09 junho 2018

Exposição de Josefina Almeida no C. C. Carnide


Mais uma exposição de Josefina Almeida, desta vez no Centro Cultural de Carnide, em Lisboa. Na inauguração, que teve lugar no passado dia 23 de Maio, estiveram junto de si familiares, amigos e associados da União.
Inicialmente prevista para uma semana, a exposição veio a ser prorrogada por mais outra, pelo que ainda poderá ser visitada até segunda-feira.

Todos já conhecemos Josefina Almeida, uma autodidacta, que para além da pintura, percorre também com grande mestria os caminhos da poesia e borda a matiz sobre linho produzindo autênticas obras de arte.

Uma explicação sucinta dos vários quadros expostos e alguns momentos de poesia, de sua autoria, que partilhou com sua sobrinha Catarina, prenderam a atenção e o interesse dos presentes.

E também houve momentos de boa disposição.
Josefina Almeida, um exemplo a seguir.
Até à próxima exposição!

























Fotos de Catarina Matos e A. Domingos Santos

ARTISTAS COLMEALENSES na 3ª VARZEARTES



Josefina Almeida, José Nunes e Nuno Freire marcaram presença na recente exposição subordinada ao tema “Cruzamento de Olhares”, na última edição de VARZEARTES, integrada nas comemorações do Cinquentenário da Cooperativa Social e Agro-Florestal de Vila Nova do Ceira.

Na Capela da Costeira – Espaço Multiusos da Cooperativa, estavam reunidas pinturas e esculturas de vinte e oito artistas, havendo este ano a referir a participação dos alunos da Escola Básica do 1º Ciclo de Vila Nova do Ceira.

Na sessão de inauguração, no passado dia 19 de Maio, participaram jovens bailarinas da Academia de Bailado da Lousã e foi celebrado um protocolo de cooperação entre a Cooperativa e a Magenta – Associação dos Artistas pela Arte, que permitirá descentralizar a arte e os artistas dos grandes centros para o interior.

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal felicitou a organização por esta interessante iniciativa, bem como os seus associados participantes.
Regionalismo também é arte, Regionalismo também é cultura.















UPFC
Fotos de A. Domingos Santos


06 junho 2018

COLMEAL 2018. SOLENIDADES RELIGIOSAS


Ocorreram recentemente as solenidades da procissão das velas e da festa do Corpo de Deus. A procissão das velas homenageia Maria, mãe de Jesus, que é um caminho para o seu filho, como referiu o sacerdote, a festa do Corpo de Deus celebra o mistério do corpo e sangue de Jesus consubstanciados no sacramento da Eucaristia. Por isso é uma das celebrações mais importantes do catolicismo.

1. PROCISSÃO DAS VELAS
A procissão das velas teve lugar no dia 27, à noite, como habitualmente, a culminar o mês de oração e devoção a Maria. Presidiu à procissão o pároco rev. Pedro Simões, cuja presença agradecemos. Participou um número razoável de paroquianos, que fizeram o percurso tradicional de ida e volta até ao largo, rezando o terço e entoando cânticos, enquanto as velas bruxuleavam dançando, sob a brisa fresca que fazia sentir-se.



Agradeço a Conceição Neves e António Marques a cedência das fotografias desta procissão.
2. CORPO DE DEUS
A festa do Corpo de Deus, que voltou a ser feriado nacional, ocorreu quinta-feira, dia 30. Presidiu à cerimónia o padre rev. Carlos Cardoso, que assim regressou à sua antiga paróquia, com visível satisfação. Afirmou ter-nos presentes em espírito e nas suas orações, o que agradecemos.

Como escrevia em 2015 (upfc-colmeal-gois.blogspot.com, 16 jun.; O Varzeense, 30 jun.), no dia do Corpo de Deus, para testemunhar publicamente a veneração para com o Corpo de Cristo presente na hóstia consagrada, depois da missa, realizam-se procissões, que lembram a caminhada do povo de Deus em busca da Terra Prometida.
No Colmeal, para efeitos da passagem da procissão, o adro encontrava-se enfeitado por um cordão variegado de flores, soberbo de singeleza e encanto. Sobre a base de fetos e outras verduras, pontificavam pétalas de rosa multicolores, rosmaninho arroxeado, “estoirafóis” (dedaleira) vermelho-pintalgado e pampilho amarelo. Um convívio muito inspirador de nobreza e popularidade! E de antiguidade, se incluirmos o azereiro florido que cresce no local! Combinadas, as fragrâncias suave das rosas e do rosmaninho, intensa do azereiro e exótica do incenso formavam no ar uma tocante sinfonia de aromas que envolvia a dos sons.






A decoração, uma vez mais da autoria de Irene Neves, contou este ano com a ajuda de Belmira Fontes, para ir buscar flores a quilómetros de distância. Pelas razões que todos conhecemos, algumas não tiveram oportunidade de desabrochar. Quantas horas de trabalho, quanto carinho! A apreciação e o respeito de todos pela beleza da obra pareceram-me evidentes. Com exceção para o celebrante, que transportava o Santíssimo seu destinatário, todos evitavam pisá-la! Parabéns e a minha gratidão, se não a do conjunto dos fiéis.











Insisto em dizer que os colmealenses não param de nos surpreender, a começar pelas senhoras que animam as celebrações, cantando alegremente, a subir ou a descer, com o maior fôlego e determinação.
As mulheres representavam a maioria dos participantes, mas apenas o turíbulo foi transportado por uma, precisamente pela Irene. De resto, foram os homens que assumiram os papéis inerentes à procissão, ao contrário do que aconteceu e é costume na procissão das velas, conforme assinalado em anos anteriores. Não vou repetir aquele ditado aplicável, mas dá que pensar! Recorde-se que, em tempos idos, nesta como em outras procissões, os ditos papéis competiam aos notáveis locais.
Igualmente a refletir a realidade demográfica e social do interior e não apenas da União de Freguesias de Cadafaz e Colmeal, as janelas não se alegraram enfeitadas por colchas para a passagem da procissão. Considerando os fortes laços que prendem os colmealenses às suas terras e origens, seguramente que estarão abertas quando da festa do Senhor da Amargura.

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 3 de junho de 2018.