11 maio 2008

Posto Médico

Todos os Colmealenses sentem a falta de um Posto Médico na sua sede de freguesia.
O primitivo, instalado e mobilado há décadas atrás pela União Progressiva da Freguesia do Colmeal, ao Canto, foi mais tarde transferido para a Casa da Residência, agora desabitada. E ali foi funcionando até um dia...
Admitiu-se que no edifício sede da Junta de Freguesia pudesse vir a funcionar o novo Posto Médico. Para esse fim e ao que julgamos saber, chegou algum mobiliário, mas as alterações entretanto sofridas a nível de política da saúde, parecem ditar a sua não abertura.
A vinda de um médico ao Colmeal foi rareando até desaparecer por completo. Apenas um enfermeiro se desloca com alguma regularidade para acorrer a situações de serviço domiciliário, de tratamentos em doentes com pouca mobilidade ou acamados.




Quando nos aproximávamos do Colmeal, depois de atravessarmos a Ponte sobre o Ceira, dávamos com uma placa indicativa da existência e da direcção a tomar para um Posto Médico. Que não existia. Mas isso todos nós sabíamos. Porque somos de lá ou porque lá residimos.
O problema colocava-se para quem não conhecia a região e que numa situação de emergência ao perder minutos preciosos estes se poderiam tornar fatais. Não se poderá encontrar o que não existe.
Já em tempos alguém, na imprensa regional, se havia referido a esta situação.




Verificamos que foram tomadas em conta as preocupações que se vinham a manifestar quanto a esta placa, que finalmente foi removida.
Desejamos muito sinceramente que ela seja de novo colocada e o mais depressa possível, pois será sinal de que o Posto Médico, no Colmeal, voltará a funcionar para bem da sua população maioritariamente envelhecida.

UPFC

10 maio 2008

DEPOIS DA CAMINHADA, A CAMINHO DO FUTURO!

Sob o lema Cepos e Colmeal em movimento, inscrito nas camisolas brancas e frescas que muitos dos participantes orgulhosamente vestiam, realizou-se recentemente a caminhada “Trilhos da Ribeira de Ádela, caminhos da escola”. A sua organização envolveu a colaboração de várias entidades (União Progressiva da Freguesia do Colmeal, Centro Social, Comissão de Melhoramentos e Junta de Freguesia de Cepos), que certamente muito contribuiu para o sucesso da iniciativa.

Deliciados e confortados com as filhós e o café servidos em Cepos, os caminhantes partiram à descoberta da serra e do caminho, que os esperavam, eles próprios ansiosos de se verem de novo afagados por pés revitalizantes do desuso, e das almas e corpos que se pretendem sãos. Alguns pareciam faunos divertidos, com o lenço da mão armado em carapuço de quatro bicos a proteger-lhes a cabeça do sol escaldante inesperado!




Formada por mais de duzentas pessoas, devido à estreiteza dos caminhos, a caminhada era um cordão humano, extenso, serpenteante e ruidoso, que alegrava a serra espantada, e fazia lembrar as visitas pascais de antigamente, quando se faziam a pé, de aldeia em aldeia, com uma multidão de gente a acompanhar, e a “alumiar”o Senhor, em cumprimento de promessa satisfeita ou por razões de convívio. Eram homens e mulheres, crianças, jovens e idosos, gente de aldeias e cidades, nacionais e estrangeiros, profissionais de múltiplos ramos de actividade, autarcas de municípios e freguesias, todos irmanados no objectivo comum de caminhar caminhando, pelas veredas do percurso e da vida, cada qual no exercício mais empenhado do seu papel. Como dizia uma participante, cabra manca não tem sesta e se a tem pouco lhe presta, sobretudo quando é a realidade social que manqueja!

Depois desta referência pictórica, que os relatos e as fotografias já publicadas e a publicar nos “blogues”http://upfc-colmeal-gois.blogspot.com/ http://comelhoramentoscepos.blogspot.com/ permitirão aprofundar, passo a sublinhar alguns dos aspectos a que fui particularmente sensível, por considerar que constituem uma mais valia portadora de esperança, no âmbito da estrutura socio-económica e cultural que caracteriza a zona. É que vejo a caminhada como oportunidade de festa, reencontro e convívio, mas também como manifestação, (ex)pressão colectiva e desocultação, dos recursos e potencialidades da serra. Recursos e potencialidades que poderão alicerçar a viabilidade e o desenvolvimento sustentado. Entre outros, a que olhos e perspectivas distintas terão sido sensíveis, destaco os seguintes: solidariedade e entreajuda comoventes, traduzidas no apoio que muitos prestaram a outros, a justificarem reciprocidade e subsidiariedade política; hospitalidade e arte de bem receber, que tanto se recomendam quando o turismo pode ser uma das vias para o desenvolvimento; competências e saberes diversos, à espera de libertação pelo génio da iniciativa e do investimento; produtos endógenos de grande qualidade, cuja fabricação pode ser optimizada; capacidade de mobilização, e de se deixar mobilizar, o que constitui condição essencial para a mudança; capacidade (por parte dos organizadores) de trabalho conjunto e superação das fronteiras fictícias, a demonstrar a bondade das parcerias autênticas e da maximização dos territórios e interacções sociais, na aldeia dita global em que vivemos; paisagem deslumbrante e património natural e construído muito rico e diversificado, disponíveis para serem preservados, e colocados ao serviço da atractividade e da economia. Diria, finalmente, que a caminhada também revelou que afinal existe gente, capital humano, como dizem os peritos. Não é maioritariamente residente? Pois, é verdade! Mas esse é um dos factores que fazem da serra e da região, em geral, uma realidade social tão singular, porque também feita de ausentes que podem tornar-se cada vez mais presentes. Depois da caminhada, a caminho do futuro!
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Açor, 9 de Maio de 2008
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Lisete de Matos

IGREJA DO COLMEAL

Da Acta da Reunião Ordinária de 11/Agosto/2003 da Câmara Municipal de Góis, retiramos a seguinte parte, por dizer respeito à nossa freguesia e à nossa aldeia, o Colmeal.

“ASSUNTOS NÃO AGENDADOS
2.12 - IGREJA PAROQUIAL DA FREGUESIA DO COLMEAL – O senhor Vereador Manuel Almeida Gama, referiu que tal, como já antes havia alertado o senhor Vereador João Veiga e Moura, constatou no último fim-de-semana, o avançado estado de degradação em que se encontra a Igreja Paroquial do Colmeal.
Mais referiu, que apesar de a Câmara não ter responsabilidades directas sobre o imóvel, é importante que em colaboração com a Fábrica da Igreja do Colmeal, procure uma solução para actual situação.
O senhor Presidente informou que a Câmara já se disponibilizou por várias vezes, para colaborar na elaboração do projecto e nas obras, que reconhece serem perfeitamente justificáveis.
A Câmara tomou conhecimento.”
In “O Varzeense” de 30/Agosto/2003

“O Varzeense” de 15 de Setembro de 2003 (número a seguir) dava realce ao estado de grande degradação em que se encontrava a Igreja do Colmeal.







Temos vindo a apreciar as fotografias de outras igrejas do concelho de Góis, que têm sido publicadas no Blogóis e que aqui reproduzimos, com a devida vénia. Fotografias das igrejas em Telhada e Góis (6 de Maio), Chã de Alvares e Góis (7 de Maio), Chão dos Santos e Cortes (9 de Maio).



A nossa igreja do Colmeal surge no mesmo blogue em 8 de Maio.
Tal como na fotografia, colocada sem comentários, não há comentários possíveis a fazer. Há apenas tristeza, tristeza tantas vezes manifestada mas infelizmente nunca ouvida.


Ainda recentemente na Assembleia de Freguesia do Colmeal, realizada no passado dia 27 de Abril, muitas foram as vozes que questionaram os motivos desta degradação e do esquecimento a que está votado este templo, que semanalmente recebe os seus crentes.
A Comissão da Fábrica da Igreja sabe das preocupações e apreensões que grassam entre os naturais e residentes da freguesia do Colmeal face ao estado em que se encontra a igreja da sua sede de freguesia. A Comissão da Fábrica da Igreja e como é do domínio público, já teve várias ofertas de colaboração para que as obras comecem.
Não entendemos nem ninguém entende o porquê deste estado de coisas.











Da nossa Igreja do Colmeal, por mais que tentemos não conseguimos tirar melhores fotografias do que estas.
Mais um Agosto se aproxima e será que quem voltar à sua terra ainda vai ver a sua Igreja neste estado? Esperamos e acreditamos que não.


08 maio 2008

Eu fui ao Açor...


Açor. Talvez o nome desta pequena aldeia provenha do de uma ave de rapina, semelhante à águia e ao milhafre.
Há um século atrás, em 1908, o Açor tinha apenas 7 fogos. (in "O Colmeal", n.º 4 - Maio de 1960).
Uma das aldeias da freguesia do Colmeal que vale a pena visitar.


Casario pouco, mas cuidado. Recuperado. Manto verde envolvendo as casas e bordejando a única rua da povoação. Oliveiras perto da porta com o lagar cada vez mais distante. Pedaços de terra que ainda vão tendo a mão de quem a acarinha e a amanha.

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Laranjas à distância de um braço para saciar a sede de alguém que passe. Bonitas, sem maleita.


Cenário multicolorido tendo ao fundo as mesmas casas num enquadramento onde se ouve o silêncio apenas perturbado pelo zumbido de uma abelha.



A parte que nos faltava ver e onde a recuperação cuidada das casas é bem visível. A mesma rua. A única. Limpa. Termina junto à capelinha que acolhe Nossa Senhora da Saúde.
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Camélias olhando e sorrindo para quem passa. Rosas em vários tons que dão um colorido bonito e diferente a esta aldeia. Pequenos jardins que alegram e aliviam o peso dos anos e a solidão de quem resiste às agruras dos invernos.


A única placa na aldeia. Na única rua da aldeia. Quem terá sido António d'Almeida, ainda por cima Cirurgião e nascido há quase duzentos anos? Lisete de Matos preparou recentemente uma pequena brochura que disponibilizou gratuitamente aos participantes da caminhada "Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da Escola", recuperando um trabalho de pesquisa que Fernando Costa fizera nos anos oitenta. Visite o Açor e tente descobrir quem foi este "Cirurgião do Caratão".


Sossegada, no cantinho, à espera que os participantes na caminhada passassem por aqui. Vestida e calçada por Lisete de Matos e maquilhada pela sua filha Catarina aqui me deixei ficar. Mas ao sentir aproximarem-se todos aqueles que quiseram recrear os caminhos da escola saltei do meu lugar e fui procurar outro de onde os pudesse ver melhor.



E nada melhor do que esta oliveira, junto à rua por onde eles vinham. Fiquei contente e feliz por ver tanta gente. A minha aldeia estava alegre, colorida, risonha. E no meu pequeno cartaz eu pedia-lhes que voltassem. Que voltassem sempre. Para eu, o Açor e todos nós voltarmos a recebê-los com um sorriso.

A. Domingos Santos

06 maio 2008

COLMEAL - A União vai aos Açores IV




E estamos quase a ir. Já falta pouco. Como temos vindo a informar, de 18 a 25 de Maio, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai aos Açores para visitar quatro das suas nove ilhas.
Já “andámos” pelas Ilhas Terceira, Pico e Faial e hoje iremos percorrer a lindíssima Ilha de São Miguel, também conhecida por Ilha Verde.
Tínhamos ficado, na última crónica, a contemplar o vulcão dos Capelinhos. Depois disso apanhámos o avião e agora encontramo-nos já em Ponta Delgada, na Ilha de São Miguel.

Vamos começar com uma visita à Ribeira Quente, uma pitoresca freguesia piscatória situada numa ampla baía, depois de percorrermos uma estrada de rara beleza de onde se pode observar a ribeira e diversas quedas de água. Continuaremos pela Vila da Povoação, que é atravessada por três ribeiras que correm até ao mar, e onde se iniciou o povoamento da ilha. Em meados do século XIV já existiam cartas geográficas que indicavam a sua existência. No entanto, supõe-se que tenha sido descoberta entre 1426 e 1439. Sabe-se, que em 1439 teve início o seu povoamento, efectuado por portugueses oriundos da Estremadura, Algarve, Alto Alentejo e alguns estrangeiros principalmente oriundos de França. Teremos possibilidade de visitar a Igreja de Nossa Senhora do Rosário (Matriz) e as praias de Palames e do Morro. Depois, teremos a visita ao Nordeste, o concelho mais florido de São Miguel, com famosos jardins, miradouros e cascatas. Nesta zona da ilha merecem destaque os miradouros da Ponta do Sossego e Salto do Cavalo, de onde se obtém uma magnífica panorâmica para o Vale das Furnas e Vila da Povoação.
De novo em Ponta Delgada, iremos percorrer a pé o seu centro histórico. Praça Gonçalo Velho Cabral, as Portas da Cidade construídas no século XVIII, a Igreja de São Sebastião (Igreja Matriz) que data do século XVI, com elementos dos estilos Gótico e Manuelino mas cuja fachada foi alterada dois séculos depois de acordo com o estilo da época, o Barroco. É no Convento e Capela de Nossa Senhora da Esperança, do século XVI, que se venera a imagem do Senhor Santo Cristo dos Milagres.

Depois de uma noite de merecido descanso sairemos por Lagoa seguindo-se a subida à Serra de Água de Pau com paragem no miradouro do Pico da Barrosa (a 947 metros de altitude). Daqui poderemos admirar a Lagoa do Fogo, situada no interior de uma cratera de um vulcão extinto, inserida numa reserva natural.
Na Ribeira Grande faremos uma paragem para visita ao centro da cidade e para uma prova de licores tradicionais na loja da fábrica produtora. Continuaremos por Porto Formoso e Gorreana, onde poderemos observar a cultura do chá e visitar uma fábrica de transformação desta planta.
No Pico do Ferro pararemos para admirar a bela paisagem que se avista para o Vale das Furnas com as suas fumarolas de água quente, lamas e águas medicinais. Subiremos à Lagoa das Furnas, em cujas margens é cozinhado em buracos no solo, o famoso “Cozido” que será o nosso almoço.
Faremos uma visita ao romântico Parque Terra Nostra com a sua variedade de árvores e plantas exóticas e nas Caldeiras apreciaremos fenómenos vulcânicos. De volta a Ponta Delgada faremos uma paragem em Vila Franca do Campo, que foi a primeira capital da ilha e que um sismo destruiu parcialmente em 1522, e na Fajã de Baixo visitaremos uma plantação onde se produzem os famosos ananases de São Miguel e teremos uma prova de licor. A terminar este dia iremos saborear algumas especialidades da gastronomia açoriana e apreciar a actuação de um Grupo Etnográfico.

O nosso último dia no arquipélago começará pelo Pico do Carvão, miradouro que propicia uma bela panorâmica para o centro da ilha e mar, tendo nas suas redondezas diversas lagoas das quais destacamos a do Canário, a Rasa e a do Carvão. Da Vista do Rei admiraremos a magnífica Lagoa Azul e Verde, mais conhecida por Lagoa das Sete Cidades por estar inserida na freguesia do mesmo nome, que será a nossa próxima passagem para se visitar a Lagoa de Santiago.
Continuaremos pelos Mosteiros para uma paragem na bela zona balnear com praia e piscinas naturais. Outra paragem na Ponta do Escalvado com linda vista para Ferraria, Ilhéus e freguesia de Mosteiros. A caminho do Aeroporto João Paulo II ainda passaremos por Ginetes, Candelária e Feteiras. Seguir-se-ão as formalidades de embarque e o regresso a casa.

No final de uma semana de sonho que iremos dizer de tudo quanto vimos e que ultrapassou as nossas melhores expectativas?
Aquele verde imenso das falésias e dos vales. As lagoas e as cascatas com que nos cruzámos naquelas paisagens de cortar a respiração. Não tínhamos imaginado tanto.
A conclusão a que chegaremos é de que tudo nos Açores era diferente e que a natureza, toda ela, parecia feita de propósito para nos encantar.
Temos a certeza de que irá gostar de viajar connosco.

UPFC

Recordar "O Colmeal" 6


Dia 15 de Julho do ano de 1960 saía a edição número 6 de “O Colmeal” trazendo na primeira página uma fotografia da ponte sobre o rio Ceira e em seu contorno é falado sobre “O Colmeal de ontem e de hoje” de onde passo a transcrever parte desse texto:
“… quem conhece a freguesia do Colmeal… tem a felicidade de notar quantos esforços se tem feito em ordem do progresso. Tenho por vezes já idealizado um Colmeal de há cinquenta e de há cem anos, com muito mais do dobro da população actual, completamente isolado, de casario negro e dá até vontade de considerar infeliz toda essa gente de então… não pensavam em progresso nem conheciam o que era isso! …há anos começou-se a caminhar: quantos sacrifícios inauditos, quantas privações, trabalhos e canseiras, horas roubadas ao repouso, dispêndios subtraídos às magras economias e até lágrimas se terão vertido para que hoje possamos viver no meio do conforto… percorrendo a freguesia de um extremo ao outro quantas coisas novas e úteis encontramos! … tantas estradas serpenteiam as encostas, há lindos e artísticos marcos fontenários, lavadouros modernos com água canalizada, escolas, formosas e brancas capelas, uma rede telefónica num total de catorze telefones a todos os lugares… o progresso segue a ritmo acelerado…um largo de incomparáveis proporções na região… estuda-se o problema da luz eléctrica, foi criada pelos C.T.T. uma estação telégrafo-postal..espera-se que a almejada estrada acabe por descrever nas encostas…até que ao menos fique junto à ponte sobre o rio Ceira…o presidente da União Progressiva, Sr. António dos Santos Almeida (Fontes)…manifestou-se animado da melhor vontade e interesse por que todos os melhoramentos em curso sejam dentro em breve uma consoladora realidade…”
É caso para dizer: Abençoados tempos…
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Neste número, Santa Maria Goretti é o Santo do mês. Foi canonizada por Pio XII e é um exemplo para todos que devem cultivar o amor pela pureza e respeito do seu corpo. Maria era italiana, não sabia ler nem escrever mas percorria quinze quilómetros a pé para assistir à Missa fosse verão ou inverno. Foi vítima de abusos sexuais quando criança e perdoou o seu agressor antes de falecer a 6 de Julho de 1902.
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“Marco do Correio” de Julho, informava além de outros assuntos de menor destaque:
Carvalhal: …15 de Junho realizaram-se os seguintes baptizados: Irene de Almeida Gonçalves… Maria Natália de Almeida Nunes… Maria de Lurdes Fernandes Moreira.
Àdela: Procedendo à abertura de covas destinadas à colocação dos postes telefónicos, foram atingidos pelos estilhaços de um tiro que não explodiu na devida altura, Laurentino da Silva Martins Ferreira e Júlio Francisco de Almeida…
De Lisboa: Realizou-se o casamento do Sr. António de Olivença de Almeida com a Sra. Dª. Ilda Baptista Martins.
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Nesta edição de Julho é também publicada uma lista com o nome dos alunos da freguesia que fizeram exame do 2º grau ficando todos aprovados:
Carminda Gaspar Freire e Natália Simões da Ascenção – Colmeal; Irene de Almeida Fontes e Maria de Lurdes da Silva – Soito; Marília de Jesus Nunes, António Olivença e José dos Santos Gaspar – Malhada; Américo Joaquim – Aldeia Velha; Maria Helena Martins e Maria de Jesus Martins – Carvalhal.
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“Badaladas” informa que o sino custa 4.200$00 e a soma das ofertas já fazia a quantia de 943$00… (Se fosse hoje, eu oferecia o sino)
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Colmealenses, por agora é tudo, até breve.

Henrique Miguel Mendes

Caminhada com arte












Ainda muito recentemente na Mostra/Venda de Artesanato e produtos locais, realizada pela Páscoa no Colmeal, Josefina de Almeida nos tinha presenteado com vários trabalhos seus colaborando assim naquela iniciativa.
Na caminhada pelos "Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da escola", esta artista que é também uma filha do Açor, abriu de par em par as portas de sua casa para mostrar aos participantes os seus quadros, numa exposição simples que, para além de introduzir uma vertente de cultura nesta realização da União Progressiva, serviu para partilhar com os visitantes os momentos de criatividade e beleza que transpôs para as suas obras.
Josefina de Almeida estará brevemente representada no EspaçoArte da União, no Centro Paroquial Padre Anselmo, no Colmeal, através de um seu quadro amavelmente oferecido à nossa Colectividade.
O nosso muito obrigado.

UPFC

05 maio 2008

Fotógrafo aprendiz...





Ao vermos o Francisco a transmitir alguns ensinamentos ao Nuno ficamos com a certeza de que o velho ditado "filho de peixe sabe nadar" iria aplicar-se da melhor maneira e com os melhores resultados.
Francisco, um homem que muito anos viveu na arte da fotografia, sabe o que faz e sabe transmitir os seus conhecimentos com uma simplicidade impressionante.
O Nuno acompanhou os participantes durante toda a caminhada e foi disparando a máquina, aqui e ali, captando pormenores que a outros poderão ter escapado.
Nuno Miguel Pinto Carreira da Silva, filho, neto e bisneto de regionalistas, também ele faz parte dos corpos gerentes da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, como Segundo Secretário da Assembleia-Geral. O diploma atribuído no final aos participantes dos "Trilhos da Ribeira de Ádela/Caminhos da escola" foi de sua autoria, bem como o cartaz alusivo a este evento.
Vamos ver brevemente neste blogue "A caminhada vista ... pelo Nuno Silva".

A. Domingos Santos

Vigiando das Caveiras

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Começo como sempre, saudando o meu amigo leitor e pedindo desculpa por qualquer coisinha que eu possa dizer e que seja mal vista por terceiros. Hoje não vou escrever sobre qualquer tema em especial. Vou soltar os dedos e escrever…

Começo por dois assuntos que alguma mágoa me trazem. É que faleceu em Março o meu amigo Francisco Neves e agora, há quatro dias, José de Matos Cruz, não só meu amigo, mas amigo de todos. Permitam-me os familiares destes dois homens que escreva algo sobre eles.

Francisco Neves, 1º Secretário da Direcção da Casa do Concelho de Góis, abriu-me os braços quando ingressei nos corpos sociais da mesma. Vi nos seus olhos que se sentia feliz por entrar um membro mais jovem. Houve um dia à noite, numa das minhas visitas ao correio, em que ele me mostrou todos os cantos e recantos da Casa. Fiquei a saber que é bem maior do que eu pensava. Francisco Neves ensinou-me os caminhos da Casa e explicou-me muitos dos procedimentos da mesma. É pena que nos tenha deixado assim tão de repente…

José de Matos Cruz… Sempre imaginei tomar um café com ele e ouvir a sua sabedoria e as suas histórias (ele contava muitas). Devido à minha vida pessoal e profissional, nunca consegui fazê-lo embora num verão recente o tenha procurado em vão na Várzea. Sempre ouvi do Sr. Matos Cruz bons conselhos e incentivos. Ajudei-o na construção dos blogues e tinha permissão para escrever neles. Fechou os olhos e partiu para sempre numa altura feliz do seu cargo na Casa do Concelho de Góis. Ainda hoje, custa-me acreditar na notícia que recebi por telefone…

Mudemos de assunto. Numa reunião Regionalista que assisti há pouco tempo, ficou no ar uma pergunta, mas já encontrei a resposta. Ao dizer que era necessário puxar para o regionalismo a camada mais jovem, um amigo dos Amieiros disse:
“- Temos de agir! O que é preciso para incentivar a juventude para estas andanças? Hoje em dia, nas nossas aldeias já há estradas, água, electricidade, etc. Devíamos virar-nos para a cultura…”

Pois é! A resposta é simples. Eu, como jovem que sou, pensei. Imaginei hipóteses e pensei no que poderia existir lá na minha terra, que me fizesse aparecer com mais frequência. Conclui que seria NADA! Infelizmente tenho de ser realista e admitir que mesmo sendo jovem e fazer de tudo para que as aldeias, suas tradições e costumes se mantenham vivas ou renasçam, tudo o que se fizer é um esforço desnecessário. A camada jovem só vai à aldeia quando é a festa e mesmo assim, alguns ficam em casa a ver a novela ou a jogar no computador. Se há baile, grande parte não sabe dançar, se o almoço é um prato típico da região, não gostam. Depois, é o namorado(a) não está lá para animar e depois são as pessoas lá da terra que preocupam-se demais com a vida dos outros… Podemos apostar na cultura, mas… qual cultura? Os povos eram pobres, viviam da terra… No meu caso pessoal, já pedi às pessoas lá da aldeia que tivessem recortes de jornais, fotografias e histórias antigas, me facultassem para juntar tudo e poder fazer um evento cultural relembrando o passado. Até hoje, NADA! Está-se tudo marimbando para estas coisas. Já houve pessoas a dizer que isto do Regionalismo era coisa de boémios. A meu ver e mediante o meu sentimento pessoal, é tudo uma questão de (como se diz em bom português) pancada. A nova geração de seres humanos não está preparada para trabalhar por amor à camisola, para fazer bem aos outros, para conviver sem ser em bares ou discotecas e desculpam-se sempre com isto ou aquilo. Acham uma seca estas coisas, e porquê? Não é por ficarem sem ir ao hi5 ou ao MSN. É porque lá, só há velhos e gente sem “cor”. Pudera! Se eles não aparecem, não pode haver outro tipo de ambiente. E ainda há outro motivo para a juventude estar por fora. É que… o jornal lá da terra que aparece em casa, normalmente é o pai ou a mãe que lê… no entender de alguns, acham aquilo que lá vem escrito, conversa repetitiva e de chacha!

Vá lá pessoal. Bora lá aparecer…

No sábado foi a Assembleia-Geral da colectividade da minha terra. A Liga dos Amigos de Aldeia Velha e Casais. Neste tipo de sessões, os associados devem apreciar o trabalho desenvolvido pela Direcção, analisar as contas e saber o que se faz com o dinheiro que eles dão como donativo e para pagar as quotas, intervir quando necessário, dar ideias e criticar, enfim, DEVEM APARECER, não? Foi uma vergonha! Das 10 pessoas que lá estiveram, uma era da Mesa, cinco da Direcção e outra do Conselho Fiscal, sendo miseravelmente de APENAS 3 o número de associados.

Caramba! Então a Direcção que se fartou de trabalhar e estava tão ansiosa por apresentar os resultados disso, fica a falar praticamente para as paredes!?!?!? Nem os secretários da Mesa se dignaram aparecer! Afinal o que se passa? Será assim tão complicado tirar um dia num ano para ir a uma reunião e saber como vão as coisas lá na parvalheira? Eu sei o que é. É que assim podem dizer mal disto e daquilo porque não foram eles que contribuíram para a eleição da lista, blá blá blá. Têm certamente coisas mais interessantes e urgentes para fazer. Passear, ir ao cinema, ao teatro, brincar com os filhos, visitar familiares e amigos, etc.. Tudo, coisas que não podiam ser feitas sem ser naquele preciso dia. Nesse dia, confesso que cheguei a casa DANADO e se pudesse pedia a anulação da reunião. É que se formos a ver bem as coisas, tudo o que foi apresentado e proposto pela Direcção, foi aprovado em maioria. E quem era essa maioria? Nem vale a pena responder…

Também há aquela velha situação, que eu particularmente acho desnecessária e descabida. É que conheço casos em que um indivíduo que encabeçava uma lista e depois sai do seu cargo, normalmente desliga-se por completo da agremiação e por vezes até parece estar contrariado com tudo o que se passa em redor da mesma. Aqui perto das Caveiras onde vos escrevo, há uma terra onde se padece do mesmo. Quanto a isto, não encontro explicação. Pode ser que daqui a algum tempo lá encontre resposta e escreva mais umas palavrinhas.

Bem amigo, sentado nesta pedra fria das Caveiras, confesso desconhecer o efeito que estas palavras podem produzir nos meus fieis leitores e ilustres homens e mulheres por quem tenho grande admiração, consideração e respeito. Já não aguentava mais e tive de deitar tudo cá para fora.

Um abraço a todos e até breve…

Henrique Miguel Mendes
http://vigiando_das_caveiras.blogs.sapo.pt

04 maio 2008

Dia das mães da União



Para todas as mães da União.
Para todas elas, sempre presentes onde quer que estejam, um beijinho grande, neste dia e nesta flor.

UPFC

Abelhas a ver passar...



Aperceberam-se de que algo de anormal se estava a passar por aqueles sítios, sempre tão sossegados.
Caminhos habitualmente desertos apenas uma ou outra vez atravessados por algum animal que ainda se vai esgueirando e aventurando a procurar alimento por aquelas bandas, como javalis, esquilos, raposas, gatos-toirões ou saca-rabo.



Do sítio onde habitualmente se afadigam a produzir a cera e o mel, estas abelhas resolveram sair do seu cortiço e vir apreciar mais de perto o que estava a acontecer, o que estava a perturbar a habitual monotonia. Visibilidade perfeita, local muito bem escolhido, "varanda" ideal para verem passar os caminhantes.



E por lá ficaram, certamente a matutar no que teria levado a que todas estas pessoas, e tantas eram, a andarem por ali por aquelas veredas e caminhos esquecidos. Deveriam ter algum motivo...

Fotos de Nuno Silva

UPFC

01 maio 2008

TEATRO no Colmeal


O Centro Paroquial Padre Anselmo vai ser pequeno no próximo dia 18 de Maio, pelas 4 da tarde, porque vai haver TEATRO no Colmeal.
O Grupo de Teatro Geração Varzeense levará a cena três peças que irão proporcionar aos Colmealenses momentos diferentes, alegres e divertidos.
"UM DIA FANTÁSTICO", "CHAPÉUS HÁ MUITOS" e " O BÊBADO DIVERTIDO" são as peças que o Grupo de Teatro irá apresentar aos Colmealenses nesta tarde de domingo.
Trata-se de uma iniciativa louvável da Junta de Freguesia do Colmeal que a União Progressiva saúda e felicita.
Não esqueça que no dia 18 esperamos por si!

UPFC