sexta-feira, 20 de maio de 2016

BELEZAS E RIQUEZAS DA SERRA. HERBÁCEAS DE CÁ (II)


Na continuidade do texto “Belezas e Riquezas da Serra. Herbáceas de cá (I)” (http://upfc-colmeal-gois.blogspot.pt/, 5 de maio), partilho hoje a fotografia de mais umas tantas herbáceas. Trata-se de um conjunto muito diversificado, de que fazem parte as pútegas, a que aludi há anos (http://upfc-colmeal-gois.blogspot.pt, 28 de junho de 2010) e algumas plantas menos frequentes, como as parasitas “linho-de-cuco” (cuscuta) e “monótropa”, as orquídeas e uma “pedicularis sylvatica”, que encontrei perto do Cabeço do Gato.
Permito-me recordar que estas herbáceas são uma parte ínfima das muitas que atapetam e enfeitam os terrenos e as bermas dos caminhos, consumindo os primeiros e consumindo-nos por isso. Muitas não as consegui identificar e/ou distinguir a espécie (leitugas, malmequeres, azedas …), outras não as terei visto, tanta a modéstia da sua existência. Juntos, porém, naturais, oriundos e amantes da serra, chegaremos a um levantamento aceitável da flora dos nossos sítios!
Recordo, igualmente, que os nomes das plantas foram retirados de bibliografia da especialidade, figurando o nome local, quando conhecido, em segundo lugar. Nas poucas situações em que não foi possível encontrar um nome comum, optei por aportuguesar o nome científico (gágea, por exemplo) e, em três casos, por usar um ? seguido de referência à família ou ao género da planta. Por os considerar muito ajustados, teria gostado de chamar, a partir do espanhol, “galita” à tal “pedicularis sylvatica” e, à monótropa, a partir do inglês, “Cachimbo-de-índio” ou “Planta-fantasma”!
Uma narrativa, os nomes! Sem esquecer o “saramago”, que está na origem do apelido de José Saramago, pelas razões que o autor explica na sua autobiografia! Ou os miosótis “Não-me-esqueças” da lenda, em que a serra se quer transformada!

















































































Lisete de Matos
Açor, Colmeal, 12 de maio de 2016

1 comentário:

Anónimo disse...

Parabéns e obrigado, Dra. Lisete, pela investigação que realizou e que vai partilhando connosco. Certamente que todos vamos olhar de maneira diferente para o "mato" nas nossas caminhadas por terras do Colmeal.

Rui Ferreira