domingo, 16 de maio de 2010
Novas fotografias
ÁDELA em Torneio de Futsal
A Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra promove a realização, pelo quarto ano consecutivo, do seu Torneio de Futsal Inter Filiadas.
Conforme notícia publicada em Março no Serras da Pampilhosa, face ao “êxito alcançado nos anos anteriores, e pelo interesse que já vai despertando nos jovens que integram a vasta comunidade pampilhosense na região da Grande Lisboa, informam-se todas as colectividades filiadas, associados, pampilhosenses e conterrâneos em geral, que o torneio decorrerá no local habitual, no Recinto Polidesportivo do Clube Futebol Varejense (ao lado do cemitério do Alto de S. João – Lisboa), com início no dia 17 de Abril de 2010 e se prolongará pelos sábados seguintes até ao dia 29 de Maio.”
Continuando a citar o Serras da Pampilhosa, “O torneio tem por principal finalidade a promoção do desporto entre a comunidade pampilhosense residente na região da Grande Lisboa e não só, bem como, proporcionar a confraternização, reactivando o contacto entre conterrâneos, amigos e associados de colectividades congéneres, especialmente os mais jovens.”
A inscrição de 14 equipas revela o empenho e entusiasmo que as colectividades conseguiram transmitir às suas camadas mais jovens.
Trinhão, Covanca, Carvoeiro, Carvalho, Vale Derradeiro, Meãs, Camba, Vale Serrão, Vale de Pereiras, Maria Gomes, Ceiroco, S. B. Corvense, G. S. Adicense e a Comissão de Melhoramentos de Ádela, da freguesia do Colmeal – concelho de Góis, responderam afirmativamente ao convite da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra.
O Torneio, organizado em duas séries, começou com o jogo entre as equipas de Trinhão e Covanca (4-2). Depois, pelas 16 horas, defrontaram-se Ádela e Camba.
Gentil, dirigente do Grupo de Amigos de Sobral, Saião e Salgado e João Lourenço, presidente da Assembleia-Geral da Comissão de Melhoramentos de Ádela, confraternizam no intervalo do jogo.
No decorrer da segunda parte, a equipa de Ádela tentou recuperar dos quatro golos que sofrera na primeira metade, mas apenas conseguiu marcar um contra dois do adversário.
Paulo Casquinha, presidente da Comissão de Melhoramentos de Ádela, entre palavras de incentivo para dentro do campo, para os “seus jogadores”, ia tirando algumas fotografias.
João Lourenço e Carlos Simões, durante o intervalo do jogo. Dois homens que já muito deram ao Regionalismo mas que continuam em grande ritmo, porque ainda muito mais têm a dar.
Carlos Simões, Vogal para o Desporto, Cultura e Recreio da Casa do Concelho de Pampilhosa da Serra, a quem endereçamos os nossos sinceros parabéns, é o grande responsável pela realização de mais este Torneio.
Felicitamos a Comissão de Melhoramentos de Ádela pela sua participação. Não é a “internacionalização” mas a prova de que a “inter regionalização” é possível e que, quando se quer, não há fronteiras entre concelhos. O Regionalismo precisa de quebrar algumas dessas fronteiras, que não sendo por mal, por vezes se levantam.
A. Domingos Santos
Texto e fotos
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Madeira - Turismo há 50 anos
O Anuário do Turismo Português promovia assim a ilha da Madeira há cinquenta anos.
FUNCHAL
Concelho: Funchal – Distrito: Funchal – População: 270.000 habitantes – Meios de transporte: táxis e autocarros no Funchal, que daqui partem para todas as freguesias da ilha; além destes, o Funchal oferece ainda aos que o visitam os antigos meios de transporte: o carro de bois e o carro de cesto, únicos no mundo – Temperaturas médias: no Inverno, 16º; no Verão, 22º – Altitudes: 10/1861m – Praias: com excepção da Prainha, junto da ponta de São Lourenço, e da do Porto da Cruz, as praias da Madeira, em geral, são de seixos. A ilha do Porto Santo, que pertence ao arquipélago da Madeira, tem uma magnífica praia de areia amarela – Hotéis: Reid’s, Nova Avenida, Savoy, Golden Gate, Atlântico, Voga e Santa Isabel – Pensões: Quinta da Ribeira, Quinta do Sol, Vila Adelaide, Santos, Astória, Vitória, Zarco, Americana, Marques, Universal, Vista Alegre e Windsor; na Camacha: Pensão da Camacha e Pensão Quinta da Camacha; no Caniço: Jardim do Sol; no Faial: Casa de Chá do Faial; em Machico: Pensão Machico; em Santana: Pensão Figueira; no Santo da Serra: Pensão Parque Santo da Serra – Desportos: De um modo geral, podem praticar-se todos os desportos, excepto os de Inverno. A caça é muito abundante e encontra-se em diversas regiões da ilha. Há muita abundância de peixe nos mares do arquipélago. Pode praticar-se campismo. Há três piscinas: a do Lido, a do Hotel Savoy e a do Hotel Reid, todas elas junto ao mar. Há barcos a remos, à vela e a motor, além do belo barco para pesca desportiva Altair, da Delegação de Turismo da Madeira. Nas Quintas do Estado (Vigia, Pavão e Bianchi) há bons campos de ténis; bem como nalguns hotéis – Diversões: no Funchal: Teatro Municipal e dois cinemas ao ar livre – Objectos manipulados com carácter regional e «lembranças»: bordados, trabalhos de verga, embutidos, trajes regionais e outros objectos – Igrejas, capelas, monumentos, etc.: vários – Bibliotecas: Municipal (conta cerca de 24 000 volumes e alguns manuscritos), Utile Dulci (com cerca de 2 500 volumes) – Fortalezas: de Santiago, de S. Lourenço (residência do governador) e Pico das Frias (Estação Rádio Naval) – Museus: Arte Sacra, no antigo Paço Episcopal, Rua do Bispo (possui valiosos quadros, entre eles o de S. Tiago de Memling, e a cruz de prata dourada oferecida pelo rei D. Manuel I); Municipal e Aquário, no antigo Pátio de São Pedro (possui variedade de peixe e aves, colecção de gravuras antigas da Madeira); do Seminário, criado em 1882; Quinta das Cruzes (arte antiga) – Palácios: da Câmara Municipal do Funchal, na Praça do Município; do Governador, na Fortaleza de São Lourenço; da Junta Geral, na Avenida Arriaga (tem na frontaria um grande pórtico de pedra lavrada) – Panoramas: fora do Funchal, os pontos de maior fama, donde se desfrutam esplêndidos panoramas, são: Balcões, no Ribeiro Frio; Eira do Serrado (vista sobre o Curral das Freiras); Boca dos Namorados (a 4 km do estreito de Câmara de Lobos, vista sobre o Curral das Freiras); Pico do Areeiro (1810 m de altitude); cabo Girão (580 m); Encumeada (1000 m); Pico Ruivo (1861 de altitude); Portela (600 m), donde se vê o vale de Machico, a ponta de São Lourenço, o Porto da Cruz e toda a costa norte até ao Faial. No Funchal, além dos miradouros das Cruzes, Marmeleiro, Bela Vista, e Pináculo, há também os seguintes pontos com belos panoramas: Monte (550 m); Pico dos Barcelos (355 m); Terreiro da Luta (870 m) – Feiras, festas tradicionais, mercados e romarias: de S. Pedro, ma Ribeira Brava, a 29 de Julho; tradicional, de Nossa Senhora do Monte, a 15 de Agosto; da Piedade, no Caniçal, em Setembro; tradicional, do Senhor Jesus, na Ponta Delgada, no 1º domingo de Setembro; tradicional, do Senhor dos Milagres, em Machico, a 8 de Outubro; Festa do Fim de Ano, na cidade e arredores, a 31 de Dezembro – Doçaria: bolos de mel, malassadas, queijadas, etc. – Cozinha: carne de vinho e alhos, cebola de escabeche, milho cozido, milho frito, sopa de tomate e cebola, bifes de atum – Excursões e passeios aos arredores: ao Pico dos Barcelos (355 m); ao Monte (550 m); ao Terreiro da Luta (870 m); ao Ribeiro Frio (800 m); à Camacha, com volta pelo Caniço (700 m); a Câmara de Lobos; ao Jardim da Serra; ao cabo Girão (580 m); a Santa Cruz; a Machico; ao Santo da Serra (660 m); à Portela (620 m); à Ribeira Brava; à Encumeada (1 000 m); a S. Vicente; à Ponta Delgada; ao Rabaçal (1 700 m); aos Prazeres; ao Porto do Moniz; ao Curral das Freiras (690 m); a Santana (412 m). Para todas estas excursões há grande variedade de transportes.
Receitas da Freguesia do Colmeal
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Pão-de-Ló económico
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- 6 Ovos
- 12 Colheres de sopa de água
- 3 Chávenas de açúcar
- 3 Chávenas de farinha
- 1 Colher de chá de fermento em pó
Ligue o forno a 180 º C. Unte uma forma com manteiga e polvilhe-a com farinha.
Bata as claras em castelo.
À parte, bata as gemas com a água e junte o açúcar sempre com a batedeira ligada. Acrescente a farinha e o fermento e continue a bater até ficar no ponto.
Adicione as claras e envolva levemente com movimento de cruz.
Envolva bem e disponha a massa obtida na forma. Leve-a a cozer durante 30 minutos.
Decorrido o tempo, retire o bolo do forno e desenforme-o.
A receita foi disponibilizada por Luísa Domingues, residente no Colmeal.
domingo, 9 de maio de 2010
Entrevista – À conversa com um antigo campeão nacional de boxe amador, por Jorge Fonte
“Só rendia a partir do segundo assalto. Para entrar no ritmo certo tinha de fazer um treino antes”
Abandonou as luvas no mesmo ano em que foi campeão de boxe amador. Mário Martins é o homem que tentou voar como uma borboleta e picar como uma abelha nos ringues portugueses, sem nunca ambicionar o estatuto de profissional.
Começaste a praticar boxe amador com 18 anos. Que tipo de condições tinhas para treinar?
As condições eram muito precárias e tínhamos de improvisar para treinar, mas isso até era o mais giro. O ginásio onde treinávamos, o Lisboa Clube Rio de Janeiro, servia como salão de baile e às vezes, à segunda-feira éramos nós, os atletas, que limpávamos o chão se quiséssemos treinar. Como não havia ringue punhamos quatro cadeiras a formar um quadrado no meio da sala e para treinarmos pesos andávamos de cócoras a carregar os outros pugilistas. (risos)
Nesse tempo moravas no Bairro Alto, onde se situava o ginásio. Essa proximidade influenciou a forma como entraste no mundo do boxe?
Não foi esse o motivo. Eu vim do Colmeal (concelho de Góis) com 6 anos e fui morar para o Bairro Alto. Naquela altura havia um espírito bairrista que hoje já não se encontra e então andávamos sempre a lutar contra o pessoal dos outros bairros. Foi numa dessas lutas, onde levei uma tareia de uns gajos do Castelo, que decidi ir para o boxe amador. Depois disso, o meu impulso foi ter a necessidade de ser capaz de me defender.
Vivias com o teu pai e com os teus irmãos. Como é que eles reagiram quando souberam que ias treinar boxe?
Quando eu entrei houve uma vaga de miúdos do bairro, fomos cerca de 20, que também acharam piada e foram comigo. Acho que isso, para os meus irmãos, tornou aceitável o facto de eu também ter entrado. Gozavam e diziam que eu era maluco! (risos) Já o meu pai foi o oposto. Para ele, eu tinha era de trabalhar e o boxe não fazia sentido nenhum. Cerca de 4 meses depois de eu ter começado, ainda fazia “sparring”.
O meu pai falou com um amigo, que era médico, e começou a discutir porque eu já não punha sal na comida nem comia gorduras. Aí o médico disse-lhe que eu estava no caminho certo, mas o meu pai nem assim mudou de opinião.
“Os combates duravam entre dois a três assaltos”
Lembras-te do teu primeiro combate?
Foi no Atlético do Cacém. Lutei contra... (faz uma pausa) o Lúcio Costa, que para além de ser mais alto e musculado, era do Cacém, ou seja, estava a lutar em casa. E estavam cerca de mil pessoas a ver. O Lúcio começou logo ao ataque a atirar-me murros e eu a defender-me e a tentar responder. Entretanto, acertei-lhe no queixo, não me lembro se foi no primeiro ou segundo assalto, e logo a seguir ele está sentado no chão e o árbitro acabou a contagem de dez. Não sei como é que aquilo aconteceu mas tinha ganho!
E tu naquele momento todo animado a pensar que eras o maior...
(encolhe os ombros) Não... Fiquei atrapalhado. Foi uma sensação estranha porque não fazia ideia de como reagir. Eu até acho que tinha os olhos fechados quando lhe bati!
Tiveste vários treinadores no teu canto. Quem foi aquele que tu consideras que tenha sido o mais importante, aquele que fez a diferença?
Sem dúvida o Armando Costa Rodrigues. Era um indivíduo muito rude, não era o melhor na parte técnica, mas exercia uma pressão e pedia de mim uma atitude de tal forma que foi com ele que atingi o meu pico de treino. Era extremamente exigente e para tu teres uma ideia, durante os combates eu só rendia a partir do segundo assalto, porque o primeiro era como se fosse um treino. Demorava muito a entrar no ritmo certo e a aquecer porque durante o resto da semana, treinava intensamente. Assim, para estar no ritmo certo a partir do primeiro assalto tinha de fazer um treino antes do combate.
E foi com o Armando Costa Rodrigues que te sagraste campeão na categoria de 63,5kg, apenas com 24 anos.
Sim, foi graças a ele. Eu não era um lutador muito rápido e resistente. O meu estilo era mais forte e explosivo, por isso, os combates duravam entre dois a três assaltos. O meu grande problema era aqueles que se decidiam até ao último e aí o Costa Rodrigues a incentivar-me era fundamental. Eu queixava-me que já estava cansado, que as minhas pernas não queriam mexer. Aí, ele apontava para o meu adversário e dizia que ele estava muito pior, ele só queria sair dali e que eu só tinha de acabar com ele. No combate do título não foi preciso esse discruso porque no segundo assalto venci por KO.
“Vivia do meu trabalho e não dos combates”
Em 1983 vences o título de campeão nacional. Porque não deixaste de ser amador e tornares-te atleta profissional?
Nunca ambicionei esse patamar. Desde os 18 anos, quando entrei no Clube Rio de Janeiro e comecei a ver o mundo do boxe, apercebi-me de algumas coisas. A malta do boxe profissional estava envolvida num ambiente muito esquisito, ligado à noite e às apostas. E depois era o nível de trabalho e dedicação que é exigido a um profissional.
Para além de não quereres tornar-te profissional, nesse mesmo ano terminas a tua carreira como pugilista. O que aconteceu?
Foram vários factores a começar pela exigência que o pugilismo pedia. Mesmo amador, como eu era campeão nacional era chamado para representar a selecção. Em termos pessoais, tinha casado há pouco tempo, conjugar a selecção com viagens de 4 dias a Espanha, 6 a França e depois 9 ou 10 ao Brasil, não era aquilo que eu queria. Tive de rejeitar esses convites. Depois, o boxe amador também é mal pago e eu continuava a trabalhar de dia e a treinar à noite. E eu vivia do meu trabalho e não dos combates.
No entanto não abandonaste definitivamente o boxe. Foste treinador, dirigente e hoje és árbitro. Isso foi logo após teres acabado a carreira ou precisaste de um tempo afastado desse universo?
Foi cerca de três, quatro anos depois. Não fui eu que escolhi não estar ligado ao boxe. Com o tempo fui-me afastando, mas entretanto surgiu a oportunidade de abrir um ginásio com o meu sócio Carlos, que foi quem teve a ideia. Fui treinador nesse espaço durante dez anos, depois aquilo fechou e estive na Federação onde havia muita inveja e mal-dizer. É que as pessoas não têm consciência do trabalho que está por trás da organização de um torneio, seja montar o material ou fazer publicidade, que é uma coisa que nunca se pensa nisso. Depois quando saí, fiz de speaker e hoje sou árbitro. E sou demasiadas vezes para o meu gosto, porque há uma falta enorme de árbitros para o boxe. E não é para me gabar, mas consideram-me o melhor árbitro em Portugal. (risos)
“Os que lutam por títulos procuram o boxe”
Há cada vez mais o reconhecimento de novas artes marciais como o jiu-jitsu, muay-thai ou o kickboxing. Achas que isto é importante ou dispersa a atenção dos praticantes?
Foi muito mau para o boxe. Mesmo que não houvesse muita adesão ao desporto, havia uma cultura em Portugal dos praticantes de boxe que hoje já não há. O que acontece é que os jovens começam por procurar esses desportos pela espectacularidade. No entanto, se te aperceberes, os melhores, aqueles que lutam por títulos nessas novas modalidades, ou trazem formação já do boxe ou procuram treinar boxe, porque é aí que se treina a técnica de braços. (simula um murro com a mão direita)
É assim que explicas a pouca visibilidade do boxe no nosso país?
Foi importante mas não foi só por causa disso. A falta de publicidade é o pior. Há uns anos atrás havia um jornalista, o Patrício Alvarez. Ele tinha sido pugilista e escrevia para o Record e, salvo erro, para o Diário Popular. Como tinha esse passado no boxe, fazia passar nos jornais os eventos relacionados com o boxe, numa cultura que só interessava o futebol, a Volta a Portugal em bicicleta e mais tarde o hoquei. Actualmente ficou pior, agora é só o futebol.
Evander Holyfield, George Foreman, Muhammad Ali, Sugar Ray Robinson são alguns dos maiores nomes do boxe mundial. Consegues indicar o melhor pugilista de todos os tempos?
Para mim foi sem dúvida o Muhammad Ali. Aquela história do “Fly like a butterfly, sting like a bee” descrevia a luta daquele homem na perfeição, porque ele era peso pesado e mexia-se no ringue de uma forma completamente anormal para um peso pesado. Era rápido de pés e lutava com as mãos em baixo, como se convidasse os adversários a atacarem com directos e baixarem a guarda. Quando isso acontecia, o Ali atirava tudo o que tinha. E graças a isso foi campeão três vezes numa época de grandes nomes.
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Jorge Fonte - 19/03/2010
Os termos do boxe
Sparring – tipo de treino em que é pedido um lutador com determinadas características consoante o próximo adversário, onde se treinam murros, movimentos ou defesas específicas.
Guarda – A defesa do pugilista. Por norma os dextros usam o pé e a mão esquerda à frente e os canhotos o pé e a mão direita à frente.
Jab – Golpe frontal com o punho que está à frente.
Directo – É um golpe violento, frontal e aplicado com o punho que está atrás na guarda.
Cross/ Cruzado – Tal como o directo, mas o movimento é cruzado. O alvo é a parte lateral da cabeça do adversário.
Uppercut – Movimento feito de baixo para cima que procura o queixo do adversário.
Hook/ Gancho – Movimento parecido com o cruzado. Difere por ser a uma distância mais curta e normalmente na parte lateral do corpo do adversário.
KO (Knock Out) – Quando um lutador está incapaz de lutar, gravemente ferido, desmaiado ou inconsciente o árbitro interrompe o combate, declarando o adversário o vencedor por KO.
Lagarta do pinheiro
Estes ninhos brancos feitos por fios sedosos, parecendo algodão doce, são relativamente pequenos e discretos durante o Outono. Depois, vão tomando uma cor acastanhada e o seu peso aumenta devido aos excrementos que se vão acumulando no interior. A lagarta ataca os pinheiros consumindo as agulhas e afectando o seu crescimento.
As lagartas têm um comportamento gregário e alimentam-se nas imediações do ninho, durante os períodos mais frios do dia. A partir do meio do seu ciclo de vida possuem pelos urticantes de elevado potencial alérgico, que lançam quando ameaçadas e que podem causar problemas de saúde pública.
Depois de atingirem o seu grau de desenvolvimento máximo, as lagartas abandonam os ninhos e em procissão (e daí serem denominadas de processionárias) descem das árvores para se enterrarem no chão a uma profundidade de 15 a 20 centímetros, para passarem à fase seguinte e evoluírem para insecto adulto (borboleta) no Verão.
Fotos de A. Domingos Santos
COMO O PISCO
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Até há pouco, tinha o pisco por um passarito muito amistoso e sociável. Formulei esta ideia na infância, vendo-o a fazer companhia às pessoas que amanhavam a terra, na esperança de as ver desencantar algum bichito que lhe servisse de lauta refeição. Agora já não sei. Fiquei com dúvidas desde que o observo a debicar, parecendo fazer vénias e comendo como um pisco, nas extremidades do manjar que os pardais atacam sofregamente, e a fugir saltitando pelo chão, ao primeiro movimento ou ameaça de bicada por parte dos pardais.

Mas pode muito bem ser que o pisco tenha percebido que os movimentos humanos já não produzem bichitos, mas sim fotografias ou, então, que seja apenas um tímido e, como todos os tímidos, pareça antipático e pouco sociável!
Seja como for, o facto é que abala, asadinho como se nada fosse, com o ar altivo e emproado que lhe advém do porte vertical, das pernas altas e do peito ruivo esticado para fora. São oito ou dez centímetros de graça ao mesmo tempo petulante e frágil, a afastarem-se com desdém, e a justificarem a história que a minha mãe contava. - Sim, o pisco que engoliu uma minhoca. Com o papo cheio, ficou tão satisfeito e afoito que se deitou no chão, de pernas para o ar, a dizer: “Se o céu agora caísse, segurava-o!”.
Naquilo, ouve-se um grande trovão. Aflito e a tremer de medo, corrige apressado:
“Ó Senhor, tende lá mão!
Não se atenha ao pisco.
Atenha-se antes ao tentilhão,
Que tem pernas de ladrão!”
A minha mãe lembrava-se desta história a propósito de temeridades, arrogâncias e gabarolices. Ao tempo, preconizava-se a humildade como valor. Agora que o segredo está na autoconfiança, esquecendo o dito dado por não dito, moderno que era pisco!
Lisete de Matos
Açor, Colmeal
25 de Março de 2010
Teleférico no Colmeal
2ª Caminhada "Do Rio Ceira à Serra do Açor"
A Junta de Freguesia de Cepos irá promover no próximo dia 22 de Maio a 2ª Caminhada "DO RIO CEIRA À SERRA DO AÇOR".
Com esta iniciativa pretendemos reforçar mais uma vez a ligação entre as populações das Freguesias de Cepos e Fajão, entre os Concelhos de Arganil e Pampilhosa da Serra, partilhando a extraordinária beleza natural da nossa região, e assim contribuir para a sua divulgação junto de novos públicos.
Neste ano, o percurso inicia-se em Cepos, passando por Vale Pardieiro (Fajão), Cavaleiros de Baixo e Cavaleiros de Cima (Fajão), Casal Novo (Cepos) e retornando à aldeia de Cepos, sede de freguesia, onde será servido um almoço de convívio a todos os participantes no restaurante do Parque de Lazer da Chã da Cabeça.
Assim vimos convidar V. Exas. a participar nesta iniciativa, assim como a proceder à sua divulgação.
A Presidente da Junta de Freguesia de Cepos
Etelvina Nunes dos Santos
A União Progressiva da Freguesia do Colmeal agradece o convite e felicita a Senhora Presidente da Junta de Freguesia de Cepos por mais esta realização. Nunca será demais proporcionar, partilhar e desfrutar a espectacular beleza natural da nossa região. Parabéns pela iniciativa que com muito gosto aqui ajudamos a divulgar.
António Domingos Santos
Presidente da Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal
CASA DO CONCELHO DE GÓIS
- Conselho Regional -
Reuniu em plenário no passado dia 24, o Conselho Regional da Casa do Concelho de Góis. A mesa foi composta pelo Presidente do Conselho Regional, Dr. Luís Filipe Martins; pela Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira; pelo Presidente da Direcção da Casa do Concelho de Góis, Sr. José Dias Santos e pelo Secretário-Geral do Conselho Regional Sr. Adriano Pacheco.
Com um número bastante significativo de colectividades representadas iniciaram-se os trabalhos com o Sr. Presidente do Conselho Regional a agradecer as presenças dos representantes das agremiações presentes e da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis. Fazendo uma pequena introdução sobre a ordem de trabalhos, e o modo como iria decorrer, prosseguiu com as suas palavras falando pelo Conselho a que preside, dizendo que sem querer ignorar o passado do Regionalismo, o qual é de uma riqueza inesquecível, é nosso propósito olhar para o futuro e analisar em pleno século XXI como deve ser o relacionamento entre o Movimento Regionalista, representado pelas diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos e o Poder Autárquico, representando nesse dia pela Sra. Presidente da Câmara Municipal.
Hoje, continuou; o papel das Comissões de Melhoramentos, não pode e não deve ser o mesmo que foi na segunda metade do século XX. Grande parte do trabalho que as Comissões efectuaram compete ao Poder Local, entidade responsável por realizar as obras necessárias ao desenvolvimento das nossas gentes deixando uma questão. Será que com essa transferência de responsabilidade, se esgotou o papel das Comissões? …”Claramente que não, teremos é que encontrar novos desafios, para o que estamos hoje aqui…”
Descreveu de seguida as três grandes linhas orientadoras para o relacionamento entre as diversas Comissões e Ligas de Melhoramentos com o Poder Local.
Relativamente à primeira: “A representação da consciência das nossas gentes”, salientou que “… deve competir às Comissões, serem a consciência crítica da população da sua aldeia, exigindo junto do Poder Local, a efectivação concreta das necessidades básicas exigíveis para uma qualidade de vida a que temos direito, competindo-nos zelar pelo cumprimento, quer das promessas efectuadas, quer da realização das carências existentes nas nossas aldeias…”
“A descoberta de novos campos de actuação, por exemplo em termos culturais”, foi a segunda linha apresentada, referindo que “…compete às comissões poderem encontrar novos campos de actuação, onde possam trazer mais-valias aos moradores, possibilitando a abertura de novos horizontes quer no campo cultural, quer no campo de lazer, quer noutros campos a identificar, podendo nestes aspectos o Poder Local ajudar nesta procura de novos horizontes, partilhando conhecimentos, e novas ideias...”
A terceira, e última linha: “A efectivação de parcerias com o Poder Local”, foi referenciada pelo Dr. Luís Filipe Martins como sendo, em seu entender, a mais importante para o debate, afirmando que “…devem as Comissões de Melhoramentos ser vistas pelo Poder Local como verdadeiros parceiros sociais, disponíveis para a efectivação de verdadeiras parcerias, tendo como objectivo a melhoria das condições de vida da nossa população…”
Recordou ainda que “…o passado das Comissões é uma garantia clara da qualidade do seu trabalho, sendo esta capacidade de trabalho uma riqueza que não deverá ser ignorada pelo Poder Local, devendo aproveitá-la como um factor “alavancador” para a concretização em parceria, de diversas realizações…”
Completou a sua introdução dizendo, como o tem relatado no passado recente, nos temas de carácter transversal ao nosso Concelho, de que são exemplos, entre outros, temas como a saúde e os transportes, a Casa concelhia deverá ser, em conjunto com as diversas Comissões de Melhoramentos, o referido parceiro social.
De seguida usou da palavra a Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis, Dra. Maria de Lurdes Castanheira, agradecendo o convite que lhe tinha sido endereçado, dando os parabéns por esta iniciativa e dizendo que deveria existir um modelo de colaboração e interacção entre a Casa do Concelho de Góis, as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal, devendo estes ser aceites como parceiros sociais da causa do desenvolvimento e interesse público. Referiu também que o poder local não se esgota na Câmara Municipal, na medida em que as Juntas de Freguesia também têm um papel de extrema importância neste campo. Informou que estava a ser preparado um endereço de correio electrónico específico com o objectivo de fazer a ligação entre a Câmara Municipal e o movimento regionalista. Anunciou que este endereço entrará em funcionamento no próximo dia 14 de Maio, sendo responsáveis da parte da Autarquia o seu Chefe de Gabinete e o Técnico de Informática. Disse ainda que está em elaboração um Regulamento de Apoio ao Associativismo a ser apresentado na Assembleia Municipal na sessão agendada para Junho e que nesse Regulamento estarão apresentados, não apenas os apoios a ser concedidos mas também estarão indicados os retornos que a Câmara Municipal pretende obter da parte dessas Associações. A Sra. Presidente da Câmara terminou dizendo que as colectividades não perderam a razão de existir. Pelo contrário, deveriam manter-se atentas às obras que ainda não tinham sido executadas ou que careciam de melhoramentos.
De seguida foi dada a palavra aos representantes das agremiações presentes, com o objectivo de, também eles, poderem apresentar as suas opiniões e ideias.
Assim, e por ordem de inscrição, Avelino Martins da Comissão de Melhoramentos do Esporão começou por dizer que as Comissões de Melhoramentos são as Juntas de Freguesia junto das populações, pois muitos dos encargos dos pequenos melhoramentos que são feitos, são suportados pelas Comissões de Melhoramentos. Fez ainda referência ao projecto antigo da construção da Residencial de Ferias que tinha sido protocolada com o Sindicato de Seguros, onde já tinham sido gastos muitos fundos e que até ao momento esse projecto não era ainda uma realidade. João Henriques da Comissão de Melhoramentos das Estevianas questionou se no Regulamento de Apoio ao Associativismo anunciado pela Sra. Presidente da Câmara Municipal estavam descritos os objectivos e as estratégias dos vários projectos que serão apresentados pois se antigamente o importante era a electricidade ou o tanque, hoje em dia as prioridades são outras e é necessário estar atento às mesmas. António Alves, da Liga dos Amigos da Fonte Limpa, teceu algumas considerações relativamente às dificuldades e obstáculos que muitas vezes são colocados a quem pretenda construir ou reconstruir alguma habitação na Fonte Limpa, pelo que deveria existir mais colaboração da parte da Autarquia para tentar solucionar estas questões. António Rui, da Comissão de Melhoramentos de Alvares recordou que existem problemas relacionados com a pouca adesão de jovens nos órgãos directivos das diversas Comissões. João Reis, da Comissão de Melhoramentos das Cortes, começou por dizer que desde 2001 têm olhado para o Regionalismo de uma forma um pouco “ortodoxa” tendo procedido ao lançamento de “Jornadas Culturais” e estava a ser desenvolvido um projecto, por uma animadora cultural, em parceria com a Comissão de Melhoramentos. Referiu ainda que a Freguesia de Alvares era a segunda maior em termos de área a nível nacional, com uma excelente exposição solar e que esta exposição deveria ser mais explorada e de forma rentável. Finalizou dizendo que o futuro era risonho. Que não são os subsídios que resolvem os problemas das Comissões. O importante entre apresentação dos projectos para poderem obter o respectivo acompanhamento. João Baeta, da Comissão de Melhoramentos do Amioso do Senhor, começou por dizer que era necessário manter, pelo menos, os actuais residentes nas aldeias e também referiu que se deveria olhar para a floresta com outra perspectiva uma vez que está em curso um projecto de constituição da ZIF da Ribeira do Sinhel. Hélder da Comissão de Melhoramentos da Simantorta, teceu algumas considerações, nomeadamente o facto de uma parte da estrada principal da Simantorta estar a abater, tornando-a um perigo para quem nela circula, assim como o facto de por vezes a água que corre nas torneiras não estar própria para consumo. António Domingos dos Santos, da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, teceu alguns comentários relativamente a projectos que já tinham sido apresentados anteriormente, nomeadamente o abastecimento de água para o combate a incêndios e, outra necessidade já várias vezes apontada que é a da construção de um recinto para práticas desportivas. Da Comissão de Melhoramentos do Amiosinho, José Luis disse que era urgente entre todos, tentar fixar as pessoas nas aldeias, fazendo um esforço para que essas aldeias não percam as suas características, tentando que as construções existentes sejam e estejam recuperadas. António Marques da Comissão de Melhoramentos da Chã de Alvares sugeriu que existisse uma entreajuda entre as diversas Comissões do Concelho, dando como exemplo a área da saúde, actuando na prevenção através de acções de sensibilização por parte de organizações especializadas. António Bento, da Comissão de Melhoramentos do Esporão, proferiu algumas considerações sobre este debate, enaltecendo a presença da Dra. Maria de Lurdes Castanheira, sinal da existência de uma estratégia para o bom relacionamento entre as Comissões de Melhoramentos e a Câmara Municipal. José Batista da Comissão de Melhoramentos da Sandinha, apresentou algumas preocupações daquela localidade, nomeadamente sobre a estrada recentemente aberta pela Junta de Freguesia do Cadafaz e a falta de cobertura de redes de comunicação móveis e também da Portugal Telecom que raramente satisfaz os sandinhenses. Este problema, referiu, é geral em toda a freguesia do Cadafaz. Jaime Carmo da Sociedade de Melhoramentos de Roda Cimeira, fez referência às potencialidades turísticas na Freguesia de Alvares, dando como exemplo a Ribeira do Sinhel, que chegou a ser conhecida antigamente como a “Ribeira das Trutas” tal era a quantidade e qualidade das trutas existentes, onde recordou um episódio passado na sua juventude com um pescador que veio propositadamente de Chaves em busca das maravilhosas trutas. Apresentou ainda algumas preocupações, nomeadamente à desertificação que se tem verificado, à falta de comunicações em algumas zonas, equacionando a instalação de uma antena de telecomunicações e as muitas dificuldades no que diz respeito à rede viária.
A Sra. Presidente da Câmara Municipal respondeu a todas as questões feitas pelas Comissões e demonstrou claramente a sua preocupação com os assuntos que foram levados ao plenário. Sobre outros aspectos referidos disse que hoje existem outras formas de apoio através da apresentação de candidaturas de projectos em sede própria, nomeadamente o PRODER e o AGRIS, projectos esses que a Câmara Municipal poderá indicar a forma e os critérios para os obter. Terminou reafirmando o apoio da autarquia, quer a nível financeiro, quer a nível logístico dentro das possibilidades da mesma.
O Presidente do Conselho Regional encerrou os trabalhos, agradecendo novamente a presença da Sra. Presidente da Câmara Municipal de Góis assim como dos representantes das diversas Comissões de Melhoramentos, congratulando-se pela forma positiva e enriquecedora como tinha decorrido a sessão e, aproveitando para anunciar um evento a ter lugar na Casa do Concelho de Góis no próximo dia 29 de Maio subordinada ao tema “A Saúde no Concelho de Góis”.
O CONSELHO REGIONAL
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