29 março 2010

Pedras

Foi um moinho. O moinho da Quinta. Uma cheia repentina transformou-o neste amontoado de pedras. Em tempos muito grão moeu. Tudo organizado como se pode constatar pela listagem que aqui vos trazemos. Cada um sabia as horas a que tinha direito. Recordemos alguns dos nomes. Acácio Mendes da Veiga, António Marques da Costa, Alfredo Alves Caetano, Adriano Bráz de Oliveira, José Elias, José Santos Ferreira, José Antunes de Almeida, Joaquim Nunes Pinto Herds, Manuel da Fonte Herds, Manuel Braz da Costa Jr, Maria Preciosa Henriques. Manuel da Fonte Herds tinha o maior quinhão - 36 horas. Adelaide Martins Mendes, apenas duas. Ao passarmos pela Quinta ficamos tristes com o que vemos. A propriedade privada do moinho tem sido como que um travão para que esta memória do passado seja de novo recuperada. Quando há poucos anos Manuela Costa tomou a iniciativa e deitou mãos à obra nenhum dos seus "donos" se levantou a colocar obstáculos e a exigir o que quer que fosse. Estamos convencidos que os herdeiros das "horas de utilização do Moinho da Quinta" não se oporão a que se tome a iniciativa de o reconstruir e pôr de novo a funcionar. Há que avançar! Documento cedido por Albano Neves Silva

Mimosas

Foto de A. Domingos Santos

28 março 2010

Trabalho nocturno

Depois de um dia de trabalho duro, José Álvaro Domingos ainda teve disposição para ir fazer duas covas no Parque "Os Pioneiros" para as cerejeiras que seriam colocadas por ocasião do Dia Mundial da Árvore, que se comemorava no dia seguinte. José Álvaro é o Presidente da Delegação da União Progressiva no Colmeal, desde a Assembleia-Geral de 28 de Março de 2009. Tem um historial já longo nas lides do Regionalismo. Foi eleito para o primeiro cargo na União em 31 de Março de 1984 como Tesoureiro da Delegação. Durante estes vinte e seis anos chefiou a Delegação entre 23 de Junho de 1990 e 25 de Fevereiro de 2005, data em que passou para a vice-presidência da Direcção. Sempre prestável, sempre disponível, o José Álvaro Domingos é um exemplo a seguir. Fotos de Artur D. da Fonte

27 março 2010

Receitas da Freguesia do Colmeal

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Bolo de Café
- 3 Chávenas de açúcar - 3 Chávenas de farinha - 3 Ovos - 1 Colher de chá de bicarbonato de sódio - 1 Colher de chá de fermento
- Café de cevada q.b. Ligue o forno a 180 º C. Unte um tabuleiro e polvilhe-o com farinha.
Misture os ovos, o açúcar, a farinha e o bicarbonato de sódio e mexa bem.
À parte, faça o café de cevada, retire a parte mais líquida e deixe a parte que contém as borras.
Acrescente a parte do café com as borras, ao preparado anterior e mexa bem.
Envolva bem e disponha a massa obtida, no tabuleiro.
Leve-a a cozer durante 30 minutos.
Decorrido o tempo, retire o bolo do forno e desenforme-o. Corte aos quadrados e envolva-os em açúcar. A receita apresentada (Bolo de Café) foi disponibilizada por uma anónima residente no Colmeal

METRO - OBRAS GARANTEM LINHA MAIS 100 ANOS

“Afinal não é só mudar carris...”
Mostrar a dimensão do que já está feito, foi o objectivo da visita. Na próxima semana será lançada a empreitada Portagem-Coimbra-B. Álvaro Maia Seco promete uma “semana excitante”. A visita às frentes de obra no troço Serpins-Miranda do Corvo e Miranda do Corvo-Alto de S. João deixou à vista as implicações do Sistema de Mobilidade do Mondego. Álvaro Maia Seco, presidente do conselho de administração da Metro Mondego, considerou a iniciativa um “acto simbólico” que “mostrou às pessoas o que já aconteceu”, pois a obra “é muito mais do que mudar carris”. A intervenção ao nível dos taludes, das pontes, dos túneis permitirá que “a linha exista durante mais 100 anos”. Apoiante desde a primeira hora do projecto do Metro, Fernando Carvalho, presidente da Câmara Municipal da Lousã, vê “com grande satisfação” cada capítulo das obras e particularmente “a dimensão que já atingiram no troço no concelho da Lousã”. No capítulo do financiamento, Fernando Carvalho desconhece qualquer problema e contrapõe que os três concelhos “têm apoiado as pontes sobre o Douro ou sobre o Tejo, além de outros projectos a nível nacional”, pelo que em sinal de solidariedade “merecem o investimento que está a ser realizado” no Sistema de Mobilidade do Mondego. A intervenção urbanística no Casal do Espírito Santo serve de exemplo às alterações que a Câmara da Lousã tem em agenda. Fátima Ramos, presidente da Câmara de Miranda do Corvo, salienta as consequências positivas do novo interface. “A Câmara pegou no projecto de regeneração urbana e através dos fundos comunitários está a requalificar a Rua Mota Pinto, construindo a nova Praça Fausto Correia e o novo centro educativo”. A nova centralidade da vila reflecte a colaboração entre a Metro Mondego, Refer e autarquia. Por outro lado, as duas empreitadas já no terreno estão a decorrer de acordo com o previsto e na próxima segunda-feira, explica Álvaro Maia Seco, “será lançada a empreitada entre a Portagem e Coimbra-B no valor de 11 milhões, ficando apenas por lançar a empreitada entre S. José e a Portagem, que se atrasou um pouco, mas que será lançada daqui a dois meses”. Na próxima semana, acrescenta, serão conhecidas as empresas candidatas à execução do sistema de telecomunicações. E não só. “Nas próximas semanas será ainda mais excitante porque vão começar as intervenções na envolvente das estações. As pessoas vão perceber melhor o que está em causa”, disse. “Cumpri o essencial” Convidado a analisar a AG da próxima semana, Álvaro Maia Seco afirma que cumpriu “o essencial” daquilo a que se propôs há três anos e confessa que gostaria de assistir, “como presidente ou não, ao acto simbólico da colocação do primeiro carril”. A continuidade na presidência do CA da Metro Mondego “depende” da vontade do secretário de Estado e do próprio Álvaro Maia Seco. “É necessário que a minha visão do que é preciso fazer nos próximos três anos, coincida com a visão do senhor secretário de Estado”, conclui.
Mário Nicolau, Diário as Beiras de 24 Março 2010

Vendaval (2)

Caminho Alfredo Alves Caetano. Inaugurado em 9 de Agosto de 2009. Foto tirada dia 20 de Março de 2010, por A. Domingos Santos

23 março 2010

Limpar Portugal

No sábado passado e apesar do tempo chuvoso os participantes compareceram para ajudar a "Limpar Portugal". A população da freguesia do Colmeal, apesar de maioritariamente envelhecida, não deixou de participar e do Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano, após as instruções do seu Presidente da Junta, partiu para os locais previamente assinalados para a recolha do lixo.
Na povoação da Malhada, a viatura cedida pela Câmara Municipal de Góis, aguardava pelos sacos que os voluntários iam trazendo.
Outros pontos serviram para concentração provisória dos lixos para recolha posterior pelas viaturas camarárias.
De novo no Colmeal, a equipa que trabalhou na zona da Malhada, posa para a fotografia com a satisfação evidente do dever cumprido. A União Progressiva foi uma das colectividades regionalistas da freguesia que esteve presente nesta iniciativa. Fotos de A. Domingos Santos

Vendaval passou...

Vendaval passou Nada mais resta... Tony de Matos (1924-1989) Foto de A. Domingos Santos

22 março 2010

Dia Mundial da Árvore

No passado domingo, 21 de Março, comemorou-se o Dia Mundial da Árvore. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal associou-se ao acontecimento e colocou duas cerejeiras no Parque "Os Pioneiros". José Álvaro Domingos, Manuel Martins dos Santos e Artur Domingos da Fonte, dirigentes da colectividade, demonstram a sua satisfação por este gesto tão simples mas de grande significado. Fotos de A. Domingos Santos

A Primavera chegou

Foto de A. Domingos Santos

Escola do Colmeal

Reconstituição da antiga escola do Colmeal num belo trabalho em madeira executado pelo Artur Domingos da Fonte. Se olharmos pela janela podemos ver "a menina dos cinco olhos" em cima da secretária da professora. Fotos de A. Domingos Santos

19 março 2010

Chá e simpatia

Estamos habituados a vê-la beber chá e podemos garantir que a chávena não continha qualquer outra bebida dissimulada. Estamos habituados à sua presença nos vários eventos que a União Progressiva vem realizando, quer sejam caminhadas, excursões, piqueniques, almoços ou nas festas no Colmeal. Sempre com o seu sorriso simpático e afável, cativando quem com ela priva. Maria Lucília Domingos Pinto Carreira da Silva deu os seus primeiros passos pelo Regionalismo na extinta Comissão de Juventude. Em 18 de Março de 1973 foi eleita com António de Almeida Bráz, Maria Antonieta Fontes de Almeida, Aurora Henriques Bráz, Margarida Adelaide Granjo dos Reis e Ana Paula de Oliveira Barata. Quando António dos Santos Almeida (Fontes) liderava a Direcção e Manuel Martins da Cruz a Assembleia-Geral. De todos quantos foram eleitos nessa A.G. apenas Maria Lucília e o actual presidente da Direcção, António Domingos Santos, ao tempo 2º Secretário da Assembleia-Geral, se mantêm "activos". De 18 de Março de 1978 e até 28 de Março de 1981, Maria Lucília desempenhou o cargo de 2º Secretário na Direcção de Fernando Marques Neves. Passou para 1º Secretário da Assembleia-Geral com Fernando Pinto Caetano em 26 de Março de 1983 e assim se manteve até 25 de Junho de 1988. Após um interregno o seu nome voltou a integrar a lista dos dirigentes que foram eleitos na A.G. de 26 de Junho de 2003 - Relator do Conselho Fiscal, trabalhando com António Ferreira Ramos e António Costa. A partir de 25 de Fevereiro de 2005 passou a presidir ao Conselho Fiscal e tem dado um contributo valiosíssimo à Direcção, com a sua presença e disponibilidade constantes. Queremos continuar a vê-la tomar o seu chá e a irradiar a sua simpatia nas nossas realizações. Foto de F. Carreira da Silva Arquivos da UPFC

Zonas de Intervenção Florestal

Não deixe de estar presente nesta Acção de Informação que se realizará no próximo dia 3 de Abril, às 14 horas na Sede da Junta de Freguesia do Colmeal.
UPFC

Canoagem no Ceira

Saudamos o Quinzenário "O Varzeense" na passagem do seu 47º aniversário e que neste número nos deu honras de primeira página com a Canoagem no Ceira, recentemente realizada. Para todos os que trabalham e colaboram neste jornal do concelho de Góis enviamos os nossos mais sinceros parabéns. UPFC
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17 março 2010

Plante uma árvore

Um dos objectivos do mais recente projecto da Comissão Europeia é incentivar os portugueses a "criarem raízes" com as florestas nacionais. Serão plantadas cerca de dez mil árvores em cem municípios do continente. A iniciativa "Plante uma Árvore", que decorrerá até ao próximo dia 21, encontra-se inserida na comemoração do Ano Internacional da Biodiversidade. Segundo a representante da Comissão Europeia em Portugal, Margarida Marques, "O número de árvores que vão ser plantadas é simbólico. O que queremos transmitir com esta iniciativa é a urgência de os portugueses começarem a tratar e preservar as florestas nacionais. Para combatermos as alterações climáticas, não chega plantar árvores. temos de criar as condições necessárias para que possam crescer e reproduzir-se naturalmente. E isso só conseguimos através da cooperação de todos os portugueses." É urgente que todos estejamos sensibilizados para combater as alterações climáticas. Plantar árvores não será suficiente, mas a floresta é um bem essencial para a qualidade de vida de todos nós.

14 março 2010

Caminhada

O ano passado foi simplesmente espectacular e muito participada a caminhada que nos levou "Pelos trilhos do vento e da solidão". As comissões de Aldeia Velha, Malhada e Soito colaboraram com bastante entusiasmo e muito contribuíram para o sucesso que se verificou nesta iniciativa. Este ano e será já no próximo dia 1 de Maio, vamos voltar aos nossos trilhos antigos. Partindo do Largo D. Josefa a caminho das Seladas seguiremos pela estrada velha até ao Sobral. Depois continuaremos até ao Vale de Asna onde esperamos visitar as instalações e se possível apreciar o queijo ali produzido. Segue-se a Mimosa, Saião e de novo Sobral, antes de voltarmos à estrada velha para nos reunirmos no almoço-convívio que nos vai esperar no Parque de Merendas nas Seladas. A Delegação da União Progressiva no Colmeal tem estado a manter os contactos indispensáveis com a Junta de Freguesia para o necessário apoio e colaboração pois alguns dos caminhos, que não têm movimento, estão a carecer de limpeza. Brevemente daremos mais pormenores sobre esta caminhada, que à semelhança da do ano passado, espera que surja um padrinho ou uma madrinha para lhe dar um nome. Faça a sua sugestão e colabore connosco enviando-nos um comentário com um nome para a caminhada. A nossa Delegação no Colmeal e até ao dia 20 de Abril aceita inscrições que terão um valor simbólico de 7,50 euros. UPFC Fotos de Francisco Silva

Natureza

Imagem captada durante a Canoagem no Ceira. Linda. E que convém preservar. Foto de A. Domingos Santos

EXCURSÃO PELA PÁSCOA À MALHADA

Prezado amigo e conterrâneo, A Direcção da Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais vem por este meio informar que, como manda a tradição, iremos realizar uma excursão à Malhada pela Páscoa nos dias 2, 3 e 4 de Abril de 2010. O itinerário será o seguinte: Partida do Largo do Jardim Zoológico, em SETE RIOS, Dia 2 de Abril, às 7 horas, estando prevista a chegada à Malhada pelas 12 horas. O regresso a Lisboa será no Domingo pelas 14h30m, estando prevista a chegada pelas 19h30m. Contamos consigo, Malhadense e Amigo para se juntar a nós. Esperamos deste modo contribuir para mais uma jornada de salutar convívio e amizade entre toda a família Malhadense, conterrâneos e amigos. Apelamos às nossas Colectividades Congéneres que nos acompanhem na viagem à nossa terra, a União faz a força e todos juntos nunca seremos demais. Pedimos desde já a todos os interessados que marquem os seus lugares com a maior brevidade possível. Para a marcação de lugares e esclarecimento de qualquer dúvida deverá contactar os seguintes elementos da Direcção: Nuno Miguel Neves dos Santos: 967887555 ou 913876676 António dos Santos: 968403140 ou 212106606; António Marques das Neves: 962847979 ou 213872339. Saudações Malhadenses! .

Temporal

Nem sempre as árvores morrem de pé. Foto de Catarina Domingos

Ruínas no Colmeal

Há já alguns anos que nos deparamos com esta situação. Em 28 de Março de 2009 apresentava-se assim o que ainda resta da antiga casa Mendes. Com os invernos a degradação continua e o perigo aumenta. Acreditamos que haja solução. Fotos de A. Magalhães Pinto

08 março 2010

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

Mulheres fracas, fortes. Não importa. Mulheres mostram que mesmo através da fragilidade. São fortes o bastante para erguerem sempre cabeça Sem desistir, pois sabemos que somos capazes de vencer. Temos a delicadeza das flores A força de ser mãe, O carinho de ser esposa, Reciprocidade de ser amiga, E o amor por ser mulher! Somos fêmeas guerreiras, vencedoras, Somos sempre o tema de um poema Distribuímos paixão, meiguice, força, carinho, amor. Somos um pouco de tudo Calmas, agitadas, lentas! Vaidosas, charmosas, turbulentas. Mulheres fortes e lutadoras. Mulheres conquistadoras Que amam e querem ser amadas Elegantes e repletas de inteligência Com paciência O mundo soube conquistar. Mulheres duras, fracas. Mulheres de todas raças Mulheres guerreiras Mulheres sem fronteiras Mulheres... mulheres...
Autor: Desconhecido

PARABÉNS A TODAS AS MULHERES NESTE DIA QUE LHES É DEDICADO

Sombras na noite

Tendo por fundo um Colmeal adormecido, três sombras na noite acertam pormenores para a canoagem do dia seguinte. Foto de A. Domingos Santos

Mário Martins

Já o temos visto aqui em várias fotografias dos tempos da sua infância. Hoje, vemo-lo nesta tirada no passado sábado, 20 de Fevereiro, na antiga Escola do Colmeal, no convívio que se seguiu à Canoagem no Ceira. Mário de Jesus Martins, grande entusiasta da canoagem, tem trazido ao Colmeal muitos dos seus amigos que se dedicam a esta actividade. A receptividade da população tem sido muito boa e tem dado colaboração dentro das suas possibilidades, assim como a Junta de Freguesia e a União Progressiva, que desde a primeira descida em 2006, sempre acarinharam estas realizações. Contamos com o Mário, o Carlos Dias, o Pedro Carvalho e com todos os outros amigos para nos ajudarem a divulgar as nossas aldeias e a nossa região. O Colmeal terá sempre as portas abertas para vos receber. Foto de A. Domingos Santos

A dedaleira

É vulgar encontrar a digitália ou dedaleira nas nossas serras e à beira dos caminhos. Todos a conhecemos. Se bem que esta bonita flor tenha a sua utilidade encerra também alguns perigos que é bom levar em conta. Poderá saber mais algumas coisas interessantes sobre "A Natureza e os seus fenómenos" consultando este livro, bastante acessível e que brevemente estará disponível na Biblioteca da União, no Colmeal. UPFC

01 março 2010

Receitas da Freguesia do Colmeal

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Pargo no forno com Batatas
- 6 Cebolas pequenas
- 1 Pargo de 1,500 Kg.
- 1,500 Kg. de batatas
- 2 Alhos
- Bacon
- Pimenta
- Colorau
- 2 Colheres de sopa de banha
- 3 Cabeças de cravo-da-índia (cravinho)
- 2 dl. de vinho branco
- 2 colheres de azeite
- Sal q.b.
Limpe o pargo, corte-o as postas, mas de modo a que o peixe fique inteiro. Tempere o pargo com sal e deixe tomar o gosto.
Antes de colocar o peixe no tabuleiro, passe-o por água, a fim de tirar o excesso de sal.
Descasque as batatas, corte-as em quartos e disponha-as no tabuleiro, em vota do peixe. Dê um corte às cebolas, pique os alhos e acrescente ao preparado, assim como um pouco de pimenta e colorau.
Depois, coloque a banha, o azeite, o cravo-da-índia, o vinho branco e um pouco de água.
Corte o bacon em tiras e ponha-o nos cortes do peixe e à volta do mesmo.
Verifique os temperos e se necessário acrescente um pouco de sal.
Coloque no forno cerca de 1 hora, até o pargo e as batatas estarem bem assadas.
A receita apresentada (Pargo no forno com batatas) foi disponibilizada por Maria Luísa Domingues, residente no Colmeal

Lavadouro

No Colmeal há um lavadouro público. Quase sem utilização nos tempos (modernos) de agora. Artur Domingos da Fonte fez este belo trabalho em madeira reproduzindo fielmente o "velho" lavadouro. E como ele diz "tem torneiras e tudo". Foto de A. Domingos Santos

Clube de Contadores de Histórias (XVIII)

As sextas-feiras de Nana
As noites de sexta-feira em casa da avó Nana começam logo de manhã cedo na cozinha. Nós comemos pão com doce de pêssego, que é o nosso preferido. Nana bebe chá, que está muito quente, e sopra para dentro da taça antiga de porcelana chinesa, fazendo pequenas ondas. — Hoje não tenho escola! — digo a cantar. — Que sorte que eu tenho! — Hoje não tens escola! — responde. — Que sorte que EU tenho! — Agora fala-me da noite de hoje – peço. — Vem a família toda! Vem para o Sabbath e nós temos muito que fazer! Nana apressa-se a fazer a cama e a limpar os quartos. Eu estou encarregada de alisar as almofadas. Nana lava as porcelanas chinesas e passa a ferro os vincos da renda da toalha de mesa. Eu dobro guardanapos com bordos de renda. Nana inspecciona se faltam botões no seu vestido de Sabbath, azul marinho, de gola branca e punhos brancos também. — É altura de fazer a tarte? — pergunto. — Daqui a pouco, Jennie. Eu puxo e volto a puxar o lustro a dois candelabros. — Já é altura agora? — É – diz Nana, estendendo a massa, e eu deito açúcar nas maçãs para a tarte. Em seguida, ela entrança os challah (Challah – Pão tradicional para o Sabbath e outras festas judaicas.) e mete-os no forno. Ao meio-dia comemos sandes no parque, perto do rio. Bebemos também uma chávena de cacau. O céu está cinzento e o vento sopra do rio, levantando-nos o cabelo, e nós dançamos para nos mantermos quentes, com os ponchos vestidos e as luvas calçadas. Depois, andamos pela cidade de mãos dadas, à procura de flores roxas, que são as nossas preferidas. — Oh, obrigada! — diz Nana. — Obrigada — repito, saltitando pelo passeio com as flores. Quando regressamos a casa de Nana, pomo-las numa jarra alta com água. — É altura de nos vestirmos? — pergunto. — Daqui a pouco, Jennie. Mais para o fim da tarde, a casa está toda esfregada, a sopa de cevada já ferve e os challah estão a arrefecer. O frango aloura no forno e as batatas também. — Agora já é altura? — É — diz Nana. Nós vestimos os nossos vestidos, ambos azul-marinho. Os sapatos também são azuis. Nana põe batom nos lábios, olhando-se ao espelho. Pomos a mesa, contamos os talheres de prata e as taças da sopa, os copos que cintilam. Nana pica o frango para ver se está tenro. Lá fora escurece. — Nana, olha! Neve! A campainha da porta toca e a família precipita-se para dentro, abraçando Nana. Também me abraçam a mim, pincipalmente os meus pais, e eu faço cócegas ao meu irmão bebé, o Lewis, metido no fatinho de bebé. A campainha toca de novo e entra mais família de rompante. Os tios, as tias e os primos. Toda a gente fala ao mesmo tempo, tiram os sapatos aos pontapés, atiram os sobretudos para cima das cadeiras. No forno, a minha tarte já começa a cheirar. — Já é altura? — pergunto. — Agora é — diz Nana, e finalmente chega o melhor momento da noite. Nana acende as velas e os nossos vestidos tocam um no outro; ela murmura orações de Sabbath e todos ficam em silêncio. Até o Lewis. Daí a pouco, estamos a mastigar os challah e a passar taças de sopa, e todos falam ao mesmo tempo sentados à comprida mesa de jantar. Lá fora, o vento uiva. A neve levanta-se em lindos rodopios brancos. Mas aqui dentro as velas tremulam. Um cântico de Sabbath está no ar. É altura da tarte, e nós estamos todos juntos na sexta-feira de Nana. .
Amy Hest The Friday nights of Nana Cambridge, Candlewick Press, 2001 Tradução e adaptação
O Clube de Contadores de Histórias Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar

Sanitários nas Seladas

Benefício muito importante com que a União Progressiva dotou o Parque de Merendas das Seladas. Fotos de A. Domingos Santos