09 dezembro 2011

Obras na Igreja do Colmeal




Como é do conhecimento público, durante a obra de remodelação da Igreja do Colmeal, e aquando do levantamento do soalho para a sua substituição, foram detectadas ossadas humanas, facto que implicou a intervenção de uma equipa especializada de arqueologia.

Desta forma, contratualizou-se a empresa, cuja acção foi dirigida pelo arqueólogo Rui Pinheiro e pela antropóloga física Zélia Rodrigues, contando com a colaboração de uma equipa de técnicos e operários de arqueologia.
Na primeira fase da intervenção que decorreu entre os dias 21 e 25 de Fevereiro, foi aberta, junto à parede Sul da nave da igreja, uma sondagem de avaliação com 10,5m², tendo-se constatado de imediato o potencial arqueológico do local. Dada a especificidade da obra a executar, que envolveu a remoção de terras do interior da igreja e, consequentemente, a destruição de esqueletos humanos, foi necessário prosseguir com os trabalhos arqueológicos em toda a extensão do edifício.
Posteriormente detectaram-se três níveis de enterramento, datados do século XVIII, embora esta datação seja preliminar. No primeiro nível de enterramento, os esqueletos foram depositados directamente na terra, no segundo as sepulturas têm orientação Oeste-Este sendo estas, covachos de forma ovalada escavados na terra, e, por fim, no terceiro nível as sepulturas foram abertas no substrato geológico. Detectou-se apenas um enterramento em caixão de madeira.
Constatou-se uma quantidade de ossadas humanas considerável, tendo sido exumados diversos ossários e esqueletos em conexão anatómica, existindo adultos (homens e mulheres) e crianças.
Associados a estes indivíduos foram encontrados diversos objectos tais como: terços, crucifixos, botões, moedas, entre outros.
Os trabalhos que decorreram, permitiram conhecer alguns aspectos da vida e da morte dos antigos habitantes do Colmeal, nomeadamente, e a partir do estudo das ossadas, a idade com que morriam, o tipo de alimentos que consumiam, as actividades que praticavam, as doenças de que padeceram e as suas práticas funerárias, entre outros aspectos.
O presente trabalho teve a duração de cerca de 6 meses e um custo que ronda os 50.000€.
Neste momento, a intervenção da empresa de arqueologia está concluída e brevemente irão prosseguir as obras no interior da igreja.
A Fábrica da Igreja tem recepcionado alguns donativos, que no entanto são insuficientes para fazer face às despesas, pelo que apelamos novamente à sua ajuda, já que se trata de uma obra que é da paróquia e para a paróquia.
Apresentamos a continuação da listagem dos donativos recebidos, até à data:

Nome  -  Localidade  -  Valor

  • Ilda de Almeida - Carvalhal - 50 €
  • Padre Anselmo Gaspar - Coimbra - 750 €
  • Tomás Gomes Sequeira - Colmeal - 50 €
  • Maria Manuela Costa - Colmeal - 500 €
  • Paulo Jorge Vicente - Suíça - 20 €
  • Joaquim Luís Pinto - Lisboa - 20 €
  • Anónimo - Ádela - 20 €
  • Anónimo - Ádela - 15 €
  • Fernando Garcia - Colmeal - 20 €
  • Aurora Domingos Henriques - Colmeal - 20 €
  • Maria Lucília Silva e Francisco Silva - Colmeal - 100 €
  • Pedro Freire e Idalina Freire - Colmeal - 200 €
  • Maria Eugénia Brás e Manuel Martins Santos - Colmeal - 100 €
  • Anónimo - Colmeal - 50 €
  • Anónima - Carvalhal - 10 €
  • José Nunes Almeida - Soito - 250 €
  • António Santos Almeida - Colmeal - 500 €
  • Padre Carlos – Oferta do Folar da Páscoa 2011 - Colmeal - 1421,50 €
  • Acácio de Almeida Paula - Ádela - 300 €
  • José Manuel Costa Ramos - Colmeal - 100 €
  • Maria Augusta Coutinho - Colmeal - 50 €
  • António Martins Soares - Açor - 50 €
  • Amílcar de Almeida - Açor - 100 €
  • Carlos Alberto Correia das Neves - Arganil - 100 €
  • Celestina da Fonte e Aníbal Nunes - Amadora - 100 €
  • Fernando Neves (2º Donativo) - Charneca da Caparica - 20 €
  • Natália Algarvio - Lisboa - 50 €
  • Américo de Jesus Brás - Aldeia Velha - 200 €
  • Anónima - Colmeal - 250 €
  • Paula Maria Almeida Domingos - Colmeal - 20 €
  • Manuela Barbara Baptista - Colmeal - 100 €
  • Anónimo - Colmeal - 50 €
  • Manuel Mendes Domingos - St. António Cavaleiros - 50 €
  • José Gaspar - Suíça - 200 €
  • Manuel Joaquim - Aldeia Velha - 150 €
  • Maria Helena Almeida Martins - França - 100 €
  • Agostinho Dias - Casal da Silva - 10 €
  • António Joaquim - Aldeia Velha - 20 €
  • Júlio Barata - Aldeia Velha - 100 €
  • Henrique Brás Mendes - Aldeia Velha - 30 €
  • Trindade Brás - Aldeia Velha - 100 €
  • Silvério Jesus Dias - Aldeia Velha - 40 €
  • Jaime da Silva - Aldeia Velha - 20 €
  • Maria Augusta e Arminda - Aldeia Velha - 200 €
  • Anónimo - Aldeia Velha - 100 €
  • Anónimo - Soito - 100 €
  • Anónimo - Colmeal - 50 €
  • Anónimo - Alvares - 400 €
  • António Costa - Lisboa - 20 €
  • Anónimo - Colmeal - 250 €

Total   -  7.526, 50 €

Total de donativos recebidos até à data  -  19.601,50 €
Agradecemos desde já, a todos, a sua colaboração.


Pela Fábrica da Igreja,

José Álvaro Domingos

08 dezembro 2011

Um Sonho na Madrugada


 
Um Sonho na Madrugada. Ensaio (Pensamento/Reflexão) é o título do último livro de Felisbela A. Fontes, de Ádela. Está de parabéns a autora, mas estão-no também todos os adelenses e colmealenses por mais esta obra de uma nossa amiga e conterrânea.

Tratando-se de um ensaio, nele a autora reflecte sobre as origens e o devir da Vida, e sobre os valores e sentimentos que determinam os modos de viver. Também sobre a sua própria caminhada existencial e de conhecimento: Quem é e que forma tem a força que me colocou aqui, quem fui, na verdade ontem, quem sou hoje, quem serei amanhã, qual o fim da minha meta? (P. 115) … Ser único, talvez à imagem do Criador? Tantas interrogações … Um silêncio que às vezes magoa (P. 120). Bem presente a Felisbela que um dia me dizia, a propósito da sua ida para Lisboa: “Eu sempre quis mais alguma coisa do que havia aqui”.

Num registo simultaneamente diacrónico e sincrónico, envoltos na madrugada dealbar e omnipresente de todas as coisas, encontramos no livro o passado, o presente e o futuro: o passado que é um encadeamento de múltiplos e variados valores e sentimentos que se interpenetram e contrapõem; o presente que é o ponto zénite da vida, a fronteira entre o passado e o futuro (P. 123); o futuro que está ainda para lá do tempo … (P. 120), e é o ontem, o hoje e o amanhã (P. 124).


Nesta busca incessante pelo códice da génese humana, como diz na introdução, a autora desvela-se e revela-se na construção metafórica e alegórica do edifício que paulatinamente cimenta com palavras e frases que, por vezes, soam a poesia. Um Sonho na Madrugada, tantos sonhos, tantas madrugadas …

Mas nada melhor do que o livro para se apresentar a si próprio e à autora. Leia-o. Poderá adquiri-lo nas livrarias ou em http://www.editorialminerva.com/, quando estiver disponível.

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 1 de Dezembro de 2011

Casa Grande



Fica no Colmeal. No “bairro” da Eira.

Foto de A. Domingos Santos

01 dezembro 2011

CATARINA MATOS na Casa da Comédia



Catarina Matos, oriunda da aldeia do Açor (Colmeal – Góis), filha de Lisete de Matos e Pedro Matos, é uma das intérpretes da peça que está em cena na Casa da Comédia e se destina a um público escolar, que no seu programa de aprendizagem deverá estudar Gil Vicente.
Os dois últimos espectáculos realizam-se nos dias 2 e 9 deste mês pelas 21h45m.

Desejamos os maiores êxitos pessoais e profissionais à Catarina Matos.

UPFC

Rio Ceira - Palco de uma linda história de amor!...


Na margem do rio Ceira
Estava uma lavadeira
Que olhando o rio pensava
Nas noites de felicidade
Quando em sua mocidade
Nessa margem namorava

Seu amor era dos Cepos
Vivia contando o tempo
Com amor puro e leal
O coração a bater
De alegria para ir ver
Sua amada ao Colmeal

Ela ansiosa aguardava
Sempre a ver quando chegava
O amor da sua vida
E lá partiam a medo
Até ao rio em segredo
Pedindo ao luar guarida

Durante abraços e beijos
Na loucura dos desejos
Juras de amor são trocadas
E as águas daquela margem
Reflectem sua imagem
Como num conto de fadas

Casaram foram felizes
Uniram suas raízes
Arganil foi a madrinha
Numa das festas de Verão
Em dia de procissão
A noiva era uma rainha

A história que eu vos contei
Já ma contou minha mãe
Quando eu tinha tenra idade
Eram meus queridos avós
Que já não estando entre nós
Lembro com tanta saudade

Lourdes Silva


Maria de Lourdes Neves Almeida Silva é oriunda do Colmeal e este poema, tal como nos disse, é uma homenagem aos seus avós e ao seu namoro.
O seu avô, que era dos Cepos foi casado com Maria da Assumpção (Colmeal, 26/Abril/1878 - Lisboa, Penha de França, 19/Fevereiro/1957).
Maria da Assumpção, filha de Manuel Francisco Neves e de Josefa Maria de Oliveira era a terceira de seis irmãos – Manuel (1874), José (1876), Joaquim Francisco Neves (1884), António (1881) e Maria Inocência Neves (1887). Entre parênteses estão as respectivas datas de nascimento.

A. Domingos Santos

Gala do Voluntariado - Gois 2011


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Município de Góis homenageia voluntariado com

GALA GESTOS SOLIDÁRIOS

No próximo dia 7 de dezembro, a partir das 21h30 no Pavilhão Gimnodesportivo o Município de Góis promove a Gala do Voluntariado “GESTOS SOLIDÁRIOS”, homenageando as instituições, coletividades e individualidades ligadas ao admirável mundo do voluntariado.

A iniciativa encerra as comemorações de 2011 enquanto Ano Europeu das Atividades Voluntárias que Promovam uma Cidadania Ativa, declarado a 27 de novembro de 2009, pelo Conselho de Ministros da U.E.. O Ano Europeu teve por objetivo geral incentivar e apoiar os esforços desenvolvidos pela Comunidade, pelos Estados-Membros e pelas autoridades locais e regionais tendo em vista criar condições na sociedade civil propícias ao voluntariado na U.E. e aumentar a visibilidade das atividades de voluntariado na U.E. e cuja operacionalização passou por: criar um ambiente propício ao voluntariado na U.E.; dar meios às organizações que promovem o voluntariado para melhorar a qualidade das suas atividades; reconhecer o trabalho voluntário; e, sensibilizar as pessoas para o valor e a importância do Voluntariado.

Neste âmbito o Município de Góis desenvolveu diversas iniciativas sociais, culturais e educativas através do estabelecimento de parcerias ao longo do ano. Saliente-se o facto de a ultima edição do “GóisOrosoArte” ter decorrido “Sob o signo da Solidariedade”, a qual foi inserida nestas mesmas comemorações.

Num momento difícil de crise financeira e económica que o País e o Mundo atravessam é importante demonstrarmos que estamos unidos enquanto povo no apoio aqueles que vivem em situações mais débeis e de fracos recursos. Desta forma, e tratando-se de uma iniciativa pública, o Município conta com a presença de todas as instituições, coletividades, associações ligadas ao mundo do voluntariado, exortando desta maneira a participação de toda a população nesta festa que pretende ser um hino a todos aqueles que trabalham em prol das suas terras sem qualquer outro objetivo que não seja promover um melhor desenvolvimento e criar melhores condições para que possamos sempre reafirmar: “É BOM VIVER EM GÓIS”.

Dia 7 de dezembro associe-se a esta Gala, que será sem dúvida alguma um momento de partilha de afetos, e que contará com a participação especial da Orquestra Clássica da Tuna Académica da Universidade de Coimbra.

Participe nesta iniciativa, contribuindo com um género alimentar não perecível (p.e. arroz, massas, etc.), que corresponderá à entrada nesta Gala. Esta recolha reverterá a favor do Programa Comunitário de Ajuda Alimentar a Carenciados (PCAAC).

Para mais informações poderá ser contactado o serviço de turismo e ação cultural, tef/fax 235 770 113
telm. 963 959 872
email: turismo@cm-gois.pt

Fátima Gonçalves

29 novembro 2011

NATAL no Colmeal





A União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai realizar no dia 11 de Dezembro, pelas 10 horas e 30 minutos, após a celebração da missa dominical e no Centro Paroquial Padre Anselmo, a habitual festa de Natal onde se procederá à distribuição de brinquedos pelos mais novos e se conviverá com a restante população residente.

O espírito de solidariedade que desde sempre caracterizou o Movimento Regionalista tem-nos permitido realizar desde há algumas décadas este fraterno convívio de Natal.
A generosidade dos nossos sócios e das entidades que sempre nos têm acarinhado tem sido fundamental para que possamos continuar a levar até aos mais novos e também aos mais idosos um pouco de amizade e de carinho, assim como alegria e palavras de conforto.

Será para todos nós muito gratificante poder contar com a sua presença.

Esperamos por si!

UPFC

Magusto

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Foi no Colmeal.
No passado dia 30 de Outubro mais uma vez se cumpriu a ancestral tradição do magusto. O Largo animou-se, o tempo colaborou e a caruma “tratou” de assar as castanhas.
Os torresmos estavam óptimos e os doces, como de costume, deliciaram os presentes.
Mas melhor do que as palavras… aqui ficam as fotografias.
















Fotos de Catarina Domingos e Francisco Silva

Antero Gonçalves de Almeida





No último almoço de aniversário da União Progressiva da Freguesia do Colmeal foi homenageado o sócio mais antigo da Colectividade.
Antero Gonçalves de Almeida participou nas reuniões preparatórias que levaram à criação da primeira associação regionalista da freguesia do Colmeal. Por motivos que se prendem com a sua bonita idade, quase 103 anos, não esteve presente no almoço. Manuel Martins dos Santos, Vice-presidente da Direcção e José Álvaro Domingos, Presidente da Delegação no Colmeal, deslocaram-se à residência do senhor Antero para a entrega da placa alusiva aos 80 anos da União.

Fotos de Catarina Domingos e Francisco Silva

19 novembro 2011

Câmara Municipal de Góis


Extracto da acta da Reunião Ordinária de 25 de Outubro de 2011

2.13 – Município de Góis / Protocolo de Cooperação com a Junta de Freguesia do Colmeal

Foi presente o Protocolo de Cooperação a celebrar entre o Município de Góis e a Junta de Freguesia do Colmeal, o qual constitui o Anexo II da presente Acta, no âmbito da realização de obras de beneficiação nos arruamentos da freguesia.

A senhora Presidente informou que a presente delegação de competências na Junta tem perfeito enquadramento legal, a qual implica naturalmente a transferência dos correspondentes meios financeiros.

A Câmara tomou conhecimento e deliberou por unanimidade subscrever o presente Protocolo de Cooperação com a Junta de Freguesia do Colmeal.

in “O Varzeense”, Nº 569 de 15 de Novembro de 2011

Exposição de pintura

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No edifício da Junta de Freguesia do Colmeal poderá ser apreciada até domingo, dia 20, a Exposição itinerante de fotografia e pintura – Paisagens de Góis – Um Património a Proteger.

in “O Varzeense”, Nº 569 de 15 de Novembro de 2011

18 novembro 2011

O Tempo na nossa vida…



O Tempo na nossa Vida … é um pouco assim:

quando se dá por isso já passou mais uma semana….
quando se dá por isso já é Verão….
quando se dá por isso já é Natal….
quando se dá por isso, já estamos no fim do ano….
quando se dá por isso, perdemos alguém especial na nossa vida…..

quando se dá por isso, já passaram 40 anos….

No final dos anos 60 no Colmeal, no bairro da Eira, eramos três crianças que partilhavam brincadeiras, aventuras e os bancos da escola. Concluímos juntos o exame da 4ª classe.
Ao Padre Anselmo devemos e muito, parte deste nosso sucesso escolar. Foi ele que assumiu as funções de professor e nos preparou para o veredicto final.
No passado mês de Outubro, revivemos todas estas emoções quando nos juntámos no Almoço da U.P.F.C. e a prova ficou gravada nesta foto.

As Boas Amizades são como as estrelas… nem sempre as vemos mas sabemos que estão lá.

NÓS também!

Leonor, Mário e Domingos

ORÇAMENTO PARTICIPATIVO 2012


A seguir se transcreve o ofício de 2011.11.14 recebido da Câmara Municipal de Góis e referente ao Orçamento Participativo do próximo ano.

O Executivo municipal orientado pelos princípios da inclusão, do pluralismo, da igualdade participativa, da autonomia e da justiça social, tem-se empenhado em conferir uma nova dinâmica à lógica do poder político autárquico, nomeadamente, no que diz respeito à estruturação e definição do seu Orçamento.

Iniciámos em 2009 um processo de consulta às colectividades, às instituições de domínio público e privado, ao tecido empresarial e à população em geral, no sentido de participarem activamente na construção de tão importante documento, orientador de toda a acção governativa.

Essa experiência contribuiu, por um lado, para melhor reconhecermos algumas das dificuldades, nomeadamente, a diversidade de interesses e espectativas, e por outro, auxiliou-nos na definição das prioridades para o nosso território.

Convictos de que com esta iniciativa ampliamos e fortalecemos os vínculos participativos, com base na premissa de que o desenvolvimento de Góis depende da acção e empenho de todos – é uma responsabilidade colectiva -, pretendemos uma vez mais promover este debate público e auscultação da população.

Neste sentido, e tendo em conta a tradição associativa concelhia, convidamos V. Exa, para participar numa reunião de trabalho sobre as Grandes Opções do Plano (GOP) para o ano económico de 2012, a qual se realiza no próximo dia 19 de Novembro, pelas 15h00, na Casa do Concelho de Góis.

Sem outro assunto de momento, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,

A Presidente da Câmara
Maria de Lurdes Oliveira Castanheira, Drª.

Clube de Contadores de Histórias (XXIX)



Pauzinhos de marfim

Conto do filósofo chinês Han Fei, oito séculos antes da nossa era.

Na China antiga, um jovem príncipe resolveu mandar fazer, de um pedaço de marfim muito valioso, um par de pauzinhos. Quando isto chegou ao conhecimento do rei seu pai, que era um homem muito sensato, este foi ter com ele e explicou-lhe:
— Não deves fazer isso, porque esse luxuoso par de pauzinhos pode levar-te à perdição!
O jovem príncipe ficou confuso. Não sabia se o pai falava a sério ou se estava a brincar. Mas o pai continuou:
— Quando tiveres os teus paus de marfim, verás que não ligam com a loiça de barro que usamos à mesa. Vais precisar de copos e tigelas de jade. Ora, as tigelas de jade e os paus de marfim não admitem iguarias grosseiras. Precisarás de cauda de elefante e fígado de leopardo. E quem tiver comido cauda de elefante e fígado de leopardo não vai contentar-se com vestes de cânhamo e uma casa simples e austera.
Irás precisar de fatos de seda e palácios sumptuosos. Ora, para teres tudo isto, vais arruinar as finanças do reino e os teus desejos nunca terão fim. Depressa cairás numa vida de luxo e de despesas sem limite. A desgraça irá atingir os nossos camponeses, e o reino afundar-se-á na ruína e desolação… Porque os teus paus de marfim fazem lembrar a estreita fissura no muro de uma fortaleza, que acaba por destruir toda a construção.
O jovem príncipe esqueceu o seu capricho e mais tarde veio a ser um monarca reputado pela sua grande sensatez.

O Clube de Contadores de Histórias
Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar

13 novembro 2011

Reforma da Administração Local


A Reforma da Administração Local assume-se como uma prioridade do actual Governo, baseada na proximidade com os cidadãos, fomentando a descentralização administrativa, valorizando a eficiência na gestão e na afectação de recursos públicos destinados ao desenvolvimento social, económico, cultural e ambiental das várias regiões do País e potenciando novas economias de escala.

Recebemos com pedido de publicação e divulgação junto dos nossos associados e de todos os Colmealenses (naturais/residentes na freguesia), um ofício da Junta de Freguesia do Colmeal informando da realização de uma reunião extraordinária da Assembleia de Freguesia com o objectivo de informar e discutir propostas do Documento Verde da Reforma da Administração Local.

A Assembleia de Freguesia terá lugar no próximo sábado, dia 19, pelas 15 horas, na sala de reuniões do edifício-sede da Junta de Freguesia do Colmeal.

Pela grande importância que se reveste o assunto a tratar, será do interesse de todos os Colmealenses a participação na referida reunião, onde poderão usar da palavra no espaço dedicado ao público.

O documento poderá ser consultado na íntegra em:


A participação de todos os Colmealenses é muito importante para que possamos contribuir para a manutenção da nossa Freguesia do Colmeal.


07 novembro 2011

Animação e emoção nos 80 anos da União - 3ª parte





A tarde esteve bastante animada. Antes e depois do lanche muitos foram os que quiseram dar largas à sua alegria e fizeram o “gosto ao pé”.
O conjunto de serviço não deu tréguas e os presentes corresponderam e mostraram como é saudável bailar e brincar independentemente da idade de cada um.


 




A expectativa criada à volta do sorteio das rifas era grande, atendendo a que seis presuntos, um bacalhau e um relógio, eram prémios aliciantes. Quando começaram a ser extraídos os números o silêncio tomou por alguns momentos conta da sala.
Alguns rostos espelharam a satisfação do prémio conseguido, mas curiosamente, não se viu ninguém com ar desolado por a sorte lhe ter passado ao lado.






O final de festa adivinhava-se. O bolo com o logótipo da União Progressiva da Freguesia do Colmeal ali estava aguardando apenas que António Santos dirigisse umas últimas e emotivas palavras a todos os presentes e chamasse a equipa dirigente que com ele foram responsáveis por tão grande manifestação de fervor regionalista.

Fotos de Francisco Silva

Duas gerações





No recente almoço de aniversário da União duas gerações do regionalismo confirmaram que este movimento está vivo e terá os seus continuadores. José Dias Santos e Nuno Miguel Santos, presidentes da Casa do Concelho de Góis e da Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais, com percursos naturalmente diferentes marcados pela idade que os separa, são a prova provada de que o regionalismo está actuante e a integrar camadas mais jovens.

Sobral, Saião e Salgado, Ádela, Soito, Açor, Aldeia Velha e Casais, que também integram um número considerável de jovens, delegaram em Nuno Santos as felicitações à aniversariante.

Fotos de Francisco Silva

Clube de Contadores de Histórias (XXVIII)



A LADEIRA

Era uma vez dois homens. Um era alto, outro baixo. Um era gordo, outro magro. Um moreno, o outro ruivo. Um tinha a voz muito grossa e outro uma borbulha na ponta do nariz. Um chamava-se Manuel Francisco e o outro Francisco Manuel. E muito mais coisas poderia dizer de cada um deles. Mas, o fundamental, é que eram muito diferentes um do outro. Só numa coisa se assemelhavam: ambos eram tremendamente teimosos.
Na terra onde viviam havia uma ladeira íngreme, inclinada, cheia de pedras e calhaus. Uma ladeira daquelas que a gente só sobe ou desce quando não pode deixar de ser.
Um dia, um dos homens ia a subir a ladeira quando o outro vinha a descê-la. Como é natural, encontraram-se a meio. Bem... A meio, a meio, exactamente a meio, não tenho a certeza se foi. Talvez tenha sido um bocadinho mais para cima ou um bocadinho mais para baixo. Para a nossa história esse pormenor não tem grande importância e, por isso, vamos fazer de conta que foi a meio.
Mais ou menos a meio da ladeira, os dois homens encontraram-se, pararam à frente um do outro e desataram a discutir. Um ia a subir e, por isso, achava que a ladeira era uma subida. O outro vinha a descer e, pelo contrário, garantia que se tratava de uma descida.
Sem chegar a acordo, sentaram-se ali mesmo no chão para tirar a questão a limpo. Quem os conhecesse, sabendo que eram homens de palavra fácil, capazes de inventar sólidas razões e grandes argumentos, logo via que aquela discussão ia demorar. E demorou.
Passaram-se sete dias e sete noites e a discussão não parava. Veio a Lua e foi-se o Sol, veio o Sol e foi-se a Lua e os dois homens a discutir. Nem o frio, nem o calor, nem a chuva, os distraiu. Continuavam na mesma. Para um, aquela ladeira era uma subida porque subia de baixo para cima. Para o outro, era uma descida porque descia de cima para baixo.
A discussão continuou e continuou.
À sétima noite começou a soprar um vento muito forte. Um vento tão forte e violento que arrancava terras, árvores e pedras e as atirava de um sítio para outro. Um vento daqueles capazes de trabalhar lentamente, séculos e séculos a fio, para mudar a face da Terra e transformar montes em covas fundas e buracos de meter medo nas mais altas montanhas.
O tempo passou. O vento mexeu com tudo. Mudou a paisagem. Transformou o mundo. Só os dois homens continuavam sentados no meio da ladeira sem darem por nada do que acontecia à sua volta. Estavam tão preocupados, cada um, em ganhar a discussão que não sentiram nem a chuva na pele, nem o frio nos ossos, nem o sol na moleirinha.
Passaram-se sete mil noites e sete mil dias, os homens a discutir e o vento a trabalhar.
A ladeira, a pouco e pouco, ia ficando diferente. A parte mais alta cada vez menos alta, e a parte mais baixa a crescer sem parar à custa de entulho, areia, calhaus e pedrinhas que a tornavam cada vez menos baixa.
Um belo dia, a parte de baixo e a parte de cima da ladeira ficaram iguais, da mesma altura e, portanto, a ladeira desapareceu. A terra ficou direitinha, lisa, uma planície que se estendia até perder de vista.
O vento, sem mais nada que fazer ali, foi trabalhar para outro lado. Os dois homens que, como eu já disse, eram muito teimosos, continuavam a discutir se a ladeira era uma subida que se descia ou uma descida que se subia.
A certa altura, olharam em volta, para um lado e para outro, até onde a vista podia alcançar. Aperceberam-se então que a ladeira tinha desaparecido. Olharam um para o outro, levantaram-se, cumprimentaram-se e, cheios de orgulho, afastaram-se cada um em sua direcção, ambos seguros de que tinham ganho a discussão.

José Fanha
A noite em que a noite não chegou
Porto, Campo das Letras, 2001

O Clube de Contadores de Histórias
Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar