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quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Diana Ramos conclui mestrado



“Falso mais Falso não há! Para a musealização das pinturas e desenhos falsos da Operação Traço Fino da Polícia Judiciária.”

Normalmente os títulos que os alunos escolhem para os temas que depois vão apresentar e defender no final do seu curso têm assim uma frase comprida, talvez complicada para os leigos, mas foi precisamente o tema que a Diana decidiu analisar e estudar em profundidade e apresentar para a discussão do seu trabalho final, que defendeu ao que sabemos, de forma brilhante, na dissertação perante o júri.

Depois do título “Diana Ramos conclui mestrado” e logo a seguir na primeira linha “Falso mais Falso não há!”, devem-se ter perguntado – afinal em que ficamos? Confirmamos que concluiu no passado dia 8 deste mês o mestrado em Museologia e Museografia na Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa. A classificação final, e a Diana que nos perdoe a inconfidência mas devemos dar-lhe o devido relevo, foi de 19 valores. PARABÉNS!!!

Voltando ao título comprido do tema, talvez com uma pequena explicação possamos entender melhor o porquê? Em meados de Agosto de 2010, a Brigada de Obras de Arte da Polícia Judiciária apreendeu, pela primeira vez em Portugal, um conjunto de falsificações artísticas imitando grandes vultos da História da Arte Mundial. O nome que veio a ser dado ao processo de investigação foi o de “Operação Traço Fino”.

Assim e de acordo com a Diana “Perante a inexistência quase total de projectos museológicos que valorizem este património em crescimento e avizinhando-se a inauguração das novas instalações do Museu da Polícia Judiciária, onde poderão ser vistos e apreciados alguns exemplares de falsificações de obras de arte, importa estudar este tipo de produção cada vez mais recorrente, para podermos compreender a natureza e a particularidade do fenómeno.”

Ainda segundo a autora do trabalho “Como não é possível musealizar algo que não se conhece, a investigação histórica assume, neste trabalho/projecto, um papel crucial, permitindo apurar (nacional e internacionalmente) não só o aparecimento, desenvolvimento e tipologias da falsificação artística, como também referir e caracterizar, em contexto museológico, os projectos relevantes até à data.” A sua proposta poderá servir “como modelo para futuras iniciativas envolvendo falsificações de obras de arte, quer em contexto policial, quer em contexto cultural, tendo como objectivo primário a simultânea desmistificação e valorização da Arte Falsa na conjuntura museológica portuguesa.

Diana Almeida Ramos, certamente não ficará por aqui. O doutoramento poderá ser o passo seguinte. Temos consciência de que é um passo grande e dispendioso, mas a Diana ainda é uma jovem e saberá encontrar o melhor caminho para o conseguir.

Filha de Maria Paula Gaspar Almeida Ramos e José Manuel Costa Ramos, nossos colegas na Assembleia-Geral e no Conselho Fiscal, é neta de António Ferreira Ramos, um homem que deu meio século da sua vida a servir a colectividade. A todos endereçamos as nossas mais sinceras felicitações.

A Diana é membro da Comissão de Juventude da União Progressiva da Freguesia do Colmeal. E o sangue beirão que lhe corre nas veias dar-lhe-á o ânimo necessário e indispensável para atingir o seu próximo objectivo. Acreditamos nela!

A. Domingos Santos