04 abril 2013

Caminhada “Na Rota dos Casais”



Esta vai ser a nossa oitava caminhada. Estávamos muito longe de admitir que esta iniciativa atingisse uma tão simpática longevidade, visto tratar-se de uma actividade que para nós e em princípio para as associações regionalistas, era desconhecida.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal não pode nem deve esquecer quem nos ensinou os primeiros passos e incentivou a continuar. Clélia e António Magalhães Pinto, grandes especialistas na matéria e muito conhecedores do terreno, Rute e Mário Martins, Luísa Costa e o seu grupo de amigos dos “Rituais” e tantos outros que sempre estiveram ao nosso lado.
Uma palavra de grande e sincero reconhecimento para as associações regionalistas congéneres que estiveram connosco nestas “aventuras” e para a Junta de Freguesia do Colmeal que desempenhou um trabalho meritório no apoio que sempre nos prestou e na difícil limpeza dos caminhos por onde passámos ao longo destes anos.

Em 2006 subimos ao “Cabeço do Gato” e no ano seguinte maravilhámo-nos com a beleza da paisagem pela “Rota do Carteiro”. Em 2008 extravasámos “fronteiras” e desde a freguesia dos Cepos recriámos os “Trilhos da Ribeira de Ádela – Caminhos da Escola”. “Pelos Trilhos do Vento e da Solidão” tentámos apreciar através das nesgas do nevoeiro e da chuva miudinha as lindas serranias distantes, tendo mais sorte com o tempo no ano a seguir, quando percorremos os “Trilhos da Mimosa”.
Na “Rota dos Moinhos”, em 2011, andámos a tentar descobrir o que ainda restava deles e no último ano “Voltámos ao Cabeço do Gato”, local de onde se desfruta uma soberba paisagem a perder de vista até ao Buçaco, Caramulo e serra da Estrela.

Este ano vamos percorrer a “Rota dos Casais”. No dia 4 de Maio, o primeiro sábado do mês, vamos concentrar-nos e partir do Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano pelas 9 horas. A caminho do Soito passaremos à vista do Roçaio, um antigo casal que após um incêndio há algumas décadas ficou desabitado e entrou em degradação.

A Comissão de Melhoramentos do Soito receberá os participantes na sua Casa de Convívio para um “café da avó” antes de se prosseguir caminho por uma “fazenda” conhecida como Porto dos Palheiros a caminho do Loural.






Loural é o nome de um antigo casal que em tempos já teve o bulício do dia-a-dia de uma vida no campo com os adultos a tratar do amanho das terras nos socalcos na encosta e a cuidar das oliveiras, dos castanheiros e das videiras, com um moinho a funcionar e as crianças na traquinice própria de uma idade que não lhes dava tempo para brincar e que sorriam enquanto guardavam as cabras.

  




Loural, que foi definhando com o passar dos anos e das chuvas invernais é um dos casais de que mais se fala na freguesia do Colmeal. E tudo porque entretanto surgiu alguém que gostou daquele local e do pequeno aglomerado de casas de pedra com os seus telhados de loisa e apostou na sua recuperação. Vamos passar por lá.

Couços e Porto Chão são outros dois casais que ficam próximos de Aldeia Velha e que hoje apenas nos recordam de que ali já viveram pessoas. Pela Corte Nova iremos atingir a Cancela e o Alqueve nunca deixando de apreciar a paisagem envolvente. Depois, pela Malhada dos Bois, descemos até ao Ventoso. Um pouco mais abaixo atravessaremos a ponte sobre o rio Ceira a caminho das Seladas e do seu magnífico Parque de Merendas, para um merecido descanso e retempero de forças.

O almoço de convívio está previsto para cerca das 13 horas. Não deixe de participar nesta saudável actividade e venha descobrir os trilhos que os nossos pais e avós tão bem conheciam.

A inscrição no valor de 10 euros (com almoço incluído) deverá ser feita junto da nossa Delegação no Colmeal – José Álvaro / Bela 235761490 ou em Lisboa, para – Maria Lucília 914815132 / 218122331 ou António Santos 962372866 / 217153174. 
Pode ainda efectuar a sua inscrição para o nosso endereço upfcolmeal@netcabo.pt

Como habitualmente, sugerimos e aconselhamos uma cobertura para a cabeça, sapatos confortáveis e roupa apropriada e que leve consigo uma garrafa com água.

U. P. F. C.
Fotografias de Francisco Silva e A. Domingos Santos 


Alqueva e Monsaraz esperam os Colmealenses


Visitar a vila medieval de Monsaraz é o mesmo que fazer uma viagem no tempo, pois ao longo dos séculos conseguiu manter e preservar as suas características. É um local único onde nos cruzamos com a paz e a tranquilidade que os tempos modernos já nos fazem esquecer. Quando percorremos as suas ruas estreitas, apertadas, como se de um corredor se tratasse, ficamos impressionados com a alvura irrepreensível das suas casas brancas impecavelmente caiadas e perdemo-nos a contemplar os pormenores que cada uma nos apresenta.





Não podemos ficar indiferentes ao Castelo e à Torre de Menagem que resistem imponentes desde os tempos medievais. A Igreja Matriz, o pelourinho e o edifício da Câmara sobressaem no conjunto do casario e merecem a nossa melhor atenção.







Monsaraz foi conquistada por D. Afonso Henriques aos mouros no ano de 1167, mas há indícios de anteriores povoamentos desde a pré-história. Mais de um século depois, em 1276, D. Afonso III concede-lhe o foral e fixa os limites do concelho.








A paisagem que podemos apreciar lá do alto é simplesmente deslumbrante com o imenso espelho de água agora formado pela barragem do Alqueva, construída com o objectivo principal de proporcionar o regadio a toda a zona alentejana e produção de energia eléctrica. Situada no rio Guadiana é o maior lago artificial da Europa com 250 km2 e nos dias de hoje tornou-se um destino turístico de excelência.

Não se atrase. É já nos dias 20 e 21 deste mês.
Venha connosco. Porque connosco vale sempre a pena!

UPFC

02 abril 2013

Os Comandos vão passar por aqui





No dia 25 de Maio próximo os Comandos vão passar por aqui. Depois da visita ao Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, o Castelo da Lousã, também conhecido como Castelo de Arunce vai receber o grupo de Comandos que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai trazer à região. Este castelo pertence a uma das primeiras linhas defensivas criadas para controlar os acessos meridionais a Coimbra, na segunda metade do século XI. Nos primeiros tempos da monarquia, a localidade desempenhou um papel importante, a que não foi alheia a sua condição de vila de fronteira. Em 1124, uma incursão islâmica tomou o castelo e, de novo na posse do Condado Portucalense, foi agraciada com foral em 1151, por D. Afonso Henriques.

De acordo com uma lenda antiga, na época da ocupação muçulmana o castelo teria sido erguido pelo emir (chefe árabe) Arunce, para a protecção de sua filha Peralta e dos seus tesouros após derrotado e expulso de Conimbriga.





Neste restaurante com vista privilegiada para o castelo e para as ermidas vamos ter o nosso primeiro contacto com a gastronomia beirã durante o fim-de-semana. Não vamos desvendar a ementa mas podemos garantir que todo o grupo irá ficar com gratas recordações deste almoço.
















A Serra da Lousã encerra autênticos tesouros paisagísticos e monumentais, e no cimo de escarpas altivas encontramos as Ermidas da Nossa Senhora da Piedade, três capelas simples e rústicas, antigos ermitões em que na escadaria de xisto que lhes dá acesso se encontra uma inscrição de 1624.
A primeira das capelas, a de São João Baptista, já existia no século XV.
Este conjunto está rodeado de miradouros, quedas de água e de uma aprazível piscina natural, muito procurada nos meses de Verão.

Fotos de A. Domingos Santos 


LISBOA no tempo da Segunda Guerra



LISBOA foi, durante a Segunda Guerra Mundial, o centro da espionagem e da intriga internacionais, e a única cidade europeia onde Aliados e potências do Eixo operavam à luz do dia e se vigiavam mutuamente. Era a Casablanca real, com todos os ingredientes de uma glamorosa intriga ficcional – manobras de bastidores, traições, um próspero mercado negro, romances tumultuados, espiões de ambos os lados da guerra, refugiados, banqueiros, diplomatas, elementos da realeza europeia exilada e da alta sociedade, escritores e artistas que se cruzavam nos hotéis e cafés do centro da cidade ou da idílica costa do Estoril. Os duques de Windsor, Marc Chagall, Calouste Gulbenkian, Ian Fleming ou o actor Leslie Howard, foram apenas algumas das muitas celebridades que passaram por Lisboa nesta altura. Sobre este cenário de filme noir dominam dois protagonistas – Salazar e a destreza política com que joga, no finíssimo fio da navalha, a neutralidade e a soberania portuguesas. Numa obra brilhante e extremamente bem documentada, Neill Lochery oferece-nos a oportunidade única de visitar Lisboa na época em que foi chamada de Cidade da Luz.

Como se lhe refere o Wall Street Journal Europe este livro é “Uma crónica evocativa deste discreto recanto nos anos da Segunda Guerra Mundial. Deixando transparecer a amplitude do seu trabalho de investigação, Neill Lochery criou um relato extraordinariamente apelativo do papel que este pequeno país desempenhou no teatro dos acontecimentos.”

Sinta-se na Lisboa de 1939-1945 e acompanhe “a guerra nas sombras da cidade da Luz”, tente perceber os jogos diplomáticos e as dificuldades com a passagem de milhares de refugiados para outros países. Será que houve realmente neutralidade de Portugal nesta guerra? Fique a saber como se processava a exploração e exportação de volfrâmio para a Alemanha de Hitler e o pagamento que nos era feito em barras de ouro, muito dele saqueado nos países ocupados ou tirado aos que morreram nos campos de concentração.

Este interessante livro da Editorial Presença, 2ª edição de Junho de 2012, estará brevemente à sua disposição na Biblioteca da União, no Colmeal.

A. Domingos Santos