segunda-feira, 13 de julho de 2009

Clube de Contadores de Histórias (V)

Amor com amor se paga
Ia um Cágado para casa com um saco de milho às costas. A dada altura encontrou um grande tronco de árvore atravessado no caminho. Deitou o saco para o outro lado do tronco e foi dar a volta para pegar de novo no saco. Um Lagarto viu o saco de milho e pensou para consigo: «Um saco de milho! Que sorte!» O Cágado entretanto chegou ali e disse: — O saco é meu. — O saco é teu? Achei-o. É meu — afirmou o Lagarto. Mas o Cágado insistiu: — Fui eu quem o deitou para aí e venho buscá-lo. Dá-mo. O Lagarto não estava pelos ajustes: — Ah, isso é que não dou. Achei-o, é meu. O Cágado acompanhou o Lagarto até casa deste, sempre na esperança que ele lho devolvesse. Mas, por mais que teimasse, não conseguiu. Quando chegou a casa não havia nada para comer. Disse aos filhos: — O Lagarto roubou-me o saco de milho. Vamos ao mato apanhar ratos, se não morremos aqui de fome. Foram caçar ratos e nisto encontraram um rabo de lagarto fora da toca. O Cágado logo reconheceu que era o rabo do Lagarto que lhe havia roubado o saco de milho. — Dai-me cá a faca para eu lhe cortar o rabo — disse o Cágado aos filhos. O Lagarto pediu ao Cágado: — Não me cortes o rabo que eu ainda estou vivo. O Cágado não fez caso. Cortou-lhe o rabo, levou-o para casa e comeu-o com os filhos. O Lagarto foi queixar-se ao Leão: — Leão, venho queixar-me do Cágado. O Cágado cortou-me o rabo e quero que ele mo pague. O Leão mandou chamar o Cágado e perguntou-lhe: — Cágado, é verdade que tu roubaste o rabo ao Lagarto? — Não. O Lagarto emendou: — Cortou, sim senhor. Eu disse-lhe que estava vivo e não fez caso. O Cágado disse: — Eu não roubei o rabo ao Lagarto. Achei o rabo fora da toca, levei-o para casa e comi-o com os meus filhos. Foi apenas isto e nada mais. O Leão pensou e deu a sentença: — Terás que pagar o rabo ao Lagarto. O Cágado, firme na sua, contou como as coisas se haviam passado e concluiu: — Se o Lagarto achou o meu saco de milho, também eu achei o seu rabo. Agora não devemos nada um ao outro. E assim ficou resolvida a contenda.
Manuel Ferreira Quem pode parar o vento? Porto, Edições Asa, 1987
O Clube de Contadores de Histórias Biblioteca da Escola Secundária Daniel Faria - Baltar

Malhada e Casais - Convívio em Lisboa

. Foi no passado domingo, 28 de Junho que a Comissão de Melhoramentos de Malhada e Casais levou a efeito o seu já tradicional convívio piquenique, na Cruz das Oliveiras, em frente aos bombeiros, no Monsanto, na cidade de Lisboa. Como há muito não se via, quis o estado do tempo ser de chuva, mas contra todas as expectativas o piquenique correu bem, superando mesmo as expectativas dos mais sépticos. Mesmo estando a chover os Malhadenses e amigos não quiseram faltar, e mais uma vez ali estavam eles a conviverem e confraternizarem com os seus amigos e conterrâneos e até a reverem alguns que há muito não viam. O convívio foi abrilhantado pelo organista vocalista Albano Gonçalves, a assistência foi numerosa e participativa, de salientar as presenças das colectividades congéneres da Freguesia do Colmeal, nomeadamente da União Progressiva da Freguesia do Colmeal, da Comissão de Melhoramentos do Soito e da Comissão de Melhoramentos de Ádela. Esta Direcção agradece muito sensibilizada a presença de todos vós, é isso que mantém viva a chama do Regionalismo, temos a certeza que só devido à chuva as outras colectividades não se fizeram representar. Deixamos também uma palavra de louvor e agradecimento, às senhoras que estiveram sempre na cozinha para que nada faltasse, nomeadamente a D. Júlia dos Anjos Nunes; D. Maria Alice Ramos Nunes; ao Guilherme Nunes Baeta pela sua preciosa e indispensável colaboração; e também ao Acácio Nunes por ter disponibilizado uma carrinha para transporte de todos os materiais indispensáveis para a realização deste evento. Agradecemos a todos em geral que colaboraram na organização do piquenique, porque os êxitos controem-se em conjunto, bem hajam! Aproveitamos a oportunidade para divulgar que as festas de verão na Malhada se irão realizar nos dias 9, 10 e 11 de Agosto. Caro associado, conterrâneo e amigo, contamos consigo para mais uma demonstração de união e convívio Regionalista entre todos. A Malhada e Casais merecem!!!!
Pela Direcção Nuno Santos
in Jornal de Arganil, de 9/07/2009
in http://goisvive.blogspot.com/

Fazenda vedada

Passagem proibida. Ou já não há forças para levar aquelas pernaditas magricelas?... Foto de António Marques de Almeida

sexta-feira, 10 de julho de 2009

A nossa ponte

Esta é a nossa ponte. A ponte que liga o Colmeal à outra margem e às outras aldeias. Ninguém tem dúvidas porque todos a conhecem. Há, no entanto, postais ilustrados com a indicação de Ponte da Cabreira, que continuam em circulação apesar de vários alertas sobre o assunto. E no postal da Ponte da Cabreira surge a indicação de Ponte do Colmeal. Aqui fica mais um alerta ao nosso Posto de Turismo para que proceda à rectificação ou que retire os postais de circulação. A. Domingos Santos
Foto de Francisco Silva

Uma história…

A nossa história inicia-se no ano de 1939 um pouco antes do começo da Segunda Guerra Mundial. Vivíamos na Áustria, um país coberto por flores. Eu, meus pais e meu irmão. Éramos a imagem da família feliz e unida e entre nós reinava a certeza de que nada na vida nos conseguiria separar. Mas não foi bem assim… O meu pai era um cirurgião de renome e a minha mãe professora, daquelas dedicadas, que leccionava por puro amor aos seus alunos. Eu tinha então dez anos e meu irmão quinze. Os nossos dias e noites eram muito alegres. Os meus pais tinham o hábito de nos levar até à varanda da nossa casa após o jantar para vermos as estrelas e enquanto fazíamos isso, cada um ia contando as coisas boas que haviam acontecido no seu dia. Não que não pudéssemos contar as ruins, mas é que naquela época das nossas vidas só aconteciam coisas boas. Não me recordo de algum dia ter visto um deles triste. Depois que contávamos tudo e que admirávamos bastante as estrelas, cantávamos ao som do violão do meu irmão. A primeira música era sempre Edelweiss (1), linda, sonora, trazia paz aos nossos corações. Ah! Como era bom cantar Edelweiss junto da minha família e debaixo das estrelas. Tinha a sensação que poderia fazer aquilo a vida toda sem jamais enjoar. Mas o tempo foi passando e veio a guerra. Só se ouvia falar em Hitler. Eu não entendia bem que homem era aquele, nem o que ele representava e continuava todas as noites olhando para as estrelas junto das pessoas que eu mais amava. Um dia, um terrível dia de Dezembro que jamais esquecerei tivemos que partir. Lembro-me que o meu pai veio até nós e nos disse delicadamente: «vamos ter que passar algum tempo sem ver as estrelas do céu». Fomos brutalmente arrancados da nossa casa por soldados e levados para um local que viria a ser a nossa nova casa. Chamava-se Campo de Concentração. Lá não fomos felizes e pela primeira vez pude ver o semblante triste da minha família. Nem pareciam as pessoas adoráveis que conviviam comigo naquela varanda. Todas as noites eu dizia a minha mãe que queria ver as estrelas, cantar sob elas e ela respondia-me com lágrimas nos olhos e que durante um pequeno período a única estrela que eu poderia ver era a que eu trazia pendurada no pescoço, de seis pontas, tão linda quanto as que brilhavam no céu. Acontece que a minha mãe se enganou. Não foi um período tão curto assim que ficámos por lá e com o tempo foram-me levando muito mais coisas além das estrelas do céu. Foram-me levando tudo. Levaram-me a estrela do pescoço também, levaram os meus pais para um banho do qual eles nunca mais voltaram. Levaram o meu irmão dentro de um comboio que eu nunca soube para onde foi. Levaram o meu sorriso, a minha alegria de viver, levaram a minha infância. Só não levaram a minha voz e por isso, todas as noites ao deitar, eu fechava os olhos e cantava baixinho Edelweiss. Aí, eu podia ver as estrelas, o meu pai, a minha mãe, o meu irmão, a varanda da nossa casa. A minha imaginação, também eles a não conseguiram levar. Hoje, tenho a absoluta certeza que realmente eu nunca me teria cansado de cantar na varanda com a minha família. Que eu, de forma alguma, abandonaria o meu país, que minha mãe foi a pessoa mais doce que conheci, que meu pai foi a imagem da dignidade, que meu irmão foi o meu grande companheiro e que tocava violão como ninguém. Sei hoje a verdadeira razão das lágrimas de meus pais ao despedirem-se de mim, apenas porque iriam tomar um banho e o motivo do abraço tão apertado que o meu irmão me deu naquela tarde em que foi colocado dentro daquele comboio. Hoje sei de tantas coisas que eu não queria saber… (1) Nome de uma flor que significa «branco precioso» e que se encontra no alto das montanhas da Suiça, França, Áustria, da ex-Yugoslávia e da Itália. Costuma dizer-se que quando se quer presentear alguém que signifique um amor ou uma amizade eterna, oferece-se uma flor de Edelweiss a essa pessoa. Porque gostámos muito desta história, apesar de triste, quisemos partilhá-la convosco. Prometemos uma mais alegre para a próxima. Beijinhos das amigas Ana, Badana, Rabeca e Susana

Tradições

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Este blogue irá apresentar em cinco partes um trabalho de autoria de António Duarte, presidente da Comissão de Melhoramentos do Soito, que nos foi dado a conhecer aquando da preparação para o Dia da Freguesia do Colmeal realizado em 31 de Janeiro deste ano na Casa do Concelho de Góis, em Lisboa. Todos sabemos que a nossa memória se vai perdendo na voracidade do tempo e que nada ficará para os vindouros se não a conseguirmos transmitir. António Duarte neste seu trabalho, nesta sua recolha, traz-nos à memória "coisas do antigamente", do tempo dos nossos pais e dos nossos avós. Alguns de nós, que já vamos tendo alguns anos em cima, ainda nos lembramos de algumas destas tradições. Também participámos em descamisadas e debulhas e recordamos a "melodia" do moinho moendo, moendo sem parar. Temos ainda presente igualmente na nossa memória, o "cantar" da água correndo pela levada (ainda hoje corre em parte) e como se "desviava" a água para aqui e para ali, de modo a que a "lei da água" fosse cumprida e a todos servisse como estabelecido. António Duarte não nos pediu a publicação deste seu trabalho. Entendemos, e só a nós cabe essa responsabilidade, tomar a iniciativa da sua divulgação. Temos obrigação de transmitir conhecimento aos mais novos e a quem não conhece procedimentos de outros tempos. Faz parte da nossa missão. Estas tradições são comuns a muitas outras aldeias e poderão vir a ser complementadas com a sua colaboração, que nos vai ler, e em quem certamente despertámos um pouco do que a sua memória encerra e que poderá partilhar com todos nós. Obrigado António Duarte. E obrigado também a si, que certamente quererá partilhar um pouco da sua memória connosco. A. Domingos Santos
1. Apanha da azeitona e confecção do azeite O Soito era uma terra com muita azeitona, que era apanhada durante várias semanas, entre Novembro e Janeiro. Era armazenada nas “lojas” das habitações e nalguns casos em tulhas junto ao lagar. Já mais próximo de fazer o azeite, a azeitona era transportada às costas ou em carros de bois (na aldeia havia entre 1 e 2 juntas de bois) para o lagar da “Ponte de Ceiroco”, na Ribeira de Carrimá, que servia as aldeias do Soito, Carrimá, Boiças e Vale Pardeeiro. Cada proprietário marcava o seu dia ou dias para fazer o azeite, dependendo da quantidade de azeitona que possuía. No dia de fazer o azeite teria de fornecer lenha para a fornalha do lagar e comida para os lagareiros que, na maioria das vezes era feita na fornalha do lagar, sendo daqui originário o famoso prato de bacalhau à lagareiro, o qual, tal como as batatas “a murro”, era assado na brasa e temperado com o azeite acabado de fazer. Os lagareiros, mestre e moço, trabalhavam dia e noite de forma contínua (com alguns intervalos de descanso enquanto o moinho moía as azeitonas e a prensa ia espremendo as que tinham sido moídas anteriormente), sendo na maioria das vezes acompanhados durante a noite pelos donos da azeitona, que também ali pernoitavam. O produto que escorria da prensa incluía o azeite e o “azilabre” (uma mistura de água e dos outros resíduos da azeitona), ia parar à tarefa, que era uma espécie de pote profundo, composto por duas partes – a parte inferior para onde ia a água e a parte superior onde ficava o azeite, por ser substancialmente mais leve. Ainda hoje se diz que a verdade é como o azeite – vem sempre ao de cima. A perícia do mestre lagareiro consistia em abrir uma torneira na parte inferior da tarefa, de forma a mandar fora o azilabre e manter o azeite. Este trabalho exigia muita perícia, mexendo a tarefa com uma fina vara de madeira, para saber exactamente onde terminava o azilabre e começava o azeite. Por vezes aconteciam pequenos acidentes e lá ia uma parte do azeite para a ribeira. Para além de fornecer a comida aos lagareiros e a lenha para as caldeiras que se destinavam a aquecer a água para caldear (a fim de obter mais azeite e após uma primeira prensagem, as ceiras eram retiradas e caldeadas com água quente, sendo de novo colocadas na prensa para serem espremidas de novo), também o trabalho dos lagareiros e o pagamento ao dono do lagar eram feitos do próprio azeite obtido. Este último pagamento designava-se de “poia”. No lagar havia também uma talha para onde todos davam uma pequena quantia de azeite para o “Santíssimo”, inicialmente destinado à iluminação da igreja do Colmeal e posteriormente, com a evolução para as velas e luz eléctrica, destinado a ser vendido e a angariar fundos para a mesma igreja. Aquela talha (pequeno pote) integra hoje o espaço museológico do Soito, por doação do actual proprietário do lagar, que funcionou até há cerca de cinco anos atrás. O azeite era transportado para a aldeia em bilhas de lata ou em odres (recipientes feitos em pele de cabra), sendo então guardado em potes de barro. Para além do tempero, o azeite, a par da banha de porco e naturalmente do sal, era também usado para conservar os alimentos durante o ano inteiro (sobretudo o queijo e algumas partes do porco), uma vez que o Soito só teve luz eléctrica a partir de 1979. António Duarte – Comissão de Melhoramentos do Soito

Colmeal - História e curiosidades (9)

Continuando na divulgação do excelente trabalho de pesquisa levado a cabo pelo Movimento Cidadãos por Góis, aqui estamos de novo com mais alguns dados sobre o Colmeal e a nossa freguesia. 1971, Junho – Vão ter início os trabalhos de instalação da linha de alta tensão de Cadafaz ao Colmeal e de electrificação, em baixa tensão, da sede de freguesia do Colmeal. 1971, 19 de Dezembro – Inaugurada a luz eléctrica no Colmeal. 1977, 14 de Agosto – Início de actividade do “Rancho Folclórico Serra do Ceira”, com sede no Colmeal. 1981, 11 de Agosto – Incêndios devastam grandes áreas florestais nas freguesias de Alvares, Cadafaz e Colmeal. 1981, 16 de Agosto – No Colmeal, é dada a uma rua o nome de Francisco Luís, em reconhecimento da sua actividade a favor do regionalismo. Natural do Colmeal, onde nascera em 1903, foi cobrador da União Progressiva durante 36 anos e um colaborador activo. UPFC

Sobreiros

Árvores protegidas que cada vez se vêem menos na nossa região. Foto de António Marques de Almeida

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Artur da Fonte - a grande revelação

Artur Domingos da Fonte surpreendeu tudo e todos quando no passado dia 21 de Junho, no Parque de Merendas das Seladas, apresentou (finalmente!!!...) os trabalhos em madeira que vinha fazendo nos seus tempos livres, desde Outubro do ano passado. Já há algum tempo que o pressionávamos para mostrar os trabalhos que levava para o Colmeal e ia guardando na sua "loja", por baixo da casa. Considerávamos ser uma pena que aquelas peças não fossem apreciadas por mais ninguém a não ser por um ou outro familiar a quem concedia esse privilégio. Mas a sua posição era por demais irredutível e as fotografias que se tinham tirado a alguns dos trabalhos, há cerca de seis meses, continuavam por publicar. Compreendíamos a sua modéstia mas as peças não poderiam ficar ali armazenadas sem serem vistas, observadas, apreciadas. Ficámos contentes pela sua decisão e todos os que puderam contemplar as variadíssimas peças foram unânimes nos elogios. Artur Domingos da Fonte foi rebuscando na sua memória os utensílios que se usavam antigamente e a "fotografia" que tinha dos mesmos levou-o a reproduzi-los com grande exactidão e pormenor. E como ele gravou a fogo "A brincar se passa o tempo recordando coisas de antigamente". Atentemos na perfeição do lagar, do carro de bois, no moinho, na cozinha, no carro de mão, na arca ou nas lojas onde se guardavam os animais. Teve a gentileza de oferecer à União Progressiva uma das suas peças, a que representa a primeira obra feita pela colectividade na aldeia - o Chafariz do Colmeal, inaugurado em 26 de Setembro de 1937. Uma peça que vai poder ser observada no EspaçoArte, no Centro Paroquial Padre Anselmo. Estamos convencidos que Artur Domingos da Fonte vai continuar a ocupar os seus tempos livres na produção de novas peças e que num futuro mais ou menos próximo teremos oportunidade de as observar com mais atenção, em espaço próprio. Parabéns Artur! Continua! A. Domingos Santos
Fotos de A. Domingos Santos e Catarina Domingos

Silêncio nos campos

Escadas e campos de cultivo que outrora tinham vida, tinham movimento. Hoje, já não há pernas que as subam, já não há braços que os cultivem. Fotos cedidas por A. Magalhães Pinto

Receitas da Freguesia do Colmeal

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Frango à “Maricas”
- 1 Frango
- 1 Limão
- 1 Knorr
- 1 Sal q.b.
Coloque o frango inteiro numa cloche ou patusca.
À parte, corte o limão ao meio e coloque-o dentro do frango, assim como o knorr e o sal para temperar.
Leve ao forno, cerca de 1 hora e vá virando o frango, de modo a ficar tostado de ambos os lados.
Retire o frango do forno e sirva-o com algo a seu gosto. A receita apresentada, (Frango à “maricas”) foi disponibilizada por Graciana Bráz, residente no Sobral.
Bolo de Maçã com Noz
- 5 Ovos
- 125 gr. de açúcar
- 100 gr. de manteiga derretida
- 160 gr de farinha
- 2 Maçãs
- 1 Colher de chá de fermento
- Raspa de limão
- 100 gr. de noz
Ligue o forno a 180 º C. Unte uma forma com manteiga e polvilhe-a com farinha.
Bata o açúcar, as gemas e a manteiga derretida.
Aos poucos, acrescente a farinha, mexendo sempre.
À parte, levante as claras em castelo e acrescente-as ao preparado anterior, assim como a raspa de limão e o fermento. Envolva bem e disponha a massa obtida na forma.
Descasque as maçãs e corte-as em gomos finos.
Por fim, coloque na massa que está na forma, de modo intervalado um gomo de maçã e um pouco de noz, sucessivamente até preencher a totalidade da forma.
Leve a cozer cerca de 30 minutos.
Decorrido o tempo, retire o bolo do forno e desenforme-o. A receita apresentada (bolo de Maçã com noz), foi disponibilizada por Manuela Baptista, residente no Colmeal

Colmeal de ontem

Era assim em Dezembro de 2003. Hoje, vale a pena olhar, apreciar e comparar. Foto cedida por A. Domingos Santos

quarta-feira, 1 de julho de 2009

À descoberta do Colmeal

A União Progressiva da Freguesia do Colmeal voltou a apostar na divulgação da região, do concelho de Góis e da freguesia do Colmeal. Dois autocarros repletos saíram manhã cedo, no passado dia 21 de Junho, rumo ao concelho de Góis e à nossa freguesia. Uma paragem junto ao Ceira na passagem por Góis, antes de se rumar até ao Colmeal.
O convívio no Parque de Merendas das Seladas reuniu mais de cento e noventa participantes, entre os quais se encontravam os que pela primeira vez vieram à descoberta desta parcela do Portugal desconhecido. E que ultrapassaram as sete dezenas.
Como habitualmente o voluntariado funcionou no serviço às mesas colocadas sob as mimosas. A temperatura rondava os 37º e as sombras eram disputadas.
As senhoras do Colmeal mais uma vez se associaram a este evento e quiseram presentear os convidados com a doçaria que tão bem sabem fazer.
O artesanato e a produção local, neste caso de queijos, esteve presente e teve bastante procura. Foi mais uma oportunidade para dar a conhecer os nossos produtos a quem nos visita. Bancos em madeira e tecidos feitos em teares manuais também marcaram presença.
Uma surpresa para todos. Artur Domingos da Fonte revelou uma faceta desconhecida e apresentou diversas peças que nos seus tempos livres vem fazendo e que lhe recordam um pouco da sua infância. Ofereceu à União uma obra que representa o Chafariz do Colmeal, o primeiro melhoramento que a colectividade fez na aldeia. Esta obra passa a figurar no EspaçoArte onde poderá ser apreciada.
No momento próprio o presidente da Direcção da União, muito sensibilizado e satisfeito como tudo decorrera, dirigiu palavras de agradecimento a todos quantos tornaram possível esta realização. Uma palavra especial à Junta de Freguesia do Colmeal e Câmara Municipal de Góis que ofereceram diversos brindes aos que visitaram o concelho pela primeira vez.
Depois, já no regresso, uma pequena paragem para uma fotografia neste local tão maravilhoso. A vontade de partir não era nenhuma, mas percebeu-se que a vontade de voltar já começava a fazer efeito. Subiu-se a serra e foi-se apreciando tudo o que a vista podia alcançar.
Uma última paragem para se contemplar o Castelo de Arouce e as Ermidas da Senhora da Piedade, nas proximidades da bonita vila da Lousã. E depois, foi mesmo o regresso. Já com alguma tristeza mas com vontade de voltar. Fotos de A. Domingos Santos e Catarina Domingos

terça-feira, 30 de junho de 2009

Telhados

Foto de A. Magalhães Pinto

GóisArte 2009 no Colmeal

(clicar no cartaz para ampliar)
À semelhança de anos transactos, nos dias 10, 11 e 12 de Julho irá realizar-se o GóisArte, no presente ano sob o signo “A Criança e a Sociedade”. Sendo do interesse da Câmara Municipal que esta iniciativa abranja todas as freguesias do concelho, faz parte integrante do programa um Concerto pelo Grupo SAXACORDEAON, no dia 11 de Julho (Sábado), no Centro Paroquial Padre Anselmo – Colmeal, pelas 21.30 horas. A população do Colmeal e da freguesia não deverá perder esta oportunidade para assistir ao Concerto. UPFC

sábado, 13 de junho de 2009

A União vai passar por aqui

No próximo dia 21 a caminho do Colmeal a União Progressiva vai passar por aqui. O castelo de Arouce, mais conhecido como castelo da Lousã, encontra-se num promontório rochoso, no meio de um vale profundo a cerca de três quilómetros da linda vila da Lousã. É um dos pontos de visita obrigatória neste concelho. Trilhos variados à sua volta para descobrir, panorâmicas envolventes belíssimas e uma ermida encaixada na encosta - a de Nossa Senhora da Piedade. A Ribeira de S. João corre a seus pés através de uma piscina natural, parte de uma das muitas praias fluviais existentes na região. Ao atravessarmos a vila da Lousã não iremos ficar indiferentes à sua beleza e não deixaremos de observar algum do seu casario já com dois séculos de existência e os seus solares brasonados. Depois, seguir-se-á Góis e o Colmeal, que setenta e cinco "aventureiros" irão descobrir nesta sua primeira visita. Fotos de A. Domingos Santos

Carvalhal

De hoje e de ontem. Foto de A. Domingos Santos Foto retirada do Boletim "O Colmeal" Nº 65, Janeiro de 1966

”I Torneio Inter-Aldeias de Voleibol no Rio Ceira - Candosa”

Numa parceria entre a Câmara Municipal de Góis e a Junta de Freguesia do Cadafaz, a Comissão de Melhoramentos de Candosa irá realizar o "I Torneio Inter-Aldeias de Voleibol no Rio Ceira" no dia 11 de Julho. Esta iniciativa irá ter lugar em Candosa, Cadafaz - Góis, no rio junto à ponte, com início pelas 17:20 horas. Este Torneio tem o intuito de estimular a confraternização e o convívio entre as aldeias do Concelho de Góis através do desporto. A Comissão de Melhoramentos de Candosa tem a honra de convidar a Colectividade que V/Ex.ª superiormente dirige, a participar com duas equipas no referido Torneio, que se iniciará com o Sorteio de Equipas na zona da Capela às 17:00h. A equipa, representante de uma aldeia, vencedora do Torneio ser-lhe-á atribuído o título de campeã do "I Torneio Inter-Aldeias de Voleibol no Rio Ceira", e irá receber uma taça como prémio final pelo Presidente da Comissão de Melhoramentos de Candosa. Para informações adicionais visite o regulamento em http://www.candosa-viva.pt.vu/. Contamos com a sua presença. Faça a sua inscrição (grátis) até dia 5 de Julho, através de telefone: 964547495, ou contacte-nos via e-mail: cm_candosa@hotmail.com. Andreia Brás (Presidente)

Recantos

Cantos e recantos que já tiveram vida. Por aqui ficou muito suor no amanho destas "fazendas". Um bocado de cada um, sempre tratado com muito carinho. Os nabos, as couves, os feijões e também as batatas. Paredes que ainda se mantêm direitas agora sem ouvirem a voz conhecida de quem por ali andava, ao sol, à chuva, ao calor. Aguadeiro que tirava água do poço para refrescar os "miminhos" que tantos cuidados davam. Carvalheiros que agora descansam, encostados, já sem préstimo, mas que ajudaram muitos feijoeiros a amarinhar por si na sua fase de crescimento. Encosta nua, despida, onde se vêem os efeitos de um fogo, provavelmente de causas não naturais. Um ribeirito escondido sob os fetos, um pontão improvisado mas que se mantém passados todos estes anos e por onde passaram muitos carregos à cabeça das mulheres e às costas dos homens. Molhos de mato e cestas de estrume, quantas não terão ultrapassado este obstáculo? Um poço a descoberto, sem segurança, como sempre esteve. Talvez uma protecção possa prevenir qualquer distracção. Uma "queda de água" qual pequena catarata, escondida de quem por ali passa. Água, um bem tão precioso e que tantos desperdiçam, não a utilizando convenientemente, talvez desconhecendo que um dia ela poderá acabar. Fotos de A. Magalhães Pinto