sexta-feira, 9 de dezembro de 2011

Obras na Igreja do Colmeal




Como é do conhecimento público, durante a obra de remodelação da Igreja do Colmeal, e aquando do levantamento do soalho para a sua substituição, foram detectadas ossadas humanas, facto que implicou a intervenção de uma equipa especializada de arqueologia.

Desta forma, contratualizou-se a empresa, cuja acção foi dirigida pelo arqueólogo Rui Pinheiro e pela antropóloga física Zélia Rodrigues, contando com a colaboração de uma equipa de técnicos e operários de arqueologia.
Na primeira fase da intervenção que decorreu entre os dias 21 e 25 de Fevereiro, foi aberta, junto à parede Sul da nave da igreja, uma sondagem de avaliação com 10,5m², tendo-se constatado de imediato o potencial arqueológico do local. Dada a especificidade da obra a executar, que envolveu a remoção de terras do interior da igreja e, consequentemente, a destruição de esqueletos humanos, foi necessário prosseguir com os trabalhos arqueológicos em toda a extensão do edifício.
Posteriormente detectaram-se três níveis de enterramento, datados do século XVIII, embora esta datação seja preliminar. No primeiro nível de enterramento, os esqueletos foram depositados directamente na terra, no segundo as sepulturas têm orientação Oeste-Este sendo estas, covachos de forma ovalada escavados na terra, e, por fim, no terceiro nível as sepulturas foram abertas no substrato geológico. Detectou-se apenas um enterramento em caixão de madeira.
Constatou-se uma quantidade de ossadas humanas considerável, tendo sido exumados diversos ossários e esqueletos em conexão anatómica, existindo adultos (homens e mulheres) e crianças.
Associados a estes indivíduos foram encontrados diversos objectos tais como: terços, crucifixos, botões, moedas, entre outros.
Os trabalhos que decorreram, permitiram conhecer alguns aspectos da vida e da morte dos antigos habitantes do Colmeal, nomeadamente, e a partir do estudo das ossadas, a idade com que morriam, o tipo de alimentos que consumiam, as actividades que praticavam, as doenças de que padeceram e as suas práticas funerárias, entre outros aspectos.
O presente trabalho teve a duração de cerca de 6 meses e um custo que ronda os 50.000€.
Neste momento, a intervenção da empresa de arqueologia está concluída e brevemente irão prosseguir as obras no interior da igreja.
A Fábrica da Igreja tem recepcionado alguns donativos, que no entanto são insuficientes para fazer face às despesas, pelo que apelamos novamente à sua ajuda, já que se trata de uma obra que é da paróquia e para a paróquia.
Apresentamos a continuação da listagem dos donativos recebidos, até à data:

Nome  -  Localidade  -  Valor

  • Ilda de Almeida - Carvalhal - 50 €
  • Padre Anselmo Gaspar - Coimbra - 750 €
  • Tomás Gomes Sequeira - Colmeal - 50 €
  • Maria Manuela Costa - Colmeal - 500 €
  • Paulo Jorge Vicente - Suíça - 20 €
  • Joaquim Luís Pinto - Lisboa - 20 €
  • Anónimo - Ádela - 20 €
  • Anónimo - Ádela - 15 €
  • Fernando Garcia - Colmeal - 20 €
  • Aurora Domingos Henriques - Colmeal - 20 €
  • Maria Lucília Silva e Francisco Silva - Colmeal - 100 €
  • Pedro Freire e Idalina Freire - Colmeal - 200 €
  • Maria Eugénia Brás e Manuel Martins Santos - Colmeal - 100 €
  • Anónimo - Colmeal - 50 €
  • Anónima - Carvalhal - 10 €
  • José Nunes Almeida - Soito - 250 €
  • António Santos Almeida - Colmeal - 500 €
  • Padre Carlos – Oferta do Folar da Páscoa 2011 - Colmeal - 1421,50 €
  • Acácio de Almeida Paula - Ádela - 300 €
  • José Manuel Costa Ramos - Colmeal - 100 €
  • Maria Augusta Coutinho - Colmeal - 50 €
  • António Martins Soares - Açor - 50 €
  • Amílcar de Almeida - Açor - 100 €
  • Carlos Alberto Correia das Neves - Arganil - 100 €
  • Celestina da Fonte e Aníbal Nunes - Amadora - 100 €
  • Fernando Neves (2º Donativo) - Charneca da Caparica - 20 €
  • Natália Algarvio - Lisboa - 50 €
  • Américo de Jesus Brás - Aldeia Velha - 200 €
  • Anónima - Colmeal - 250 €
  • Paula Maria Almeida Domingos - Colmeal - 20 €
  • Manuela Barbara Baptista - Colmeal - 100 €
  • Anónimo - Colmeal - 50 €
  • Manuel Mendes Domingos - St. António Cavaleiros - 50 €
  • José Gaspar - Suíça - 200 €
  • Manuel Joaquim - Aldeia Velha - 150 €
  • Maria Helena Almeida Martins - França - 100 €
  • Agostinho Dias - Casal da Silva - 10 €
  • António Joaquim - Aldeia Velha - 20 €
  • Júlio Barata - Aldeia Velha - 100 €
  • Henrique Brás Mendes - Aldeia Velha - 30 €
  • Trindade Brás - Aldeia Velha - 100 €
  • Silvério Jesus Dias - Aldeia Velha - 40 €
  • Jaime da Silva - Aldeia Velha - 20 €
  • Maria Augusta e Arminda - Aldeia Velha - 200 €
  • Anónimo - Aldeia Velha - 100 €
  • Anónimo - Soito - 100 €
  • Anónimo - Colmeal - 50 €
  • Anónimo - Alvares - 400 €
  • António Costa - Lisboa - 20 €
  • Anónimo - Colmeal - 250 €

Total   -  7.526, 50 €

Total de donativos recebidos até à data  -  19.601,50 €
Agradecemos desde já, a todos, a sua colaboração.


Pela Fábrica da Igreja,

José Álvaro Domingos

3 comentários:

Anónimo disse...

Gastou-se 50.000€, nesta operação arqueologica, sem qualquer fundamento, as ossadas são de 1800?, ou da idade do ferro, é que se ainda fossem de uma epoca pré-historica talvez se justifica-se, deste que as entidades oficiais estivessem dispostas a pagar a escavação não sendo esse o caso a conclusão a que se chega é que a fabrica da igreja andou a pagar ordenados durante seis meses sem qualquer outra utilidade de que esses mesmos ordenados. O principio desta situação só resultou porque o processo de reconstrução da Igreja já nasceu torto e com grande doze de promiscuidade, que poderia e devia ter sido evitado, para bom entendedor meia palavra basta, e depois prosseguir sem alterar planos deu nisto. não admira que falte o dinheiro já era pouco com mais 50.000€ deitados pela janela, não há duvida que somos mesmo ricos.
E já agora a fabrica da Igreja pagou, o espolio recuperado ou o que quer que haja fica aonde em Gois?? ou volta para a Igreja do Colmeal paga-se e o que temos de volta??

Anónimo disse...

Comentar sob anonimato é uma prática comum.
Mas deixar atoardas no ar como "com grande dose de promiscuidade" já merece uma explicação. Seria interessante que o (a) anónimo (a) se explicasse porque nem todos somos bons entendedores. Nascemos com algumas deficiências que ainda se mantêm.
Ninguém é perfeito.

Anónimo disse...

Se o primeiro anónimo achou que tinha motivos para escrever e ser anónimo, dou-lhe certa razão, ao segundo anónimo o seu comentário é tão inoquo que não vejo motivos para ser anónimo, agora eu não sendo um iluminado julgo que entendi o primeiro, já agora estou cheio de curiosidade, pode ser que desta vez bata a bota com a perdigota.