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08 fevereiro 2012

Cada vez somos mais


Recentemente, em finais de Outubro de 2011, bebés de vários pontos deste mundo disputavam o título honorífico de vir a ser considerado o cidadão número 7.000.000.000.

O número de sete mil milhões é já muito grande e a todos nos deverá fazer reflectir profundamente. O século passado foi de um crescimento exponencial. Dos três mil milhões de 1959 depressa se atingiram os quatro mil milhões em 1974. Treze anos depois, em 1987 chegou-se aos cinco mil milhões. Onze anos mais tarde, em 1998, atingiam-se os seis mil milhões. A cadência de crescimento tem sido assustadora. Mil milhões após 15 anos, outros mil milhões depois de 13 anos, outro tanto após 11 anos e de novo outros mil milhões passados mais 11 anos, admitindo-se que em 2025 se atinjam os 25 mil milhões. Muito há a fazer nos países menos desenvolvidos e mais carenciados no que respeita ao aconselhamento e sensibilização das populações para a limitação da natalidade. Todos sabemos que as doenças, as guerras, as calamidades naturais, a falta de comida e de água potável, continuarão implacavelmente a ser factores restritivos de um maior aumento populacional.

No nosso país, em cerca de século e meio (1864-2011), passamos de menos de quatro milhões e trezentos mil para pouco mais de dez milhões e quinhentos mil.

Na freguesia do Colmeal, como já referimos anteriormente, no mesmo período temporal a população passou de 1259 para 158, sendo que há 100 anos, no censo de 1911, a freguesia atingia um pico nunca mais alcançado, de 1617 habitantes. São números que dão que pensar. Na freguesia do Colmeal cada vez somos menos.

A. Domingos Santos

22 janeiro 2012

População no concelho de Góis e na freguesia do Colmeal



Em século e meio o concelho de Góis perdeu mais de 57% da sua população residente e a freguesia do Colmeal tem hoje menos 87,45%. De 1259 residentes no ano de 1864 apenas hoje se contam 158 (71 homens e 87 mulheres) num país de mais de dez milhões e meio de habitantes.

A título de curiosidade extraímos os seguintes dados referentes ao concelho de Góis e à freguesia do Colmeal, do IV Recenseamento Geral da População – Censo da População do Reino de Portugal no 1º de Dezembro de 1900 – Volume I (Lisboa – Imprensa Nacional – 1905).

No concelho de Góis, de 11493 cidadãos presentes no momento do recenseamento (o total da população recenseada foi de 11891) havia 10284 analfabetos (4195 homens e 6089 mulheres) e apenas 1209 sabiam ler (951 homens e 258 mulheres). Relativamente aos 11 estrangeiros que então viviam no concelho (3 homens e 8 mulheres), 3 eram Espanhóis, 6 Brasileiros e 2 Franceses. Solteiros (1 homem e 6 mulheres), casados (2 homens e 2 mulheres), 9 analfabetos e apenas 2 sabiam ler (1 Espanhol e 1 Francês).

Na freguesia do Colmeal, o recenseamento apresentava os seguintes números:
Número de fogos (casa ou local ocupado por uma só família) – 349
População de residência habitual – 1.541
População de facto no momento do recenseamento – 1478 (693 homens e 785 mulheres)
Naturais do próprio concelho – 1.461
Naturais de outros concelhos do distrito – 17
Naturais de outros distritos – 0
Estrangeiros – 0
Estado civil:
Solteiros – 430 homens e 453 mulheres
Casados – 233 homens e 269 mulheres
Separados judicialmente – 1 homem
Viúvos – 29 homens e 63 mulheres
Instrução:
Analfabetos: 1377 (607 homens e 770 mulheres)
Sabem ler: 101 (86 homens e 15 mulheres)
O analfabetismo era superior a 93% e há uma diferença abissal entre o número de homens e mulheres que sabiam ler. No concelho o analfabetismo rondava os 86,5%.

No censo de 2011 verifica-se que ainda há 26,5% da população do concelho de Góis sem qualquer nível de instrução e apenas pouco mais de 4% têm curso superior.
A população do concelho está envelhecida e os que têm 65 ou mais anos já representam 34% do total enquanto no polo oposto menos de 11% se situa na faixa etária dos zero aos 14 anos. Dos 15 aos 24 há apenas 8,31% e entre os 25 e os 64 anos temos 46,64%.

António Santos