11 julho 2011

Mais segurança… finalmente






Já aqui demos conta desta melhoria indispensável à segurança das pessoas e dos seus bens. A freguesia do Colmeal, inserida numa zona de alto risco, está agora mais protegida com os dois recentes reservatórios, colocados entre Ádela e Açor e nas Seladas, no Colmeal.

Era uma necessidade sentida e reclamada há muitos anos. Sabemos que ainda falta “reencaminhar” a água excedente de modo a não danificar o piso da estrada.

Fotos de A. Domingos Santos

União no Teatro Angrense








Logo que pela manhã deixámos o hotel a primeira coisa que fizemos foi visitar o Teatro Angrense.

Este antigo teatro, cuja construção remonta ao século XIX, situa-se no centro histórico da cidade de Angra do Heroísmo, em plena zona classificada como Património Mundial pela UNESCO, na ilha Terceira. É a principal sala de espectáculos da cidade e uma das mais importantes do arquipélago.

Tem recebido grandes nomes nacionais e internacionais, e também artistas locais, a nível musical e teatral. Sofreu duas grandes remodelações, a primeira nos anos vinte e a última já na década de 1980.

Fotos de A. Domingos Santos

10 julho 2011

Comando… também come sopa



Na última caminhada “Na rota dos moinhos” realizada em Maio passado e depois de muito ter trabalhado, o “Comando” Artur da Fonte sentou-se, descansou um pouco e comeu regaladamente uma sopa serrana para retemperar as forças. Foi no convívio no Parque de Merendas das Seladas.

Foto de A. Domingos Santos

06 julho 2011

UNIÃO PROGRESSIVA – 80 ANOS


ALMOÇO DE ANIVERSÁRIO




No próximo dia 2 de Outubro, pelas 13 horas, vai realizar-se o almoço comemorativo dos 80 anos da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.
Será na Quinta de Santa Teresinha, próximo da bonita vila da Sertã.
A União oferecerá transporte para quem se deslocar do Colmeal ou de Lisboa.
A ementa é aliciante.

Aperitivos (Servidos no jardim)
Martini branco e tinto, moscatel, whisky novo, gin, águas minerais, refrigerantes, sumo de laranja, cervejas, pastéis de bacalhau, rissóis de camarão, croquetes de carne, presunto laminado, queijinhos secos e enchidos regionais.

Almoço
Quentes
Sopa de peixe (especialidade) ou de hortaliça.
Bacalhau recheado com presunto, com batata a murro e salada mista.
Vitela assada no forno, com arroz de passas e pinhões e esparregado.

Sobremesa
Tigelada “Beirã” ou salada de frutas (alternativa)

Bebidas
Águas minerais, refrigerantes, sumo de laranja, cervejas, vinho branco e tinto “Vinha das Servas – Estremoz/Alentejo” e verde da casa.

Digestivos
Café e whisky novo, aguardente branca, licores nacionais.

Lanche (Servido à mesa)
Quentes: Caldo verde e Arroz de tomate
Frios: Escalopes de porco, rissóis de camarão, pastéis de bacalhau, calamares à romana, panadinhos de peixe, frango assado, presunto laminado e queijo.
Bufete de sobremesas: Composto com quatro variedades diferentes

Bolo de aniversário e espumante.

BAR ABERTO.

Condições: adultos 30€; crianças até 3 anos grátis; crianças dos 4 aos 10 anos, 15€.
Faça a sua inscrição quanto antes para usufruir da nossa oferta de transporte, para António Santos – 217153174/962372866; M. Lucília 218122331/914815132;
José Álvaro/Bela Domingos – 235761490; Manuel Martins Santos – 235761395

Venha connosco comemorar os oitenta anos da nossa colectividade.

Esperamos por si!

UPFC

Ponte – zona balnear



Os Colmealenses ficaram intrigados quando começaram a ouvir barulho de máquinas a trabalhar junto aos balneários da ponte, considerada uma das zonas mais bonitas e mais procuradas de toda a nossa freguesia.

A Junta de Freguesia do Colmeal estava consciente da necessidade de beneficiar as actuais infra-estruturas. A falta de uma casa de banho para homens, mulheres e portadores de deficiência era francamente notória. Os antigos vestiários vão ser melhorados e as escadas de acesso alvo de correcção. Está também prevista neste local a construção de um estacionamento.

Já no presente ano e como aqui demos notícia, a zona envolvente da praia fluvial foi objecto de melhorias com a colocação de três conjuntos de mesas e bancos, onde as pessoas poderão desfrutar de momentos agradáveis. Também a montante da ponte a margem do rio sofreu alguns benefícios, o que vem possibilitar aos muitos utentes a sua utilização de uma forma mais cómoda e acolhedora.

O Senhor Presidente da Junta prevê que as obras estejam concluídas no final deste mês de modo a que em Agosto já se possa usufruir das novas benfeitorias.

E assim a freguesia do Colmeal vai mudando. E para melhor!

UPFC

Refeição nas alturas





Nas alturas e a grande velocidade porque as clientes estão impacientes.
E a pequena andorinha da direita parece reclamar “Então!!!... e eu não como?... “.

Fotos de A. Domingos Santos

Sete Cidades







As Sete Cidades ficam a oeste da ilha de São Miguel. Trata-se de uma caldeira de 12 km de perímetro onde se encontram duas lagoas geminadas, a Lagoa Verde e a Lagoa Azul. A calma das águas e a doçura das hortênsias que bordam as cristas da caldeira, em contraste com as encostas escarpadas da cratera, constituem uma paisagem fascinante.
No interior da caldeira a pitoresca povoação das Sete Cidades, com curiosas casas de arquitectura popular, verdejantes pastagens e um pitoresco jardim, com magníficas árvores e maciços de azáleas e hortênsias, é considerada Paisagem Protegida e uma das 7 Maravilhas Naturais de Portugal.

Nesta viagem e só numa segunda tentativa, feita já no último dia, se conseguiu ver um pouco desta inquestionável beleza natural enquanto a névoa o permitiu.



Há três anos, que recordamos com estas duas fotografias, os participantes tiveram um pouco mais de sorte com o tempo.

Fotos de A. Domingos Santos
e Francisco Silva

04 julho 2011

COLMEAL - FESTAS DE VERÃO 2011, em 5, 6, 7 e 8 de Agosto


A Comissão de Juventude da União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai em Agosto assegurar a realização das Festas de Verão 2011, no ano em que a colectividade comemora os seus oitenta anos de existência.
Estes jovens entusiastas não querem deixar acabar esta antiga tradição e têm o apoio da Direcção e da Delegação da União.

O programa será nos moldes dos anos anteriores. Assim, no dia 5, sexta-feira e pelas 20h proceder-se-á á abertura das festividades com a Aparelhagem SOM ARGUS. Uma hora depois começará o Campeonato de Sueca, sempre muito animado e bastante disputado.

No sábado, dia 6, teremos pelas 9 horas da manhã as concorridas provas de atletismo nos seus vários escalões (até as “antiguidades” participam) e ainda o ciclismo. Pelas 4 da tarde, as provas de natação e às 7, no Parque “Os Pioneiros” o amigável jogo de futebol.
Pelas 18 horas será efectuada a procissão Colmeal-Seladas, onde na manhã seguinte se realizará às nove e meia uma missa campal seguida de procissão pelas ruas da aldeia.
A festa continuará pelas 8 da noite com a abertura da Quermesse, prevendo-se a final do Campeonato de Sueca para as 21. O Duo Musical FLASH iniciará a sua actuação pelas 10 da noite.

No domingo, dia 7 e pelas 9 da manhã, a recepção à Banda de Góis será feita no Parque das Seladas, onde meia hora depois terá início a missa campal a que atrás nos referimos, seguida de procissão até à residência paroquial no Colmeal. A seguir ao almoço e pelas três horas da tarde, a Quermesse voltará a funcionar. O concerto da Banda de Góis, no Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano, está previsto para as 15h30m. A despedida da Banda será pelas seis e meia, seguindo-se às sete horas a actuação do Grupo de Concertinas SEM EIRA NEM BEIRA. O Rancho Folclórico SERRA DO CEIRA deliciará todos os Colmealenses pelas oito da noite.
Às vinte e duas horas teremos uma especial NOITE DA JUVENTUDE.

Na segunda-feira, dia 8, pelas 9 horas, será feita a procissão para as Seladas levando a imagem do Senhor da Amargura.
O Campeonato de Malha terá lugar a partir das 10 horas seguindo-se o habitual piquenique às 13h, sempre bem servido e muito participado. Às 15 há o Campeonato de Tiro ao Alvo e às 17h a distribuição de prémios das Provas Desportivas e dos Jogos Tradicionais.

A Comissão de Juventude da União conta consigo! Não falte!

UPFC

PATRIMÓNIO CONSTRUÍDO E MEMÓRIA COLETIVA


Diziam-me há dias que na “Aldeia do Xisto” distante onde a pessoa vive, tinham revestido a lousas as paredes anteriormente rebocadas de um antigo lavadouro.

Se bem me recordo, o projeto “Aldeias do Xisto” visava a melhoria da qualidade de vida das populações, preconizando, no campo da arquitetura, a requalificação enraizada na tradição e nas competências locais, com vista à participação e à potenciação do património edificado e da cultura como recurso ao serviço do desenvolvimento. Por isso fiquei surpreendida com aquela decisão. Em nome de uma uniformidade incompreensível, no plano do património acabavam de proceder a uma alteração infundada, no plano sociológico, de apagar parte da história da povoação e da memória das pessoas que a habitaram. Sem prejuízo de o revestimento a lousa ser esteticamente interessante, e datar de há muito para imitar a construção antiga, evitando os custos da construção a pedra incorporada.



Alteração infundada, porque a construção tradicional serrana usava o xisto - mole e irregular ou ferrenho e faceado - como constituinte das paredes que os pedreiros erguiam com terra, martelo e fio-de-prumo.



A lousa, mais rara, só era usada nos telhados. Apesar da subordinação à topografia do terreno, aos materiais existentes e às necessidades da economia agro-pastoril de subsistência, era uma construção que apresentava diferença e diversidade, porque cada um era arquiteto e engenheiro dos equipamentos que construía. O poder económico também era diferente.



Apagamento da história e da memória pelas razões que passo a expor.

No interior serrano do centro, como em outras regiões do país, desde cedo que a população (e)migrou à procura de melhores condições de vida para si e para os seus. O fluxo de saídas engrossou a partir dos anos cinquenta do século passado, transformando-se no caudal volumoso do êxodo que veio a verificar-se nos anos sessenta e setenta. A maioria escolheu Lisboa como destino. Nas terras ficaram apenas os que ninguém “chamou”, chamando de ausência e saudade. Algumas dessas terras são hoje “Aldeias do Xisto”, muitas encontram-se despovoadas ou quase.

Inicialmente, as pessoas partiam para regressar, e para comprar terra (solo) e fazer casa no regresso. Partiam sobretudo os homens, ficavam as mulheres e os filhos pequenos, que iam mantendo a terra pobre produtiva (!). Ao mesmo tempo, os rapazes iam à escola, assim se preparando para o trabalho na cidade que os esperava, as raparigas nem sequer à escola iam.

A intenção de regresso e a distribuição bipolar das famílias foram determinantes para a emergência do regionalismo. Este consiste na organização, na cidade, dos naturais da Beira-Serra em associações (Comissões de Melhoramentos, Uniões Progressivas ou de Progresso, Ligas, Grupos de Amigos e outras denominações) destinadas a promover o bem-estar e o progresso nas aldeias de origem, através da intervenção no campo das infra-estruturas e dos equipamentos. Impelidos pela forte ligação às origens que os animava, queriam dotar as suas terras, a família que lá ficou e a si próprios no regresso, com as comodidades que encontraram na cidade e de que muitos mal usufruíram, por impossibilidade ou espírito de poupança exacerbado.

Neste processo, a par com as acessibilidades, foi dada prioridade aos chafarizes e lavadouros, por corresponderem a necessidades básicas, mas também porque acarretar água e lavar roupa eram tarefas essencialmente femininas (1). Mulheres com essas tarefas facilitadas, eram mulheres mais disponíveis para amanhar a terra que constituía o bem supremo!

Nessas longínquas décadas de meados do século passado, os que partiram ainda não se tinham reconciliado com a escuridão das paredes que os viram nascer ou que ajudaram a construir trazendo os materiais de longe. A revalorização da arquitetura tradicional e do xisto só veio a dar-se décadas mais tarde, com a consolidação da mobilidade social ascendente das novas gerações, que já não associam as casas dos avós a condições de vida difíceis, e com a globalização emergente, que favorece o retorno às identidades locais.

É pois natural que os “lisboetas” tenham privilegiado o gosto e os materiais urbanos na construção dos lavadouros, bem como na reabilitação ou construção que transformou as habitações em “casas de quem viu terras diversas da sua aldeia de xisto”(2) . Ainda hoje o manto branco da moda de então esconde a beleza das paredes exteriores nuas da minha infância. A preferência por um estilo mais urbano também ficou a dever-se – o cá e o lá sempre a interpenetrarem-se - às estradas de terra batida entretanto rasgadas, e à redução da mão-de-obra nas aldeias. As primeiras facilitavam o acesso aos materiais industrializados, a segunda tornava a extração dos endógenos mais cara.

Era esta história de (e)migrações, apego à terra natal e voluntarismo audacioso no quadro do regionalismo, dupla identidade e ascendência ora da urbana ora da rural, que as paredes rebocadas do tal lavadouro contavam, antes de terem sido revestidas a lousa. História que, afinal, continuam a contar, remetendo para gostos e preocupações actuais, e talvez dando razão aos que acusam de falta de alma algumas opções que têm sido feitas em matéria de requalificação do património. A modernidade assumida, desde que harmoniosa face ao ambiente e à volumetria dos conjuntos, pode ser preferível à reinterpretação dos estilos.



Daí o meu apreço pela intervenção que foi feita pela Junta de Freguesia do Colmeal, no Açor. Nesta localidade, onde a terra cultivável é escassa, era muito frequente a utilização de pedras ao alto para fazer estremas, e minorar os efeitos da inclinação do terreno. As pedras, que lembram pequenos menires achatados, faziam o papel de uma parede, com a vantagem de ocuparem menos espaço, e exigirem menos material e trabalho.

Recentemente, quando se tornou necessário refazer o muro de uma estrada, a Junta de Freguesia teve o cuidado de manter a tipologia da construção inicial, e de aproveitar as pedras que o cidadão Urbano - só de nome, apesar de ter andado pela cidade - acarretou pelas veredas ásperas da serra, haverá uns noventa anos.




Muito louvável este contributo da autarquia para a preservação do património construído, de que fazem parte os monumentos grandiosos, mas também os humildes poços e levadas, caminhos, poisos e marcos, paredes e paredões, pontes e pontões, moinhos e lagares, fornos e palheiros … Testemunhando as estratégias e o engenho que os antigos utilizaram para dominar a paisagem agreste e nela sobreviver, são um componente importante da memória coletiva e um recurso ao serviço da sustentabilidade económica, no presente e no futuro.

Lisete de Matos

Açor (Colmeal), 20 de Junho de 2011.


1 A este propósito, repare-se na simbologia do primeiro logótipo da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, criada em 1931. Sobre o fundo constituído por um chafariz que jorra água de duas torneiras, o progresso é representado por uma mulher de cântaro à cabeça, a instrução por um rapazinho de livro aberto. O logótipo foi editado no blogue http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com, em 20 de Junho de 2011.
2 Maria Alfreda Cruz, Uma Comunidade de Aldeias na Serra da Aveleira. Separata de Finisterra, Revista Portuguesa de Geografia, Vol.!-1, Centro de Estudo Geográficos, Lisboa 1966, P. 81. A autora refere-se à Lomba, Arganil.

Fotógrafos do “Contenente”










Eram muitos. Não tantos como as belezas com que nos deparámos.
Mal o autocarro parava, corriam, quais atletas de velocidade pura, para conseguirem os melhores lugares e as melhores fotografias.
Não os apanhámos a todos. Estamos convencidos que eles partilharão connosco e também consigo, algumas das fotografias que com tanto gosto tiraram para mais tarde recordar. Nós tentaremos ir mostrando algumas das nossas.

Fotos de A. Domingos Santos

Dedaleira








Planta medicinal (digitalis purpurea L.) da família das Escrofulariáceas, também chamada (erva-dedal e digital). Pode atingir altura superior a 1 metro. As suas flores, parecidas com um dedo de luva ou um dedal (daí o nome da planta), dispõem-se em cachos na parte superior de uma longa haste. A planta cresce em Portugal sobretudo nos solos ácidos. Cultivada há bastante tempo como planta medicinal, contém substâncias muito tóxicas, tais como a digitalina e a digitoxina, que são utilizadas em medicina como tónicos cardíacos e como diuréticos.

in “A Enciclopédia” Editorial Verbo, 2004, pág. 2580
Fotos de A. Domingos Santos