segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

As nossas belezas serranas


Em Maio as nossas serranias apresentam-se com uma imensidão de cores, cheiros e sabores… e no fim-de-semana de 30 e 31 de Maio próximo a União Progressiva da Freguesia do Colmeal irá proporcionar aos seus associados a oportunidade de desfrutar de uma zona lindíssima, com todo o seu esplendor e autenticidade. Convidamo-lo assim a descobrir a beleza e a tranquilidade das serranias onduladas, calcorrear aldeias do xisto que ainda vivem ao ritmo de tempos passados e a deliciar-se com os variados sabores da excelente gastronomia tradicional serrana.






A partida de Lisboa será pelas oito horas rumo a Condeixa para as visitas às ruínas de Conímbriga, um povoado pré-romano do II Milénio A. C. e ao Museu Monográfico, onde nas suas várias salas se poderão observar os achados encontrados nas escavações.






Em Miranda do Corvo almoçaremos no Restaurante Museu da Chanfana, onde poderemos apreciar o ex-libris da gastronomia serrana e depois visitar o Parque Biológico da Serra da Lousã, uma proposta multifacetada na oferta turística associando a educação ambiental ao enaltecimento de valores e tradições culturais da região. São 12 hectares, sendo 7 de área florestal e 5 de área agrícola e social. O Parque Biológico integra, entre outros, um Centro de Informação, Parque de Vida Selvagem, Quinta Pedagógica, Labirinto de Árvores de Fruto, Roseiral, Centro Hípico, Museu Vivo de Artes e Ofícios Tradicionais com Loja de Artesanato, Museu da Tanoaria e Restaurante Museu da Chanfana.



Seguiremos por Lousã onde poderemos admirar o seu Castelo, também referido como Castelo de Arouce, situado na margem direita deste rio, monumento que se constitui, hoje em dia, numa requisitada atracção turística. No morro em frente situam-se as Ermidas de Nossa Senhora da Piedade, um importante Santuário Mariano.












A paragem seguinte será em Candal, uma das aldeias do xisto onde mora a diferença, com a sua malha urbana irregular e complexa, que poderemos percorrer nas suas ruelas apertadas e muito características. Na Loja da aldeia haverá possibilidade de adquirir produtos regionais e apreciar uma especialidade feita à base de castanha, mel e amêndoa, os Talasnicos. Depois, admirando a fabulosa paisagem envolvente a caminho de Pampilhosa da Serra, iremos jantar no Restaurante O Buke e pernoitar no Villa Pampilhosa Hotel****.




No dia seguinte, após o pequeno-almoço, iremos apreciar a albufeira da Barragem de Santa Luzia, que, construída entre dois enormes rochedos criou uma das zonas paisagísticas mais deslumbrantes do concelho de Pampilhosa da Serra e de todo o território das Aldeias do Xisto. Enquadra-se no tipo de barragem de montanha e recebe água das ribeiras do Vidual e Unhais, bem como da albufeira do Rio Ceira, através de um túnel.



Seguiremos para Fajão, outra aldeia do xisto e antiga Vila, encaixada numa pitoresca concha da Serra, alcandorada sobre o Rio Ceira, perto da sua nascente, entre altos e gigantescos penedos de quartzito, cuja configuração faz lembrar antigos castelos naturais. Destacam-se o Museu Monsenhor Nunes Pereira, a Igreja Paroquial de Fajão - Séc. XVIII (1788), as Capelas de N. Senhora da Guia e de S. Salvador e a Antiga Casa da Câmara e Cadeia - Edifício em xisto que alberga hoje uma acolhedora residencial. Existe um típico forno comunitário que contamos ver a funcionar.





Seguimos depois para o Colmeal, bonita aldeia do concelho de Góis, com o rio Ceira a convidar-nos para um banho refrescante nas suas límpidas águas. Povoação muito antiga, possivelmente anterior à fundação do reino, não nos sendo possível no entanto determinar com exactidão as suas origens. Almoço regional no Parque de Merendas das Seladas e o regresso a Lisboa previsto para as 20 horas.

UPFC
Fotos de A. Domingos Santos

1 comentário:

Anónimo disse...

Uma União viva e em festa. Parabéns e parabéns pelo vosso programa para os últimos dias de Maio. A Serra "está na moda" e ainda bem. Lugares de saber e tradições para descobrir ou relembrar e por onde o tempo avança ao ritmo da natureza e da história. Sinal de vivência e convivência, a Serra não "morre" desde que se recupere os encantos de antigamente com outros sentidos à vida nas aldeias. Desculpem, é a saudade. Parabéns e ... desfrutem.

Magalhães Pinto