31 julho 2014

Foi há 120 anos



Faz hoje precisamente 120 anos que foi concedida a licença para a bênção da Capela do Senhor da Amargura, “Dada em Coimbra aos 31 de Julho de 1894”.


Como se pode ler no documento pertença do Arquivo da Diocese de Coimbra e de que a União possui fotocópia “Fazemos saber que a Junta de parochia da freguesia do Colmeal, desta Diocese, nos apresentaram que tendo mandado edificar na mesma freguesia uma Capella pública com a invocação do Senhor da Amargura, para n’ella se celebrar o Santo Sacrifício da Missa e mais outros actos religiosos, pretendia que a mesma Capella fosse benta.”

“…observando-se n’esse acto todas as formalidades que recomendam as Leis da Santa Igreja e o Rirual do Santo Padre Paulo Quinto, e bem assim concedemos licença para na sobredita Capella depois de benta se celebrar o Santo Sacrifício da Missa… de que tocará sempre o sino annunciando a celebração do Santo Sacrifício…”


Foto e documento dos Arquivos da UPFC

27 julho 2014

Almoço convívio Seladas

C O N V I T E


A União Progressiva da Freguesia do Colmeal tem o grato prazer de convidar o estimado associado, familiares e amigos para o almoço-convívio que vai realizar no dia 16 de Agosto, pelas 13 horas, no Parque de Merendas das Seladas.

Necessitando de atempadamente ter noção do número de presenças para se poder garantir um melhor serviço, agradecemos que tão cedo quanto possível e o mais tardar até ao dia 10 faça a sua inscrição junto da Delegação da União no Colmeal – José Álvaro/Bela – 235 761490 ou em Lisboa, António Santos – 21 7153174 / 96 2372866 ou Maria Lucília – 91 4815132.

Estará à sua disposição o habitual serviço de Bar.

Venha partilhar connosco estes momentos que pretendemos sejam de alegria e boa disposição e permita-nos saborear um pouco da sua sobremesa.

Contamos CONSIGO!

A DIRECÇÃO 
27Julho2014

23 julho 2014

A União visitou o Convento de Cristo em Tomar




Na manhã de domingo, dia 8 de Junho, o autocarro saiu pontualmente às oito horas de Sete Rios, com seis dezenas de sócios e amigos da União Progressiva, rumo a Tomar, para uma visita ao Convento de Cristo. O motivo principal para esta visita prendia-se com a curiosidade de já se poder apreciar a Charola, durante muitos anos vedada ao público e que agora se apresenta integralmente restaurada.









A Charola, célebre por ser, na sua origem, um dos mais extraordinários exemplos da arquitectura templária, pertence à campanha de obras românica e gótica, dos séculos XII e XIII. Trata-se de um edifício poligonal, com oito faces no tambor central, desdobradas em dezasseis faces no exterior, que pretende reproduzir idênticos edifícios de planta centralizada, conhecidos dos templários e inspirados na Igreja do Santo Sepulcro de Jerusalém. Concluída no século XII, possuía porta a nascente que se manteve em funcionamento até à reforma manuelina.





Sob o impulso do Infante D. Henrique, quando este foi governador da Ordem de Cristo, 1420 – 1460, procedeu-se à primeira alteração do edifício, com abertura de dois tramos a poente, de modo a instalar-se aí o coro e a tribuna. Desta época datará também o tubo de órgão de madeira e couro, ainda visível na parede norte da Charola. A maior campanha de obras é promovida mais tarde por D. Manuel I, entre 1495 e 1521, durante a qual se rasgam completamente dois, dos dezasseis tramos da parede externa, abrindo o espaço a Ocidente, através do grande arco triunfal que unirá este espaço à nova igreja manuelina. É desta época, também, o programa decorativo que acentua a riqueza do local.





O enriquecimento do programa iconográfico da Charola, transformada em capela-mor da nova igreja, incluiu escultura, pintura sobre madeira e sobre couro, pintura mural e estuques. Particularmente importante foi a descoberta, nos nossos dias, de pinturas contemporâneas de D. Manuel I, que cobriam a abóbada do deambulatório, e que haviam sido recobertas de cal em época posterior. Foram removidas na campanha de obras para recuperação da Charola realizada no final dos anos 80 do século XX. A Charola é um conjunto espectacular, testemunho não só da arquitectura templária, como, também, exemplar magnífico do esplendor manuelino constituindo motivo de visita obrigatória do Convento de Cristo.


  


Na visita que se efectuou durante cerca de duas horas e em que percorremos todo o Convento, detivemo-nos diante da Janela do Capítulo, o mais conhecido exemplo de arquitectura manuelina, ilustrativo do naturalismo exótico e dos pormenores marítimos. Passeamos pelos vários claustros, originalmente góticos, com estrutura de arcadas quebradas sobre colunas grupadas. O Grande Claustro iniciado nos anos 50 do século XVI reflecte a paixão de D. João III pela arte italiana. Escadas em espiral ocultas nos cantos conduzem ao Terraço da Cera. Outros claustros como o da Lavagem, do Cemitério, da Micha, dos Corvos, da Hospedaria, de Santa Bárbara e o de D. João III, todos eles rectangulares mereceram particular atenção dos participantes. O refeitório e a cozinha, distinguiam-se também pela sua dimensão.

Terminada a visita, o grupo acrescido com mais cinco associados que se deslocaram propositadamente do Colmeal, rumou até à Barragem do Cabril, onde a paisagem e a gastronomia regional o esperavam. Bucho e maranhos iam fazer as honras da casa…
 


O Bucho tem a carne de porco como base e o frango,o arroz, o pão e a laranja como outros ingredientes. O recheio farto, macio e aromatizado constitui um dos elementos do sucesso desta iguaria tão portuguesa. O Maranho tem como ingredientes principais as carnes de cabra  de porco, presunto, chouriço, arroz e hortelã.




Após o almoço que decorreu em ambiente de alegria e de boa disposição subimos ao Monte de Nossa Senhora da Confiança, fronteiro ao restaurante, onde pudemos apreciar a paisagem deslumbrante sobre a barragem e de toda a zona envolvente.





A Sertã aguardava-nos para a próxima paragem. Junto da vulgarmente conhecida por Ponte da Carvalha, Ponte Velha ou Ponte da Várzea, que sempre assumiu uma importância fundamental e estratégica como uma das portas de entrada na vila, aproveitámos para tirar mais umas fotografias e admirar toda aquela área, sempre a ser alvo de melhorias constantes.
 


A visita que a seguir fizemos ao Centro Geodésico de Portugal significou estarmos no centro do país. Com uma altitude de 600 m, permite a quem o visita uma visão de 360º sobre um horizonte vastíssimo, em que se destaca a Serra da Lousã e, com tempo limpo, a Serra da Estrela, esta quase a 100 km de distância. O Museu da Geodesia com uma sala de exposição temática, pequeno auditório, loja de recordações e bar, enriquece este espaço num local que é uma das referências do concelho.







O nosso programa seria concluído com uma visita ao Sardoal, só possível graças à colaboração que nos foi prestada pelo Departamento de Turismo e Cultura da Câmara Municipal e à simpatia e empenho de dois dos seus Técnicos que nos acompanharam na visita guiada. Conhecida como a “Vila Jardim”, tivemos possibilidade de visitar a Igreja Matriz e a Igreja da Misericórdia. Dedicada a São Tiago e São Mateus, a Matriz do Sardoal foi fundada nos últimos anos do século XIV, sendo objecto de intervenções nas centúrias seguintes. Da campanha quatrocentista subsiste a estrutura exterior. A imponente torre sineira com coruchéu, foi já edificada no século XVI. O interior do templo divide-se em três naves de cinco tramos e as naves laterais albergam retábulos em pedra de estrutura maneirista. Ladeando o arco triunfal foram construídas duas capelas, das quais se destaca a Capela do Sagrado Coração de Jesus, onde se encontra colocado o retábulo primitivo da matriz, da autoria da oficina de Vicente Gil e Manuel Vicente, executado no primeiro quartel do século XVI. Do conjunto das sete tábuas que compõem o retábulo avulta "o notável Cristo Abençoado, um dos melhores quadros dessa Escola, pela qualidade do desenho, densidade do olhar sofrido e sentido vigoroso do pathos espiritual". Na capela-mor sobressai o imponente retábulo joanino, de talha dourada. No conjunto integram-se as imagens de São Tiago e São Mateus, patronos do templo, em mísulas laterais, e a Imaculada Conceição ao centro. O espaço é revestido por painéis azulejares atribuídos a Gabriel del Barco. Estas composições, apresentando a Aparição da Virgem do Pilar a São Tiago e São Tiago Mata-Mouros, são consideradas a última obra do azulejador espanhol.
 




As primitivas origens da igreja da Misericórdia remontam ao ano de 1370, ano em que o Rei D. Fernando, acompanhado pela rainha D. Leonor, se refugiaram em Abrantes devido à peste que assolava a cidade de Lisboa. Por ter gostado muito do local, mandou erguer uma pequena ermida. A pequena capela foi entretanto ampliada, sendo substituída pela actual igreja que data de 1551. A imagem da Virgem da Misericórdia recua até ao século XV. Destaca-se da fachada principal o pórtico renascentista, de pedra de Ançã, da oficina de João de Ruão. 

O interior da igreja é de nave única, decorada a azulejo azul e branco, com motivos de albarradas. O altar-mor é em talha dourada, de estilo Joanino, com trono actualmente decorado com uma escultura de S. José da Sacola.



A finalizar, uma visita ao “Cá da Terra”, um espaço agradável e acolhedor onde se faz a promoção e comercialização de produtos locais. Depois foi o regresso a Lisboa.

UPFC

Fotos de A. Domingos Santos e Francisco Silva 

25 junho 2014

Nos Picos da Europa com a União – 5º dia










Deixámos o hotel situado no bonito centro histórico de Burgos e partimos a caminho de Valladolid, capital da Comunidade Autónoma de Castilla e León, que cativa qualquer visitante pela sua beleza arquitectónica. Já foi capital da Espanha Imperial no reinado dos Reis Católicos, Fernando e Isabel, que ali casaram em 1469 e também um importante centro cultural com a universidade mais dinâmica do país no século XV.











Valladolid, que foi fundada pelo conde Ansúrez no ano 1104 é hoje uma cidade moderna e industrial preservando, no entanto, alguma da melhor arquitectura e arte renascentista de Espanha. São inúmeros os atractivos com que nos deparamos. O Museu Nacional de Escultura, alojado no antigo Colégio de San Gregório, com uma fachada profusamente esculpida, contém uma importante colecção de figuras religiosas polícromas de madeira (Séc. XIII a XVIII). Na Plaza de San Pablo encontramos uma igreja consagrada a este santo. Outras igrejas com muito interesse são as de Santa Maria la Antígua (Séc. XIV), uma jóia arquitectónica que mistura estilos românico e gótico e a Catedral, que nos apresenta um variado conjunto de estilos com destaque para as esplêndidas capelas góticas.
A Universidade de Valladolid, que data do século XV, exibe uma exuberante fachada barroca do séc. XVIII. A primeira obra renascentista na cidade, o Colégio de Santa Cruz, data de 1491 e tem cerca de 13 mil volumes do século XII ao XVIII para além de mais de quinhentos manuscritos da mesma época. De realçar também o Convento de Santa Ana com as suas pinturas de valor histórico e cultural, entre as quais três do pintor Goya. O Museu Casa de Colón (Casa de Colombo) que alberga documentos da época e onde Cristóvão Colombo viveu e morreu, foi construído com base no palácio que Don Diego Colón mandou construir em Santo Domingo como residência familiar.









Muito interessante e que pudemos visitar em pequenos grupos foi a Casa Museu de Cervantes, onde o escritor viveu de 1603 a 1606 antes de regressar a Madrid. Uma  das suas obras mais conhecidas e traduzida em dezenas de línguas é o “Dom Quixote de la Mancha”. A decoração dos aposentos apresenta-se de maneira similar à época do escritor, baseando-se no inventário dos dotes de sua esposa e da sua filha. Também dispõe de autógrafos e livros originais ou lidos pelo seu ilustre inquilino. Igualmente faz parte do conjunto da Casa Museu de Cervantes o Museu da Real Academia de Bellas Artes, com pinturas e esculturas dos séculos XIX e XX.


































Em Salamanca, onde almoçámos, fizemos uma visita pelo seu centro histórico que está considerado Património da Humanidade desde 1988 e que nos apresenta um dos mais ricos conjuntos de monumentos da Idade Média, do Renascimento e das épocas clássica e barroca. A sua Universidade foi fundada no ano 1218 e apresenta uma extraordinária fachada, mais recente, do século XVI.
Nesta cidade antiquíssima fundada pelos Iberos destacam-se as duas Catedrais. A nova, construída junto à antiga, é de estilo gótico e nela se destaca a sua monumental fachada com três preciosos portais. A velha é do séc. XII, de estilo românico e gótico primitivo, serviu de fortaleza em variadas ocasiões e nela é digno de destaque o retábulo do altar-mor.
A Casa das Conchas, mandada construir por Rodrigo Arias, cavaleiro da Ordem de Santiago, poderá ser o monumento mais representativo da arquitectura civil do fim do séc. XV. O seu nome provém das insígnias que levavam os peregrinos, lavradas em pedra, que decoram as suas paredes exteriores.
Os Palácios da Salina, de Anaya, de Monterrey, assim como o Convento de las Dueñas e a Torre do Cravo são outros dos edifícios mais bonitos da cidade.

A sua Plaza Mayor é talvez a praça mais bela de toda a Espanha. Terminada em 1788, serviu de modelo para muitas outras, da que a de Madrid é um claro exemplo. Aí encontramos o edifício da Câmara Municipal, de influência barroca, e o Pavilhão Real, de onde a família régia presidia aos acontecimentos que se celebravam na praça. A sua pedra dourada confere-lhe uma tonalidade muito própria ao entardecer.



Depois, e com muita tristeza para todos, aproximava-se o inevitável final destes maravilhosos cinco dias, que no entanto irão perdurar nas nossas memórias
A satisfação era unânime à chegada a Lisboa. E não podemos esquecer que tivemos o tempo como grande aliado durante todo o percurso.
Para si, que viajou connosco, o nosso muito obrigado. Até uma próxima!

Fotos de A. Domingos Santos e Francisco Silva