sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Festas de Verão no Colmeal

No passado fim-de-semana realizaram-se no Colmeal as Festas de Verão 2009. Começaram com o Campeonato de Sueca na sexta-feira à noite e continuaram durante o dia de sábado com o atletismo, ciclismo, natação e futebol. Com o Colmeal iluminado a animação continuou até altas horas.
No domingo a procissão percorreu algumas das ruas da sede de freguesia após a missa celebrada na igreja. Depois do almoço foi inaugurado o Caminho Alfredo Alves Caetano e à noite o Largo voltou a ser o centro da animação.
Na segunda-feira e já no Parque de Merendas das Seladas, realizou-se o Campeonato de Malha. Os troféus aguardavam a chamada dos vencedores enquanto voluntários iam tratando das sardinhas. Entre os presentes era notória a boa disposição.
A prova do Tiro, sempre muito participada, antecedeu a entrega dos troféus e dos diplomas de participação.
Ao fim da tarde e já no Largo D. Josefa das Neves Alves Caetano, o Rancho Folclórico Serra do Ceira a todos encantou e contagiou, pois todos quiseram dançar com eles e recordar como era o "baile de roda mandado".
A finalizar as Festas de Verão 2009 houve um espectacular trabalho concebido e protagonizado pela Juventude. A noite de segunda-feira foi deles e de todos aqueles que não arredaram pé do Largo e lhes tributaram merecidos aplausos. Uma extraordinária e divertida passagem de modelos, um concurso de pernas e uma sessão de Karaoke preencheram o Espaço da Juventude.
O Colmeal adormeceu já a noite ia alta. Fotos de Francisco Silva UPFC

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Festa do Açor

“Teve lugar de 1 a 2 de Agosto. A Festa do Açor que se celebra em honra de Nossa Senhora da Saúde. Como habitualmente, constituída por uma parte religiosa e uma profana, a religiosa consistiu na celebração da Santa Missa, a que presidiu o Pároco de Arganil, cuja presença a comunidade do Açor agradece.
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No que toca à parte profana, destacam-se a participação nos jogos de cartas e da malha, bem como na actuação do Rancho Serra do Ceira, o que lhe augura um futuro muito promissor. Não são encantadores, os pares? Parabéns pelo trabalho em curso.
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Lisete de Matos
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Açor (Colmeal) 09/08/05”

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Santo António

É lindíssima esta imagem do Santo António. Em cerâmica (azulejo ?), está numa casa em fase de ruína em frente ao edifício da antiga escola do Colmeal. À mão de semear, ainda bem que não foi vandalizada. Certamente que ainda terá dono e a este ou a quem de direito dirijo o meu pedido: resguardem e recuperem o Santo António. Obrigado. A. Magalhães Pinto

Tradições

. 4. A gestão da água / o juiz da água
O Soito sempre foi uma terra abundante em água, porque é uma das aldeias mais baixas da Freguesia, aproveitando assim do rio e das ribeiras para regar as suas terras, algumas das quais designadas de lameiros pelo facto de entre o Inverno e a Primavera serem irrigadas de forma permanente, a fim de produzir a erva para os animais, cujo último corte era destinado ao feno (erva seca), guardada nos palheiros, para consumo sobretudo nos dias mais invernosos em que o gado não saía dos currais.
Apesar disso, as terras mais junto da aldeia, onde se cultivavam sobretudo as hortas, disputavam uma quantidade nem sempre abundante de água, que era / é captada na “ribeira”, no desembocar das águas do Ribeiro de Além e da Quinta das Águias. Aí havia 3 poços (actualmente em ruínas) que, após estarem cheios (uma a duas vezes ao dia, dependendo da quantidade de água), eram abertos, sendo a sua água transportada até ao Soito, por uma levada de cerca de 2 km (hoje substituída por um tubo).
A água destes poços, que demoravam cerca de 2 horas a serem esvaziados, uma vez chegada ao Soito pela dita levada (alguma perdia-se no caminho), era depositada num poço de terra e pedras de grande dimensão situado no cimo da aldeia, hoje substituído por um tanque de cimento.
A distribuição da água era feita segundo escritos antigos, ainda hoje existentes, com base na dimensão de cada um dos terrenos de cultivo que a ela tinham direito, mas como acontecia em muitas outras terras do país, originava por vezes algumas discórdias, dado que algumas pessoas menos conscientes abusavam da sua utilização esquecendo os direitos dos outros.
A fim de resolver as “guerras da água”, os antigos habitantes resolveram então colectivamente instituir a figura do “juiz da água”, que era um homem designado por todos os agricultores para controlar a utilização da água por cada uma das propriedades, de acordo com o tempo a que tinham direito.
Este juiz, que eram pago em géneros agrícolas pelos diversos proprietários, tinha como função abrir o poço da aldeia e encaminhar água pelas levadas em direcção às terras que naquele dia iria ser regadas, chegada a água ali, virava o “tornadoiro(1)” e controlava o tempo de rega, cortando a água em direcção a outro destino, quando este terminava, ainda que o terreno não tivesse sido todo regado. Era necessário cumprir a “lei” e o juiz era implacável.
Os seus instrumentos eram o relógio para controlar o tempo de rega e um pequeno sacho para levar a água para o percurso desejado e também para desobstruir as levadas e os rêgos.
O último juiz da água do Soito, que exerceu a sua função até cerca de 1970, foi o ti António da Neves, mais conhecido por ti António do Balcão (dado que a sua casa, à entrada da chamada “rua da carvalha”, tinha um pequeno balcão e um alpendre). Era natural de Aldeia Velha e casou no Soito e o seu sacho ( a sua ferramenta de juiz da água) é uma das peças que integram o acervo do “Espaço Museológico do Soito”. [1] Desvio da água para o local desejado, através da colocação de torrões (ervas com terra) no curso inicial.
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António Duarte – Comissão de Melhoramentos do Soito

Nevoeiro no rio

Fotos de Pedro Marquês

Freguesia do Colmeal (História) II

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PASSADO – PRESENTE Capítulo II
a) Freguesia; situação orográfica e hidrográfica. b) Topografia; vias de comunicação; população Está a freguesia do Colmeal, situada no distrito de Coimbra; província da Beira Litoral; comarca de Arganil; concelho de Góis; bispado de Coimbra e arciprestado da Pampilhosa da Serra. O seu comprimento (N.S.) é de 6 km e a largura (E.O.) de 7 km. Superfície de 42 km2 aproximadamente. O terreno é bastante acidentado e o principal monte é a Serra das Caveiras (Aldeia Velha) com 1028 metros, que separa a nossa freguesia das de Pessegueiro e Pampilhosa da Serra. O principal curso de água é o Rio Ceira, que nascendo em uma ravina da Serra da Estrela, atravessa a freguesia no sentido Nascente Poente e vai desaguar ao Rio Mondego em Coimbra. Na margem direita ficam situadas as povoações de: Colmeal, Ádela, Açor, Sobral, Saião, Salgado, Vale de Asna e Vale de Égua (1). Na margem esquerda: Malhada, Carrimá, Foz da Cova, Soito, Aldeia Velha, Loural, Carvalhal, Roçaio e Penedo (2) e Quinta de Belide. As únicas vias de comunicação são a estrada do Rolão, com ramal para o Soito, e a estrada para Cepos, muito semelhante às florestais, com ligação para Arganil. População: No quadro abaixo se descrimina o número de habitantes da freguesia, desde 1527 a 1960. Anos Habitantes (3) 1527 0024 1864 1259 1878 1353 1890 1295 1895 1147 1900 1478 1920 1477 1940 1335 1950 1113 1960 0847 Facilmente se conclui pelo gráfico apresentado, que a população aumentou até 1900, entrando então num decrescendo constante até 1970, cujo total de habitantes não temos ainda exactamente, mas não andará longe dos 550. (1) Extinta (2) Extinta (3) Vol I – Arquivo Histórico de Góis, p. 40, excepto o referente a 1960 cujo senso foi feito a 15Dez1960 in Boletim “O Colmeal” Nº 103, Abril de 1970

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

Mérito do concelho para colmealenses

. No próximo dia 13 de Agosto comemora-se o Dia do Município no concelho de Góis. Na Sessão Solene que se vai realizar pelas 10 horas no Auditório da Biblioteca Municipal "António Francisco Barata" em Góis, vão ser reconhecidos pelo trabalho desenvolvido e agraciados com a Medalha de Mérito do Concelho três grandes regionalistas da freguesia do Colmeal - António Santos Almeida (Fontes), Fernando Henriques da Costa e Manuel Martins Barata.
A proposta apresentada por Henrique Braz Mendes, presidente da Junta de Freguesia do Colmeal, teve a concordância dos responsáveis autárquicos. A União Progressiva da Freguesia do Colmeal que irá estar presente na cerimónia, orgulha-se de ter tido dirigentes de tão elevada craveira e que tanto fizeram pela colectividade e pela freguesia. Certamente que a comunidade colmealense não se irá alhear deste acto onde três dos seus filhos vão ser homenageados. UPFC

“RAIZES”: UMA EXPOSIÇÃO DE PINTURA A NÃO PERDER

Mais uma exposição de pintura de Josefina Almeida. Chama-se “Raízes” e foi inaugurada a 3 do corrente, no Posto de Turismo de Góis, onde poderá ser visitada até ao próximo dia 17 de Agosto. Na presença do Presidente da Assembleia Municipal de Góis, Dr. José de Carvalho e do Vice-Presidente da Câmara, Eng.º Diamantino Garcia, a exposição foi inaugurada pela Vereadora da Cultura, senhora D. Helena Moniz. Helena Moniz elogiou a beleza e a qualidade do trabalho da artista no domínio da pintura, mas também no das restantes expressões a que se dedica, como o da escrita ou do bordado matiz, agradecendo a disponibilidade para o partilhar com os outros. Na apresentação das obras uma a uma, a artista patenteou a intenção, o carinho e a sensibilidade estética com que as criou, a remeterem para a beleza da paisagem e para a biodiversidade que ainda persistem, para a dureza da realidade (dos incêndios, por exemplo) e para os princípios e valores que enraízam os naturais e oriundos da serra. A propósito, lembrou o Vice-Presidente da Câmara, Eng.º Diamantino Garcia, que o porte, a resistência e a longevidade das árvores, como das pessoas, dependem da qualidade das raízes que as alimentam e prendem à terra. No caso, digo eu, à terra-solo e à “Terra” lugar de nascimento. A inauguração da exposição foi um momento de grande elevação, pela beleza da obra exposta, mas também pelo acolhimento e cordialidade da autarquia anfitriã e dos autarcas presentes, pelo profissionalismo e simpatia dos técnicos e outro pessoal envolvidos, pelo carinho entusiasmado dos muitos familiares e amigos que quiseram acompanhar a artista em mais aquele momento de partilha e reconhecimento social do seu trabalho. Vale a pena visitar a exposição. Ainda nem tinha começado e já uma rapariguita de nove anos gritava para a mãe: “Vem cá, vem cá, que está aqui um quadro que tem uma maçã a rir-se … E aqui a cara de uma pessoa …, e a de um cão!” Era um recanto do Ceira, na Cortada! Depois, mal tinha iniciado, já do livro de comentários constavam os seguintes: “Obrigada por nos brindar com as cores que alegram a nossa terra”; “Uma brisa artística da nossa terra simplesmente fascinante”; “Retrata de uma forma muito colorida e real as realidades desta terra. Bem-haja pelo seu trabalho”. Lisete de Matos Açor (Colmeal), 04/08/2009

Rancho Serra do Ceira

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal regista com muito agrado o ressurgimento do Rancho Folclórico Serra do Ceira com diversas actuações anunciadas em vários cartazes de festas neste Verão. Recentemente apresentou-se nas festas do Soito e do Açor e vai actuar no próximo dia 7 em Góis, pelas 21h30m, no Parque de Lazer do Baião, no âmbito da FACIG - Feira Agrícola, Comercial e Industrial de Góis. Também estão programadas actuações nas festas de Ádela (dia 8 -19 horas), Malhada (dia 9 - 19 horas) e Colmeal - Parque de Merendas das Seladas (dia 10 - 18h30). Com o trabalho árduo que tem vindo a ser desenvolvido certamente outras exibições estarão já em agenda. E não podemos esquecer que o Rancho Serra do Ceira necessita do apoio de todos nós. UPFC