19 agosto 2008

ACONTECEU…

A exposição “Olhares Cruzados”, de Josefina de Almeida

Foi inaugurada em 24 de Julho, na Casa Municipal da Cultura, em Arganil, e estará patente ao público até ao próximo dia 22 do corrente. Integrando pintura e bordado matiz sobre linho, a exposição é um deslumbramento de harmonia e sensibilidade, patentes nos olhares que amorosa e delicadamente se cruzam com os outros, com a alegria e com a tristeza, com a natureza e com o património acção do homem. A exposição tem sido muito visitada e apreciada. Uns dizem que a autora revela evolução traduzida na segurança e no estilo da pincelada, na selecção das cores e na apoteose das emoções que expressa e suscita; outros, designadamente os que usam o livro de comentários, deixam palavras de estímulo e agrado, destacando o esplendor conferido à natureza, a sensibilidade e o talento demonstrados. Ah!, e a Sofia Nunes, de oito anos, diz que o quadro de que mais gostou foi o da raposa no campo! Parabéns aos pais pelo desenvolvimento simultâneo do sentido estético e da capacidade de comunicação e intervenção! A pintora comercializou até ao momento sete obras, um feito digno de registo, nestes tempos de materialismo que a crise económica agrava. .

A Festa do Açor, em honra de Nossa Senhora da Saúde

Teve lugar de 1 a 3 de Agosto. De formato profano-religioso semelhante ao que impera um pouco por toda a parte, a Festa do Açor continua a surpreender. Desde logo pela presença maciça dos residentes e alguns amigos na missa celebrada pelo reitor de Arganil, cónego Manuel Martins, cuja disponibilidade para vir se agradece, bem como a do Padre Carlos Cardoso para se fazer substituir. Depois, e muito especialmente, pelo elevado número de participantes que a vertente lúdica atrai e diverte, jogando horas a fio ou dançando pela madrugada dentro. O que justificará tanta afluência, para além da reconhecida capacidade de mobilização da Comissão de Festas, e do acréscimo sazonal da população flutuante? É verdade que a Festa do Santo padroeiro se tornou praticamente única, depois que desapareceram, com o desaparecimento da actividade agrícola, as festas que dela ou da missa dominical constituíam prolongamento. Mas não surgiram, entretanto, muitas outras oportunidades de divertimento? Apesar da mudança e das rupturas com o passado, continuará a caber à Festa alguma função integradora e de preservação da identidade? Como virá essa função a ser exercida nas localidades onde a Festa se encontra em vias de extinção, por falta de quem a organize com a complexidade que adquiriu?
. A FACIG, Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis
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Teve lugar de 6 a 10 de Agosto. À semelhança de anos anteriores, o “stand” da Freguesia do Colmeal foi preenchido por produtores locais, que aproveitaram para expor e comercializar os seus artigos. Era um “stand” muito interessante, por reflectir vida e dinâmicas actuais, que podem contribuir para a sustentabilidade económica no futuro. Queijo, mel, bijutaria, tapeçaria e peças de roupa, bordados, rendas e outros lavores, azevinhos, ervas aromáticas e livros são apenas alguns dos produtos que se encontravam disponíveis. E que paulatinamente se foram vendendo, embora menos do que seria desejável. Pena que tantos visitantes passassem pelos “stands” – por todos os “stands” - sem sequer para eles olhar, assim se empoeirando inutilmente, quando poderiam passear pela outra margem do rio! Desrespeito pelos outros? Na FACIG como num qualquer centro comercial urbano, o espaço público transformado em mero prolongamento do espaço doméstico e familiar onde nos refugiamos? A solidão e a impessoalidade procuradas na multidão?
. A apresentação do livro “Dez Reis de Gente”, de Adriano Pacheco
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Teve lugar no dia 9, em Cepos. Foi uma sessão muito concorrida, à qual presidiram o Eng.º Ricardo Pereira Alves, Presidente da Câmara Municipal de Arganil e Etelvina de Almeida, Presidente da Junta de Freguesia de Cepos. O “Dez Reis de Gente” poderá ser cada um ou uma dos que partiram para a cidade à procura de melhores condições de vida. É um livro que vale a pena ler, entre outras razões, por ilustrar, sob a forma de narrativa, o processo migratório dos que escolheram Lisboa como destino privilegiado, partindo inicialmente para regressar, mas que “à praia deserta não voltaram”, porque “outros cheiros outros aromas encontraram”. Como diz o apresentador, Eng.º João Coelho, no prefácio à obra, “Dez Reis de Gente é um livro de memórias, de afectos e de solidariedades … é um livro para ler e reler”. Adriano Pacheco terá começado a escrever quando já tinha mais de cinquenta anos. Publicou, entretanto, dez livros, tendo pronto o décimo primeiro. Está de parabéns por isso! Por ter sabido e querido apropriar o poder da escrita para falar de realidades e grupos sociais que tendem a permanecer silenciosos e silenciados. A apresentação do livro ocorreu no restaurante da Chã da Cabeça, onde se encontrava uma exposição de pintura e artesanato diverso que muito apreciámos. Açor (Colmeal), 18 de Agosto de 2008
. Lisete de Matos

18 agosto 2008

A União não pára

Faz precisamente hoje uma semana que terminaram as Festas de Verão 2008. Uns dias para retemperarmos forças e aqui estamos para vos anunciar já a próxima realização - almoço de aniversário para comemorar os 77 anos da nossa União, no dia 21 de Setembro.
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Todos os anos iniciamos as nossas festas com o campeonato de sueca, seguindo-se o atletismo e a natação. O futebol anima a tarde de sábado e na segunda-feira terminamos com as provas de malha e tiro, já no Parque de Merendas das Seladas. A distribuição de troféus e diplomas de participação é sempre ansiosamente aguardada pelos atletas de todos os escalões e modalidades.

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A Quermesse, sempre repleta de prémios tentadores não deu tréguas nem descanso, obrigando a uma constante renovação do seu stock. Animação e alegria encheram o recinto nas três noites, havendo inclusive a participação de alguns artistas surpresa, surgidos do grupo de jovens que este ano "encheu" o Colmeal, com mais luz do que o habitual.

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As cerimónias religiosas foram bastante participadas e a procissão percorreu as principais ruas da aldeia. Da parte da tarde assistiu-se a um espectacular concerto pela Filarmónica da Associação Educativa e Recreativa de Góis.

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O Parque de Merendas das Seladas, cada vez mais bonito e cuidado, foi pequeno para acolher todos os que connosco quiseram confraternizar. Os jovens, presentes em grande número, contagiaram-nos com a sua alegria e dão-nos a certeza de podermos contar com eles em futuras realizações.

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Num momento muito especial e particularmente simpático, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal recebeu de Josefina de Almeida, uma filha do Açor, um quadro de sua autoria representando a Cortada e destinado ao nosso EspaçoArte.

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Largo arrumado. Festões a secar... porque para o ano que vem vão ser precisos outra vez.

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E como dizíamos no princípio, estamos já a preparar o almoço de aniversário dos 77 anos da nossa União. Vai ser aqui neste local muito agradável. Almoço e lanche. Bar aberto e música para dançar. No próximo dia 21 de Setembro sabemos que vai estar connosco. Mais uma vez iremos oferecer o transporte. A circular será enviada dentro de dias com tudo o que desejará saber.

UPFC

07 agosto 2008

Piquenique

No próximo dia 11 de Agosto, segunda-feira, esperamos por si no Parque de Merendas das Seladas. Um local paradisíaco onde é habitual a União Progressiva fazer os seus convívios e em que os últimos ali realizados - Magusto em Novembro e Caminhada em Abril - reuniram largas centenas de participantes. Este piquenique, integrado nas Festas de Verão 2008, servirá uma vez mais para reunir os Colmealenses e todos aqueles que se quiserem associar. A ementa proposta será em moldes idênticos às dos anos anteriores. Tudo faremos para que se sinta bem na nossa companhia. Esperamos por si!
UPFC

Colmeal

Quem se recorda do Colmeal ainda com tantas casas de pedra à vista? Casas escurecidas pelos rigores dos invernos e pelo fumo das torgas que crepitavam no chão das cozinhas. Casas que tinham pessoas, que tinham alegria, que tinham a porta sempre aberta. Como hoje, passados estes anos, tudo é e tudo está tão diferente.
UPFC

05 agosto 2008

Festa no Colmeal




Duas fotografias religiosamente guardadas durante mais de quarenta anos por alguém que já não está entre nós, tal como alguns dos que nelas recordamos.
Era dia de festa no Colmeal num domingo de Agosto naqueles idos anos de sessenta do século passado. O fervor religioso continua inquestionável. Apesar de São Sebastião ser o Santo Padroeiro da freguesia do Colmeal, o Senhor da Amargura parece ter um lugar muito especial na devoção de cada um dos Colmealenses.


O ano passado o Colmeal voltou a ter a sua festa. As cerimónias religiosas decorreram como habitualmente, se bem que o percurso da procissão tenha sido alterado e reduzido. Apenas se evitaram ruas mais íngremes e por isso mais difíceis para aqueles a quem os anos pesam cada vez mais.

O Colmeal vai receber novamente todos os seus filhos neste mês de Agosto. As casas vão-se encher, a alegria vai voltar. Pena que seja por tão pouco tempo.
A União, à semelhança de anos anteriores, volta a assegurar a realização das Festas de Verão. Jogos tradicionais, corridas, natação, tiro ao alvo, música, baile, quermesse, piquenique. E tudo isto porque contamos consigo... para nos ajudar a fazer a festa!

UPFC

Colmeal - História e curiosidades

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1351
23 de Março – Sentença da Cúria Romana, dada em Avinhão, a favor de Fernão Gil, dando prova que o direito de Padroado da Igreja de Góis pertence ao donatário de Góis, na época Martim Vasques. É o documento mais antigo que se conhece comprovativo de que o Senhor de Góis era padroeiro das igrejas da vila e seu termo, sendo filiais as de Celavisa, Várzea, Colmeal e Cadafaz.
Pretendemos dar a conhecer um pouco da história do Colmeal e de outras curiosidades a ele ligadas. Para tal iremos socorrer-nos da pesquisa efectuada pelo portal Movimento Cidadãos por Góis, a quem antecipadamente felicitamos e manifestamos o nosso agradecimento pelo trabalho desenvolvido em prol do nosso concelho.
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UPFC

04 agosto 2008

Faz hoje um ano…



Faz hoje um ano que tudo começou com a publicação do cartaz das Festas de Verão de 2007.
Depois, fomos preparando algumas notas e escolhendo fotografias. Nunca abandonando o veículo da comunicação social regional colocámos aqui as nossas notícias, reciclámos outras e aproveitando as grandes oportunidades que a Internet nos proporciona mostrámos a nossa aldeia, a nossa freguesia e o nosso concelho ao mundo.
As nossas realizações por aqui passaram. Canoagem no Ceira, Cruzeiros no Douro e no Zêzere, Açores, almoços de aniversário, magustos, festas de Verão e de Natal. Caminhadas por caminhos antigos, agora abandonados, mas que levaram pelas aldeias que compõem a nossa freguesia centenas de entusiastas que ficaram maravilhados com as nossas gentes e as nossas belezas naturais.
Fotografias antigas que nos foram chegando e fizeram as delícias dos nossos visitantes.
Publicámos textos de grande qualidade vindos de vários autores que connosco e também consigo os quiseram partilhar.
Ao longo deste primeiro ano de existência recebemos comentários elogiosos pelo trabalho que viemos a desenvolver. São comentários que para nós são um desafio, nos responsabilizam e nos obrigam a fazer ainda mais e melhor. Vamos tentar corresponder ao que as pessoas esperam de nós.
Um OBRIGADO muito sincero a todos aqueles que nos visitaram e foram mais de 16 mil só na página principal. Um OBRIGADO grande para todos os que connosco colaboraram.

Francisco Silva

02 agosto 2008

Soito – xisto atrai pessoas

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Para quem não conhece a aldeia do Soito (Colmeal), situa-se a meia encosta, no caminho entre Colmeal e Fajão, a cerca de 500 metros do Rio Ceira.

O Soito, que na primeira metade do século passado contava com mais de 200 pessoas, foi uma das aldeias onde a desertificação mais cedo se fez sentir, o que associado à sua destruição parcial pelo incêndio de há 15 anos e à inactividade da respectiva Comissão de Melhoramentos durante quase 2 décadas, fez perder a esperança a muitos dos seus conterrâneos e descendentes, com o abandono definitivo de muitas das casas.

Contrariando aquela tendência, o renascimento do associativismo local em 1999, associado è persistência de algumas pessoas interessadas a mudar o rumo dos acontecimentos, conduziu a um processo de transformação sem precedentes, que fez renascer a esperança na aldeia e no seu futuro, pese embora o número reduzido de residentes permanentes.

Este processo, que ao nível colectivo, foi levado a cabo pelo esforço financeiro de todos os amigos do Soito, com algumas ajudas externas a que todas as associações congéneres tem acesso e com algum apoio local especialmente da Câmara Municipal de Góis e ADIBER, permitiu dotar a aldeia de um conjunto de equipamentos essenciais que a tornam mais atractiva, não só aos que ali residem, mas também a todos que a visitam, com maior ou menor frequência.

De entre os equipamentos colectivos construídos é de salientar;

A construção da Casa de Convívio e Espaço museológico, bem como a área adjacente que inclui um largo para festas, forno colectivo e churrasqueira;

A rede de protecção contra incêndios florestais com cobertura total da aldeia e que inclui saídas de água para bombeiros e mangueiras com agulhetas para autodefesa, sendo ainda de salientar a manutenção anual de um perímetro de segurança junto da aldeia;

A adaptação do tanque local a piscina natural;

A recuperação e embelezamento e manutenção de outros espaços (p.e. fonte velha, entradas da aldeia);

Recuperação da capela de São Pedro.

Ainda do ponto de vista colectivo, o Soito pensa concretizar no decorrer de 2008, duas importantes realizações: a recuperação da antiga “eira” à entrada da aldeia e a integração no património colectivo da aldeia, de um moinho movido a água existente no seu interior, que assim complementará o espaço museológico já existente. De salientar que este moinho, para além da sua importância em termos turísticos, poderá ser utilizado para fazer farinha, por quem pretender.

A par do já referido esforço colectivo, a reconstrução tradicional em xisto, passou a ser uma preocupação permanente para quem tem construído no Soito, o que se traduz num número assinalável de casas já reconstruídas com este material, ao ponto da aldeia ser já considerada uma espécie de aldeia de xisto, mas até agora sem quaisquer subsídios.

Face a este movimento e a uma atempada abertura ao mercado, ao nível imobiliário, que, de certa forma veio fazer face ao abandono da aldeia por parte de algumas das famílias dali originárias, o Soito tornou-se uma aldeia atractiva, quer para portugueses que ali não têm as sua raízes, quer para cidadãos de outros estados membros da União Europeia, sendo que esta procura se faz sentir ao nível de casas para reconstruir (também em xisto), de casas já reconstruídas e mesmo de casas para alugar.

Assim e apesar do número reduzido de habitantes permanentes, o Soito tem hoje uma população flutuante muito interessante e, face à impossibilidade de voltar a ter o número de habitantes que já revê no passado, esta poderá ser uma boa forma de garantir o futuro da aldeia e de muitas outras que na região existem em situação idêntica.

Neste contexto, entendemos que a possibilidade de novos investimentos públicos no sentido de valorizar as aldeias serranas do Concelho de Góis, evitando a sua desertificação total, deve ter como prioridade, não a política da subsídio-dependência para quem pouco ou nada fez e espera que os poderes públicos façam tudo, devendo, pelo contrário, constituir uma forma de reconhecer as boas práticas, o trabalho já realizado e a capacidade de realização, mobilizando os factores endógenos existentes em relação a um futuro melhor.

António Duarte
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Foto de Francisco Silva

18 julho 2008

Férias e Festas de Verão


(Clicar no cartaz para ampliar o programa de festas)


Foi com o cartaz das Festas de Verão 2007 que iniciámos este blogue.
O tempo corre célere e nem sempre nos apercebemos da velocidade com que passa por nós.
Um ano passou e as Festas de Verão 2008 estão a chegar.
Mas se não levassem a mal... íamos descansar uns dias para retemperar forças. Prometemos voltar em forma porque queremos que as festas deste ano no Colmeal sejam ainda melhores e mais animadas do que as do ano passado. Naturalmente que contamos com a sua presença.
Voltamos já.

UPFC

Vistas do Colmeal



Foto de F.S.

"Colmeal Paper"

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Com a organização da Junta de Freguesia do Colmeal, vai realizar-se no próximo dia 27, um evento designado "Colmeal Paper" (Rally Paper), a quatro rodas... ou a duas... O programa é o seguinte:
10 horas, concentração e verificação dos concorrentes no Parque de Lazer do Ventoso
10,45 horas, início da prova
13 horas, fim da prova
13,30 horas, almoço-piquenique no Parque de Lazer do Ventoso
16 horas, entrega de prémios e lembranças aos participantes
As inscrições podem fazer-se na Junta de Freguesia ou pelos telefones 235 761 111 ou 961 322 338.
in A Comarca de Arganil, de 16/07/2008

16 julho 2008

Vistas do Colmeal - Rio Ceira - Cortada



Foto de F.S.

Recordar "O Colmeal" 11 e 12



Com a imagem de um presépio e um texto alusivo à quadra natalícia, saía a 15 de Dezembro a edição número 11 de “O Colmeal”.
“…O Natal deve ser para nós mais do que uma simples festa de família; será antes a grande festa da Família Cristã. Jesus nascido no humilde presépio vai pregar-nos mais uma vez o caminho da humildade, do sacrifício, do amor, a humildade da sujeição aos Seus Mandamentos, o sacrifício da aceitação resignada da vida, conforme com a caridade para com todos os homens e mesmo o perdão para os próprios inimigos. Foi por amor de nós todos que Jesus nasceu no presépio…””Gloria a Deus no Céu e Paz na Terra aos Homens…”
“Marco do Correio” de Dezembro informa:
Foz da Cova: “…2 de Novembro, foi baptizado… Filipe Nunes de Almeida…
Salgado: “…contraíram matrimónio no dia 26 de Novembro… Carlos Alberto e Irene de Almeida Vicente…”
Nesta edição, são alertados os leitores para o “10º Recenseamento Geral da População” que irá decorrer no dia 15 do corrente. “O Colmeal” alude à importância desta operação que se destina a averiguar qual é a população de Portugal e quais são as condições de vida e de trabalho existentes no país.
Na última página deste número, “O Colmeal” presta contas acerca do valor do peditório para a compra de uma sineta que já soma 821$60.

Está planeada uma excursão ao norte do país com a duração de três ou quatro dias para o mês de Abril ou Maio com um custo previsto por pessoa de 140$00.

Também nesta página, somos gracejados com um poema de Clarisse Barata Sanches que escreve o seguinte:

“Berço de Jesus
A soarem badaladas
Numa noite branca e fria
Sobre palhinhas doiradas
Jesus Menino nascia
S. José, Santa Maria
Vêem luzes encantadas!
E a sorrirem de alegria
Beijam-lhe as faces rosadas
Pequenino, o enxoval
Que lhe arranjou sua mãe
Bordados, rendas não tinha
E esse berço divinal
No presépio de Belém
Cedeu-lho e terna vaquinha.”


No início do ano de 1961, no número 12 de “O Colmeal” trazia na primeira página uma nota de rodapé que não cai em desuso: “…as pessoas que sabem pouco falam muito…”
Também nesta página surge uma bela imagem do Menino Jesus e um texto alusivo à fé e às dificuldades e facilidades que o novo ano trará. Na coluna da direita, uma fotografia do Rev.º Dr. António Duarte de Almeida e uma notícia a informar que foi nomeado para Chefe da Redacção do “Diário de Moçambique”.

Folheando o boletim deste mês, na 2ª página podem-se ler os nomes dos mordomos e mordomas para o ano de 1961 e que iniciarão as suas funções no dia de Reis:
Santíssimo: António Ramos de Almeida e António Simões de Almeida
S. Coração de Jesus: António Ramos de Almeida
S. Sebastião: Manuel Moreira
N. S. Fátima: António Ramos de Almeida (filho)
N. S. Necessidades: Américo Gonçalves Nunes
S. António: Manuel Francisco de Almeida
S. José: António Martins de Almeida
Senhor da Amargura: Manuel Brás da Costa
S. Nicolau: Manuel de Almeida Neves
Das almas: José dos Santos Ferreira

Neste mês, o valor total em contribuições para a aquisição de uma sineta já vai nos 1.046$60 e na rubrica “Marco do correio”, as notícias eram as seguintes:

Quinta de Belide: Foi baptizada em 26 de Dezembro, Maria de Lurdes Vicente…
Carvalhal: Foi baptizada no dia 1 do corrente, Maria Filomena e António de Jesus Marques…
Também neste número, “O Colmeal” informa que no dia 20 será a festa de S. Sebastião, orago da nossa freguesia.

Colmealenses, por agora é tudo, até breve.

Henrique Miguel Mendes

15 julho 2008

Vistas do Colmeal



Foto de F.S.

Lisete de Matos - o seu novo livro



Na véspera de rumarmos à descoberta dos Açores colocámos aqui um pequeno apontamento sobre o livro "DOS OBJECTOS PARA AS PESSOAS" de autoria da nossa associada e amiga, Dr.ª Lisete de Matos.

Adriano Pacheco no Jornal de Arganil de 19 de Junho, referia-se ao livro enaltecendo "o belo aspecto gráfico, a cor da fotografia e a harmoniosa ligação entre o homem, o objecto e a paisagem" e "cujo tema e formato nos surpreendeu agradavelmente, não apenas pela sua boa qualidade, mas principalmente pela originalidade da concepção e cem páginas de fotografias de objectos que já fazem história."

Também o Dr. Paulo Ramalho, que fez a apresentação do livro, considerou-o como "fundamental para se compreender melhor a Serra do Açor" e que o mesmo é "uma memória feliz da serra, pela forma como as fotos estão dispostas e articuladas".

Lisete de Matos diz que pretendeu nesta sua obra "dar visibilidade e chamar a atenção para a riqueza do património cultural que se encontra disperso por toda a parte, contribuir para a afirmação identitária e para o registo da memória colectiva" (in "O Varzeense" de 30 de Maio).

Como anteriormente dizíamos "Recomendamos vivamente este novo livro de Lisete de Matos, que já tivemos o privilégio de ler e apreciar. Será um livro para que cada um de nós não esqueça tempos idos que por nós passaram e por onde nós andámos envolvidos. Um livro para ser "contado e explicado" pelos pais aos filhos que já viveram noutros tempos, mais recentes. Um livro para ser oferecido aos amigos. Um livro para ficar com cada um de nós.

Ao ler este livro, sentimo-nos a percorrer a nossa Avenida da Memória, que sem querer, um dia e num cruzamento qualquer, poderá desembocar numa qualquer Avenida do Esquecimento."Como certo candeeiro, esquecido por alguém na janela de uma velha casa..."

Parabéns Lisete de Matos por mais este seu livro.

UPFC

12 julho 2008

Vistas do Colmeal - Rio Ceira

Fotografia de Manuel Bonito

Andorinhas



As andorinhas fazem os ninhos com mil cuidados... lembro-me de ter decorado estes versos quando andava na instrução primária, já lá vão alguns anos. Os jovens desse tempo recordam-se destes e doutros versos que aprendíamos e decorávamos com naturalidade.

Estas quatro pequenas andorinhas estão confortavelmente bem instaladas à "janela" do seu ninho vendo o que se passa cá em baixo. A sua penugem indica-nos como ainda são jovens.
Quando lá voltarmos talvez não nos encontremos. Mas foi bom vê-las tão quietinhas e simpáticas a olhar para nós. E ainda há quem não aprecie o que de belo a natureza nos dá.

UPFC

10 julho 2008

Vistas do Colmeal

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Fotografia de FS

Festas de Verão 2008


O mês de Agosto está quase aí. E as nossas FESTAS também.
Esteja atento porque brevemente lhe daremos mais pormenores.
Com uma certeza... vai ser bom e vai valer a pena.
E não se esqueça de convidar aqueles amigos...

UPFC

08 julho 2008

Pintura "naif"




Fernando Costa (1938-2003). Um quadro seu, datado de 1986, esteve patente no ano passado na Exposição "Las Dos Tiernas Orillas". Nesta exposição de "pintura ingénua dos dois lados do Atlântico" estiveram representados pintores "naif" de Espanha, Portugal, Haiti, Porto Rico e República Dominicana.
Fernando Costa, apesar de nos ter deixado há cinco anos, continua a mostrar a sua arte pelos quatro cantos do mundo.

A seguir reproduzimos um pequeno comentário retirado de MySpace.com
Jueves, 22 de Febrero del 2007. Santo Domingo, República Dominicana.
Una diversidad inesperada en la exposición de arte naïf “Iglesia de Santiago” de Fernando Costa, “Peluquero” de Tito Lucaveche, “ El malabarista” de Forture Gerard- Majojon. Cada obra expuesta debe mirarse con suma intención para captar las particularidades de su figuración. Descubrimos grandes diferencias entre esos artistas y su manera de representar la realidad. Suelen atribuir a los naïfs una cultura artística rudimentaria, pero observamos que muchos de los expositores testimonian sofisticación y habilidad, en la forma, el color y aun el manejo del espacio. La colectiva del Centro Cultural de España, “Las dos tiernas Orillas”, “Pintura ingenua a ambos lados del Atlántico” lo pone de manifiesto y puede contribuir a suprimir tantos prejuicios al respecto de quienes han decidido ejercer el arte al margen de la academia y de las modas.


UPFC