23 abril 2008

Colmeal em Abril



Ao olhar para esta fotografia volto atrás mais de cinquenta anos, àquele tempo (1953) em que nos cinemas foi estreado um novo formato de filme projectado em ecran gigante, cinemascope, que tanto nos maravilhava.
Tal como esta fotografia, que nos apresenta uma panorâmica maravilhosa das serras que nos envolvem, das serras que envolvem as nossas aldeias. Paisagem que nos faz parar na estrada para que a possamos admirar como ela merece e como ela precisa. Paisagem que não nos deixa indiferente, a nós, nem a ninguém.




Montes cobertos de cores. Rasgados por estradas, estradões, aceiros, caminhos em todas as direcções. Penedos despidos e agrestes que tomam conta do horizonte na sua vigilância permanente.


Moitas, urzes, carquejas, pinheiros e eucaliptos numa paleta de cores a perder de vista. Uma envolvente que nos acaricia, nos deslumbra e que nos deixa ouvir o silêncio que nos rodeia.



Aproveite o fim-de-semana que se aproxima e visite o Colmeal.

A. Domingos Santos

Fotos de Mariana Brás

19 abril 2008

Os nossos trilhos...

Os nossos trilhos, os da Ribeira de Ádela, estão à espera que os voltemos a descobrir para que ao percorrê-los de novo, possamos reavivar a meninice guardada nas gavetas e baús das memórias de cada um de nós.
E será já no próximo sábado. Tantos anos depois como vai ser? Como nos sentiremos ao voltar a entrar naquela escola, agora fechada, silenciosa, sem o bulício e as traquinices próprias da idade daqueles rapazes e raparigas?
Quando em coro se aprendia a tabuada numa toada com o seu quê de musical. Quando nas letras algumas eram mais difíceis de juntar. Quando os ditados tinham alguns erros. Quando a palmatória entrava em funcionamento...
E quem não se lembra daquele grito desafiante que fazia toda a malta correr?... " e o último a chegar é burro!!!..."
Bons tempos! Vamos recordá-los!


a e i o u

Arbusto com fungo branco


Arroz

Árvore com fungo branco


Azeitona. Pessoa a apanhá-la

Berma da estrada fossada pelo javali


Cabras


Caminho delimitado por pedras ao alto que também fazem estrema. A caminhada passará junto a ele.


Cantarinhas


Carvelho em porta


Combaros e lameiros




Conselhos c flor


Cultivo da terra


Curral junto ao caminho


Erva leiteira. Desinfectante e cicatrizante

Estoirafole



Flores de pão e leite


Forcões e varas com as videiras. Terão folha e as uvas já serão visíveis nos finais de Abril


Janela com laje como ombreira


Levada

Mancal



Marco. As pedras laterais simbolizam as testemunhas da sua colocação


Melro


Moinho. Já não existe


Parede, servindo de caminho e de encaminhamento das águas pluviais. A caminhada vai passar através dela

Pedra com buraco



Pedras ao alto a fazer estrema


Peido de velha


Pontão que se avista do caminho da caminhada já em cimento


Pontão sobre ribeira Fonte Salgueira feito em 1955 pelas J. Freg. Cepos e Colmeal


Porta com carvelho



Rosmaninho florido


S. Sebastião. Cepos


Senhor da Amargura. Colmeal


Toco de castanheiro


Tranqueta

Tronco coberto musgo


Tufo de musgo


Tulhas Açor Ádela ainda de pé. 1988

Agradecemos á nossa associada Lisete de Matos, uma das grandes entusiastas nestes "Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da Escola", o magnífico trabalho de recolha de imagens que aqui vos apresentamos.
No próximo sábado, não esqueça a sua máquina, porque vai valer a pena. Para mais tarde recordar.
Estamos à sua espera!

UPFC

18 abril 2008

10.000

Desde o momento em que resolvemos avançar pela via electrónica em Agosto passado com a publicação do cartaz das nossas Festas de Verão no Colmeal, o blogue da União já recebeu dez mil visitas na sua página principal. Esse número mágico foi atingido hoje. Sabemos que são muitos mais porque apenas instalámos o contador em Setembro. Mais de vinte mil e trezentas páginas foram vistas pelos nossos visitantes, a maioria das quais a seguir à recepção das newsletters. Com a criação de dois espaços próprios "Cantinho da Saudade" e "A União no Presente", possibilitámos uma mais fácil consulta a todos os que se querem deliciar com as fotografias antigas e acontecimentos passados ou aqueles que querem acompanhar as recentes realizações da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. Estes dois espaços receberam desde a sua recente criação mais de quatro mil visitas e foram mais de seis mil as páginas vistas. A procura tem sido maioritariamente de Portugal mas podemos dizer que de todo o mundo já houve visitas ao nosso blogue. Para além dos nossos associados emigrados em França, Suíça, Alemanha e PALOP's tivemos registo de visitas em locais tão distantes como Singapura, Japão, Turquia, Arábia Saudita, Nigéria, Canadá, Austrália, Brasil ou Estados Unidos da América, entre muitos outros. Sentimos orgulho do trabalho desenvolvido e do que ele tem representado para o conhecimento e divulgação da nossa Colectividade, do Colmeal, das nossas gentes e da nossa região. Ficamos muito sensibilizados quando recebemos mensagens dos mais diversos sectores e proveniências congratulando-nos e encorajando-nos a continuar. O nosso blogue continuará a ser um espaço aberto onde todos podem expressar as suas ideias e opiniões, onde todos podem colaborar com as suas fotografias, com os seus escritos ou apenas e simplesmente com as suas visitas. E ajude-nos a divulgar o nosso blogue dando-o a conhecer aos seus amigos. Um OBRIGADO muito grande por nos ter ajudado a chegar aos dez mil. UPFC

15 abril 2008

COLMEAL - A União vai aos Açores III




Como já informámos, de 18 e 25 de Maio, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai aos Açores para uma visita a quatro das suas nove ilhas, ilhas de uma beleza deslumbrante provenientes de violentas erupções vulcânicas.
Poderemos considerar este arquipélago como que um “paraíso” na imensidão do Atlântico.
Ilhas tão iguais e tão diferentes em que cada uma delas é dona da sua individualidade paisagística mas onde o verde vivo está sempre presente. Verde matizado de belas flores entre as quais sobressaem hortênsias e azáleas. Lagoas imponentes de azul safira e verde-esmeralda repousando no fundo de crateras de vulcões extintos. Campos axadrezados de prados férteis onde aqui e além se vêem vacas em pequenas manadas. Igrejas quinhentistas e casas senhoriais que tocam a alma de qualquer visitante. E depois, a imensidão do mar que está sempre presente. Aquele mar imenso que leva os seus filhos para terras distantes à procura de melhor vida noutros horizontes. E que talvez um dia voltem.

Já vos demos conta do que iremos ver nas Ilhas Terceira e do Pico, do Grupo Central.
Depois de termos visitado a Ilha Negra do Pico iremos hoje visitar a Ilha Azul do Faial. E porquê azul? Assim é conhecida pela grande profusão de maciços de hortênsias que vindas da China e do Japão e pitorescamente chamadas de “novelos” pelos açorianos, quase cobrem os seus 143 km2. Em cartas antigas (mapas) chegou a ser designada por “Ínsula de Ventura”. A sua descoberta terá sido na primeira metade do século XV. Em 1460 iniciou-se o seu povoamento, na zona dos Cedros por gente vinda do norte de Portugal e mais tarde por flamengos que se instalaram no local hoje conhecido por vale dos flamengos.
Na cidade da Horta visitaremos a Marina, um dos seus locais de referência, sempre pejada de belos iates e ponto de encontro de velejadores desportivos que cruzam o Atlântico. As pinturas que deixam no chão e nas paredes da marina são o testemunho da sua passagem, para anos mais tarde recordar, ou ainda porque se diz que os marinheiros que o não fizerem não chegarão ao seu destino. O famoso Peter Café Sport é um marco na história dos Açores e será visita obrigatória bem como o Museu de Scrimshaw situado no andar superior, onde se encontra reunida uma vasta colecção de peças dos mais conceituados artesãos.
A Igreja de S. Salvador, actual Igreja Matriz cuja construção remonta ao século XVII possui telas, imagens e azulejos de grande valor. No Museu da Cidade instalado no antigo Colégio dos Jesuítas e que evoca a história da cidade, merece destaque a extraordinária colecção de objectos em miolo de figueira, expressão artesanal muito característica desta ilha.
Espalamaca é um miradouro sobranceiro à Horta, de onde poderemos admirar para além da cidade, porto e marina, as ilhas do Pico e S. Jorge, praia de Almoxarife e a costa até à Ribeirinha. Seguiremos pelos Flamengos a caminho da Caldeira, um dos atractivos desta ilha, cratera com cerca de quatrocentos metros de profundidade e dois quilómetros de largura, classificada como reserva natural, ladeada por hortênsias azuis, faias, zimbros e fetos. As piscinas naturais do Varadouro numa espectacular baía, estância termal e zona balnear aguardam pela nossa passagem.
Depois, uma paragem na Ponta dos Capelinhos onde se deu a erupção vulcânica de 1957 e se poderá admirar o que as forças da natureza são capazes de fazer, numa exposição com fotografias da época que registaram as diversas fases do acontecimento

Para a próxima vamos contar-lhe como vai ser em São Miguel, a Ilha Verde.
Se estiver interessado na nossa companhia, aproveite, porque os lugares disponíveis são poucos.
Telefone para Maria Lucília (914815132) ou António Santos (217153174/962372866).
Poderá também fazer a sua reserva através do nosso endereço upfcolmeal@netcabo.pt
Venha connosco porque vai valer a pena!

UPFC

11 abril 2008

Caminhada


Pouco mais de quinze dias nos separam dos "Trilhos da Ribeira de Ádela - Caminhos da Escola", percurso que iremos recordar por Ádela e Açor, desde os Cepos até ao Colmeal.



Nos meus tempos de escola existia apenas um livro, o chamado "livro único", para cada uma das quatro classes então obrigatórias. Os mais antigos ainda se lembram deles.



Quem não se lembra destas imagens? Os meninos segurando balões de cores diferentes com as cinco vogais. Letras grandes, pequenas, comerciais ou em tipo de imprensa. Que nós escrevíamos em cadernos de linhas, que na primeira classe tinham duas, para que as letras saíssem alinhadas e todas do mesmo tamanho. Com lápis que se aproveitavam até à pontinha ou com aquelas canetas de aparos soltos e se molhavam nos tinteiros das carteiras.





"a" de águia, "e" de égua, "i" de igreja, "o" de ovos, "u" de uvas. Outra maneira de conhecer as vogais em associação com elementos mais ou menos conhecidos. Letras que escrevíamos na lousa com uma pena ou no quadro preto com o giz.




"É inverno, duro inverno. Neva tanto. O monte e o tecto têm neve. É um nevão. O vento varre a neve."
Um trecho do Livro da Primeira Classe que os nossos alunos de Açor e Ádela compreendiam melhor do que muitos outros que não sabiam o que era neve.



"O terreno é do nosso avô, é nosso, é teu, é meu, é da nossa mãe. Eu vi o avô deitar a semente à terra. O arado virava a terra. E o avô suava tanto!."
Do mesmo livro, outra passagem que os alunos que iam à escola aos Cepos certamente entendiam bem. Quantos deles não teriam já ajudado os seus a deitar as sementes à terra!?...




E quem não se lembra ainda de "Os ninhos", aqueles versos lindos de Afonso Lopes Vieira que começavam assim:

"Os passarinhos,
Tão engraçados,
Fazem os ninhos
Com mil cuidados"...


Tudo o que se passou naqueles anos será com certeza recordado ao passarmos por aqueles trilhos.
Não com a sacola de serapilheira a tiracolo e as mãos livres para correr e brincar , nem tão pouco com as tamancas de brochas às topadas nas pedras soltas.
Vamos encontrar os cheiros dos mesmos caminhos, rever as cores das plantas, das árvores e dos matos.
E das nossas memórias saltarão episódios que julgávamos perdidos.
Venha ver como será possível recordar tanta coisa que já considerava esquecida.
Vamos ficar admirados. E também felizes por tudo isso.

A. Domingos Santos

03 abril 2008

COLMEAL - Biblioteca da União mais completa



Os Colmealenses poderão desvendar o mundo misterioso da molécula num dos dez volumes que compõem uma pequena enciclopédia “História Ilustrada da Ciência” que a partir de agora irá ficar disponível na Biblioteca da União.
Pode ficar a saber como um menino tinha a paixão da matemática ou de como esta foi evoluindo ao longo dos séculos, ou ainda como as conquistas da ciência e da técnica transformaram completamente a condição do homem.
Tomar conhecimento da sensibilização que tem sido feita e que se deverá continuar a fazer para melhorar as relações entre o homem e o ambiente, estabelecendo normas para a sua protecção.
O volume dedicado à Geologia ensina-nos coisas maravilhosas sobre a terra, os oceanos ou a atmosfera que nos envolve. Ficamos a saber como os fundos marinhos são arquivos do tempo ou como a Antártida é uma fábrica de tempestades.
De entre as grandes ciências que revolucionaram e ampliaram enormemente os nossos conhecimentos, a Biologia, será sem dúvida, a menos conhecida. Num volume próprio poderá descobrir entre outras coisas o mistério da hereditariedade, a origem das espécies ou a história das Ilhas Galápagos.
As origens da Física, como as de qualquer outra ciência, perdem-se na noite dos tempos. Percorra este volume e fique a saber como nasceu a electrotecnia ou quem foi Albert Einstein e que fundamentos sustentaram a sua teoria da relatividade.
A Electrónica nas suas linhas gerais ajuda-nos a percorrer um caminho que vem desde as “misteriosas formas de energia”, passando por Marconi, pela televisão e pelas telecomunicações via satélite até às inovações mais próximas.
A Astronomia leva-nos à descoberta do infinito numa caminhada ao longo dos tempos desde as descobertas mais antigas até às mais recentes.
A desforra de Ícaro é perfeitamente explanada no volume dedicado à Astronáutica, onde podemos acompanhar toda a evolução verificada na conquista do espaço pelos humanos.
Ao lermos o volume relativo à Cibernética encontramos máquinas que substituem os homens em múltiplas tarefas e uma pergunta nos assalta – será que o robot dominará o homem?
As suas e as nossas dúvidas poderão desaparecer se lermos estes volumes que se nos apresentam com bastante clareza e simplicidade.
Ler é importante. Ler faz-nos bem.

UPFC