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28 dezembro 2021

AQUILO QUE SOMOS

 

                                   Em repousantes goles,

                                   Bebemos a vida na terra.

                                   No meio de boa gente,

                                   Apertando mão fraterna.

 

                                   Sentimos o calor do Sol,

                                   O frio das madrugadas,

                                   Chuva caindo mansinho,

                                   O encanto das nevadas.

 

                                   E pla estrada da vida,

                                   Vamos sempre andando.

                                   Olhamos a terra, o céu…

                                   Até vamos tropeçando!

 

                                   Assim passando Primaveras,

                                   Igualmente os Outonos.

                                   Caminhos abertos ou ermos

                                   Faz de nós aquilo que somos.

 

            Josefina Almeida, Marcas da Vida, Edições Colibri, Fev2019

           


30 dezembro 2020

ROSTOS E SENTIMENTOS

 

Embora não sendo entendida em coisa nenhuma,

Obedecendo apenas ao ensinamento do decorrer dos anos,

Com cadências e desenganos,

Sem consentimento, vou dar a minha opinião,

Podem até julgar que é atrevimento.

Vou falar de alguns rostos que encontro no meu caminho,

E dizer que em cada um vejo amargura, sombra e azedume,

Igualmente medo e tristeza.

Principalmente as pessoas que, como eu, são de idade avançada.

Mais sentimos o peso da solidão,

Muitos de nós andamos em confusão,

Acho mesmo à beirinha da depressão.

Certamente que é devido às restrições relacionadas com a covid.

E não só!...

Seja como for, a verdade é que vivemos em desconforto colectivo,

Amargamente sentido.

Os nossos rostos tinham expressões bem mais bonitas.

Quando estávamos em equilíbrio, demonstrávamos alguma felicidade,

Mesmo sendo na quarta idade.

Deixávamos transparecer a nossa alma, onde se podia ver um lago azul,

De água límpida que brilhava com o Sol.

Faz-nos muita falta ver correr para nós braços abertos, 

A dar um forte e caloroso abraço,

Animando-nos sem cansaço.

E segredando-nos ao ouvido palavras de conforto e amizade,

Demonstrando-nos que estão connosco, disponíveis para ajudar

E compreender sem julgar.

Mostrando-nos, mesmo, a essência de um bom caracter

Disposto a alumiar o nosso caminho, quando há nuvens no céu

Ou noites de breu.

Ajudando, tanto quanto possível, a encontrar maneira

De ainda gostarmos de nós próprios, esquecendo as decadências,

Vivendo bem com as falências.

Seria tão bom se, em vez de sombras, pudéssemos sentir e ver

Este nosso mundo vestido de cores alegres e brilhantes,

Como estrelas no céu composto também com aroma campestre,

Em vez de perfume agreste.

Acredito ainda que todos vamos sorrir, para nos sentirmos mais leves

E, quase sem dar conta, seremos mais felizes.

Para alegria de quantos se cruzarem no nosso caminho.

A vida em sociedade seria bem mais grata, transmitindo simpatia

E sabendo ouvir os outros, porque, afinal, todos temos algo a dizer

Sobre o sentimento e dor que estamos a viver.

Para um mundo mais alegre e mais fácil de entender 

Vamos todos fazer força, para banir os intratáveis donos da verdade,

Os arrogantes, os preconceituosos, assim como os prepotentes.

Vamos ter esperança de encontrar, aqui ou noutro lugar,

A paz que nos encha o coração, sem nunca mais nos faltar.

Ainda vivo a sonhar,

Que um dia vou encontrar,

Quem sempre me vá dar,

Doces favos de mel,

E abraços a granel.


Josefina Almeida

Outubro de 2020


in O Varzeense nº 777 – 30Novembro2020


04 fevereiro 2019

MARCAS DA VIDA – Josefina Almeida


Bairro dos Anjos. Lisboa. Sábado passado.
Foi bom percorrê-lo, recordá-lo, redescobri-lo. Tão característico e agora tão diferente.
As mesmas ruas. Não as mesmas pessoas, não as mesmas lojas.
Outros sons, outros cheiros, a ausência “dos populares pregões matinais que já não voltam mais”, como cantaria Amália.
O velho eléctrico, hoje mais turístico que o “operário” de outros tempos.
Prédios que garbosamente mantêm as suas lindas fachadas. Com as suas varandas de ferro trabalhado, uma preciosidade para quem pára e as contempla.
Um antigo estabelecimento que parou no tempo, ao virar de uma esquina, com as suas antiguidades, nossas recordações.
Nós, que também já vamos fazendo parte de uma montra de velharias. A nossa.


E porque andámos pelos Anjos?
Porque ia ser feito o lançamento de um livro. De poesia. De uma amiga nossa. De uma amiga de todo nós. De uma associada da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Espaço simpático. De pessoas simpáticas, não fossem elas do concelho de Góis.
Foi no sábado à tarde, dia 2 de Fevereiro, dia de Nossa Senhora das Candeias, como foi recordado, na Livraria & Papelaria Fonsecas, no nº 64 B da Rua Maria Andrade.

MARCAS DA VIDA, de Josefina Almeida, natural de Açor – Colmeal, Góis.


Rodeada de amigos e de familiares.
Uma hierarquia de gerações - filhos, netos e bisnetos. Mais uma irmã também dada às letras, uma sobrinha dada às artes e um cunhado, que admite ter a felicidade de voltar a ver campeão o seu clube do coração.
E também os amigos da União, a associação regionalista mais antiga da freguesia.
Josefina de Almeida estava feliz, denotando é certo, algum nervosismo.
Os seus quadros embelezavam a envolvente da apresentação. Edições Colibri com o lema “Fazemos livros com paixão e profissionalismo!” abriram a sessão. Lisete de Matos, sua irmã, fez a apresentação. Comoção à flor da pele. Catarina, a sobrinha e Américo Jaime, o filho, leram poemas do livro apresentado.
Poemas onde se percebe o entusiasmo da autora e também o seu desânimo, a alegria e a tristeza, as recordações, a força. E também as fraquezas que viraram em força.













Josefina de Almeida é uma mulher de armas. Que não desarma. Luta e ultrapassa barreiras e contrariedades, doenças e tudo o mais que se possa imaginar.
Resistente, resiliente, corajosa, combativa, determinada, vai-nos brindando com as suas frequentes intermediações nos campos da pintura e da poesia.
Um exemplo a seguir.

MARCAS DA VIDA.
170 poemas e mais de três dezenas de fotos de quadros seus.
Num livro, em que nos recorda que “Na vida é proibido parar, há sempre algo que precisamos aprender e conhecer, para melhor compreender.”

Terminamos este apontamento reproduzindo as palavras de Lisete de Matos, insertas na contracapa: “Com a publicação da tua obra, reencontro-te, finalmente, respeitosa e agradecida, na coragem com que agarras o poder da escrita e da pintura, que alguns continuam a considerar privilégio de poucos, para falar da tua experiência e realidade social, para as registar e delas guardar memória, tornando-as património imaterial e colectivo.”
E um poema de Josefina Almeida,

CORRI
Hoje havia vento,
Mesmo assim saí
O vento me fustigou,
Mas eu saí.
Empurrada pelo vento
Com força corri,
De tanto correr
Quase tropecei.
Na pressa de chegar
Os passos alarguei,
Meu Deus, quase voei,
Mas, não cheguei!
                                              
A. Domingos Santos
Texto e fotos

14 dezembro 2016

BELEZAS E RIQUEZAS DA SERRA. POETAS


Recentemente, encontrei um livrinho que tinha perdido, de tão estimado que o guardava com outras preciosidades. Trata-se de “Canção Popular”, da autoria de Manuel Alves Caetano Júnior (Figueira da Foz, 1954).

Manuel Alves Caetano Júnior nasceu no Sobral, Colmeal, em 1883, sendo filho de Manuel Alves Caetano e de Maria dos Prazeres, tia do meu avô paterno José Martins, que também era do Sobral. Daí a dedicatória: “Pela consideração que tenho por meu primo José Martins, ofereço-lhe este livro em 9 de Junho de 1954. a) Manuel Alves Caetano Júnior”. Era tio-avô de Fernando Pinto Caetano, em cujas “Gentes e Famílias da Freguesia do Colmeal” colhi a informação genealógica, e avô de Lucinda Jordão, que me facultou a fotografia. Obrigada.

Reli o livro enternecida, pelo encanto de que se reveste, mas também devido ao contacto que me permitia com familiares que gostaria de ter conhecido. Dessa obra, que vale a pena ler, enquanto expressão poética do autor e testemunho de um tempo, transcrevo duas produções relacionadas com a serra e a terra.


AMOR À TERRA NATAL
Embora que pelo mundo
Eu ande longe de ti,
Tenho cá bem no fundo
Ó terra onde nasci!

Eu amo as serranias,
Delas sou, tenho amor
A’s paisagens bravias,
Aos matagais em flor.

Gosto sim da minha terra,
De seus vales e oiteiros,
‘Té dos ‘scarpados da serra
Onde as águias têm poleiros.

Assim como as aves têm
Muito amor aos seus locais,
Como elas sou também
E não só, também os mais.

SAUDADE
Na aba da serra umbrosa
Que daqui velo além,
Fui criança venturosa
Lá junto da minha mãe.

Já lá vão que largos anos,
Que perdi aqueles amores,
Meus pais que eram serranos
E ambos eram pastores.

Ó fado, como é triste
Já lá não ter doce abrigo!
Nem sequer já lá existe
Meu rafeiro tão amigo!

À face desta idade
Como outra foi ditosa,
Infância e mocidade
Na aba de serra umbrosa!


A tendência poética e a arte de versejar são transversais a muitas sociedades, entre as quais a portuguesa, e a poesia precede a prosa praticamente em todas as literaturas. Apesar desta regularidade, continuo a reagir comovida e espantada perante o talento e a sensibilidade dos que agarram a escrita e escolhem a poesia, mais ou menos popular ou erudita, para exercer a palavra e intervir, proporcionando aos outros emoção e fruição estética e intelectual.

Na realidade, se a poesia e os poemas são a arte de deleitar pelo uso metafórico e conotativo da linguagem e das ideias, se configuram manifestação de beleza e sugestão estética, então, eu vejo e admiro os poetas como autênticos feiticeiros de ingredientes que transformam na poção mágica e regeneradora que a poesia pode ser. Pois não combinam incorporando, no caldeirão fundo da sensibilidade e da inteligência, estados de alma e sentimentos com a reflexão sobre temas, usando a imaginação e a multiplicidade dos recursos linguísticos? Dom fascinante, notável capacidade de trabalho!

Cingindo-me ao Colmeal, falo de Manuel Alves Caetano Júnior, que também pintava, mas igualmente de Felisbela de Almeida Fontes, José Fernandes de Almeida e Josefina Almeida. São poetas diferentes, do ponto de vista dos estilos e géneros dominantes, mas têm em comum alguns temas, sendo mais e menos intimistas ou hétero e sociocentrados. Com produções de juventude ou pontuais ocorrem-me, ainda, os nomes de José Martins Nunes, oriundo de Ádela e Armando Jacinto de Almeida, natural do Açor, que há tempos me enviou uns versos deliciosos sobre a intrépida aventura da nossa ida à escola, nos remotos anos cinquenta do século passado.


Felisbela de Almeida Fontes é natural de Ádela, Colmeal. Sempre gostou de escrever e começou a fazê-lo bem jovem para “O Colmeal”, o jornalinho a desempenhar o papel de estímulo à escrita, enquanto servia de laço de união entre os colmealenses que iam e ficavam! “Quando não tínhamos notícias e o padre Fernando insistia, fazíamos uns versos”.
Felisbela de Almeida Fontes, a que o blogue http//upfc-colmeal-gois.blogspot. pt e outros meios de comunicação já se referiram, publicou as seguintes obras:
- “Beira Serra meu Portugal escondido”. Ed. da autora, 2012;

- “Um Sonho na Madrugada”, Editorial Minerva, 2011;

Integra as seguintes coletâneas:

- “Poiesis - Antologia de Poesia e Prosa Poética Portuguesa e Contemporânea”, Vol. XX, Lisboa, Editorial Minerva, 2011;

- “Poética. Antologia da poesia e prosa poética portuguesa contemporânea”, vol. I, Lisboa, Editorial Minerva, 2012;

- “Poética. Antologia da poesia e prosa poética portuguesa contemporânea”, vol. III, Lisboa, Editorial Minerva, 2013.


OBRIGADA
Há coisas belas no mundo,
Que nos tocam cá no fundo,
Que dão lugar a uma história,
Que se escrevem ou se pintam,
Ou se retêm na memória.
De muitas, duas na ideia:
De Ulisses a Odisseia,
Que o grande Homero contou;
De ti as mil maravilhas,
Que a minha alma encontrou.
Mil folhas de louro, hera,
Cravos e rosas vermelhas,
Boninas, lilás silvestre;
Recebe isto, pois de mim,
Pelo amor que me deste.

PASTOR
I
Pastor destas serranias,
Que ao teu gado dás sustento,
Nos montes nascem-te os dias,
E sempre ao rigor do tempo.

II
Cantando por esses montes,
Olhando cada colina;
Beber em todas as fontes,
Água pura, cristalina.

(…)
V
Agora os montes são mudos,
Ao gado não dão comida,
Trocaste-los por estudos,
Serras lindas, tão sem vida.

VI
Chocalhos dantes, que agora,
Num canto adormecido,
Com saudades de outrora,
Seu timbre solta um gemido.

VII
Adeus aldeia, adeus gado,
Vou procurar melhor pão,
No presente está o passado,
Nas marcas que não se vão.


José Fernandes de Almeida foi nascer a Lisboa, mas passou a infância em Ádela, Colmeal, de onde se afirma pertença: “Sepultai-me longe da cidade que me viu nascer / Sepultai-me na aldeia que me viu crescer” (“Quando eu morrer”, in “Metamorfose …”). Começou a escrever quando frequentava a escola, e sempre gostou de o fazer. O primeiro poema - “É tempo” - escreveu-o aos dezoito anos. Tanto pode não escrever, como fazê-lo sem parar. “A pessoa vê um assunto e interessa-se. Inspiram-me especialmente os temas históricos e religiosos”.

O autor publicou:

- “Metamorfose. Desespero, Poesia, Esperança!”, Lisboa, ed. do autor, 1983;

- “Cadernos Poéticos de um Pedregulho”, Lisboa, ed. do autor, 2003.

Atualmente publica em “O Varzeense” (Vila Nova do Ceira, Góis) e, anteriormente, publicou em “O Jornal de Arganil e na revista Arganília (Arganil).


ROUBARAM A BOLA QUE OUTRORA HAVIA
O mundo era imenso no espaço a girar
Todo o sonho livre o podia espreitar
planícies, montanhas, mar que emergia
todo o sonho livre pressentia harmonia;
o mundo era bola em jardim a saltar
que toda a criança podia agarrar,
quando ela pulava cada um corria
bola de todos que a nenhum pertencia!

Mas alguém se lembrou de a bola riscar
E logo outros loucos foram imitar,
Uma porção de traços na bola surgia
Infinito de mãos sobre ela caía
Dividindo a bola que era de jogar,
Hoje o mundo é fronteiras, longe a vogar
E no jardim das crianças morreu a alegria
Pois roubaram a bola que outrora havia!...

A MINHA MÃE
A minha mãe é terra, arado e vento
É semente, é leira e é levada.
É milho, é pomar e é salada
É vide, eira, forno e fermento;

E minha mãe é berço, é crescimento
É caminho, cansaço e pousada,
É praia, utopia, gaivota e fada
É caravela, lágrima e lamento;

A minha mãe é poema enaltecido
É escola e conselho permanente,
É um sempre abraço espargido;

A minha mãe é mar, sabiamente
É verde de Esperança florido,
É um anjo a crescer, eternamente!...


Josefina Almeida é natural de Açor, Colmeal. Começou a escrever para exorcizar sem magoar, as mágoas e dores que a entristeciam. “Para escrever tenho de estar magoada”. Escolhidos o papel como confidente e a poesia como desiderato, primeiro escrevia e deitava fora, depois começou a guardar.

A autora tem poemas publicados no Boletim Cultural do Círculo Nacional d’Arte e Poesia e nas seguintes coletâneas:

- “Antologia de Poesia Portuguesa Contemporânea”, quatro edições, Edições Orpheu, Lisboa, 1988, 1989, 1990, 1991;

- “Antologia de Poesia Erótica Contemporânea, Edições Orpheu, Lisboa, 1989;

- ”XII Antologia do Círculo Nacional d’Arte e Poesia”, Lisboa, 2012;

- “Poética. Antologia da poesia e prosa poética portuguesa contemporânea”, vol. III. Lisboa, Editorial Minerva, 2013.

Nesta qualidade, integra o “Dicionário de Autores da Beira Serra”, de João Alves das Neves, Lisboa, Dina Livro, 2008, p. 31.

Josefina Almeida também pinta a óleo, acrílico e bordado matiz. Expõe desde 2004 e integra as “Imagens de Góis” em http://concelhodegois.weebly.com, da autoria de João Nogueira Ramos. Referem-se-lhe vários artigos publicados em http//upfc-colmeal-gois-blogspot.pt e em órgãos de comunicação locais.


MÃE NATUREZA
Aqui quase me sinto ainda pequena.
Em tristezas não mais quero cismar,
Apenas sentir o cheiro de açucena
E minha alma soltinha a divagar.

Entre raios de Sol que o rosto ilumina
Transbordando de alegria e crença,
A vida é bela, e como nos fascina,
De vivê-la sentimos vontade imensa.

Por aqui há flores que enchem espaços
E, de rocha em rocha, águas cantantes,
Homens e mulheres com força nos braços
E rostos sorrindo, de ternura cativantes.

Aqui no meio do mato e nestas serras,
Penso que todos sentimos esta beleza,
Para mim é viver alegres Primaveras,
Nesta paz infinita, mãe natureza.

SENHOR
Dá-me tempo Senhor
Para reparar no tempo,
No sol, na lua
E até no vento.
Na chuva que cai,
Com pezinhos de lã
Sempre tão fria,
Logo pela manhã.
Olhar a neve
Em farrapinhos,
Gelada também
Forma montinhos.
Ver as nascentes
Que abraçadas
Formam ribeiras
Que limpam mágoas.
Para ver as serras
Dá-me tempo Senhor,
Para ver paz na terra
Alegria e amor.

Quatro poetas, quatro exemplos de audácia e diferença, de conquista do poder da escrita escrevendo. Quatro exemplos de “boa vontade cultural”, materializada na tenacidade com que perseguem os bens simbólicos que distinguem, na distinção e indistinção (social) ainda vigente. Uma honra e, ao mesmo tempo, uma pena, considerando o quase nulo apoio de que estes criadores têm sido objeto, refletido na prevalência das edições de autor e cofinanciadas. Até quando? A todos a minha homenagem e gratidão.

Bom seria que os muitos outros poetas e poetisas, seguramente existentes, dessem a conhecer o seu talento, desse modo nos valorizando e enriquecendo o património imaterial colmealense.

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, dezembro de 2016.