quinta-feira, 21 de setembro de 2017

BIBLIOTECA da UNIÃO no COLMEAL


Mantém-se válido o que escrevemos, neste espaço, em 30 de Novembro de 2013.
«O carinho, o interesse e a generosidade de alguns sócios e amigos da União, que sabem e reconhecem como os benefícios da leitura são importantes na formação das pessoas, têm permitido engrandecer e diversificar o acervo da nossa biblioteca

E esse carinho e generosidade continuam a manifestar-se. Ainda há poucos dias, uma associada, que conheceu o Colmeal graças à União Progressiva e nos tem acompanhado em diversas iniciativas, nos fez entrega de um conjunto de livros de inegável interesse.
Destacamos os Grandes Génios da Literatura Universal, em que pontificam autores como Shakespeare, Miguel de Cervantes, Edgar Poe ou Goethe. As Grandes Civilizações Desaparecidas, como as do Mar Vermelho, dos Celtas, a Atlântida, a Palestina dos Cruzados, a Suméria ou da Grécia do Pártenon. Há um ditado antigo que aprendemos em pequenos, que “o saber não ocupa lugar”. E é bem verdade.


A ideia da criação de uma biblioteca no Colmeal surgiu no almoço de aniversário dos 74 anos da União. Ideia que caiu bem no seio da massa associativa, com imediata adesão, através de donativos, livros e palavras de muito apreço. Em pouco tempo, as nossas espectativas estavam largamente ultrapassadas. No Centro Paroquial Padre Anselmo, de três estantes, iniciais, depressa passamos às seis, aquando da inauguração da Biblioteca da União em 10 de Dezembro de 2006. E algum tempo depois, as estantes passaram a dez. Oferta dos nossos associados.
A escassez de espaço e os muitos livros, que continuavam a chegar, criavam-nos um problema, que felizmente foi resolvido, com a assinatura do protocolo de cedência da antiga escola. Mais dez estantes, sem quaisquer encargos para a colectividade. Novamente a generosidade associativa a funcionar.

Neste lote de livros, agora oferecido, encontramos autores portugueses, lusófonos, e grandes nomes da literatura mundial, como Fernando Namora, José Saramago, José Cardoso Pires, Mia Couto, Erich Marie Remarque ou Hans Hellmut Kirst, já presentes no Colmeal.


Fernando Namora num notável romance, «Minas de San Francisco», cuja acção se localiza numa região agreste do nosso país e decorre no tempo da última conflagração mundial. É o livro do drama vivido por centenas de homens, que, abandonando o cultivo da terra, procuram no volfrâmio a redenção a que aspiram e diariamente se lhes nega. Porventura, é de todos os seus romances, aquele que possui maior poder de sugestão visual, e que foi considerado «uma obra-prima de arte e humanismo».

«O Trigo e o Joio», de Fernando Namora, que conheceu numerosas traduções estrangeiras, é mais do que um romance campesino, odoroso e rude, uma espécie de romance picaresco, uma epopeia barroca: é a revelação de um grande escritor.

É por definição, um romance de «encenação» rural, com toda uma problemática prementemente social relacionada com o homem do campo, suas dificuldades e seus problemas de sobrevivência.

De Mia Couto, «Vozes Anoitecidas», um livro de contos que se lê, sempre com um sorriso por perto. Segundo o autor «Estas histórias desadormeceram em mim sempre a partir de qualquer coisa acontecida de verdade mas que me foi contada como se tivesse ocorrido na outra margem do mundo

Escrito em vinte e oito dias, «A Oeste Nada de Novo» é, porventura, o romance de maior projecção de Erich Maria Remarque e um «clássico» da literatura de ficção inspirada na primeira guerra mundial. Na verdade esta história, passada no universo exíguo e lamacento das trincheiras de 1914-1918, constitui o primeiro e vibrante termo de um requisitório incomparável que aborda a guerra nos diversos aspectos que flagelam o homem na sua carne e no seu espírito.

De Hans Hellmut Kirst, «Camaradas», um romance de Publicações Europa-América.
Um livro que se lê, quase sem intervalo e nos conta, que nos últimos dias da guerra, em plena derrocada, quando o Exército Vermelho avançava já para Berlim, sete homens foram encarregados de uma missão desesperada e inútil. No meio da confusão, um deles – por sinal, o único nazi do grupo… - é «liquidado» com uma granada de mão por um dos seus próprios camaradas. Porquê? Só no final do romance o leitor virá a sabê-lo. Entretanto, este acontecimento facilita a fuga de todos os outros… E assim se vai desenrolar um drama cheio de suspense, cujas peripécias Kirst desbobina com aquela destreza que faz dele, a um tempo, um grande autor policial e um humorista sarcástico.

A Biblioteca do Colmeal fica mais rica com estas obras. Obrigado a todos quantos nos ajudam a possibilitar a leitura destes autores. Obrigado a todos os que reconhecem os benefícios e o prazer da leitura.
No Colmeal, as pessoas voltaram a ler.

LER É IMPORTANTE. LER FAZ BEM.

UPFC

3 comentários:

Anónimo disse...

Uma biblioteca, de facto é uma excelente ideia e uma oportunidade para pessoas como eu, que adoram livros! Parabéns por esta iniciativa! Já sei há algum tempo que a biblioteca funciona no centro, mas não sei qual o horário de funcionamento e se podemos requisitar livros para trazer para casa. Agradeço desde já a informação.
Elisabete Ascenção

António Santos disse...

A Biblioteca não tem horário definido. Os membros da nossa Delegação, como o José Álvaro ou a Bela, estão disponíveis para combinar com os leitores a melhor hora/ocasião para satisfazer os seus pedidos. Preferencialmente depois da celebração da missa dominical.
Obrigado pelo seu interesse.

Anónimo disse...

Obrigado
Elisabete Ascenção