28 fevereiro 2008

Caminhada pelos trilhos antigos

O ano passado foi assim...

Como nos anos anteriores, a União está de novo a preparar uma caminhada pelos trilhos antigos.
Nos contactos pré-estabelecidos nota-se grande entusiasmo. Já há "exploradores" a tentar desvendar os mistérios desses caminhos, antigamente tão calcorreados e agora tomados de assalto pelas silvas e a evidenciarem os efeitos das intempéries.
Esteja atento ao nosso blogue porque iremos dando notícias.

UPFC

27 fevereiro 2008

COLMEAL - Mostra e venda de artesanato e produtos locais

No Colmeal, face à sua localização, no fim-de-semana da Páscoa vai poder adquirir artesanato ou produtos regionais numa mostra que se pretende ser a primeira de várias. António Duarte, presidente da Comissão de Melhoramentos do Soito, expressou recentemente no blogue da União Progressiva “uma ideia que considera ser útil numa perspectiva de luta contra a desertificação em que todos estamos empenhados – a realização de feiras/mostras tendo em vista o escoamento de alguns produtos locais. A actividade económica na freguesia está muito reduzida e em grande parte motivada pela idade já avançada da maioria da população residente. No entanto, alguns ainda vão teimando em produzir mel e queijo, fazer tapeçaria ou tecidos em lã, construir pequenas casas de xisto ou ainda amanhar courelas de onde retiram os seus produtos agrícolas tratados com muito amor. Alguns dos poucos jovens que ainda vivem nas nossas aldeias vêm produzindo igualmente peças de um artesanato diferente, mais moderno, fruto da globalização e também ele com grande procura. Nas povoações do Soito e do Sobral já foram dados os primeiros passos com mostras como a que agora se pretende efectuar no Colmeal. Também aquando de algumas realizações da União Progressiva, como a canoagem, as caminhadas e há pouco tempo o magusto nas Seladas, se verificou apreciável interesse por produtos como o mel, o queijo de cabra e a aguardente de medronho com mel. Aliado ao interesse em mostrar o concelho de Góis, a freguesia do Colmeal e as suas paisagens, a sua gastronomia e as suas gentes, a União Progressiva tem privilegiado a divulgação dos produtos locais junto dos associados e de todos os que nos visitam, pelo que de imediato expressou a sua concordância a esta ideia e tudo fará para que ela seja coroada de êxito. É fundamental e imprescindível que as restantes Comissões da freguesia e a própria Junta se associem a esta manifestação que visa dinamizar e encorajar os nossos artesãos. O interesse é de todos e este evento pode/deve ser encarado como um motor que visa dotar de alguma esperança os residentes na freguesia. É imperioso sensibilizar os nossos conterrâneos e associados para a sua presença neste fim-de-semana mais alargado e para que adquiram produtos cuja proveniência é de todos conhecida. E levar uma peça de artesanato, um frasco de mel ou uns queijos para oferecer aos amigos é uma maneira simples e simpática de divulgar os nossos produtos. Temos que ser nós, devemos ser todos nós e pelos meios que estão ao nosso alcance, a divulgar, a dar a conhecer o que de bom temos nas nossas terras, nas aldeias que nos viram nascer. Venha estar connosco nesta mostra. Ajude-nos a divulgar os nossos produtos e a nossa freguesia. Os nossos artesãos esperam por si!
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UPFC

26 fevereiro 2008

Com o tempo...


Ainda os anos sessenta do século passado não tinham chegado e ali estava ele, em pose, como se de um corredor de automóveis se tratasse, junto a uma velha estrela que terá sido dos primeiros carros a chegar até ao Colmeal.
O local é o do estacionamento habitual. Largo da Fonte como se chamava nesse tempo.
E olhando para a fotografia, das duas uma. Ou o carro é muito grande ou o "corredor" ainda é muito pequeno.
Mas os anos vão passando. O carro já deixou de ser grande. E o jovem deixou de ser pequeno.
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Ultrapassada a fasquia dos cinquenta mantém uma jovialidade invejável. Filho de um "Homem da União", o saudoso Manuel da Fonte, Artur Domingos da Fonte está sempre disponível para ajudar naquilo que for preciso.
Eleito pela primeira vez em 12 de Abril de 1980 como Vogal na Direcção liderada por Fernando Marques Neves.
Mantém-se até 1983 e regressa em Fevereiro de 1988 integrando uma Comissão Administrativa para gerir os destinos da Colectividade que, por essa altura, atravessava um período menos bom. Poucos meses depois, em Junho, verificada a normalidade de funcionamento, é eleito 2.º Secretário na Direcção comandada por Henrique Brás Mendes.
Em Junho de 1990 ascende a Vice-Presidente e em Maio de 1992 passa a presidir ao Conselho Fiscal. Em Março de 1994 regressa à Direcção como Tesoureiro.
Em Janeiro de 2006 e a solicitação do actual Presidente da Direcção aceita regressar ocupando ainda hoje o lugar de Tesoureiro. No período em que esteve afastado nunca deixou de colaborar nas realizações da União tomando a seu cargo a organização dos eventos desportivos.

UPFC

Ciclovia no Colmeal



A estrada Rolão-Colmeal, num esforço meritório da Câmara Municipal de Góis, tem vindo a ser alvo de frequentes beneficiações. Destacamos o pavimento colocado há poucos anos, a limpeza efectuada ao longo do seu traçado e os rails de protecção nas zonas de maior perigosidade.
Mas destacamos também e pela negativa a exagerada profundidade das valetas, nomeadamente em sítios onde a estrada obriga a maior cuidado. Um resvalamento deixará a viatura em muito mau estado se não forem outras e mais graves as consequências. Verifica-se que de cada vez que é colocada uma camada de betuminoso na estrada, esta fica mais estreita e as valetas mais fundas. Mas numa intervenção seguinte volta a acontecer o mesmo. Como cada vez vai ficando mais estreita, isso permite-nos admitir que tudo se prepara para que a freguesia do Colmeal venha a ter a primeira ciclovia do concelho de Góis. Será mesmo?!...

UPFC

24 fevereiro 2008

Praia fluvial do pontão



O rio corre devagar acompanhando as voltas do seu traçado de séculos. Pouca água. A época estival cada vez mais longa. As chuvas vão rareando. Por vezes, quando aparecem como que zangadas ou um pouco desnorteadas, provocam alguns estragos.
O pontão. Tantas vezes atravessado. De cá para lá, de lá para cá. Que o digam os que vinham para a escola e que retornavam a casa para voltar no dia seguinte. Que o recordem todos aqueles que por ali passavam, com frio, com chuva, com vento, com neve ou apenas geada.
Lá vai o tempo em que as pessoas cuidavam dos seus bocaditos que agora estão "de relva" e se vêem na foto à direita. Apenas umas couvitas nos asseguram que ainda há quem vá passando por ali.
E a água vai correndo de mansinho, sem sobressaltos, no seu cantar melodioso. Local aprazível que certamente merecerá a atenção dos responsáveis locais e concelhios. Se queremos atrair pessoas às nossas aldeias teremos que lhes proporcionar locais, em que com pequenos investimentos, estes se tornem apelativos. A nossa região é riquíssima em recantos que cativam facilmente quem nos visita.
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Antigamente, quando não havia electricidade e a máquina de lavar era uma miragem, a roupa era lavada no rio. Água corrente, límpida, transparente, cristalina. Onde havia pequenos peixes que vinham dar turras nas pernas. Roupa batida nas pedras e corada ao Sol. Estendida pelas pedras e pela vegetação, como que expostas numa montra.
Numa fotografia de 1952, aqui recordamos Maria Alice Domingos e a mãe Maria José Henriques. No meio, Urbana Henriques. Felizes e contentes em ambiente saudável.

UPFC

21 fevereiro 2008

Colmeal – duas linhas

Com este título lemos recentemente na imprensa regional – Jornal de Arganil, um artigo de opinião rubricado por Francisco Silva. Tendo por base duas entrevistas dadas pelo senhor Presidente da Câmara de Góis, vem Francisco Silva manifestar a sua preocupação, que consideramos legítima, pois não encontra nelas referências a quaisquer projectos que possam estar a ser trabalhados para esta freguesia. Com educação e bom senso, como pede o senhor Presidente e como parece ser a postura deste cidadão, apenas vem trazer ao leitor/assinante o modo como leu e interpretou as duas entrevistas a que alude e naturalmente dizer do seu desencantamento. “Intervenientes e críticos”, solicita o senhor Presidente. A crítica construtiva é sempre (deveria ser) bem recebida e a introdução de algum humor não poderá ou não deverá ser mal entendido. Muitas vezes há demasiados críticos (alguns deles estão “profissionalizados”) e muito poucos intervenientes. Nenhuma comissão de melhoramentos ignorará o apelo feito, honrando o papel que desempenharam no passado, e que agora está a ser recordado na passagem dos oitenta anos do regionalismo. As comissões de melhoramentos estão sempre interessadas no desenvolvimento das suas aldeias, em colaborar, e em ajudar, mas dão-se conta de que por vezes não as querem ouvir ou que se tornam incómodas. Comentários e interrogações sobre determinadas aplicações e projectos de utilidade menos evidente ouvem-se às vezes e nos locais menos indicados. Mas quem se digna participar e ir a reuniões públicas na Câmara ou na Junta? Aquilo que para muitos, bem informados ou não, deveria ter andamento, não anda. Informação e presença de responsáveis nas nossas aldeias é fundamental, é imprescindível. O desânimo nas pessoas de idade ouve-se naquelas palavras nossas conhecidas “… já não vale a pena…”. Aqueles que ao longo das décadas saíram das suas terras à procura de melhores proventos já não estarão em condições de voltar para investir. Quando regressam procuram desfrutar do sossego das suas aldeias e esperar, sem qualquer política de aproveitamento e entretenimento de tempos livres, que um dia a linha de partida se confunda com a de chegada. Sabemos que o senhor Presidente da Câmara Municipal de Góis tem um carinho muito especial pelos idosos. Uma área de trabalho que poderá ser melhor explorada com o envolvimento da Câmara, Junta de Freguesia e comissões de melhoramentos. Nos grandes centros e em determinadas freguesias, nota-se uma actividade constante com os idosos e envolvendo uma grande participação. Não se tratará de reinventar a roda, mas fazer algo de parecido. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal tem vindo de há tempos a esta parte a direccionar a sua actividade para as áreas social e cultural, de lazer e entretenimento e vem apostando na divulgação do concelho com resultados que poderemos considerar francamente positivos. Com todas as mudanças que se vão vivendo na sociedade e também no regionalismo, será esta uma pequena parte da nossa contribuição para que o concelho de Góis se mantenha vivo. E por favor, não minimizem o trabalho das comissões de melhoramentos. A. Domingos Santos 17Fev2008

ESTÓRIAS DO COLMEAL (VI)

E... FORAM FELIZES PARA SEMPRE!!! Brian acordou. Encontrava-se deitado, debaixo de uma Oliveira. Que Oliveira tão linda! Oliveiras assim, só no Colmeal se encontram, com folhagem miudinha, de uma cor verde única. Uma folhagem bem fechada, como a preservar a Paz que simboliza. Sentiu o cheiro da terra, ainda molhada com o orvalho da madrugada – um orvalho cheio de mistério! Tão brilhante, formado por gotas que pareciam pérolas. Pérolas que pareciam ter saído dalgum colar, do pescoço de uma bela Dama... Levantou-se, olhou à sua volta e pensou “que sorte, viver num sítio tão belo”; “que sorte a dele, poder apreciar a Natureza à sua volta, assim em paz” (sem ninguém a perturbá-lo). Ouviu um ligeiro “sussurrar”: era o vento, um vento a acariciar-lhe o rosto - um vento que parecia murmurar, baixinho, palavras de amor... Deslizou o olhar até ao rio... ainda se via o nevoeiro... ”Poderia haver espectáculo mais lindo do que aquele?” - O Nevoeiro, beijando suavemente as águas do rio, como um manto de algodão doce, ou... como um “monte de farófias” (ele era guloso!). Aquele nevoeiro já não iria subir (já não iria “levantar-se”). O céu estava azul, de um azul compacto, impenetrável. Aproximava-se um belo dia de calor! - O Nevoeiro deixar-se-ia envolver no seio das águas cristalinas do rio Ceira. O Sol, ainda escondido atrás dos montes, estendia já os seus raios - iluminando toda a paisagem - e afagou Brian, como num abraço ameno. Todo o seu Brilho, todo o seu Esplendor... viriam mais tarde – “O Sol do Meio-Dia”! - Que Sensação de Alegria! Quão maravilhoso! O espectáculo do NASCER DO DIA! ________________________________________ Brian, depois de respirar bem fundo e de encher o seu peito com aquele ar tão puro, tão leve, sentiu-se cheio de força, de ânimo, de vontade e decidiu dar início ao seu dia. Seria mais um dia com uma ida ao Colmeal, como habitualmente, onde estariam os seus amigos no “Largo da Fonte”, para... Claro... para mais um dia de diversões e conversações atrevidas! Luxos só para solteirões! Começou a descer o monte, em alegre correria. Chegou à Ponte, desceu até à beira-rio (como era seu costume), ajoelhou-se para lavar a cara com aquela água fresquinha e viu a sua imagem reflectida nas águas transparentes: - “Que estranho, a sua cara estava diferente... parecia arranhado. Também estava desgrenhado, com os cabelos em pé”. Só então reparou nas suas roupas: estavam um pouco rasgadas. E os seus braços tinham também alguns arranhões - Ele não era homem de brigas - Certamente, teria tropeçado na noite anterior, ao subir a Serra, depois de ter deixado os seus amigos, lá no Colmeal. Lembrava-se bem, de se ter deitado debaixo da oliveira... e de ter adormecido imediatamente. “E aquele medo das Bruxas que os seus amigos tinham sentido??!!” Sorriu-se, de certo modo constrangido. “Eles tinham ficado mesmo assustados”. Sorriu novamente. Porém... sentiu um Arrepio: lembrou-se de ter sonhado... a) Olhou outra vez para as águas do rio (que eram o seu espelho). Agora que se tinha lembrado do sonho, não conseguia esquecê-lo. Teria sido mesmo um sonho, apenas? Começou a ter uma sensação de Solidão, uma sensação de Vazio, bem no interior do seu peito: - “Ele estava Só”, “Ele vivia Só”, “Vivia apenas para os Bailaricos. Jantaradas. Festas e mais Festas”. Sentiu Novo Arrepio. “E o calor de uma Família? E a alegria de filhos, em redor de uma fogueira? E o AMOR de uma mulher...?” Subitamente, viu à sua frente aquela moça do Colmeal. Aquela moça de profundos olhos castanhos – olhos que faziam sonhar... sonhar com AMOR... sonhar com carinho, com partilha. Partilha da Beleza. Partilha da Natureza. Enfim... Partilha da Vida na Alegria e na Tristeza. - “Não! Ele estava a “deixar-se apanhar pelas Bruxas”. Não! Tudo não passara de um sonho! A moça, nem estava ali! Ele já estava a imaginar coisas!” - Retomou o seu caminho em direcção ao Colmeal. Ah! Lá estavam os seus amigos! Lá voltariam as conversas! Mas... desta vez, os seus amigos olharam-no de forma estranha: - “Porque não tinha aparecido antes? O que lhe tinha acontecido?” Perguntaram-lhe os amigos, com os olhos muito abertos, como se estivessem a olhar para um Brian diferente. Novo Arrepio – “Afinal, (explicaram-lhe os amigos, para grande espanto seu), ele estivera desaparecido durante vários dias, desde aquele episódio...” Eles nem queriam falar em pormenores. Mas Brian lembrava-se bem – ele tinha proferido as palavras misteriosas, para prender as... (nem ele próprio já queria pensar nisso...) E... naquele preciso momento, por ali passou... a moça dos olhos castanhos (ele estava a “vê-la”: esvoaçando sobre o algodão doce... sobre as nuvens... sobre o Rio...). Brian estremeceu, ele não queria acreditar. “E a sua liberdade? Teria sido mesmo um Sonho, somente… naquela noite... debaixo da Oliveira?” Sentiu uma força avassaladora que o impelia na direcção da moça. Correu para ela, como se “comandado” por alguma Força Superior. Não conseguiu resistir. Obedeceu. Frente a Frente, trocaram algumas palavras, e... olhares... olhares, que muito mais diziam do que milhões de palavras. Poucos meses passados, realizava-se um Casamento no Colmeal!!!! E... FORAM FELIZES PARA SEMPRE!!! _____________________________ Claro, se assim não tivesse acontecido, não estaríamos aqui e agora: - uns a “escrever estórias” - outros a ler, divertidos - outros a pensar: “Tenho de visitar o Colmeal... Sentir o cheiro da terra... Tocar nas águas do Rio Ceira... Sentir o vento na cara... Ouvir o seu silêncio, no alto da Serra... Entrar na Aldeia e perscrutar os Olhares das Gentes” Abraços de Ana, Badana, Rabeca, Susana _____________________________________________
Notas finais: That will shake the unmarried bachelors’ hearts. …It’s meet that the date of its passing I write, …She takes the pen while my head was troubled …The moment that she was writing the date, …From my dream I awoke and my eyes I cleared a) _______________________ b) A chrithfeadh a gcroí ins na críonnaigh aonta ...Bliain an achta so is maith é a scríobh dúinn …Glacann sí peann ‘is mo cheannsa suaite …An aga a bhí sí ag scríobh an data, …Scaras lem néal agus réidheas mo shúile a) “THE MIDNIGHT COURT” b) “CÚIRT an MHEÁN-OÍCHE”

Mostra e venda de artesanato e produtos locais no Colmeal

Apesar de a União Progressiva da Freguesia do Colmeal haver manifestado a sua concordância logo após ter recebido e publicado a proposta no blogue, vimos reconfirmar a nossa predisposição para apoiar e ajudar a dinamizar a iniciativa. Esta ideia que já foi ventilada em ocasiões anteriores, tem quanto a nós e como se costuma dizer, pés para andar. Entre todos os nossos colegas da Direcção e da Delegação existe uma sintonia que nos permite avançar. Avançar para a dinamização, sensibilização e encorajamento dos artesãos locais para o interesse que esta mostra possa vir a ter para eles, não desanimando se os resultados iniciais não forem promissores. Não poderemos esquecer que se trata de uma inovação, de uma primeira vez. Avançar igualmente para a divulgação junto da massa associativa que poderá transmitir um sinal muito positivo para o desenvolvimento do trabalho dos artesãos na nossa freguesia ao adquirir os seus produtos. Esta divulgação e dinamização deverá ser feita por todos nós, por todos os meios ao nosso alcance e onde o blogue poderá/deverá ter um papel muito importante. O fim de semana da Páscoa parece-nos bem para uma primeira experiência já que se admite a presença de um número considerável de conterrâneos nas nossas aldeias. A ajuda que a Junta de Freguesia do Colmeal puder dar será crucial para o êxito desta acção. Sabemos que está ao lado dos nossos artesãos e que tudo fará para lhes proporcionar todo o apoio que for necessário. A nossa Delegação irá estabelecer contactos junto de artesãos no sentido de assegurar as suas presenças. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal está disponível para ajudar no desenvolvimento desta iniciativa.
UPFC

20 fevereiro 2008

O nosso blogue

Como é do conhecimento de todos os nossos associados e amigos, temos vindo a privilegiar a informação e o contacto com os Colmealenses. Não só através da habitual e insubstituível comunicação social regional – imprensa e rádio, mas também e de há tempos a esta parte, através das novas tecnologias da informação com a criação deste blogue. Face ao trabalho que temos vindo a desenvolver e de que nos orgulhamos, a nossa política de proximidade tem funcionado e com excelentes resultados. Quando surgiu a ideia e depois a decisão de lançar este espaço pretendia-se que ele “fosse de informação e de debate e onde todos pudessem participar livremente expondo as suas ideias e tecendo as suas críticas.” Assim foi durante bastante tempo até que recentemente, comentários menos próprios e de muito mau gosto, começaram a surgir sob a capa do anonimato. Ninguém pede e muito menos obriga a que se identifiquem. A deselegância nas referências aos naturais das nossas aldeias, a falta de respeito para com a comunidade e apreciações de carácter racista e xenófobo entre outras, que consideramos de extremo mau gosto e infelizes, levam-nos a admitir a introdução, não de medidas censórias mas de protecção, que visem continuar a proporcionar a quem nos visita, um espaço limpo e liberto de comentários excrementícios. O que vem sendo esparramado contra o regionalismo e os regionalistas não nos afecta porque a obra desenvolvida ao longo dos anos fala por si. Neste ano de 2008 comemoram-se oitenta anos do regionalismo no concelho de Góis. Basta percorrer as aldeias do concelho e as dos concelhos limítrofes para se apreciar o trabalho desenvolvido. Denegrir esse trabalho é uma tarefa que alguns (não muitos, felizmente) desenvolvem. Pretendemos que o nosso blogue continue a informar com seriedade e que o debate e a troca de ideias seja civilizado e educado. Pela nossa parte, tudo faremos. Contamos consigo! Porque este blogue é para si! António D. Santos

19 fevereiro 2008

Parque infantil



No concelho de Góis existem dois parques infantis plantados ou perdidos nas serras.
Este fica na freguesia do Colmeal. Ao Ventoso.
Onde a estrada esteve parada quando ainda era pequeno e brincava.
Onde foram descarregados os paralelepípedos que depois, em carros de bois, chegaram ao Colmeal para o calcetamento das ruas e do largo. Mas depois a estrada continuou e foi até à sede de freguesia. E depois seguiu para outras localidades.
Do parque temos uma linda vista para o Colmeal, para o Soito e para outras aldeias que se encaixam nas encostas distantes.
Mas porquê aqui? Recordo-me de ter lido algures que teve a ver com os incêndios, verbas comunitárias, etc. Será mesmo?

Foto de António Santos

17 fevereiro 2008

A União vai aos AÇORES



No final do ano passado colocámos neste blogue uma sondagem auscultando a opinião dos nossos visitantes quanto ao destino preferido para uma viagem.
Havia três hipóteses: Açores, Cabo Verde ou Madeira/Porto Santo.
A primeira foi a mais votada. Respeitando essa vontade, aqui estamos a dar-lhe conta de que vamos aos Açores.

Entre os dias 18 e 25 de Maio iremos visitar as ilhas de São Miguel, Terceira, Pico e Faial.

Com todas as refeições (bebidas incluídas), entradas em museus e outros monumentos, excursões várias nas diferentes ilhas, o programa garante-nos uma semana que não mais esqueceremos.

Atendendo ao número limitado de lugares que nos foram concedidos, solicitamos que, se estiver interessado, nos contacte de imediato para saber mais pormenores e fazer a sua reserva.

Através do nosso e-mail upfcolmeal@netcabo.pt poderá saber tudo o que precisa ou, se preferir, através dos habituais números de telefone.

Venha connosco... porque vai valer a pena!

UPFC

14 fevereiro 2008

Mostra e venda de produtos regionais e artesanato no Colmeal

Permitam-me que expresse aqui uma ideia que considero ser útil numa perspectiva de luta contra a desertificação em que todos estamos empenhados. Infelizmente na nossa freguesia já não há muita actividade económica, com exclusão da construção civil e do apoio aos idosos, mas ainda temos algumas pessoas que teimam em desenvolver outras actividades e que muitas das vezes têm dificuldade em escoarem os seus produtos. Refiro-me à produção de queijo, de mel, de artesanato de vários tipos (tapeçaria, lãs, casas em xisto e outro) e de alguns produtos agrícolas. No Soito e no âmbito de alguns convívios já promovemos pequenas iniciativas de venda destes produtos, o mesmo acontecendo no Sobral, mas estas são aldeias pequenas, que não têm a centralidade do Colmeal, que como sede da freguesia é o ponto de convergência de todas as aldeias. Face ao exposto penso que, caso a Direcção da União tenha disponibilidade para o efeito, seria uma boa ideia começarmos a promover com alguma regularidade uma espécie de feiras/mostras de venda destes produtos, sobretudo em datas em que um maior número de pessoas aflui às nossas aldeias. Às associações regionalistas (ou associações de aldeia, uma vez que o termos regionalista parece ter alguns anti-corpos), caberia promover o acontecimento junto dos nossos associados para ali se deslocarem e contactar os potenciais expositores/vendedores. E penso que este BLOG, para além de outros meios de comunicação tradicionais, seria um local adequado. Em meu entender a próxima Páscoa seria uma boa data para começar – por exemplo na Sexta–Feira Santa ou no Sábado, uma vez que Domingo temos a visita Pascal. Esta iniciativa só faz sentido se a UPFC aderir e então contactaríamos as outras colectividades para o efeito. Aguardo uma resposta vossa. Mais uma vez os meus parabéns ao Francisco Silva, ao António Santos e a toda a Direcção da União pela qualidade deste BLOG que começa a ser, sem dúvida, um verdadeiro órgão de comunicação local / regional. Cumprimentos e obrigado pela atenção. António Duarte

12 fevereiro 2008

Novo Blogue


Após aturado trabalho de pesquisa, compilação e organização aí está um novo blogue com notícias que foram notícia nos anos 60/70.
Será mais um veículo de divulgação das freguesias do Colmeal e dos Cepos, recordando-nos o que se passava há quarenta, cinquenta anos atrás.
O extinto Boletim Paroquial “O Colmeal” que teve o seu primeiro número em Fevereiro de 1960, vai estar de novo connosco, em nossas casas.
Naquele tempo os naturais e oriundos daquelas duas freguesias, que viviam espalhados pelos quatro cantos do mundo, ficaram agradavelmente surpreendidos quando o primeiro número lhes chegou às mãos.
Agora, num trabalho a todos os títulos louvável do nosso associado Henrique Miguel Mendes, poderá reler e recordar essas notícias, esses apontamentos de reportagem e outras notas, através de um simples clique e também nas páginas do jornal bimensal “O Varzeense”.
Procurando através da Internet em http://o_colmeal.blogs.sapo.pt/ encontrará já disponíveis notas sobre os primeiros quatro números e referências à vida de vinte e dois anos deste boletim paroquial.
Consulte este blogue e participe. Faça os seus comentários. Ajude a divulgar a nossa freguesia, as nossas terras, a nossa região.
Contamos consigo!
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UPFC

08 fevereiro 2008

COLMEAL – duas linhas


“O Cadafaz e o Colmeal preocupam-me muito, porque não vejo maneira de promover algo de inovador para estas aldeias” – entrevista de José Girão Vitorino, Presidente da Câmara Municipal de Góis, ao “Jornal de Arganil” – edição de 7 de Fevereiro de 2008.

Numa outra entrevista publicada em 30 de Janeiro p.p. em “O Varzeense”, apenas uma breve referência aos valores das eólicas que revertem para a Junta de Freguesia do Colmeal. Apenas isso. Mais nada.

Continuamos preocupados com este alheamento. As pessoas que vivem na freguesia do Colmeal, as poucas pessoas que ainda vivem na freguesia do Colmeal, aqueles que vão ficando porque os anos já não lhes permitem grandes aspirações a procurar novos rumos, novas vidas, essas pessoas carregadas de anos e de canseiras, o que hão-de esperar dos seus autarcas nesta recta que se aproxima do seu final?
NADA!!! Apenas o esquecimento.

Continuamos a ver nestas entrevistas que o Colmeal não entra nos planos da Câmara. Que o Colmeal não existe. Perguntamo-nos o que se fez? O que se pensa fazer? Porque não se fez? Porque não se faz?
Nada se planeia para a freguesia? O que a Junta de Freguesia do Colmeal propõe não tem sequência? Por ser a freguesia mais distante vamos esquecê-la?
Será que não haverá mesmo nada de inovador para esta freguesia? Sendo a Câmara a grande empregadora do concelho (“à volta de 140”), não terá entre os seus quadros ninguém com ideias e que possa ajudar a resolver a preocupação do senhor Presidente?
Por vezes encomendam-se “novas ideias” ou “ideias inovadoras” ao exterior, a quem sabe ou a empresas especializadas. Conviria naturalmente conhecer o Colmeal e o resto da freguesia. Ouvir a Junta de Freguesia, a Assembleia de Freguesia ou até mesmo as pessoas simples, porque às vezes até têm ideias… e quem sabe se a colónia de Lisboa…

“Vou pedir às pessoas para colaborarem, serem intervenientes e críticos…, … pelo que peço ao povo do concelho de Góis compreensão, tolerância e bom senso.”
“Deixo também um apelo às Comissões de Melhoramentos que em tempos tiveram um papel muito importante no desenvolvimento das suas terras para que hoje tenham esse grande papel de ajuda, porque se todos nos unirmos poderemos fazer de Góis um “grande” concelho.” (in “O Varzeense”)

“As comissões de melhoramentos limitam-se a fazer os seus almoços e o dinamismo já não é o mesmo como antigamente. Têm as suas casas de convívio, fazem a sua festa anual, mas depois a actividade acaba…” (in “Jornal de Arganil”).

Parece-nos haver aqui alguma distracção e uma apreciação menos cuidada. Não se deve generalizar.
Pelo que nos tem sido possível acompanhar ao longo destes últimos anos da actividade da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, estas palavras do senhor Presidente da Câmara são desajustadas e reveladoras de algum desconhecimento do que se passa no seu concelho, ou quanto muito, na freguesia do Colmeal, que ainda pertence ao concelho de Góis.
A colectividade tem privilegiado a informação na imprensa regional, mas também sabemos que nem todos têm acesso ou lêem jornais.
A União Progressiva ainda recentemente levou ao Colmeal, pela primeira vez, setenta e cinco pessoas num convívio que reuniu mais de duzentas e cinquenta.
Tem realizado a canoagem no Ceira com sucesso e com bastantes forasteiros que ficam encantados com as pessoas, com o acolhimento e com as paisagens.
Tem percorrido, nas suas caminhadas, os trilhos antigos da freguesia movimentando largas camadas de participantes, muitos dos quais vêm pela primeira vez à freguesia e ao concelho.
Tem ajudado a divulgar os saberes e sabores da Beira Serra.
Instalou uma biblioteca no Centro Paroquial permitindo assim às pessoas da freguesia do Colmeal o acesso à leitura.
Tem garantido anualmente os festejos de Verão e a prática e manutenção de jogos tradicionais tão do agrado dos filhos da região.
Continua a realizar anualmente a Festa de Natal para os mais pequenos e para os mais idosos.
Faz também o seu almoço de aniversário, como as outras Comissões de Melhoramentos. Movimenta centenas de associados e amigos do Colmeal em várias realizações, plenas de êxito, como os cruzeiros no Zêzere e no Douro.
Tem investido em termos culturais em visitas a museus e monumentos nacionais.
Quer fazer mais e manifesta as suas preocupações tendo em vista as carências mais prementes no Colmeal. E que respostas obtém?

Vamos ficar a aguardar pela próxima entrevista. Ficámos preocupados com a preocupação do senhor Presidente.

Lisboa, 8 de Fevereiro de 2007
Francisco Silva

07 fevereiro 2008

Cruzeiros da União




Não se poderá dizer que a travessia de um rio, feita num pequeno bote, seja propriamente um cruzeiro. Claro que não.
Aqui, a reconquista de Almourol parece estar eminente. Nas "tropas invasoras" reconhecem-se Fernando Neves e Manuela Neves, António Santos, Maria Lucília e Manuela Costa.
Amílcar de Almeida parece comandar a segunda leva.
Esta pacífica "invasão" do Castelo de Almourol aconteceu em 1977 quando a União fez uma excursão que andou por aquelas paragens.



Com o andar dos tempos e dos anos, os barcos ficaram maiores. Em 2006, a União fez dois cruzeiros no rio Zêzere, com mais de duas centenas de "navegadores" envolvidos.

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Em 2007 e com barcos um pouco maiores, por duas vezes a União subiu o rio Douro até "avistar terras de Espanha".





E como será fazer um cruzeiro neste navio? Se calhar é grande demais...


UPFC

04 fevereiro 2008

COLMEAL - água em Agosto

"COLMEAL
tem água em abundância


Felizmente o Colmeal tem o problema da água resolvido. Graças ao esforço do pessoal camarário e de alguns populares do Colmeal, foi possível fazer chegar a água da margem esquerda do rio até ao depósito das Seladas, na véspera do Festival. Parabéns à Câmara Municipal por mais esta obra.
Até este momento ainda não se conseguiu esvaziar o depósito e a água, pela primeira vez, chegou com abundância às casas mais elevadas do Soladinho.
Há porém um problema que urge resolver. Junto às nascentes existem duas plantações de eucaliptos. Há que providenciar para eliminar os mesmos, pois, caso contrário, num futuro talvez não distante, o problema reapareceria e a solução seria bem mais difícil."
in Jornal "O Colmeal" n.º 187 - Agosto de 1982



Em Agosto de 1982 era assim...

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Estudos realizados há poucos meses revelam que os portugueses já encaram a poupança de água como um hábito diário. Uma das razões apontadas para esta reviravolta é o esforço desenvolvido em termos informativos, nomeadamente através de campanhas de sensibilização que vão alertando a população para a importância deste recurso natural tão escasso.

Todos nos recordamos dos problemas que se têm vivido na sede de freguesia, nomeadamente no mês de Agosto, com a falta de água.Várias soluções foram surgindo ao longo dos anos, com tomada de água no Ribeiro, na Fontinha, na Panasqueira, no outro lado do rio, no próprio rio, etc.

O Senhor Presidente da Câmara Municipal de Góis, José Girão Vitorino, em entrevista a "O Varzeense" - 30 de Janeiro de 2008, diz a determinado passo "A água da rede não é para regar, é para ser poupada, pois é um bem essencial à vida."

Será que houve informação para sensibilizar a população? Estamos disponíveis para ajudar nessa acção.



Porque no ano passado foi assim...

UPFC

01 fevereiro 2008

As Novas Maravilhas do Mundo no Colmeal


Muito se falou das futuras Novas Maravilhas do Mundo no passado ano e nós, em Portugal, muito encantados ficámos, porque o desvendar do mistério iria ser feito no nosso país, no dia sete, do mês sete, desse mesmo ano sete do recente século XXI.
Das sete anteriores, eleitas no ano 200 antes de Cristo na Grécia e que nós aprendíamos nos bancos da escola, apenas restam as Pirâmides de Gizé, no Egipto.
A Estátua de Zeus ou o Colosso de Rhodes na Grécia, o Templo de Artemis ou o Mausoléu de Halicarnassos na Turquia, os Jardins Suspensos da Babilónia no Iraque ou o Farol de Alexandria no Egipto, ficaram reduzidas à memória pelas guerras, pelo tempo e pelos cataclismos ao longo de vinte e dois séculos.
Candidatas a “novas maravilhas” vieram de todo o mundo.
Do castelo, verdadeiro conto de fadas, às ruínas que ainda hoje são um enigma de uma civilização destruída; da cidade, metade rosa vermelho tão velha quanto o Tempo, ao monumento enigmático de formas femininas e que é uma homenagem ao amor; do colossal monumento que se converteu no símbolo mais marcante de todo o Mundo Novo à cidade misteriosa no meio de África e quase perdida no deserto.
Daquela enorme praça onde a lenda e a história se confundem até ao segredo maia escondido numa cidade milenar de um inestimável valor histórico e artístico; dos silenciosos testemunhos de uma misteriosa civilização marítima perdida, ao rochedo mágico e os seus templos, com dois milénios e meio de história; da muralha construída sobre milhas e milhas de montanhas até à torre que nos leva mais perto do Céu.
Escolher entre vinte e uma candidatas não foi fácil. Até aí, centenas de muitas outras foram sendo observadas, seleccionadas e excluídas. Escolher entre uma cidade, que é um templo e que foi redescoberta do seu manto de vegetação que a preservou, e uma fortaleza vermelha, resultado de uma história de amor, de guerras e de aventuras, não foi fácil.
Fazer uma opção entre o símbolo que melhor representa a sociedade contemporânea e um emblema de um império que outrora acolheu milhares de espectáculos sangrentos; o que dizer de uma basílica, qual jangada de pedra, que navegou em tempos tempestuosos, resistindo a quinze séculos de revoltas, conquistas, tremores de terra e mudanças de civilizações ou escolher o único santuário do mundo que tem o horizonte como paredes e o céu como tecto?
Símbolos de pedra que marcam a passagem entre o mundo dos vivos e o mundo dos mortos, as pirâmides, são a única maravilha que o tempo, o deserto, a ganância e a ignorância não destruíram. Competem nesta escolha a nível mundial com o mistério que perdura naquele arranjo circular de grandes pedras ali colocadas antes do início da Idade do Bronze e em outro continente, com um complexo de 15 edifícios destinados ao culto e construídos entre os séculos XV e XVII.
Foram precisos 2200 anos para que o Mundo assistisse à maior votação da Humanidade para manter vivos grandes marcos da História da Terra.
Depois disto tudo e passados que são pouco mais de seis meses após a decisão tomada em Portugal, em 07.07.07, sabe quais são as Novas Sete Maravilhas do Mundo?
As suas dúvidas poderão ser esclarecidas, muito proximamente, na Biblioteca da União, no Colmeal.
Um conjunto de 21 livros, em tamanho reduzido e de fácil leitura, poderão ajudar a clarificar alguns aspectos que não tenha conseguido reter aquando da escolha das “Sete Maravilhas”, em Julho passado.
Poderá também aceder a pequenos aspectos e curiosidades que por vezes desconhecemos, como por exemplo, o país onde foi criado o primeiro selo mundial ou o porquê da cidade de Petra ter sido esculpida e não construída.
E muito mais. Sabemos que a sua curiosidade desvendará todos estes segredos.

UPFC

30 janeiro 2008

Com o tempo...


Pelo meio dos anos sessenta alguém tirou a fotografia a este jovem sorridente.
Sentado num banco onde os mais velhos costumavam descansar das fadigas do dia a dia, à porta de um dos estabelecimentos da aldeia.
Quando as bilhas do gás ainda eram "Gazcidla" e não havia publicidade com polacas airosas, esguias e bonitas de garrafa ao ombro...
No tempo em que o galo não permitia que as "suas" quatro galinhas posassem para a fotografia... os galos eram assim...
Mas, com o tempo... o jovem foi crescendo.
Mais de quarenta anos se passaram desde o dia em que aquela fotografia foi tirada.
Vejam como ele mudou.
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O José Álvaro de Almeida Domingos, com pouco mais de vinte e um anos de idade, integrou pela primeira vez as listas de corpos gerentes da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Em 30 de Março de 1984 foi eleito para Tesoureiro da Delegação. Trabalhou com o saudoso Francisco Luiz, um marco e uma referência na vida da Colectividade.
Em 1990 assume a presidência da Delegação, que ainda mantém. No período de 2005/2006 esteve como Vice-Presidente da Direcção.
O trabalho que tem vindo a desenvolver ao longo dos anos impõe a sua continuação na União, para bem da terra, dos colmealenses e do regionalismo em geral.
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UPFC

Cadernos para as escolas do concelho


Foi em Novembro de 2006. Dia 3, numa tarde com alguns pingos de chuva.
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal tomara a decisão de oferecer cadernos escolares à Câmara Municipal de Góis, para serem distribuídos pelas diferentes escolas do concelho.
Com alegria e algumas caixas cheias com centenas de cadernos, dirigentes da União lá foram subindo as escadas.

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A boa disposição era evidente em todos eles. "Bela" Domingos, Manuel dos Santos, Jaime Fernandes, Fernando Garcia, António Santos e Joaquim Pinto irradiavam felicidade por poderem, com um gesto tão simples, dar a possibilidade de alunos mais carenciados virem a ser beneficiados.
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Com muita simpatia e após algumas breves palavras de reconhecimento e gratidão por parte dos responsáveis da edilidade, Presidente e Vice-Presidente da Câmara e também do Presidente do Agrupamento das escolas do concelho, todos posaram para a fotografia.
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E porque seria que todos estariam a olhar para aquele lado?...

UPFC

28 janeiro 2008

A Biblioteca da União está mais rica

“A Grande Guerra, depois conhecida como Primeira Guerra Mundial, deflagrou na Europa nos primeiros dias de Agosto de 1914 e só terminou com a assinatura do Armistício, em 11 de Novembro de 1918. Iniciada com a invasão da Bélgica pelas tropas da Alemanha, na convicção de uma campanha curta, a guerra só viria a parar mais de 51 meses depois, com 65 milhões de homens mobilizados, oito milhões e meio de mortos, 20 milhões de feridos, milhares e milhares de prisioneiros e desaparecidos. Só parou com o esgotamento de recursos, a destruição das cidades, a desolação dos campos e um imenso sofrimento. Estendeu-se dos campos da Flandres a todo o mundo. Da Europa ao Médio Oriente; da África ao Extremo Oriente; da América a todos os espaços marítimos. Todos os povos sofreram, beligerantes ou não, para que um mundo, supostamente novo, fosse edificado em cima de uma imensa dimensão de dor. A Grande Guerra demonstrou como era frágil a ordem internacional, baseada do equilíbrio de poderes e na rede de alianças tecida por uma completa e intrincada matriz de relações entre as nações.” Para além de ficar a saber mais pormenores sobre esta terrível guerra onde morreram, ficaram feridos ou desapareceram cerca de trinta mil soldados portugueses e onde a participação do nosso país foi demasiado polémica, veja como foi o papel da mina, do torpedo e do submarino na guerra do mar. O Corpo Expedicionário Português e a batalha de La Lys, em 9 de Abril de 1918. O aparecimento da aviação, a utilização de gases nas frentes de combate e porque foi fuzilado em 16 de Setembro de 1917 um soldado português ou quem foi o “Soldado Milhões”, tudo isto e muito mais, poderá encontrar no volume 18 da colecção “Batalhas da História de Portugal”. Nesta colecção de vinte e dois volumes, encontrará desde as recentes guerras nas ex-colónias africanas até às que se desenvolveram nos primórdios da nossa nacionalidade, passando pelas da Independência, Campanha da Índia, Restauração e Peninsular, entre muitas outras em que estivemos envolvidos ao longo de quase nove séculos. Dentro de algum tempo a nossa/vossa Biblioteca da União ficará mais rica com esta colecção que um sócio entendeu oferecer e que muito irá melhorar o acervo à disposição dos Colmealenses. Agradecemos este gesto muito louvável e apesar do espaço bastante limitado onde se encontra a Biblioteca, continuamos disponíveis para receber mais livros que nos queiram fazer chegar. No Colmeal já se vai lendo. Uma batalha que se vai ganhando aos poucos e de que nos orgulhamos.
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UPFC
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26 janeiro 2008

O Blogue da União

Ontem, dia 25 de Janeiro, houve um número inusitado de visitas no nosso Blogue da União - atingiu-se o visitante nº 4 895. Dois máximos foram ultrapassados - 108 visitantes e 189 páginas consultadas num só dia. Anteriormente os máximos que se haviam conseguido tinham sido no dia 11 de Dezembro com 86 visitantes e no passado dia 11, com 173 páginas visitadas. Ontem tivemos visitantes da França, Reino Unido, Alemanha, Suiça, Espanha, Canadá, Estados Unidos da América, Brasil e naturalmente, de Portugal. Como poderão ver mais abaixo e relativamente ao Blogue II (o das fotografias) a "internacionalização" não foi tão grande nem tão longe. Revendo um pouco do nosso passado recente em termos de blogue, temos notado que mensalmente o número de visitantes tem vindo a aumentar assim como o número de páginas vistas. De 900 visitantes em Outubro passamos para mais de 1400 em Dezembro. Dois dias antes, no Blogue II, ou seja no Álbum de fotografias da União, também se atingiram dois novos máximos. 70 visitantes e 82 páginas vistas, quando anteriormente os máximos eram, no dia 21 de Dezembro, de 46 visitantes e 74 páginas vistas. Desde a Europa, passando por África, Ásia e Oceânia, fomos também visitados nas Américas do Sul e do Norte. Por outras palavras, fizemos o pleno a nível continental. Na Europa, para além do nosso país, tivemos interessados no Blogue, da Espanha até à Ucrânia, da França à Suécia, do Reino Unido à Holanda, à Alemanha e à Suíça. Ficámos admirados com visitantes que nos procuraram desde a Turquia, Malásia, Japão, Singapura, Tailândia e Indonésia. E que dizer dos que dos distantes Estados Unidos da América e do Canadá ou da Argentina e Brasil nos visitaram? De Marrocos, da África do Sul e até da tão longínqua Austrália. Continuamos regularmente a inserir apontamentos relacionados com a vida da Colectividade, as suas actividades, e a partilhar consigo momentos que ficaram registados em fotografias. Alguns "baús de recordações" que se abriram depois de espanejado o pó que os cobria, têm-nos revelado "instantâneos" únicos, provocado a nossa admiração e a obrigar-nos a "puxar" pela memória. A sua colaboração é fundamental. Um pequeno texto, uma fotografia por mais antiga que seja ou até recente, um seu comentário, uma opinião que queira expressar ou apenas a sua visita ao blogue. E não deixe de visitar o Álbum de fotografias da União. Reveja as nossas realizações e certamente se verá numa ou outra fotografia ou quanto muito encontrará caras conhecidas. Com a sua colaboração tudo será muito mais fácil. Esperamos por si!
. UPFC

25 janeiro 2008

Rio Ceira



Costuma-se dizer que "muita água há-de passar por baixo das pontes...".
Em Fevereiro de 2007 e após a tremenda cheia de finais de Outubro, a nossa "piscina" apresentava-se tal e qual um espelho.
As mimosas proporcionavam um matizado colorido ao seu redor.



Na Cortada, as águas apressavam-se para saltar o declive um pouco apertadas no seu caminho.



Os efeitos devastadores da cheia eram ainda bastante visíveis.





O rio lá ia correndo na sua transparência à procura do Mondego.
Para trás já ficava a Cortada enquanto as mimosas se quedavam vigilantes a ver o Ceira passar.

UPFC

... EM BUSCA DO “MANUSCRITO”


Era uma vez... o Baile das Bruxas na Serra da Aldeia-Velha !
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Lembram-se? E lembram-se também do “Tribunal à Meia-Noite”?
- Ah! Não leram....Pois é, meus amigos, se vos apetecer, entender o que, sobre este assunto, mais temos para contar, terão de voltar atrás... e ler as “Estórias do Colmeal”, intituladas: “BRUXAS” e “TRIBUNAL À MEIA- NOITE”.
... Agora, que já releram!... e se bem se recordam... o BAILE já não era Baile, mas sim um TRIBUNAL, e o seu Juíz supremo - a Rainha de um dos Povos Celtas que habitaram a nossa Beira, (e, neste caso, a Serra do Açor) não “fez a coisa por menos”, e decidiu mandar castigar o Braien (era este o seu nome). O “destemido caminhante da Serra” apanhou, portanto, uma grande tareia, ao espreitar o Tribunal (seguro de estar a observar o dito Baile).
Entrementes, encontrámos, no sótão, um excerto de um poema em língua Gaélica: “Cúirt an Mheán-Oíche”. Muito curiosas e com alguma imaginação, concluimos que estes versos tinham algo a ver com as lendas das nossas Serras - seriam como que um elo de ligação entre os nossos Contos e os Contos da tradição Celta!!
Um “link”, como se diz na moderna tecnologia!!!!!
Ora vejamos. Assim rezam os versos:

... A bheith deich faoi thrí gan chuibhreach céile
… A mhná na múirne! Is rún liom íoc air.
Cúnamh!... beirigí air! Tóg é!
A Úna! Gairim tú! Faigh dom corda!
Cá bhfuil tú, a Aine? Ná bi ar iarraidh!
... Báigí san bhfeoil gach corda ‘is snaidhm air
…Le tóin, le tiarpa Bhriain gan trua
Tóg na lámha agus ardaigh sciúirse
... Gearraigí domhain é, níor thuill sé fábhar
Agus bainigí an leadhb ó rinn go sála.

Que é “como quem diz”*:
Aos Trinta anos e sem Esposa!... Oh Mulheres! Forçá-lo a “pagar” eu decidi... Acudam! Abeira-te dele! Agarra-o!... Ò Una! Chamo-te! Agarra numa corda!... Qu’é de tu, ó Aine? Nã te arredes!... Dá-lhe com a corda, até em sangue ficar... Sem piedade, dá ao Bhriain uma grande surra... Atirai-o para a lenha, dai-lhe com o chicote... Deixai-o com golpes profundos, ele não merece piedade... E da cabeça aos pés, arrancai-lhe a pele!

Na verdade, o Braien levou mesmo uma valente sova!!!!

... “Ninguém queria casar. Todos amavam demais a sua liberdade de solteirões. Todos gostavam de bailar, cantar e divertir-se nas festas das Aldeias.
Mas… Casar, não! Compromissos? Não! Família, não!”
- Era este o sério problema debatido no Tribunal, pelas damas da Corte, naquela noite.
... “Não se realizavam casamentos, nem baptizados (estavam todas muito zangadas). Não estava assegurada a descendência de tão nobres antepassados. E aqueles jovens e outros, já menos jovens – o que faziam? Dançar, divertir-se e... Família? Nada. Não prestavam atenção à beleza de tão belas damas e moças dos Povoados, que continuavam solteiras, sem constituir Família”.
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E isto sabemos, porque lemos outras partes do Poema “Cúirt an Mheán-Oíche”. Como o conseguimos obter, é o que vos vamos contar, a seguir...
... Sentíamo-nos esmagadas pela curiosidade...Estávamos determinadas. Decididas. Tínhamos de ir em frente, queríamos encontrar o Poema completo.
– Iríamos lá – Sim, às Terras dos Celtas, porque não?...E metemo-nos a caminho:
Claro, tínhamos à nossa espera, as nossas amigas Fiona e Coll, que se ofereceram de imediato, a ajudar-nos a resolver tão difícil tarefa. Elas lá estavam em.... CULLODEN.
“Guid Forenoon”, cumprimentaram-nos, na sua língua de origem, ou seja “Bom Dia”.
De Culloden, partimos para Urquhart, sempre à beira de rios e lagos maravilhosos. Não tínhamos palavras para descrever o que de tão belo a Natureza por ali deixou. Seguimos para Glomach Donan, onde as nossas amigas pensavam estar a “chave do mistério”, ou melhor dizendo, a totalidade do Manuscrito, ou ainda... o POEMA completo.
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Nada conseguimos. Bem perguntámos a amigos e conhecidos...- ”talvez em Dunvegan, bem no fim da Ilha”, disse um deles. Mas não foi aí, ainda, que encontrámos o nosso objectivo. Então a Coll – que já tinha estado de visita à Serra do Açor, e, naturalmente ao Colmeal – lembrou-se de uma Serra, na Terra de origem da sua família: GLENDALOUGH – um Lugar com muitas semelhanças à Serra do Açor – e assim o descreveu:



- as suas misteriosas montanhas; os rios, lagos e riachos - as ovelhas a pastar nas suas margens;
- a profusão de árvores, com a sua folhagem luxuriante, ostentando os mais variados tons de verde;
- as cores até da terra: ora castanho-ocre, ora castanho esverdeado, como se coberta por um “manto aveludado” de musgo;
- o mato esplendoroso, com as suas flores multicolores – um apelo às belas abelhas.



Para encontrarmos este Lugar, teríamos de nos deslocar a outra Ilha - EIREANN.
Entusiasmadas e decididas como estávamos, não voltaríamos atrás, e lá fomos em direcção a Baile Átha Cliath. Aí chegadas, tínhamos mais um amigo à nossa espera – o Petrik – que nos conduziu por Sráid Anroi, Faiche Stiabhna e Sráid Ui Chonaill, onde apanhámos outro transporte para TEARMANN DÚLRA GHLEANN DÁ LOCH, que é como quem diz, a Reserva Natural de Glendalough.


Quando aqui chegámos, ficámos verdadeiramente paralizadas. Em êxtase, perante tal Beleza... (a Coll tinha razão): ali, a Natureza deixava-nos sem fala!
Sim, estavam ali as nossa raízes – não admira que os antigos Celtas tivessem escolhido (para ficar) a Serra do Açor – claro… era igual...
Caminhámos....caminhámos...pelos montes, vales, junto ao rio – tirámos fotos e mais fotos – tínhamos que mostrar tamanha Beleza, aos nossos amigos (que tinham ficado em Portugal).



Até o Sol... (estávamos no princípio da Primavera) nos presenteou com os seus raios mais quentes – raros ali, onde o frio se faz notar durante quase todo o ano.




Lá ao fundo, um Cemitério com as suas campas com cruzes Celtas... a Igreja em ruínas, várias casas e castelos em ruínas – ruínas que tinham muito para contar.
Cansadas já, resolvemos apressar-nos até à Aldeia mais próxima.

Chegámos a GLEN DÁ LOK - “De certeza, que ali alguém teria conhecimento sobre o tal Poema” - afirmavam as nossas amigas.
Já dentro da Aldeia, cansadas e com sede, entrámos no primeiro café. Queríamos um Sumo de Fruta. Mas não, não foi um sumo de fruta que nos ofereceram. Presentearam-nos com uma bela “Paint”, como dizem naquelas terras – uma PAINT bem fresquinha, com um “sabor dos Deuses”...com uma cor dourada indescritível, com uma espuma... ...
À nossa volta, um ambiente de alegria contagiante. Todos cantavam, dançavam, riam e falavam em voz alta. Subitamente fez-se silêncio absoluto. Numa mesa cheia de pessoas sorridentes, alguém se levantou e começou a falar umas palavras estranhas... mas não tão estranhas assim. Parecía-nos que já conhecíamos algumas...

Sim! Era isso! Pareciam fazer parte dos versos, que tínhamos tão bem guardados!!!
Ouvimos até ao fim. Um final cheio de gargalhadas e boa disposição.
Fiona e Coll levaram-nos até ao grupo, e aí integrámo-nos no convívio divertido, na alegria generalizada....
É verdade!! É verdade!! Aquele habitante de Glen Dá Lok tinha estado a declamar o dito POEMA!!!! “CÚIRT AN MHEÁN-OÍCHE”!!
E ali, nos disseram, então:

_O Poema é contado, ao longo de vários séculos,
transmitido de geração em geração,
e ainda hoje, muitos habitantes daquelas Serras o declamam, (divertidos) de cor e salteado.

Logo pedimos a uma das pessoas simpáticas que conhecemos, para nos ditar o poema e...
Assim... o conseguimos na íntegra! (75 pag.!).

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Posteriormente também nos informámos de que, Estudiosos, Professores de Literatura Gaélica muito escreveram sobre o referido Poema.
Supõe-se que a sua origem remonta ao séc XVIII.
Falaram-nos em nomes, ali, famosos, como:
T.Mac Lópuis, J. O’Daly’s, P. O’Brien, P. Ó Foghludha, D. Ó h-Uaithne, F. O’Connor, “Mediae Noctis Consilium”, “Cúirt an Mheadhóin Oidhche”, “Cúirt an Mhean-oíche”, Smurfit Leabharlann, Trinity Leabharlann e outros mais.

Confessamos que não estudámos a matéria.
Gostaríamos de lá voltar – às Serras de GLENDALOUGH - para dar início a uma Pesquisa - um Estudo a sério. Acreditámos apenas nos nossos amigos.
Mas... mesmo assim... mais tarde, tentaremos contar-vos, outras partes do Poema - agora que o temos na sua totalidade.

Cúirt an Mheán-Oíche conta, afinal, uma história bem divertida. Chega até, a ser cómica e também romântica - é considerada por muitos, uma Poesia de Amor da Idade Média. É muito popular naquelas Ilhas. Transmite, por outro lado, assuntos muito sérios: retrata os problemas sociais da Época, sentidos, especialmente, nos ambientes rurais.
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A “explicação” dos versos, por nós apresentada, baseou-se na leitura de uma tradução em Língua Inglesa e, na utilização de palavras, que nos lembramos, serem faladas pelos Antigos do Colmeal.
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Beijinhos e Abraços das amigas
Ana, Badana, Rabeca, Susana

23 janeiro 2008

Moinho da Quinta



Em 2002, Manuela Costa lançou a ideia de restauro do Moinho da Quinta, no Colmeal, que havia sido destruído por enchente do rio no inverno anterior.
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Na imprensa regional de 30 de Outubro de 2003 - "O Varzeense" e "Jornal de Arganil", transmitia a sua satisfação de dever quase cumprido. "Colmealenses já falta pouco!" era a manchete.
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Sabemos que teve apoios de muitos Colmealenses, que também foi alvo de algumas críticas, mas o que é um facto é que pouco tempo depois o moinho lá estava recuperado e a funcionar.
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Um moinho comunitário que viu algumas gerações moerem os seus cereais e onde cada um tinha direito a umas tantas horas de utilização.





No final de Outubro de 2006 o rio encheu de repente e levou tudo à sua frente.
O moinho não resistiu. A Manuela Costa ficou triste. Todos ficámos tristes.
Acontece sempre que perdemos alguém ou alguma coisa que nos é querida.
O Moinho da Quinta faz parte dos Colmealenses, é um pouco de todos nós.
Acreditamos que tanto a Junta de Freguesia do Colmeal como a Câmara Municipal de Góis estarão sensibilizadas para a sua recuperação.
Uma recuperação que não será muito dispendiosa.



Acreditamos e esperamos que em breve tal venha a acontecer.

UPFC

22 janeiro 2008

Colmeal




Três aspectos de uma aldeia de gente simples e humilde que sabe receber muito bem os forasteiros que a visitam.

Sede de freguesia desde 16 de Novembro de1560.
Quando em 1960 se comemoraram os 400 anos da fundação da freguesia, foram dadas outras tantas badaladas no novo sino da Igreja (adquirido por 4.158$80 após subscrição efectuada pelo jornal "O Colmeal").



"... todos os melhoramentos efectuados na nossa igreja, nomeadamente o douramento do altar, arranjo das sacristias, compra de alfaias, etc., foram integrados nestas comemorações", lia-se na edição de Dezembro de 1960 do extinto jornal "O Colmeal".


Será que vamos ter de aguardar pelos quinhentos anos para que algo se faça afim de evitar que a igreja do Colmeal caia por si?...
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UPFC
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