11 maio 2016

Caminhada “Pelos Trilhos das Ribeiras”


No passado sábado, dia 7 de Maio, fomos andar “pelos trilhos das ribeiras” em mais uma caminhada, desde que em 2006 nos abalançámos a fazer a primeira.
Este ano tivemos a activa e entusiástica colaboração do Grupo dos Amigos de Capelo, prosseguindo assim o nosso propósito de estreitar e fortalecer os laços de amizade e de proximidade com as associações regionalistas da nossa freguesia e não só.

A instabilidade meteorológica não foi suficientemente forte para afastar todos aqueles que nos quiseram acompanhar nesta saudável iniciativa e registamos com especial agrado a participação dos muitos que se deslocaram propositadamente da capital e de zonas limítrofes.

Recebidos em Capelo na sua Casa de Convívio, para o café d’avó e uma filhós, fomos surpreendidos por um autêntico banquete onde tudo estava excelente.









































Depois de breves e indispensáveis recomendações a ter em conta durante o percurso, o grupo “fez-se ao caminho” começando por visitar um antigo moinho. Por um trajecto que foi considerado muito bem delineado e bonito (apenas uma subida teve queixas das pernas…) os participantes foram torneando encostas, vencendo vales e ribeiras.
Uma “bica” bem tirada na Casa de Convívio do Grupo dos Amigos do Sobral, Saião e Salgado deu alento para que após reagrupamento, se prosseguisse até ao Colmeal, onde, as previsões atmosféricas aconselhavam que o almoço-convívio inicialmente previsto para o Parque de Merendas das Seladas fosse servido debaixo de telha.

Fundamental para o sucesso desta iniciativa foi a presença de todos quantos quiseram estar connosco, destacando-se as participações dos Cepos, de Capelo e naturalmente do Colmeal. A colaboração da Junta da União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal e da Câmara Municipal de Gois, na limpeza dos trilhos e na cedência de transporte é essencial e indispensável para que estas caminhadas possam ter êxito.
A próxima será daqui a um ano.

U.P.F.C.
Fotos de A. Domingos Santos


05 maio 2016

BELEZAS E RIQUEZAS DA SERRA. HERBÁCEAS DE CÁ (I)


Várias vezes me referi à riqueza da biodiversidade na serra. Volto a fazê-lo, falando de herbáceas.

As herbáceas são plantas com caule flexível não lenhoso ou semilenhoso, de porte tão variado que oscila entre o ínfimo e o próximo do arbustivo. Há muitas vivazes, mas, maioritariamente, são plantas efémeras, que desabrocham contentes com a primavera morna e definham tristes, com o verão sufocante e o declínio do outono. Antes, porém, previdentes, adormeceram na terra as raízes e sementes de que brotarão no ano seguinte.

As ervas são o estrato vegetal mais diverso. Com as árvores, são as grandes responsáveis pelo manto verde e matizado de cores com que a natureza se veste ao longo do tempo e conforme o tempo.

Cientificamente, as herbáceas classificam-se em várias categoriais e, dependendo das suas propriedades, dos contextos e pontos de vista, em comestíveis e tóxicas, paisagísticas, medicinais, aromáticas e cosméticas, espontâneas e cultivadas, enfim, em autóctones e invasoras, protegidas e infestantes, produtivas e daninhas. Tanta a sua incomensurável variedade e importância!

Indiferentes às classificações, em virtude do uso que os homens fazem ou não dos seus atributos e de outros fatores (des)ambientais, há plantas que se encontram em vias de extinção e outras que não param de se propagar. É o que acontece com as chamadas ervas daninhas, que são mesmo danadas! Tornaram-se invencíveis desde que os gados deixaram de as roer e as pessoas, de as ceifar e sachar. Sobretudo as gramíneas avassalam e consomem os terrenos, forrando-os de uma camada tão densa de raízes e folhas que impede a água de os fecundar, os cogumelos de despontarem, os pássaros de esgaravatarem e os próprios javalis de foçarem. É a desertificação verde instalada! Muito preocupante, considerando a nocividade ou a ineficácia dos métodos de controlo.

No que toca às restantes, porém, são um fascínio! Uma beleza e uma riqueza, considerando as suas propriedades – frequentemente várias reunidas numa mesma espécie -, a sua beleza e as atividades económicas, culturais e de lazer a que podem dar aso! Um manancial e um recurso inesgotável, desde que bem utilizado!

Dando apenas alguns exemplos de atividades de cariz económico e/ou cultural que podem desenvolver-se dentro de um determinado território: organizar expedições de identificação e levantamento fotográfico do património natural; organizar exposições, com ou sem enfoque em espécies ou caraterísticas específicas; fomentar estudos das propriedades medicinais, nutricionais ou outras, das lendas que acompanham algumas plantas, do fundamento dos respetivos nomes; fomentar concursos de gastronomia que potenciem novos usos das plantas existentes. As ortigas estão na moda, parece que a merugem dá uma excelente salada, as leitugas são inúmeras e faziam as delícias dos coelhos… E um herbário ou plantário, quem poderia fazê-lo, ilustrando as diferentes fases de desenvolvimento de uma planta e diferenciando as subespécies?

Neste registo, partilho um pequeno número das herbáceas que abundam por aí, recatadas ou provocantes, promiscuamente deitadas e abraçadas umas às outras, a suscitar contemplação estética e curiosidade intelectual, mas também preocupação. Umas dão-se bem com as pessoas, outras preferem a solidão dos montes e vales. São plantas espontâneas, algumas são endemismos, três parasitas, quase todas, medicinais, comestíveis ou outra coisa. Podem ter chegado com a mobilidade geográfica e as plantas ao molho e envasadas que compramos, mas tornaram-se de cá porque somos acolhedores e hospitaleiros! Enriquecem a biodiversidade, umas tantas ameaçando-a!

As plantas dão por muitos nomes e há nomes que são atribuídos a centenas de plantas diferentes na família, género, espécie e subespécie. É o caso da designação “erva-das-sete-sangrias”, entre outros. Dado o nosso amadorismo na matéria, evitamos descer à subespécie, e é bem possível que algumas ervas se encontrem mal identificadas. Os nomes foram retirados de bibliografia da especialidade, figurando o local em segundo lugar, quando conhecido. A propósito, agradeço muito sensibilizada a oferta da obra Jardim da Fundação Calouste Gulbenkian. Flora, de Raimundo Quintal (Lisboa, F.C.G., 2014).


(…) Em toda a parte vi flores
romperem do pó do chão,
universais, como as dores do mundo,
que em toda a parte se dão. (…)

(António Gedeão, “Lírio roxo”, in Teatro do Mundo, 1958).









































Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 30 de abril de 2016.

03 maio 2016

CAMINHADA “PELOS TRILHOS DAS RIBEIRAS”


A nossa caminhada “Pelos Trilhos das Ribeiras” é no próximo sábado, dia 7 de Maio.
Se ainda não se inscreveu não deixe de o fazer para os contactos habituais.

A concentração dos participantes far-se-á no Colmeal, no Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano, pelas 8 horas. Será disponibilizado transporte até Capelo, onde, antes da partida ainda haverá tempo para tomar um café d’avó e uma filhós, numa gentileza do Grupo dos Amigos de Capelo, que colabora com a União Progressiva da Freguesia do Colmeal nesta iniciativa.

Os participantes sairão de Capelo pelas 9 horas para percorrer um aliciante percurso que os levará a um antigo moinho, à ribeira do Vieiro, Cabeço da Candosa, ribeira do Saião, Vale Sobreiro, Vale Cortiço e Vale Barreiro, Sobral, ribeira do Lagar, Vale Sobreiros, Vale do Braçal e Parque de Merendas das Seladas, para o habitual almoço-convívio, cerca das 13 horas.

Só a generosa colaboração da Câmara Municipal de Góis e da Junta da União das Freguesias de Cadafaz e Colmeal tornaram possível levar por diante esta iniciativa.

Não esqueça a sua inscrição. É o primeiro passo para uma excelente caminhada.
Esperamos por si.

A Direcção