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segunda-feira, 13 de maio de 2013

COMANDOS voltam para um fim-de-semana na Serra do Açor


É para a Direcção da União Progressiva da Freguesia do Colmeal um enorme prazer poder reeditar a visita feita pelos Comandos há dois anos à Serra do Açor e ao Colmeal.
No programa que consideramos muito compacto e deveras aliciante, tivemos a preocupação de incluir um pouco da cultura e da gastronomia serrana e proporcionar a visão de belas paisagens, para além do contacto com as simpáticas gentes beirãs sempre acolhedoras para quem as visita.

Neste fim-de-semana de 25 e 26 de Maio vamos passear-nos por três concelhos – Arganil, Góis e Pampilhosa da Serra, considerados pela investigadora Maria Beatriz Rocha-Trindade como “O Triângulo Dourado do Regionalismo”, um movimento apenas aqui existente e surgido nos anos vinte/trinta do século passado, fruto das migrações internas verificadas, reivindicando por melhores condições de vida nestas aldeias isoladas do mundo.

Estamos certos de que a recordação deste fim-de-semana por serras, aldeias e casais que ficam para mais além do longe que se possa imaginar, perdurará para sempre na memória de cada um e que, mais cedo ou mais tarde, voltarão e trarão consigo os seus amigos, para que eles acreditem no que lhes vão contar e mostrar em vídeos e fotografias.

Temos a certeza de que vai ser um fim-de-semana para mais tarde recordar. E repetir.

U. P. F. C. 

terça-feira, 2 de abril de 2013

Os Comandos vão passar por aqui





No dia 25 de Maio próximo os Comandos vão passar por aqui. Depois da visita ao Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques, o Castelo da Lousã, também conhecido como Castelo de Arunce vai receber o grupo de Comandos que a União Progressiva da Freguesia do Colmeal vai trazer à região. Este castelo pertence a uma das primeiras linhas defensivas criadas para controlar os acessos meridionais a Coimbra, na segunda metade do século XI. Nos primeiros tempos da monarquia, a localidade desempenhou um papel importante, a que não foi alheia a sua condição de vila de fronteira. Em 1124, uma incursão islâmica tomou o castelo e, de novo na posse do Condado Portucalense, foi agraciada com foral em 1151, por D. Afonso Henriques.

De acordo com uma lenda antiga, na época da ocupação muçulmana o castelo teria sido erguido pelo emir (chefe árabe) Arunce, para a protecção de sua filha Peralta e dos seus tesouros após derrotado e expulso de Conimbriga.





Neste restaurante com vista privilegiada para o castelo e para as ermidas vamos ter o nosso primeiro contacto com a gastronomia beirã durante o fim-de-semana. Não vamos desvendar a ementa mas podemos garantir que todo o grupo irá ficar com gratas recordações deste almoço.
















A Serra da Lousã encerra autênticos tesouros paisagísticos e monumentais, e no cimo de escarpas altivas encontramos as Ermidas da Nossa Senhora da Piedade, três capelas simples e rústicas, antigos ermitões em que na escadaria de xisto que lhes dá acesso se encontra uma inscrição de 1624.
A primeira das capelas, a de São João Baptista, já existia no século XV.
Este conjunto está rodeado de miradouros, quedas de água e de uma aprazível piscina natural, muito procurada nos meses de Verão.

Fotos de A. Domingos Santos 


terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

MUSEU ETNOGRÁFICO DA LOUSÃ






O Museu Etnográfico Dr. Louzã Henriques situado na linda vila da Lousã alberga um espólio riquíssimo merecedor de ser apreciado com muita atenção. Por isso a União Progressiva da Freguesia do Colmeal entendeu introduzir no programa que preparou para o regresso dos Comandos à Serra do Açor e ao Colmeal uma visita a este espaço.

Na exposição permanente iremos ter oportunidade de admirar os carros e as cangas, os arados, as pás e as enxadas, a cerâmica/olaria, e nos núcleos situados no piso 2 podemos ficar a conhecer como se faz o pão, se prepara o linho/lã, a arte de ferreiro, os segredos da apicultura e recordar como era uma cozinha serrana com os seus diversos utensílios.


“Os primeiros carros que apareceram foram só de um animal, isto é, com varal duplo. Dizem que era mais simples pela aptidão da tal forquilha que há nas árvores, ter um par de animais e liga-los por uma trave.”


   
“Quando há uma certa riqueza, as pessoas têm de dar aos seus carros, aos seus bois, às suas cangas, o prestígio da sua casa. Elas ficam também com o brasão e então fazem-se cangas de luxo. Cangas para levar às festas, para levar a feiras e que são o prestígio da casa…” 


 
“À génese do arado atribuem-se várias hipóteses: desde uma pequena enxada que depois é puxada por um temão, às vezes tiradoira, onde se aplica a força de animais ou o aproveitamento natural de alguns pedaços de árvores que tinham fundamentalmente três peças – uma capaz de rasgar a terra, outra de ser ligada aos animais, e outra que lhe desse direcção, que era a rabiça. Três peças: rabiça, temão e dente…”


“… está aqui uma razoável amostragem das pás (célebres) de valador. Eram trabalhos difíceis. Normalmente eram homens da região da Bairrada, que iam fazer este trabalho por toda a Zona do Ribatejo e até ao Alentejo. Um pouco antes das culturas, depois das chuvas, eles iam fazer o escoamento para começarem as operações agrícolas de lavragem.” 




“… a nossa região tinha rebanhos, tinha carneiros e, naturalmente, tinha uma coisa que já se perdeu e eram os linhares, terras de linhos. …As formas de tecelagem vão desde as peças mais ou menos finas do linho - que ainda todos conheceram e têm encontrado nas arcas das avós –as mantas, colchas, tapetes, e outras, com uma decoração mais ou menos simples, mais ou menos requintada…”



  
“… este sistema de eira, de malhar, estão ali os trigos, estão ali os mangais, estão aqui os tipos fundamentais. E está aqui assim uma coisa muito rara, que é a colecção completa das cirandas ou crivos… os sistemas de moagem… as mós…” 


“… quando o homem descobre a possibilidade de ter uma qualquer forma de caixa na qual ponha as abelhas, já que não as pode domesticar, (…) vai servir-se dos materiais de cada região. Para nós é o cortiço, de muito fácil transporte. Nós, na Serra da Lousã, o que é que temos disto? Um bocadinho da mitologia do mel! Uma coisa cheia de virtudes mágicas! Um bom alimento, grosso, e escuro porque predomina fundamentalmente a urze…” 


“E é curioso que o latoeiro não só dava apoio à panela em que punha o pingo, para além de fazer o que lhe mandavam de novo, como assistia os pratos e as colheres de lata, uma vez que só os garfos eram, de facto, feitos pelo ferreiro. Além disso, é ainda ele que cuida da loiça: é o grande consertador dos pratos partidos, que conserta pondo gatos… Esta arte está em extinção, como está a do velho ferreiro…” 



“… há uma coisa muito interessante que é uma modificação deste comer simples e do povo e que é engraçado que os Lousanenses não esqueceram – “os aferventados”. Que é uma ligeira modificação desta velha técnica de comer e modificar o sabor das couves, do pão, da batatita, do que têm próximo, do que tem à mão e naturalmente regado com azeite, a velha gordura mediterrânica de que até esta região é rica.” 




Estamos certos de que os nossos Comandos e os seus acompanhantes se irão deliciar com todos estes utensílios, que já fazem de um passado não muito distante e que os nossos pais e avós muito bem conheciam.

Fotografias de A. Domingos Santos
Apoio Folheto do Museu


terça-feira, 31 de maio de 2011

COLMEAL - Comandos visitam o concelho







O dia acordou sem chuva. Pequeno-almoço tomado e umas últimas passadas para se recolherem as “bolas de carne” que o Carlos, também Comando, tinha preparadas no Café Argus.
Depois, foi a subida até ao Santuário da Senhora do Mont’Alto, que dista cerca de dois quilómetros do centro da vila, se situa a 500 metros de altitude e de onde as vistas são deveras deslumbrantes e de rara beleza.
Dali se contemplam o vale do rio Alva, os contrafortes da serra do Açor e todos aqueles campos que se espraiam até à estrada da Beira.
O Santuário, que data do século XVI, foi inicialmente mandado construir em 1521 por Francisco Pires, natural de Arganil e recebe todos os anos em 15 de Agosto, inúmeros forasteiros e visitantes, numa célebre Romaria.





O ponto seguinte para uma pequena paragem foi a bonita aldeia de Fajão, onde uma chuva copiosa nos aguardava.
Aldeia que já foi vila, encaixada na encosta, alcandorada sobre o rio Ceira e não muito distante da sua nascente, enquadra-se na perfeição entre os altos e gigantescos penedos, os “penedos de Fajão”, que nos fazem lembrar antigos castelos. De grandes tradições tem na sua essência o xisto com que são construídas a maior parte das suas habitações.
Passado o adro da igreja e com a chuva sempre por companhia fomos visitar o Museu Monsenhor Nunes Pereira, que dispõe de núcleos de pintura, escultura, etnografia e documentação. Reconstitui também alguns espaços físicos como a cozinha e o quarto.





Pela estrada panorâmica das eólicas seguimos até ao Rolão onde as ruínas daquela velha casa da “Senhora Martinha” nos permitem ainda recordar tempos idos e todas as peripécias que envolviam uma viagem à terra.
Fomos então surpreendidos por uma “emboscada” preparada pelo Artur e pelo José Álvaro, mas que felizmente não causou quaisquer danos na comitiva.
Enquanto se deslizava suavemente pela estreita via íamos dando a conhecer as dificuldades por que passaram os dirigentes regionalistas nos anos quarenta/cinquenta com o processo para a abertura e construção desta estrada que iria tirar do isolamento as aldeias da nossa freguesia.





Um desvio para a simpática aldeia do Soito, aldeia que se encontra em permanente e franca recuperação. Dirigentes da Comissão de Melhoramentos aguardavam o grupo e a capela de São Pedro esperava-nos de portas abertas.
“É talvez um dos sítios mais míticos do Soito, sendo, ao longo da história, para além de um local de oração, o verdadeiro centro da aldeia. Segundo a tradição oral, terá cerca de seiscentos anos e à data da sua construção situava-se no cimo da aldeia, que entretanto se foi expandido pela encosta. Diz-se que é uma das mais antigas da Freguesia. Ainda segundo a mesma tradição oral, a imagem de São Pedro, feita em pedra, já existia antes da construção da capela, sendo nesses tempos guardada na casa dos habitantes da aldeia.” (in Soito – Aldeia Preservada)
Na ponte do Soito, a primeira obra realizada pela União Progressiva na freguesia do Colmeal, a passagem do enorme autocarro não foi muito fácil mas valeu mais uma vez a perícia do condutor, demonstrada já em anteriores situações.
O “Ex-líbris” da freguesia maravilhou todo o grupo na passagem sobre o rio Ceira, uma autêntica piscina de águas límpidas e tentadoras, qual paraíso tropical, com as suas árvores frondosas fazendo como que uma garbosa guarda de honra enquanto ele vai deslizando tranquilamente e em silêncio.







O Colmeal já era em 1560 uma pequena povoação da margem direita do Ceira tendo por esse tempo, a 16 de Novembro, merecido a “promoção” a freguesia.
Carlos da Conceição de Jesus, presidente da Junta de Freguesia, fez questão de receber os visitantes no salão do edifício a quem dirigiu palavras de muita simpatia. Também António Santos, presidente da União Progressiva e António Neves, Tenente-coronel Comando manifestaram a sua satisfação por esta iniciativa que teve enorme adesão e que trouxe ao Colmeal grupo tão numeroso.
Comandos e Junta de Freguesia trocaram ainda lembranças alusivas a esta visita antes de todos se dirigirem para o piso térreo onde foi servido o almoço, que pela instabilidade climatérica teve que ser deslocado do Parque de Merendas das Seladas.
A boa disposição esteve sempre presente e entre todos os que ali estavam, havia um Comando particularmente orgulhoso e feliz por ter trazido à sua terra, à terra que o viu nascer e onde deu os primeiros passos, um tão grande grupo de amigos e que, como ele costuma dizer, “são a sua outra família”. O Artur Domingos da Fonte. Um diploma foi no final entregue aos participantes certificando a sua passagem pela Serra do Açor.





O tempo corria velozmente e com um atraso muito considerável chegou-se à Cabreira para uma visita ao Lagar, onde o Senhor Luciano explicou o modo de funcionamento.
Seguiu-se a vila de Góis onde a hora tardia a que chegámos não nos permitiu mais do que uma breve e última contemplação da tranquilidade do Ceira.
A simpatia das gentes da serra que tão bem os soube receber, a beleza paisagista e a gastronomia cativaram estes “aventureiros” que ficaram completamente rendidos.
De todos ficou a promessa de voltar.

Fotos de A. Domingos Santos,
Francisco Silva e José Carlos