terça-feira, 30 de abril de 2013

Igreja do Colmeal com sons de encantar

Há cerca de um mês, a nossa igreja reabriu as suas portas e acolheu-nos a todos num espaço renovado e lindo. Tal e qual como o recordava, dos tempos de infância. Dos tempos em que a “Festa do Colmeal” tinha a procissão e a celebração da missa como epicentro – recordo o terrível calor na subida até às Seladas, os leilões no adro que eram tão disputados (havia especialistas no assunto!), os músicos da banda, afogueados, sentados à sombra de uma árvore enorme que havia no adro (espero que a substituam em breve)…

A reabertura da igreja não é novidade e já foi aqui noticiada e muito bem ilustrada em imagens lindíssimas.

O motivo desta crónica é outro – destacar dois momentos de grande interesse, quase simbólico (profano/sagrado), no contexto da cerimónia. Refiro-me, num primeiro momento, à participação do nosso rancho que, em jeito de “guarda de honra”, conduzindo o Senhor Bispo de Coimbra pelo adro, até à entrada principal da igreja. 



No final da celebração, considerando-se a igreja devolvida aos fiéis, o Coro Misto da AER de Góis presenteou-nos com diversas peças de inspiração religiosa. Da primeira intervenção referida (rancho), lamento não a ter conseguido registar integralmente, mas o que vos deixo é ilustrativo da alegria popular, conferida ao momento da entrada do Senhor Bispo na igreja renovada; já quanto ao grupo coral, das várias peças interpretadas, gostei especialmente da que homenageia Maria, mãe de Jesus, como “a estrela mais bela” (La stella più bella).



Dois momentos musicais que juntei, carinhosamente, ao baú das minhas memórias daquele lugar.

Deonilde Almeida (Colmeal)

sábado, 27 de abril de 2013

Caminhada “Na Rota dos Casais” – alteração de horário


Quando no passado dia 24 aqui colocámos uma nota sobre a nossa caminhada que se vai realizar no sábado, dia 4 de Maio, esquecemo-nos de referir uma pequena alteração ao horário previsto inicialmente. Só hoje nos demos conta dessa falha, de que nos penitenciamos.

Após o reconhecimento efectuado ao percurso ressaltou a necessidade de se acautelar o andamento e o esforço que será despendido, particularmente na subida para o Loural, o que recomendará que a partida do Colmeal seja antecipada para as 8 horas. Estamos, no entanto, em condições de garantir o transporte até à povoação do Soito, daqueles participantes que, por qualquer motivo, não se encontrem no Largo à hora da partida.

Certamente teremos a vossa compreensão para esta alteração, que visa, sobretudo, melhorar as condições de participação.

Esperamos por vós no próximo sábado. Até lá!

UPFC  

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Caminhada “Na Rota dos Casais” é já no dia 4


Faltam apenas 10 dias para a nossa caminhada deste ano. As inscrições continuam abertas e ainda aguardamos pela sua. Não deixe para o último dia. Sabemos que virá fazer-nos companhia.

O reconhecimento do itinerário e do estado em que se encontram os antigos caminhos foi feito no passado domingo. A Junta de Freguesia do Colmeal, tal como nos anos anteriores, garantirá a limpeza dos trilhos e o apoio com a viatura todo o terreno.

A equipa que fez o reconhecimento aproveitou para tirar algumas fotografias para nos abrir o apetite. Não se esqueça de trazer a sua máquina para depois podermos partilhar o que viu durante esta “sua caminhada”. Há pormenores neste percurso que o vão deslumbrar e que irão ficar registados na sua memória. Não se esqueça de usar calçado apropriado, roupa leve e um chapéu ou boné na cabeça. E uma garrafa com água é fundamental para o seu bem-estar.

Contamos consigo. Mas, para já, aprecie estas fotos tiradas no que vai ser a caminhada “Na Rota dos Casais”. O rio Ceira, a bonita aldeia do Soito, a subida até ao Loural, os Couços, Aldeia Velha por perto, Ventoso e a Ponte. A paisagem envolvente é das mais lindas que poderá encontrar no país, por isso, venha desfrutá-la.
























No final, no Parque de Merendas das Seladas será o convívio habitual.

Contamos consigo!

Fotos de Catarina Domingos
  

terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia Mundial do Livro



No Dia Mundial do Livro a UNESCO destaca os benefícios da leitura.

Esta terça-feira, 23 de Abril, é o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
Irina Bokova, directora-geral da UNESCO, a agência da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, destaca que os países estão a celebrar o poder que os livros têm para "reunir pessoas e transmitir a cultura dos povos".

Irina Bokova afirma que a data é propícia para se reflectir sobre as mudanças do mercado editorial. Para a chefe da UNESCO, os "livros digitais oferecem novas oportunidades de acesso ao conhecimento, a preços reduzidos e alcançando grandes áreas geográficas." Lembra, porém, que os livros tradicionais, de papel, ainda têm grande poder: são seguros contra a falsificação, portáteis e resistem ao "teste do tempo". A diretora da UNESCO acredita que "todos os tipos de livros contribuem de forma valiosa para a educação e disseminação da cultura e da informação".

A cidade de Banguecoque, na Tailândia, foi escolhida pela UNESCO como a "Capital Mundial do Livro 2013", em reconhecimento ao seu programa para a promoção da leitura entre os jovens de classes menos favorecidas.

Bokova reforça o compromisso da agência com a promoção da diversidade editorial, da protecção da propriedade intelectual e do acesso justo aos livros. Para ela, os livros devem ser muito mais do que um objecto, porque são "a invenção mais bonita para compartilhar ideias que vão além do espaço e do tempo."

Da Internet

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Maluda viu assim. E nós? ...





Maluda viu assim Castelo de Vide, Évora e Marvão.

Maria de Lourdes Ribeiro, Maluda, nasceu em 1934 em Goa, antigo Estado Português da Índia. Em 1948 mudou-se com a família para Moçambique, onde começou a pintar. Viveu em Paris de 1964 a 67 como bolsista da Fundação Gulbenkian e depois instalou-se definitivamente em Lisboa. Canalizou então todas as suas atenções para a síntese da paisagem urbana.
Fez exposições individuais em Nova Iorque, Washington e Dallas. Participou na Bienal Ibérica e no âmbito da “Lisboa Capital da Cultura”, realizou uma grande exposição individual no Centro Cultural de Belém em Lisboa.

Em 1998 foi agraciada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique e inaugurou a sua derradeira exposição “Os selos de Maluda”.

Maluda morreu em 1999 em Lisboa aos 64 anos.




Maluda viu assim Castelo de Vide, Évora e Marvão. 
Como será que nós iremos ver estas e outras localidades na viagem que vamos fazer neste fim-de-semana? Cada um de nós terá por certo uma visão diferente. Não só pela sensibilidade da nossa máquina fotográfica mas, e principalmente, pela sensibilidade de cada um. 
Esperamos neste blogue poder partilhar consigo, através das nossas fotografias, como vimos o Alentejo nesta “Escapadinha”. 
Nós contamos-lhe. Mas, para a próxima, venha na nossa companhia. Já sabe como é.

U.P.F.C.
Fotos e texto da Internet



Vida serrana


A vida tradicional do beirão é menos isolada do que geralmente se pensa. Os caminhos são maus e eram muito piores nos séculos passados, o acesso às aldeias era difícil, mas os lugares habitados não se fechavam sobre si mesmos. A própria dureza de vida no Inverno obrigava a gente a frequentar as planícies periféricas à procura de empregos temporários, a vender aí os seus produtos agrícolas ou artesanais, a levar o gado a pastar nas «invernias». Foi este hábito de contactos e viagens que convidou os beirões a emigrar facilmente: estabeleciam, então, ligações com as cidades e com o estrangeiro, como faziam desde a primeira metade do século XX os que prosperavam ou conseguiam subsistir no Brasil, Suíça ou Alemanha. Já antes disso os Beirões se fixavam nas cidades, sobretudo em Lisboa, onde liam fielmente A Comarca de Arganil e onde fundavam delegações das agremiações locais, que a Casa das Beiras sempre acolheu generosamente. No Verão e no Natal voltavam, e ainda voltam, fielmente à terra, e quando podem organizam concorridas merendas ao ar livre. Sustentam assim uma solidariedade tradicional que desconhece distâncias, cimentada na antiga necessidade de se defenderem de uma natureza agreste e de terem de emigrar para terra alheia.

in PORTUGAL O Sabor da Terra, de José Mattoso, Suzanne Daveau e Duarte Belo, págs. 350-351, Março de 2011, Temas e Debates, Círculo de Leitores 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Colmeal vai ao Alentejo



No coração do Alentejo vamos encontrar Évora, uma cidade monumental cheia de história e com um fabuloso e variado património cultural, que foi sendo construído e preservado ao longo dos séculos desde a sua fundação pelos romanos. No século XII, durante a Reconquista cristã da península foi uma praça-forte onde se construíram os alicerces da formação do novo reino. Mais tarde, já então definidas e consolidadas as fronteiras com a vizinha Castela vários foram os reis que ali fixaram a sua corte.




É uma cidade para se passear, para se descobrir, famosa pelos seus pátios e arcadas, pela sua calma e onde em cada rua e em cada pedra sentimos a presença constante da História.
Encontramos monumentos e obras de arte de estilo românico, gótico, manuelino, mudéjar, renascentista, maneirista e barroco numa feliz combinação que não choca. Em 25 de Novembro de 1986, Évora viu ser classificado o seu Centro Histórico como Património da Humanidade pela UNESCO.




Dentro das muralhas medievais que cercam a “cidade velha” vamos encontrar monumentos como o romano Templo de Diana, os edifícios e as arcadas da Praça do Giraldo com a sua fonte, que nos trazem à memória os 450 anos do domínio mouro, enquanto na Igreja de São Francisco nos deparamos com um já mais recente estilo gótico-manuelino. Nesta igreja, sobressai no seu interior a Capela dos Ossos, cujas paredes estão recobertas com os ossos de cinco mil monges, enterrados no cemitério do convento. A Sé Catedral de estilo gótico-primitivo foi fundada no início do séc. XII e é a maior catedral medieval do país. O Aqueduto da Água de Prata, reconstruido no séc. XVI sobre o original romano é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e servia para trazer a água até à Praça do Giraldo. Dos seus 18 km iniciais apenas restam cerca de nove.

Évora esconde o encanto próprio das cidades antigas. E é precisamente isso que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal e os seus associados vão tentar descobrir neste seu fim-de-semana por terras alentejanas.

Fotos da Internet

A cozinha da habitação tradicional



Na cozinha, onde muitos comem as refeições, há os tropeços (bancos de cortiça), cepos feitos de troncos de árvores, tripeças (bancos com três pernas) todos em maior ou menor número consoante a cozinha é ou não de cabouco, isto é, tem ou não tem pavimento mais fundo que o sobrado da casa, porque, em tal caso, este serve de assento.

No alto da cozinha, por cima do lume, fica a caniceira ou caniço, estrado de vergas de castanho, que serve, onde ainda há soutos, para secar as castanhas, e por baixo do caniço varas para secar o fumeiro (enchidos) de porco. Há sempre por baixo do caniço, uma estaca forte, espetada na parede, para suportar as cadeias (de ferro) o caldeirão (Madeirã) de onde pendem as caldeiras da vianda dos porcos e panelas de ferro com asa, para cozinhar e aquecer água.

O comprimento das cadeias é regulado por um gancho que se mete nas argolas, mais abaixo ou mais acima, para se descer ou elevar à altura desejada.

O trem de cozinha consta de panelas, tachos, sertãs ou certages (Oleiros) de ferro, para fritos.

Há sempre uma tenaz para atiçar o lume, um espeto de ferro para os assados, uma trempe para assento das sertãs e tachos, o saleiro de cortiça ou madeira), a almotolia, de lata, para o azeite, e uma garrafa, às vezes uma cabaça das que criam nas hortas, para o vinagre.

Em muitas casas dos concelhos do sul (Sertã e Oleiros) aproveitam a bexiga de porco, a que adaptam um bocal das borrachas de vinho, para recipiente do azeite.

Retirado de “Etnografia da Beira”, de Dr. Jaime Lopes Dias, etnógrafo, investigador e regionalista, referido no livro “Sabores da Aldeia”, pág. 26 – Edição da ADXTUR – Agência de Desenvolvimento Turístico das Aldeias de Xisto.

Foto de A. Domingos Santos

À volta da Canoagem




















Fotografias de A. Domingos Santos