10 dezembro 2008

Quando o frio aperta e a neve cai

A silhueta altiva de uma árvore destaca-se no conjunto das suas irmãs, de outras espécies, que já perderam a folhagem. Chão matizado de flocos repousantes. Casa de pedra à vista, vizinha da estrada, que se prepara para mais uma invernia. Cumes frios de névoa e de neve.
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Fotos de Mariana Brás

07 dezembro 2008

Estações do ano

Árvore nua espreguiçando-se. Chão colorido com o que caiu de si. Despida do seu manto habitual de folhas verdes prepara-se para enfrentar o Inverno que se aproxima. E a igreja atrás de si? Até parece cuidada... deste lado. Até quando? Foto de Artur da Fonte

Freguesia do Colmeal - as nossas colectividades

Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais
"Os seus inícios remontam ao ano de 1913, quando se formou uma comissão de moradores, para instalação de um chafariz. Depois, em seguimento aos acontecimentos de Fátima, em 1917, esta comissão, com ajuda da população, faria a nova capela, dedicada a Nossa Senhora de Fátima. Por volta de 1946-48, formou-se uma nova comissão, juntando também pessoas da União do Colmeal, para fazer uma escola, que seria construída apenas pelos locais, com ajuda financeira do Ministério da Educação. Em 1953, seria constituída uma outra, a Comissão Pró-Estrada da Povoação da MAlhada, de iniciativa de João Nunes de Almeida, António Silva, António de Almeida e Manuel da Costa Reis, que ia lutar para que a lendária estrada Rolão-Colmeal passasse pela Malhada, uma obra que ainda está bem viva na memória colectiva dos malhadenses, um dos seus símbolos, pelo trabalho arrojado empreendido e por os ter tirado do isolamento em que viviam. Esta comissão ia estar na base da constituição da actual Comissão de Melhoramentos. Em Novembro de 1953, reunia-se a Assembleia-Geral e entre os seus fundadores, seriam eleitos para presidentes da Assembleia-Geral e da Direcção, respectivamente, José Maria de Almeida e João Nunes de Almeida. A colectividade inclui os casais de Carrimá, Foz da Cova e Quinta de Belide." in "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004

Neve em Aldeia Velha

Recebemos as fotografias com esta pequena mas muito elucidativa legenda: "É mesmo a aldeia mais alta e linda da freguesia do Colmeal..."
A neve começou a cair e nem as pedras da calçada escaparam...
Campos cobertos por um tapete branco, telhados pintados de uma outra cor, encostas que mais parecem pistas para desportos de inverno, enfim, uma aldeia diferente. Fotos de Paulo Almeida

Natal no Colmeal

Falta uma semana para que o Centro Paroquial Padre Anselmo, no Colmeal, volte a ser pequeno. O Pai Natal já nos entregou os brinquedos para que os levemos para os meninos da nossa freguesia. Sabemos que a esta hora já haverá interrogações na cabecita de cada um tentando adivinhar o que lhe estará destinado. Temos a certeza que o calor e o carinho vão encher o Centro em mais esta iniciativa da União Progressiva. Venha, porque esperamos por si! UPFC

Outono quase Inverno

Cores que se esgotam e se perdem, árvores despidas a tiritar de frio, neve que se acomoda ao longo do tracejado intermitente de uma estrada sem ninguém... é assim a beleza de um Outono quase Inverno.
Fotos de Mariana Brás

05 dezembro 2008

Neve na serra

Fotos de António Domingos

Retalhos de uma vida e memórias de uma carreira

“Retalhos de uma vida e memórias de uma carreira” é o título de um livro que Arnaldo Almeida escreveu com o fim de atingir dois objectivos essenciais, como refere na Nota Prévia: cumprimento de um dever de realização e para registo de alguns factos reais da sua vida. O primeiro capítulo é essencialmente pessoal e nele regista de uma forma simples, mas realista, algumas passagens da sua vida e da sua carreira profissional. Natural do pequeno lugar do Saião, onde nasceu em 27 de Abril de 1934, ali permanece até aos 16 anos quando vem trabalhar para Lisboa. Frequentou a Escola Primária dos Linhares, da vizinha freguesia de Celavisa, por ser mais perto de sua casa e desde muito novo executava as mais diversas tarefas ligadas à agricultura e à pastorícia, o que era normal nos jovens daquele tempo. Em Fevereiro de 1957 casou na Igreja Paroquial do Colmeal com Maria Helena Rosa, natural do Vale de Asna. Pouco tempo depois alista-se na Polícia de Segurança Pública, carreira que ainda começa por referir no primeiro capítulo mas que depois descreve com bastante pormenor nos três seguintes. Nos dois últimos capítulos do livro, integra textos, escritos já depois da sua passagem à reforma, com total originalidade, assim como alguma poesia. Como refere “o pensamento é livre e o conceito não é necessariamente uma regra, embora seja desejável, em muitos casos. É assim que penso e tenho muito respeito pelas ideias dos outros.” “Um livro é um verdadeiro amigo, sempre ao dispor de quem o possui. O autor tem muita honra em oferecer este exemplar à União Progressiva da Freguesia do Colmeal, por intermédio do Grupo dos Amigos do Sobral, Saião e Salgado. Saudações Regionalistas 2008/11/25 Arnaldo Almeida” A União Progressiva da Freguesia do Colmeal agradece penhorada esta gentileza do Senhor Subintendente Arnaldo Almeida e informa que o livro estará disponível muito em breve na Biblioteca da União, no Colmeal. UPFC

Entretidos... e divertidos

O café pode não sair. Mas que estão entretidos e parecem divertidos, lá isso estão... Foto de Artur da Fonte

02 dezembro 2008

Freguesia do Colmeal – as nossas colectividades

De acordo com “memórias do passado” já em tempos teria havido um grupo informal, denominado Grupo dos Amigos de Açor, criado em 1965, mas que se desfez ao longo da década de 70. Ainda se dá conta da sua presença no III Encontro de Convívio de todas as Colectividades da Freguesia, realizado em 1979, em Lisboa. Mais recentemente, já neste século, os seus moradores sentiram a necessidade da constituição oficial de uma associação, tendo em vista “ contribuir para a melhoria das condições de vida da população, através da acção nos domínios económico, social, da cultura e do lazer, da preservação do património natural e construído e da melhoria das infra-estruturas”. E também porque quando o Poder Autárquico pretendia ouvir as populações, fazia-se sentir a falta de uma voz representativa da aldeia. A Associação Amigos do Açor nasce por iniciativa dos seus moradores actuais e com ajuda de alguns emigrantes, animados de uma grande vontade de participarem colectivamente no desenvolvimento local e regional. Nas “esperanças do presente”, um terço dos seus habitantes sai diariamente para trabalhar noutros locais, o que caracteriza o Açor como uma das aldeias serranas do concelho de Góis com maior densidade de activos por conta de outrem. A população tem variado ou decrescido pouco (comparativamente com outras aldeias da freguesia do Colmeal) nos últimos quarenta anos (1970 - 22 habitantes; 1981 - 15; 1991 – 17; 2001 -16 e 2003 - 18). Num Plano de Actividades estabelecido para o ano de 2003 eram bem visíveis as preocupações e as necessidades mais prementes da aldeia. Encontrando-se em início de actividade, a Associação iria empenhar-se na sua afirmação e visibilidade, como instrumento de acção local e parceiro e interlocutor no desenvolvimento regional. Entre as preocupações e necessidades mais prementes e no domínio das infra-estruturas, encontramos a melhoria do alpendre junto à Capela, a reparação das captações de água da Sáfara e reparação e continuidade da estrada “velha”. O acabamento das obras da Levada da Fonte do Açor, a ligação da Levada Encoastrada à Capela e o alindamento das Alminhas e dos fontanários. Estudo da recuperação do açude junto ao Moinho Pequeno, na Ribeira de Ádela e sua transformação em praia fluvial, com o objectivo de lazer, atracção de visitantes e preservação e humanização do ambiente natural. Notória a disponibilidade para participação em projectos de âmbito mais alargado, numa perspectiva de desenvolvimento global e sustentado e também na área de organização de confraternizações e convívios, no sentido de consolidar a pertença e o espírito de comunidade. Na primeira eleição realizada para os corpos sociais, foram designados Catarina Maria Almeida de Matos, Amílcar de Almeida e Josefina de Almeida para presidentes, respectivamente, da Assembleia-Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal." in "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004

Lisboa antiga

Nestas lindas aguarelas de Roque Gameiro recordamos a Rua das Farinhas e a Rua de São Pedro dos Mártires. Situadas na encosta do Castelo de S. Jorge e no que foi o típico e característico Bairro da Mouraria, aqui moravam e tinham os seus estabelecimentos comerciais muitos dos nossos conterrâneos. Dos concelhos de Góis, Arganil e Pampilhosa da Serra havia aqui uma grande colónia dos seus naturais a residir, mas, nos dias de hoje, já são poucos os que se encontram.
UPFC

55º Aniversário da CMMC em 80 anos de Regionalismo no Concelho de Góis

Foi ontem que a Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais comemorou mais um aniversário da sua fundação a 25 de Novembro de 1953. No já tradicional local para esta nossa celebração, o restaurante "Stadium" na Cidade Universitária em Lisboa, tivemos a oportunidade de nos reunir e conviver com pessoas que partilham algo connosco: a alegria que sentimos ao recordar e visitar as nossas aldeias, o empenho que colocamos na sua valorização, o desejo em passar este legado aos jovens. Este 55º aniversário da CMMC acontece numa época particularmente animada para o movimento regionalista no concelho de Góis, que completa agora 80 anos de existência, os quais serão celebrados num grande encontro a realizar a 31 de Janeiro de 2009 na Casa do Concelho de Góis em Lisboa. Brevemente traremos mais novidades sobre este evento Goiense. Para nosso contentamento, este ano contámos com a presença de numerosos representantes de organismos e associações da nossa terra que amavelmente nos dedicaram algumas palavras, recompensadoras e motivantes para o trabalho que temos desenvolvido em prol das nossas aldeias. Henrique Brás Mendes, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, falou-nos dos melhoramentos previstos para a Malhada ao nível do saneamento e das acessibilidades no interior da aldeia. Foi feita ainda referência à disponibilidade da JF Colmeal em providenciar transporte gratuito para os seus habitantes, de modo a estarem presentes no dia 31 de Janeiro de 2009 nos 80 anos de regionalismo no concelho de Góis a decorrer em Lisboa. Em representação da Casa do Concelho de Góis, Henrique Miguel Mendes referiu-se ao papel dos jovens no futuro do regionalismo e também aos 80 anos do movimento no nosso concelho. António Domingos dos Santos, presidente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, lembrou as pessoas da Malhada e Casais como uma «povoação irrequieta», pela sua vontade de avançar e desenvolver as suas aldeias. O nosso ilustre convidado falou-nos também da formação de um Rancho Folclórico do concelho de Góis que previsivelmente, fará a sua apresentação em Junho de 2009. Numa nota final, lembrou os presentes para a necessidade de apresentarem e disponibilizarem qualquer tipo de objectos alusivos aos 80 anos de regionalismo Goiense, para que estes possam ser expostos a 31 de Janeiro de 2009 em Lisboa. São muitas as relíquias conservadas por particulares ao longos dos anos, as quais ao se manterem afastadas do público ocultam parte importante da nossa história. Se possui fotografias, documentos e outros objectos, faça o seu esforço para que estes sejam vistos e partilhados! Na sua intervenção, António Duarte em representação do Soito, comentou o papel do regionalismo actual caracterizado principalmente pela mostra cultural, face ao regionalismo das décadas anteriores fortemente motivado para a concretização de melhorias nas aldeias, o qual se espera que seja da responsabilidade das autarquias. Manuel Duarte de Almeida, da Aldeia Velha, referiu-se à sua ligação familiar com o Soito, Malhada e Foz-da-Cova, reforçando a ideia da união que deve existir entre as nossas aldeias, uma ideia também defendida por Paulo Casquinha em representação de Ádela. ... Do convívio importa ainda lembrar a missa celebrada em memória dos sócios da CMMC já falecidos, o tradicional e animado leilão de ofertas, e o bolo de aniversário e espumante a encerrar este agradável dia de cultura Beirã. Visite-nos regularmente e em breve falaremos mais acerca do grande encontro regionalista do concelho de Góis, a realizar a 31 de Janeiro de 2009 na Casa do Concelho de Góis em Lisboa. Saudações Malhadenses!
in http://malhadaecasais.blogspot.com

01 dezembro 2008

Partilha matinal

Para todos vós, a minha partilha matinal neste dia, que por aqui nasceu com a serra vestida de branco. Mal vestida e um tanto ou quanto andrajosa, mas ainda assim deslumbrante! A fazer lembrar os nevões dos tempos arrefecidos (ou quentes) de há meio século!
Fotos e texto de Lisete de Matos

29 novembro 2008

Natal no Colmeal

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No ano passado, foi assim que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal festejou o Natal com os mais pequenitos e com os mais idosos.
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E este ano como irá ser? No dia 14 de Dezembro, pelas 11 horas, venha ter connosco ao Centro Paroquial Padre Anselmo. Precisamos de si, da sua amizade, do seu carinho e do seu calor para ajudar a aquecer a nossa festinha. Venha! Porque contamos consigo! UPFC

Solidariedade

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal faz um apelo aos que nos visitam neste blogue, para que nos ajudem a minimizar algumas condições de desconforto que sabemos existirem na nossa freguesia. Problemas de saúde e idades avançadas em casas algo degradadas, não tornam a vida fácil para quem lá vive, agora que os ventos gélidos e as chuvas se aproximam. Sabemos que a generosidade das pessoas não é palavra vã. Todos nós temos roupas ainda em bom estado e que já não usamos. Vamos oferecê-las a quem delas necessita. Assim, pedimos o favor de nos fazerem chegar ou entregarem directamente no Centro Paroquial Padre Anselmo, no Colmeal, roupas de homem e senhora, lençóis e cobertores. Sabemos que podemos contar consigo. Muito obrigado. UPFC

Dicionário de Autores da Beira-Serra

João Alves das Neves apresentou hoje em Lisboa, após mais de vinte e cinco anos de pesquisa e compilação, o seu Dicionário de Autores da Beira-Serra (edição Dinalivro). Como escreve a Professora Regina Anacleto, à guisa de intróito, “Dar corpo, na escrita estilizada de um Dicionário, às gentes de uma região significa, pois, no livro que se segue, ultrapassar a geografia humana para pensar uma geografia cultural. Por isso, o Dicionário de J. Alves das Neves é uma espécie de memorial de um espaço, um pergaminho identitário fundamental para o futuro. Um povo só é rico quando tem história e quando pugna pela salvaguarda desse valor, isto é, desse património, porque ele evidencia o significado estético ou cultural dessa sociedade e funciona como seu suporte e garante. Trata-se de um conjunto de “bens” que uma geração transmite à seguinte, a fim de que se constituam num meio de compreensão da essência da sua própria história.” O autor, também à maneira de prefácio, confidencia que “Enfrentámos todo o tipo de dificuldades, desde a ausência de publicações especializadas ou incompletas sobre os temas da Beira-Serra, região que só existe na definição dos que a ela estão ligados e que, portanto, não tem fronteiras oficiais, nem tão pouco os chamados Municípios que a formam. É apenas uma denominação: a Imprensa costuma mencionar uma região não reconhecida, que nem sequer é legal. Contudo a Beira-Serra reúne dezenas de milhares de pessoas com afinidades comuns, tradições e problemas comuns a resolver! Este Dicionário poderá tornar-se uma espécie de «manual básico», a partir do passado até à nossa época e ao encontro do futuro.” No exemplar que teve a amabilidade de autografar para a Biblioteca da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, podemos encontrar entre muitos nomes, alguns que consideraremos mais próximos de nós e da nossa freguesia. António Duarte de Almeida (Colmeal), Josefina de Almeida (Açor), Manuel Nunes de Almeida (Foz da Cova), Fernando Costa (Colmeal) e Lisete de Matos (Açor) são nomes de que muito nos orgulhamos e que são também “personagens” deste “livro importante no que respeita à promoção da identidade destes municípios, da região e das pessoas que nela se distinguiram”. A. Domingos Santos 29 de Novembro de 2008

25 novembro 2008

Colmeal – a União vai a Santiago de Compostela

Caro Associado e Amigo, Porque foram muitas as solicitações que recebemos para organizar um passeio à bonita região da Galiza, aqui estamos a propor-lhe o seguinte programa:
GALIZA… Especial – SANTIAGO DE COMPOSTELA 1º DIA – 1 de Maio – LISBOA /APÚLIA/VIANA DO CASTELO/VIGO Partida de Lisboa (Sete Rios – em frente ao Jardim Zoológico) pelas 08:00, pela auto-estrada do Norte, Coimbra (*) e Apúlia. Almoço. Viana do Castelo (subida a Santa Luzia, para visitar o Santuário e contemplar uma das mais belas paisagens da região norte do país). Continuação por Tui e Vigo, onde chegaremos ao final do dia a um hotel ****. Jantar e alojamento. 2º DIA – 2 de Maio – VIGO/MOSTEIRO DO PYO/GROVE (MARISCADA) /SANTIAGO DE COMPOSTELA Após o pequeno-almoço buffet no hotel, saída para Santiago de Compostela (declarada pela UNESCO cidade Património da Humanidade). O nosso guia orientará a visita a pé ao centro histórico, Praça Obradoiro (admirando o Hostal dos Reis Católicos) e entrada na Catedral. Após a visita, saída para Grove. Almoço especial de Mariscada. Após o a almoço, saída por Cotorredondo (paragem neste belo miradouro admirando as rias de Arosa, Vigo e Pontevedra), Poyo (visita ao Mosteiro que alberga a biblioteca histórica mais importante da Galiza, com mais de 30.000 volumes). Regresso a Vigo. Jantar e alojamento no hotel. 3º DIA – 3 de Maio – VIGO/PONTE DE LIMA/SANTA MARTA DE PORTUZELO /LISBOA Após o pequeno-almoço buffet no hotel, realizamos a visita panorâmica à cidade: O centro comercial, Clube Náutico, Porto Pesqueiro, as praias da Fonte e Samil, Praça da América, Gran Via, Praça de Espanha e Parque Del Castro. Após a visita, saída pela auto-estrada até Ponte de Lima (paragem). Percorrendo o bonito “Vale do Rio Lima” chegamos a Santa Marta de Portuzelo. Almoço de despedida do grupo. Iniciamos a viagem de regresso pela auto-estrada e chegada no final do dia a Lisboa. (*) Os participantes do Colmeal entram e saem em Coimbra, em local a combinar. Preços por pessoa: Em quarto duplo - € 275,00 ........ 3ª pessoa em triplo - € 265,00 Supl. quarto individual - € 65,00 .. Criança com 2 adultos - € 175,00 Estes preços incluem: - Circuito em autocarro de turismo conforme itinerário; guia acompanhante, estadia de 2 noites no hotel em Vigo, todas as refeições desde o almoço do 1º dia ao almoço do 3º dia, Especial Mariscada em Grove, bebidas às refeições (vinho regional, água, refrigerantes, café), entrada na Catedral de Santiago de Compostela e Mosteiro de Poyo. Solicitamos o favor de proceder à reserva dos seus lugares o mais cedo possível, para Maria Lucília Silva – 21 8122331 / 91 4815132 ou António Santos – 21 7153174 / 96 2372866, tendo sempre em atenção que o passeio só se efectuará desde que se atinja o mínimo de 40 participantes. Modo de pagamento: 50% com a reserva e 50% até 28 de Fevereiro de 2009. Estamos confiantes de que poderemos contar com a sua estimada presença. A Direcção da UPFC

Folhas de um livro… (4)

“… Com a presença de trinta associados em pleno gozo dos seus direitos, e sob a presidência do Reverendo Padre Américo Braz da Costa, secretariado por António Domingos Santos e Manuel João Miranda, a Assembleia-Geral Extraordinária dispunha da seguinte Ordem de Trabalhos: - Apreciar e votar uma proposta da Direcção para eleger novos Sócios Honorários e Benemérito. Aberta a sessão, o Senhor Presidente da Mesa dirigiu-se aos presentes, com palavras de agradecimento pela sua presença. Seguidamente pelo Segundo Secretário foi lida a acta da Assembleia anterior. Posta à discussão, foi a mesma aprovada por unanimidade. Foi de imediato dada a palavra ao associado e Presidente da Direcção, Engenheiro António Santos Almeida (Fontes) que se congratulou pela presença do associado Manuel João Miranda, para o que fez questão de ser mencionado em acta o seu voto de congratulação. Depois, e fundamentando as razões que conduziram à realização da Assembleia, expõe o critério que levou a Direcção à escolha dos Sócios Honorários e Benemérito, através da proposta que se transcreve na íntegra:
Proposta
Considerando ser um dever da nossa Colectividade dar relevância à actuação de certas individualidades, que por várias formas têm acarinhado o regionalismo serrano, dando-lhe o seu apoio e estímulo e considerando ainda, que essas mesmas individualidades se integram no disposto dos Artigos oitavo e nono dos nossos Estatutos, duma forma bem clara, a Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, propõe à Assembleia-Geral: Primeiro – Que sejam eleitos Sócios Honorários: a) O Excelentíssimo Senhor Engenheiro Rui Sanches, ilustre Ministro das Obras Públicas e das Comunicações, que com as suas excepcionais qualidades de visão, esclarecida inteligência e pleno conhecimento das reais necessidades da Beira Serra, tem dedicado à nossa região um carinho muito especial, concedendo uma invulgar atenção aos anseios que lhe têm sido apresentados e que duma maneira geral tem satisfeito, proporcionando o desenvolvimento e progresso da nossa região. E, ainda, pelo espírito de compreensão e carinho com que tem encarado a acção regionalista da nossa Colectividade, atitude que muito nos honra. b) O Excelentíssimo Senhor Doutor Ruy Manuel Nogueira Ramos, digníssimo Presidente da Câmara Municipal de Góis, que com a sua acção impulsionadora, dinâmica e inteligente, aliado ao seu alto sentido do dever, tem merecido de todos os nossos conterrâneos, o maior respeito e admiração pela obra levada a cabo no Concelho de Góis. E, porque em relação à nossa Colectividade tem dado um excepcional apoio e estímulo, não só acarinhando as suas pretensões junto das entidades oficiais duma forma cativante e honrosa para uma modesta Agremiação Regionalista como a nossa, mas dando até, sugestões e conselhos preciosos, que muito têm contribuído para a eficiência da nossa actividade regionalista. c) O Excelentíssimo Senhor Doutor Manuel Martins da Cruz, distinto Presidente da Assembleia-Geral da nossa Colectividade, qualidade que muito nos honra, antigo e ilustre Deputado da Nação, homem de um dinamismo e larga visão fora do vulgar, que tem desenvolvido uma acção proeminente em prol da aproximação e amizade entre Portugal e o Brasil, largamente comprovada e reconhecida. E, porque a sua actividade no campo regionalista, de que é um dos valores mais elevados, tem contribuído duma forma excepcional para o prestígio e bom-nome que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal desfruta, actuando efectiva e competentemente quer na qualidade de Presidente da Direcção primeiro, e depois como Presidente da Assembleia-Geral, quer acompanhando e facilitando a acção da nossa Colectividade, com a sua experiência e esclarecida inteligência. Segundo – Que seja eleito Sócio Benemérito: O Excelentíssimo Senhor Joaquim Francisco Neves, considerado muito justamente o Decano do Regionalismo Colmealense e que na sua longa vida nas lides regionalistas de mais de quarenta anos ao serviço da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, tem dedicado um amor muito especial e em várias circunstâncias um elevado espírito de sacrifício digno dos maiores louvores, prestando à nossa Colectividade relevantes serviços, que o fazem credor da nossa maior admiração e respeito. Pela Direcção, assinado, António dos Santos Almeida. A Assembleia aprovou por aclamação as propostas apresentadas. O Presidente da Mesa dirigiu seguidamente palavras elogiosas e de carinho para com os homenageados, e louvou a Direcção pela sua proposta, toda ela repleta de espírito de justiça. Reiterou a sua esperança convicta naqueles que trabalham e que não foram homenageados. Dirigiu palavras de apreço para com o Secretário, pela acta minuciosamente elaborada e rendeu homenagem a todos aqueles que trabalham na sombra. Agradeceu a presença dos representantes da imprensa regional, Lopes Machado e Henrique Braz Mendes…” Excerto da acta nº 55, da Assembleia-Geral Extraordinária realizada em 26 de Março de 1974, na Casa do Concelho de Góis, Rua de Santa Marta, 47 R/C Dtº em Lisboa.

O movimento regionalista do Concelho de Góis

“Ao longo de muitas décadas, as Comissões de Melhoramentos, para além de contribuírem para a formação da identidade cultural da região da Beira Serra, têm sido relevantes no desenvolvimento local: discutindo e traçando projectos, pressionando o poder e as instituições, lutando contra a burocracia, cooperando com o seu esforço e dádivas materiais, tentando dinamizar o conterrâneo, qualquer que seja o seu credo político ou religioso. E querem continuar a ter um papel activo na sociedade, conscientes de que, sem a sua participação e das populações que representam, não é possível qualquer estratégia eficaz para o progresso da região.” In “50º aniversário da Casa do Concelho de Góis”, Maio de 2004

23 novembro 2008

Freguesia do Colmeal - as nossas colectividades

Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais

"Antes do nascimento da Liga, houve uma comissão de âmbito local, liderada por Manuel Francisco, tendo feito a abertura do ramal da estrada que ainda hoje serve a aldeia. Em 1964 foi constituída a actual colectividade, embora a respectiva escritura tenha sido feita em 1970, abrangendo quatro Casais, qualquer deles hoje já sem residentes: Coiços, Loural, Porto Chão e Ribeiro de Além. Seriam seus fundadores Álvaro Manuel Almeida Braz, António Alcindo Almeida, António Joaquim, Henrique Braz Mendes, Joaquim dos Reis Almeida, José Braz, José Maria Alves, José Martins Mendes, Manuel dos Anjos Antunes e Mário Braz dos Santos. Na primeira eleição realizada para os corpos sociais, foram designados José Braz, Henrique Braz Mendes e José Martins Mendes, para presidentes, respectivamente, da Assembleia Geral, da Direcção e do Conselho Fiscal."
in "memórias e esperanças", de João Nogueira Ramos, Edição da Casa do Concelho de Góis, 2004

Colmeal - História e curiosidades (4)

Voltando a socorrer-nos do interessante trabalho de pesquisa levado a efeito pelo Movimento Cidadãos por Góis, ficamos a saber que: No ano de 1811, depois da passagem dos franceses, aquando das invasões, pelo nosso concelho, as tropas inglesas, que os perseguiam, também fizeram "toda a espécie de tropelias e latrocínios", de acordo com relato de uma testemunha.
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Em 14 de Março desse ano, regista-se a entrada das tropas francesas na povoação de Ádela, seguindo depois por Açor, Colmeal, Sobral, em direcção a Celaviza. Foram cometidas muitas atrocidades. .
Em 12 de Agosto de 1853 – A Junta da Freguesia do Colmeal, presidida pelo Padre José Gaspar Caldeira, em reunião na Sacristia da Igreja de São Sebastião, delibera que se proceda à construção de um cemitério.
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Em 27 de Novembro do mesmo ano– A Junta da Freguesia do Colmeal, presidida pelo Padre José Gaspar Caldeira, em reunião na Sacristia Paroquial da Igreja de São Sebastião, considerando que a Igreja era muito pequena para a população existente, delibera mandar construir uma capela que comunique com ela pelo lado esquerdo (seria mais tarde denominada Capela de S. José).
UPFC

Rota do Azeite na Praça da Alegria

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Na próxima 2ª feira, dia 24 de Novembro, o programa da RTP1 - Praça da Alegria, irá estar em directo no Lagar da Cabreira (Góis) para mostrar aos telespectadores o programa da Rota do Azeite, que é, há vários anos, dinamizado pela Trans Serrano.Em simultâneo, a partir dos estúdios do Porto, também se fará a representação da Oficina da Broa e do Queijo de Cabra, que será assegurado pela associação Lousitânea - Liga de Amigos da Serra da Lousã.O programa terá início às 10h-11h. Não perca na TV ou então, se puder, apareça na Cabreira!
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in http://goisvive.blogspot.com/

21 novembro 2008

Freguesia de COLMEAL

“Pela etimologia do termo que deu nome à terra, pela toponímia, por uma série de vestígios encontrados na região, e, até, dando crédito a inúmeras lendas que circulam ainda nas bocas do povo, vários autores quiseram já situar o seu aparecimento em determinada data. Como consequência, surgiram várias hipóteses mas apenas uma certeza: a povoação é muito antiga, possivelmente anterior a D. Afonso Henriques e à Fundação do Reino de Portugal, mas não é possível determinar com exactidão a sua origem. Pertenceu durante muito tempo à Comarca de Coimbra e em 1560 a pequena povoação da margem direita do Ceira deve ter atingido certo valor pois mereceu do então Bispo de Coimbra, D. João Soares, a promoção a sede de freguesia por documento que concedia idêntica regalia à vizinha aldeia de Cadafaz. Para isso, a pequena capela que ao tempo existia dedicada a S. Sebastião (S. Sebastião do Colmeal) foi aumentada e transformou-se em Igreja Matriz. Os lugares que passaram a fazer parte da nova freguesia foram, além do Colmeal: Carvalhal, Souto, Aldeia Velha, Sobral e Ádela. O cura era da Apresentação do Vigário de Góis e seus Beneficiados. Tinha destes 4.000 réis, e dos seus paroquianos mais 4.000 réis, 40 alqueires de trigo e ainda o pé de altar. Como os habitantes da nova freguesia de Cadafaz, também os de Colmeal eram obrigados a ir três vezes no ano à Igreja Matriz de Góis, sob pena de pagarem igualmente um arrátel de cera para essa Igreja por cada falta. Isto, porque também a recém construída Igreja de Colmeal era dependente da Matriz de Góis. Do mesmo modo eram pertença dos Prelados do Bispado, pagando pela respectiva visitação «meia colheita das colheitas gerais, ao preço de 250 réis, à custa dos dízimos e rendas da matriz e anexas». E, ainda, como em Cadafaz, também as capelas da freguesia teriam de possuir obrigatoriamente «Caixa dos Santos Óleos, com as suas Ambulas, Pia Baptismal, Campanários com sinos ou campas e todas as demais insígnias…». Diz Pinho Leal que a freguesia tinha 1757 habitantes em 117 fogos em meados do século XIX; o ilustre goiense, J. A. Baeta Neves diz que em 1897 são 340 fogos com uma população total de 1465 habitantes. A vida dos habitantes da freguesia tem sido difícil. Os terrenos são muito pobres, inacessíveis à maioria das culturas. Como recurso surgia a caça que era muito «abundante e variada quer grossa quer miúda», segundo Pinho Leal, e as pequenas indústrias caseiras, tipo artesanal, sem significado digno de realce. Mais tarde, surgiu um outro de melhor resultado mas que exigia maiores sacrifícios: as migrações periódicas para sítios onde as culturas exigiam muitos trabalhadores em determinadas épocas do ano. A apanha da azeitona no Ribatejo ou Beira Baixa, as ceifas no Alentejo ou Espanha, as mondas nos arrozais, etc. Para isto saíam de casa por períodos de semanas ou meses e regressavam com um pequeno pecúlio que lhes permitia ou garantia a subsistência até chegar nova época em que eram requisitados para outros trabalhos. Hoje ainda a emigração é particularmente sentida nessa zona, existindo só em Lisboa uma colónia numerosíssima. A freguesia é, agora, diferente da que D. João Soares criou em 1560. Além dos lugares já citados que a constituem desde início, o Colmeal, Carvalhal, Souto, Aldeia Velha, Sobral e Ádela, passaram a fazer parte dela o Açor, Carrimá, Boiças, Foz da Cova, Loural, Malhada, Quinta de Bolide, Roçaio, Saião, Salgado e Vale de Asna. Estes lugares situam-se numa área que vai de 22 a 40 quilómetros de distância da sede do concelho, para os mais próximo e afastado, respectivamente. A sua população total é de 951 habitantes, segundo o censo de 1960. O orago da freguesia continua a ser S. Sebastião, a quem já a primitiva capela era dedicada. No entanto, é maior a devoção popular pelo «Senhor da Amargura» em cuja honra se celebra a festa anual da terra no 2.º ou 3.º domingo de Agosto. O pároco da freguesia é o rev. Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar, que tomou posse da freguesia no dia 29 de Outubro de 1967. De então para cá tem exercido acção notável em prol do bem-estar físico e espiritual do povo da freguesia. É natural da freguesia de Janeiro de Baixo, do vizinho concelho de Pampilhosa da Serra e, por isso, conhece desde pequeno a terra e as suas gentes. Além disso, é dotado de excepcional dinamismo e determinação. Daí o muito que já fez na freguesia apesar do curto espaço de tempo que aí passou. Ordenou-se pelo Seminário de Coimbra com 25 anos de idade, e nesse ano, 1967, celebrou a sua primeira missa no Santuário de Fátima, no dia 27 de Agosto. Veio pouco depois paroquiar o Colmeal e desde logo se impôs à admiração dessa gente. A Igreja Matriz e a Capela do Carvalhal dedicada a S. João Baptista foram reparadas por sua iniciativa. Agora, tem em mente – e esperamos vê-lo realidade em pouco tempo – construir dentro de uma velha capela existente na sede de freguesia, um salão paroquial onde possam efectuar-se reuniões, convívios, etc. É ainda director e editor do jornal paroquial «O Colmeal» que serve de elo de união entre a freguesia e muitos dos seus filhos espalhados pelo mundo. A Igreja Matriz, bem como as demais capelas da freguesia não têm valor artístico que mereça distinção. No entanto, a primeira possui uma cruz de prata, artisticamente trabalhada, que é muito valiosa. Ultimamente, sob orientação da actual Junta de Freguesia a que preside o Sr. António Costa de Almeida, que tem como secretário o Sr. Acácio Francisco Maria de Paula e por tesoureiro, o senhor José Brás da Silva, têm-se efectuado algumas obras de grande interesse local. Assim, a freguesia possui já telefone público, distribuição diária de correio ao domicílio na sede da freguesia e em dias alternados nos restantes lugares, foi aberta uma estrada de Colmeal a Cepos, reparado o cemitério, calcetado o Carvalhal, etc. Na sua agenda, muitas outras realizações aguardam vez… pois as necessidades são muitas e poucos os recursos. De entre elas, merecem destaque: a electrificação geral da freguesia; a abertura da estrada do Vale do Ceira, velha ambição dos povos da área e que uniria Góis a Colmeal; há tempos já, que chega a Capelo, mas pretende-se que se alongue até ao Colmeal no que começa a desacreditar-se…, a construção de novo edifício escolar e de uma casa para a professora, para o que a Junta já comprou terreno; calcetamentos nas ruas, alcatroamento da estrada e a ligação Colmeal-Ádela, são outras necessidades. Acreditamos que em breve o povo e os seus representantes consigam os seus intentos. A sua determinação e o apoio das Ligas de Melhoramentos irão avante. Das Ligas e Comissões de Melhoramentos merece destaque a de Malhada e Casais, pela acção extraordinária que já desenvolveu. Fundada em 1953, no dia 25 de Novembro, manteve-se até 1960 em actividade constante quer angariando fundos quer promovendo a realização de várias obras, sob a presidência do Sr. João Nunes de Almeida. Datam deste período e a ela devem a sua existência o edifício escolar, o chafariz, o lavadouro e a estrada que mereceu da Comissão a comparticipação de cerca de 100.000$00. Ficou à Comissão um saldo de 30.000$00 que aplicou no início da construção de uma sede para a colectividade. De 1960 a 1969 houve uma interrupção na sua actividade. Nesta data reestruturou-se e reiniciou o seu benemérito labor. Dos seus planos de acção, constam: construção de uma estrada de Malhada ao Colmeal, seguindo a Casais, Foz da Cova e Carrimá, e uma outra de Malhada a Bolide; electrificação e construção de marcos fontanários em Malhada e Casais; construção de um cemitério, dado que é enorme a distância a que fica o da sede de freguesia – 5 kms! – e o estado deplorável dos caminhos, reparação do actual edifício escolar, de uma ponte na ribeira de Carrimá e outra na ligação Bolide-Boiças, e muitas outras. Na direcção de tão benemérita colectividade, encontram-se: o Sr. João Nunes de Almeida; como presidente; o Sr. Alberto Fernandes da Luz, vice-presidente; 1.º secretário, o Sr. Armando Nunes dos Reis; 2.º secretário, Sr. Acácio Ramos da Natividade; e como vogais, os Srs. Américo de Almeida, Arlindo de Almeida Nunes, Abílio Olivença, Arnaldo Moreira dos Santos e José Nunes Baeta. O Conselho Fiscal é presidido pelo Sr. Manuel Nunes de Almeida e a Assembleia-Geral pelo Sr. António dos Santos Duarte.” In “O Concelho de Góis” – Concelhos de Portugal – Monografias, número único, Novembro de 1970. Edição de Raul de Carvalho O editor, Raul de Carvalho, ao apresentar este número, diz que “Não foi por acaso que Góis surgiu no nosso roteiro de terras a visitar e dar a conhecer nos eus aspectos mais característicos. A sua história, o pitoresco das suas tradições, a singularidade da sua situação geográfica, o seu povo simples, acolhedor e laborioso e, sobretudo o valor inestimável do seu património artístico, justificavam o nosso interesse e exigiam a nossa colaboração para o registo dessas virtudes.” As fotografias que acompanham a notícia transcrita sobre a freguesia do Colmeal recordam-nos António da Costa Almeida – Presidente da Junta de Freguesia, Padre Anselmo Ramos Dias Gaspar – Pároco da Freguesia e Arménio Marques – Regedor da Freguesia. Das outras, uma mostra-nos um “Aspecto da moderna ponte sobre o rio Ceira no Colmeal” e outra, o “Moderno lavadouro”. Ao encontrarmos nas nossas estantes e recordarmos esta edição com cerca de quarenta anos, apenas o fazemos por querermos dar a conhecer aos mais novos um pouco da história e dos primórdios das nossas aldeias e manter vivo um passado recente que ajudou ao desenvolvimento da nossa região e de que todos nos orgulhamos. Neste momento em que se comemoram os 80 Anos do Regionalismo no Concelho de Góis, todos os contributos não serão demais para recordar e dignificar o trabalho que foi desenvolvido ao longo dos tempos, por homens simples e de pouca cultura, mas com uma enorme estatura moral e um grande amor pelas suas terras. A. Domingos Santos 21 de Novembro de 2008