22 agosto 2008
ALMOÇO COMEMORATIVO DOS 77 ANOS DA U. P. F. COLMEAL
Seladas
Leitura
Recordar "O Colmeal" 13
20 agosto 2008
Recordação
19 agosto 2008
INAUGURAÇÃO DO CENTRO PAROQUIAL DO COLMEAL
ACONTECEU…
A exposição “Olhares Cruzados”, de Josefina de Almeida
Foi inaugurada em 24 de Julho, na Casa Municipal da Cultura, em Arganil, e estará patente ao público até ao próximo dia 22 do corrente.
Integrando pintura e bordado matiz sobre linho, a exposição é um deslumbramento de harmonia e sensibilidade, patentes nos olhares que amorosa e delicadamente se cruzam com os outros, com a alegria e com a tristeza, com a natureza e com o património acção do homem.
A exposição tem sido muito visitada e apreciada. Uns dizem que a autora revela evolução traduzida na segurança e no estilo da pincelada, na selecção das cores e na apoteose das emoções que expressa e suscita; outros, designadamente os que usam o livro de comentários, deixam palavras de estímulo e agrado, destacando o esplendor conferido à natureza, a sensibilidade e o talento demonstrados. Ah!, e a Sofia Nunes, de oito anos, diz que o quadro de que mais gostou foi o da raposa no campo! Parabéns aos pais pelo desenvolvimento simultâneo do sentido estético e da capacidade de comunicação e intervenção!
A pintora comercializou até ao momento sete obras, um feito digno de registo, nestes tempos de materialismo que a crise económica agrava.
.
A Festa do Açor, em honra de Nossa Senhora da Saúde
Teve lugar de 1 a 3 de Agosto. De formato profano-religioso semelhante ao que impera um pouco por toda a parte, a Festa do Açor continua a surpreender. Desde logo pela presença maciça dos residentes e alguns amigos na missa celebrada pelo reitor de Arganil, cónego Manuel Martins, cuja disponibilidade para vir se agradece, bem como a do Padre Carlos Cardoso para se fazer substituir. Depois, e muito especialmente, pelo elevado número de participantes que a vertente lúdica atrai e diverte, jogando horas a fio ou dançando pela madrugada dentro.
O que justificará tanta afluência, para além da reconhecida capacidade de mobilização da Comissão de Festas, e do acréscimo sazonal da população flutuante? É verdade que a Festa do Santo padroeiro se tornou praticamente única, depois que desapareceram, com o desaparecimento da actividade agrícola, as festas que dela ou da missa dominical constituíam prolongamento. Mas não surgiram, entretanto, muitas outras oportunidades de divertimento? Apesar da mudança e das rupturas com o passado, continuará a caber à Festa alguma função integradora e de preservação da identidade? Como virá essa função a ser exercida nas localidades onde a Festa se encontra em vias de extinção, por falta de quem a organize com a complexidade que adquiriu?18 agosto 2008
A União não pára
Todos os anos iniciamos as nossas festas com o campeonato de sueca, seguindo-se o atletismo e a natação.
O futebol anima a tarde de sábado e na segunda-feira terminamos com as provas de malha e tiro, já no Parque de Merendas das Seladas. A distribuição de troféus e diplomas de participação é sempre ansiosamente aguardada pelos atletas de todos os escalões e modalidades.
.
A Quermesse, sempre repleta de prémios tentadores não deu tréguas nem descanso, obrigando a uma constante renovação do seu stock. Animação e alegria encheram o recinto nas três noites, havendo inclusive a participação de alguns artistas surpresa, surgidos do grupo de jovens que este ano "encheu" o Colmeal, com mais luz do que o habitual.
.
As cerimónias religiosas foram bastante participadas e a procissão percorreu as principais ruas da aldeia.
Da parte da tarde assistiu-se a um espectacular concerto pela Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis.
.
O Parque de Merendas das Seladas, cada vez mais bonito e cuidado, foi pequeno para acolher todos os que connosco quiseram confraternizar. Os jovens, presentes em grande número, contagiaram-nos com a sua alegria e dão-nos a certeza de podermos contar com eles em futuras realizações.
.
Num momento muito especial e particularmente simpático, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal recebeu de Josefina de Almeida, uma filha do Açor, um quadro de sua autoria representando a Cortada e destinado ao nosso EspaçoArte.
Largo arrumado. Festões a secar... porque para o ano que vem vão ser precisos outra vez.
.
E como dizíamos no princípio, estamos já a preparar o almoço de aniversário dos 77 anos da nossa União.
Vai ser aqui neste local muito agradável. Almoço e lanche. Bar aberto e música para dançar.
No próximo dia 21 de Setembro sabemos que vai estar connosco.
Mais uma vez iremos oferecer o transporte.
A circular será enviada dentro de dias com tudo o que desejará saber.
07 agosto 2008
Piquenique
Colmeal
05 agosto 2008
Festa no Colmeal


Era dia de festa no Colmeal num domingo de Agosto naqueles idos anos de sessenta do século passado. O fervor religioso continua inquestionável. Apesar de São Sebastião ser o Santo Padroeiro da freguesia do Colmeal, o Senhor da Amargura parece ter um lugar muito especial na devoção de cada um dos Colmealenses.
O ano passado o Colmeal voltou a ter a sua festa. As cerimónias religiosas decorreram como habitualmente, se bem que o percurso da procissão tenha sido alterado e reduzido. Apenas se evitaram ruas mais íngremes e por isso mais difíceis para aqueles a quem os anos pesam cada vez mais.
O Colmeal vai receber novamente todos os seus filhos neste mês de Agosto. As casas vão-se encher, a alegria vai voltar. Pena que seja por tão pouco tempo.
A União, à semelhança de anos anteriores, volta a assegurar a realização das Festas de Verão. Jogos tradicionais, corridas, natação, tiro ao alvo, música, baile, quermesse, piquenique. E tudo isto porque contamos consigo... para nos ajudar a fazer a festa!
UPFC
Colmeal - História e curiosidades
04 agosto 2008
Faz hoje um ano…

Depois, fomos preparando algumas notas e escolhendo fotografias. Nunca abandonando o veículo da comunicação social regional colocámos aqui as nossas notícias, reciclámos outras e aproveitando as grandes oportunidades que a Internet nos proporciona mostrámos a nossa aldeia, a nossa freguesia e o nosso concelho ao mundo.
As nossas realizações por aqui passaram. Canoagem no Ceira, Cruzeiros no Douro e no Zêzere, Açores, almoços de aniversário, magustos, festas de Verão e de Natal. Caminhadas por caminhos antigos, agora abandonados, mas que levaram pelas aldeias que compõem a nossa freguesia centenas de entusiastas que ficaram maravilhados com as nossas gentes e as nossas belezas naturais.
Fotografias antigas que nos foram chegando e fizeram as delícias dos nossos visitantes.
Publicámos textos de grande qualidade vindos de vários autores que connosco e também consigo os quiseram partilhar.
Ao longo deste primeiro ano de existência recebemos comentários elogiosos pelo trabalho que viemos a desenvolver. São comentários que para nós são um desafio, nos responsabilizam e nos obrigam a fazer ainda mais e melhor. Vamos tentar corresponder ao que as pessoas esperam de nós.
Um OBRIGADO muito sincero a todos aqueles que nos visitaram e foram mais de 16 mil só na página principal. Um OBRIGADO grande para todos os que connosco colaboraram.
Francisco Silva
02 agosto 2008
Soito – xisto atrai pessoas
Contrariando aquela tendência, o renascimento do associativismo local em 1999, associado è persistência de algumas pessoas interessadas a mudar o rumo dos acontecimentos, conduziu a um processo de transformação sem precedentes, que fez renascer a esperança na aldeia e no seu futuro, pese embora o número reduzido de residentes permanentes.
Este processo, que ao nível colectivo, foi levado a cabo pelo esforço financeiro de todos os amigos do Soito, com algumas ajudas externas a que todas as associações congéneres tem acesso e com algum apoio local especialmente da Câmara Municipal de Góis e ADIBER, permitiu dotar a aldeia de um conjunto de equipamentos essenciais que a tornam mais atractiva, não só aos que ali residem, mas também a todos que a visitam, com maior ou menor frequência.
De entre os equipamentos colectivos construídos é de salientar;
A construção da Casa de Convívio e Espaço museológico, bem como a área adjacente que inclui um largo para festas, forno colectivo e churrasqueira;
A rede de protecção contra incêndios florestais com cobertura total da aldeia e que inclui saídas de água para bombeiros e mangueiras com agulhetas para autodefesa, sendo ainda de salientar a manutenção anual de um perímetro de segurança junto da aldeia;
A adaptação do tanque local a piscina natural;
A recuperação e embelezamento e manutenção de outros espaços (p.e. fonte velha, entradas da aldeia);
Recuperação da capela de São Pedro.
Ainda do ponto de vista colectivo, o Soito pensa concretizar no decorrer de 2008, duas importantes realizações: a recuperação da antiga “eira” à entrada da aldeia e a integração no património colectivo da aldeia, de um moinho movido a água existente no seu interior, que assim complementará o espaço museológico já existente. De salientar que este moinho, para além da sua importância em termos turísticos, poderá ser utilizado para fazer farinha, por quem pretender.
A par do já referido esforço colectivo, a reconstrução tradicional em xisto, passou a ser uma preocupação permanente para quem tem construído no Soito, o que se traduz num número assinalável de casas já reconstruídas com este material, ao ponto da aldeia ser já considerada uma espécie de aldeia de xisto, mas até agora sem quaisquer subsídios.
Face a este movimento e a uma atempada abertura ao mercado, ao nível imobiliário, que, de certa forma veio fazer face ao abandono da aldeia por parte de algumas das famílias dali originárias, o Soito tornou-se uma aldeia atractiva, quer para portugueses que ali não têm as sua raízes, quer para cidadãos de outros estados membros da União Europeia, sendo que esta procura se faz sentir ao nível de casas para reconstruir (também em xisto), de casas já reconstruídas e mesmo de casas para alugar.
Assim e apesar do número reduzido de habitantes permanentes, o Soito tem hoje uma população flutuante muito interessante e, face à impossibilidade de voltar a ter o número de habitantes que já revê no passado, esta poderá ser uma boa forma de garantir o futuro da aldeia e de muitas outras que na região existem em situação idêntica.
Neste contexto, entendemos que a possibilidade de novos investimentos públicos no sentido de valorizar as aldeias serranas do Concelho de Góis, evitando a sua desertificação total, deve ter como prioridade, não a política da subsídio-dependência para quem pouco ou nada fez e espera que os poderes públicos façam tudo, devendo, pelo contrário, constituir uma forma de reconhecer as boas práticas, o trabalho já realizado e a capacidade de realização, mobilizando os factores endógenos existentes em relação a um futuro melhor.
António Duarte





