quarta-feira, 4 de agosto de 2010

A FESTA DO AÇOR. REVISITADA

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Com o habitual programa profano-religioso, mas mais profano, teve lugar no fim-de-semana passado a Festa do Açor. A Festa celebra-se em honra de Nossa Senhora da Saúde, um dos atributos de Nossa Senhora de que todos carecemos. Se Deus assim o entender, lembrou o Padre Carlos, restando-nos a nós essa esperança, e a responsabilidade pela adopção de comportamentos saudáveis! Momento alto da Festa foi a actuação do Rancho Folclórico Serra do Ceira. Enquanto aguardavam a entrada em cena, os elementos mais jovens do grupo treinavam os dotes maternais, a Elsa, um dos mais antigos, espantava com o lenço o calor que se fazia sentir!
O rancho actuou com agilidade e destreza, revelando ter feito importantes progressos do ano passado para este. Muitos parabéns por isso! Continuem! Sobretudo a divertir-se, convivendo, tocando, cantando e dançando! Ah!, gostei do contentamento expresso no rosto de alguns dos elementos do rancho, e da oportunidade da sensibilização para a problemática dos incêndios que o seu presidente fez. Atrás dele, um amigo nosso fazia exercícios de aquecimento!
Os fiéis não foram suficientes para encher a catedral de azul, silêncio e meditação que o Padre Carlos viu no espaço aberto onde a missa foi celebrada, mas os que nela participaram fizeram-no com empenho e devoção. As leituras do dia falavam de desilusão com os bens terrenos e da necessidade do desprendimento deles, porque nunca se sabe a hora da chamada!
Muito pretendidos e concorridos foram as sardinhas apetitosas que a Isabel e o Zezito iam assando, e o comboio que a seguir se formou, apitando e transportando energia e boa disposição!
Embora me tenha parecido que a Festa atraiu menos participantes do que em anos anteriores, nomeadamente para as noites dançantes, foi um sucesso. Parabéns aos seus organizadores! Também pelo almoço-convívio do dia seguinte, que, para alguns, representou o melhor da Festa. A Elsa até tocou! Muito bonito!
Açor (Colmeal), 2 de Agosto de 2010. Lisete de Matos

"MEMORIAL"

Um "MEMORIAL" à Primavera e a beleza no Colmeal.
Entretanto, um GIRA-SOL dedicado à Mariana Brás. M.Pinto

Historietas das nossas avós

. Pico, pico, saranico "Pico, pico saranico tu que vais e eu que fico. Salta a pulga da balança, diz o rei que foi à França. Os cavalos a correr, as meninas a aprender, qual será a mais bonita que se vai esconder? Uma fita amarela para cortar a goela, uma barra de sabão para cortar o coração, um martelo bem agudo para cortar o ... e tudo..." É um pouco "hard", o final. A minha avó do Colmeal contava-me isto, quando eu era pequenita, "picando-me" os deditos das minhas mãos. Aurora Braz

domingo, 1 de agosto de 2010

Governador Civil de Coimbra no Colmeal em 7 de Agosto

(clicar no documento para ampliar)
Por motivo de férias só agora nos é possível proceder à divulgação do ofício enviado pela Junta de Freguesia do Colmeal. UPFC

Entrevista da Presidente da Câmara de Góis

De uma entrevista dada pela Senhora Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dr.ª Maria de Lurdes Castanheira (LC) ao Diário de Coimbra (DC) e publicada em 26 de Julho, retirámos esta pergunta e a resposta dada. DC E relativamente à terceira idade, sector que sempre lhe mereceu especial atenção?
LC É efectivamente um grupo vulnerável relativamente ao qual muitas vezes não há um olhar atento. Não é o que acontece em Góis. Tranquiliza-me muito o trabalho das IPSS, conheço-as todas, trabalhei com algumas e colaborei com outras. Temos uma taxa de cobertura excelente, com quatro lares de idosos, bons serviços ao domicílio, centro de dia, ATL, projectos para ocupar os idosos. Porém, não podemos esquecer que estamos num concelho muito disperso, com aldeias com poucos habitantes e ainda não há remédio para a solidão. Julgo que a Câmara tem todas as condições para criar um serviço de apoio aos idosos mais isolados que querem continuar na sua casa. Há muitos anos fui defensora de projectos tipo tele-alarme, serviço que tem uma central, que pode ser criada na vila, com operadores que funcionam 24 horas. Podemos não ser os promotores, mas criar condições, dinamizar uma parceria. Confesso que me preocupam particularmente Colmeal e Cadafaz, as freguesias envelhecidas do concelho. Têm alguma cobertura de apoio domiciliário, pela Caritas Diocesana de Coimbra e pela Misericórdia de Góis. Temos condições para implementar um lar, que pode dar resposta às necessidades destas freguesias e quero enaltecer o trabalho do Conselho Director dos Baldios da Freguesia do Cadafaz, que tem parcerias no âmbito das energias renováveis e tem canalizado esses meios financeiros para o futuro lar, cuja entidade promotora é a Caritas de Coimbra. Lamento que a tutela não tenha aprovado a candidatura da Caritas, a Câmara assumiu as terraplanagens, que estão prontas, e o projecto vai avançar. Então sim, com o lar da Freguesia de Cadafaz, temos uma cobertura total.
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Folhas soltas de Cadafaz

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São os antigos textos históricos que nos vão aumentando a curiosidade e o conhecimento acerca dos nossos antepassados, cuja valiosa fonte tem sido obtida através da exaustiva pesquisa dos nossos historiadores e investigadores, sendo a sua divulgação quer literária ou informática a grande difusora. Infelizmente nem sempre é possível obter tais conhecimentos – é o caso de Cadafaz sem qualquer sector de literatura disponível ou meios informáticos – inclusivamente até os testemunhos pessoais se têm deixado perder. Mas… Cadafaz não foi nem é apenas um mito – o povoado existe e existiu – não foi por acaso o aparecimento das primeiras habitações no Codeçal – não foi por acaso a sua mudança ou seja a comunidade, para o local actual, nem sequer as ruínas de grandes casas que ainda conseguimos descobrir além dos muitos e dispersos terrenos de cultivo cujos socalcos tentam mostrar a obra humana tal como os soutos, os olivais e os muitos e variados engenhos que ajudaram a criar gerações. Por tudo isto temos de acreditar que também aqui a obra das gentes do povo rural foram de grande vulto. Diz-nos o historiador J. H. Saraiva no seu livro A História Concisa de Portugal – “não tem sido fácil o conhecimento das acções do povo por falta de documentação escrita. A totalidade do que se dispõe está ligada à Igreja e a propriedade, ou uma e outra, pois só o clero sabia escrever. Desde muito cedo tiveram os seus cartórios (estes já existiam no tempo do rei D. Afonso Henriques). Mas há vestígios que mostram que o povo desempenhou acções decisivas e de grande determinação.” No entanto, as dificuldades parece que se vão atenuando e a investigação profícua, pelo que vamos tendo conhecimento de dados valiosos e interessantes. É o caso do pequeno resumo de texto que passarei a transcrever com o devido respeito ao seu autor Dr. José Tengarrinha, visto tratar-se de Cadafaz e Colmeal. “Nas freguesias do Colmeal e Cadafaz, concelho de Góis, em 1777/1779, os agricultores recusaram-se apesar das ameaças e intimidações, a satisfazer excessivas e arbitrárias jogadas cobradas em cada triénio especialmente às pessoas mais pobres e exigidas pelos feitores do donatário da vila, conde de Vila Nova.” Alguns anos mais tarde surge nova referência sobre as mesmas povoações. “Nos lugares de Cadafaz e Colmeal, concelho de Góis, os agricultores resistiram colectivamente em 1782/1783 às exigências de maiores foros superiores aos determinados no foral feitas pelos contratadores das rendas do donatário de Vila Nova. Cadafaz teria de passar a pagar anualmente 50 alqueires de pão e Colmeal 32 e os rendeiros passaram a exigir 459 alqueires sem que as terras de cultivo tivessem aumentado. Os excessos de cobrança foram ao ponto de um tal João Moniz, por não possuir um alqueire de pão, lhe fizeram pagar a dinheiro 440 réis e a Luíz Braz 420 e a Manuel Simões 450 e a Sebastião Fróis 460 tudo no ano de 1782 em que os preços do trigo e centeio não tinham atingido tais níveis.” A leitura destes textos e de outros que se passaram por todo o país, comprova qual a classificação e exploração do povo rural, não só do trabalho agrícola como dos bens monetários e humanos. No entanto, e actualmente as frases são diferentes “chiques e imperceptíveis” não referindo o povo da gleba mas sim o povo que continua a trabalhar e tenta viver a sua vida honesta, são estes que continuam a pagar, os foros… jogadas… fintas… etc. etc. tudo em nome de impostos. Felizmente o povo é pacato e só se irrita quando o clube perde… A. Silva in “O Varzeense” de 30 de Maio de 2010

Projectos para melhorias

Foto tirada dia 16-07-2010 na ponte do Colmeal, onde se encontravam a preparar o projecto para fazer melhoramentos no rio com a colocação de uma represa de forma a melhorar a área de banhos. Vitor Santos

Historietas das nossas avós

Talvez só os mais velhos se lembrem desta historieta que as nossas mães e as nossas avós nos contavam quando éramos pequenitos. Prendiam a nossa atenção e nós íamos aprendendo estas coisitas tão simples à força de as ouvirmos repetidamente. Os anos entretanto foram passando por nós (felizes os que vão envelhecendo sem ficarem velhos) e as historietas foram sendo substituídas por outros métodos comunicacionais. Seria interessante recordar aqui uma historieta que talvez você tenha ouvido em pequeno. Ficamos à sua espera. Era uma vez um gato maltês Era uma vez Um gato maltês Tocava piano E falava francês Queres que te conte outra vez? Era uma vez Um gato maltês Saltou-te às barbas Não sei que te fez Queres que te conte outra vez? Era uma vez Um gato maltês Tocava piano Falava francês A dona da casa Chamava-se Inês O número da porta era o 33! Queres que te conte outra vez? Era uma vez Uma galinha pedrês E um galo francês Eram dois Ficaram três… Queres que te conte outra vez? Recuperação de A. Domingos Santos

Bermas limpas

À entrada da povoação do Colmeal, pela Páscoa de 2010. Cerejeiras "fazendo pela vida". Fotos de Francisco Silva

Xutos e Pontapés são "cabeça de cartaz" da concentração motard, em Gois, de 19 a 22 de Agosto

Motards de todo o país são esperados em Góis em meados de Agosto, naquela que já é considerada como a segunda maior concentração, depois de Faro Durante quatro dias, de 19 a 22 de Agosto, Góis vai transformar-se num autêntica “vila motard”. Com um orçamento de cerca de 400 mil euros e com um programa muito rico em actividades desportivas e espectáculos a 17.a concentração mototurística do Góis Moto Clube, aguarda a visita de 20 mil pessoas, entre inscritos, participantes e visitantes. Os lemas das edições anteriores mantêm-se, nomeadamente do Parque Natural Mototurismo, evento que, como explicou Jaime Garcia, «tem uma grande afluência de visitantes e todos os concelhos vizinhos acabam por ter benefício com esta concentração», e o lema “Ta-se bem”, demonstrativo do «ambiente familiar que se vive aqui durante estes dias, de descontracção e de descanso, podendo também desfrutar do rio Ceira». Nestes dias, todos os organismos colaboram e apoiam esta iniciativa, pois para além do apoio imprescindível dos Bombeiros Voluntários de Góis, do Centro de Saúde e GNR, conta ainda com o apoio do município de Góis, um parceiro «fundamental, quer em termos financeiros, quer logísticos», como enfatizou o vice-presidente do Góis Moto Clube, pois «a concentração decorre num autêntico parque de campismo que o município fez». Muitas empresas locais também estão a apoiar o evento, assim como o Governo Civil de Coimbra. Outro grande parceiro, desde a primeira edição do certame é a “Sagres”, agora “Sagres Zero”, pois, como enfatizou aquele responsável, «é importante passar a mensagem que existe um produto que é 100% sem álcool, associado a quem anda na estrada, pois a nossa segurança e a dos outros é essencial». O custo da inscrição será de 35 euros e engloba um brinde, uma t-shirt, a possibilidade de circular no recinto a qualquer hora, três refeições e uma bebida. Bastante expectante com esta edição, Jaime Garcia sublinhou, na conferência de imprensa de apresentação do certame, que, com este evento, «Góis já representa mais uma alternativa aos festivais de Verão, com a qualidade do cartaz que temos e com o acampamento». Programa “recheado”
A abertura das inscrições decorre no primeiro dia, 19 de Agosto, que tem noite livre e entrada gratuita para o recinto, onde poderão ver os espectáculos de “Morango Tango” e “Nineout” e dançar na tenda electrónica que ali estará todas as noites. No dia 20, o período da manhã é reservado à abertura da feira motociclista, animação de rua e desportos radicais e à noite assiste-se à actuação dos “Ponto e Vírgula”, “The Animals”, desfile drenaline, com apresentação de equipamentos e actuação do “Rouxinol Faduncho” a encerrar a noite. Já para sábado, 21 de Agosto, está previsto um encontro de vespas, um encontro Honda Mini-Trail e um Bike Show, enquanto que à noite realiza-se a entrega de prémios Bike-Show e entrega dos prémios aos clubes, fechando a noite com os “Xutos e Pontapés”. No último dia decorre o já habitual passeio turístico pelo concelho de Góis e um almoço. Destaque ainda para a exposição de motos subordinada ao tema “Carbono Zero”, realizada em parceria com a Câmara Municipal de Góis e que tem a ver, como explicou Jaime Garcia, «com a necessidade de se encontrar uma solução para preservar o ambiente». Com efeito, sublinhou o dirigente, «já é possível andar de moto sem fazer poluição, nem sonora nem com gás poluente, através das motos eléctricas que vão estar em exposição, no sentido de divulgar estes modelos». Presente na conferência, António Sérgio, adjunto do governador civil, felicitou os dirigentes anteriores do Góis Moto clube porque «conseguiram dar a este evento um cariz nacional», afirmando que «a nossa preocupação é juntar todas as forças de segurança para que as coisas funcionem, apelando a comportamentos seguros e responsáveis». Até porque, sustenta, «certamente que haverá bom senso, mas há questões de segurança que têm de ser seguidas por cada uma das pessoas que participem no certame». O adjunto do Governador Civil do distrito de Coimbra considerou ainda que este evento «serve também para valorizar Góis, num enquadramento paisagístico único e que já se encontra inscrito na oferta turística do distrito».
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Escrito por Isabel Duarte in Diário de Coimbra

sexta-feira, 16 de julho de 2010

ATÉ BREVE...

FESTAS DE VERÃO 2010 - COLMEAL

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FESTAS EM HONRA DE S. JOSÉ E N. SENHORA DE FÁTIMA - MALHADA - CASAIS

(clicar no cartaz para ampliar)

FESTAS NOSSA SENHORA DA SAÚDE - AÇOR - COLMEAL

(clicar no cartaz para ampliar)

Radiotelescópio na serra do Açor

Nas cumeeiras da serra do Açor, um vulto branco marca agora a paisagem. É um radiotelescópio único no hemisfério norte, com nove metros de diâmetro, cuja principal missão será analisar emissões de microondas e de rádio com origem na Via Láctea. Integrado no projecto de cartografia das emissões galácticas (GEM) e contando com uma antena doada pela Portugal Telecom que já tinha estado na Base das Lajes, nos Açores, o engenho permitirá melhorar o estudo de pequenas variações do fundo cósmico que correspondem ao início da formação das galáxias, apenas 380 mil anos depois do Big Bang, que terá ocorrido há cerca de 13,5 mil milhões de anos. A informação será posteriormente integrada pela Agência Espacial Europeia no satélite Planck Surveyor. Com a participação de George Smoot, prémio Nobel da Física em 2006, e coordenado em Portugal pelo físico Domingos Barbosa, o projecto de astrofísica experimental está a ser instalado pelo Instituto de Telecomunicações de Aveiro em Fajão, no concelho da Pampilhosa da Serra, devido à quase ausência de contaminação por rádio no local. Graças à conjugação de apoios de diversas instituições, entre as quais a câmara local, o radiotelescópio terá a tarefa de cartografar a quase totalidade do céu setentrional, contando com uma antena “gémea” no Brasil. Além da relevância científica internacional, este projecto conta com tecnologia de ponta desenvolvida de raiz em Portugal, em particular o receptor, um dispositivo ultra-sensível que funciona a baixas temperaturas (196ºC negativos), de forma a reduzir as interferências electrónicas. António Luís de Campos in National Geography Portugal Nº 112 – Julho 2010

Modos de vida serranos

. Para sobreviverem na serra agreste e xistosa, as gentes reinventaram-na, dominando as fragas, o mato, a floresta e os animais bravios. Abriram algares e minas, à procura de ouro e outros minérios. Disputaram a terra e a água, e partilharam-nas mais ou menos amigavelmente. Construíram “combaros” nas encostas escarpadas e lameiros junto às ribeiras fundas, trazendo a terra de longe, e amparando-a com paredes ou paredões grandiosos e pacientes. Encaminharam cursos de água, construíram poços, levadas e barrocos, atravessaram-nos com pontões. Recorrendo ao xisto miudinho ou à pedra ferrenha que existia nos sítios, construíram casas, currais, moinhos e lagares. Abriram estradas de bois e caminhos estreitos e pedregosos, trilharam veredas íngremes, longas e sinuosas. Mais tarde, cavaram a serra, plantaram árvores que os incêndios já dizimaram, rasgaram as estradas serpenteantes por onde circulamos ou apenas a água chovida corre, arrastando consigo o suor e as lágrimas das pessoas e do património perdido. Incansáveis, fizeram tudo à mão, usando a força física e ferramentas muito pesadas, abusando do esforço e do espírito de sacrifício, trabalhando de sol a sol, calcorreando léguas pela serra, com os pés descalços ou mal calçados, quantas vezes com fome. Devido à estreiteza dos caminhos e à insuficiência da terra para os sustentar, os animais de grande porte eram raros, pelo que tudo era transportado, através dos tais caminhos que mal o eram, à cabeça pelas mulheres, maioritariamente às costas pelos homens. … Do livro “Dos Objectos para as Pessoas” de Lisete de Matos

domingo, 11 de julho de 2010

Comissão de Melhoramentos de Ádela

Almoço comemorativo – 7 de Agosto de 2010 Local Ádela – Senhora da Luz (Em tendas alugadas para o efeito) Ementa Aperitivos – Martini e Favaios Entradas – Croquetes, rissóis de carne e camarão, pasteis de bacalhau e coxinhas de galinha Sopa – Juliana Prato de peixe – Bacalhau à Braz Prato de carne – Lombo de Porco com Arroz Árabe e Batata Frita Bebidas – Vinho tinto e branco, cerveja, sumos e água mineral Sobremesa – Mesa de sobremesas e frutas Café e digestivos regionais ou whisky novo Quem pretender dieta deve avisar no acto da marcação do almoço Estacionamento É conveniente estacionar no Largo do Sobreiro Preço do almoço 22,50 Euros por pessoa 10,00 Euros para crianças entre 5 e 10 anos (crianças até aos 5 anos não pagam) Marcações Fernando Nunes Almeida 93 3321315 José Manuel Simões Nunes 91 7235695 Paulo Jorge de Almeida Casquinha 96 5035067 Rui Manuel Duarte de Almeida 93 9014244
A Direcção da Comissão de Melhoramentos de Ádela vai realizar em Ádela, no sábado dia 7 de Agosto, o tradicional almoço anual, para o qual gostaria de contar com a sua presença bem como da sua família e amigos. Este almoço servirá também de ensejo para homenagear os três associados que foram eleitos sócios honorários na última Assembleia-Geral. Como tem acontecido ao longo dos anos, servirá também para trocar impressões acerca dos problemas da nossa terra, mas fundamentalmente para confraternizar e rever amigos, o que é sempre salutar. As actividades da Comissão de Melhoramentos têm ultimamente decorrido em união com a Comissão de Festas cujos eventos têm tido uma grande adesão por parte de conterrâneos, seus familiares e convidados. Esperamos que este acontecimento venha estreitar ainda mais essa convivência de que temos vindo a desfrutar. Aproveitamos a oportunidade para enviar as nossas saudações regionalistas acompanhadas de um abraço amigo. Paulo Casquinha Presidente da Direcção da C. M. de Ádela

Há que evitar...

A experiência mostra-nos que nem sempre as Comissões de Festas escolhem os melhores locais para colocação dos seus cartazes. A presente foto permite-nos tirar essa conclusão. A degradação visível na placa de sinalização é a prova de que o sítio para o cartaz não terá sido o mais aconselhável. Vamos todos evitar repetir estas escolhas! Foto de A. Domingos Santos

Caixotes do lixo

Novo local para os caixotes do lixo no "Estreitinho" - aproveitamento dum espaço público. Iniciativa da Junta de Freguesia do Colmeal. Fotos de Francisco Silva e A. Marques Almeida

A História do macaco

O macaco que do rabo fez viola
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Este envelope de 1º dia de circulação fez com que a memória fosse desencantar “O macaco que do rabo fez viola”, que a minha mãe e a mãe dela me contavam nos meus tempos de meninice. Recordo também o “Ti” António Nunes dos Reis, um contador nato que prendia a nossa atenção com o seu reportório infindável de histórias, lengalengas e adivinhas e que se perderam quando partiu. Era uma vez um macaco que tinha um rabo muito grande e estava tão farto do seu rabo que foi a um barbeiro e pediu-lhe que lho cortasse. O barbeiro cortou-lhe a cauda e o macaco saiu de lá todo contente. Mas ao ir para casa passou por umas crianças que o começaram a gozar "Olha o macaco sem rabo! Olha o macaco sem rabo!" e a rirem-se muito. Todos os dias era o mesmo, até que o macaco se fartou e voltou ao barbeiro para pedir a cauda de volta – "A tua cauda não ta posso dar que já não a tenho" disse o barbeiro. Ao que o macaco respondeu "Ah não tens a cauda?! Então levo-te a navalha!". Entretanto ao andar na rua, passou por uma mulher que vendia peixe e perguntou-lhe se ela não queria a navalha para arranjar o peixe. Ela aceitou, o macaco deu-lhe a navalha e foi-se embora. Mas pouco depois arrependeu-se e voltou atrás a pedir a navalha de volta – "A tua navalha não ta posso dar que se partiu" disse a mulher. Ao que o macaco respondeu "Ah não tens a navalha?! Então levo-te um cesto de sardinhas!". O macaco andou, andou, andou até que chegou a um moinho. Viu um moleiro a comer pão seco e perguntou-lhe "Senhor moleiro, não quer estas sardinhas para comer com o seu pão?". O moleiro aceitou e o macaco foi-se embora. Mas pouco depois arrependeu-se e voltou atrás a pedir as sardinhas de volta – "As tuas sardinhas não tas posso dar que já as comi" disse o moleiro. Ao que o macaco respondeu "Ah não tens as sardinhas?! Então levo-te um saco de farinha!". Foi-se embora com a farinha, e ao passar num colégio de freiras perguntou a uma Irmã "Oh Irmã, não quer esta farinha para fazer bolinhos para as suas meninas?". A freira aceitou e o macaco foi-se embora. Mas o macaco estava com tanta fome que se voltou a arrepender e voltou ao colégio para pedir a farinha de volta – "A tua farinha não ta posso dar que fiz bolinhos para as minhas meninas" disse a Irmã. Ao que o macaco respondeu "Ah não tens a farinha?! Então levo-te uma menina!". Pegou na menina e foi-se embora. Mas ao passar numa esquina viu um ceguinho a tocar viola e perguntou-lhe "O senhor não quer esta menina para lhe fazer companhia e o ajudar a andar na rua?". O ceguinho disse que sim e o macaco foi-se embora. O Macaco andou, andou, andou, mas sentiu-se tão sozinho que quis a companhia da menina de volta, e voltou atrás – "A tua menina já não ta posso dar que voltou para o colégio" disse o ceguinho. Ao que o macaco respondeu "Ah não tens a menina?! Então levo-te a viola!". Pegou na viola e foi-se pôr num telhado duma casa a tocar e a cantar. E cantava: "De meu rabo fiz navalha, de navalha fiz sardinha, de sardinha fiz farinha, de farinha fiz menina, de menina fiz viola, tum tum tum e vou p'rá Angola!" A. Domingos Santos

terça-feira, 6 de julho de 2010

SARAMAGO, um escritor do mundo

José de Sousa Saramago nasceu em Azinhaga – Golegã, em 16 de Novembro de 1922. Foi escritor, jornalista, argumentista, contista, dramaturgo, romancista e poeta. Viu obras suas adaptadas ao teatro e ao cinema e serem a inspiração para três óperas. Em 1998 foi galardoado com o Prémio Nobel de Literatura que recebeu em Estocolmo, em 10 de Dezembro. Três anos antes, em 1995, ganhara o Prémio Camões, o mais importante prémio literário em Portugal. Durante a sua carreira foram inúmeros os prémios que recebeu, tanto no país como no estrangeiro. Possuía várias condecorações nacionais e internacionais. Saramago, conhecido pelo seu ateísmo e iberismo, é considerado como sendo o responsável pelo reconhecimento internacional da prosa em língua portuguesa. Em 1992 foi um dos fundadores da Frente Nacional para a Defesa da Cultura com Luíz Francisco Rebello, Armindo Magalhães, Manuel da Fonseca e Urbano Tavares Rodrigues. De acordo com Inês Pedrosa “Não tinha medo das palavras. Foi através delas que, como leitor, se fez homem, e depois – muito depois – como escritor, se fez livre.” (Revista Única, 26Jun2010) Também Baptista-Bastos nos recorda que “José Saramago tinha uma relação de sangue com a língua portuguesa e a paixão por um povo que ele desejava adulto e livre. Todas as relações daquele género e todas as paixões assim configuradas são sempre problemáticas. Torga, Sena, Miguéis, outros mais pertenceram a essa natureza, por vezes estigmatizante, e sempre perturbadora.” (Jornal Público, 26Jun2010) “A sua vida foi o seu melhor romance, costuma dizer Eduardo Lourenço. E tem razão. Nela, houve um movimento ascendente que deu tudo a quem não tinha nada. No tudo que lhe foi entregue houve até um ódio e uma recusa que o feriam, mas que transformava em combustível, ao qual juntava o fogo da sua altivez, para iluminar o rosto que mostrava ao mundo.” (José Manuel dos Santos, Actual-Expresso, 26Jun2010) José Saramago recebeu 37 vezes o título de Doutor honoris causa. Editado em 56 países e traduzido para 43 idiomas, faleceu em Lanzarote em 18 de Junho de 2010. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal, colectividade regionalista do concelho de Góis de que Saramago foi dirigente (1948-1955), esteve presente e prestou-lhe as últimas homenagens nas cerimónias realizadas nos Paços do Concelho e no seu funeral para o cemitério do Alto de S. João. Saramago continua no Colmeal, com os seus livros, na Biblioteca da União. UPFC
Foto retirada da Internet

Embelezamento

Quem se desloca de automóvel ou a pé e passa junto a esta placa certamente já notou algumas diferenças. A colocação das manilhas e a introdução de espécies arbóreas dá um aspecto mais bonito a este espaço. A Junta de Freguesia mostra que está atenta e vai melhorando certos pormenores que no caso embelezam esta entrada/saída da povoação. Fotos de Francisco Silva, A. D. Santos e Catarina Domingos

Receitas da Freguesia do Colmeal

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Pudim de Ovos
12 Ovos 0,50 L de leite 12 Colheres de Sopa de Açúcar 2 Colheres de Farinha Maisena 1 Limão Coloque os ovos num recipiente, acrescente o açúcar e mexa bem. Depois coloque o leite no preparado anterior, a farinha maisena e a raspa de limão. Bata bem. Disponha o preparado numa forma caramelizada e leve-o a cozer em banho-maria durante uma hora. Deixe arrefecer e desenforme o pudim num prato fundo A receita apresentada (Pudim de ovos) foi disponibilizada por Fernanda Neves, residente em Carrimá

Cores na Serra

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Fotos de A. Domingos Santos

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Evolução

Muito recentemente a Junta de Freguesia do Colmeal colocou cerejeiras em vários locais da nossa freguesia. Acompanhemos a evolução deste conjunto através de fotografias tiradas em 4 e 30 de Abril e 4 de Junho. Louvável iniciativa que a seu tempo dará os seus frutos. Fotos de Francisco Silva, A. D. Santos e Catarina Domingos

Do rio Ceira à Serra do Açor

Conforme noticiamos neste espaço, a Junta de Freguesia de Cepos promoveu no passado dia 22 de Maio a 2ª Caminhada "DO RIO CEIRA À SERRA DO AÇOR".
Com esta iniciativa pretendeu reforçar mais uma vez a ligação entre as populações das Freguesias de Cepos e Fajão, entre os Concelhos de Arganil e Pampilhosa da Serra, partilhando a extraordinária beleza natural da região, e assim contribuir para a sua divulgação junto de novos públicos.
O percurso teve início em Cepos, passando por Vale Pardieiro, Cavaleiros de Baixo, Cavaleiros de Cima, Casal Novo e retornando à aldeia de Cepos, sede de freguesia. No final foi servido um almoço de convívio a todos os participantes no restaurante do Parque de Lazer da Chã da Cabeça. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal acedeu ao convite formulado pela Senhora Presidente da Junta e esteve representada na caminhada e no convívio que se lhe seguiu. Fotos de Catarina Domingos

Recantos do nosso Ceira

Açude da Quinta. Maio de 2010. Foto de A. Marques Almeida

Góis volta a marchar - cinco anos depois da última iniciativa

Os manjericos, as cantigas e as coreografias fizeram novamente o gosto aos gaienses, cerca de cinco anos depois da últimas marchas dos Santos Populares. A freguesia de Góis, representada por quatro bairros, Vila Nova de Ceira e Várzea Pequena foram ao baú tirar as vestes e, adaptando-as, voltaram a dançar, sexta-feira, 25 de Junho, no Parque do Cerejal, desta vez na companhia da freguesia de Alvares, que participou pela primeira vez. Perante um público que encheu o espaço e se deliciou com a festa, o colorido foi dominante numa noite em que os passos estudados tiraram muitas palmas a quem assistiu. Alvares, a estreante, com a dinamização da Associação Jovens Alvarenses, desfilou com 55 pessoas, cantando o Sinhel; a Várzea Pequena; com 35, através da Associação de Amigos da Várzea Pequena e do Grupo Folclórico Os Mensageiros da Alegria, evocou as Canaveias; Vila Nova do Ceira, com a recente associação cultural e recreativa Palavra Renovada e o Rancho Folclórico As Sachadeiras da Várzea, fez uma réplica da fonte do largo, com cerca de 40 pessoas a cantarem o seu padroeiro S.Pedro; e por último o desfile da freguesia de Góis, com quatro bairros em conjunto, S. Paulo, Terreirinho, Pé Salgado e Pombal, juntando quase 100 participantes, evocou entre outros temas, o rio Ceira. Considerada uma noite memorável, há quem já se tenha oferecido para, no próximo ano, escrever novas letras e espera-se que a freguesia de Colmeal e Cadafaz se juntem à festa. Depois das Marchas Populares, a noite prosseguiu com uma sardínhada, no mesmo parque, fazendo jus a um verdadeiro Arraial dos Santos Populares. As marchas puderam ser vistas ainda na passada terça-feira, em Vila Nova do Ceira, sendo que amanhã, dia 2, desfilam em Alvares. Diana Duarte in Jornal de Arganil, 1/07/2010