segunda-feira, 15 de maio de 2017

COLMEALENSES NA 2ª VARZEARTES



Sob o lema “Palavras com Cor”, teve lugar, a 6 de maio, a inauguração da 2ª VarzeArtes, uma exposição de pintura e escultura da iniciativa da Cooperativa Social e Agroflorestal de Vila Nova do Ceira. Na continuidade da primeira edição, a exposição visa promover a fruição e a produção cultural, no quadro da dinamização do Espaço Multiusos-Capela da Costeira.

Tratou-se de um evento muito enriquecedor, de consubstanciação da arte e da palavra em múltiplas dimensões. Na presença das obras que iluminavam a beleza sóbria e edificante do espaço, Liliana Conceição e Paulo Santos debruçaram-se sobre o conceito de arte, a sua evolução e implicações, por exemplo, o papel da arte na educação, em estilo coloquial, José Couceiro falou sobre o estado da arte das artes em geral. Artífices de outras artes, do púlpito ele próprio poético, Luísa, da associação cultural “Sim, Porque Sim”, disse um poema de sua autoria, Joaquim Afonso, da mesma associação e do grupo de fados "Coimbra Menina e Moça”, cantou e encantou.






Encerraram a sessão os ex. mos presidente do Conselho de Administração da Cooperativa, representante da MAGENTA - Associação de Artistas pela Arte, presidente da Assembleia Municipal e Presidente da Câmara Municipal de Góis. Das suas intervenções, permito-me destacar a referência à importância do trabalho conjunto e das iniciativas da sociedade civil no campo cultural e outros, representando maturidade e sentido certo. A caminho de “Góis, capital da cultura”, como foi sugerido por Paulo Santos e registado pela senhora presidente. 



Na exposição participam os colmealenses Josefina Almeida e Nuno Freire, motivo que justifica esta menção ao evento. Sentimos a falta de Pedro Freire, que participou o ano passado. Enquanto membro orgulhoso da comunidade que somos, uma vez que deles tomei conhecimento, não posso deixar de enaltecer a iniciativa e o desempenho no campo das artes destes nossos talentosos conterrâneos – e familiares, é certo – que sentem a necessidade, sabem e ousam expressar-se através do belo. Generosamente partilhando e suscitando criatividade, visões, sentimentos e emoções, ao mesmo tempo que contribuem para o engrandecimento do nosso património cultural. Repetindo-me, pena que outros colmealenses artistas, seguramente existentes, não se deem a conhecer! 








A informação que passo a incluir foi retirada, com a devida vénia e agradecimento, do CD oferecido aos artistas pela Cooperativa.

Josefina Almeida 

“Naturalidade: Góis (Açor, Colmeal), em 1937. Frequentou cursos de iniciação à pintura, pintura a óleo e desenho. Frequentou a universidade da Terceira Idade de Lisboa.

Expõe desde 2004, tendo realizado inúmeras exposições individuais, designadamente em Arganil (Casa da Cultura), Góis (Posto de Turismo), Lousã (Biblioteca Municipal), Tábua (Biblioteca Municipal) Lisboa (vários). Tem integrado múltiplas exposições coletivas, avultando a participação no Góisarte, desde 2007, com seleção de obra para a exposição Orosoarte (Oroso, Espanha) em 2007, 2008, 2014 e 2015. Integra as “Imagens de Góis” em http://concelhode Góis.weebly.com, da autoria de João Nogueira Ramos. Escreve poesia, tendo poemas publicados em inúmeras coletâneas, bem como, no Boletim Cultural do Círculo Nacional d’Arte e Poesia. Integra o “Dicionário de Autores da Beira Serra”, de João Alves das Neves, Lisboa, Dina Livro, 2008, p. 31. É associada e presidente do Conselho Fiscal da Associação Amigos do Açor. É associada do Inatel, participando regularmente em iniciativas como “Escolas do Lazer”, Turismo Sénior e outras. É associada do Circulo D’Arte e Poesia. É associada da União Progressiva da Freguesia do Colmeal.”

Para mais informação, poderão consultar-se o blogue http://upfc-colmeal-gois.blogspot.pt/ e órgãos de comunicação social locais. 

Nuno Freire

“Nasceu no Colmeal em 1963. Frequentou o curso de Direito na Universidade Internacional da Figueira da Foz, cidade onde atualmente reside. 

É possuidor de uma visão muito própria da realidade, da vida e do sentido desta. 

Amante, desde sempre, dos clássicos de Bandas Desenhadas, desenvolveu de forma autodidata a aptidão natural para a arte de desenhar/pintar. Nos seus tempos livres dedica-se a ilustrar situações e personagens por si próprio ficcionadas, num estilo que o caracteriza como invulgar. 

Participou em várias exposições de arte apresentando trabalhos a óleo, aguarela, lápis de cor e tinta-da-china. Contribuiu com ilustrações para o livro “Any Time Is Tee Time”, fortemente elogiadas por António Jorge Ramalho em "CanaldeLivros.com". 

Pinta e ilustra cenários, ambientes idealizados num contexto místico e espiritual. Tem providenciado ao longo dos tempos algumas exposições das suas obras de arte, destacando-se: Casino – Figueira da Foz – 2000; Casa da Mutualidade – Coimbra – 2015; CAE – Centro de Artes e Espetáculos – 2016.“

Para mais informação, poderá consultar-se o blogue http://ilustracaonunofreire.blogspot.pt/

“Palavras com Cor”, as que foram ditas e as que as obras de arte expostas continuam a dizer, as minhas para quê?!

A exposição pode ser visitada até ao próximo dia 14 do corrente mês. 

Lisete de Matos

Açor, Colmeal, 7 de maio de 2017.


3 comentários:

Paulo Santos disse...

Obrigado Lisete por publicar no blog a 2ª VarzeArtes. Cada vez mais é importante afirmarmos Góis como a capital da arte. Acreditamos que em próximas edições possam surgir mais artistas do concelho. Como referiu, haverá muitos outros que ainda não tiveram "coragem" para mostrarem a sua arte. Vamos avançando paulatinamente em prol da Arte.

António Santos disse...

Em primeiro lugar uma palavra de apreço por mais este trabalho de Lisete de Matos. Conhecíamos já o percurso de Josefina de Almeida mas Nuno Freire, era para nós, um "desconhecido". Obrigado Lisete por nos dar a conhecer mais um artista Colmealense. Certamente, outros haverá, que ainda se mantêm no anonimato.
Parabéns à 2ª VarzeArtes por esta realização. Nunca é demais promover iniciativas como esta.

Anónimo disse...

Claro, Dr. Paulo, Góis capital da arte e não da cultura, como digo. Paulatinamente, sim! Felicidades.

Lisete de Matos.