aldeias da freguesia do Colmeal e muito especialmente para a aldeia que o viu nascer. Um exemplo de tenacidade e perseverança para todos nós.

Filho de José Simões e de Trindade Nunes, Manuel Simões Nunes (Ádela 9/Out./1917 – Lisboa 10/Fev./2012) deixou-nos neste fim-de-semana frio de Fevereiro.

Foi dirigente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal entre 9 de Março de 1969 e 27 de Dezembro de 1973 quando Armando Nunes dos Reis e António dos Santos Almeida (Fontes) lideravam os destinos da colectividade. Com Fernando Marques dos Santos regressa em 26 de Janeiro de 1975 como Vice-presidente, cargo que ocupa até 21 de Julho de 1976. Assume a presidência do Conselho Fiscal de 2 de Abril de 1977 a 31 de Março de 1979, com Fernando Marques Neves a liderar e ainda com ele, volta à Vice-presidência da Direcção de 31 de Março de 1979 a 28 de Março de 1981. Em anos mais recuados (Março de 1959/Março de 1960) integrara a Comissão de Festas e Assistência com outros nomes sonantes do nosso regionalismo, como foram Alfredo Pimenta Braz, António Ferreira Ramos, António de Olivença Martins, Fernando Henriques da Costa, Horácio Nunes dos Reis ou Manuel Henriques Machado, muitos dos quais já desaparecidos do nosso convívio.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal apresenta aos seus familiares e à Comissão de Melhoramentos de Ádela as mais sentidas condolências.

UPFC

Foto dos Arquivos da UPFC
Memorial da União

ASSEMBLEIA DE FREGUESIA DO COLMEAL - DOCUMENTO VERDE DA REFORMA DA ADMINISTRAÇÃO LOCAL/ ORGANIZAÇÃO DO TERRITÓRIO


Na sua sessão extraordinária de dezanove de Novembro de dois mil e onze, a Assembleia de Freguesia do Colmeal deliberou, por unanimidade, a sua oposição à extinção da freguesia, que resultaria da aplicação da matriz de critérios de base para a organização territorial que consta do documento Verde da Reforma da Administração Local. Na presente sessão ordinária de dezoito de Dezembro de dois mil e onze, a Assembleia de Freguesia do Colmeal, reiterando que consideram inadequados a regiões e concelhos de montanha os referidos critérios quantitativos, delibera propor a continuidade da Freguesia, com base nos fundamentos que passa a enunciar, visando salvaguardar as especificidades locais e o reforço e melhoria dos serviços de proximidade de que as populações carecem.

1. Território

Conforme anexo do executivo da Junta de Freguesia, a mesma é constituída pela sede, Colmeal, mais dez povoações e os isolados, dispersando-se por 36,61 KM2 de terreno acidentado que o rio Ceira atravessa e embeleza. A distância entre a sede de freguesia e aquelas povoações varia entre 3 e 10 km, mas são distâncias que se agravam e estendem perante a tipologia e, por vezes, o estado da rede viária. Como um cidadão do público referia na sessão da Assembleia de dezanove de Novembro de dois mil e onze, “nos concelhos de montanha os quilómetros são mais compridos”. A extensão do território, as suas caraterísticas geográficas e topográficas e a dispersão do povoamento justificam bem a dedicação exclusiva de um executivo de Junta de Freguesia que zele pelos interesses das populações, e contribua, decisivamente, como tem feito ultimamente, para o ordenamento do território e para a gestão e potenciação dos recursos ambientais, paisagísticos, florestais e outros em que a freguesia é rica.

Uma vez que as populações não se deslocam linearmente sobre a montanha, no que se refere à distância entre a freguesia e a sede do concelho, Góis, não poderá deixar de ser tida em consideração a distância real, isto é, o número efectivo de quilómetros que separa o Colmeal de Góis (19 KM) e o tempo necessário para os percorrer (sensivelmente 0,30 h), pela estrada estreita e curvilínea que acompanha o curso do Ceira. A esta distância acrescem, ainda, as que separam a sede da freguesia das localidades que a integram, já que, por ausência de ligação directa entre a maior parte, a circulação se faz passando sempre pelo Colmeal.

Contrariamente ao que se tem verificado, a distância deverá agora beneficiar as populações de montanha e do interior, uma vez que já se encontram penalizadas de inúmeros outros pontos de vista, em que avultam as dificuldades qualitativas e quantitativas no acesso à saúde.

2. População

Mas são a população e as suas características sociodemográficas que mais justificam e exigem a continuidade da freguesia. Por um lado, porque o envelhecimento da população deve determinar uma maior proximidade e eficiência dos serviços de que carece, nomeadamente perante a indisponibilidade de transporte público, conforme referido no anexo, por outro, porque parte dessa população ainda aguarda o acesso a serviços há muito considerados essenciais. Saneamento básico, rede viária em condições de circulação aceitáveis ou acesso generalizado e de qualidade a telefone fixo e móvel, bem como à Internet, são apenas alguns direitos e serviços que uma Junta de Freguesia empenhada e competente poderá ajudar a tornar realidade para as populações que deles ainda não dispõem. Também a situação de crise social e económica que o país atravessa aconselha e exige um apoio mais próximo e consistente às populações. Aliás, quem nos garante que a referida crise não vai contribuir para o aumento da população, por retorno às origens ou fixação de outras?

De acordo com o censo de 2011, a população da freguesia é de 158 habitantes, total a que deve somar-se um número significativo de cidadãos que residem na freguesia praticamente em permanência, mas que optaram por se recensear na região de Lisboa, essencialmente por razões que se prendem, precisamente, com as condições de acesso à saúde. Persistindo o poder de atração de novas populações que a freguesia tem revelado, de acordo com a Junta de Freguesia, o número de habitantes é atualmente de 170.

No plano da população associado à habitação, uma outra realidade que importa ter em consideração é a população móvel que procura a freguesia nos fins de semana e férias, trazendo animação e consumo que contribuem para a dinamização dos tecidos sociais e para a sustentabilidade local, concelhia e regional. Sendo conhecida a forte ligação às origens dos naturais e oriundos da freguesia, que individualmente se manifesta no vai e vem frequente das famílias entre a cidade e as aldeias, a freguesia apresenta uma elevada taxa de segunda habitação, que tem vindo a ser reabilitada, contribuindo desse modo e através do pagamento de IMI e da contratação de água e luz para a economia local e para as receitas concelhias.

3. História e cultura

A freguesia do Colmeal data de 1560. Este facto não é de somenos importância, já que a longa vida da freguesia permitiu alicerçar uma identidade muito arreigada nas populações que nela vivem, ou que nela têm a sua origem.

Ao longo do tempo, contribuíram para a coesão da freguesia, internamente e na diáspora, o jornal paroquial “O Colmeal”, que se publicou durante décadas, e o fenómeno do regionalismo que constitui uma manifestação colectiva da ligação às origens, e se traduz numa forma de associativismo que visa promover o bem-estar nas aldeias, ao mesmo tempo que, antes, perseguia a afirmação identitária na cidade. Neste âmbito, a demonstrar a referida coesão comunitária e territorial, sublinha-se a emergência da União Progressiva da Freguesia do Colmeal em 1931 e o seu funcionamento desde então até hoje, primeiro actuando maioritariamente no domínio das infra-estruturas, hoje mais no domínio da animação, do convívio, do turismo cultural, do lazer e do desporto. Também dispõe de uma biblioteca dotada com um acervo significativo e relevante. A mesma funciona na sede de freguesia, em instalações da Fábrica da Igreja que se encontram cedidas à Caritas, o que aponta para o bom relacionamento interinstitucional local.

No que toca às restantes coletividades (Associação Amigos do Açor, Comissão de Melhoramentos de Ádela, Comissão de Melhoramentos da Malhada e Casais, Comissão de Melhoramentos do Soito, Grupo de Amigos do Sobral, Saião e Salgado, Liga de Amigos de Aldeia Velha e Casais, União e Progresso do Carvalhal) também elas continuam a desempenhar um papel de relevo no apoio e dinamização das suas comunidades.

Demonstra ainda a coesão identitária da freguesia o facto de as povoações, isoladamente ou por grupos, continuarem a revezar-se na oferta do Bodo, mantendo a tradição dessa celebração em honra de S. Sebastião, padroeiro da freguesia, desde tempos imemoriais.

Finalmente, não podendo ser exaustivos, sublinha-se a existência de um Núcleo museológico na aldeia do Soito, havendo condições para a criação de mais em outras localidades e do Ranho Folclórico Serra do Ceira, que foi criado em 1977 por iniciativa do pároco local e retomou recentemente a sua actividade com muito mérito e procura.

4. Potencialidades de desenvolvimento económico

Sobre as potencialidades de desenvolvimento económico da freguesia do Colmeal fala o facto de as receitas próprias da freguesia, essencialmente provenientes de parques eólicos e da venda de material lenhoso, representarem cerca de 58% da execução orçamental em 2010, de acordo com o anexo.

Em termos de potencialidades de desenvolvimento e de recursos endógenos que podem contribuir para a sustentabilidade da freguesia, destacam-se as condições para a instalação de parques eólicos, a floresta e, muito especialmente aquela de que a Junta de Freguesia é proprietária e os baldios, os recursos cinegéticos, caprinícolas, apícolas e piscícolas, o rio Ceira cujo potencial de lazer e desportivo tem vindo a ser potenciado. Sem prejuízo de outros, salientam-se ainda os recursos ambientais e paisagísticos e o património edificado - designadamente a construção antiga em xisto -, etnográfico e antropológico que podem ver-se um pouco por toda a parte, configurando a freguesia como um ecomuseu que bem pode servir o turismo de natureza e cultural ou a investigação sobre as gentes e modos de vida serranos.

A vocação turística da freguesia é assinalável. Para já, demonstram essa evidência a integração da aldeia de Soito na Rede das Aldeias do Xisto, o empreendimento turístico Loural Village e a procura de que o rio Ceira tem vindo a ser objeto para a prática de desportos fluviais. Com vista ao desenvolvimento turístico, é imprescindível o trabalho de criação de condições ambientais e infra-estruturais que a Junta de Freguesia tem vindo a assegurar. A requalificação das praias fluviais é disso um bom exemplo.

Para mais informação sobre a freguesia poderão ser consultados o blogue da União Progressiva da Freguesia do Colmeal http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/, que remete para os sítios de outras localidades, e bibliografia como “Gente da Serra: Modos de Vida entre a Cidade e a Aldeia” ou “Dos Objectos para as pessoas”.

5. Esta proposta foi aprovada por unanimidade, bem como a decisão de a enviar às instâncias competentes.

Junta de Freguesia do Colmeal - Realidades


Fundação da Freguesia

O Colmeal pertenceu durante muitos anos à Comarca de Coimbra. Em 1560 esta pequena povoação mereceu do então Bispo de Coimbra D. João Soares a promoção a sede Freguesia que se mantém até aos dias de hoje.
Como curiosidade, os lugares que nessa fase inicial passaram a fazer parte da “nova” Freguesia foram para além do Colmeal, Carvalhal, Soito, Aldeia Velha, Sobral e Ádela.

Habitações

Segundo os dados do INE a Freguesia tem um número de habitações que consideramos bastante significativo e cujo total é de 494 existindo: de Primeira habitação 92, de Segunda habitação 396 e Vagas 6.

Património Humano

No censo de 2001 esta Freguesia contava com uma população residente de 229 pessoas. Em 2011 e de acordo com o mesmo tem uma população de 158 pessoas. Actualmente não é esta a realidade do Colmeal na medida em que residem 170 pessoas e acresce ainda que várias pessoas passam largos períodos ao longo do ano na Freguesia.

Situação Financeira da Freguesia

No ano civil de 2010 as transferências do Estado central (FFF) totalizaram 38 323 €.
Sendo as receitas totais de 90.997,31 €, desta forma podemos verificar que esta Freguesia tem receitas próprias que são significativas, no caso concreto de 52.674,31 € com uma taxa de cobertura aproximada de 57,89%.

Área e Mobilidade

Esta Freguesia tem uma área aproximada de 36,61 km2, pertence ao Concelho de Góis, Distrito de Coimbra, sendo o seu relevo muito acentuado. Composta por 11 aldeias dispersas pelas 2 margens do rio Ceira, existindo ainda alguns pequenos aglomerados chamados de casais.

Esta Freguesia, como se menciona noutros campos não tem continuidade entre todas as aldeias, havendo sempre a necessidade de retorno à sede da Freguesia para ser possível a deslocação entre todas elas.

Algumas Distâncias

Todas as estradas são de grande desnível e sinuosidade o que obriga a uma distância/tempo muito grande. Apenas uma aldeia se encontra mais perto da sede concelho Góis, do que o Colmeal, sede Freguesia. Todas as outras se encontram bastante distantes como se pode verificar a seguir:


Entre estas aldeias a distância por estrada num único sentido é superior a 30 km, enquanto a distância linear é de 12.550 mts. Quanto à distância a Góis é de 9.275 metros lineares entre as sedes. São estes alguns dos dados reais que se verificam, e que as populações vivem diariamente havendo ainda outras aldeias que se situam em pontos intermédios, que não são aqui referidos, mas que aumentariam estes valores obrigatoriamente.

Esta realidade torna o centro da Freguesia muito mais longe da sede Concelho. Como se percebe a distância a Góis fica muito aquém da distância entre aldeias, por não existir continuidade em termos de vias rodoviárias bem como o facto de todas elas estarem localizadas mais longe, a distância tempo é muito significativa.

Transportes Públicos

Existe uma carreira semanal “autocarro,” apenas uma única vez ao dia e na semana no caso concreto à terça-feira, que liga a sede de Freguesia à sede do Concelho, não passando por nenhuma outra aldeia.
Existe ainda um táxi que de certa forma serve as pessoas nos casos mais urgentes.

Património Edificado

A Junta de Freguesia possui um edifício sede composto por 3 pisos onde funciona o atendimento ao público de segunda a sexta-feira e onde funciona também ponto de internet. Possui também um armazém onde são guardadas as várias máquinas indispensáveis ao serviço que é prestado às populações, balneários e vestiário em praia fluvial, bem como dois WC públicos no centro da sede freguesia.
Existe ainda uma casa de arrumos que está em processo de legalização.

Património Imobilizado

Esta Junta possui vários terrenos destinados à silvicultura, e apoio aos apicultores, obtendo verbas que permitem realizar obras e melhoramentos importantes nas referidas aldeias da Freguesia.

Cemitérios

Existem dois cemitérios na Freguesia que a Junta administra. Um situa-se na sede e outro na aldeia do Carvalhal.

Parque Automóvel

Esta Junta possui uma viatura todo terreno, de apoio aos vários trabalhos que são realizados, e na qual é montado um kit de primeira intervenção de combate a incêndios, no período crítico do Verão.

Projectos Publico/ Privados

Está a ser implementado na área do turismo um projecto público/privado num total de cerca de meio milhão de euros, projecto que se reveste de uma grande importância para a Freguesia.

Áreas de Lazer

Esta Junta possui 2 parques de lazer, uma praia fluvial muito frequentada em tempo balnear, assim como mais 3 pontos no rio de grande procura e interesse.

Apoio á Natalidade e Fixação de Jovens Casais

Com a finalidade de incentivar a fixação de jovens casais na Freguesia, a Junta instituiu dois subsídios, quer para a sua fixação quer como incentivo á natalidade, que se revelaram de interesse, na medida em que já alguns casais recorreram aos mesmos.

Educação e Saúde

A Junta de Freguesia colabora e está sempre disponível, em apoiar todos os jovens estudantes da Freguesia no transporte para Góis em virtude de a escola existente ter sido encerrada.

Também na área da saúde colabora e está disponível no transporte dos doentes para a sede do Município na medida em que também a extensão do serviço de saúde foi encerrada.

Assistência Social

A Junta de Freguesia presta apoio social a algumas famílias e pessoas carenciadas, tentando minimizar alguns problemas, bem como dar melhor qualidade de vida, sobretudo aos idosos que são a maioria das pessoas.

Colabora com todas as instituições da Freguesia, nomeadamente o Centro de Dia que funciona no Colmeal assim como com as Comissões de Melhoramentos das diversas aldeias.

Funcionários

Esta Junta tem uma funcionária a tempo inteiro e uma em meio tempo, e recorre ao Centro de Emprego no recrutamento de outros colaboradores para desenvolver as mais diversas tarefas que lhe estão destinadas.


Considerando:

A quase total descontinuidade das vias rodoviárias entre as aldeias da Freguesia, a sinuosidade das mesmas vias rodoviárias, o desnível que se verifica, a distância – tempo em cada uma das situações, a área total, a dispersão das varias aldeias e casais, ser uma Freguesia de montanha, mas com potencialidades quer no campo da silvicultura, geradora de receita própria, quer no turismo que se está a desenvolver, as faixas etárias da população, o número de habitações quer de primeira quer de segunda habitação, o vário património acima descrito de uma forma resumida, o serviço que esta Junta de Freguesia presta às suas populações, o apoio aos apicultores e outras actividades locais, numa política de proximidade.

Ouvidas as populações da Freguesia todas elas, tal como o executivo da Junta, estão profundamente conscientes, preocupadas e apreensivas quanto ao seu futuro. Assim estão totalmente contra a sua extinção que a acontecer seria extremamente penalizadora para a sua identidade e a sua coesão ficaria irremediavelmente perdida.

A sua fusão noutra Freguesia seria ainda bastante penalizadora para o Colmeal, contrariando a política de proximidade com as populações, na medida em que esta Freguesia se situa num dos extremos do concelho.

A Junta de Freguesia está também atenta à eventual reorganização administrativa do espaço territorial do Concelho e não exclui a possibilidade de colaboração activa no processo.

Colmeal 8 de Dezembro de 2011

Pelo Executivo da Junta Freguesia

Carlos da Conceição de Jesus

Presidente

A UNIÃO defende a manutenção da freguesia do Colmeal


A seguir se transcreve a carta que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal enviou à Senhora Presidente da Assembleia de Freguesia do Colmeal, em 21 de Dezembro de 2011, transmitindo-lhe a posição assumida pela Direcção.

Assunto: Reforma da Administração Local

Exma. Senhora Presidente da Assembleia de Freguesia do Colmeal,

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal vem acompanhando com atenção e muito interesse mas também com muita preocupação o desenvolvimento de todo este processo que tem por base o denominado “Documento Verde da Reforma da Administração Local”.

Como V. Ex.ª sabe, a nossa colectividade, a associação regionalista mais antiga da freguesia do Colmeal, sempre demonstrou a sua solidariedade para com os que ficaram nas suas aldeias e desenvolveu ao longo dos seus oitenta anos de existência uma obra que consideramos importante, ajudando a implementar as melhorias e as infra-estruturas necessárias ao bem-estar das populações com o fim de minorar as dificuldades que enfrentavam no seu dia-a-dia e retirando-as do isolamento em que há muito se encontravam.
Não poderá, portanto, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal ficar alheia e indiferente quando neste momento se discute uma possível ou previsível extinção da nossa freguesia.

Colmeal é elevado a sede de freguesia no já distante ano de 1560, de acordo com documento do então Bispo de Coimbra D. João Soares.
Passaram-se 450 anos e das aldeias e casais que ao tempo constituíam a freguesia muitas foram perdendo os seus habitantes, por motivos vários, entre os quais a fuga às condições deficientes em que viviam e sem perspectivas de futuro.

Os censos populacionais revelam-nos números inquietantes e os poucos residentes, autênticos “heróis resistentes”, não querem perder o pouco que ainda têm.
A União Progressiva tem estado e continuará a estar ao seu lado na defesa dos seus interesses. Para todos eles e não nos esqueçamos que estamos numa zona das mais pobres, desprotegidas e esquecidas no interior do país e a que muitos chamam de “Portugal profundo”, a nossa Junta de Freguesia do Colmeal garante um importante grau de proximidade e um nível de atendimento que as pessoas maioritariamente idosas procuram e hoje lhes é disponibilizado.

Repetimo-nos, mas não será demais, ao dizermos que quanto mais rural e interior menos sentido fará extinguir uma freguesia. Cada caso é um caso e não podemos utilizar liminarmente a régua e o esquadro para decidir, no fundo, o bem-estar e a sobrevivência dos “resistentes” a que já nos referimos. Acabar com a freguesia é acabar com cada um dos residentes.
Esta freguesia como tantas outras vem das paróquias (em 1560 foi o Bispo de Coimbra que criou a freguesia do Colmeal) e é um elemento cultural muito arreigado e com um sentimento de pertença muito intenso numa área essencialmente rural.

O emblema da nossa colectividade para além do cortiço, das abelhas e das espigas de milho, ao tempo motivos principais da sustentabilidade das populações, ostenta também o padroeiro da freguesia, o Mártir S. Sebastião, o que confirma o grande fervor religioso dos Colmealenses.
Neste momento estão empenhadíssimos na recuperação da sua Igreja, tão antiga quanto a sua freguesia. Mais uma vez se confirma que a disponibilidade para generosamente contribuir é apanágio dos beirões e na verdade a grandiosidade de uma terra faz-se pela fibra das suas gentes. Retirar-lhes a sua freguesia é abreviar o desaparecimento de cada um deles porque a freguesia faz parte das suas vidas.
Não nos podemos esquecer que a nossa freguesia, com as suas aldeias e casais se estende por uma zona montanhosa, acidentada e por vezes de difícil acesso, onde é notória a ausência de transportes públicos.

As reuniões para informação e discussão entretanto efectuadas e que concentraram um elevado número de participantes, não só de residentes mas também das várias Comissões de Melhoramentos, têm sido esclarecedoras e reveladoras do sentir dos Colmealenses.
A extinção da freguesia do Colmeal, para eles, está fora de questão.
E para nós, União Progressiva da Freguesia do Colmeal, também.

Tanto quanto sabemos a Junta de Freguesia do Colmeal não é deficitária, tem receitas próprias e uma gestão equilibrada. Acabar com ela é acabar com o trabalho que vem sendo feito nos campos da cultura, da coesão social e do desenvolvimento.
Acreditamos que haverá bom senso no momento da decisão.

Temos a certeza de que V. Ex.ª Senhora Presidente sabe interpretar este sentimento dos Colmealenses, que pretendem continuar com a sua freguesia, com as suas tradições, enfim, com a sua identidade e que V. Ex.ª, fiel e firmemente o saberá transmitir e defender nas instâncias próprias.

Sem outro assunto de momento apresentamos os nossos mais cordiais cumprimentos,

António Domingos Santos
Presidente da Direcção

11 fevereiro 2012

Assembleia Municipal de Góis - Oposição à extinção de qualquer freguesia no concelho



A Assembleia Municipal reuniu extraordinariamente no passado dia 31 de Janeiro, aprovou por unanimidade e sob proposta do presidente daquele órgão deliberativo, Dr. José António Pereira de Carvalho, um documento de oposição à extinção de qualquer freguesia no concelho de Góis.

No documento posto à votação e lido pelo presidente da Assembleia Municipal considera, entre outros, que o “(…) sentimento de unidade, de pretender fazer, protagonizado pelas Juntas de Freguesia, muitas vezes em conjunto com entidades “sui generis”, como são as Comissões de Melhoramentos, Ligas de Melhoramentos, Ligas de Amigos, etc., que tem permitido desempenhar um papel determinante na promoção dessa vivência em comunidade, potenciando e congregando sinergias de acção colectiva. E a situação das freguesias rurais no interior do país é um reflexo dos desequilíbrios de desenvolvimento regional, onde em muitas povoações se instalou nos últimos anos um sentimento de abandono e orfandade gerado em parte pela falta de emprego, pelo envelhecimento da população, pelo encerramento dos serviços – por vezes ancestrais – essenciais à vida colectiva (…)”.

Refere ainda o documento que, “(…) o habitante de uma freguesia rural sabe quem é o seu presidente da Junta e que este está sempre disposto para o atender, do mesmo modo que o presidente da Junta sabe que a sua legitimidade política advém não só da eleição popular, mas também da atenção que presta às necessidades pessoais dos seus eleitores. Nos meios rurais as Juntas de Freguesia funcionam como autênticas “Lojas do Cidadão” em escala reduzida, quando servem de postos de correio, ajudam a preencher declarações fiscais, fornecem serviços de internet, mandam levar comida a casa ou transporta os mais velhos em caso de necessidade, tornando-se portanto um bem social com um valor económico incalculável para a sua população, por muito pequena que seja, razão pela qual os presidentes de Câmaras Municipais que o Governo pretende envolver nesta reforma, na sua quase totalidade se distanciem de uma medida tão impopular como é a extinção de freguesias rurais. (…).

A proposta apresentada e a posição assumida por parte da Assembleia Municipal encontram-se ainda sustentadas pela documentação das Assembleias e Juntas de Freguesia de Alvares, Cadafaz, Colmeal, Góis e Vila Nova do Ceira, e ainda da documentação remetida por parte de várias Comissões e Ligas de Melhoramentos do concelho de Góis.

in “A Comarca de Arganil” Nº 11.942 de 9 de Fevereiro de 2012

O BODO NA FREGUESIA DO COLMEAL (GÓIS)


O Bodo é uma celebração em honra do Mártir S. Sebastião, que é o santo protetor contra a fome, a peste e a guerra, e o padroeiro da freguesia do Colmeal, concelho de Góis. Com a presente descrição algo pormenorizada, mas não exaustiva, da celebração na freguesia visa-se registar o estado da tradição na atualidade, para que os vindouros possam, um dia, identificar as alterações que entretanto sofreu. Como se verá, a tradição é dinâmica. Pretendendo que este texto de primeira aproximação ao assunto também o seja, fico à espera de contributos para o completar ou corrigir.

UMA TRADIÇÃO RELIGIOSA E PROFANA


O Bodo data de tempos imemoriais, quando a população prometeu ao santo todos os anos dar um bodo aos pobres se ele a livrasse de uma epidemia que então grassava. De acordo com outro registo, os bodos começaram por ser um tributo pago pelos ricos como penitência e instrumento de apaziguamento daqueles que exploravam no dia a dia. A tradição do Bodo existe em muitas outras freguesias da região e do País, variando apenas quanto ao formato e aos produtos que integram a oferenda. A longevidade do evento prende-se com o facto de a tradição ter sabido evoluir ao longo do tempo, perdendo as funções iniciais, mas ganhando outras. Prende-se também com a superstição, que está presente quando se evocam os males sofridos pelas populações que ousaram interromper a prática.

O Bodo realizava-se no dia de S. Sebastião, a 20 de Janeiro. Presentemente, na freguesia do Colmeal e outras, costuma realizar-se no fim de semana mais próximo dessa data, para viabilizar a participação dos naturais e oriundos das aldeias residentes na Grande Lisboa e dos ativos empregados. A demonstrar a abertura da tradição à mudança, sem a qual não sobreviveria, esta alteração reflete a influência da mobilidade da população e da evolução do trabalho por conta própria, na agricultura de subsistência, para o trabalho assalariado que hoje ocupa a maioria dos empregados.

A organização e os custos do Bodo são assumidos, individualmente ou em grupo, pelas aldeias da freguesia em regime de rotatividade. O Bodo funciona assim e, desde logo, como afirmação de pertença e fator de identidade e coesão. Este ano, os promotores do Bodo, que teve lugar a 22 de Janeiro, foram as localidades de Ádela e Açor, sendo a sequência a seguinte: Colmeal, Sobral, Saião e Salgado; Ádela e Açor; Soito; Malhada e Carrimá; Aldeia Velha e Loural (em esperança); Carvalhal. Existe um mordomo, que é responsável pela organização do evento e pela angariação de fundos tendo por base um valor estimado, mas as famílias podem contribuir com mais ou menos. Já pouco se cultivando, os produtos do bodo são adquiridos no mercado.

Como muitas outras festividades na cultura judaico-cristã ocidental, o Bodo incorpora uma vertente religiosa e uma profana, que se interpenetram. A primeira é constituída pela missa, que inclui a bênção dos alimentos, e a procissão; a segunda, por um convívio, onde se processam a distribuição e o consumo imediato desses mesmos alimentos. No âmbito da acentuada laicização para que a sociedade portuguesa tem evoluído, a componente convivial e lúdica tem vindo a ganhar expressão, e a ser objeto da preferência dos participantes.



A bênção costuma ser a meio da missa, mas este ano foi antes, talvez porque os alimentos se encontravam no edifício da Junta de Freguesia, devido às obras na igreja. A procissão, que se fazia há uns anos circulando três vezes à volta da igreja, vai agora até ao largo, no centro da povoação. Participam nela mais mulheres, que já não é possível fazer alinhar nas duas filas direitinhas de antigamente. Pelo caminho reza-se e canta-se, sendo o passar do tempo percetível no andamento e no timbre das orações e cânticos.



O andor de S. Sebastião é transportado por homens da terra ou terras promotoras do Bodo. Continuando a ser evidente que enquanto há homens não se confessam mulheres, a exclusividade masculina resulta do facto de a procissão levar apenas a imagem de S. Sebastião. Na procissão da Festa anual, que integra vários andores, e na condução do próprio Bodo já se veem mulheres, em linha com a maior participação na vida pública que têm vindo a conseguir. Não raro os homens que transportam o andor, entre os quais se conta o mordomo, são colmealenses filhos e netos dos que um dia partiram à procura de uma vida melhor. Esta particularidade espelha, uma vez mais, o progressivo ajustamento da tradição à mudança e uma realidade social feita de presença e ausência, de forte ligação às origens, de vai e vem, de interação entre a cidade e a aldeia, o que só pode ser auspicioso para a freguesia. A procissão medeia o religioso e o profano, fazendo a passagem para a vertente convivial e festiva.

SOCIABLIDADE E PARTILHA: DO PASSADO PARA O FUTURO

O convívio, ao qual o santo preside velando do seu andor, começa com o leilão do pão benzido que é costume oferecer a santos existentes na igreja, revertendo o lucro a favor da paróquia. Em geral, quem compra o pão fá-lo para o partilhar com os familiares e amigos que não puderam comparecer, o que remete para o simbolismo do pão nosso de cada dia e, talvez, para a memória do sabor perfumado e tenro do pão que esporadicamente alguém trazia da vila, para adoçar a boca e o coração à família. A propósito, é costume guardar um bocadinho do pão benzido, que fica duro, mas não bolorento, como proteção contra as calamidades.




Seguidamente, passa-se à distribuição e ao consumo dos alimentos, continuando os grupos a conversar e, este ano, um jovem a tocar concertina, para mais tarde alguns dançarem. Predominam os homens, a sugerir desigualdade na divisão do trabalho doméstico, que terá retido mulheres em casa.



Cada participante que o deseje recebe um pão benzido e um punhado de figos secos, por vezes, duas ou mais dozes, dependendo das encomendas. Os figos apresentam-se agora dentro de um saquito de plástico (não vá a ASAE aparecer!), enquanto o pão há quem o continue a levar na mão, por ser mais seguro ou ecológico! Pela mesma razão ou por ser mais conforme com a tradição, há senhoras que trazem um saco de retalhos ou croché.

Sobre a mesa, há pão benzido, chouriço cru ou assado, queijo ou produto afim, vinho, cerveja, refrigerantes e água, que são consumidos à discrição, consumindo e reproduzindo energia e coesão. Para além destes géneros, que configuram o formato oficial do Bodo sendo custeados pelos respetivos fundos, é frequente a presença de iguarias oferecidas por indivíduos ou grupos, mediante generosidade ou promessa. Tem havido torresmos fritos na hora e, no último, estavam deliciosos as fatias de carne de porco e os bolos secos à moda antiga confecionados pela Luísa e pela Catarina (Ádela), os sonhos de abóbora especialidade da Maria Alice (Açor) e as filhós invejáveis da Miquelina (Loural/Colmeal). Também havia uma fartura de bolos de pastelaria. A D. Silvina, viúva do senhor Sebastião, que fazia anos no dia do santo, continua a oferecer café e bolos, agora em sua lembrança. Pessoalmente, como muitos outros participantes sobretudo senhoras, não dispenso aquele café quentinho, que tomo pensando no homenageado e na minha avó Leopoldina, cujo café o da D. Silvina me recorda.



Tanto quanto os mais velhos se lembram, o bodo consistia na oferta a cada participante de um pãozinho, uma mão cheia de figos (castanhas piladas, em tempos mais recuados) e um copo de vinho. Era pouco, mas não negligenciável, considerando que eram géneros de que muitos não dispunham e que o pãozinho tendia para ser em trigo, o que fazia dele um luxo, comparativamente com a broa áspera de todos os dias. Por isso, mas também porque o evento ocorria na época menos ocupada do calendário agrícola, o Bodo atraia multidões, sendo necessário controlar os acessos ao recinto junto à igreja, de modo a impedir os mais espertos, nomeadamente crianças e jovens, de o receberem duas vezes. Recentemente, alguém recordava com mágoa o facto de, em criança, ter sido acusado sem proveito dessa façanha, ao contrário de outros que a recordam divertidos, ainda a saborear o gosto inolvidável do pão e da malandrice. Menos significativamente e com objetivos distintos, o Bodo continua a ser muito procurado, sendo evidente a atração das populações pelo reviver das tradições que fazem parte da cultura e do imaginário locais. No ano em curso, para além dos colmealenses, havia muita gente de localidades e concelhos limítrofes e distantes, destacando-se um grupo de forasteiros que muito contribuiu para animar o evento.

Embora os tempos que correm pareçam provar o contrário, reza o ditado que não há fome sem fartura. Foi o que aconteceu com o Bodo, que adquiriu uma abundância que inicialmente não tinha. Para esta evolução contribuíram, influenciando-se mutuamente, a redução drástica do número de participantes e a melhoria dos níveis de vida. A primeira ficou a dever-se ao êxodo da população associado à recessão demográfica que provocou, especialmente a partir de meados do século passado; a segunda, isto é, a melhoria dos níveis de vida, à evolução estrutural global e ao aumento do rendimento das famílias, que a deslocação para Lisboa e outras paragens permitiu. Com menos fregueses e mais recursos, é natural que as diminutas merendeiras de antigamente se tenham transformado nos pães que agora muitos levam em duplicado, ao mesmo tempo que o simples copo de vinho, símbolo de alegria e fraternidade, redundou no repasto que acompanha o convívio. Sobram sempre géneros e dinheiro, que reverte a favor do mártir. Antes, era redistribuído pelos ofertantes.

O Bodo é uma manifestação de religiosidade que se transformou em tradição. Ao longo do tempo, perdeu as funções que estiveram na sua origem e ganhou outras, mantendo o ritual, que desapareceu noutros bodos, de distribuir, receber e levar o pão para casa. Na encruzilhada dos tempos, práticas e valores que traduz, S. Sebastião nos guarde das fomes que não são de pão, a que o bodo poderá ter de responder. Mudando e adaptando-se de novo.

O último Bodo teve lugar de tarde, creio que pela primeira vez. Tratou-se de uma decisão não isenta de conflitualidade, que a falta de clero na diocese explica. Quando já se arrumavam as muitas sobras, e a escuridão precoce do Inverno se tinha abatido sobre o Colmeal, ainda um grupo cantava, usando duas tábuas como instrumento musical:

“Mulher gorda não me convém,
(….).
Mulher magra não me convém,
(…) “

“Canta, canta, amigo canta,
Vem cantar esta canção.
Tu sozinho não és nada,
Juntos temos o mundo na mão.
(…) “

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 3 de Fevereiro de 2012.

10 fevereiro 2012

O Colmeal vai à Capital Europeia da Cultura


A União Progressiva da Freguesia do Colmeal atenta aos acontecimentos culturais que marcam a agenda na região e no país, prepara um fim-de-semana diferente para os seus associados e amigos.


Guimarães é neste ano de 2012 a Capital Europeia da Cultura. Em 2001, o centro histórico da cidade, onde ainda hoje se pode fruir a história e a atmosfera medieval dos primórdios da nacionalidade, foi declarado Património Mundial pela UNESCO.

O monte da Penha marca a silhueta da cidade e a viagem de teleférico, de poucos minutos, dá-nos uma perspectiva diferente. Dali se avista a Colina da Fundação, que é o coração histórico da portugalidade, o berço da Nação, e o casario da urbe antiga.

As casas, com varandas de madeira que bordejam a Praça de São Tiago ilustram bem o estilo de arquitectura regional seiscentista e setecentista. Construções simples com o máximo de três pisos, restauradas de acordo com o quadro de reabilitação do centro histórico.

A Casa dos Valadares ou a Casa dos Arcos, antiga Casa da Câmara e Senado, permanecem como testemunhos da importância que esta rua teve na época medieval.


O Largo da Oliveira é um local onde se sente a História e onde se destacam o Padrão do Salado, abrigando o Cruzeiro ali instalado em 1342, e a Igreja de N. Senhora da Oliveira que foi mandada reedificar pelo rei D. João I no século XIV, em consequência de uma promessa feita à Virgem Maria pela sua vitória da Batalha de Aljubarrota.



O Castelo encontra-se construído sobre um afloramento granítico no mesmo local onde, no século X, Mumadona mandou edificar o então chamado Castelo de São Mamede. A torre de menagem, mandada construir por D. Dinis, marca poderosamente o perfil do Castelo. Perto encontramos a românica Capela de S. Miguel, do século XII, na qual D. Afonso Henriques terá sido baptizado.



O Paço dos Duques de Bragança, um dos mais surpreendentes palácios portugueses onde se destacam as suas 39 chaminés de cano, em tijolo, é também um dos monumentos mais visitados do país. A estrutura do seu salão Nobre simula o casco invertido de uma caravela.

Muito mais haveria a dizer sobre estes dois dias. Mas, por agora, apenas poderemos avançar que não se irá limitar a Guimarães. Esteja atento e acompanhe as nossas notícias neste blogue. Marque na sua agenda e reserve o fim-de-semana de 19 e 20 de Maio para estar connosco. Vai valer a pena!

UPFC
Fotos da Internet

BEIRA SERRA promove-se na BTL



Face ao êxito alcançado com a participação de 2011, a ADIBER e os Municípios de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua irão novamente representar a Região da Beira Serra, num stand conjunto, na próxima edição da BTL – Feira Internacional de Turismo, que decorrerá de 29 de Fevereiro a 4 de Março, nos Pavilhões da FIL (Parque das Nações), em Lisboa. Aproximar o potencial turístico da Região da Beira Serra - natural, patrimonial, cultural, gastronómico - aos mercados e agentes do sector, na que é a mais importante Feira do sector no nosso País, é um dos principais objectivos desta presença, permitindo assim incentivar a atracção de novos turistas e visitantes, fundamentais ao desenvolvimento e crescimento deste sector económico na nossa Região.

No espaço Beira Serra serão destacados os principais factores que identificam e distinguem este Território, numa lógica de afirmação desta Região como destino turístico de qualidade, a qual passa por obter escala e dimensão a partir da promoção e divulgação das complementaridades que os vários Concelhos apresentam entre si, bem como na identificação de factores que contribuam para o aumento da competitividade das empresas e da qualificação dos empresários locais.

Durante a BTL será conferido destaque à presença dos diversos agentes turísticos que desenvolvem a sua actividade nestes Concelhos, que terão oportunidade de efectuar novos negócios e diversificar os seus mercados emissores, assim como serão promovidas a apresentadas as diversas iniciativas de animação que decorrerão nos vários Concelhos ao longo do ano, numa demonstração clara da capacidade empreendedora e do dinamismo característico das gentes da Beira Serra, que têm esperança num futuro mais promissor para este Território.

Esta participação, que conta com o apoio do Subprograma 3 do PRODER, vem responder ao definido na Estratégia Local de Desenvolvimento para esta Região, que elegeu o Turismo como o sector de alavancagem para o seu desenvolvimento, a partir do qual será possível criar mais riqueza e novos empregos, essenciais para a fixação da população jovem.

É com enorme satisfação que a ADIBER e os Municípios de Arganil, Góis, Oliveira do Hospital e Tábua estão disponíveis para receber e acolher todos quantos demonstrem interesse em visitar o espaço da Beira Serra patente na BTL 2012.

Para sorrir… sem maldade



De um email recebido

08 fevereiro 2012

Idosos vivem sozinhos


Em Portugal, há 400 mil idosos que vivem sozinhos – revela o Instituto Nacional de Estatística.
Os resultados do último Censos, de 2011, indicam que há 2,023 milhões de pessoas com mais de 65 anos a residir em Portugal (ou seja, cerca de 19% da população total). Destas, cerca de 60% vive só: 400.964. E se tivermos em conta que há ainda 804.577 idosos que vivem em companhia de outras pessoas igualmente idosas, o resultado global – um milhão e 200 mil idosos – é que 19% da população vive nestas condições.

Em termos globais, salienta ainda o INE, o total de idosos que vivem sozinhos ou na companhia de outros aumentou 28% nos últimos dez anos. «O aumento da esperança média de vida, a desertificação e a transformação do papel da família nas sociedades modernas terão, certamente, contribuído para explicar as mudanças observadas e as diferenças que se verificam entre as regiões» -- salienta o INE.
Um terço dos idosos encontra-se na região Norte, seguindo-se as regiões Centro e Lisboa.

Para combater a solidão, são cada vez mais os idosos que cedem quartos nas suas casas. Os anúncios sucedem-se na internet, numa tentativa de encontrarem quem com eles converse ou os possa ajudar se tiverem um problema de saúde sem que para isso tenham de pagar um serviço. Muitos são incentivados pelos filhos e, em troca de companhia, oferecem um quarto gratuito.

Num Portugal cada vez mais envelhecido (há 129 idosos para cada 100 jovens), quase um quarto das pessoas na terceira idade vivem completamente sós. Um problema que se agudiza nas grandes cidades onde as redes de apoio familiar e de vizinhança são mais frágeis.

As recentes notícias espelham esta realidade: muitos idosos foram encontrados mortos em casa em 2011, a maioria em Lisboa, revelou a PSP. E apenas no primeiro mês do ano, outros 20 já foram descobertos sem vida, dias ou mesmo semanas depois de terem morrido. O alerta às autoridades foi quase sempre feito por vizinhos. E chegou tarde demais.

«A solidão é um problema. Somos uma sociedade egoísta e não há respostas na comunidade que sejam alternativa aos lares», lamenta-se o filho de uma senhora com 94 anos de idade.

Para o sociólogo Villaverde Cabral «A descoberta de idosos mortos em casa é uma manifestação perversa do envelhecimento da população portuguesa, para o qual falta uma política integrada», defende o director do Instituto do Envelhecimento. «Deve ser criada uma Secretaria de Estado dedicada à terceira idade, que defina uma política e objectivos e os articule no terreno, aproveitando entidades já existentes», remata.

Retirado de Semanário Sol, Joana F. Costa, 2 de Fevereiro de 2012

Cada vez somos mais


Recentemente, em finais de Outubro de 2011, bebés de vários pontos deste mundo disputavam o título honorífico de vir a ser considerado o cidadão número 7.000.000.000.

O número de sete mil milhões é já muito grande e a todos nos deverá fazer reflectir profundamente. O século passado foi de um crescimento exponencial. Dos três mil milhões de 1959 depressa se atingiram os quatro mil milhões em 1974. Treze anos depois, em 1987 chegou-se aos cinco mil milhões. Onze anos mais tarde, em 1998, atingiam-se os seis mil milhões. A cadência de crescimento tem sido assustadora. Mil milhões após 15 anos, outros mil milhões depois de 13 anos, outro tanto após 11 anos e de novo outros mil milhões passados mais 11 anos, admitindo-se que em 2025 se atinjam os 25 mil milhões. Muito há a fazer nos países menos desenvolvidos e mais carenciados no que respeita ao aconselhamento e sensibilização das populações para a limitação da natalidade. Todos sabemos que as doenças, as guerras, as calamidades naturais, a falta de comida e de água potável, continuarão implacavelmente a ser factores restritivos de um maior aumento populacional.

No nosso país, em cerca de século e meio (1864-2011), passamos de menos de quatro milhões e trezentos mil para pouco mais de dez milhões e quinhentos mil.

Na freguesia do Colmeal, como já referimos anteriormente, no mesmo período temporal a população passou de 1259 para 158, sendo que há 100 anos, no censo de 1911, a freguesia atingia um pico nunca mais alcançado, de 1617 habitantes. São números que dão que pensar. Na freguesia do Colmeal cada vez somos menos.

A. Domingos Santos

Foi notícia… há 50 anos


A União Progressiva da Freguesia do Colmeal distribuiu um bodo a 31 pobres da freguesia no dia de Natal. Era constituído por açúcar, arroz, café, pão e 20$00 em dinheiro.

Mordomos e mordomas para o ano de 1962.
Do Santíssimo: António Ramos de Almeida, António Simões de Almeida, Maria de Lurdes Duarte de Almeida e Celestina da Fonte; do Coração de Jesus: Albertino Henriques, Emília Gaspar da Costa e Maria de Jesus Moita; de S. Sebastião: António Costa de Almeida e Maria da Ascenção de Almeida; de Nossa Senhora de Fátima: Aníbal dos Anjos Vicente e Natália Brás Simões; de Nossa Senhora das Necessidades: Américo Gonçalves Nunes, Natalina Ramos de Almeida e Maria Alice Martins; de Santo António: Manuel Francisco de Almeida e Etelvina Fontes de Almeida; de São José: Manuel dos Santos, Maria Augusta da Costa e Ermelinda Gaspar Freire; do Senhor da Amargura: Manuel Brás da Costa e Hortense Ramos de Almeida; de São Nicolau: Arménio Fontes de Almeida e Maria Irene Gouveia Neves; de Nossa Senhora do Rosário: Fernando de Almeida e das Almas: José dos Santos Ferreira.

Marco do correio – Açor
Dentro em breve vão partir para Angola o Sr. Jaime Martins de Almeida e sua esposa, naturais do lugar do Açor. Deus proteja esta nossa estimada família e a defenda de todos os perigos.

in Boletim “O Colmeal” Nº 23, de 15 de Janeiro de 1962
Arquivos da U. P. F. Colmeal

Bodo… mais “apanhados”…



Ninguém escapou. Ilda Pinto a tratar de comer os figos e “a empurrar com a mini” enquanto a Bela sorria junto de outra Ilda, mas esta do Açor.


António Santos “apanhado” com a mini junto de um amigo, grande Sportinguista e ex-atleta, enquanto Artur da Fonte “disfarça”…


Animação não faltou com alguns elementos de “Os Bota Vinho”, Grupo Popular de Secarias - Arganil a evidenciarem os seus dotes vocais e a contagiarem os presentes.

Fotos de José Álvaro Domingos

03 fevereiro 2012

Cabelo espetado…



Não vamos revelar a data desta fotografia para que não façam contas à sua idade e uma vez que não se deve perguntar a idade a uma senhora. O que é que poderemos dizer? ... Que naquele tempo… ao colo da madrinha e sob o olhar embevecido da mãe… se assustou com o fotógrafo e até o cabelo ficou espetado.


Hoje, passados alguns anos (mas poucos), está diferente. Cabelo comprido e óculos compõem a sua cara simpática adornada de um bonito sorriso. Catarina Cerejeira Domingos é desde 2010 a técnica responsável pelo Centro Social da Freguesia de Cepos. Retiramos esta foto de uma reportagem de A Comarca de Arganil a propósito da comemoração dos 13 anos deste Centro.

Foto cedida por Rui Fernandes
A Comarca de Arganil Nº 11.940 de 26 de Janeiro de 2012

Frio no Colmeal



A vaga de frio que já provocou algumas dezenas de mortos na Europa atingiu Portugal ontem à noite e já obrigou o Instituto de Meteorologia a lançar o alerta laranja em oito distritos (Bragança, Braga, Vila Real, Beja, Portalegre, Castelo Branco, Évora e Aveiro), alerta que é o segundo nível mais grave numa escala de quatro. Os restantes distritos foram colocados sobre alerta amarelo, um patamar inferior.

Hoje a temperatura vai descer de uma forma mais acentuada, nomeadamente em Bragança, onde pode descer aos oito graus negativos. Penhas Douradas (-7ºC), Beja (-2ºC) e Porto (-1ºC) também sofrerão os efeitos das temperaturas negativas, enquanto a capital se deverá ficar pelos 2ºC.

Para o Colmeal, para os dias de hoje e amanhã, as temperaturas mais baixas previstas são as seguintes:

Hoje, dia 3: 10:00 (-1,2ºC) e pelas 22:00 (-1,5ºC);
Amanhã, dia 4: 01:00 (-2,3ºC); 04:00 (-3,5º)C e pelas 07:00 (-4,4ºC).

O Instituto de Meteorologia salienta ainda que as baixas temperaturas vão permanecer ao longo do fim-de-semana, esperando-se uma ligeira subida a partir de domingo

Foto de Francisco Silva


02 fevereiro 2012

Silhuetas ao entardecer



Foto de A. Domingos Santos

Praias do concelho candidatas às 7 Maravilhas



O Município de Góis apresentou candidatura de duas praias de rio, Peneda /Pêgo Escuro e Canaveias, ambas no rio Ceira, às 7 Maravilhas – Praias de Portugal. Apesar das inúmeras praias existentes no concelho, e tendo presente o grande potencial natural turístico que o concelho de Góis possui, estas duas oferecem condições de excelência e de uma beleza natural ímpares.

in “O Varzeense” Nº 574 de 30 de Janeiro de 2012

Biblioteca da União ficou mais rica



No passado domingo, dia 20 de Janeiro, a Biblioteca da União ficou mais rica com os livros que pertenceram a Manuel Nunes de Almeida e que a sua filha recentemente ofereceu à Colectividade.
Artur Domingos da Fonte e Tiago Cerejeira Domingos ajudaram a colocar numa das estantes todos estes livros que agora estão à disposição dos Colmealenses.

Foto de A. Domingos Santos