terça-feira, 23 de abril de 2013

Dia Mundial do Livro



No Dia Mundial do Livro a UNESCO destaca os benefícios da leitura.

Esta terça-feira, 23 de Abril, é o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
Irina Bokova, directora-geral da UNESCO, a agência da ONU para a Educação, Ciência e Cultura, destaca que os países estão a celebrar o poder que os livros têm para "reunir pessoas e transmitir a cultura dos povos".

Irina Bokova afirma que a data é propícia para se reflectir sobre as mudanças do mercado editorial. Para a chefe da UNESCO, os "livros digitais oferecem novas oportunidades de acesso ao conhecimento, a preços reduzidos e alcançando grandes áreas geográficas." Lembra, porém, que os livros tradicionais, de papel, ainda têm grande poder: são seguros contra a falsificação, portáteis e resistem ao "teste do tempo". A diretora da UNESCO acredita que "todos os tipos de livros contribuem de forma valiosa para a educação e disseminação da cultura e da informação".

A cidade de Banguecoque, na Tailândia, foi escolhida pela UNESCO como a "Capital Mundial do Livro 2013", em reconhecimento ao seu programa para a promoção da leitura entre os jovens de classes menos favorecidas.

Bokova reforça o compromisso da agência com a promoção da diversidade editorial, da protecção da propriedade intelectual e do acesso justo aos livros. Para ela, os livros devem ser muito mais do que um objecto, porque são "a invenção mais bonita para compartilhar ideias que vão além do espaço e do tempo."

Da Internet

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Maluda viu assim. E nós? ...





Maluda viu assim Castelo de Vide, Évora e Marvão.

Maria de Lourdes Ribeiro, Maluda, nasceu em 1934 em Goa, antigo Estado Português da Índia. Em 1948 mudou-se com a família para Moçambique, onde começou a pintar. Viveu em Paris de 1964 a 67 como bolsista da Fundação Gulbenkian e depois instalou-se definitivamente em Lisboa. Canalizou então todas as suas atenções para a síntese da paisagem urbana.
Fez exposições individuais em Nova Iorque, Washington e Dallas. Participou na Bienal Ibérica e no âmbito da “Lisboa Capital da Cultura”, realizou uma grande exposição individual no Centro Cultural de Belém em Lisboa.

Em 1998 foi agraciada pelo Presidente da República Jorge Sampaio com a Ordem do Infante D. Henrique e inaugurou a sua derradeira exposição “Os selos de Maluda”.

Maluda morreu em 1999 em Lisboa aos 64 anos.




Maluda viu assim Castelo de Vide, Évora e Marvão. 
Como será que nós iremos ver estas e outras localidades na viagem que vamos fazer neste fim-de-semana? Cada um de nós terá por certo uma visão diferente. Não só pela sensibilidade da nossa máquina fotográfica mas, e principalmente, pela sensibilidade de cada um. 
Esperamos neste blogue poder partilhar consigo, através das nossas fotografias, como vimos o Alentejo nesta “Escapadinha”. 
Nós contamos-lhe. Mas, para a próxima, venha na nossa companhia. Já sabe como é.

U.P.F.C.
Fotos e texto da Internet



Vida serrana


A vida tradicional do beirão é menos isolada do que geralmente se pensa. Os caminhos são maus e eram muito piores nos séculos passados, o acesso às aldeias era difícil, mas os lugares habitados não se fechavam sobre si mesmos. A própria dureza de vida no Inverno obrigava a gente a frequentar as planícies periféricas à procura de empregos temporários, a vender aí os seus produtos agrícolas ou artesanais, a levar o gado a pastar nas «invernias». Foi este hábito de contactos e viagens que convidou os beirões a emigrar facilmente: estabeleciam, então, ligações com as cidades e com o estrangeiro, como faziam desde a primeira metade do século XX os que prosperavam ou conseguiam subsistir no Brasil, Suíça ou Alemanha. Já antes disso os Beirões se fixavam nas cidades, sobretudo em Lisboa, onde liam fielmente A Comarca de Arganil e onde fundavam delegações das agremiações locais, que a Casa das Beiras sempre acolheu generosamente. No Verão e no Natal voltavam, e ainda voltam, fielmente à terra, e quando podem organizam concorridas merendas ao ar livre. Sustentam assim uma solidariedade tradicional que desconhece distâncias, cimentada na antiga necessidade de se defenderem de uma natureza agreste e de terem de emigrar para terra alheia.

in PORTUGAL O Sabor da Terra, de José Mattoso, Suzanne Daveau e Duarte Belo, págs. 350-351, Março de 2011, Temas e Debates, Círculo de Leitores 

quarta-feira, 17 de abril de 2013

Colmeal vai ao Alentejo



No coração do Alentejo vamos encontrar Évora, uma cidade monumental cheia de história e com um fabuloso e variado património cultural, que foi sendo construído e preservado ao longo dos séculos desde a sua fundação pelos romanos. No século XII, durante a Reconquista cristã da península foi uma praça-forte onde se construíram os alicerces da formação do novo reino. Mais tarde, já então definidas e consolidadas as fronteiras com a vizinha Castela vários foram os reis que ali fixaram a sua corte.




É uma cidade para se passear, para se descobrir, famosa pelos seus pátios e arcadas, pela sua calma e onde em cada rua e em cada pedra sentimos a presença constante da História.
Encontramos monumentos e obras de arte de estilo românico, gótico, manuelino, mudéjar, renascentista, maneirista e barroco numa feliz combinação que não choca. Em 25 de Novembro de 1986, Évora viu ser classificado o seu Centro Histórico como Património da Humanidade pela UNESCO.




Dentro das muralhas medievais que cercam a “cidade velha” vamos encontrar monumentos como o romano Templo de Diana, os edifícios e as arcadas da Praça do Giraldo com a sua fonte, que nos trazem à memória os 450 anos do domínio mouro, enquanto na Igreja de São Francisco nos deparamos com um já mais recente estilo gótico-manuelino. Nesta igreja, sobressai no seu interior a Capela dos Ossos, cujas paredes estão recobertas com os ossos de cinco mil monges, enterrados no cemitério do convento. A Sé Catedral de estilo gótico-primitivo foi fundada no início do séc. XII e é a maior catedral medieval do país. O Aqueduto da Água de Prata, reconstruido no séc. XVI sobre o original romano é um dos monumentos mais emblemáticos da cidade e servia para trazer a água até à Praça do Giraldo. Dos seus 18 km iniciais apenas restam cerca de nove.

Évora esconde o encanto próprio das cidades antigas. E é precisamente isso que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal e os seus associados vão tentar descobrir neste seu fim-de-semana por terras alentejanas.

Fotos da Internet

A cozinha da habitação tradicional



Na cozinha, onde muitos comem as refeições, há os tropeços (bancos de cortiça), cepos feitos de troncos de árvores, tripeças (bancos com três pernas) todos em maior ou menor número consoante a cozinha é ou não de cabouco, isto é, tem ou não tem pavimento mais fundo que o sobrado da casa, porque, em tal caso, este serve de assento.

No alto da cozinha, por cima do lume, fica a caniceira ou caniço, estrado de vergas de castanho, que serve, onde ainda há soutos, para secar as castanhas, e por baixo do caniço varas para secar o fumeiro (enchidos) de porco. Há sempre por baixo do caniço, uma estaca forte, espetada na parede, para suportar as cadeias (de ferro) o caldeirão (Madeirã) de onde pendem as caldeiras da vianda dos porcos e panelas de ferro com asa, para cozinhar e aquecer água.

O comprimento das cadeias é regulado por um gancho que se mete nas argolas, mais abaixo ou mais acima, para se descer ou elevar à altura desejada.

O trem de cozinha consta de panelas, tachos, sertãs ou certages (Oleiros) de ferro, para fritos.

Há sempre uma tenaz para atiçar o lume, um espeto de ferro para os assados, uma trempe para assento das sertãs e tachos, o saleiro de cortiça ou madeira), a almotolia, de lata, para o azeite, e uma garrafa, às vezes uma cabaça das que criam nas hortas, para o vinagre.

Em muitas casas dos concelhos do sul (Sertã e Oleiros) aproveitam a bexiga de porco, a que adaptam um bocal das borrachas de vinho, para recipiente do azeite.

Retirado de “Etnografia da Beira”, de Dr. Jaime Lopes Dias, etnógrafo, investigador e regionalista, referido no livro “Sabores da Aldeia”, pág. 26 – Edição da ADXTUR – Agência de Desenvolvimento Turístico das Aldeias de Xisto.

Foto de A. Domingos Santos

À volta da Canoagem




















Fotografias de A. Domingos Santos

quinta-feira, 11 de abril de 2013

José Domingos Nunes



A poucos dias de completar 72 anos José Domingos Nunes deixou-nos após um longo período de saúde precária.

Natural da vizinha povoação dos Cepos (concelho de Arganil) onde nasceu em 4 de Maio de 1941 encontrou no Colmeal a companhia de uma vida - Ilda de Jesus Almeida Nunes. Desse casamento de mais de cinco décadas anos nasceram os filhos Eugénio e Natália.

Trazido para a União Progressiva da Freguesia do Colmeal pela mão do saudoso Fernando Costa em Novembro de 1963, integrou o elenco de várias direcções lideradas por Henrique Braz Mendes entre 23 de Junho de 1990 e Outubro de 1997. Trabalhou entre outros com Artur Domingos da Fonte, Joaquim Luís Pinto, Manuel Fernandes da Luz, Fernando Ascensão Algarvio, António Alcindo de Almeida, Amílcar de Almeida e Tomás Gomes Sequeira.

Sempre disponível, sempre generoso, José Domingos era um exemplo a seguir, não só pelo entusiasmo que colocava nas tarefas que lhe cabiam mas também pelo empenho com que dedicadamente se entregava a uma colectividade que não era a da sua terra, mas que era a da freguesia que ele adoptara. Participou também em diversas comissões de festas e sempre com um sorriso irradiava simpatia.

Amanhã o Colmeal vai recebê-lo na sua derradeira viagem. Até sempre José Nunes!

UPFC

quarta-feira, 10 de abril de 2013

IGREJA do COLMEAL reabre as suas portas



O dia de domingo, 7 de Abril de 2013, vai ficar gravado na memória de todos os Colmealenses. A “sua” igreja, antiga de mais de quatro séculos e meio, voltou a abrir as portas aos fiéis após as obras de reconstrução e restauro.

Não sabemos a data certa da construção da igreja paroquial. Sabemos que foi levantada no mesmo local onde existia uma antiga capela dedicada a S. Sebastião, que ficou a ser o orago da freguesia.
Embora de modestas proporções, está contudo edificada numa pequena colina em frente ao Colmeal, num local tão agradável e airoso que permite ser vista mesmo dos pontos mais distantes da freguesia”. Assim se lhe referia o extinto Boletim “O Colmeal” no seu primeiro número, em Fevereiro de 1960.





O estado de degradação que a igreja atingira já fazia temer pela segurança das pessoas. Hoje, passado o período da recuperação, sentimo-nos orgulhosos quando a contemplamos na beleza do seu interior, ou ao longe, vislumbramos a sua silhueta.











A missa que teve acompanhamento pelo Grupo Coral da Paróquia de Góis foi celebrada por D. Virgílio Antunes, Bispo de Coimbra, coadjuvado por Monsenhor André de Almeida Freire e pelos padres Carlos da Cruz Cardoso, Manuel Pinto Caetano e Pedro Alexandre Santos. O espaço foi demasiado pequeno para acolher todos os que quiseram assistir e partilhar de um momento tão belo e importante para os Colmealenses.





No final da cerimónia religiosa e num gesto de muita simpatia para com a comunidade colmealense pela reabertura da sua igreja, o Coro Misto da Associação Educativa e Recreativa de Góis brindou os presentes com a interpretação de temas especialmente seleccionados para o efeito.


No exterior, o Rancho Folclórico Serra do Ceira a todos contagiava com as suas modas e muito em especial a Manuel Pinto Caetano, que o fundou em 1975, menos de um ano após começar a paroquiar a freguesia do Colmeal.


Os chuviscos impediram que o lanche se processasse no adro pelo que teve que se recorrer ao edifício da Junta de Freguesia. Câmara e Assembleia Municipal de Góis, Assembleia e Junta de Freguesia do Colmeal e todas as colectividades regionalistas da freguesia marcaram presença com os seus dirigentes, neste dia tão especial.




O Colmeal tem uma “igreja nova”! Que é o seu orgulho! O orgulho de todos!

Fotos de Francisco Silva e A. Domingos Santos