sexta-feira, 25 de novembro de 2016

BELEZAS E RIQUEZAS DA SERRA. A SUPERLUA



Em meados deste mês, concretamente a 13, 14 e 15, a lua mostrava-se atraente e ostensivamente grande e brilhante, confirmando as notícias de que seria a maior desde há 68 anos. O fenómeno, que acontece quando a maior proximidade face à terra coincide com a lua-cheia, só voltará a ocorrer em 2034.

Sem idade para andar na lua antes e não prevendo estar cá para o fazer depois, aproveitei a oportunidade para a perseguir desta vez. Eu e muitos outros, segundo consta! Uma beleza de lua; mas uma desilusão fotográfica! Enquanto a televisão passava aquelas imagens fantásticas da lua a atravessar pontes ou a escalar edifícios monumentais, aqui só se via a espreitar lá de cima ou timidamente de trás das árvores, a pairar indiferente sobre as torres metálicas e cabos, que desfeiam a serra, mas produzem e transportam energia. Solidariamente e sem reciprocidade relevante!

Vista do Cabeço do Gato, a superlua não parecia nem mais nem menos bonita, apenas mais divertida com o espetáculo de corre-corre e dispara que os terrenos lhe estavam a proporcionar. Por cansaço ou “aluagem” da máquina - que não da fotógrafa -, Arganil refulgia de espanto arrastado, lá em baixo!








Lisete de Matos
Açor, Colmeal, 23 de novembro de 2016.

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