quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Neve na estrada Carvalhal-Rolão

Armadas em aventureiras, eu e a Paula, a minha irmã, resolvemos ir até ao Rolão para "in loco" contactar com esta maravilha.
Cila Barata

«Limpar Portugal» já conta com 30 mil voluntários

O objectivo deste movimento é recolher os detritos deixados nas florestas
O Movimento Limpar Portugal já recebeu mais de 30 mil inscrições de voluntários para limpar detritos deixados na floresta portuguesa, a 20 de Março, informa a Lusa.
«Temos mais de 30 mil inscrições na nossa rede social na Internet, algumas delas representando associações ou clubes», declarou Paulo Pimentel Torres, um dos promotores da iniciativa, acrescentando que contam com a presença de 100 a 250 mil pessoas para limpar as florestas portuguesas.
De acordo com Paulo Pimentel Torres, o objectivo desta iniciativa é «fazer com que as pessoas se alertem, se eduquem, saibam que há serviços do Estado para remover monos e que não é preciso deitá-los para o meio da floresta».
Entre os lixos mais comuns estão resíduos industriais não perigosos e certos tipos de lixos domésticos, como entulhos de pequenas obras, que levam as pessoas a despejarem-nos nas florestas para evitarem pagar pela sua eliminação.
Entre os apoiantes deste movimento estão mais de 100 câmaras municipais, centenas de juntas de freguesia e também uma centena de escolas, que estão a abordar o tema com os alunos.
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in TVI24 de 17-02-2010

Neve no Carvalhal

Neste fim de semana estive no Carvalhal e, na 2ª feira, quando acordei e olhei através da janela do meu quarto, vi este belo espectáculo!
Cila Barata

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

GÓIS – GARANTIA É DADA PELA ARSCENTRO

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Extensões de saúde não vão encerrar
As três extensões de saúde do concelho de Góis não irão encerrar, garante a ARSCentro. A transferência de quatro administrativas não está relacionada com qualquer fecho. A transferência de quatro auxiliares administrativas do Centro de Saúde de Góis para a Lousã motivou, por parte da população, desconfiança em relação ao encerramento das extensões de saúde existentes no concelho.
Num comunicado enviado aos órgãos de comunicação social, por parte da Comissão de Melhoramentos de Cortes, pode ler-se que esta transferência “pode ser simples organização de trabalho, mas os rumores afirmam tratar–se do fim anunciado das extensões de saúde do concelho. E infelizmente, nos últimos tempos, os rumores concretizam-se quando se trata de encerrar serviços na freguesia de Alvares”. Ontem, ao DIÁRIO AS BEIRAS, Antonino dos Prazeres Antunes deu conta da preocupação da população “e do receio que há quanto ao fecho de todas as extensões de saúde”. O DIÁRIO AS BEIRAS, em contacto com a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC), teve a garantia que “não há qualquer indicação de encerramento e tal não se equaciona”. Aliás, a ARS “desmente” qualquer afirmação que seja feita nesse sentido. No concelho de Góis encerraram, há vários anos, as extensões de saúde de Cadafaz e Colmeal. Contudo, as de Vila Nova do Ceira, Alvares e Cortes “não encerrarão”, disse fonte da ARSCentro. No caso concreto da extensão de saúde Vila Nova do Ceira, esta funciona três vezes por semana e tem um total de 800 utentes, enquanto a de Alvares está disponível duas vezes por semana e tem 500 utentes, e a de Cortes, aberta uma vez por semana, serve 200 doentes. Rute Melo in Diário as Beiras de 9-02-2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

O Colmeal - Faz hoje 50 anos

Faz hoje precisamente 50 anos que começou a ser publicado "O Colmeal", naquele dia já distante de 15 de Fevereiro de 1960. O Boletim Paroquial, criado pelo pároco Fernando Rodrigues Ribeiro, chegou a nossas casas onde foi recebido com grande admiração e expectativa, e foi acarinhado com muito entusiasmo por todos os Colmealenses durante vinte e dois anos, até que em Agosto de 1982 chegava a "Hora do Adeus", o seu último número. Para além do fundador, pelo Boletim passaram os padres António Antunes de Brito, António Mendes Antunes, Mário Marques Mendes, António Diniz, Anselmo Ramos Dias Gaspar, Sertório Baptista Martins, Monsenhor António Duarte de Almeida e Manuel Pinto Caetano. Notícias de todas as aldeias e casais das freguesias de Cepos, Colmeal e Cadafaz, cartas de emigrantes vindas das mais diversas partes do mundo, mensagens daqueles que ao tempo enfrentavam a guerra colonial e muitas outras referências que interessavam a todos nós e que nos colocavam a par do que se ia passando. Temos vindo a recordar neste blogue algumas das notas então publicadas. Continuaremos a fazê-lo pois entendemos que assim estamos a homenagear todos aqueles que durante mais de vinte anos se preocuparam em colaborar e a ajudar na sua manutenção. A. Domingos Santos Arquivos da UPFC

UM INVERNO À MODA ANTIGA

Fiz recentemente a pé um percurso que costumo fazer de carro, e só tinha feito a pé no Verão. Apesar do frio que me entorpecia os sentidos, dei comigo surpreendida a andar por um sítio desconhecido. Parecia a mesma estrada, com as bermas já a precisarem de ser limpas, os pedregulhos que ameaçam ruir de cima, as raízes e os buracos no asfalto que maltratam as viaturas e os viajantes. Mas alguma coisa transformava a paisagem e o ambiente, tornando-os mais acolhedores e aprazíveis. Era a água da chuva copiosa de dias antes que fazia uma cantoria encantante, jorrando de fragas luzidias, murmurando em riachos e barrocos, precipitando-se em cascatas apressadas e efémeras. Junto às povoações acontecia exactamente o mesmo, e era como se de um outro mundo se tratasse! Ou tempo, na observação da “Ti” Ricardina, que diz que este tem sido um Inverno à moda antiga! Açor, Colmeal, 15 de Fevereiro de 2010 Lisete de Matos

Receitas da Freguesia do Colmeal

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Omeleta de Tortulhos
- 10 Tortulhos
- Farinha de Trigo q.b.
- 4 Ovos
- Óleo q.b. Limpe os tortulhos muito bem, no pé e no chapéu, retirando inclusivamente o anel o que os envolve. Lave-os devidamente e corte-os em bocados médios.
Coloque-os num tacho, com água e sal e leve-os ao lume cerca de 15 minutos, até ficaram bem cozidos.
Posteriormente, escorra muito bem a água dos tortulhos, disponha-os num recipiente e passe-os pela farinha de trigo.
Coloque uma frigideira com óleo ao lume e frite os tortulhos.
À parte mexa os ovos.
Quando os tortulhos estiverem tostados vire-os, acrescente os ovos mexidos e deixe cozinhar. A receita apresentada (Omeleta de Tortulhos) foi disponibilizada por uma anónima, residente em Aldeia Velha

A neve voltou

Bolas! O tempo arrefeceu mesmo!!! Foto da National Geographic

Clube de Contadores de Histórias (XVII)

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A pequena Havrochetchka
Há pessoas boas neste mundo. Mas também há pessoas que não são boas. E pessoas que não têm sequer vergonha do mal que fazem. A pequenina Havrochetchka teve a infelicidade de viver com pessoas que pertenciam a este último grupo. Ela era órfã, e uma família recolheu-a mas apenas para a fazer trabalhar até mais não poder ser. A pequenina Havrochetchka fiava e tecia e fazia toda a lida da casa e tinha de responder por tudo. A dona da casa tinha três filhas. A mais velha chamava-se Um-Olho, a do meio Dois-Olhos, e a mais nova Três-Olhos. As três irmãs não faziam nada durante todo o dia: sentavam-se junto do portão a olhar quem passava, enquanto a pequenina Havrochetchka fiava e tecia para elas, sem nunca receber uma palavra de agradecimento. Às vezes a pequenina Havrochetchka ia ao campo. Abraçava a vaca Malhada e contava-lhe todas as suas mágoas. — Minha querida Malhada — dizia então. — Elas batem-me, e ralham-me, não me dão comida suficiente e ainda por cima proíbem-me de chorar! Para amanhã tenho de ter cinco fardos de linho fiado, tecido, branqueado e dobrado! E a vaca respondia: — Minha querida, basta que entres por uma das minhas orelhas e saias pela outra para que o teu trabalho fique pronto! E o que a Malhada dizia, assim se cumpria. A pequenina Havrochetchka entrava por uma das orelhas da vaca e saía pela outra. E — maravilha das maravilhas! — ali estava o pano: tecido, branqueado e dobrado. Então a pequenina Havrochetchka levava as peças de linho para casa e entregava-as à madrasta que olhava para elas, resmungava, e as escondia numa cómoda, dando-lhe logo mais trabalho para fazer. E a pequenina Havrochetchka ia até junto da Malhada, abraçava-a, fazia-lhe festas, entrava por uma das suas orelhas e saía pela outra, agarrava no pano pronto e levava-o de novo à madrasta. Um dia a velha chamou a filha Um-Olho e disse-lhe: — Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho. Descobre quem lhe fia o linho, quem lhe tece o pano e quem o enrola nas peças. Um-Olho foi com a pequenina Havrochetchka ao campo, e foi com ela à floresta, mas esqueceu-se do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava: — Dorme, dorme, olhinho, dorme! Um-Olho fechou o seu único olho e adormeceu. E enquanto ela dormia, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho. A madrasta ficou de novo sem saber nada, por isso chamou Dois-Olhos, a filha do meio, e disse-lhe: — Minha querida filha, minha encantadora filha, vai ver quem é que ajuda a órfã no seu trabalho. Dois-Olhos foi com a pequenina Havrochetchka, mas também ela se esqueceu do que a mãe lhe tinha mandado fazer. Deitou-se no chão, à torreira do sol, enquanto a pequenina Havrochetchka murmurava: — Dorme, dorme, fecha um olho e fecha também o outro! Dois-Olhos fechou os olhos e adormeceu. Enquanto dormiu, a Malhada fiou, teceu, branqueou e dobrou o linho. A velha ficou muito zangada e, no terceiro dia, chamou Três-Olhos, a filha mais nova e ordenou-lhe que fosse com a pequenina Havrochetchka, a quem dera muito mais trabalho do que era habitual. Três-Olhos brincou e saltou ao sol até que ficou tão cansada que se deixou cair no chão. E a pequenina Havrochetchka murmurou: — Dorme, dorme! Fecha um olho e fecha também o outro! Mas esqueceu-se completamente do terceiro olho. E assim dois olhos adormeceram, mas o terceiro olhou à sua volta e viu tudo. Viu a pequenina Havrochetchka entrar por uma das orelhas da vaca e sair pela outra, e viu-a pegar no tecido já pronto. Três-Ohos chegou a casa e contou à mãe tudo o que tinha visto. A velha ficou doida de alegria. No dia seguinte foi ter com o marido e disse-lhe: — Mata a vaca Malhada. O velho ficou admirado e tentou chamá-la à razão. — Ficaste louca, mulher? — disse ele.— Trata-se de uma óptima vaca e além disso ainda é muito nova. — Mata-a e deixa-te de palavreado — insistiu a mulher. Não havia nada a fazer e o velho começou a afiar a sua faca. Mas a pequenina Havrochetchka percebeu o que se passava. Foi ao campo e lançou os braços ao pescoço da Malhada: — Minha querida Malhada, querem matar-te! — chorou ela. E a vaca respondeu: — Não chores, minha querida, e faz o que te mando: depois de me matarem pega em todos os meus ossos, embrulha-os no teu lenço, enterra-os no jardim e rega-os todos os dias. Não comas pedaço algum da minha carne, e nunca te esqueças de mim. O velho matou a vaca, e a pequenina Havrochetchka fez tudo tal qual a Malhada lhe ordenara. Estava cheia de fome mas não tocou na carne. Enterrou os ossos no jardim, e regou-os todos os dias. Pouco tempo depois nascia uma esplêndida macieira nesse lugar: as suas maçãs eram redondas e sumarentas, e o mais espantoso de tudo é que os ramos eram de prata e as folhas de ouro! Todos os que por ali passavam paravam a olhar para ela e maravilhavam-se com tal prodígio. Se passou muito tempo, se passou pouco, ninguém sabe dizer. Sabe-se apenas que um dia Um-Olho, Dois-Olhos e Três-Olhos estavam no jardim a passear, e logo aconteceu que nesse exacto momento passou por elas, num belo cavalo, um jovem muito elegante e muito rico. Vendo as maçãs tão apetitosas parou e disse de brincadeira às raparigas: — De todas três, uma será minha esposa se me der um fruto dessa árvore maravilhosa! As três irmãs correram até à árvore, cada uma tentando ser a primeira a apanhar uma maçã. Mas as maçãs, que até então se encontravam nos ramos mais baixos, à mão de qualquer pessoa, ergueram-se de repente no ar, fora do alcance das mãos das três irmãs. As três irmãs ainda tentaram sacudir os ramos, mas as folhas caíram em catadupas e cegaram-nas. Tentaram agarrar os ramos, mas os ramos enfiaram-se pelo seu cabelo e desfizeram-lhes as tranças. Por mais que se esforçassem e lutassem não conseguiram apanhar as maçãs, e cada vez ficavam mais feridas e arranhadas. Então a pequenina Havrochetchka chegou junto da macieira, e logo os ramos se baixaram, e as maçãs caíram nas suas mãos. Ela deu uma maçã àquele belo jovem, e pouco tempo depois casava com ele. Desde esse dia nunca mais conheceu a tristeza: viveu com o marido em boa saúde e grande alegria, enriquecendo de dia para dia…
Contos Tradicionais da Rússia Lisboa, Edições Raduga, 1990
O Clube de Contadores de Histórias Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

COLMEAL - Canoagem no Ceira

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Parece que foi ontem e no entanto já passaram quatro anos desde a primeira "Canoagem no Ceira" realizada em 11 e 12 de Fevereiro de 2006. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal aceitou a sugestão apresentada pela “Kompanhia das Águas” para uma descida do Ceira, o que para nós constituiu um verdadeiro desafio face à nossa inexperiência, mas confiámos em dois grandes entusiastas da modalidade, os nossos associados Mário Martins e Carlos Dias. O Colmeal acordou nessa manhã com um pouco mais de bulício do que habitualmente e o Ceira encheu-se de alegria e colorido com as dezenas de praticantes que aderiram a esta iniciativa. Colmeal, Candosa, Cabreira e também Vale Pardieiro habituaram-se já a este inusitado movimento, pelo menos uma vez por ano e, claro está, desde que o caudal do rio e as condições atmosféricas o permitam.
Assim foi novamente em 3 e 4 de Março de 2007 e 21 e 22 de Março de 2009. No ano de 2008, a pouca água existente no rio, não permitiu reeditar estes percursos, com grande pena dos participantes e dos Colmealenses, que se viram privados do movimento e da alegria que estes convívios sempre proporcionam. Nunca é demais sublinhar o acolhimento prestado pelas pessoas do Colmeal e o empenho com que sempre colaboraram para que estas iniciativas fossem coroadas de êxito.
Muito importante tem sido igualmente o papel desempenhado pela nossa comunicação social regional com o grande relevo que tem dado a estas edições da "Canoagem no Ceira", ajudando à sua divulgação. Mas a "Canoagem no Ceira" vai voltar já no fim-de-semana de 20 e 21 deste mês. Mário de Jesus Martins e Carlos Dias estão a mobilizar os praticantes da modalidade e a empenhar-se para que se repita o sucesso dos anos anteriores. Terá a nossa incondicional colaboração e presença e também a ajuda indispensável da Junta de Freguesia do Colmeal. Tal como no ano passado, o "retempero das forças" será feito no edifício da antiga escola e o Carlos Dias, o "cozinheiro de serviço", garantirá, à partida, a excelência do serviço. Estamos satisfeitos por mais uma vez levar alegria, colorido e movimento às nossas aldeias e ajudarmos a promover o que de mais belo temos para oferecer. A. Domingos Santos
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Manifesto Contra a Pobreza

. Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social A decisão de instituir o ano de 2010 como Ano Europeu do Combate à Pobreza e à Exclusão Social (AECPES) materializa e reafirma um dos compromissos políticos chave da UE e dos respectivos Estados-Membros, dando sequência às decisões da Agenda de Lisboa. Para Portugal, esta decisão constitui uma excelente oportunidade para a assunção do imperativo colectivo de erradicação da situação de pobreza e exclusão em que ainda vivem muitas pessoas, sendo as crianças o grupo de população mais afectado. O percurso que temos vindo a fazer demonstra que é possível. Portugal tem vindo a fazer um esforço, nos últimos anos, na redução do risco de pobreza. A mobilização de todos os actores sociais, a adopção de medidas de política de grande eficácia bem como a dimensão do reconhecimento do direito a condições de vida dignas como pilar essencial das políticas públicas, foram sem dúvida os motores principais dessa mudança. O caminho ainda é longo, mas sabemos que a consciência nacional está desperta para a indignidade da persistência de pobreza e exclusão em Portugal. Muito temos para fazer. E 2010 pode ser um momento de exaltação da vontade e capacidade colectivas de recusa face à persistência da pobreza e da exclusão social. Estão reunidas as condições para que este ano de 2010 se afirme como ponto de viragem na sociedade portuguesa. Apela-se à responsabilidade social das pessoas e das organizações, mobilizando recursos e vontades para que este combate seja um combate de TODOS. Este MANIFESTO pretende constituir-se como a expressão pública das vontades institucionais e da sociedade civil em torno deste objectivo fundamental que é o combate à pobreza e à exclusão social em Portugal, promovendo uma sociedade mais justa, mais inclusiva e coesa. Constituem-se como objectivos gerais e Princípios Orientadores do AECPES: • O reconhecimento do direito fundamental das pessoas em situação de pobreza e exclusão social a viver com dignidade e a participar activamente na sociedade; • A responsabilidade partilhada e a participação, que implicam o envolvimento e a mobilização de todas as pessoas, empresas e organizações no combate à pobreza e à exclusão social; • A coesão da sociedade, garantindo o bem-estar de todos os seus membros, aceitando a diversidade e as diferenças; • O empenho em acções concretas, num compromisso de todos os actores no sentido de desenvolverem um esforço a longo prazo no combate à pobreza, com o envolvimento de todos os níveis de governação. Para que à afirmação dos princípios corresponda um efectivo reforço de redução dos níveis de pobreza, na definição do seu Programa Nacional para o AECPES, Portugal elegeu 4 Eixos Estratégicos: • Contribuir para a redução da pobreza e prevenir riscos de exclusão; • Contribuir para a compreensão e visibilidade do fenómeno da pobreza e seu carácter multidimensional; • Responsabilizar e mobilizar o conjunto da sociedade; • Assumir a pobreza como um problema de todos os países, “eliminando fronteiras”. 2010 é o ano em que ninguém se pode demitir de ser parte da solução, porque cada um de nós tem a possibilidade e a responsabilidade de contribuir, de forma decisiva, para a causa da erradicação da pobreza e da exclusão social. Porque a pobreza é um atentado aos direitos humanos. Para as iniciativas do Ano Europeu apelamos à adesão de TODOS, porque TODOS, sem excepção, podemos fazer a diferença na construção de um país mais solidário. Os Membros da Comissão Nacional de Acompanhamento do AECPES www.2010combateapobreza.pt .

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Rancho Folclórico Serra do Ceira

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Assembleia-Geral Convocatória .
De acordo com os Estatutos, vai realizar-se uma Assembleia-Geral de sócios, para o dia 21 de Fevereiro de 2010, às 10.00 horas, no edifício da Junta de Freguesia do Colmeal com a seguinte Ordem de Trabalhos: 1. Análise e votação do Relatório e Contas da Direcção e Parecer do Conselho Fiscal, relativo ao ano de 2009. 2. Análise e votação dos valores da quota de associados. 3. Análise e aprovação do Plano de Actividade para o ano de 2010. 4. Outros assuntos de interesse para o Rancho. Nota: Se não houver associados suficientes para reunir em 1ª convocatória, a Assembleia reunirá trinta minutos depois com qualquer número de presenças. Colmeal, 22 de Janeiro de 2010 O Presidente da Assembleia-Geral António Jorge Henriques de Almeida in "O Varzeense" Nº 528, de 30 de Janeiro de 2010

Casas antigas

Casas feitas em pedra e cobertas de loisa, que já tiveram vida, movimento e calor. Agora sem sorrisos e traquinices de crianças. E sem os mais velhos, que entretanto já partiram. Em Ádela. Testemunhos de um passado recente. Fotos de A. Domingos Santos

Receitas da Freguesia do Colmeal

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Filhós de Tortulhos
20 tortulhos
Sal q.b
7 ovos
1 ramo de salsa
3 colheres de sopa de farinha Limpe os tortulhos muito bem, no pé e no chapéu, retirando inclusivamente o anel que os envolve. Lave-os devidamente e corte-os em bocados médios.
Coloque-os num tacho, com água e sal e leve-os ao lume cerca de 15 minutos, até ficaram bem cozidos.
Posteriormente, escorra muito bem a água dos tortulhos, disponha-os num recipiente e acrescente os ovos, a salsa e a farinha e mexa, até todos os ingredientes estarem bem misturados.
Finalmente, frite os tortulhos numa frigideira com óleo. Coma as filhós de tortulhos simples ou acompanhe com arroz ou massa, conforme o seu gosto. A receita apresentada (Filhós de Tortulhos) foi disponibilizada por Maria Henriques, residente no Carvalhal

Clube de Contadores de Histórias (XVI)

O Sapato do Coração
Há sempre dois sapatos: o sapato esquerdo e o sapato direito. O sapato esquerdo calça o coração. O sapato direito joga futebol. Quando chove, os sapatos dão pontapés na chuva. Quando faz sol, os sapatos dão passeios aos domingos. À noite, quando tu dormes, os sapatos dão passos pela casa do teu sonho. Os sapatos, patos, patos, sapa, sapa, sapateiam. Com saúde, vão até ao fim do mundo. Doentes, vão até ao sapateiro. Três sílabas apenas: sa-pa-tos. Mas podem ter quatro sílabas se forem muito pequeninos: sa-pa-ti-nhos. E novamente três se forem muito grandes: sa-pa-tões. Os sapatos, na gramática, são uns brincalhões. Brincalhões, merecem brincar. Menino que não meteu os sapatos no frigorífico não merece sorvete no Verão. Não é asneira, não: são os sapatos no trapézio da imaginação. Vê lá tu: já houve um sapato com pregos que subiu ao monte Evereste. Nunca lá estiveste? Pena: ensina geografia aos teus sapatos até eles ficarem sem tacões. Enfim… faz tudo com os teus sapatos, sapatinhos, sapatões. Mas, se um dia endureceres e fores mau sem razão, tira o sapato esquerdo, põe o pé no chão…E ouve descalço o teu coração.
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Pedro Alvim O sapato do coração Lisboa, Plátano, 1981
O Clube de Contadores de Histórias
Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Figuras e Factos

José Henriques de Almeida Quando surgiu a ideia de se fundar uma agremiação regionalista, para defender os interesses da freguesia do Colmeal, os iniciadores de tal movimento avistaram-se com José Henriques de Almeida, a fim de lhe exporem a decisão que tinham tomado, e tentarem conseguir a sua colaboração ao movimento, visto como bom bairrista se tornar imprescindível a sua presença, e apesar de bastante jovem, ser pessoa conhecedora e com uma certa experiência em assuntos desta natureza. Como era de prever não só acarinhou a ideia, como a fez chegar a todos os Colmealenses através de crónicas da sua autoria publicadas nos jornais de Arganil. Em face de tudo isto, a fundação da União Progressiva da Freguesia do Colmeal foi um facto, e um dos grandes impulsionadores foi José Henriques de Almeida, natural do lugar do Sobral. Da colectividade foi o primeiro tesoureiro, e com a sua sabedoria e óptima administração, nunca existiu desânimo entre os dirigentes. Surgia sempre a palavra amiga de José Henriques, a levantar o moral aos seus colegas e a criar-lhes ânimo para lutarem por um futuro melhor, que é como quem diz por um Colmeal melhor e mais progressivo. Uma boa parte da construção da ponte sobre o ribeiro do Soito, se lhe fica devendo, porque foi um dos que mais pugnou e trabalhou pela sua concretização. Quando da construção dos fontanários, no Largo da Fonte e na Cruz da Rua, foi dos elementos mais activos e empreendedores, desde a captação de águas até à sua conclusão. A estrada Rolão-Colmeal, na sua valiosa opinião, como mais tarde havia de ficar provado, deveria ter início na «Selada do Braçal», e desta forma ter-se-ia evitado a construção de uma trincheira, que absorveu à colectividade umas dezenas de contos, e que na actualidade tem um interesse muito reduzido, para não dizer nulo. Neste pormenor, de evitar a construção de semelhante trincheira nos Picos do Rolão, José Henriques mostrou a sua larga visão no respeitante ao futuro, mas da mesma não foi possível «fugir», porque as entidades competentes assim o deliberaram, e como tal aos então dirigentes, mais não havia que seguir os projectos. Quer como membro directivo ou simples associado nunca se poupou a esforços tendo inclusivamente e do seu próprio bolso, feito diversas deslocações à sede do concelho e à própria sede do distrito, a fim de pessoalmente contactar com as entidades oficiais para desta forma tentar a mais rápida resolução de assuntos de interesse regionalista. Quem uma vez se liga à União Progressiva, nunca mais a pode esquecer e a confirmar, em 1958, acedeu a que o seu nome viesse a figurar como presidente de direcção nas listas para votação em Assembleia-Geral. Como não podia deixar de ser, foi eleito por unanimidade, visto o seu nome e os serviços já prestados até então à causa regionalista serem uma garantia de bem servir. Durante esta sua gerência, mandou concretizar uma das mais grandiosas obras que existem na freguesia, o actual Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano, o qual foi inaugurado em 14 de Agosto de 1961, por Sua Ex.ª o Senhor Professor Marcello Caetano, oriundo do Colmeal, e filho da homenageada. Foi na verdade uma data festiva para a freguesia, porque acorreram à nossa terra as mais altas individualidades concelhias, distritais e bem assim da própria capital. Tudo isto se fica devendo a este homem que hoje com cerca de 60 anos ainda é, e desejamos que por muitos anos, um dos bons filhos da nossa freguesia.
Daniel
In Boletim “O Colmeal”, Nº 60, de Julho de 1965
Quando a Colectividade é criada em 20 de Setembro de 1931 José Henriques de Almeida tem apenas 23 anos (nasceu em 1908). “Aos dias quatro do mês de Outubro de mil novecentos e trinta e um, na sua sede social, na Rua da Fé número vinte e três, primeiro andar, nesta cidade de Lisboa, reuniu a Assembleia-Geral Ordinária da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, presidida por Joaquim Francisco Neves, secretariada por Francisco Domingos e Manuel João Miranda.” Foi esta a primeira Assembleia-Geral da União e tal como Daniel (pseudónimo que Fernando Costa usava) refere no seu texto, José Henriques de Almeida é eleito para Tesoureiro. Na Direcção liderada por Joaquim Fontes de Almeida encontramos os nomes de Marcelino de Almeida, Francisco Domingos, Aníbal Gonçalves de Almeida, José Antunes André e Manuel Martins. Depois de ter integrado uma Comissão Administrativa face ao pedido de demissão que a Direcção apresentou, faz parte da lista que, com Manuel da Costa na presidência, foram eleitos em 29 de Julho de 1934. Após alguns anos de ausência nos corpos directivos surge de novo, como 2º Secretário em 7 de Janeiro de 1945. Em 20 de Janeiro de 1946 passa a 1º Secretário na Direcção presidida por António Domingos Neves. Entre 2 de Fevereiro de 1947 e 17 de Dezembro de 1950 exerce o cargo de Relator do Conselho Fiscal quando Joaquim Francisco Neves e António Santos Almeida (Fontes) assumiam os destinos da colectividade. Volta à Direcção em 24 de Abril de 1954 como Vogal e já com Manuel Martins da Cruz na liderança. Em 21 de Abril de 1957 passa a 1º Secretário da Assembleia-Geral assumindo na eleição seguinte, em 30 de Março de 1958, o lugar de Presidente da Direcção. Trabalham com ele José Nunes de Almeida, Rui Francisco Neves, Manuel Martins Barata, João de Deus Duarte, António Luís Nunes Duarte, Eduardo dos Santos Ferreira, Fernando Henriques da Costa e Horácio Nunes dos Reis. Na AG de 13 de Março de 1960 passa para a vice-presidência cedendo o lugar a António Santos Almeida (Fontes). Dois anos mais tarde, em 18 de Fevereiro de 1962 assume o lugar de Vice-Presidente da Assembleia-Geral, com Manuel Martins da Cruz na presidência e os irmãos Armando e Horácio Nunes dos Reis como secretários. De novo Relator no CF entre 15 de Março de 1964 e 30 de Janeiro de 1966, data em que volta à vice-presidência da AG e trabalha com a mesma equipa de há quatro anos. Foi o último cargo que ocupou antes de falecer em 25 de Outubro de 1967. Um grande exemplo de dedicação à causa regionalista.
Nesta fotografia de um almoço de aniversário da União vemos José Henriques de Almeida (o terceiro a contar da direita) entre Alfredo Pimenta Braz e Manuel da Costa. Reconhecem-se outros grandes nomes do regionalismo colmealense, como Francisco Luíz, Manuel Martins da Cruz ou João de Deus Duarte e o jornalista Luís Ferreira. A. Domingos Santos Arquivo da UPFC

Compromisso

Neste ofício da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, datado de 18 de Outubro de 1962, recordamos o gesto simpático de um grande Colmealense cedendo à colectividade, sem quaisquer encargos, os terrenos que possuía e por onde iria passar a estrada Rolão-Colmeal. O compromisso assumido pela Direcção está bem patente com a assinatura de todos os seus membros e o selo branco em uso na colectividade. Como se pode ler "Posta em discussão esta carta, ficou decidido por unanimidade aceitar as condições impostas pelo Senhor Manuel Braz da Costa Júnior. Esta atitude mereceu de todos os presentes rasgados louvores por demonstrar real espírito de colaboração." A Direcção era liderada por António Santos Almeida (Fontes). Abel dos Santos, o Vice-Presidente. Fernando Henriques da Costa e António Ferreira Ramos, Secretários. João de Deus Duarte, Tesoureiro e os Vogais Alfredo Pimenta Bráz e Eduardo Ferreira de Almeida. Documento cedido por Albano Neves Silva

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Dia da Freguesia do Colmeal

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Há um ano atrás as colectividades da freguesia do Colmeal, num trabalho conjunto, levaram a efeito na Casa do Concelho de Góis e por convite do Conselho Regional, o Dia da Freguesia do Colmeal. Foi um dia memorável como podemos recordar pelas fotografias que se seguem. .
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Um ano passado após essa grande realização, as colectividades voltaram a encontrar-se para comemorar esse Dia da Freguesia, que por muitos anos ficará na nossa memória. Todos aqueles que mais directamente estiveram envolvidos no evento assinalaram a passagem deste "aniversário" e reuniram-se num almoço em Lisboa. Dirigentes das oito colectividades da freguesia mostraram mais uma vez que é possível trabalhar conjuntamente e como é saudável e proveitoso estreitar os laços existentes entre si.
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UPFC
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Fotos de António D. Santos e Francisco Silva