segunda-feira, 26 de março de 2012

SILÊNCIO


Há tanta coisa desfeita,
Onde o silêncio se deita.
Quanta tristeza há em mim,
Quando o silêncio se levanta,
Por não poder dar um fim,
Ao silêncio que às vezes canta.

Tanto que ele diz calado,
Quieto e em todo o lado,
Não tem pressa e vai deixando,
Todas as marcas que ostenta,
Onde sinais vão gizando,
Os valores em que assenta.

Austera força que tens,
No mundo tantos reféns,
Nunca te dás por vencida,
Silêncio que magoando,
Transcende em noites da vida,
A altas vozes gritando.

Felisbela Fontes
in “Poiesis” Volume XX – Editorial Minerva, Novembro 2011, pág.88

1 comentário:

Anónimo disse...

Gostei muito. Valham-nos os/as poetas!

Abraço

Lisete de Matos
Açor, Colmeal