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quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Ilda Reis (VI)



Ilda Reis, Lisboa 1/1/1923 - 5/1/1998.

Ao longo de quase três décadas de actividade artística, Ilda Reis produziu uma centena de gravuras e serigrafias, actualmente em depósito na BNP, que marcaram profundamente a Gravura Portuguesa Contemporânea.
Decorridos 10 anos do seu falecimento, a BNP e a galeria As Salgadeiras apresentaram uma retrospectiva da sua obra expondo as gravuras e serigrafias mais representativas da sua actividade artística.

Ilda Reis começou a expor em 1966-67 e não mais parou até dois anos antes de morrer, em Janeiro de 1998.

Gravura “Sinfonia I, 1994”
Lisboa, Espólio Ilda Reis

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Ilda Reis (V)




Ilda Reis, Lisboa 1/1/1923 - 5/1/1998.

"É difícil, ainda hoje, falar dela. É uma saudade grande. Uma falta demasiado acentuada em certos dias e momentos da minha vida. A minha mãe era uma mulher de uma sensibilidade e afectividade enormes, mas muito retraída e metida consigo própria, fechada dentro dos seus medos, da sua casa, sem dar direito ao seu espaço. 

…Do ponto de vista artístico, ela poderia ter recebido em vida o reconhecimento que lhe era, de facto, devido. Quem conheceu a sua obra diz que foi uma excelente artista com uma capacidade de transmitir para a gravura, metal ou pedra todas as suas revoltas. Mas ela quase pedia desculpa por ser tão boa gravadora." 

De uma entrevista dada no Funchal por sua filha, Violante Saramago Matos e publicada no Diário de Notícias, em 8 de Março de 2008.

Gravura “Ghetto, 1981”
Lisboa, Espólio Ilda Reis

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Ilda Reis (IV)



Ilda Reis, Lisboa 1923-1998. 
Cursou a Escola de Artes Decorativas de António Arroio. Frequentou pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa. Estudou gravura e serigrafia na «GRAVURA Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses», onde orientou alguns cursos. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em 1971/72 e 1979/80. Entre 1966 e 1998 participou em mais de 100 exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Representada na Fundação Calouste Gulbenkian, na Casa de Serralves, Museu de Setúbal, Museu da Cidade (Lisboa) e em alguns museus estrangeiros e colecções particulares. Várias vezes editada pela «GRAVURA», Galeria «Triângulo 48», Galeria «Espiral» e Centro Português de Serigrafia.

Notas biográficas retiradas do Catálogo da Retrospectiva da sua obra gráfica que esteve patente ao público em Lisboa, na Biblioteca Nacional de Portugal, de 14 de Outubro de 2008 a 17 de Janeiro de 2009.

Gravura “Génese II, 1971”
Lisboa, Espólio Ilda Reis 

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Ilda Reis (III)




Ilda Reis (Lisboa 1923 – 1998).
“Desde o início dos anos 70 as suas formas orgânicas, o uso que fazia da cor, do verde-esmeralda ao vermelho escarlate, o gesto incisivo e expressivo que incutia nas suas matrizes, fossem de metal ou de madeira, tornaram-na uma referência incontornável no panorama da arte gravada em Portugal.”

Notas tiradas do Catálogo da Retrospectiva da sua obra gráfica que esteve patente ao público na Biblioteca Nacional de Portugal, de 14 de Outubro de 2008 a 17 de Janeiro de 2009, ao Campo Grande, em Lisboa.

Gravura “Tempo de vida IV, 1971”
Lisboa, Espólio Ilda Reis 

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Ilda Reis (II)




Ilda Reis (Lisboa 1923 – 1998).
De 14 de Outubro de 2008 a 17 de Janeiro de 2009, a BNP (Biblioteca Nacional de Portugal), ao Campo Grande em Lisboa, e a galeria As Salgadeiras apresentaram uma retrospectiva da sua obra gráfica expondo as gravuras e serigrafias mais representativas da sua actividade artística. A mostra, com 60 gravuras organizadas de forma temática, proporcionava, assim, ao visitante, uma melhor leitura do universo de Ilda Reis, cuja enorme consistência e qualidade artísticas ali poderiam ser reconhecidas. Os seus «tempos de vida», as líricas de Camões, os poemas de Pessoa…

Não quero ir onde não há luz, 
De sob a inútil gleba não ver nunca 
As flores, nem o curso o ao sol dos rios,  
Nem como as estações que se renovam 
Reiteram a terra. Já me pesa 
Nas pálpebras que tremem o oco medo 
De nada ser, e nem ter vista ou gosto, 
Calor, amor, o bem e o mal da vida.

                            Fernando Pessoa


Gravura “Ligeia – 1924, 1985”
Lisboa, Espólio Ilda Reis 

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Ilda Reis (I)



Ilda Reis (Lisboa 1923 – 1998) ao longo de quase três décadas de actividade artística, produziu uma centena de gravuras e serigrafias, que marcaram profundamente a gravura portuguesa contemporânea. A retrospectiva da sua obra gráfica, dez anos após o seu desaparecimento, esteve patente na BNP (Biblioteca Nacional de Portugal) entre 14 de Outubro de 2008 e 17 de Janeiro de 2009, como oportunamente aqui demos notícia. 

Iremos recordar neste espaço algumas das suas obras, que se encontram depositadas na BNP.

Oriunda do Colmeal, era filha de Maria Adelaide e António Nunes dos Reis. Foi casada com José Saramago, ex-dirigente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal e Prémio Nobel da Literatura.

Gravura “Penetração II, 1966” 
Lisboa, Espólio Ilda Reis 

domingo, 25 de janeiro de 2009

ILDA REIS no DIA da FREGUESIA do COLMEAL

(Ilda Reis com a sua filha Violante Saramago Matos)
Tendo sido feita recentemente uma retrospectiva na Biblioteca Nacional (BNP), assinalando o décimo aniversário do seu desaparecimento, Ilda Reis voltará a estar presente em Lisboa, na Casa do Concelho de Góis por ocasião do Dia da Freguesia do Colmeal, integrado nas comemorações do 80º Aniversário do Regionalismo no Concelho de Góis. Ilda Reis, filha de Maria Adelaide Reis e António Nunes dos Reis, sempre esteve ligada ao Colmeal e à União Progressiva da Freguesia do Colmeal, de que seu pai foi um dos fundadores. Mais tarde, por decisão tomada em Assembleia-Geral, foi-lhe atribuída a categoria de “Sócia Honorária”. Ao longo de quase três décadas de actividade artística, Ilda Reis produziu uma centena de gravuras e serigrafias, actualmente em depósito na BNP, que marcaram profundamente a gravura portuguesa contemporânea. Desde o início dos anos 70 as suas formas orgânicas, o uso que fazia da cor, do verde-esmeralda ao vermelho escarlate, o gesto incisivo e expressivo que incutia nas suas matrizes, fossem de metal ou de madeira, tornaram-na uma referência incontornável no panorama da arte gravada em Portugal. Como refere Fernando de Azevedo num dos catálogos da artista, «Nunca nenhuma [gravura] alguma vez deixou de ter esse empenho que exterioriza e interioriza essa força incontível que é por um lado o esforço e jeito do braço, exactamente, é, por outro, a força do espírito que é outra força ainda maior. Não existe arte da gravura possível sem o concerto destas duas forças de que o papel, a prova, nem sempre testemunha a dimensão reconhecível. Este aspecto, esta espécie de rosto do trabalho, reconhece-se, está reflectido, nas gravuras de Ilda Reis quase como se por ele se determinasse a morfologia que as distingue das outras.» Decorridos 10 anos do seu falecimento, a BNP e a galeria As Salgadeiras apresentaram uma retrospectiva da obra gráfica de Ilda Reis que expôs as gravuras e serigrafias mais representativas da sua actividade artística. A mostra contou com 60 gravuras organizadas de forma temática, proporcionando, assim, ao visitante, uma melhor leitura do universo de Ilda Reis, cuja enorme consistência e qualidade artísticas puderam ser reconhecidas nesta exposição. Os seus «tempos de vida», as líricas de Camões, os poemas de Pessoa, o monocromático puro, a explosão da cor, os retratos foram, entre outros, alguns dos temas seleccionados. Paralelamente, estiveram presentes nesta exposição, elementos documentais relacionados com a sua actividade artística como catálogos, matrizes e utensílios de gravura, fotografias de época, e também a projecção de um vídeo explicativo da técnica da gravura. Notas biográficas: Ilda Reis, Lisboa 1923-1998. Cursou a Escola de Artes Decorativas de António Arroio, e frequentou pintura na Sociedade Nacional de Belas Artes, ambas em Lisboa. Estudou gravura e serigrafia na «GRAVURA Sociedade Cooperativa de Gravadores Portugueses», onde orientou alguns cursos. Bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian em 1971/72 e 1979/80. Entre 1966 e 1998 participou em mais de 100 exposições individuais e colectivas em Portugal e no estrangeiro. Representada na Fundação Calouste Gulbenkian, na Casa de Serralves, Museu de Setúbal, Museu da Cidade (Lisboa) e em alguns museus estrangeiros e colecções particulares. Várias vezes editada pela «GRAVURA», Galeria «Triângulo 48», Galeria «Espiral» e Centro Português de Serigrafia. A obra gravada de Ilda Reis encontra-se em depósito na Biblioteca Nacional de Portugal, em Lisboa. Exposições individuais (selecção): 2006 - «Obra gráfica». Centro Cultural do Cartaxo, em parceria com a Galeria das Salgadeiras; 2003 - «Obra gráfica». Galeria das Salgadeiras, Lisboa; 1994 - Pintura. Galeria Funchália, Funchal; 1994 - Pintura. Galeria São Francisco, Lisboa; 1989 - Gravura. Galeria Tamaris, Montreal, Canadá; 1988 - Gravura. Galeria Espiral, Oeiras. Prémios (selecção): 1994 - Prémio de Edição. IV Bienal de Gravura da Amadora, Portugal ; 1988 - Prémio Jugoslávia. Grand Prix Européen des Arts et des Lettres, Nice, França. 1972 - Medalha de Ouro. III Bienal Internacional de Gravura, Florença, Itália. 1972 - Medalha de Bronze. II Trienal Internacional de Xiligravura, Capri, Itália. Compilação de A. Domingos Santos com base no folheto informativo da Exposição na BNP