sexta-feira, 18 de novembro de 2016

MAGUSTO no Colmeal


Mantendo a ancestral tradição, a União Progressiva da Freguesia do Colmeal, realizou o magusto no sábado, dia 5 de Novembro.

O Colmeal acordou envolto em névoa e borrifado por alguma chuva. Ruas desertas enquanto se aguardava a chegada do autocarro, que da capital, trazia um grupo de cinquenta associados e amigos da União, que no recente almoço do 85º aniversário haviam manifestado interesse em associar-se a esta antiga tradição do magusto.



Pelo meio-dia e cumprindo o horário previsto, o Centro de Cultura e Convívio, que há pouco tempo recebeu três novos quadros oferecidos por Pedro Gaspar Freire, Ana Cândido Santos e Helena Pinho Fontes, recebeu os forasteiros e todos aqueles que quiseram participar no almoço. Depois do aperitivo, a sopa quentinha e umas trutas de escabeche, a merecerem rasgados elogios. Uma equipa de voluntários assegurou o serviço, como vem sendo hábito nas nossas iniciativas.





 










Antes das sobremesas, mais uma vez confeccionadas e oferecidas por Senhoras do Colmeal, o presidente da União, tendo como fundo algumas fotografias de fundadores da colectividade, dirigiu breves palavras aos presentes, entre os quais, vinte visitavam pela primeira vez a nossa região e o Colmeal. A União tem apostado na divulgação da freguesia e do concelho, dando, ao mesmo tempo a conhecer o trabalho desenvolvido pela colectividade ao longo dos seus oitenta e cinco anos de existência.




Pelas três da tarde, a caruma e as castanhas tomaram o seu lugar no centro do Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano. Os torresmos, que já haviam assinalado a sua presença ao almoço, aguardavam paulatinamente a sua entrada em cena. Água-pé, jeropiga, vinho e sumos fariam companhia às castanhas que o Álvaro, o Zé Nunes e o “aprendiz” Rodrigo (de pequenino é que se torce o pepino...) volteavam com mestria.


















Com o tempo a ajudar, as conversas iam desfiando. Excelente iniciativa para, durante algumas horas, dar alguma animação e vida ao Colmeal. Experiência única para a vintena de amigos que pela primeira vez assistiam a um magusto diferente. E que adoraram. Com os dias mais curtos, havia que regressar a Lisboa. O trajecto até Góis deu para ficar a conhecer mais alguns belos recantos em que a nossa freguesia é pródiga. No Colmeal, o convívio continuou.

Ficou no ar a vontade de voltar. E voltaremos!  

UPFC
Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos
    

2 comentários:

Anónimo disse...

Obrigada. Convívio muito animado e concorrido. Nem as “enfarruscadelas” faltaram! Que tenha reparado, tingiam os rostos ternurento do Rodriguinho e florestado do Carlos. Um bom sinal, face à presente sisudez dos costumes! Por defeito meu ou infertilidade delas, não vi ninguém a partilhar os filhos, fazendo compadres ou comadres das castanhas. Era um ritual de afeto indissociável dos magustos, que consistia em oferecer a alguém a mais pequena das duas castanhas formadas dentro da mesma casca,apertando a mão, beijando-se ou abraçando-se, e enunciando um dos seguintes compromissos:
- “Raminhos de bem-querer, compadres (ou comadres) amigos até morrer”;
- “Raminhos de alecrim, compadres amigos até ao fim”;
- “Raminhos de serpão”, compadres e amigos do coração”.

Abraço

Lisete de Matos

António Santos Almeida disse...

Um dia de agradável convívio a que até o sol se veio associar. São dias assim que vão dando vida à nossa aldeia.
Força União. Esperamos pelo próximo.

Abraço
António Santos Almeida